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Quarta-feira, 30 DE Janeiro DE 2013

Surf na Nazaré

O surfista norte-americano natural do Havai Garrett McNamara cavalga uma onda de 30 metros na Praia do Norte, situada na vila portuguesa da Nazaré – batendo o seu recorde pessoal no que se refere à altura da onda.

 

Nazaré – Praia do Norte

 

Apesar de ser considerado um dos melhores locais para a prática do surf, a imagem mostra bem o que pode acontecer se algo correr mal na tentativa de tentar dominar a onda: levar com a onda em cima ou ser atirado contra as rochas.

 

(notícia – The Times)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:12
Quarta-feira, 30 DE Janeiro DE 2013

Odor a oxigénio

  • The Quantum Theory of Smell

 

Smelling

 

A controversial theory that the way we smell involves a quantum physics effect has received a boost, following experiments with human subjects. It challenges the notion that our sense of smell depends only on the shapes of molecules we sniff in the air. Instead, it suggests that the molecules’ vibrations are responsible.

 

Molecules can be viewed as a collection of atoms on springs, so the atoms can move relative to one another. Energy of just the right frequency – a quantum – can cause the “springs” to vibrate, and in a 1996 paper [the theory's creator] Dr. Lucia Turin said it was these vibrations that explained smell.

 

A way to test it is with two molecules of the same shape, but with different vibrations. A new report shows that humans can distinguish the two…In double-blind tests, in which neither the experimenter nor the participant knew which sample was which, subjects were able to distinguish between the two versions of the molecule cyclopentadecanone.

 

  • Atmospheric Oxygen Levels Are Dropping Faster Than Atmospheric Carbon Levels Are Rising

 

Earth

 

The rise in carbon dioxide emissions is big news. It is prompting action to reverse global warming. But little or no attention is being paid to the long-term fall in oxygen concentrations and its knock-on effects.

...

Compared to prehistoric times, the level of oxygen in the earth’s atmosphere has declined by over a third and in polluted cities the decline may be more than 50%. This change in the makeup of the air we breathe has potentially serious implications for our health. Indeed, it could ultimately threaten the survival of human life on earth.

...

In the 20th century, humanity has pumped increasing amounts of carbon dioxide into the atmosphere by burning the carbon stored in coal, petroleum and natural gas. In the process, we’ve also been consuming oxygen and destroying plant life – cutting down forests at an alarming rate and thereby short-circuiting the cycle’s natural rebound. We’re artificially slowing down one process and speeding up another, forcing a change in the atmosphere.

...

Evidence from prehistoric times indicates that the oxygen content of pristine nature was above the 21% of total volume that it is today. It has decreased in recent times due mainly to the burning of coal in the middle of the last century. Currently the oxygen content of the Earth’s atmosphere dips to 19% over impacted areas, and it is down to 12 to 17% over the major cities. At these levels it is difficult for people to get sufficient oxygen to maintain bodily health: it takes a proper intake of oxygen to keep body cells and organs, and the entire immune system, functioning at full efficiency. At the levels we have reached today cancers and other degenerative diseases are likely to develop. And at 6 to 7% life can no longer be sustained.

 

(artigos – disinfo.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:31
Terça-feira, 29 DE Janeiro DE 2013

Visão Nocturna – Uma história sobre a Lua

“Um objecto só é surpreendente se o não quisermos reconhecer”

 

Lua Cheia de Janeiro – América do Norte

 

Tinha anoitecido há já algum tempo quando ao aproximar-me da janela me vi perante uma estranha luz que iluminava os céus: nunca antes tinha reparado naquele círculo luminoso suspenso sobre as montanhas e a visão daquele fenómeno misterioso deixou-me um pouco espantado. Encostei a minha face ao vidro frio da janela e concentrei-me no que os meus olhos me diziam: para lá das árvores que se erguiam à minha frente, a cidade cintilava tranquila na noite que a envolvia, enquanto que as montanhas geladas que se erguiam lá ao fundo sobre a planície a protegiam, apontando ao mesmo tempo a presença do misterioso objecto nas suas proximidades. O objecto emitia uma luz fixa – sempre com a mesma intensidade – e a sua forma circular parecia movimentar-se muito lentamente sobre as montanhas. Iluminava todo o céu e a terra em seu redor, como se alguém tivesse aí colocado uma candeia para iluminar o caminho de regresso a casa, às pessoas que se tivessem perdido na sua jornada diária. Fiquei um pouco preocupado com o que estava a acontecer, até porque não tinha comigo nenhuma maneira de comunicar com o exterior – não tinha trazido telemóvel e a casa não dispunha de rede fixa – e assim perceber o que aquilo era e saber o que dali poderia sair. Resolvi então sair para o exterior e tentar perceber mais claramente o que aquilo seria: mas estava tudo gelado e silencioso, com um vento frio – penetrante e doloroso – que me fez vergar o corpo e sair dali como um louco a correr, à procura do primeiro aquecedor. Tomei um café bem quente, recolhi-me um pouco à lareira e com um cobertor colocado sobre as costas, fui-me pôr de novo à janela: e foi depois de me sentar e instalar comodamente no sofá que, ao olhar o horizonte que se abria para lá do vidro que dele me separava, verifiquei que o misterioso objecto já lá não estava, nem se avistava nas redondezas. Fiquei estupefacto. Mas que objecto não identificado seria aquele?

 

Ainda fiquei uns minutos à espreita mas o objecto não aparecia. Só reparei que a noite parecia ter escurecido um pouco mais e que um grupo de nuvens que andava há umas horas por aí se tinha aproximado da zona das montanhas, colorindo agora o céu com um azul-escuro por vezes alterado e clareado. Resolvi então ir até ao meu quarto para ver se encontrava os meus binóculos: talvez a luz voltasse a surgir no céu e com eles poderia ver tudo muito mais próximo e com muito mais detalhe. Subi as escadas, acendi a luz do quarto e enquanto ia procurando o instrumento acendi a TV: estava a dar um filme de terror que já tinha dado milhentas vezes, pelo que mudei para o canal de notícias, que também não estava a dar nada de interessante. Encontrei os binóculos e desci de novo até à sala. E lá estava de novo brilhante e suspensa sobre a plácida cadeia montanhosa, a estranha luz fixa que eu visionara anteriormente, tal e qual como da primeira vez que surgira nos céus, mas agora um bom bocado mais deslocada para a direita. Fiquei por momentos paralisado a observar o misterioso objecto e a congeminar o que fazer agora que ele voltara. Decidi subir até ao terraço e levar os binóculos. Tive que me proteger bem do frio e bebi uns quantos copos de aguardente para aquecer o corpo por dentro, enquanto que a alma ficava suspensa sob os vapores do álcool e pelas revelações que o artefacto visual me viesse a proporcionar. Coloquei os binóculos e dirigi-o imediatamente para o objecto luminoso. De início a imagem estava desfocada pelo que tive que regular o instrumento óptico para a distância a que se encontrava o objecto. Então a imagem começou a aparecer cada vez mais nítida diante dos meus olhos e apercebi-me logo que este objecto bizarro e não identificado apresentava umas manchas acinzentadas na sua superfície, que me levavam a que o meu cérebro vibrasse e entrasse em modo de alerta, por algo que ele conhecia mas não se revelava. Era isso era a Lua!

 

“A asneira é o primeiro passo para a sabedoria”

 

(imagem – earthsky.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:34
Segunda-feira, 28 DE Janeiro DE 2013

Fúria Incontrolável

DR. RABBIT – O Exterminador Alienígena

“Do pretexto ao facto consumado”

 

     

A - B - C

 

Agora que és um cidadão livre vivendo num país sem dinheiro, aproveita os teus tempos livres treinando técnicas de protecção.

Já agora aproveita a ocasião e tira uma importante conclusão:

 

Teste a realizar

 

Se tivesses que ir hoje comprar um conjunto de facas de cozinha qual seria a tua opção?

 

Opções

Escolha (x)

A

 

B

 

C (nenhuma delas)

 

 

Conclusão a tirar

 

Se escolheste:

  1. Ainda te encontras numa fase inicial de mentalização e de treino, para início de nova actividade (inapto)
  2. Já terminaste a tua fase final de treino, para início de nova actividade (apto mas sem estágio e tempo de serviço)
  3. Em actividade, temporariamente desactivado ou em acções de formação (apto e profissionalizado)

Um teste idêntico já tinha sido conduzido pelo mesmo responsável – o conceituado Mestre em Ciências Mentais Dr. Rabbit – num dos mais concorridos centros de troca do Algarve. Os resultados obtidos na altura foram os seguintes:

 

 

Inquérito realizado a 3171 pessoas

Opções não sugeridas:

D (não percebi) – E (não falo da minha vida privada) – F (não uso facas)

G (vai-te *****) – H (não queres uma naifa?)

 

Gráfico

 

Veja a análise do Dr. Rabbit

  • Desde logo 25% dos inquiridos (A+B) já estão familiarizados com o uso de facas comuns e procuram especializar-se no uso deste tipo de arma – o que a verificar-se poderá levar por contaminação à banalização desta arma branca e ao seu uso sob vários pretextos. Uma provável e trágica consequência: a procura de armas mais poderosas.
  • Apenas 2% dos inquiridos (F) afirmam não ter facas na sua posse – o que não prova que até não possam ter, outro tipo de arma mais eficiente em seu poder. A dúvida que se mantém: qual o tipo de arma utilizada?
  • Outros 4% dos inquiridos (D+E) fazem-se de desentendidos – o que apenas pode significar que terão iniciado nova actividade sem qualquer tipo de qualificação ou equivalência, provavelmente com maus resultados finais. A certeza que se tira: activos e incontroláveis.
  • Dos restantes 60% dos inquiridos (C+G) pode-se afirmar que estes fazem parte do grande contingente associado às forças de segurança legais ou ilegais, a grupos de cidadãos que cada vez mais acreditam que justiça só com a força das suas próprias armas ou então a grupos dispersos constituídos por indivíduos isolados em células independentes, que confundem pertencer com comandar. Um perigo em potência!
  • Finalmente 9% dos inquiridos (H) relacionaram imediatamente esta questão com o comércio ilegal deste tipo de armas, indicando com estes actos estarem directamente ligados à sua comercialização e utilização em actividades ilegais e criminosas. Além de poderem ser vendedores e consumidores deste tipo de armas, o seu mercado estende-se implacavelmente a todos os níveis da sociedade. Evidência: são fundamentais hoje em dia para a manutenção do poder, podendo chegar como recompensa a traficante de armas internacional.

Elucubração Mental

 

Leia o esmagador texto do Dr. Rabbit

 

A conclusão é esmagadora: 100% dos inquiridos estão de uma maneira ou de outra familiarizados com facas, facas são armas e estas incitam-nos à violência.

 

O primeiro problema a resolver deverá ser o da questão da quantidade.

Pensemos então que Portugal tem cerca de 10.000.000 de habitantes. Se formos optimistas 50% deles podem ainda vir a ser recuperados. Restam 5.000.000 de habitantes. Desses – segundo a religião católica – uns vão para o Inferno (I), outros vão para o Purgatório (P) e os mais capazes vão para o Céu (C). E se aplicarmos aqui a teoria das probabilidades – uma bola com um I, uma bola com um P e outra bola com um C – a hipótese de sair um C será de cerca de 33% (por defeito 1.600.000 de habitantes). Restariam assim 1.600.000 de habitantes.

Teríamos assim de desactivar numa primeira fase 8.400.000 indivíduos (anexo A).

 

Seguidamente deveríamos dedicar-nos ao problema da questão da qualidade.

As sociedades só sobrevivem se tiverem uma elite em que se apoiar. Se pensarmos que a percentagem desse corpo de eleitos não deverá ultrapassar 1% do total de indivíduos ainda disponíveis – segundo “A Mobilidade como Sistema de Filtragem na Pirâmide do Poder” (original de Dr. Rabbit) – é fácil de se chegar ao protótipo do número mágico: 16.000 (habitantes). No entanto nunca nos devemos esquecer dos serviços vitais a manter para a continuação do bom ambiente de trabalho e de conforto desta elite salvadora. Nesse sentido o acompanhamento destas entidades – com responsabilidades de manutenção e preservação dos valores morais e sociais pré-estabelecidos – contará com a presença de vinte adjuntos por cada elemento desse corpo de elite, o que irá constituir um contingente extraordinário constituído por 320.000 indivíduos. No final desta segunda fase de selecção estaríamos assim reduzidos a 336.000 habitantes (16.000 entidades + 320.000 adjuntos).

Nesta segunda fase seriam desactivados 1.300.000 indivíduos – por excesso (anexo B). Restariam portanto no final 300.000.

 

Campo de refugiados desactivados

 

Com a aplicação dos dois parâmetros básicos constitutivos de qualquer estrutura assente no controlo do estado e da economia – a quantidade e a qualidade – garante-se desde logo a estabilidade da Pirâmide Social (anexo C) e a continuação dos privilégios dos que se encontram no topo. O aumento da distância existente entre esse topo e a base onde assenta essa mesma pirâmide social, poderá representar um aspecto positivo no reforço temporal do exercício dessa hierarquia, protegendo-a do acesso indevido a níveis superiores de comando por parte de grupos minoritários e subversivos. A aproximação do topo à base da pirâmide seria contraproducente, pois originaria o esmagamento dos níveis intermédios de ligação e exporia de uma forma pornográfica as mais íntimas preocupações da elite, à selvajaria irracional da esquizofrenia popular. Este processo possibilitará a refundação de todo o tecido económico e social envolvendo o estado, agora exclusivamente idealizado e estruturado com base na meritocracia e em critérios científicos baseados na hereditariedade.

 

Este projecto revolucionário será apresentado em primeira-mão pelo Dr. Rabbit na próxima assembleia-geral da ONU, que se irá debruçar sobre o crescimento excessivo da população em todo o mundo sob o tema “Como terminar definitivamente com o crescimento demográfico, invertendo o processo degenerativo do mundo actual e refundando um novo mundo, por reocupar e livre de excessos”. O Projecto 33 – assim chamado por conseguir atingir a fantástica fasquia de diminuição da população em cerca de trinta e três vezes – poderá ter um grande impacto a nível mundial e contribuir para a prossecução da selecção natural verificada. Foi ainda acrescentado que o projecto estaria sempre disponível para aceitar sugestões que pudessem contribuir para a sua concretização e sucesso desde que não colidissem com a filosofia de actuação em presença.

 

Assistimos passivamente ao espectáculo do regresso à barbárie

 

Anexo A – 1.ª Fase: Desactivação de 8.400.000 indivíduos

 

 

EUR/Europa – ÁFR/África – AN/América do Norte – AC/América Central

AS/América do Sul – ÁSI/Ásia – OCE/Oceânia

 

Anexo B – 2.ª Fase: Desactivação de 1.300.000 indivíduos

 

Zonas Ocupadas

IDT

Açores

546.000

Madeira

546.000

Berlengas *

1.300

Ilha da Culatra *

11.700

Enclave de Trás-os-Montes *

91.000

Enclave do Alentejo *

104.000

TOTAL

1.300.000

 

* Campos temporários. Os IDT (Indivíduos Desactivados e Transferidos) serão posteriormente distribuídos pelos Açores e pela Madeira passando cada uma destas zonas ocupadas para um total de 650.000 indivíduos.

 

Anexo C – A Nova Pirâmide Social (algumas anotações)

  1. A sociedade portuguesa assentaria num agregado populacional constituído por 300.000 indivíduos – o que equivaleria a uma redução espectacular de 97% da população. Deste modo estaria garantida a estabilidade social por desocupação de espaço e por libertação de recursos.
  2. Numa primeira fase seriam desafectados 8.400.000 indivíduos considerados sem perfil e excedentários para o sucesso deste projecto, que seriam deslocados para outros países/continentes – de igual ou maior dimensão – desde que os mesmos se comprometessem a aceitar estes contingentes como mão-de-obra voluntária de reserva, oferecendo-lhes como contrapartida condições mínimas de sobrevivência. Seriam colocados em campos de refugiados, podendo entrar num regime de mobilidade entre os países/continentes aderentes ao projecto.
  3. Os nossos líderes iriam propor à ONU – esperando contar com todo o apoio inicial de Angola/África, da China/Ásia e dos EUA/América do Norte – um regime de transferências populacionais a realizar apenas de países/continentes de pequenas dimensões para outros de idênticas ou maiores dimensões. Isto porque seria muito mais simples e eficiente, a recuperação em simultâneo de vários espaços de dimensões limitadas – em vez de termos um único e grande espaço de intervenção, com todos os problemas que acarretaria a assimilação de diversas culturas por um único grupo. O maior contingente de nacionais teria como destino a China/Ásia, que poderia ser recompensada num futuro muito próximo – se o Projecto 33 fosse implantado a nível mundial – com o consentimento por parte da comunidade internacional do início da colonização do espaço sob liderança chinesa, utilizando estes contingentes de excedentes para missões de risco, sempre sobre controlo e supervisão dos EUA.
  4. Concluída esta etapa iniciar-se-ia a segunda fase desta operação que originaria uma nova desactivação de 1.300.000 portugueses levando-nos ao número mágico final de apenas 300.000 indivíduos. De início estes elementos excedentários seriam deslocados para seis centros de recolha implantados em território nacional, concentrando-se posteriormente em dois centros afastados do continente e que seriam utilizados exclusivamente para este fim de modo a evitar contágios ou outro tipo de acidentes desnecessários. Seriam assim ocupadas as ilhas dos Açores e da Madeira – cada uma delas com 650.000 pessoas – libertando-se definitivamente o continente.
  5. A tabela seguinte apresenta o n.º de indivíduos residentes no continente e ilhas, após a concretização das duas fases:

Grupos

N.º de Indivíduos

População activa

300.000

Contingentes Extraordinários

100.000

População desactivada após 2.ª fase – 1.ª reserva

300.000

População desactivada após 2.ª fase – 2.ª reserva

300.000

População desactivada após 2.ª fase – supranumerária

600.000

Total

1.600.000

  1. No quadro anterior aparecem dois contingentes de reserva, a ser criados como prevenção e segurança contra acontecimentos imprevistos e que pudessem por em causa – a nível de quantidade – a estabilidade social pretendida. O contingente extraordinário será reservado para as entidades religiosas e para outras organizações nacionais ou estrangeiras que se verifique ser necessário e vantajoso manter – como determinadas forças da radicais ou da oposição à implementação do Projecto 33. Resta ainda um grupo de supranumerários a ser renegociados no mais curto espaço de tempo no mercado de mão-de-obra tóxica, de modo a poder-se atingir rapidamente a fasquia máxima inicial e ideal de 1.000.000 habitantes: 300.000 (activos) + 100.000 (extraordinários) no continente livre e 600.000 (reserva) nas ilhas ocupadas.

(imagens – google.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:31
Segunda-feira, 28 DE Janeiro DE 2013

Crime! E Castigo? (Não? Vergonha!)

Um País a Cair de Podre num Ambiente de Podridão – Vindo de Cima

(Portugal)

 

Sertã/IC 8 – 11 mortos e 33 feridos portugueses

 

Ainda agora se faz o rescaldo do acidente ferroviário e eis que surge um outro acidente agora rodoviário: onde está o Ministro responsável (Santos Pereira) e o seu Secretário de Estado (Sérgio Monteiro)? E o seu Chefe de gabinete (Passos Coelho)? Pelo menos antigamente os ministros responsáveis (Jorge Coelho) ainda se davam ao trabalho de se demitirem.

 

Com uma Bilionária a Controlar os seus Adjuntos – Angolanos ou Portugueses

(Angola)

 

Isabel dos Santos – primeira bilionária africana

 

Os negócios de Isabel dos Santos (filha do Presidente de Angola José Eduardo dos Santos) vão de vento em popa no nosso país, com a bilionária da família “dos Santos” a investir em todos os negócios da china que lhe vão sendo propostos – pela ultrapassada e em modo de sobrevivência – elite económica portuguesa (Governo e banqueiros).

 

(imagens – SAPO) 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:47
Quinta-feira, 24 DE Janeiro DE 2013

Cinco Dedos Cheios de Nada (visto como Entidade Real)

Phantom Time Hypothesis

 

 

The Phantom Time Hypothesis is a conspiracy theory developed by Heribert Illig (born 1947 in Vohenstrauß, Germany) in 1991. It proposes that periods of history, specifically that of Europe during the Early Middle Ages (AD 614–911), did not exist, and that there has been a systematic effort to cover up that fact. Illig believed that this was achieved through the alteration, misrepresentation and forgery of documentary and physical evidence.

 

Dark Universe Mission

 

 

Dark matter is invisible, but has gravity and acts to slow the expansion. Dark energy, however, seems to be accelerating the expansion seen around us today. Together, these two components are thought to comprise more than 95% of the mass and energy of the Universe, with ‘normal’ matter and energy making up the remaining small fraction. But what they are remains a profound mystery.

 

Temperature of the Universe

 

 

Astronomers using a CSIRO radio telescope have taken the Universe’s temperature, and have found that it has cooled down just the way the Big Bang theory predicts.

Because light takes time to travel, when we look out into space we see the Universe as it was in the past — as it was when light left the galaxies we are looking at. So to look back half-way into the Universe’s history, we need to look half-way across the Universe.

According to the Big Bang theory, the temperature of the cosmic background radiation drops smoothly as the Universe expands.

 

Cat with Bomb

 

 

A page from 16th C German manuscript ("Das Feuer Buch") from the University of Pennsylvania's collection depicts a cat and a bird attacking a castle with bombs strapped to them. As if that wasn't enough, the illustrator chose to depict these bombs in a way that made the poor critters look jet-propelled. The caption is "To ignite a castle with a cat."

 

Mining Asteroids

 

 

Encouraged by new space technologies, a growing fleet of commercial rockets, and the vast potential to generate riches, a group of entrepreneurs announced Tuesday that they planned to mine the thousands of near-Earth asteroids in the coming decades. The new company, Deep Space Industries (DSI), is not the first in the field, nor is it the most well-financed. But with their ambition to become the first asteroid prospectors, and ultimately miners and manufacturers, they are aggressively going after what Mark Sonter, a member of DSI's board of directors, called "the main resource opportunity of the 21st century."

 

(1-wikipédia/2.3-earthsky/4-boingboing/5-national geographic)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:49
Quinta-feira, 24 DE Janeiro DE 2013

Mestre Álvaro e Os Extraterrestres

Ficheiros Secretos – Albufeira

Casos Arquivados

Contactos referenciados mas não reconhecidos

 

Albufeira – porto de abrigo

 

Quando partimos naquela noite amena de Primavera no barco de pesca artesanal de Mestre Álvaro, nunca iríamos adivinhar o que aquele convívio entre amigos pescadores iria originar, nem a extraordinária aventura que todos iríamos viver – e em que poucos iriam acreditar e os próprios tardariam a aceitar.

 

Éramos ao todo quatro pescadores que tinham partido do porto de abrigo da cidade de Albufeira, apetrechados de todos os utensílios necessários ao exercício da nossa actividade piscatória e ainda de uns pequenos utilitários extras, fundamentais à elaboração de uma boa caldeirada, acompanhada por uma boa garrafa de vinho adquirida no Bananeiro.

 

O nosso satélite em fase de Lua Cheia iluminava tranquilamente a superfície do oceano que banhava a costa litoral da região, enquanto que o mar diante de nós se perdia no horizonte distante, pontuado lá ao fundo por pequenas luzinhas tremeluzindo irrequietas, como se esperassem impacientes pela nossa chegada.

 

O mar à volta da embarcação estava calmo e silencioso, com todos os seus tripulantes admirando o espectáculo nocturno que lhes ia sendo graciosamente proporcionado e que só era perturbado pelo ruído um pouco incómodo – mas ao qual se iam habituando por supressão progressiva – do motor de apoio e em funcionamento, da embarcação utilizada. Passadas algumas horas já nos teríamos afastado do porto de abrigo mais de uma dezena de milhas.

 

A nave alienígena em forma de alforreca

 

Os quatro tínhamos combinado previamente que quando estivéssemos perto das duas da madrugada pararíamos o barco e iniciaríamos aí a nossa grande noite de pescaria. Antes disso não nos poderia faltar no entanto a garrafinha de medronho para nos aquecer o corpo dos efeitos da humidade do mar – que se entranhava progressivamente nos nossos ossos enquanto permanecíamos inactivos – e para nos reconfortar a alma dos sacrifícios da vida deixando-nos um pouco toldados pelos efeitos secundários do álcool, mas conscientes de todos os procedimentos básicos a cumprir para a execução correcta das nossas tarefas seguintes.

 

Lançamos as canas de pesca e os anzóis mergulharam todos na água. Fartámo-nos de rir nessa altura porque na verdade tinha sido – para o Aleixo, um pescador e autodidacta em filosofia e fenómenos misteriosos – um verdadeiro lançamento, com a cana quase a fugir-lhe das mãos e a afundar-se definitivamente sob a superfície do mar. Lá muito ao fundo avistávamos as luzinhas vindas das urbes situadas na costa e ainda a presença dos faróis de sinalização. Nas proximidades da embarcação tudo estava tranquilo e os peixes pareciam querer iniciar o processo de caça ao desgraçado do isco.

 

Eu, o Álvaro, o Américo e o Aleixo estávamos de tal maneira absorvidos com uma história que envolvia sereias e marinheiros – e diga-se também com uma segunda garrafinha de medronho – que mal nos apercebemos de início do fenómeno que se desenrolava por cima de nós. Talvez por ser Lua Cheia não tenhamos de início visto o ponto luminoso a deslocar-se no céu na nossa direcção, mas ao virar-se para oeste o Américo soltou um “vejam” um pouco aflito, ficando de boca aberta a olhar fixamente para cima: um objecto de aspecto e de origem desconhecida acabara por chegar às imediações do local onde nos encontrávamos e pairava agora sobre nós como se nos estivesse a observar e a decidir o que fazer connosco.

 

Mestre Álvaro ficara paralisado com a estranha e inesperada aparição – sabia muito bem que aquilo nunca poderia ser um avião pois já vira muitos a passar e até fora visitar o filho à Alemanha embarcando num avião da TAP no aeroporto de Faro –   e nem um sussurro lhe saía da boca; eu e o Américo até deixamos cair as nossas canas de pesca, os iscos e os peixinhos que começavam a puxar a linha de nylon do carreto, de tal modo fomos apanhados de surpresa na nossa actividade prática de meditação nocturna; quanto ao Aleixo parecia hipnotizado com a ocorrência do misterioso fenómeno e só me lembro de vê-lo nervoso e a tremer balouçando sobre o barco, parecendo entusiasmado com algo neste acontecimento – conforme me confirmou posteriormente – que comprovava definitivamente as suas loucas teorias sobre a existência de outros mundos paralelos ao nosso.

 

A nave alienígena que pairava sobre nós apresentava uma forma, cores e contornos que nos deixaram por momentos arrebatados com a integração quase que perfeita da sua beleza no ambiente oceânico e celeste que a envolvia, parecendo fazer parte desde sempre desse ambiente e até assemelhando-se muito a um seu numeroso e conhecido habitante – existindo à superfície e nas grandes profundezas dos oceanos – as alforrecas.

E no meio daquela loucura ainda ouvi Aleixo balbuciar que “agora o besugo somos nós”!

 

A Entidade em forma de anjo e restantes alienígenas

 

Durante uns minutos a nave alienígena manteve-se numa atitude passiva. Começou então a agitar freneticamente os apêndices situados na sua parte inferior, enquanto toda essa zona envolvente ia alterando as cores que emitia, movimentando verticalmente e em direcção à superfície do mar – onde nos encontrávamos – os seus extensos apêndices, que pareciam um casulo protector de onde sairia a qualquer momento um ser vivo nele residente.

 

E na realidade o que viram foi um ser vivo certamente de origem alienígena e personificando talvez uma das Entidades Superiores, sair de um desses casulos em forma de tubos deformados, fazendo lembrar um anjo flutuando no ar – talvez como no milagre de Fátima, chegou a pensar o crente do Américo – e acompanhado lateralmente por outros seres vivos deslocando-se rapidamente em todas as direcções com movimentos (e formas) que faziam lembrar uma centopeia – talvez os responsáveis pela segurança ou por outras missões de acompanhamento.

 

O Américo pusera-se em altos berros no preciso momento em que as malditas centopeias iniciaram o seu louco rodopio na sua direcção. Enquanto isso eu e o mestre – quase como por instinto – procuramos refúgio desta inopinada loucura enfiando-nos parcialmente na caixa do barco e aí nos escondendo. O Aleixo entretanto metera-se debaixo de uma das tábuas que servia de banco, colocando-se de lado de modo a poder ver o que ia acontecendo. As centopeias rodearam então e como que instantaneamente todo o corpo do Américo – que se agitava de uma forma violenta e desesperada, tentando livrar-se da presença destes insectos maléficos – cobrindo toda a sua extensão numa pequena fracção de segundos.

 

O que se passou a seguir ainda foi mais estranho do que tudo o que já tinha acontecido e passado já algum tempo sobre a data em que ocorreu este episódio, ainda nenhum de nós compreende bem o que aconteceu nesse instante. Até porque verificamos algum tempo decorrido sobre esta experiência haver uma certa discrepância de tempo entre factos ocorridos connosco, em espaços não idênticos apresentados alternadamente. E então uma grande luz como que explodiu à nossa frente surgindo de imediato e directamente sobre nós um buraco que pareceu inicialmente ausente de cor, mas que no milésimo de segundo seguinte sugou toda a luz e a matéria nas suas proximidades. Aí perdemos os sentidos.

 

O sonho faz parte do nosso consciente

 

Durante o período em que estivemos inconscientes sonhamos todos com a mesma coisa. Talvez o Américo tenha tido um sonho um pouco mais perturbado do que o nosso, mas isso compreende-se dada a situação em que esteve envolvido e o estado de terror por que passou. Na sala ocupava mesmo um lugar um pouco afastado de nós e via-se que estava ainda um pouco alucinado, um pouco afastado da realidade. Apesar de tudo isto ser um sonho e da fronteira que separa o real do imaginário ser aqui inexistente.

 

No sonho em que estávamos colocados víamo-nos sentados em cadeiras transparentes suspensas no ar, cercados inicialmente por um ambiente sem referências e com ausência de cor, quase que nos fazendo passar por uns indigentes senis, esperando a morte assistida em qualquer lar da terceira idade. Este estado mental por que passávamos no momento talvez fosse uma consequência lógica da incompreensão e instabilidade da posição em que nos encontrávamos, estupefactos, perdidos e sem apoio.

 

Então num local anteriormente neutro da ampla sala onde nos encontrávamos e num ponto situado muito perto de nós, começou a surgir “uma forma vaga e um pouco difusa nos parâmetros pluridimensionais do espaço” – como certamente diria o Aleixo nas suas divagações cientifico-filosóficas – que progressivamente foi tomando forma, transformando-se num ser alongado e de tonalidades acastanhadas e deslocando-se através de pequenos impulsos no ar efectuados com a extremidade longilínea do seu corpo. A sua imagem – que nos fez lembrar o calmo e belo cavalo marinho – transmitia sabedoria e tranquilidade e a sua presença justificava-se como uma manifestação cordial de acompanhamento e aconselhamento – como se fosse um mensageiro enviado para nos preparar e acalmar para a entrada num outro mundo do nosso mundo. E sem que nada o fizesse prever o ser falou, não se mexendo minimamente e não emitindo qualquer som – o seu corpo movia-se lentamente como se estivesse a emitir uma melodia e o seu verbo chegava de um modo compreensível a todos os nossos órgãos dos sentidos, impregnando-os profundamente de toda a informação necessária.

 

O cavalo marinho aconselhou-os a serem receptivos a tudo o que fossem encontrar no futuro e que procurassem entender sem qualquer tipo de reserva mental, tudo o que pudesse ter sucedido por mais incompreensível que lhes parecesse à primeira vista, já que todas as transformações que se evidenciassem diante dos seus olhos, seriam também uma responsabilidade deles, atribuindo-lhes a obrigação de se possível e futuramente, ainda poderem ajudar o seu mundo a recuperar.

 

O navio POLARCUS inicialmente utilizado na prospecção sísmica

 

Recuperamos a consciência algum tempo após o nascer do Sol com a nossa embarcação a vaguear num mar que continuava calmo mas que ainda mal reconhecíamos. Estávamos ainda um pouco atordoados com tudo o que tinha até aí acontecido connosco, quando um barco de grandes dimensões nos viu e nos acabou por recolher. Chamava-se POLARCUS e mais tarde ficaríamos a saber que anteriormente teria trabalhado para companhias internacionais na prospecção de petróleo e de gás natural na costa do Algarve, sendo posteriormente – já passados uns largos anos – vendido a um operador português que o terá recuperado e reconvertido nos estaleiros navais de Viana do Castelo, para actividades ligadas ao estudo da biologia marinha e patrocinadas por uma organização secreta estrangeira sediada no Algarve.

 

Passamos umas largas horas a repousar na unidade de saúde do navio, recuperando de algumas mazelas sofridas e pondo em ordem as nossas refeições em atraso. Ainda não nos tínhamos debruçado muito sobre o sucedido até agora com os quatro, apenas nos preocupando para já com a nossa recuperação completa especialmente no caso do Américo, o que mais parecia ter sofrido com esta estranha aventura, mas que por outro lado melhor disposição e descontracção demonstrava. Ao fim da tarde fomos convidados pelo comandante do navio a fazermos uma visita à ponte, onde este estaria disponível para nos receber e tentar perceber melhor a situação em que nos encontrávamos de modo a poder-nos auxiliar em tudo o que fosse possível.

 

Ao certo ficamos a saber através de um dos imediatos do navio e responsável intermédio pelas comunicações, que o mais plausível de ter acontecido connosco passaria pelo atravessamento de zonas do espaço contíguas – sequenciais ou paralelas – com autorização deliberada ou não de alguma Entidade com autorização para o fazer. E que controlaria um portal que se teria aberto temporariamente, fazendo deslocar esta tripulação vinda do porto de abrigo de Albufeira para o mesmo ponto de referência espacial, mas com parâmetros que proporcionariam outros parâmetros proporcionais e semelhantes – mas não idênticos – colocando-os sobre a acção de um outro parâmetro abstracto de ligação, o tempo.

 

      

Parente do polvo e adivinho alemão de nome Paul com a sua prole de descendentes

 

Estávamos assim no ano de 2052, com a costa algarvia pejada de enormes plataformas petrolíferas – a esmagadora maioria das quais já desactivada, devido ao agravar da crise económica mundial que terminou com a Grande depressão de 2036, coincidindo com a passagem do cometa APOPHIS e as suas profecias catastróficas – e o turismo completamente obliterado pelas toneladas de produtos tóxicos chegados à sua costa e praias, vindas das explorações de petróleo e de gás natural, autorizadas sem critérios mínimos de segurança e preservação ambiental.

 

Fomos então recebidos pelo comandante na ponte do navio, onde observamos com muita curiosidade todos os instrumentos modernos que equipavam a embarcação – alguns deles muito familiares aos conhecimentos técnicos do nosso colega Aleixo que chegara a prestar serviço enquanto jovem na marinha mercante – e onde nos foram dadas algumas explicações básicas sobre o seu funcionamento e nos propuseram uma visita guiada às suas instalações principais. Foi o que fizemos de imediato marcando uma reunião posterior com o comandante do navio, a realizar após o jantar e no seu gabinete privado.

 

Foi nessa altura que visitamos a parte nevrálgica do navio onde se situava o grande viveiro de espécies nativas da região e que tinham entrado há já muitos anos atrás num processo irreversível de extinção maciça – que só tinha sido evitada integralmente devido ao trabalho voluntário de muitos jovens cientistas pertencentes ao quadro alternativo da Nova UALG – e que tivemos o privilégio de assistir em directo ao resultado de todo este processo, como se de um verdadeiro milagre se tratasse – o milagre da ressuscitação das espécies. Conhecemos nessa ocasião um polvo ainda parente do polvo-adivinho Paul – que nos “apresentou” orgulhosamente todos os seus descendentes – ficando nós a saber a partir do seu tratador a triste história desse animal ainda parente do polvo que agora acompanhava e que se tinha transformado numa figura do mundo do futebol por um mero acidente: há quase cinquenta anos atrás num assalto ocorrido num oceanário privado localizado no Sotavento algarvio e que se ocupava com a investigação da fauna e da flora da região – tanto terrestre como marinha – muitos animais teriam sido roubados, tendo os polvos sido uma das principais vítimas e acabando por desaparecer, alguns deles na panela. Paul terá tido a sorte de não acabar cozinhado, mas a vida que levou também em nada favoreceu a sua vida e a sua saúde, acabando por morrer ainda novo. “Idade limite” que os polvos de hoje já em muito ultrapassaram.

 

Plataforma petrolífera concessionada à REPSOL/RWE situada na costa algarvia

 

O arranque da exploração na costa algarvia começou com a prospecção realizada no Barlavento algarvio, estendendo-se até Espanha e à baía de Cádis.  Os primeiros blocos analisados e possíveis de oferecerem uma boa rentabilização – após estudos profundos do subsolo marinho concessionado, situado numa zona alargada na sua orla marítima – foram localizados nos pontos referenciados como bloco 13 e bloco 14 (a uma profundidade de 200m). Inicialmente dirigida – a prospecção – para uma prometedora exploração de poços situados no mar e considerados como potenciais pontos de extracção lucrativa do petróleo, a sua utilização acabou por ser partilhada também pela exploração e extracção de uma outra matéria-prima valiosa o gás natural. Com o tempo e devido a estratégias de investimento e de produção intensiva de mais-valia com prazos de actividade/validade muito limitados, as plataformas foram-se espalhando por toda a costa como cogumelos, acabando muitas delas por ser definitivamente abandonadas e entregues à guarda das autoridades locais.

 

Foi para uma dessas unidades que fomos transportados ainda antes da meia-noite transportados de helicóptero a partir do navio POLARCUS, após todas as despedidas e agradecimentos dispensados a toda a sua simpática tripulação e depois de uma pequena conversa – como combinado – com o seu comandante no seu gabinete privado. A conversa ainda foi bastante extensa e no seu final o comandante focou-se essencialmente na nossa viagem de regresso e de como iria proceder para que tal sucedesse rapidamente e com todo o sucesso possível para nós. Com este objectivo iria colocar-nos numa dessas instalações parcialmente desactivada onde nos poriam a par de todos os procedimentos técnicos a tomar para que tudo se cumprisse segundo o programado e sem nenhum tipo de acidentes. Todos nos recordamos ainda daquela conversa tida naquele fim de noite, da troca de opiniões livres que nos uniram ainda mais, dos conselhos partilhados e retransformados e acima de tudo, da ligação que esta gente do futuro ainda sentia com a sua mãe-natureza.

 

A simpática e bela alienígena responsável pelo nosso regresso a casa sãos e salvos

 

O helicóptero aterrou suavemente sobre o local sinalizado na plataforma, enquanto dois indivíduos uniformizados aguardavam tranquilamente pela nossa saída da cabine, de modo a indicarem-nos o caminho a seguir até chegarmos aos nossos alojamentos temporários. A noite estava fria e as poucas luzes que iluminavam o trajecto escolhido não chegavam para nos dar uma sensação de maior segurança e protecção, já que a escuridão e a altura a que estávamos do mar nos atirava para cenários de quedas vertiginosas e fatais nas profundezas geladas e desconhecidas do oceano. Chegados ao nosso destino os dois funcionários deixaram a nossa companhia, sem que antes nos tivessem informado das ordens que lhes tinham sido transmitidas pelos seus superiores e que nos solicitava que aguardássemos um pouco por uma chamada a efectuar brevemente – cerca de uma hora que poderíamos dispor à nossa vontade.

 

À uma hora da manhã fomos recebidos por uma estranha mas bela criatura alienígena, denotando ser ainda jovem e do sexo feminino. Aguardava-nos de pé à entrada do seu grande alojamento, numa sala de entrada de grandes dimensões e guarnecida com diversas estantes cheias de livros e de outros documentos e completada com diversos aparelhos electrónicos com diversos tipos de utilização. No tecto da sala um enorme candeeiro com dezenas de lâmpadas iluminava regularmente todo este conjunto e contribuía decisivamente para a sua magnífica decoração. Cumprimentamo-nos, sentando-nos de seguida à volta da sua secretária e deixando-nos ficar silenciosos a aguardar a sua primeira palavra, enquanto que inconscientemente nos íamos deixando levar pela força e pela juventude que dela emanava e que nos proporcionava partilhar apenas com a sua presença.

 

A constelação do Escorpião terra natal da criatura alienígena

 

A bela criatura começou por nos dizer ser originária da constelação do Escorpião, localizada numa região muito próxima de uma nuvem escura denominada de LUPUS 3, onde muitas estrelas novas se tem vindo a formar nos últimos milhões de anos – o seu sistema de origem seria um deles – e situada mesmo ao lado de outro imenso grupo de estrelas, extremamente brilhantes por já terem emergido definitivamente da sombra dessa nuvem.

 

De seguida – e talvez para nos libertar de todos os constrangimentos que a situação em que nos encontrávamos nos colocava – a nossa anfitriã confidenciou-nos em privado ter sido uma das primeiras colaboradoras ao serviço da RTA (Rede de Telecomunicações Aeroespaciais dirigida pelo ex-autarca algarvio Dióspiro Silva) na segunda década do século XXI, tendo iniciado a sua função específica de Inspectora Colateral na concessão Lagosta situada no offshore profundo da Bacia do Algarve. Opção de que se teria arrependido rapidamente – aderindo a uma organização não governamental e não comportamental da região, ligada ao estudo da biologia marinha e a um grupo de apoio à rede clandestina de pescadores artesanais – transportando-se de imediato e por obrigação ética, à clandestinidade oficial.

 

E então entramos num cenário diferente.

 

A mulher curvou-se lentamente para a frente, enquanto as partes laterais do seu corpo pareciam distender-se em seu redor, envolvendo-a numa áurea brilhante que se ia alargando proporcionalmente, em diferentes planos intersectando-se no espaço.

 

O espectáculo que os quatro visionávamos tinha-nos deixado estáticos, sem falar e estupefactos, quase que sem nos sentirmos respirar ou percepcionarmos o pulsar do nosso coração – era como se fossemos personagens apenas presenciais actuando num espaço solitário fechado e sem denotarmos a mínima preocupação com os cenários, como se a nossa simples presença, fosse suficiente para a confirmação e referência ao nosso trilho de passagem.

 

Ouviu-se por essa altura um levíssimo sussurro e simultaneamente as luzes apagaram-se e a mulher desapareceu. E perante nós surgiu a altura do espaço se expor à sua constante e cíclica transformação – conjugando energia e matéria num movimento omnidireccional – daí emitindo decisivamente um jacto de luz a grande velocidade e lançando-nos num voo aventureiro por este Universo longínquo e misterioso, até ao ponto de encontro desse planeta para nós já tão familiar, apesar de nunca o termos sentido e de estar situado a mais de 600 anos-luz do nosso planeta.

 

      

O planeta da bela alienígena era árido e desértico o que não impedia que a raça que o habitava o transformasse constantemente – e até o expandisse – preservando sempre a sua beleza original

 

Era um planeta seco e desértico pontuado aqui e ali por não mais do que uma vintena de lagos de diferentes formas e dimensões, sendo que pelo menos em metade deles, uma densa camada de vegetação rodeava geometricamente esses depósitos de água, decorando a paisagem com cores vivas e berrantes e tornando-a quase irreal. Sobre o planeta e como que suspensas do ar, um número indeterminado de estruturas artificiais – montadas por sobreposição – ofereciam aos nossos olhos uma visão formidável e demolidora, da vontade e determinação de qualquer ser vivo em se transformar transformando-se, mantendo ao mesmo tempo e como padrão evolutivo, a cadência da beleza natural.

 

A toda a nossa volta as estrelas e galáxias rodavam numa loucura infernal e irresistível – característica patológica dos mundos jovens, cruéis e rebeldes – acabando por nos lançar como resposta numa vertigem sem fim à procura da miragem perfeita. E então tudo explodiu e se vaporizou, num choque violento e de titãs, ocorrido entre duas jovens galáxias que progressivamente se foram aproximando, devorando e destruindo, terminando com os parâmetros do mundo anterior e recriando outro na mesma zona do espaço. Aí compreendemos que a nossa bela alienígena era uma órfã apátrida do mundo que nos levara intencionalmente numa viagem pedagógica até uma recordação muito importante para ela, apesar de hoje já não passar de um mero e limitado vestígio, de um registo do seu mundo passado e agora virtual.

 

E então voltamos ao cenário anterior.

 

Finalmente direccionaram-nos para um novo piso da plataforma petrolífera onde fomos colocados à espera num amplo e bem equipado gabinete, que dava entrada directa a uma outra dependência e cujo acesso era reservado e protegido por um sistema electrónico de segurança. Ao fim de pouco tempo surgiu um técnico ligado aos CTT (Comunicações e Transportes Terrestres) que respeitosamente nos cumprimentou como um verdadeiro anfitrião e nos pôs ao corrente de todos os procedimentos técnicos a cumprir, para efectuarmos em segurança a nossa viagem de regresso ao ponto de partida do qual tínhamos sido abduzidos. A operação final de instalação e transporte realizou-se em muito pouco tempo: fomos os quatro introduzidos numa pequena cápsula, suspensa no ar através da aplicação de fortes cabos extensíveis e controlada do exterior por um operador especializado, trabalhando lateralmente numa consola portátil aí colocada e responsável pelo cumprimento da tarefa da nossa recolocação nos parâmetros espácio-temporais iniciais.

 

No regresso o nosso pensamento era só um – o que fazer com esta experiência?

 

Só ouvimos inicialmente um pequeno ruído de fundo, tendo subitamente surgido um grande clarão que nos engoliu e deixou completamente atordoados, acabando nós por cair de seguida num estado letárgico e de semi-inconsciência. Acordamos na nossa embarcação com todo o espaço que nos rodeava inalterado e com os relógios a marcarem a hora da partida. Ainda ficamos por ali umas horas tentando digerir e compreender o melhor possível o que nos tinha acontecido, bastante perturbados e receosos das reacções que as pessoas poderiam ter se contássemos tal história. E contra tudo o que tínhamos prometido à bela criatura alienígena, calamo-nos!

 

(imagens – google.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:54
Quarta-feira, 23 DE Janeiro DE 2013

Crimes Legais e Imbecilidades Sem Espaço

TOP SECRET: TO CASPER AND RABBIT

 

Em 128 japoneses 30 têm mais de 60 anos – deixem-nos morrer e ficam só 98!

(Lógica racional e consciente do Ministro das Finanças do Japão)

 

Os custos dos tratamentos que prolongam a vida a pessoas com doenças sem recuperação são desnecessários e penalizadores para a economia do país.

 

Taro Aso

 

Máximas (para o currículo):

  • Deus queira que os idosos não sejam forçados a viver até quando quiserem morrer
  • Eu sentir-me-ia muito mal sabendo que o tratamento estaria a ser pago pelo Governo
  • O problema não se resolve a não ser que os deixemos morrer rapidamente 

Álibi (para a reforma):

  • Taro Aso acrescentou ter dado ordens à sua família para não tentarem prolongar a sua vida se adoecer

(texto e imagem a partir de: RR)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:24
Terça-feira, 22 DE Janeiro DE 2013

Enigmas Resolvidos e Problemas por Resolver

Carta enviada por João Tomate

(o primeiro autodidacta e erudito algarvio a utilizar – sem querer – software alienígena)

 

João Tomate chegou a ser Chefe de Cozinha num empreendimento de luxo do Algarve

 

Por vezes chegam às nossas mãos artefactos de origem desconhecida que pela sua forma pouco atractiva ou fora de comum não nos despertam o interesse que deviam merecer. E assim se perdem objectos que com um estudo e dedicação profunda, poderiam levar a uma sua melhor compreensão e possível manipulação, contribuindo decisivamente para a nossa transformação e evolução.

 

A Lua

 

Ao contrário do que afirmam muitos cientistas como explicação para o aparecimento do sinal X sobre uma região da superfície da Lua, o fenómeno não se resolve anunciando que este é apenas uma consequência lógica de como a topografia e a iluminação podem criar ilusões – como as criadas por deslocações de massas de ar na atmosfera a temperaturas diferentes originando as conhecidas miragens do deserto – originando o aparecimento de situações virtuais desejadas por simples associação de imagens que nos são familiares e que para ali são transportadas e realizadas.

 

Ora o que acontece é que o sinal X é mesmo real, tendo sido inadvertidamente desenhado por mim já há alguns anos sobre a superfície lunar, quando jogava pela primeira vez um jogo de computador que me tinha sido emprestado por um estrangeiro que passara ocasionalmente cá pela terra e que tivera subitamente de partir para fora desta região, muitos afirmando que por motivos muito estranhos e até bizarros que poderiam envolver questões não resolvidos entre grupos rivais de imigrantes.

 

O sinal X

 

Ao iniciar uma das funções deste jogo relacionado com a opção pelo local onde se passaria toda a acção, não escolhi na aplicação informática o ficheiro correcto para dar o início à execução inicialmente pretendida, acabando por ser introduzido por lapso meu no mapa representando a topografia da superfície da Lua, onde aleatoriamente o processador me colocou para iniciar o meu jogo, num ponto referenciado com a letra X. Ora qual não foi o meu espanto ao começar a ouvir na comunicação social estrangeira e nacional notícias sucessivas sobre a existência deste sinal considerado enigmático, precisamente no mesmo local onde o meu computador utilizado nos jogos me colocara anteriormente: como fora possível tal ter acontecido, exactamente com as mesmas coordenadas?

 

O problema estava na aplicação que dava acesso ao menu do jogo e ao uso incorrecto desse programa por parte do seu utilizador. Consultando pormenorizadamente as instruções de ajuda conclui que a aplicação consistia num programa de simulação, utilizado para a instalação de infra-estruturas necessárias para a construção de bases de apoio, em corpos celestes existentes no Sistema Solar e com viabilidade para aí se fundarem novas colónias. O programa informático poderia ter-me sido entregue numa situação de emergência por que passava então o estrangeiro – com o pretexto de ser apenas um jogo – acabando por não ser recuperado e por se perder do seu dono, derivado ao seu desaparecimento.

 

O sinal X foi criado através da utilização de um programa informático de simulação e execução

 

Mantive-o guardado numa das gaveta da minha secretária até ao dia de hoje, mas as implicações do possível conhecimento por parte de estranhos da posse deste artefacto em meu poder, tem-me preocupado vivamente e atirado para um estado de reclusão extremamente solitária e sem fim à vista – até o chamavam o “extraterrestre” – ainda mais agora que os conflitos sociais se agudizam exponencialmente e quando até se fala da presença crescente de alienígenas na nossa região e dos desentendimentos ocorridos entre eles e os diversos grupos que os apoiam.

 

(imagem – earthsky.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:30
Segunda-feira, 21 DE Janeiro DE 2013

Os Miseráveis

“Governo já tirou 10,6 mil milhões a portugueses”

(CM)

 

MR. Peter Steps Rabbit with two collateral angels – Mr. Casper and Mr. Doors

 

Só em impostos e com a mais elevada carga fiscal de sempre!

 

(imagem – CM)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:39

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