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Sexta-feira, 30 DE Agosto DE 2013

Equilíbrio e Sustentabilidade

“O lenhador perdeu-se no início desta história virtual porque estava a operar e a trabalhar com concentração e afinco, não tendo tempo disponível para actividades supérfluas e não reprodutivas de mais-valia: é que tudo o que está para além do pensamento e da acção é naturalmente subversivo”.



Equilíbrio & Sustentabilidade

 

Um dia o Capuchinho Vermelho foi visitar a avó que vivia sozinha numa casa perdida no meio da floresta. A avó gostava muito da netinha que era sempre muito atenciosa com ela e que sempre que a visitava a presenteava com uns docinhos e com um cálice bem aviado do melhor Vinho do Porto.

 

Sabendo que era dia de vinda da jovem e bela aldeã, a avó resolveu então limpar o quintal e arrumar a sua casa, enquanto ia preparando a sua saborosa sopa toda feita à volta duma pedra: com legumes delicadamente arrancados da terra, mergulhados na água fresca e límpida vinda da serra e envolvidos pelo sabor dos enchidos mágicos e tradicionais carregados de aromas poderosos e afrodisíacos, a pedra era apenas o ponto de equilíbrio e a referência catalisadora de todo aquela solução gastronómica.

 

O Capuchinho Vermelho saíra de casa pouco antes do amanhecer, pois pensara fazer um pequeno desvio no seu percurso habitual, não querendo no entanto chegar atrasada a casa da sua avó, que a esperava como tradicionalmente por esta altura do ano lá para o meio da manhã, certamente com algo de aconchegante para aquecer e ao mesmo tempo se alimentar. No caminho tentaria ainda apanhar umas quantas plantas e ervas medicinais, muito apreciadas pelos seus efeitos anti-inflamatórios e analgésicos e que a sua avó não dispensava, agora que o reumático a atacava os ossos nos dias mais frios e húmidos.

 

Dizia-se que a simpática velhota sua avó era uma das poucas descendentes conhecidas e ainda vivas de um antigo caçador e embalsamador de animais natural da região, que um dia numa das suas inúmeras caçadas nocturnas abatera um animal bastante estranho e aterrador, que lhe fizera lembrar um homem mas com corpo de lobo: lobo em toda a sua plenitude física e emocional, enquanto ser vivo em harmonia com a natureza que o rodeava – percepcionando-a, sentindo-a e usufruindo-a; homem desarticulado, desmotivado e sem esperança de recuperação, enquanto objecto decorativo montado num falso cenário familiar e em derrocada acelerada, suportado exclusivamente num sonho futuro de felicidade duvidosa assente em crenças, dinheiro e prepotência divina.


O Lobo Mau e o Capuchinho Vermelho

 

No seu trajecto o Capuchinho Vermelho fez um pequeno desvio no cruzamento que ia dar à ponte sobre o rio, desviando à esquerda em vez de ir em frente e atravessando em passo acelerado a ponte que ia dar à gruta: desde a infância que frequentava este esconderijo secreto que ninguém mais conhecia e que um dia por mero acaso a Confraria dos Sete Anões lhe revelara e oferecera.

 

A gruta era apenas um local de passagem e de convívio utilizada pelos integrantes da Confraria que habitavam uma linda casa muito bem escondida e protegida no meio da floresta. A única dificuldade para chegar à gruta residia na constante alteração do cenário da paisagem que lhe era apresentada e que rodeava o caminho, que aparentemente se modificava cada vez que aí se deslocava, com uma densa e constante neblina que ainda mais confundia os sentidos dos viajantes e o seu sistema de orientação.

 

No entanto o Capuchinho Vermelho tinha um passe Dourado.

 

A avozinha tinha acabado o seu trabalho diário de todas as manhãs e sentara-se aliviada sobre a sua cadeira de balancé. Lá fora o dia estava com uma temperatura amena e acolhedora e sentia-se uma ligeira brisa vinda do lado das montanhas, que se viam lá ao longe com os seus cumes gelados a espetarem o céu, enquanto que o Sol caminhava vagarosamente para oeste. A neta já estava atrasada e a sopa a arrefecer. Poucas vezes fizera isso, mas ultimamente a avó já reparara nesses atrasos pontuais, apesar da pouca importância que lhe dera: os jovens eram todos irrequietos e sem horas a cumprir e agora que a jovem estava perto de alcançar a puberdade menos se devia ligar apenas ajudar.


O Lobo Mau em acção

 

O Lobo Mau andava no seu passeio diário para desentorpecer as suas pernas e apurar o seu olfacto, apreciando como habitualmente a beleza da floresta que sempre o acarinhara e concessionara, quando reparou que algo começava a perturbar os seus sentidos, introduzindo-se sorrateiramente pelo nariz e perturbando a sua calma organoléptica: ao fundo um cheirinho a especiarias, a legumes e a outros produtos que lhe provocavam água na boca, vinham dum modo ininterrupto a descontrolar a sua concentração e o seu sentido inapto de orientação, deixando-o num estado de fome e ansiedade. Só podia ser mesmo mais uma das habilidades culinárias e intrusivas da velha.

 

O seu nariz pontiagudo e olfactivo de puro caçador conduziu-o rapidamente até à casa da velha. Pela janela viu que ela estava a dormitar na sua cadeira habitual, que o caldeirão da sopa já fumegava sobre o lume da lareira e que se encontrava sozinha, apenas com o gato remeloso aconchegado no seu colo e acompanhada por um jovem rato que se passeava perto da panela. A fome apertava e a sua resistência ao aroma subtil e profundo que o penetrava era demais para as capacidades de resistência animal: saltou pela janela entreaberta e dirigiu-se para a lareira onde a panela da sopa da pedra o chamava, clamando pelo seu nome. Mas num instante o João Ratão saltou imprudentemente sobre a borda da panela, falhou o salto mal calculado e chiando como uma ratazana caiu lá dentro e morreu: “sopa de rato é que não” pensou o Lobo azarado. Ou não!

 

Em desespero – e enquanto a velha dormia, sonhava e suspirava – saltou como um predador para cima dela, abafou-a debaixo do seu corpo, sentiu a carne desta a estremecer em convulsões atractivas e repulsivas sob o seu corpo peludo e sem hesitar devorou-a, degustando até ao tutano o maior e mais saboroso osso da velha, a deliciosa coluna vertebral. Sempre ouvira dizer que para além da cabeça e dos membros – incluindo o SDE (sistema directo de erecção) – também existia o tronco. E no torpor anestesiante dum prazer totalmente consumado adormeceu esquecendo que para sobreviver teria que estar sempre alerta e atento e usar o método preservativo.


Arbustos atrás dos quais se escondia o Lenhador

 

E foi assim que o Capuchinho Vermelho chegou a casa da avó, encontrando-a a dormir profundamente e sem que esta notasse a sua presença. Descarregou o seu saco com as coisas que trouxera para a avó, comera uma rica sopa bem quentinha e deliciosa e finalmente fora acorda-la: já eram horas de almoço e ainda tinham muito que falar.

 

Quando acordou o Lobo Mau teve uma pequena surpresa: o Capuchinho Vermelho olhava para ele muito espantada e de olhos arregalados, tentando levantar sem o acordar a manta que o cobria e procurando debaixo do tecido meio moído e roto nalguns sítios, uma explicação satisfatória para o aspecto que a avó apresentava, toda escarrapachada ao comprido na sua típica cadeira, com uma cara estranha e nunca por ela vista que mais parecia um focinho e apresentando contrariamente ao que devia suceder na sua idade, uma boca de dentes vigorosos, afiados e salientes. Com pelos de tal forma abundantes, que nem se notava o seu conhecido e abastado bigode; e de tal forma estava alterada a sua imagem que de tanto querer ver a avó nem se apercebeu que diante dela estava o Lobo Mau.

 

O Lobo Mau levantou-se da cadeira e para espanto do Capuchinho Vermelho não era a sua avó que ali estava, mas apenas um lobo para o jovem e ainda pujante fisicamente, como o pode comprovar imediatamente ao ver-se diante dele completamente nu, sobre as duas patas traseiras e nitidamente erecto. Naturalmente teria sido um choque para qualquer jovem da idade do Capuchinho Vermelho, posta perante uma situação de violência extrema consumada e adicionalmente podendo agora evoluir com a sua participação pessoal, para outro tipo de situações alternativas tipo “sexo, drogas e rock and roll”: e nessa já não cairia de novo especialmente desde que despachara com um pesado machado o atiradiço e viril lenhador e oferecera os miolos da sua cabeça vermelha a uma fêmea desesperada.

 

A cerimónia oficial de desagravo teve lugar na nova casa de diversões nocturnas BWSH (Bad Wolf Streap House) localizada por força dos decretos legais fora dos limites de protecção da aldeia e que já funcionava em pleno há mais de um mês, aproveitando as férias de Verão de muitos dos seus moradores e a passagem ocasional pela zona e pelos mais variados motivos de muitos visitantes exteriores. Estiveram presentes muitas das imagens que acompanharam a juventude da maior parte dos adultos que preenchiam e comandavam o mundo actualmente e que desde muito cedo os tinham influenciado decisivamente, de tal maneira que esse peso no subconsciente transportava constantemente os anseios desses adultos para projecções vivas, animadas e em movimento aos quais estes não eram capazes de resistir, introduzindo sem razão ou consciência cronológica oficial, os velhos e maduros marretas em corpos de jovens ingénuos, irresponsáveis e como fruta verde ingénua e ignorantes, sem a mínima noção dos medos e possíveis consequências imprevisíveis e incontroláveis, daqueles que procedem sem regras e limites dispensando os efeitos curativos da terapêutica sequencial dos armários. A ver e a salientar: além do Lobo Mau e do Capuchinho Vermelho também compareceram no acontecimento os Sete Anões – acompanhados como cola pelo Príncipe Encantado – a Gata Borralheira agora preocupada com o desaparecimento das suas novas sapatilhas NIKE, a Bruxa Má sempre acompanhada pelo seu aio que lhe transportava o precioso e reconfortante Espelho Mágico, os Três Porquinhos como colegas de aventura dum primo do Lobo Mau denotando perseverança mas com um acentuado atraso mental – quando a fome apertava pensava arranjar comida aplicando apenas um sopro provavelmente de mau hálito às suas potenciais presas julgando anestesiá-las – e muitos outros colegas do Mundo Real da Criança, tornado Virtual por violação sistemática por parte de adultos do seu mundo original, uterino, consciente e visualizador do verdadeiro objecto e da sua imagem, mesmo sem ter a necessidade de recorrer a qualquer tipo de espelho para uma nova recaracterização.  

 

E já a noite ia adiantada quando todos os bonecos regressaram a sua casa, ocupando cada um deles o espaço anteriormente ocupado pelos seus donos nas suas elaboradas brincadeiras e agora esquecidos e atormentados pelo desprezo a que tinham sido votados por subalternização do objecto percepcionado manualmente, face à mecanização e automatização do sujeito/objecto e simultaneamente devido à adjectivação abusiva de toda a sociedade, desde os seus tempos vivos até à passagem de todos os seus tempos designados como mortos.

 

“A partir duma imagem podemos construir um texto que mesmo que não tenha nada a ver com a estrutura escrita original, será sempre o reflexo duma realidade importante para nós, apesar de reflectida num espelho não identificado mas objectivamente pessoal e intransmissível, ao contrário dos vampiros, sanguinários e irreflectidos”.

 

(imagem – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:09
Quinta-feira, 29 DE Agosto DE 2013

Titã

Imagem da lua de Saturno TITÃ obtida pela sonda HUYGENS – numa colaboração conjunta da NASA, da ESA (agência espacial europeia) e da ISA (agência espacial italiana) – ao atravessar a atmosfera acastanhada desse satélite natural de Saturno.


Titã – 2005.01.14

 

SATURNO é um dos planetas do Sistema Solar com maior número de satélites naturais – até hoje mais de sessenta – sendo Titã e ENCÉLADO as luas mais interessantes, não só por poderem ter água líquida em profundidade, como por apresentarem uma atmosfera rica em metano – tal como deverá ter apresentado a Terra nos primórdios da sua história.

 

A sonda HUYGENS foi lançada em direcção à lua Titã pela nave espacial CASSINI em mais uma das missões da responsabilidade da NASA/JPL. Apesar dos mais de oito anos passados sobre este fantástico registo de imagem, esta não nos deixa de impressionar e ao mesmo tempo desiludir: o que é feito do programa espacial norte-americano, dos seus sonhos e das suas concretizações? E porque raio foi a LUA praticamente abandonada?

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:12
Quinta-feira, 29 DE Agosto DE 2013

Sempre e do Mesmo (pacote de marca branca)

A Proposta:

“Ataque imediato” e “sem apoio da ONU”

(Eliot Engel)



Congressista Democrata Eliot Engel

(Comité Negócios Estrangeiros)


A Justificação para o Povo:

“Existem precedentes suficientes que indicam que é possível avançar sem apoio da ONU”


A Justificação para o Poder:

“Os políticos não morrem no campo de batalha, por isso dizem essas coisas”


A Realidade:

“Avançando, corremos o risco de apoiar a Al-Qaeda”, conta-nos um oficial com mais de 20 anos de experiência no Médio Oriente.  “Praticamente, não existem forças moderadas na Síria”, explica a mesma fonte.


Agora Pare, Escute e Olhe


A Proposta

  • Desconhecimento de que para além dele (os USA) existem outros com os mesmos direitos e deveres (o Resto do Mundo);
  • Desconhecimento de que a ONU está acima de qualquer país que a constitui e de que qualquer acto não autorizado é ilegal e considerado um crime;
  • Desconhecimento de que a prepotência apoiada nas armas (USA) nunca poderá superar o poder suportado pelo dinheiro (China e Rússia).

A Justificação para o Povo

  • Analfabetismo na transmissão da mensagem directa e/ou subliminar, invocando como protecção ideológica contra a sua afirmação negativa, a precedência desse objectivo mesmo em sectores oposicionistas.

A Justificação para o Poder

  • Ignorância fatal na direcção e opção fundamental a tomar na defesa dos seus próprios interesses de sobrevivência política, apontando para os outros a culpa do insucesso e esquecendo-se do espelho colocado diante de si com os outros de permeio. Duma forma mais simples: se o acto não está correcto a culpa é dos interlocutores.

A Realidade

  • Conhecimento deliberadamente ignorado tal e qual como ensinado: ou será que ainda pensam que são meras coincidências?

(texto: retirado do Expresso – imagem: retirada da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:17
Quarta-feira, 28 DE Agosto DE 2013

Os Polícias do Mundo (com todos os bandidos do mundo à sua volta)

“Bombardear a Síria irá transformar os pilotos dos USA na Força Aérea da Al-Qaeda”

(Kucinich)


U.S. Rep. Dennis Kucinich

 

Muito bem. Então em vez de estarmos aqui a discutir se esta operação é legal ou ilegal sem o apoio do Congresso norte-americano, porque não fazer uma investigação profunda e pormenorizada sobre as ligações entre os governos dos USA e da Arábia Saudita? Talvez se chegasse à conclusão que dadas as circunstâncias actuais da luta contra o terrorismo – e do que isso na realidade significa pois já aconteceram casos muito semelhantes no passado – essa realidade não fosse tão difícil de aceitar: é que por trás os protagonistas continuam na sua essência a ser os mesmos, com a mesma estratégia e objectivos.

 

(imagem – rt.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:17
Terça-feira, 27 DE Agosto DE 2013

Incredible Technology: How Astronauts Could Hibernate On Mars Voyage

(space.com)



Reducing cost and risks

                                                                                                      

It takes six to nine months to get to Mars using traditional propulsion technology.

 

But when astronauts eventually take the trip, it would be significantly cheaper and safer for them to hibernate through the vast majority of it, like bears waiting out the winter.

 

"One area would be in radiation shielding," he said. Astronauts "will almost always be contained in one spot. You could significantly increase the radiation shielding over this small area and reduce the dosage they're taking over the mission."

 

Cooling down

 

Bradford's team is trying to leverage and extend medical advances in therapeutic hypothermia, which seeks to prevent tissue damage during periods of low blood flow by lowering core body temperature.

 

For every drop of 1 degree Fahrenheit in body temperature, metabolic rate decreases by 5 to 7 percent, Bradford said. The researchers are aiming for a 10-degree drop during manned Mars missions, or a 50 to 70 percent reduction in metabolic rate.

That's a big drop.

 

The longest anyone has remained in a medically induced hypothermic torpor to date is about 10 days, Bradford said. But that's likely not an upper limit, he stressed; rather, it's a reflection of the low medical need to keep people in such states for prolonged periods of time.

 

"We're trying to give [the medical community] a need, or a rationale" to push the 10-day record out to 30 days and beyond, and to look for any possible attendant complications.

 

Challenges ahead

 

"Typically, you have to have these very slow rotation rates, because spinning too fast makes people sick," he said. (Rotation rate dictates the magnitude of the induced gravitational force.) "Because they're not conscious, they obviously won't be susceptible to disorientation, and we think we can actually put them on a much faster rotation."

 

"There's a lot of research on black bears — they hibernate for five or seven months, and they experience very little muscle atrophy," Bradford said. Scientists "are trying to understand why that is. Are body processes tricking the muscles into thinking they're active? So we're looking at that."

 

Early days

 

At the moment, Bradford said, the strategy looks promising. He thinks it should be possible to put astronauts into a torpor state by the mid-2030s — the same timeframe NASA is targeting for its first manned Mars mission.

 

"I don't think it's quite as far-fetched as some people may think," Bradford said. "My goal would be to have something here in 20 years, and I think a lot of the research and experimentation stuff could begin even sooner."

 

As an example, he said that hypothermia therapy experiments could begin on the International Space Station at pretty much any time.

 

Bradford also sees potential in the longer term, saying that the hibernation approach could make it easier to establish and sustain a permanent Mars colony.

 

(space.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:40
Terça-feira, 27 DE Agosto DE 2013

Nemesis

A Estrela (Morta) companheira do Sol

 

Desde há muitos anos que os estudiosos e especialistas da História da Terra tentam encontrar uma explicação lógica e credível, que clarifique duma vez por todas as razões fundamentais que estiveram na base das extinções maciças de seres vivos, que o nosso planeta terá eventualmente sofrido desde a sua formação até aos dias de hoje.

 

Uma das explicações possíveis poderá estar na existência duma estrela companheira do Sol – NEMESIS – que na sua órbita cíclica de aproximação à nossa estrela poderia afectar a órbita doutros corpos celestes, desde logo afectando os mais afastados do nosso Sistema Solar e posteriormente os localizados no seu interior – por exemplo na nuvem de OORT e na cintura de KUIPER – podendo-os lançar numa rota de colisão com o nosso planeta. Como estrela ou planeta anão (dwarf star/dwarf planet) NEMESIS – com uma órbita larguíssima e exterior ao nosso sistema e com um cíclico provável de milhares senão mesmo milhões de anos – e caso se comprove a sua existência, pode representar o fim dos tempos e o início doutro tempo e a explicação para alguns dos fenómenos que a Terra tem sofrido ultimamente.

 

É certo que tudo isto pode ser apenas ficção cientifica conspiracionista, ainda por cima agora que os Republicanos atacam violentamente, sucessivamente e de todas as formas possíveis a (medíocre) administração Obama, equiparando-o ao Anti-Cristo – talvez por ser negro como poderia acontecer por ser mulher: até o cometa ISON poderá ser o encoberto NEMESIS.

 

No entanto muitos cientistas não acreditam nessa teoria – que assenta na ideia de que o Sol pertence a um sistema binário – recusando-se a reconhecer a sua existência, até porque essa Estrela Anã (Dwarf Star) nunca foi até hoje observada.


Wise-Stars

 

The argument for Nemesis

 

In the early 1980s, scientists noticed that extinctions on Earth seemed to fall in a cyclical pattern. Mass extinctions seem to occur more frequently every 27 million years. The long span of time caused them to turn to astronomical events for an explanation.

 

In 1984, Richard Muller of the University of California Berkley suggested that a red dwarf star 1.5 light-years away could be the cause of the mass extinctions. Later theories have suggested that Nemesis could be a brown or white dwarf, or a low-mass star only a few times as massive as Jupiter. All would cast dim light, making them difficult to spot.

 

Scientists speculated that Nemesis may affect the Oort cloud, which is made up of icy rocks surrounding the sun beyond the range of Pluto. Many of these chunks travel around the sun in a long-term, elliptical orbit. As they draw closer to the star, their ice begins to melt and stream behind them, making them recognizable as comets.

 

If Nemesis traveled through the Oort cloud every 27 million years, some argue, it could kick extra comets out of the sphere and send them hurling toward the inner solar system — and Earth. Impact rates would increase, and mass extinctions would be more common.

 

The Kuiper Belt, a disk of debris that lies inside of the solar system, also has a well-defined outer edge that could be sheared off by a companion star. Researchers have found other systems where a companion star seems to have affected the shape of the debris disks.

 

The dwarf planet Sedna lends further credence in the eyes of some to the existence of a companion star for the sun. With an orbit of up to 12,000 years, the planet presents a puzzle to many. Scientists have suggested that a massive object such as a dim star could be responsible for keeping Sedna so far from the sun.

...

Though some scientists find the Nemesis theory plausible, others do not.

...

“The Sun is not part of a binary star system. There has never been any evidence to suggest a companion. The idea has been disproved by several infrared sky surveys, most recently the WISE mission. If there were a brown dwarf companion, these sensitive infrared telescopes would have detected it”. (David Morrison, Astrobiology Senior Scientist, October 17, 2012)

 

(The Argument for Nemesis: imagem e texto – space.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:46
Segunda-feira, 26 DE Agosto DE 2013

Incertezas e Conspirações II – Num mundo mal Imaginado e com replicantes Acéfalos

 

 

 

A Simulação da realidade apesar de baseada em sistemas infinitos e aleatórios terá sempre que depender da conjunção das mais variadas e bizarras equações, directa ou indirectamente ligadas a outros sistemas ou a subsistemas destes ou ligados ao próprio: como sistema dinâmico que é a Simulação tem nas equações de EULER um bom método de estudo – apesar de básico e iniciático. Na Alegoria da Caverna já Platão concluíra que a realidade não passava duma simulação, só que ainda não tínhamos consciência desse facto.

 

O Lado Obscuro da Terra – A História (2.ªparte)



O Homem sempre temera a morte por incompreensão na aceitação do fim da sua vida e por acreditar ser impossível de se construir e evoluir realisticamente num Universo pretensamente infinito. Não era aceitável um ser vivo permitir a existência dum sistema aleatório de escolha sistemática – diluído num parâmetro abstracto como era o descredibilizado tempo – consentindo de forma suicida na interrupção dum percurso particular assente exclusivamente na sua vida biológica, apenas para se deixar levar por um idealismo sem contexto nem qualquer tipo de base de suporte, baseado apenas em sonhos e desejos e numa concretização final da imortalidade num espaço mais além, localizado sabe-se lá onde. E quando alguém chegara perto do Homem e lhe fornecera graciosamente o fim do seu limite de tempo biológico, por racionalidade e por espanto nem sequer obtivera resposta apenas aceitação imediata: a morte deixara de ser definitivamente uma preocupação para os terrestres, alterando a partir daí todos os parâmetros de análise em torno de toda a vida na Terra, da sua vida animal e vegetal e de toda a estrutura societária e até mesmo planetária. O Novo Mundo assentaria assim no fim da morte e na adaptação deste novo conceito de vida, ao conjunto daí resultante.

 

A primeira etapa desta história (introdutória) teve origem na entrada em cena do cometa ISON e na sua cavalgada em direcção ao Sol: a sua observação astronómica – à medida que se aproximava da Terra e se tornava mais visível na sua forma e estrutura – levara os astrónomos a elaborarem conjecturas por vezes incompatíveis com o que seria mais racional deles esperar, transportando-os para a concretização de detalhadas teorias conspiracionistas aparentemente sem nexo nem significância, afirmando convictamente e contra a opinião generalizada tratar-se pela sua forma e pelo seu comportamento dinâmico de objectos de natureza artificial. Nada de significativo se confirmou na altura sobre estes factos, apesar dalgumas questões que ficaram no ar ainda por resolver, como o foi o caso dos astronautas das Estações Espaciais chinesas, que fugindo à cortina de fumo levantado pelas autoridades oficiais aeronáuticas norte-americanas, afirmaram numa curta comunicação rádio imediatamente interrompida, estarem a “observar algo de anormal na composição do cometa”. Somente como mais um sinal desesperado. A segunda etapa deu-se poucas semanas após à passagem do cometa ISON e teve a sua origem numa fortíssima explosão registada na zona do equador da coroa solar com a ejecção duma forte CME infelizmente dirigida à Terra. Na Terra a vida decorria com a maior das normalidades à sua superfície, enquanto em certos recantos dos E.U.A. e do mundo à sua volta, se efectuavam os derradeiros preparativos e se estabeleciam as últimas alianças: um Governo Mundial Provisório tinha sido estabelecido antecedendo a grande catástrofe, contando com todo o apoio logístico fundamental para a preservação mínima da espécie durante o período de transição das grandes Corporações Mundiais, dum sector conservador das Civilizações Interiores – a maioria dos Albinos terá escapado duma forma misteriosa, com algumas fontes a mencionarem a utilização de uma porta dirigida para outra região do Universo, semelhante mas diluído no espaço-tempo – e claro está, da influência directa, prática e constante exercida sobre nós ao longo de muitos e muitos anos, pelos nossos aliados alienígenas.



A Terra tinha sido devastada numa grande extensão da sua superfície. A população de quase 7 triliões de indivíduos tinha-se reduzido astronomicamente a pouco mais de 1.000 milhões, espalhados por alguns pólos de sobreviventes ao cataclismo solar. Dentro destes pequenos nichos contabilizava-se já o novo corpo de elite previamente seleccionado pelos intermediários do Novo Poder das Corporações, onde também estavam integradas todas as grandes chefias e os poderosos directórios a elas associadas: tinham sobrevivido às brutais alterações registadas à superfície da Terra, refugiando-se em habitáculos introduzidos paralelamente ao eixo do tempo agora condicionado, através da intersecção de espaços temporalmente confluentes, mas divergentes no tratamento do espaço a transformar. Neste caso os habitáculos – com todos os seus módulos adjacentes associados – simulariam integralmente no seu interior todas as situações normais decorrentes do quotidiano humano vivido em tempos anteriores ao Reinício, beneficiando através duma materialização holográfica “deveras realista” dos mais variados cenários naturais ou artificiais, de modo a assim proporcionarem todas as condições suficientes e necessárias para o erguer de um Novo Edifício Social. Constatou-se no entanto que as estimativas previstas de sobrevivência tinham sido muito exageradas; e passados poucos dias sobre o Evento, a confirmação foi final e avassaladora (apesar de ir de encontro a afirmações registadas em documentação secreta, a que mais tarde alguns privilegiados tiveram acesso) – o mundo actual dividia-se em duas grandes zonas de dimensões equivalentes, estando uma completamente devastada à sua superfície e mesmo nalguns casos em profundidade, devido a registos de grandes catástrofes de origem solar e geológica, tornando-se mesmo inabitável devido à acção degenerativa das elevadas radiações aí verificadas e das extremas condições climáticas e atmosféricas (com um ar irrespirável, quente e extremamente venenoso); e o outro extremamente afectado pelos acontecimentos registados no outro lado do planeta, mas possuindo aqui ou acolá alguns vestígios de pequenas ilhas de esperança – como pequenos oásis num imenso deserto – naquele Inferno na Terra. Nesses pequenos oásis sobreviventes do holocausto vindo dos Céus, os cerca de 100.000 terrestres iriam iniciar um novo ciclo da sua existência, mas agora em estreita colaboração com as suas poderosas e fiéis máquinas e com todo o software a elas agregado para seu único usufruto e benefício.

 

Basicamente os poderosos do mundo associados nas suas grandes empresas e corporações e alicerçados no poder real de verdadeiras Sociedades Secretas, convenceram-se definitivamente que o destino da Humanidade já estava há muito traçado, nada mais havendo a fazer para salvar este corpo já tão deformado. Desestabilizado o mundo face à crise económica e social crescente e sem fim à vista do Estado ou de outras instituições de intervenção internacional – acção provocada pelas próprias Corporações e com o objectivo final de controlar todas as organizações colectivas, minando-as e destruindo-as apenas com fins estritamente materialistas – as suas forças foram todas dirigidas para os preparativos para o Grande Salto Evolutivo que já se anunciava, até porque o momento propiciava a distracção sobre o que verdadeiramente se passava e preparava. A Terra foi atingida em cheio por ondas sucessivas de elevadíssimas radiações vindas do Sol, que acabaram por destruir o seu campo magnético envolvente e protector, expondo todos os seres vivos aos seus raios mortais e condenando praticamente a humanidade à sua extinção. A tudo isto sucedeu-se um conjunto de cataclismos que modificaram no essencial o aspecto geral de toda a crosta terrestre, transformando-a numa Terra irreconhecível.



A Robotics Simulated Systems (RSS) tinha sido criada pouco tempo antes de ocorrer o Evento, associando técnicos das diversas Corporações aglutinadas à C.A.O.S. e ainda especialistas de outras empresas independentes mas indirectamente (e por estratégia empresarial) relacionadas e subsidiadas por esta. O objectivo imediato da Empresa seria o de criar boas condições ambientais e de convívio entre os utilizadores dos seus espaços de vida e de trabalho, construindo cenários o mais fidedignos possíveis da representação das propriedades que o anterior mundo real proporcionava, de modo a que nestes tempos de transição e reconstrução o choque provocado nos humanos pela falta de um dos seus componentes básicos – a natureza e a liberdade de movimentos – não afectasse psicologicamente o quotidiano dos sobreviventes e os pudesse levar em casos limite a estados profundos de depressão que por contágio social poderiam por em risco todos os objectivos do projecto assumido pelas Corporações tornando-o de aplicação (e desenvolvimento) inviável. Nesse aspecto particular a experiência retirada por muitas das agências espaciais internacionais – como era o caso da NASA – com o estudo do comportamento das tripulações em períodos longos e ambientes fechados, tinha sido muito importante para a elaboração da simulação a implantar, a desenvolver e a incorporar no subconsciente dos Indivíduos Periféricos Aplicativos (IPA), como elementos relevantes e imprescindíveis do corpo técnico desta organização que dado as suas funções eminentemente práticas que lhes eram atribuídas estariam durante mais tempo em contacto com a Terra real, conflituando a todo o momento com o mundo simulado agora activo e vivido.

 

A aposta desta equipa constituída por especialistas em psicologia ambiental e programação computacional tinha inicialmente quatro direcções interligadas de actuação fundamental: criar uma animação robotizada da simulação, criar o ambiente o mais realista possível associado à própria simulação, criar todos os elementos de comando da mesma podendo-a alterar a qualquer momento para uma melhor adaptação ao operador e ao aplicado e finalmente criar Entidades de controlo lógico e de orientação ideológica, de modo a assim controlar duma maneira eficaz e segura todo o processo, sentindo-o e adaptando-o constantemente às necessidades dos elementos (preenchendo a base da pirâmide de apoio e suportando-a) a proteger e preservar – os seres humanos. Os estrangeiros vindos dos confins do espaço tiveram aqui um papel fundamental ao fornecerem aos terrestres informações importantíssimas sobre a utilização de nova tecnologia espácio-temporal aplicada à concretização de realidades laboratoriais simuladas e agora transportas para ambientes exteriores através da aplicação de novo e revolucionário hardware e software, imaginativo e sem limites de aplicação ou alteração: através de periféricos aplicados indiscriminadamente e sem critérios, a teoria assentava no enunciado filosófico e sem perplexidades de que a partir do caos a organização seria inevitável. No entanto um problema era já motivo de diálogo e estudo permanente por parte dos técnicos especialistas em holografia: o que aconteceria quando o Homem reconhecesse em si e definitivamente que estava a viver uma simulação? A Esperança era a última coisa a morrer: o desenvolvimento do artefacto PI poderia futuramente proporcionar-lhes a utilização de portais que os poderiam transportar para outros pontos distantes do Universo e pela simples análise das probabilidades o mais certo seria nesses Universos Paralelos ou Concorrenciais voltar a encontrar a Terra e assim redescobrir uma nova felicidade apenas utilizando factores e capacidades a nós intrínsecas de comparência e de integração. E o Solenóide já estava a ser construído, aproximando-se cada vez mais rapidamente o dia do ensaio inicial.



No pólo três da PSG (Prism Securirty Group) o operador responsável pelo acompanhamento das experiências de realidade virtual consolidada – e aplicadas em contexto real adaptado – fazia um pequeno e merecido intervalo no seu monótono trabalho diário, desfrutando de um delicioso cocktail de melancia misturado com um pouco de vodka russo, enquanto ia apreciando as manobras exteriores efectuadas por um dos clientes da plataforma turística que também monitorizava, no seu passeio pelo cenário que lhe era proposto e utilizando um escafandro protector de origem e de construção anterior ao apocalipse. Aquela situação que ele já tantas vezes presenciara sempre lhe provocara um ligeiro incómodo e alguma confusão, já que aqui o interlocutor em vez de querer perscrutar e adivinhar o futuro, tinha como objectivo oposto o de reviver o passado: era como se o déjà-vu se invertesse e em vez de percepcionarmos no presente algo que já pensaríamos ter vivido no passado, agora as nossas sensações dirigir-se-iam intactas para o passado para nele aglutinarmos as sensações adquiridas no presente.

 

No caso dum acontecimento como o déjà-vu poderemos considerá-lo como uma anomalia na aplicação do programa de simulação pretendido, permitindo por alguma falha no sistema que se pudesse aceder a factos reais ainda inactivos e deles ter consciência mesmo antes dos mesmos ocorrerem, o que necessariamente e temporalmente deveria ser impossível. Um facto que só vem provar que a simulação da realidade pode ser interrompida ou alterada no decurso da sua execução, confirmando com esta ocorrência do déjà-vu que o interlocutor pode acabar por ter acesso indevido no presente a factos apenas ocorridos no futuro. Mas por outro lado são estas falhas de funcionamento que – para além de confirmarem a simulação em que todos vivemos – nos permitem adivinhar situações futuras e reconhecer a pré-programação a que a nossa mente foi sujeita. A realidade não passa no fundo de uma ideia, mas talvez já seja meia vitória nossa que conscientes ou inconscientes reconheçamos a interferência.



A Simulação em curso decorria sob a supervisão dum grupo de peritos informáticos colocados temporariamente numa das três Estações Espaciais Terrestres (a ex-estação norte-americana), sobreviventes ao desagregar abrupto da civilização humana tal como todos a conheciam desde tempos imemoriais e agora enfrentando um renascimento controlado da espécie dominante, através da utilização de novos e revolucionários parâmetros de vida tornados realidade e confluindo todos na concentração de meios que possibilitassem a consolidação da base da estrutura, o seu constante aperfeiçoamento qualitativo e finalmente a expansão e colonização do espaço, como garantia de sobrevivência para lá dos limites que a nossa mente ainda insistia em protagonizar negando os sonhos – como projecções de realidades alternativas – e a utopia – como uma das opções de execução.

 

Os peritos limitavam-se a rectificar algumas das aplicações em curso que se tornassem desadequadas e tecnicamente ineficazes, face às pequenas mas constantes alterações que se iam observando na própria estrutura do novo edifício a recriar e reinventar, o que era uma consequência normal na implementação destes jogos de integração social que privilegiavam o desenvolvimento ilimitado e à disposição do mero acaso por parte do individuo, mas sem nunca pôr de lado por ignorância e ingenuidade a necessidade de o proteger de si próprio. Neste aspecto as máquinas tinham sido duma utilidade fantástica, imediata e sem preço, com os alienígenas contribuindo com todos os seus conhecimentos científicos e tecnológicos para a construção dum exército super qualificado de mão-de-obra, a colocar sempre que solicitado e sob as ordens do novo poder em ascensão a chave das portas do Novo Mundo. De resto os estrangeiros tentavam manter-se o mais afastado que podiam do problema que não era seu, sendo raras as vezes em que os humanos falavam deles ou da sua participação presencial (ou não) em reuniões com os mesmos: mais tarde chegando as chefias intermédias (e as hierarquias inferiores) à conclusão de que os humanos lidavam directamente com humanóides robotizados e sem grandes emoções ou alternativamente – mas em menor número por prováveis conflitos de integração previstas antes do início da aplicação mas na altura julgadas positivas – com réplicas obtidas através do ADN de elementos da sua espécie seleccionados antes do Evento e que davam garantias absolutas de obediência, trabalho e integração entre os seus originais.

 

Numa sala fechada da outra Estação Espacial Terrestre (a ex-estação russa) um terminal computadorizado fazia a ligação final com a porta de comunicação orientada para o nosso Sistema Solar, instalada numa base localizada no satélite de Júpiter Europa, que desde o início da Transformação trocava constantemente dados com um ponto de origem já muito fora dos limites conhecidos da nossa galáxia: nesse aspecto os extraterrestres tinham optado pela solução mais simples e menos intervencionista, mantendo sempre abertos os canais de comunicação entre os três interlocutores ainda activos e com poder de introdução de actualizações programáticas correctivas, de modo aos mesmas não intervirem fosse de que maneira fosse no decorrer da simulação real, estritamente baseada na realidade virtual partilhada por outros seres vivos vivendo em comunidades isoladas do Universo. Se por um lado as três grandes corporações mundiais – associadas neste grande conglomerado que era a C.A.O.S. – lutavam pelo predomínio na concretização e controlo deste processo de rejuvenescimento da humanidade, não era por outro lado menos certo que os quatro blocos políticos ainda prevalecentes na Terra Formação do planeta Terra – o bloco Americano controlado pelos EUA (com os ingleses atentos à distância), o bloco Europeu e os seus aliados do norte de África controlados pelo eixo Franco-Alemão e o bloco unificado Sino-Russo-Iraniano sediado nas montanhas dos Himalaias – deveriam dialogar e interagir o mais rapidamente entre si e em último caso decidirem-se pela unificação. Quanto ao quarto grupo não seria propriamente conhecido como um bloco, até pelo desconhecimento parcial que todos tinham dele desde que se verificara a cisão nas Civilizações Interiores: a maioria esmagadora dos Albinos simplesmente desaparecera no ar antes de se dar o grande Evento, falando-se em círculos restritos de opinião credível e autorizada, que teriam inicialmente fugido para um planeta exterior à órbita da Terra, muitos deles em escala de viagem para outros e distantes sistemas galácticos. O que levantava logo a questão da outra Entidade que os estaria a apoiar e da sua relação com os actuais e estrategicamente aliados alienígenas.



Após uma tarde bem passada a passear pelos campos e a apreciar o que de bom a natureza ainda lhe ia conseguindo transmitir – principalmente as cores e a textura dos terrenos secos expostos aos ventos – o homem acabou por regressar de novo ao seu pequeno habitáculo que se apresentava na altura um pouco quente, devido à antiguidade do seu processador atmosférico. Ligou o sistema auxiliar de emergência, preparou uma refeição rápida de leite em pó com cereais sintéticos e deitou-se calmamente na espreguiçadeira a contemplar demoradamente e com memória passada, a paisagem que se abria para além da única abertura desta espécie de tenda que temporariamente habitava. O sentimento de incerteza e as teorias conspirativas que rodeavam este crítico estado de alma (alerta), nunca o deixavam de perseguir e de por os seus neurónios numa polvorosa interna mas sempre imprevisível: com o desaparecimento da morte e a constatação da inutilidade do parâmetro tempo, o anterior mundo real ter-se-ia baseado na concretização duma abstracção por manipulação das nossas mentes, o que apenas provava definitivamente e sem qualquer tipo de recurso físico ou psíquico, aquilo que nunca ninguém conseguira claramente e sem subterfúgios alguma vez afirmar: a nossa visão do mundo vista como um grão de areia do areal duma praia imensa, apenas confirma que esse grão não terá identidade própria se não for visualizado no seu conjunto espacial, já que se for visualizado como um ponto solitário e cercado pelo espaço intermédio e isolante exterior, não terá hipótese de projectar e comunicar a sua imagem se não se movimentar em direcção aos outros grãos de areia, morrendo por excesso de espaço intermédio e não pelo tempo que demoraria até atingir o local do espaço onde estariam as suas outras referências.

 

Antes de adormecer chegou a pegar num dos livros que decoravam a estante do habitáculo, manuseando-o demoradamente e usufruindo de todo o prazer que o sentido do tacto lhe poderia proporcionar e ainda conseguindo ler com alguma concentração e lucidez, o prólogo dessa belíssima raridade aqui magicamente apresentado em suporte de papel. E dizia:

 

“Todos os seres até agora criaram algo que está para além de si próprios; e vós quereis ser a vazante dessa grande maré e até retornar ao animal, de preferência a superar o homem?

O que é o macaco para o homem? Uma risada ou uma dolorosa vergonha. E é isso mesmo que o homem deve ser para o super-homem: uma risada ou uma dolorosa vergonha.

Haveis percorrido o caminho desde o verme até ao homem e em vós ainda há muito de verme. Em tempos fostes macacos e ainda agora o homem é mais macaco que qualquer macaco”.

 

(Friedrich Nietzsche – Assim falava Zaratustra)

 

Então adormeceu e o mundo desapareceu.

 

Certos diálogos que mantemos normalmente por vezes revelam duma forma muito pouco perceptível que todas as incertezas e conspirações que tornam a nossa vida claustrofóbica e sem fim definido, se devem basicamente à nossa fatídica má sorte e ao acaso de vivermos num mundo muito mal imaginado – para os fanáticos idealizado – ainda por cima povoado por uma espécie de replicantes orgulhosamente tolerantes e acéfalos. E falando do nobre exercício de pensar, ainda hoje em dia ficamos extasiados com as nossas capacidades mentais consideradas extraordinárias e infinitas, quando apenas nos servimos ainda dos nossos neurónios para activar o cérebro, deixando-o na mais pura autogestão: se o nosso cérebro já comanda os nossos sistemas básicos e biológicos de vida, porque não deixar à sua guarda o resto do nosso corpo e a fraude da nossa alma?

O tempo o dirá, dirão os Abstractas.

 

Fim da 2.ªparte (de 2)

 

(imagens – retiradas da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:11
Domingo, 25 DE Agosto DE 2013

Incertezas e Conspirações I – Num mundo mal Imaginado e com replicantes Acéfalos

 

 

E = MC² <=> C = (E/M)½


A Velocidade a que a luz se desloca – 300.000 km/s – de um ponto de origem para outro ponto aleatoriamente escolhido do espaço, nunca poderá ser um limite de referência Universal: ou não será ela uma variável dependente da matéria e do espaço?

No caso das grandes naves de transporte equipadas com um modelo de motor da série R-SWDD (ring-shaped warp drive device) a velocidade máxima atingida poderá muito bem exceder a velocidade da luz desde que o factor de sustentabilidade (E/M) seja superior a 1.

 

O Lado Obscuro da Terra – A História (1.ªparte)



Estávamos no ano 2016 DC – dois anos após o apocalipse controlado levado a cabo pelas três grandes corporações sediadas no planeta Terra – e poucos lugares se encontravam ainda disponíveis para o pessoal da C.A.O.S. poder passar uns dias de férias tranquilas, sem a presença de outro humano a controlá-lo e a ser controlado por este. Todas as estruturas de poder central estatal até aí existentes no planeta tinham sido destruídas ou extintas, sendo agora o seu destino liderado por uma Comissão Trilateral de Multimilionários agrupando as mais poderosas empresas de exploração e prospecção de minérios, de água e de outras formas de energia emergentes e revolucionárias, existentes na imensidão do espaço envolvendo a Terra e o seu sistema. As três grandes corporações representavam quase 2,5 triliões de dólares sendo maioritariamente controladas – segundo a revista especializada em finanças Forbes – pela Choam, pela Acme Corporation e pela Sirius Cybernetics Corp. (integrando ainda misteriosamente e como observador a Oceanic Airlines) que por sua vez controlavam mais de uma vintena de conglomerados de menores dimensões, como a Soylent Corp., a Tyrell Corporation ou mesmo a Umbrella Corporation, valendo todas no seu conjunto cerca de mais 1 trilião de dólares.

 

Tinha efectuado uma reserva na Estação de Visionamento Terrestre Alfa, uma das primeiras agências destinadas aos momentos de ócio e de lazer dos diversos contingentes humanos aglutinados pela Colateral, exclusivamente criados e programados para o preenchimento de tempos acidentalmente mortos não produtivos, pelas equipas de manutenção de recursos biológicos degradável – prioritários ou não – mas essenciais para a consolidação da poderosa organização financeira que controlava a C.A.O.S. Tinham sido posto à sua disposição diversos catálogos com destinos mais ou menos bizarros e implicando maior ou menor esforço motor, mas para contenção de custos e benefícios nos seus bónus de integração – o que iria beneficiar futuras promoções e a lógica subida na hierarquia da organização base – decidira-se imediatamente e sem hesitar por um destino alternativo, implicando esforço físico e de cariz tradicional: optara por uma simulação pré apocalíptica duma planície rodeada de montanhas e atravessada por um pequeno, estreito e límpido rio localizada no planeta Terra, tecnicamente produzida numa plataforma holografica materializada por sugestão mental do operador e que seria concretizada num cenário de vivência natural e solitária, utilizando um habitáculo elaborado por sobreposição de imagens, oriundas de memórias passadas de fontes primárias. O único contratempo residia na qualidade do ar atmosférico, um pouco limitado neste modelo rústico mas já um pouco ultrapassado – um processador atmosférico de nível 2 – aos derradeiros anos que antecederam o grande evento.



A sociedade antiga de valores e conhecimentos tal como a conhecíamos a partir de histórias contadas pelos nossos pais e avós, tinha começado a desaparecer muitos anos do grande apocalipse. As grandes Corporações tinham tomado conta do mundo e de toda a sua matéria-prima, manobrando directamente ou através de estratégias publicitárias de perfuração e parasitação mental, os espíritos mercenários dos políticos representativos dos diversos Estados Mundiais, que se tinham deixado manipular e conquistar integralmente – esquecendo familiares, amigos e até a sua memória futura – em troca duns meros gramas de ouro ou de outro material enigmaticamente poderoso e precioso e do falso poder de em círculos restritos do exercício do comando, poderem espezinhar e destruir certos elementos hierarquicamente inferiores: com a cereja colocada em cima do bolo quando em situações desprezíveis e sucedâneas para as oligarquias dominantes, um deles caía em desgraça e era entregue já desprovido de tudo até de identidade às feras que esta nova sociedade criara, inspirando-se no entanto em tempos remotos da mais pura barbárie, onde num círculo o povo era convidado a assistir à sua morte, triturado e mutilado pelas mandíbulas de poderosos leões num espectáculo supremo de violação e distância.

 

No ano em que aconteceu o grande e apocalíptico evento a população mundial ultrapassava já a cifra impressionante dos sete triliões de habitantes. Na altura eram grandes as discussões sobre os problemas que tal taxa de ocupação provocaria na sustentabilidade do planeta Terra e nesse sentido, ter-se pensado posteriormente que o Evento tinha sido planeado com esse objectivo primordial e de base: o combate ao excesso populacional mundial, evidenciando nesse exercício a necessidade urgente de diminuir a pressão exercida pelas gorduras resultantes da explosão demográfica – maioritariamente não produtora de mais-valias visíveis e sendo apenas exemplos de compradores de produtos de mercado, mas sem fontes de rendimentos visíveis, logo pertencendo a grupos de economias paralelas, ilegais e perigosamente concorrenciais – e nesse sentido aumentando temporariamente a taxa de mortalidade para valores impressionantes e nunca imaginados, para seguidamente a ir diminuindo até ao ponto de acerto e equilíbrio final – o ponto zero da inversão e da manutenção definitiva da NTTZ (Novo Tempo da Taxa Zero). Foi aí que o tempo deixou de ter o significado que tivera até à ocorrência do Evento, passando apenas a mais um parâmetro dimensional limitado ao espaço e à matéria, na sua confrontação constante – acção/reacção – face à energia por si libertada no seu constante movimento.

A morte deixara de existir e o tempo partira com ela – tal e qual como acontecera com muitos dos dinossauros desaparecidos noutros armários passados e abertos na Terra, que permitiram não só a sobrevivência das espécies mais fortes como o surgimento doutras muito mais evoluídas e adaptadas. O Sonho de qualquer Entidade Controladora e Niveladora.



Não se percebiam exactamente as razões que tinham levado estas três grandes corporações a actuarem naquele preciso momento, aglutinando-se todas na C.A.O.S. e provocando o Evento. É certo que a Terra começara a atravessar um período de estagnação social, económica e científica – que parecia profunda e sem fim à vista – aquando da queda do muro de Berlim e do desagregar da antiga União Soviética, com todos os poderosos Estados do Mundo a implodirem como um dominó, graças à intervenção da pseudo-inteligência oficial – os assalariados certificados e privilegiados pelo uso de liberdade condicionada – sobre a estrutura e arquitectura social baseada na Justiça e Solidariedade e à sua substituição pelo poder estritamente económico e expansionista exercido pelas grandes Corporações já existentes, já poderosas, já militarizadas e já muito influentes e intervenientes. No entanto os terrestres não detinham o conhecimento científico necessário e suficiente para se apropriarem dum planeta inteiro, nem a cultura e a memória ancestral própria que os pudessem tornar capazes de proceder autonomamente, sem manual, sem instruções e sem consentimento prévio dalguém. Teria que existir alguma explicação alternativa nunca mencionada ou pensada anteriormente, sem ligações directas com a espécie dominante no planeta e as suas sociedades organizadas, inevitavelmente dirigida para o exercício do poder e do controlo dominante de todo o processo evolutivo previsto, sempre de acordo com as regras definidas por Entidades de Supervisão de nível superior, responsáveis pela manutenção da estabilidade de todo o cenário representativo SS/1.5.007 (associado ao Sistema Solar) e pela continuação da execução do respectivo programa.

 

Nunca tinham descoberto verdadeiramente de onde viera a nave-mãe, nem o que levara a que se desencadeasse nesse preciso momento o apocalipse Muitas fontes ligavam o Evento à subida vertiginosa do poder das Corporações e à guerra contra elas lançada por alguns grupos terroristas internacionais ligadas a subgrupos de ex-mercenários norte-americanos, aliados a algumas Corporações menores com origem Chinesa/Russa/Iraniana e ainda a outros países emergentes com antigas ligações políticas, comerciais e militares ao anterior poder do extinto Estado Norte-Americano: Obama teria sido apenas um sinal do rápido aproximar do Dia do Juízo Final, aproveitado pelos Senhores do Novo Mundo para se prepararem para a mudança que aí vinha e que iria mudar radicalmente e em todos os sentidos a face do planeta Terra. A ligação secreta dos responsáveis pelas grandes Corporações a nichos nunca reconhecidos oficialmente e já com muitos anos de colaboração conjunta com seres extraterrestres, terá ajudado a despoletar o Evento, encorajando as Elites Terrestres a entrarem em acção e a conquistarem a Terra para si e para os seus amigos estrangeiros. O resultado fora o renascimento duma nova Terra ainda sobre as cinzas quentes da anterior e a construção dum novo modelo auto sustentável e protegido. Mas ainda restava um pequeno contingente de indivíduos vivendo no interior do planeta Terra e sob a sua crosta terrestre, que necessitava de ser eliminado ou – se fosse o caso – processada e integrada.



Os primeiros indícios preocupantes que chamaram a atenção das Civilizações Interiores para o que se estava a passar à superfície do planeta, veio do degradar cada vez mais acelerado das condições de vida para todos os seres vivendo à superfície da Terra e para o facto das grandes Corporações já existentes pouco ou nada se preocuparem com o que estava a acontecer. Nem mesmo dos seus cientistas e demais especialistas vinha qualquer tipo de sinal de alerta vindo do espaço exterior envolvendo a Terra, agora que o Sol caminhava para mais um dos seus picos de actividade solar, fenómeno simultaneamente acompanhado por uma mudança dos pólos magnéticos do Sol: o quadro parecia compor-se de modo a obter-se um cenário de consequências imprevisíveis e talvez nefasto para a preservação da vida neste ponto do espaço, já que ao longo de todo o planeta a actividade sismológica estava em crescendo e muitos dos vulcões considerados adormecidos voltavam ao fim de muitos anos a entrar em erupção. Mas a explosão artificialmente provocada do asteróide que atravessou os céus de Chelyabinsk na Rússia – destruído por mísseis – os constantes aparecimentos de meteoros e meteoritos vindos das profundezas do Sistema Solar e atravessando incandescentes a nossa atmosfera – maioritariamente vindos da cintura de asteróides – não foram mais do que a constatação final da realidade, confirmada violentamente com o aproximar do cometa ISON, que afinal de contas não seria mais do que um conjunto de três grandes naves alienígenas tripuladas e vindas do além espaço.



Mas os Albinos não se podiam conformar. As Civilizações Interiores iriam sempre ser afectadas por fenómenos que pudessem alterar globalmente o funcionamento do planeta. A Terra corria um sério risco de não conseguir manter a sua integridade estrutural, já que vários cientistas suspeitavam então que algo de estranho e de desconhecido estaria a exercer uma grande pressão (crescente) sobre o seu sistema, podendo provocar segundo certas previsões em princípio minoritárias mas muito preocupantes, a desestabilização do seu campo magnético protector e mesmo interferir na circulação de materiais circulando no interior do planeta (no manto), que poderiam levar no limite à interrupção do seu movimento de rotação em volta do seu eixo virtual, com todas as graves implicações e consequências dramáticas que isso poderia transportar. Essa a razão para o aparecimento consolidado do Grande Sobressalto, uma iniciativa tornada prioritária para os Albinos e para a sobrevivência das Civilizações Interiores: o objectivo seria contactar de novo os seus enviados à superfície e assim tentar alguma forma de diálogo com os poderosos líderes exteriores – com os quais mantinham estreitas ligações secretas desde os anos cinquenta e os acontecimentos que rodearam Roswell, contribuindo posterior e decisivamente para a explosão tecnológica que aí se verificou, com o seu auge a ser atingido em Silicon Valley – de modo a demoverem-nos de tomarem certas acções irreflectidas que poderiam afectar biliões de seres humanos, eles incluídos. Tudo fazia crer que um objecto de grandes dimensões poderia estar a actuar poderosamente sobre todo o sistema, podendo já encontrar-se no seu interior, cada vez mais perto da Terra e na prossecução da sua trajectória em volta do Sol. Mas a resposta tardou e a reacção lenta e desinteressada vinda do outro lado da crosta terrestre, adicionada à sucessão rápida e inevitável dos acontecimentos, a nada levou senão ao desespero: o próprio Obama foi acusado de alta-traição, por não actuar com firmeza e determinação face aos indícios que se acumulavam e que muitos anunciavam como premonitórios e reveladores do momento apocalíptico que se aproximava, chegando a ser banalizado em cartazes provocatórios e racistas, com imagens suas a serem apresentadas sobre a forma de zombies doentios, responsáveis pela morte em vida do sistema social existente por má utilização da realidade que tinha prometido reabilitar (mais outra impossibilidade para um simples operador).

 

Fim da 1.ªparte (de 2)

 

(imagens – retiradas da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:33
Sexta-feira, 23 DE Agosto DE 2013

EXIT – porta de saída, porta de entrada

Um buraco é uma prova física e irrefutável da presença da matéria, não só pela enorme energia que absorve como pelo movimento e velocidade a ele associado: ele estabelece a ligação umbilical entre dois pontos coexistindo entre si e que só existem para a manutenção (ou reparação) do equilíbrio do sistema.


Redemoinho no Atlântico detectado por satélite

                                                

Foram recentemente observados no oceano Atlântico através da análise de imagens obtidas por satélite, poderosos redemoinhos de água capazes de sugar e engolir diversos tipos de detritos e outros objectos de maiores dimensões – incluindo barcos e pessoas – enviando-os para as profundezas desconhecidas do oceano a uma velocidade de mais de um milhão de metros cúbicos por segundo.

 

Os buracos negros estão hoje em dia espalhados por milhares de lares de todo o mundo, desde o oficial orifício anal onde nos colocamos todos os dias quando vamos trabalhar – o escritório com a sua sexual cadeira giratória e a sua máquina que computa – até ao local onde usufruímos com regularidade e simultaneamente de algum prazer e de alguma privacidade – a casa de banho e o seu monólito de leitura, de reflexão e de prazer excretor – a sanita. Nunca esquecendo as variedades infindas de outros buracos, muitos deles profundos e sexualmente explícitos.

 

(imagem – abovetopsecret.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:52
Sexta-feira, 23 DE Agosto DE 2013

O Futuro do Sol (e da Terra)

Red Giant Stars: Facts, Definition & the Future of the Sun

(SPACE.COM)


A red giant star is a dying star in the last stages of stellar evolution. In only a few billion years, our own sun will turn into a red giant star, expand and engulf the inner planets, possibly even Earth. What does the future hold for the light of our solar system and others like it?

Forming a giant


 

 Most of the stars in the universe are main sequence stars — those converting hydrogen into helium via nuclear fusion. A main sequence star may have a mass between a third to eight times that of the sun and eventually burn through the hydrogen in its core. Over its life, the outward pressure of fusion has balanced against the inward pressure of gravity. Once the fusion stops, gravity takes the lead and compresses the star smaller and tighter.

 

Temperatures increase with the contraction, eventually reaching levels where helium is able to fuse into carbon. Depending on the mass of the star, the helium burning might be gradual or might begin with an explosive flash. The energy produced by the helium fusion causes the star to expand outward to many times its original size.

 

Red giant stars reach sizes of 100 million to 1 billion kilometers in diameter (62 million to 621 million miles), 100 to 1,000 times the size of the sun today. Because the energy is spread across a larger area, surface temperatures are actually cooler, reaching only 2,200 to 3,200 degrees Celsius (4,000 to 5,800 degrees Fahrenheit), a little over half as hot as the sun. This temperature change causes stars to shine in the redder part of the spectrum, leading to the name red giant, though they are often more orangish in appearance.



Stars spend approximately a few thousand to 1 billion years as a red giant. Eventually, the helium in the core runs out and fusion stops. The star shrinks again until a new helium shell reaches the core. When the helium ignites, the outer layers of the star are blown off in huge clouds of gas and dust known as planetary nebulae.

 

The core continues to collapse in on itself. Smaller stars such as the sun end their lives as compact white dwarfs. The material of larger, more massive stars fall inward until the star eventually becomes a supernova, blowing off gas and dust in a dramatic fiery death.

 

The future of the sun


 

In approximately 5 billion years, the sun will begin the helium-burning process, turning into a red giant star. When it expands, its outer layers will consume Mercury and Venus, and reach Earth. Scientists are still debating whether or not our planet will be engulfed, or whether it will orbit dangerously close to the dimmer star. Either way, life as we know it on Earth will cease to exist.

 

The changing sun may provide hope to other planets, however. When stars morph into red giants, they change the habitable zones of their system. The habitable zone is the region where liquid water can exist, considered by most scientists to be the area ripe for life to evolve. Because a star remains a red giant for approximately a billion years, it may be possible for life to arise on bodies in the outer solar system, which will be closer to the sun.

 

The window of opportunity will only be open briefly, however. When the sun and other smaller stars shrinks back down to a white dwarf, the life-giving light will dissipate. And supernovae from larger stars could present other habitability issues.

 

(texto e imagens – space.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:43

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