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Quarta-feira, 26 DE Julho DE 2017

Explosão Solar de Classe-X a caminho de Marte

E atingindo o planeta entre quinta e sexta-feira!

 

No passado dia 23 (domingo) uma chama solar da classe-X (as mais intensas na escala crescente B/C/M/X) deu origem a uma intensa emissão de matéria solar ‒ originada pela interação de campos eletromagnéticos extremos movimentando-se na coroa do Sol ‒ provocando fortes explosões e erupções à sua superfície e ejetando o mesmo material (massa) através de CME incorporando raios extremamente nefastos, energéticos, penetrantes e radioativos (como raios-X e ultravioletas). Para nosso benefício com as CME não dirigidas à Terra, mas sendo dirigidas a Marte pondo em estado de alerta todas as sondas aí presentes (em órbita como à superfície).

 

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Uma explosão na coroa do Sol ‒ iniciada por volta das 05:00

Com as chamas solares a deslocarem-se na direção do planeta Marte

(relativamente à Terra colocada do lado oposto da estrela comum)

 

Para se verificar como o Sol pode ser ao mesmo tempo amigo e inimigo de elementos pertencentes à mesma (e sua) família planetária ‒ o Sistema Solar ‒ basta recordar o que aconteceu ontem na sua coroa solar (23 de Julho), com uma espetacular CME a surgir do lado oposto do Sol (relativamente à Terra) não afetando minimamente o nosso planeta (CME em sentido oposto ao nosso), mas dirigindo-se em direção ao planeta Marte neste momento localizado do outro lado do Sol (a região do Sol originária da intensa erupção e ejeção de material e radiações solares para o espaço exterior). Emergindo da já conhecida mancha solar AR 2665 (tendo sido visível ao passar diante de nós no início deste mês) e devido ao seu movimento de rotação e subsequente erupção (radiação ultravioleta extrema) percorrendo em pouco tempo a distância até Marte e atingindo-o brevemente.

 

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A explosão solar de 23 de Julho ‒ 05:00:30

Registada pela câmara do satélite STEREO A

(EUVI 195)

 

Pela sua expressão podendo-se considerar esta CME uma explosão solar da classe X (as mais intensas), a qual se tivesse ocorrido umas duas semanas antes teria certamente atingido a Terra e provocado no mínimo as habituais e intensas tempestades geomagnéticas, mais visíveis a elevadas latitudes mas em casos mais extremos podendo ocorrer a menores latitudes: alargando (em latitude) o campo visual de fenómenos como as auroras, podendo afetar e interromper emissões de certas frequências de rádio, perturbando ou danificando parte das mais diversas grelhas elétricas (de abastecimento) ou até em situações mais extremas e provavelmente já ocorridas no nosso planeta (no passado já que as recentes felizmente nos têm passado ao lado) provocando danos ainda maiores e de consequências mais gravosas: como terá sucedido em 1859 e milagrosamente evitado em 2012.

 

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Se o Evento de 1859 provocou o colapso do seu mais importante meio de comunicação

(o telégrafo ‒ e o incêndio de alguns equipamentos e até choques elétricos)

O Evento de 2012 se dirigido à Terra poderia ter-nos feito regressar à Idade da Pedra

 

No ano de 1859 e numa altura em que o Sol já demonstrava alguns sinais de incremento da sua atividade (na sua coroa solar) ‒ com várias manchas solares visíveis e direcionadas para a Terra ‒ com o nosso planeta a ser diretamente atingido pelos efeitos de uma grande explosão na superfície do Sol e com a nossa estrela a enviar-nos uma invisível mas poderosa nuvem de eletrões impactando violentamente a nossa atmosfera e provocando auroras mesmo a baixas latitudes, interferências e interrupções nas comunicações (como no telégrafo com alguns dos seus componentes como fios e terminais causando choques elétricos, pegando fogo e provocando incêndios) e afetando ainda a jovem rede elétrica ainda no seu início de implementação (e com consequências para a sociedade de então muito mais reduzidas se tal caso ocorresse hoje.

 

“The Carrington event happened in the mid-1800s, and the effects that it had on the technology of the time were notable and significant. The effect of a similar event occurring during the 21st century would be much worse due to our reliance on technology — for starters, we would probably lose all satellites, causing billions of dollars in damage and confusion as our navigation and communication systems shut down. It is impossible to say with certainty what such an event would lead to, and when or if it might happen.” (futurism.com)

 

Numa sociedade assente na eletricidade, nas telecomunicações e nas novas tecnologias): no presente e com uma Tempestade Solar deste nível a suceder (para muitos um cenário cíclico a cada 500 anos) podendo-se transformar mais este (previsível) episódio num Evento de relevo e com efeitos catastróficos para o nosso Ecossistema e a sua estrutura básica de suporte (toda baseada na Eletricidade e no Magnetismo) ‒ com um impacto financeiro de Triliões e talvez necessitando de uns 10 anos para recuperar. Já no ano de 2012 e decorridos mais de 150 anos sobre o Evento de 1859 (Carrington) com um outra explosão solar de semelhantes dimensões e consequências (se não mesmo pior) a ser registada (fez ontem 5 anos) deslocando-se em direção da órbita terrestre, mas felizmente falhando o alvo (a Terra) por uma questão de alguns dias (uma semana): salvando-nos dos raios-X e das radiações ultravioletas.

 

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Diferentes camadas constituintes da atmosfera

Contendo nela todos os ingredientes para o aparecimento da Vida

(e com a mesma envolvendo e protegendo toda a Terra)

 

Em 25.07.2017 e num período em que o Sol não tem apresentado manchas visíveis (pelo menos minimamente relevantes) com a nossa estrela mantendo-se relativamente tranquila pelo menos no que nos diz respeito (Terra), mas invertendo-se os papéis relativamente a Marte: supondo o vento solar a deslocar-se a uma v = 600Km/s e Marte distando 225.000.000Km do Sol (média), dentro de cerca de 4/5 dias com as radiações provenientes da mancha solar AR 2665 a atingirem o Planeta Vermelho (27/28 Julho), bombardeando de uma forma inclemente o nosso vizinho exterior com poderosíssimas emissões de radiações tóxicas e mortais provenientes da deslocação desta extremamente intensa e energética nuvem eletromagnética capaz de destruir tudo (em certos contextos) à sua passagem, varrendo todos os cenários (principalmente os desprotegidos) com raios -X e raios ultravioletas.

 

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Viajando pelo Espaço

Sem proteção em Marte e com proteção na Terra

(na Terra com o seu escudo protetor defletindo o vento solar e cósmico)

 

Um planeta sem atmosfera, sem água e sem vida, encerrado num ecossistema aberto e sem qualquer tipo de proteção de efeitos oriundos do exterior (a tal atmosfera protetora existindo na Terra), mostrando-nos um cenário de um mundo infinitamente bombardeado por raios solares e por raios cósmicos, transformado 4,5 biliões após a sua formação num deserto árido e como que calcinado e sem vestígio de qualquer tipo de organismo senão mesmo os minerais: fazendo-nos suspeitar da existência de água num passado bastante remoto de Marte mas nada nos dizendo sobre a possibilidade da existência de organismos para além dos minerais (os orgânicos). E olhando para o sucedido em Marte comparativamente com o sucedido na Terra (claramente com partes dos seus trajetos comuns), agradecendo pela nossa cobertura (protetora) completamente ausente na outra superfície (marciana).

 

(imagens: nasa.gov/activistpost.com/theexplanation.com/skyandtelescope.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:08
Domingo, 23 DE Julho DE 2017

Snooker ‒ Hong Kong Masters

Neil Robertson (AUS/7ºRM)

6 ‒ 3

Ronnie O’Sullivan (ING/14ºRM)

 

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E o Vencedor é NEIL ROBERTSON

(o 3º a contar da esquerda)

 

Integrando 7 dos 8 melhores classificados no atual Ranking Mundial de Snooker (exceção feita ao chinês Ding Junhui/4ºRM substituido pelo inglês Ronnie O’Sullivan/14ºRM), disputou-se este fim-de-semana o Masters de Hong Kong (oito participantes) 3ª prova do Circuito Mundial.

 

Ronda

Jogador

Jogador

Resultado

QF

Neil Robertson

Mark

Selby

5-3

QF

Marco

Fu

Barry Hawkins

5-3

QF

Judd Trump

Shaun Murphy

5-3

QF

Ronnie O’Sullivan

John

Higgins

5-4

MF

Neil Robertson

Marco

Fu

6-4

MF

Ronnie O’Sullivan

Judd Trump

6-5

F

Neil Robertson

Ronnie O’Sullivan

6-3

 

Com a realização da 3ª prova integrando o Circuito Mundial de Snooker época 2017/18 disputou-se hoje a final da prova por convites o HONG KONG MASTERS (decorrendo entre 20/23 Julho). Depois da vitória do galês RYAN DAY na 1ª prova a contar para o Ranking Mundial o MASTERS de RIGA (5-2 na final frente ao escocês Stephen Maguire), seguida pela vitória da CHINA na WORLD CUP (vitória na final frente à Inglaterra por 4-3) e agora com o australiano NEIL ROBERTSON a vencer a final de Hong Kong (prova por convites não contando para o RM) batendo na final o inglês Ronnie O’Sullivan (por 6-3), constituindo-se assim um lote de 4 jogadores podendo reivindicar desde já uma vitória nesta época 2017/18: Ryan Day (Masters Riga), DING JUNHUI (World Cup), LIANG WENBO (World Cup) e Neil Robertson (Masters Hong Kong).

 

Seguindo-se agora e integrado nos JOGOS MUNDIAIS a decorrer este ano em WROCLAW na POLÓNIA mais uma prova incluída no circuito mundial de Snooker 2017/18 (os WORLD GAMES não contando para o RM), com a participação de 16 jogadores (por convite) de diversos países participantes e representados nestes jogos em diversas modalidades. No caso do Snooker contando com 16 jogadores originários de 12 países e numa prova decorrendo entre 26/30 Julho: destacando-se entre outros jogadores a presença de ALI CARTER (ING), de ALEXANDER URSENBACHER (SUI), de KYREN WILSON (ING) e ainda da chinesa NG ON YEE atual Campeã do Mundo 2017 (setor feminino). Em meados de Agosto recomeçando as provas integrando o RM (2ª e 3ª) com a realização do EVERGRAND CHINA CHAMPIONSHIP (16/22) e do PAUL HUNTER CLASSIC (22/27) com este último a decorrer na Alemanha.

 

(imagem: gettyimages.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:22
Terça-feira, 18 DE Julho DE 2017

O Mundo de Enceladus

Como um Mundo Jovem, Claramente Ativo e em Movimento Evolutivo, ficará solitário e completamente isolado (da espécie dominante do seu Sistema) pela nossa brutal e prolongada ausência dentro de apenas 2 meses (data do suicídio da sonda Cassini sem deixar nenhuma descendência: 15 de setembro de 2017). Incompreensível por inaceitável.

 

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Enceladus em Abril de 2017

(Um Mundo Vivo num Universo Vivo)

Localizado a cerca de 1500 milhões de Km do Sol (10 UA)

 

Numa imagem obtida a 13 de Abril deste ano a partir de uma câmara instalada na sonda orbital Cassini (localizada nas vizinhanças do planeta Saturno e a cerca de 800.000 Km da lua Enceladus), podemos observar mais uma vez jatos de material a serem ejetados para o espaço exterior a partir deste satélite natural, originados e visíveis no polo sul desta lua de Saturno (o segundo maior planeta do Sistema Solar).

 

Num registo fotográfico com a lua Enceladus a ser iluminada pelo Sol (polo norte/parte superior), sendo detetável a sul e à sua superfície o aparecimento de uma mancha extremamente brilhante e luminosa (e com uma extensão de cerca de 500Km), num fenómeno ainda não totalmente esclarecido de projeção de materiais para a atmosfera do satélite (o sexto maior dos mais de 60 de Saturno).

 

Deixando-nos na Ilusão ainda Real de que algo de extraordinário se estará a passar nesta lua do Gigante Gasoso Saturno (10 UA do Sol), revelando com estas manifestações repetidas um intercâmbio geológico-atmosférico estranho e misterioso por não observável noutros corpos semelhantes (exceção feita à Terra) e dessa forma mantendo-nos ainda perplexos com o sucedido e divinatórios sobre o que poderá existir debaixo da sua crosta gelada (e eruptiva).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:16
Segunda-feira, 17 DE Julho DE 2017

Espaço 1999 ‒ Martin Landau

No passado sábado (15 Julho) ausentou-se (deste ciclo) com 89 anos de idade John Koenig (Martin Landau) o conhecido comandante da base lunar Alpha na série de sci-fi inglesa Espaço 1999. Para os sobreviventes dessa época (agora com mais de 50/60 anos) mais uma porta que se fecha (num sonho transformado em pesadelo). Ou não tivesse o Homem com a sua não presença abandonado o Espaço.

 

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Dra. Helena Russell (Barbara Brain) e Capitão John Koenig (Martin Landau)

 

Nos já distantes anos setenta (1975/79) num tempo em que terminado o Programa Apollo (1972) e o Sonho Americano (iniciado com John F. Kennedy) todo um conjunto de diversas gerações ainda sonhava convictamente com a Conquista e Colonização do Espaço pelo Homem e pela sua Tecnologia (e como consequência a sua libertação por questões de sobrevivência dos limites terrestres até aí impostos), alguns movimentos culturais ingenuamente prosseguindo no seu caminho de prospeção de novos e revolucionários caminhos evoluindo por antecipação e experimentação a partir de anteriores já por diversas vezes replicados (obviamente por viáveis), ainda projetaram para o Imaginário do nosso Mundo algumas das Realidades possíveis que estaríamos a perder (considerando-as não apenas utópicas mas racionalmente impossíveis). Num Universo Infinito duma espécie limitada no Tempo.

 

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Nave Espacial Eagle

 

Após o abandono incompreensível e definitivo da Lua no início dos anos setenta (a caminho de meio século) ‒ e já que a tínhamos abandonado (nunca mais lá pondo os pés mesmo estando logo ali ao lado a 384.000 Km) ‒  a ser agora a Lua a abandonar o nosso planeta levando atrás de si uma colónia de terrestres: devido a uma poderosa explosão nuclear aí ocorrida causada pela acumulação de resíduos radioativos produzidos na Terra, com o nosso único satélite natural (a Lua) a ser projetado para fora da sua órbita, iniciando a partir daí conjuntamente com a base Alpha (nela instalada) uma prolongada viagem através do Espaço ‒ e assim surgindo uma das séries de culto (de ficção-científica) Espaço 1999 (transmitida em duas temporadas num total de 48 episódios). Um herdeiro do soft Star Trek (final em 1969) e do hard 2001 Odisseia no Espaço (estreado em 1968) anteriores ao fim do Programa Apollo.

 

(imagens: theredlist.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:53
Segunda-feira, 17 DE Julho DE 2017

Sombras em Marte/Vida na Terra

Ameaçadoramente estas Sombras extremas integrando a superfície marciana apenas nos indicam que a Invasão Apocalíptica iniciada há biliões de anos em Marte ainda prossegue sob os olhos curiosos de uma raça alienígena (mas próxima) sem saber bem o que fazer (no mínimo para que o mesmo não lhe aconteça).

 

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Espectros de Marte

Malea Planum ‒ Pólo Sul

(PIA 21784)

 

Num dos planaltos vulcânicos situado na bacia de impacto de HELLAS localizado no hemisfério sul do planeta MARTE (MALEA PLANUM), a sonda espacial MRO enviada do planeta Terra e atualmente orbitando o Planeta Vermelho, conseguiu obter a partir do seu instrumento ótico HiRISE instalado a bordo deste satélite (artificial), sinais evidentes da terrível invasão direcionada para as periferias e envolvendo poeiras e cinzas: resultado da atividade geológica que terá existido num passado bastante remoto nesta região do planeta, num conjunto formado por vários vulcões distribuídos pela bacia e então extremamente ativos.

 

Ainda agora prosseguindo na sua marcha imparável e necessária de purificação (incluída no seu ciclo evolutivo), no seu caminho cobrindo vestígios pretendendo aniquilar o nosso último pretexto (a possível existência no passado de vida e de uma alma marciana) e rodeando todo um corpo seco, varrido, calcinado e completamente despejado de vida, sujeitando-se a um processo aparentemente irreversível da mais pura erosão tóxica, persistente e extremamente mortal.

 

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Região onde se integram os Espectros de Marte

(“sombras” à direita)

 

E com a prossecução desta Invasão no presente planetária mas num futuro extraplanetária, com os terrestres a pretenderem a aí se instalar (em Marte), tentando dar-nos uma resposta (ao futuro do Homem) e à sua necessidade de partir: sabendo-se como debaixo das areias do deserto se escondem sempre os maiores segredos e talvez o mapa do tesouro do nosso próprio destino.

 

Até talvez a resposta para o facto de existirmos (existência de Vida).

 

When a group of atoms is driven by an external source of energy (like the sun or chemical fuel) and surrounded by a heat bath (like the ocean or atmosphere), it will often gradually restructure itself in order to dissipate increasingly more energy. This could mean that under certain conditions, matter inexorably acquires the key physical attribute associated with life: “You start with a random clump of atoms, and if you shine light on it for long enough, it should not be so surprising that you get a plant (Jeremy England/Físico norte-americano do MIT)”

 

(texto final/itálico: quantamagazine.org/ A New Physics Theory of Life/22.01.2014 ‒ imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:44
Domingo, 16 DE Julho DE 2017

O Icebergue A68

Com os efeitos do Aquecimento Global (sejam as suas causas naturais e/ou humanas) a começarem a sentir-se em todos os níveis e em todos os Continentes (oceanos e atmosfera), nem a região mais isolada e preservada do Mundo ‒ a Antártida ‒ escapa às suas nefastas consequências.

 

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Antártida ‒ Pólo Sul

O Novo Icebergue

(A68)

 

Uma placa de gelo localizada na Antártida (Pólo Sul) com mais de 6% da área de Portugal e com cerca de 1 trilião de toneladas acaba de se desprender do mesmo continente no início desta semana na zona da plataforma de Larsen C (com o maior icebergue até hoje registado a ter o dobro dessa área).

 

Segundo os cientistas a acompanhar o fenómeno com este extraordinário bloco de gelo (um dos dez maiores registados neste continente) a continuar pelas proximidades pelos próximos tempos ou a médio prazo a poder fragmentar-se dirigindo-se mais para norte e alcançando águas mais quentes derretendo (e assim contribuindo para a subida global do nível da água dos oceanos).

 

Uma fratura na plataforma de Larsen C reduzindo-a em mais de 10% (na sua área total) e apresentando uma espessura entre os 200/600 metros.

 

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Antártida ‒ Larsen C

Fratura na plataforma de gelo

(12 Julho 2017)

 

Num futuro muito próximo afetando certamente a geografia do continente da Antártida, não só pela própria evolução da fratura (e seu afastamento) como também pelos fenómenos subsequentes a tal despreendimento e associados ao degelo: como o sucedido em casos anteriores com maiores volumes de água a acabarem por ser introduzidos nos oceanos aumentando o seu nível.

 

E com todo o processo iniciado anteriormente a acelerar-se (degelo na Antártida como já sucede no Ártico) inicialmente pouco afetando o Sistema (o Ecossistema Terrestre) nem mesmo a navegação (sobretudo a sul em rotas pouco frequentadas), mas talvez mesmo a médio prazo a sobrelotar os oceanos fazendo-os extravasar as suas margens e inundando continentes (com um dos candidatos a ser Portugal).

 

(imagens: NASA e ESA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:21
Sexta-feira, 14 DE Julho DE 2017

O Convite

Feito por Júpiter e Endereçado por Juno

(sem se perceber a espera)

 

[A meio da sua existência e no seu caminho descendente, o Sol irá aumentar, acabando por engolir a Terra e obrigando-nos a fugir ‒ se tivermos meios para tal.]

 

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A Grande Mancha Vermelha

O Convite

(PIA 21772)

 

O buraco que no decorrer da Evolução do nosso Sistema (Solar) irá revelar o futuro da espécie dominante que no presente prevalece no planeta Terra (Homem) e que (dependendo do nosso trabalho desenvolvido anteriormente) nos abrirá todas as portas do conhecimento (mesmo o considerado imprevisível, ainda invisível numa superfície sem contraste) e os respetivos trilhos a percorrer (libertando-nos da nossa estrela num céu cheio de estrelas).

 

Localizado no maior planeta do Sistema Solar, visto como um Gigante Gasoso rodeando um núcleo rochoso pouco expressivo (face ao diâmetro de Júpiter), coberto por uma espessa e turbulenta camada de nuvens (envolvendo todo a sua superfície) e desse modo, ocultando tudo sob as mesmas e nada revelando para o exterior (nada se vislumbrando para além delas) ‒ além de estar permanentemente sujeito a tempestades atmosféricas extremas (ciclónicas) muito piores que as suas congéneres (terrestres), suspendendo-nos no Tempo por paralisia no Espaço.

 

No Tempo e com todos à espera (o Homem e Júpiter), por ainda por aqui estarmos (neste Espaço). Desde 14 de Dezembro de 1972 (já lá vão quase 45 anos) com o Homem surpreendentemente a abandonar os voos tripulados (com o fim do Programa Apollo) mantendo-nos presos no nosso condomínio fechado (como se este fosse o único e derradeiro ecossistema viável) e recusando-se ao inevitável ato de partir: numa execução observável (e replicada ao infinito) em toda a extensão do Espaço (envolvendo matéria, energia e movimento). Como antes o fizeram os Navegadores, agora na hora dos Astronautas.

 

(imagem: nasa-gov/JUNO/Jason Major)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:00
Quarta-feira, 12 DE Julho DE 2017

A Terra Engolida pela GMV

Na nossa Imaginação não existe qualquer tipo de limite para a utilização dos Números ‒ sejam eles quais forem (mesmo sendo reais): desde o infinitamente grande (suponhamos 10↑1000) ao infinitamente pequeno (por exemplo 10↑-1000). Numa estrutura formidável, capaz de operar números extremos e (ainda assim) alcançar a Unidade (10↑1000 X 10↑-10000 = 1).

 

Para nos apercebermos da posição relativa da Terra face ao conjunto imaginário que a mesma integra ‒ o Sistema centrado no Sol (ponto zero) e estendendo-se até aos limites da Nuvem de Oort (100.000UA) ‒ nada melhor do que a comparar com um outro elemento significativo do mesmo conjunto (como por exemplo Júpiter o maior planeta do Sistema Solar) e daí tentar tirar algumas conclusões (utilizando os parâmetros Tempo e Espaço) que nos possam iluminar: desde logo comparando (em extensão) um planeta com cerca de 12.756Km de diâmetro com outro com cerca de 143.000Km (d Júpiter = 11 x D Terra).

 

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A Terra e a Grande Mancha Vermelha de Júpiter

 

Compreendendo-se tratar-se de dois corpos celestes semelhantes (planetas), um localizado a 150 milhões de Km do Sol o outro em torno dos 800 milhões de Km e inseridos em coordenadas extremamente próximas quase que como sobrepostas (apenas em 5 UA desde o Sol) pensando-se por exemplo em Saturno (10UA) para já não falarmos na fronteira (definindo-a como a Nuvem de Oort 10.000 X mais distante que o planeta). E assim, aproveitando a técnica da sobreposição e toda a nossa capacidade imaginativa emanando por pura reflexão desse novo cenário, dando um primeiro passo para uma nova perceção da nossa situação e posição: não nos chocando o contraste entre a Mancha (Grande Mancha Vermelha de Júpiter) e a Terra.

 

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Júpiter

(PIA 21774)

 

Uma montagem publicada no site da responsabilidade da NASA photojournal.jpl.nasa.gov resultado da sobreposição de uma imagem da Terra (da autoria do SwRI) sobre uma outra do planeta Júpiter obtida a 2 de Abril de 2017 por um astrónomo amador (Christopher Go) e na qual o nosso planeta aparece enquadrado no interior da conhecida Grande Mancha Vermelha do planeta Gigante Júpiter, uma área com cerca de 16.350 Km de extensão ou seja com um diâmetro superior ao do nosso planeta (1,3 d Terra). Que nos confirma por um lado o nosso estatuto (do Homem) da mais pura invisibilidade (tão pequenos e consumindo-nos tão rapidamente), por outro lado o impercetível posto e relevância da Terra na hierarquia Solar (se não fossemos nós sendo indiferente) e mesmo no caso do Gigante (Júpiter) e do seu centro extraordinário (o Sol) e face ao Infinito rodeando tudo, a insignificância fabulosa de um ponto face à sua absoluta e necessária presença na edificação e içar do Todo ‒ sem o qual o mesmo desabaria por falta de um alicerce fulcral: a Vida.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:34
Terça-feira, 11 DE Julho DE 2017

Júpiter sob os olhos de Juno

Se o Homem pretende sobreviver às dimensões do Espaço e do Tempo (no nosso caso ao Sol ‒ vivemos num ponto impercetível do Espaço, num Tempo equivalente ao de uma mosca) o nosso destino será sempre o de partir: mesmo que seja no interior do Sistema (Solar) e preparando a primeira Viagem Exterior (junto de outras estrelas).

 

Ficando, nunca teremos existido.

(provavelmente como muitas espécies, vivendo num tempo relâmpago e nunca tendo comunicado ‒ e com todas estas pensando, terem sido elas as únicas).

 

Agora que se aproxima o fim definitivo da missão Cassini-Huygens com o suicídio da sonda CASSINI sobre o corpo do gigante e gasoso planeta SATURNO (programado para meados de Setembro e deixando-nos isolados desta região do nosso sistema), viramo-nos agora para um seu semelhante (também gigante) considerado o maior dos oito planetas integrando o nosso sistema planetário (Sistema Solar) e recentemente começando a ser orbitado pela sonda JUNO ‒ o planeta JÚPITER.

 

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Jupiter With Great Red Spot, Near Infrared, May 2017

(PIA21713)

 

Nesta primeira imagem de 18 de Maio de 2017 com as diferentes partículas constituindo a espessa camada exterior de nuvens rodeando o planeta Júpiter, a apresentarem-se com cores diferenciadas conforme as respetivas altitudes pelas mesmas atingidas.

 

Com a Grande Mancha Vermelha (GMV aqui aparecendo num branco brilhante) a ser uma das mais altas regiões (acima da região de convecção) do planeta Júpiter o maior do Sistema Solar.

 

E devido aos ventos extremamente intensos circulando a altíssimas velocidades no interior da GMV, observando-se outros fenómenos a ela associados e estendendo a tempestade para oeste (braço da espiral) e para este (em forma de ondas).

 

E com outras regiões rodeando a GMV a registarem uma menor densidade de nuvens/partículas na atmosfera de Júpiter, como as zonas mais escuras situadas a norte (as ovais) e situadas a sul (os blocos) ‒ mas sempre com a presença de grandes tempestades ciclónicas e com a particularidade de rodarem no sentido dos ponteiros do relógio (ao contrário da GMV).

 

Mais a norte e acima da linha do equador com mais uma extensa camada em forma de onda atravessando como uma faixa todo o norte do planeta, nela incluindo mais duas ovais (brancas) referenciadas como anticiclones e registadas em Janeiro deste ano (2017).

 

Num recrudescimento das tempestades atmosféricas detetadas em Júpiter desde essa altura, como o demonstra a nova tempestade referenciada ainda mais a norte do equador (outra oval branca).

 

PIA21714.jpg

Jupiter With Great Red Spot, Mid-Infrared, May 2017

(PIA21714)

 

Nesta segunda imagem igualmente de 18 de Maio de 2017 utilizando um filtro infravermelho, sendo possível observar algumas características da troposfera de Júpiter, como a temperatura e a maior ou menor espessura das camadas de nuvens que o rodeiam (nuvens localizadas nas proximidades do nível de condensação do gás de amónia).

 

Segundo os especialistas da NASA pela cor induzida nessa região do planeta com a GMV a representar uma zona mais fria da troposfera jupiteriana, caraterizada por apresentar uma fina camada de nuvens ‒ por sua vez sendo rodeada por uma zona mais quente localizada mais a nordeste (turbulenta e com partes quentes e secas alternando com outras mais frias e húmidas) no seu conjunto e perante os contrastes de cores emitidas oferecendo-nos uma imagem mais rigorosa deste Gigante.

 

De modo a compreender-se melhor toda a estrutura e mecanismo de funcionamento e desenvolvimento da GMV (assim como de todas as outras manchas ovais), como simultaneamente das áreas a ela adjacentes e estruturas aí existentes.

 

Contando agora com a presença da sonda Juno no dia de hoje (entre 10/11 de Julho) fazendo a sua 6ª aproximação ao planeta: agora que estamos tão perto de perder a sonda Cassini, a pouco mais de 2 meses da sua viagem final em direção ao outro gigante o planeta Saturno.

 

O que nos deixará ausente de uma das zonas mais importantes do nosso Sistema Solar, região onde a probabilidade de existência de água será uma das mais altas em todo este sistema planetário, sabendo-se que perto de nós e à exceção da Terra a mesma não é visível (nos Planetas Interiores pelos menos à vista desarmada e em depósitos relevantes).

 

E que por outro lado as certezas da existência da mesma mais longe de nós, na e para além da Cintura (de Asteroides) ‒ onde se situam os planetas Exteriores e as suas inúmeras luas ‒ são cada vez maiores e cada vez mais evidentes (e com muitos candidatos entre tantos luas e outros corpos).

 

(dados, imagens e legendas: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:33
Domingo, 09 DE Julho DE 2017

Snooker ‒ World Cup

Wuxi ‒ China

09.07.2017 ‒ Final

World Cup 2017

CHINA (A) ‒ 4 INGLATERRA ‒ 3

(Ding Junhui/Liang Wenbo - Judd Trump/Barry Hawkins)

[0-1; 1-1; 1-2; 1-3; 2-3; 3-3; 4-3]

 

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CHINA (A)

Ding Junhui e Liang Wenbo

 

Conclui-se hoje a 2ª prova do Circuito Mundial de Snooker da época 2017/18 (por convite e não contando para o RM) com a realização da final da WORLD CUP (Campeonato do Mundo de Nações): com a equipa da CHINA a sagrar-se Tricampeã do Mundo ao derrotar na final a equipa de Inglaterra por 4-3.

 

F

CHI (A)

ING

P

R

1

 

Liang Wenbo

Judd Trump

47-70

0-1

2

 

Ding Junhui

Barry Hawkins

76-71

1-1

3

 

Liang Wenbo

Ding Junhui

Judd Trump

Barry Hawkins

22-67

1-2

4

 

Liang Wenbo

Barry Hawkins

0-72

1-3

5

 

Ding Junhui

Judd Trump

70-18

2-3

6

Liang Wenbo

Ding Junhui

Judd Trump

Barry Hawkins

60-37

3-3

7

 

Ding Junhui

Judd Trump

88-4

4-3

 

_96851223_trump-hawk.jpg

INGLATERRA

Judd Trump e Barry Hawkins

 

Numa dupla formada por DING JUNHUI e LIANG WENBO (os mesmos que conquistaram o Mundial de 2011) que deram à China o seu 3º Título Mundial (consecutivo), apenas suplantada pela Inglaterra (com 4 títulos) e igualada pela Irlanda (3 títulos) ‒ e com os Campeões anteriores a serem Gales (2), Canadá (2) e Escócia (1).

 

Equipa

FG 1ªJ

FG 2ªJ

FG 3ªJ

FG 4ªJ

FG 5ªJ

QF

MF

F

F

China (A)

IRL

5-0

ALE

3-2

EGI

4-1

BEL

2-3

HK

3-2

GAL

4-1

TAI

4-2

ING

4-3

29-14

Inglaterra

SUI

5-0

MAL

4-1

IRA

4-1

PAQ

5-0

AUS

4-1

IRLN

4-3

CHI (B)

4-3

CHI

3-4

33-13

 

Até ao final do mês de Julho disputando-se ainda mais duas provas individuais por convite não contando para o RM, o HONG KONG MASTERS de 20 a 23 (8 jogadores) e o WORLD GAMES de 26 a 30 (16 jogadores). E fora as Qualificações (no início de Agosto) com a 2ª prova a contar para o RM a ser o EVERGRANDE CHINA CHAMPIONSHIP entre 16 2 22 Agosto (128 jogadores).

 

(imagens: worldsnooker.com/dailymail.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:41

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Julho 2017

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