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Domingo, 31 DE Maio DE 2015

E Um Dia Fomos à Bruxa (1/4)

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
(tomo A/31.5)

 

Dia Um
1.ª Etapa da Viagem
(Albufeira – Paderne)

 

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Estávamos os três preparados para iniciarmos a nossa aventura. De mochilas às costas partiríamos a pé, em direcção à vila de Paderne: mais de uma dúzia de quilómetros em estrada asfaltada e nas calmas, umas três horas de caminhada. Saímos logo a seguir a termos efectuado uma leve refeição, esperando chegar ao nosso destino por volta da hora do jantar. Por volta das cinco da tarde passávamos já pelo centro de saúde e chegávamos à estrada que nos conduziria ao nosso primeiro destino: o castelo da vila de Paderne.

 

A passo acelerado (o tempo fresco ajudava) rapidamente chegamos ao cruzamento das Ferreiras. Sentamo-nos por momentos, felicitamo-nos pela chegada (a este posto intermédio) e deixamo-nos ficar a ver os carros passarem. E ainda vimos um acidente. Um objecto vindo não se sabe bem de onde caíra no meio da estrada muito perto de nós, quase atingindo um motociclista que assustado se despistara: mesmo escapando praticamente ileso ao acidente, a sua mota continuara em frente, por muito pouco não atropelando uma velhinha. Furiosa dirigira-se em direcção ao motociclista e quase que lhe acertara com a bengala.

 

Ainda nos rimos um pouco. Bebemos mais um pouco de água e então arrancamos de novo. Durante o percurso ao longo da estrada o movimento era diminuto: víamos um ou outro veículo passar e poucas pessoas presentes à nossa volta. Dos campos vinha o seu típico (mas sentido) silêncio, entrecortado aqui e ali pelo som originado pelo vento (nas folhas das árvores) e pelos sons (como os das vozes) de alguns animais. De resto a tarde estava excelente, com uma ligeira brisa a refrescar-nos o corpo e o céu claro e sem uma única nuvem. E ainda era de dia quando chegamos ao Purgatório.

 

Paramos no ZIPZIP fazendo aí o nosso segundo período de descanso. Atrevemo-nos então a pecar e bebemos uma imperial. Estava verdadeiramente deliciosa (ainda por cima numa altura, em que o dinheiro era pouco). Deixamo-nos ficar por ali uma verdadeira meia hora, que apesar de ser tempo perdido se revelou (no mínimo) muito interessante. Enquanto olhávamos em redor verificamos que numa das paredes do café estava afixado um (velho e talvez fantasioso) aviso: segundo o que lá se dizia pedia-se extrema cautela a todos os que circulassem em redor e no interior da zona onde estavam implantadas as ruínas do castelo de Paderne, dado existirem informações obtidas através de testemunhas presenciais da presença no local de um animal desconhecido mas potencialmente perigoso (falava-se mesmo em perseguições e fugas). Ainda perguntamos à única pessoa presente o que aquilo seria, mas talvez por já estar um pouco tocado riu-se, tentou com a cara fazer uma expressão medonha e ainda lhes montou (com as mãos e na cabeça) um bom par de cornos.

 

Rimo-nos todos e ele ainda nos pagou mais uma rodada. E já com algum tempo de atraso ao previamente pensado, atravessamos a ponte sobre o rio, chegamos à vila de Paderne, viramos mais à frente à direita e fomos até ao castelo. Ao passarmos nas fontes lavamo-nos e abastecemo-nos, partindo finalmente para o nosso derradeiro percurso (relativo ao 1.ºdia). Às oito da noite estávamos no cimo do monte e aí montamos a nossa tenda: mesmo ao lado do castelo e de uma grande alfarrobeira. Antes de partirmos tínhamos combinado mantermos uma ligação mínima ao nosso mundo quotidiano (o que até nem era difícil, dado estarmos todos desempregados), transportando connosco e como carga excedentária um telemóvel, cem euros em dinheiro e em cartão multibanco. O restante era o extremamente necessário e um ou outro equipamento suplementar de emergência (como o estojo de primeiros socorros) ou de orientação (como uma bússola). Às nove da noite tínhamos tudo montado e podíamos finalmente começar a comer: a fome provocada pela grande caminhada desde Albufeira e a tranquilidade amena daquela noite passada no barrocal algarvio (ainda por cima junto às ruínas de um velho e misterioso castelo), só nos convidava a comer e a beber, enquanto usufruíamos em deleite total de tudo o que a Natureza graciosamente nos oferecia.

 

Já mergulhados na escuridão dos territórios interiores, observamos o céu limpo e bem fornecido de estrelas. Lá longe outros mundos nos observavam enquanto aqui nós os procurávamos nas estrelas: talvez nalgum corpo celeste do nosso sistema alguém se preocupasse connosco e conjuntamente sonhasse o Universo. Os mistérios ainda eram das poucas coisas que faziam mexer a Humanidade e a necessidade de aventura era o veículo escolhido: ou não fosse o morto o único que não se mexia. E algo então se mexeu um pouco lá para o fundo. A pouco mais de cem metros do local onde estavam instalados tinham ouvido um ruído de alguma coisa a estalar e ao olharem de imediato pareceu-lhes ver alguns ramos a abanarem. Fizeram silêncio e puseram-se atentamente a olhar. Nada. Por precaução aumentaram a intensidade da sua pequena fogueira e juntaram-se em seu redor. Do interior do castelo veio então um som bastante estranho (como se alguém ou alguma coisa estivesse a saltar), quando inesperadamente viram um animal de meio porte saltar do interior da muralha e fugir em direcção à escuridão, desaparecendo de imediato. E então viram nitidamente as folhas a mexerem-se de novo no local de origem do primeiro ruído e para espanto de todos foram surpreendidos por uma aparição que no momento não conseguiram interiorizar e assimilar: se não fosse o Diabo andaria lá por perto.

 

Serenados os ânimos e já muito mais calmos pusemo-nos os três a olhar (uns para os outros e sem querer imaginar): aquilo só poderia ser uma brincadeira de alguém. Como nada mais se passou (tudo se manteve num profundo silêncio) resolvemos ir dar uma olhadela pelas redondezas, enquanto um de nós ficava junto da tenda. Mas nada vimos nem ouvimos. E quando era meia-noite resolvemos esquecer o estranho incidente connosco ocorrido e talvez ajudados pelo fim da garrafa de medronho, caímos a dormir que nem pedras pesadas. Nem um de nós ficou de guarda. Por esse motivo o estrondo escutado ainda de noite mas já muito perto do nascer do sol, nos tenha feito saltar num segundo para fora do saco cama e sair de imediato para fora da tenda. O que vimos deixou-nos pensativos (por ser uma nova percepção) e prevendo as sensações do futuro (que esta grande oportunidade nos proporcionava): um feixe de luz descida verticalmente de um ponto no céu, incidindo a sua base (não visível) no terreno situado no interior das muralhas. Só viram por segundos um feixe luminoso como que ondulando entre dois pontos, alternando sucessivamente as projecções luminosas com a apresentação na sua constituição de diversas cores e que repentinamente interrompendo os (seus) aparentes movimentos de descida e subida, simplesmente terminou e desapareceu (com um ligeiro e curto silvo). A partir daí não mais conseguimos dormir.

 

Dia Dois
2.ª Etapa da Viagem
(No Castelo de Paderne)

 

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Mal o Sol começou a nascer dirigimo-nos para as muralhas do castelo e tentamos encontrar entre as ruínas das mesmas, uma entrada ou algum ponto de onde se pudesse vislumbrar o que se encontrava no seu interior. Com alguma dificuldade conseguimos encontrar uma hipótese de lá entrar, num local próximo à capela do castelo: subimos uma pedra, percorremos um pequeno caminho junto à capela e saindo pelo local onde em tempos se situaria a sua porta principal, atingimos finalmente o grande e aberto espaço pertencente ao pátio interior. E quando o Sol já começava a aquecer e tudo se tornava mais claro e brilhante, olhamos em redor e para nossa grande admiração nada vimos. Tudo estava como estaria um terreno qualquer situado em pleno campo e abandonado à sua sorte, neste caso aqui e ali interrompido por vestígios de algumas (poucas) antigas escavações, começadas em anos passados e agora talvez interrompidas. À primeira vista nada mais. Mas não abandonamos as buscas. Toda a manhã andamos a espreitar em todos os cantos e buracos interiores às muralhas do castelo e só paramos quando a fome apertou e o cansaço (físico mas também mental) se começou a apoderar de nós. Saímos pelo mesmo lugar e fomos até à nossa tenda. Não tinha sido mexida. Ainda bem.

 

Estávamos a planear o que faríamos durante o resto do dia, quando ouvimos o som do motor de um veículo provavelmente circulando cerro acima e dirigindo-se pela estrada de terra batida até ao lugar onde nos encontrávamos. O ruído tornou-se bem audível quando vimos um indivíduo montado na sua motorizada desfazendo a última curva do caminho e deslocando-se pelo mesmo na direcção da porta de entrada do castelo. Passou diante de nós, cumprimentou-nos educadamente e parou a sua motorizada um pouco mais à frente. Fomos logo ter com ele. Numa estranha coincidência (ou talvez não, já que tudo aqui estava em causa), o indivíduo que nos olhava sorridente com a cabeça ainda dentro duma espécie de penico que era na realidade o seu capacete, parecia mesmo o velhote que anteriormente viramos no café ZIPZIP, mas agora um pouco mais novo, sem barba e aparentemente com menos rugas. Talvez tivesse rejuvenescido e o feixe luminoso anteriormente por eles observado (na madrugada anterior) tivesse alguma relação com a evolução observada neste indivíduo. Mas logo no início da nossa conversa este (nosso estranho e bizarro) pormenor foi de imediato esclarecido: o senhor era simplesmente o filho mais velho do Sr. Zé O Alienado. Pelos vistos pelas Aparições e pelo gosto pela bebida.

 

Vinha apenas verificar se tudo estava conforme. Deixou-nos entrar e ainda nos levou numa visita guiada. Ficamos a perceber que os trabalhos de escavação tinham sido temporariamente interrompidos e que entre a suspensão e o reinício ele era um dos responsáveis (no local). Mas como o temporário já se arrastava há vários e vários anos, o povo começara a falar e não havendo mais nada para dizer, tinham-se então virado para os espíritos. E como ele e o pai eram os seus maiores frequentadores, entre a monotonia, o calor e a bebida em grandes quantidades consumidas, muitas histórias se tinham inventado e cenários construídos. A esmagadora maioria das histórias sendo falsas, mas com algumas podendo ser mesmo reais. Avisou-nos entretanto que teria de ir trabalhar, mas talvez interessado em partilhar um pouco mais da nossa companhia (e sabe-se lá contar alguns dos seus segredos) combinou encontrar-se connosco lá para o fim do dia. Ainda lhe pedimos para trazer umas coisinhas e lá o convidamos para jantar. Aceitou. Estaria cá mal a noite chegasse.

 

Sem o sabermos ou sequer suspeitarmos tínhamos iniciado ai a nossa primeira aventura. Já estávamos a ficar um pouco impacientes quando o filho do Sr. Zé apareceu na sua motorizada, surpreendentemente acompanhado pelo pai. Vinham os dois já bem aviados, trazendo consigo um garrafão já aberto (contendo medronho), um queijo, pão caseiro e um bom naco de presunto. Com a fome nem falamos e fomos todos comer. E beber. Já era quase meia-noite quando sem se prever o Sr. Zé se levantou e nos convidou para um passei nocturno. Começou logo a andar com o filho a acompanhá-lo. A seguir fomos os três e se alguém estivesse por aquela altura a observar-nos, certamente que teria uma reacção muito semelhante à nossa na noite anterior, ao deparar-se com cinco silhuetas vagueando em plena noite, cambaleando entre árvores por um caminho dificilmente perceptível, movimentando-se aos esses sem rumo aparente e por vezes gesticulando como um louco enquanto ia emitindo uma espécie de grunhidos de origem (animal) desconhecida. Mas ao contrário do que qualquer um de nós esperaria chegamos a um ponto específico já no interior do castelo e sem sabermos por que motivo (ou outra coisa qualquer) paramos. À nossa volta nada se via, no céu eram só estrelas e aos nossos pés apenas terra. Então o Sr. Zé pegou na sua pequena mala, abriu-a delicadamente e dela retirou uma pequena vassoura e o que parecia uma velha chave de ferro. E enquanto olhávamos o trabalho dedicado (pelo menos para nós) de pai e de filho, lá fomos vendo a aparecer o que seria uma entrada cada vez mais bem delineada e aplicada no solo exposto diante de nós, onde acabaria por aparecer uma porta (horizontal) com uma fechadura visível. Com a chave o Sr. Zé abriu a fechadura da porta e ainda de boca aberta e não querendo acreditar no que víamos (diante de nós), surgiu-nos uma inesperada escadaria descendo em caracol. Ainda sob o efeito dos vapores alcoólicos do medronho nem prensamos e sem hesitar entramos todos: descemos durante um bom par de minutos e de repente vimo-nos à entrada de uma grande abóbada subterrânea. Ao centro ouvia-se o som da água a correr, com todo o cenário a começar a iluminar-se tornando-se mais claro, à medida que os materiais que nos rodeavam iam absorvendo a energia oriunda das nossas lanternas. Simplesmente espectacular o que observávamos e o que simultaneamente íamos descobrindo com o aumento desta iluminação natural: um cenário irreal talvez nem sequer tendo sido imaginado (mas nalgum local concretizado) e que nos fazia recordar os nossos conhecidos e vizinhos mouros e os seus cenários idílicos e de prazer sensitivo das suas Mil e Uma Noites.

 

Estávamos numa sala enorme localizada bem na base do cerro que sustentava o castelo, toda decorada com espectaculares azulejos retratando outras vidas, com coordenadas noutros tempos e talvez noutros espaços e apresentando na grande área disponibilizada belos e coloridos jardins atravessados por vários canais de água fornecedores de energia. Pelo meio disponibilizando espaços pessoais para o exercício de múltiplas tarefas e com várias portas fechadas (pelo menos contei seis, como que formando um hexágono) rodeando todo o recinto. Dessas o Sr. Zé nunca tivera as chaves. E afirmava que aquele local não passava de um mero ponto de passagem (obrigatório mas como se fosse um apeadeiro) para quem “ansiava ir muito mais além”. E que se quiséssemos experimentar teríamos que ir ao que ele chamava o confessionário. Pelo menos fora o que sempre afirmara o seu querido e saudoso pai, considerado um famoso e temido mestre, no difícil ramo da feitiçaria. O confessionário situava-se junto a um dos vértices da sala mesmo ao lado de uma das portas fechadas. Segundo se sabia nunca teria sido utilizado (pelo menos desde que este sítio fora acidentalmente descoberto). Dispunha de um terminal informático que numa primeira fase se limitava a identificar a pessoa que se apresentava diante dele. Então solicitava um novo acesso a nível psíquico (segunda fase), apenas por questões de protecção e segurança de ambas as partes. Se tudo estivesse OK então entrar-se-ia na terceira e penúltima fase: nela o presente seria confrontado com os seus objectivos e a partir daí ser-lhe-ia entrega uma senha e a respectiva guia de marcha. A quarta fase desenvolver-se-ia durante a execução pelo presente da guia a ele entregue. E tendo os três passado pela máquina o Sr. Zé convidou-nos a regressar, deixando para trás e definitivamente aquele local e regressando de imediato à superfície. Ainda era de noite, parecia termos sonhado, mas ainda estávamos acordados.

 

Fim da parte 1/4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:45
Sexta-feira, 29 DE Maio DE 2015

Hyperion

Nesta imagem de 2005 obtida pela sonda espacial CASSINI podemos observar uma das luas do planeta Saturno: HYPERION. Uma lua com uma forma estranha, apresentando aspecto muito semelhante ao de uma esponja e possuindo um movimento de rotação muito peculiar. Pela sua densidade sendo mais um dos candidatos à presença de água na sua constituição (e com rochas mas em menor quantidade).

 

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Satélite de Saturno Hyperion

 

A sua forma (e ao contrário da generalidade das luas) não é elipsoidal (arredondada), o que poderá estar na origem da deslocação contínua do seu eixo de rotação, tornando o seu movimento caótico. Movimento esse talvez (também) influenciado pela sua proximidade a uma outra lua de Saturno, TITÃ.

 

E agora passada mais de uma década (sobre a passagem e imagem de 2005), a mesma sonda volta a encontrar-se numa nova órbita de aproximação a esta estranha lua: no último dia deste mês a sonda fará a sua maior aproximação a Hyperion, passando a cerca de 34.000km de distância.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:54
Quinta-feira, 28 DE Maio DE 2015

Ladrões de Água

“Os Extraterrestres gostam muito do sabor da Água da Terra e por isso já andam a Roubá-la”

 

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Como nós todos sabemos, o Homem quando bem situado na Vida, tem um prazer especial em emitir opiniões. Particularmente auto-elogiando-se e encontrando culpados. E no segundo caso se necessário até recorrendo ao fantástico: ou não fosse ele um tipo imaginativo e ainda por cima visionário.

 

Assim se compreende a última afirmação vinda via canais da Web directamente dos Estados Unidos da América, sugerindo que a violenta seca que há já vários anos assola o estado norte-americano da Califórnia, poderá ter como um dos seus principais responsáveis seres extraterrestres.

 

A teoria é baseada no relato de uma testemunha que se encontrava a bordo de um avião de uma companhia aérea norte-americana (o piloto, fotografo amador), que declarara ter observado (e registado em câmara) na sua rota de aproximação a um aeroporto do estado vizinho do Nevada, um objecto pairando sobre um lago próximo, aparentemente como se estivesse a sugar água dessa grande extensão líquida.

 

O piloto (anónimo) afirma ainda ter contactado o objecto não tendo obtido resposta.

 

Entretanto confesso que nunca tinha ouvido uma explicação como esta (para a seca na Califórnia). Acredito mais nas consequências de uma qualquer alteração climática (como o famoso aquecimento global), talvez conjugada com uma evolução geológica dos terrenos em profundidade, ainda não muito entendida e muito menos explicada (fenómenos de sismologia e de vulcanologia).

 

A partir de agora os californianos e todos aqueles espalhados por todo o mundo vivendo na mesma situação (excepto os alentejanos que no Alqueva fizeram aparecer água), terão mais um motivo para olharem para o céu mas agora para se defenderem e não para rezarem. Mas nós já há muito mais tempo que sabemos que um dia virá, em que numa noite de muito nevoeiro e surgindo do seu interior, sairá (um) Salvador.

 

(dados e imagem: locklip.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:23
Quarta-feira, 27 DE Maio DE 2015

ISIS

Um concurso internacional de cartoons e de caricaturas utilizado para gozar com o líder do movimento terrorista ISIS, assim como com alguns dos (aparentes) criadores deste novo monstro oriental: entre eles os ocidentais Cameron, Hollande e Obama.

 

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Campanha iraniana contra o Estado Islâmico & seus apoiantes

 

Numa nova e grande campanha anti-terrorista levada a cabo para combater mais um dos seus principais e pré-fabricados movimentos (fortemente armados) em grande actividade no Médio Oriente, o Irão decidiu apoiar a realização de um concurso internacional de cartoons com o objectivo de revelar ao mundo a face diabólica do movimento ISIS. Não só para expor as atrocidades praticadas por este movimento terrorista e pelas suas violentas milícias compostas esmagadoramente por mercenários, como para desmascarar a prepotência e arrogância dos líderes estrangeiros que os criaram e apoiam (financeiramente e em equipamento).

 

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A nova estratégia norte-americana sobre colocação de tropas no terreno

 

E pelos vistos a campanha publicitária iraniana tem dado frutos bastante apreciáveis com mais de oito centenas de cartoons recebidos oriundos de mais de quarenta países de todo o mundo (como se pode verificar no site resistart.ir). E com os vencedores das diversas categorias a serem anunciados no último dia de Maio.

 

“In order to reveal the true nature of the Islamic State, we decided to hold this contest and have people submit their cartoons or caricatures. The Islamic State tries to associate itself with Islam but in essence it has no idea about Islam.” (Massoud Tabatabai – organizador iraniano do evento)

 

Como se pode constatar é agora o Irão (um dos estados que até há pouco tempo fazia parte do Eixo do Mal) que se distancia de todos aqueles que de alguma forma apoiam politicamente, suportam financeiramente e abastecem de equipamento o proclamado Estado Islâmico. Um grupo de terroristas fortemente armados e dispondo de importantes estruturas de apoio no terreno (suportadas pelos EUA/Eixo do Bem e pela Arábia Saudita/uma Ditadura), que até ao momento contribuiu significativamente e de uma forma decisiva para a destruição de dois estados: o Iraque e a Síria (e com o Iémen a caminho).

 

(imagens – twitter)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:26
Segunda-feira, 25 DE Maio DE 2015

Money Only Money

Quando um Governo nos oferece o Céu e o Inferno (ao mesmo tempo), o povo estranha e fica confuso. Mas num último esgar de esperança ainda acredita (na continuação do cenário) e ao toque do sino segue (de novo) o rebanho: segundo ele o pior cenário será sempre o do Purgatório (pretensamente pobres mas com saúde).

 

Pobres: sem dinheiro não estou a ver como!

 

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O Inferno
(artista anónimo da escola portuguesa)

 

No mesmo dia em que fico a saber que a nossa fantástica Ministra das Finanças prometeu aos jovens que se o seu partido ganhar os velhos jamais serão um entrave para os seus futuros risonhos (se existirem problemas financeiros cortará mais uma vez nas pensões milionárias dos velhos, pelos vistos verdadeiros parasitas e sorvedores de dinheiro), fico também a saber que entre as muitas vítimas do Ministro da Solidariedade Social (o mesmo que tem vindo a asfixiar novos e velhos, destruindo-lhes na base o seu crédito futuro de esperança e quebrando invariavelmente as cadeias de amizade entre ambos) estarão também crianças com diferentes tipos e níveis de deficiência, que usufruirão de apoios legais a que logicamente terão direito: sujeitando-as a dirigidas e inconcebíveis juntas médicas, levadas a cabo por elementos não qualificados para a função e com o único objectivo de as eliminar das listas de apoio (por razões estritamente económicas e pelos vistos aplicadas a um sector a desaparecer no futuro, por não produtivo e desinteressante).

 

Proponho que o novo Governo estabeleça um limite de validade para os nossos velhos (por exemplo e inicialmente a idade de reforma), a partir do qual os mesmos se ofereceriam voluntariamente para serem inseridos num processo de aproveitamento e reciclagem, em solidariedade para com os outros elementos do seu grupo, ainda válidos e produtivos. Criando sempre excepções com contrapartidas financeiras. Afinal de contas “a excepção confirma a regra”. Não esquecendo o problema com o ainda grande contingente de jovens (muitos continuam a não querer deixar os seus sofás inseridos nas zonas de conforto familiares) e as suas necessidades de sucessivas certificações e qualificações profissionais (para pelo menos verem o túnel com a saída lá ao fundo): já que largaram algumas centenas de milhares ao abandono (nem trabalham, nem estudam, talvez roubem) e outros tantos em países vizinhos (já que sabem vão trabalhar, mas para outro lado), o Governo deveria aproveitar esta excelente oportunidade para decretar a extinção desta geração (já que anteriormente outras também ficaram pelo caminho) – até porque é essa a razão pela qual estes políticos chegaram ao poder. De tão Perfeitos sendo tão Medíocres.

 

Nós não somos gado, mal acondicionados num cercado!

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:05
Segunda-feira, 25 DE Maio DE 2015

Primeiro Fogem os Peixes, Depois Fugimos Nós

Nesta última sexta-feira (22.05.2015) um tremor de terra de magnitude 4.1 atingiu a região californiana de NAPA.

 

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Este sismo teve a particularidade de ser o mais forte registado nesta região dos EUA desde o fim de Agosto do ano passado (M 6.0), mas agora a uma profundidade ligeiramente inferior (antes 10.8km e depois 8.9km). NAPA é uma bela região agrícola situada no estado da Califórnia, célebre pela qualidade dos vinhos aí produzidos e pelas suas belas e paradisíacas paisagens. No entanto estando situada numa zona de alta sismicidade (proximidade à falha de San Andreas) e ainda por cima com zonas extensas sujeitas a uma última e interminável seca severa iniciada em 2012.

 

E como se já não bastassem os problemas extremos provocados por esta seca prolongada (entretanto já se iniciaram os racionamentos de água), os norte-americanos da costa oeste começam agora a duplicar o seu alerta (o primeiro veio de terra) virando-se agora para o mar:

 

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Algo de muito estranho se estará a passar no interior das águas do oceano Pacífico afectando o ambiente marinho em todo o litoral da costa da Califórnia. A sua fauna e a sua flora parecem estar a desaparecer de uma forma cada vez mais acelerada, transformando grandes espaços subaquáticos em autênticos desertos e com águas cada vez mais cristalinas (e limpinhas de tudo).

 

Entretanto os peixes fugiram e quase que desapareceram da costa (entre eles a nossa conhecida sardinha), com os leões marinhas a passarem fome e a morrerem por falta de comida (os pais saiem em busca de comida e enquanto vão e não voltam, as crias vão morrendo). Muitos justificam o fenómeno como sendo mais um efeito do EL NIÑO (o aquecimento do oceano afectando neste caso a circulação das correntes em toda a costa da Califórnia especialmente a sul), enquanto outros ainda acrescentam a grande actividade vulcânica (actual) em toda a zona do Anel de Fogo do Pacífico.

 

Convém no entanto adicionar aqui mais um ponto sobre este tema (dos peixes), o qual teria sido previsto (evolução) há tempos atrás em projecções realizadas por especialistas na área e que poderão desde já estar a confirmar-se: no dia 11 de Março de 2011 um terramoto de magnitude 8.9 na escala de RICHTER seguido de um tsunami atingiu a costa leste do Japão, provocando entre outros efeitos (negativos) um desastre nuclear na central nuclear de FUKUSHIMA. Com a mesma central a descarregar directamente para o Pacífico materiais extremamente radioactivos e encaminhando muitos deles por força das correntes em direcção à costa ocidental dos EUA.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:09
Segunda-feira, 25 DE Maio DE 2015

No Interior De Um Sistema Reprodutivo (2/2)

Somos o resultado do envolvimento sexual entre forças eléctricas e forças magnéticas, as quais ao consumarem o seu acto sexual e após terem atingido o orgasmo (o super estado energético), instantaneamente conceberam matéria e dando-lhe vida a puseram em movimento.

 

O dia de Natal comemora a data do nascimento do menino Jesus ocorrida há dois mil e catorze anos durante a passagem de mais um Solstício de Inverno. Por mero acaso uma data coincidente com a festa romana e pagã comemorada por essa altura e dirigida ao ”Nascimento do Sol Inconquistado”. Para os líderes da Igreja escolhendo essa altura marcante para a região (com a luz/dia a começar a sobrepor-se à escuridão/noite) talvez fosse mais fácil converter os pagãos. E aí surge Jesus e o início da conversão ao Cristianismo.

 

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A experiência tinha sido finalmente autorizada após centenas e centenas de tempos perdidos esperando que as cobaias terrestres se organizassem, evoluíssem e finalmente se expandissem. Mas nada disso acontecera. Essa a razão pela qual apresentara aos responsáveis pela manutenção do Sistema Solar (o nosso sistema de origem num outro ciclo anterior) a minha proposta alternativa, invocando para os novos habitantes da Terra a capacidade de se manifestarem e expressarem de uma forma eficaz e evolutiva, desde que dirigidos e orientados por uma Entidade Superior, à qual se pudessem entregar, obedecer, seguir, idolatrar e até sacrificar. Perdido entre autorizações e burocracias internas e sistemáticas invocando a liberdade plena das cobaias e o perigo de intrusão e manipulação nos seus desejos e ambições, só após a última assinatura do Instrutor do Processo de Criação é que finalmente nos fora dada luz verde. Então e a partir daí iniciamos definitivamente o Projecto Jesus Cristo, que mais adiante se auto transformaria por disseminação no terreno no amplo, tentacular e extraordinário projecto Igreja, abrangendo não só toda a estrutura religiosa mas também a política e económica e com todas elas se fundindo, confundindo e formando as Nobres Corporações.

 

O plano estabelecido dividia-se em duas fases: numa primeira fase o agente provocador seria introduzido no cenário proposto de modo às suas ideias serem constatadas e confirmadas pelos presentes, tendo o agente como única função mostrar-se, ser o exemplo indiferenciado e popular deste quotidiano de vida e contando com algumas artes de prestidigitação e magia que lhe seriam associadas iludir progressivamente os terrestres, mas neste caso de uma forma convincente e recorrendo a outras realidades alternativas agora simuladas. Neste caso a ideologia que transportava consigo no sentido de todos terem aceso à felicidade seria apenas transitória, tal e qual a vida de um comum terrestre mortal. Ou seja ele viveria com os humanos, serviria os humanos e seria morto pelos mesmos e até com a cumplicidade de amigos: tal e qual eu ou tu, mas neste caso extraordinário aqui introduzido pela mão de Deus não para ser Ele porque já o era, mas numa ultima tentativa de nos tornar (mais uma vez) à sua imagem. Numa segunda fase do plano já com o agente provocador ausente e com o seu desempenho a ser convincentemente rectificado pelos excelentes resultados obtidos (exclusivamente da sua responsabilidade e suprema competência), as suas ideias seriam divulgadas e sequencialmente estratificadas em todas as áreas da organização do novo edifício social. Mas por divergências (algumas delas anteriores ao nascimento) entre todo o elenco presente no Presépio, nem tudo funcionara na perfeição e no desejo do Senhor.

 

No interior da torre de controlo do aeroporto internacional da cidade de Faro, há muito que os seus técnicos de radar vinham acompanhando o trajecto seguido pela nave espacial da companhia portuguesa Virgem Galáctica – mais precisamente desde o instante em que a mesma entrara em espaço aéreo português. Comandada pelo experiente piloto algarvio Ricardo Brandão, conhecido bilionário e detentor da maior companhia comercial aeroespacial, a nave já fora detectada na sua aproximação aos radares instalados na Fóia, prevendo-se a sua aterragem na pista principal do referido aeroporto num limite máximo temporal de cinco minutos. Transportava consigo uma comitiva composta por cerca de vinte e um elementos, que aproveitando a habitual baixa de preços nos voos realizados nesta época do ano para destinos turísticos como o do Algarve, tinham obtido uma apreciável redução no seu tarifário, até por constituírem um grupo extenso e exclusivo e serem possuidores de um cartão dourado com elevada quilometragem. Tendo partido em mais uma viagem interplanetária utilizando tecnologia de salto intermédia, os muitos milhões de quilómetros que separavam os dois planetas tinham sido rapidamente percorridos: enquanto usufruíam de uma pequena refeição e desfrutavam das imagens extremamente condensadas mas deslumbrantes oriundas do espaço exterior, o percurso entre o planeta Marte e a Terra era percorrido e finalmente, ainda em aproximação acelerada ao local sinalizado para a aterragem, as formas da costa começavam a definir-se, com o belo azul de um mar tranquilo e horizontal a contrastar através de uma linha de costa cada vez mais bem delineada, com o castanho bem vivo da terra, aqui e ali com pontos de cor e apresentando ao fundo a serra do interior algarvio. Era um espectáculo de uma rara beleza, confirmando que apesar do preço total pago pelo grupo (cento e cinquenta biliões de escudos) cenários destes em contextos exclusivos, ainda eram revigorantes.

 

Stargates, Portals, Doorways, Ancient Discoveries,

 

As autoridades oficiais aguardavam numa sala VIP do aeroporto a chegada da comitiva viajando a bordo da Virgem Galáctica: estavam presentes algumas das mais importantes individualidades algarvias e era bem visível a forte presença de elementos de segurança destacados para sua protecção e dos seus convidados. Extremamente nervoso o presidente da Rede de Telecomunicações Alienígenas (RTA) circulava de um lado para o outro da sala, enquanto ia constantemente perguntando quanto tempo faltava para aterrarem e se tudo estava a postos: como assim e depois da sua tomada de posse era a primeira vez que uma nave espacial oriunda de outro planeta que não a Terra, aterrava na região agora sob seu controlo. Muito mais tranquilo estava o Bispo do Algarve, muito falador e sorridente para com todos os elementos presentes e com atitudes e comportamentos tão expressivos e expansivos, que nos fariam pensar se não estaria à espera de algum familiar seu, que já não via há muito tempo. À medida que o momento se aproximava outros personagens VIP iam entretanto chegando: muitos não sabiam ainda muito bem ao que vinham, mas a obrigação, o dever ou a curiosidade de poder, ali os tinham transportado. Para algum ser primitivo e sem necessidade de reflexão (dirigido apenas para a execução) que assistisse a toda esta estranha movimentação em torno do aeroporto de Faro e que ao mesmo tempo tivesse assistido (sem grandes pretensões ou aplicação de neurónios) ao antigo filme Encontros Imediatos do 3.ºGrau, seria talvez possível por associação por defeito de espaços e tempos diferenciados (ou seja confusão resultante da sua alienação), ainda poder pensar que alguma Entidade do mesmo calibre do filme estaria aí a chegar.

 

A Virgem Galáctica aterrou precisamente às oito horas e trinta minutos locais. Às nove horas e já depois de ter descido na totalidade a escada de acesso ao avião, uma jovem e bela mulher que encabeçava o numeroso grupo que ia saindo da nave, ajoelhou-se, beijou o solo e dirigindo-se para o céu claro e radioso onde os efeitos aconchegantes do Sol já se faziam sentir, pareceu orar. Por breves momentos toda a fila parou. Então – e enquanto a jovem se lhes dirigia comunicando com eles através de um estranho código gestual – todos desceram em profundo e sentido silêncio a dita escadaria, acabando por se concentrar à sua volta como se tivessem caído em intensa meditação. Ao fundo a porta do corredor que dava acesso à sala VIP abriu-se, surgindo à frente da comitiva de recepção aos dignos viajantes o presidente da RTA, o bispo de Faro e um outro individuo completamente desconhecido e nada enquadrado no cenário mais previsível. No cimo da escadaria que ligava a porta da nave ao solo da região surgiu então Ricardo Brandão, muito satisfeito senão mesmo deliciado com o sucesso de mais um dos seus inovadores e revolucionários empreendimentos, enquanto ia acenando ininterruptamente às forças vivas da terra: reparou aí na presença do seu conhecido amigo e companheiro de muitas noites desregradas passadas na noite algarvia (parecia impossível, não se lembrava do nome), concluindo desde logo que a presença da televisão estaria certamente garantida. Minutos depois toda a comitiva se juntava à entrada do edifício, onde os seus anfitriões locais já os esperavam impacientemente. O primeiro a avançar veio do lado dos que recebiam, decisão tomada por iniciativa própria do indivíduo completamente desconhecido, o qual se interpôs entre o seu grupo de origem e a jovem que comandava o grupo de viajantes. Apresentou-se como interlocutor privilegiado por mútuo consentimento, informou todos os presentes de alguns detalhes desta sua primeira intervenção e sem mais detalhes passou à identificação de cada um dos viajantes. O primeiro nome surpreendeu imediatamente os anfitriões – Espírito Santo – deixando-os incrédulos e por momentos paralisados e sem qualquer tipo de reacção minimamente perceptível: parecia que tinham sido atingidos por um raio e morrido logo ali. Era acompanhado por uma mulher ainda virgem, a jovem e bela moça que se apresentava diante deles: não seria ela a ser impregnada mas seria ela como mulher a ter a responsabilidade da escolha final, ou não fosse o objecto resultante a imagem invertida de si própria.

 

O objectivo do grupo seria o da recriação de uma simulação já anteriormente levada a cabo há mais de dois milénios, a qual, devido a muitos motivos aleatórios aliados a alguns casos mesmo que pontuais de falta de experiência, tinham inicialmente levado o projecto a um desvio inesperado, corrompendo-o logo de imediato e deixando-o completamente nas mãos dos actores locais, que como esperado o deturparam completamente, esquecendo a interiorização dos ensinamentos oferecidos e em sua vez emitindo de uma forma prepotente ordens obrigatórias (e punidas por lei) para o exterior. O erro residira no não reconhecimento por parte da equipas proposta para esta simulação, do fraco nível de desenvolvimento social e tecnológico desta sociedade ainda jovem, violenta e incipiente: perdera-se na aventura meramente material, desprezando as consequências espirituais que tal opção teria no seu desenvolvimento e racionalidade. Mas agora a situação do mundo era diferente e se por um lado o nível tecnológico atingido pela mesma já era extremamente significativo (o que poderia ser um factor determinante para o sucesso desta nova missão, por facilitar a aceitação de novas ideias), por outro lado o tempo urgia face à escalada crescente de conflitos e à monopolização crescente do pensamento humano pelo poder brutal da mercadoria, destruindo ideias e pensamentos e concentrando-os num só monólito do saber: único e por definição destinado à extinção. Tinham escolhido Portugal por uma questão de segurança. E o Algarve por ser uma região relativamente isolada, tranquila e com um clima bastante agradável. O aparecimento de Ricardo Brandão fora apenas uma feliz coincidência.

 

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Estava tão absorvido por esta leitura que nem vi o tempo passar. Só a interrompi quando a porta se abriu e as três mulheres irromperam rapidamente e sem aviso prévio pelo compartimento onde antes me instalara: estavam irrequietas e olhavam-me ao detalhe. Se o tema do texto que tinha começado a ler me estava a despertar cada vez mais a atenção aguçando simultaneamente o meu interesse (os mundos que agora distinguia à minha frente começavam a correr livremente sem que nada no seu caminho os impedisse – sem que uma escala de valores o comprimisse e deformasse), por outro lado a chegada destas três mulheres era para mim (e neste contexto da minha transferência) totalmente inesperado. Naquela projecção onde agora me situava e da qual a partir de hoje era parte integrante, a realização da produção e o seu respectivo elenco principal, tinha sido atribuída exclusiva e deliberadamente a elementos jovens e do sexo feminino. Até agora não vira um único elemento do sexo oposto. Certamente que a colonização do Universo estaria nas mãos das mais diversas formas de civilizações, umas mais avançadas e outras talvez não, umas mais materialistas e outras mais idealistas, umas com participantes idênticos a nós ou nossos semelhantes ou nem por isso e ainda outras consideradas disformes, irracionais e sem vida, mas participando activamente na transformação profunda do Universo. E estas mulheres eram apenas mais uma dessas civilizações à qual agora me acrescentava: jovens amazonas responsáveis pelo lançamento, enquadramento e implementação no espaço (para elas disponibilizado) de um projecto bem definido e previamente dirigido, tendo como seu único dever a experimentação no terreno de processos criativos, persistentes e evolutivos e tendo como consequência (objectiva pela sua eficácia) a capacidade de dele poderem extrair (durante todo o processo) algo ou a sua totalidade. O seu único e exclusivo direito seria o de usufruírem integralmente e em primeira-mão (um privilégio superior) de toda esta experiência: e fazendo eu parte dela estaria sempre à disposição (delas). Em vez de converter seria convertido como Um Jesus Invertido.

 

Uma delas chegou-se perto de mim, pegou na minha mão e levou-me para junto das outras. Primeiro despiram-se. Depois juntaram-se num canto e enquanto iam sorrindo e gesticulando, contorciam-se de soberba e prazer, construindo um novo cenário. Eram extremamente belas e a qualquer um provocariam tesão. Estiveram assim durante quase meia hora e quando parecia que tudo não passaria dali (algo no interior do meu corpo tomara conta de mim, tornando-o nervoso e expectante), dirigiram-se na minha direcção, começaram a despir-me tranquilamente e de imediato (imaginando o futuro) iniciaram a análise da minha anatomia: ainda me despiam e já o meu membro as excitava, manipulando-o alternadamente entre as suas mãos bem sedosas e escaldantes e fixando os seus olhares electrizantes na sua cada vez mais forte pulsão e extrema rigidez. Deitaram-me no chão. A primeira ajoelhou-se sobre mim, colocando os seus órgãos genitais bem abertos e quase que tocando o meu rosto; ao mesmo tempo apossava-se da extremidade do meu membro e como se estivesse saboreando um gelado, sofregamente começava a lambê-lo e mais docilmente a chupá-lo; e ao inclinar-se via a sua vagina já húmida e palpitante, em toda a sua profundidade e desejo; não me contive e enfiei-lhe um dedo no ânus, vendo-a surpreendida (pela nova e extraordinária sensação) e fazendo-a emitir um grito brutal de puro prazer inventado. A segunda deitou-se de lado, colocando a sua cabeça entre as minhas pernas e apoderando-se dos testículos; enquanto me erguia o membro observando a glande vermelha e dilatada desaparecendo e aparecendo entre os lábios carnudos e agora inchados dos maxilares da primeira companheira, sentia as minhas bolas a serem sugadas pela sua boca e comprimidas num ambiente molhado, quente e extremamente guloso; e enquanto me enfiava pelos genitais da primeira mulher e apreciava a manipulação absoluta e divina das minhas bolas pela segunda, a terceira encostou do outro lado o seu corpo ao meu e enquanto me sufocava com o seu calor fremente e quase incontido de desejo, surpreendeu-me enfiando-me um dos seus dedos no meu traseiro. Saltei de imediato mas a reacção delas foi apenas de riso e de divertimento. Então juntaram-se todas ao mesmo tempo em meu redor e aí eu desapareci.

 

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Se a nossa Vida tem alguma finalidade, uma delas será certamente tirar o melhor proveito daquilo que a Vida nos oferece e uma delas será certamente ter Sexo com Alienígenas: até mesmo Deus quis confirmar no local a importância deste facto, incumbindo um seu delegado (Espírito Santo) da missão de impregnar artificialmente uma indígena local (servindo-se de um agente indígena chamado José para desempenhar virtualmente o papel de pai) e já com o seu filho concebido e presente (Jesus) e servindo-se do seu corpo como presença física compartilhada (afinal de contas seria temporariamente um híbrido até ao momento de ser colocado a seu lado – quando ressuscitasse), colocá-lo no terreno e usufruir da experiência (incluindo a sexual).

 

Quanto à Terra o desenvolvimento do programa de implementação da sua matriz tinha sido temporariamente interrompido. O que significava que a cada segundo que passava e como a aplicação não evoluía os erros de projecção iam-se acumulando, podendo mesmo levar os seres acondicionados a começarem a suspeitar da sua verdadeira origem e situação na hierarquia do espaço: o que seria sempre inaceitável por viciação das regras obrigatórias de distanciamento (em processos de transformação potencialmente criativos como este) entre operadores e operados. E assim o que era inevitável foi apenas confirmado. Uma das pedras vindas do espaço tinha atingido a zona central do oceano Atlântico. Nas zonas litorais o mar recuara centenas de quilómetros deixando tudo a seco e despido. Ao mesmo tempo uma outra onda de choque varrera toda a superfície que encontrara no caminho, deixando muitas das áreas já bastante destruídas ou mesmo devastadas. A esmagadora maioria dos humanos desaparecera logo ali. E então veio a Super-Onda que tudo cobriu e nos fez mais uma vez e de vez desaparecer. A morte também faz parte do processo reprodutivo.

 

Fim da 2.ª parte de 2

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:42
Domingo, 24 DE Maio DE 2015

No Interior De Um Sistema Reprodutivo (1/2)

Talvez pertençamos todos à mesma raça de alienígenas que um dia apareceu, viu e replicou: ele próprio, em diversos níveis, em estados diferenciados, mas referenciando-se sempre à mesma matriz. Baseada na Matéria, na Energia e no Movimento, as grandezas símbolos da Vida Inteligente (sendo o Homem o exemplo) e da Evolução do Universo (como um Organismo Vivo e de Desejo).

 

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A última noite tinha sido fantástica: estávamos no início do Verão, a noite estava verdadeiramente espectacular, a rapariga que me acompanhava no mínimo igualava-a em beleza e as drogas como o álcool começavam finalmente a surtir o efeito pretendido. Andamos pela zona da marina até cerca das duas da manhã, aí deixando para trás (chateados connosco mas já bastante tocados) os nossos companheiros de diversão nocturna: uns já se tinham dirigido para uma das discotecas da cidade, outros ainda se encontravam na zona adjacente onde se situava o porto de abrigo, enquanto três casais no qual me incluía decidiram regressar aos seus respectivos apartamentos. Com o calor da noite e com os vapores corporais que ambos exalávamos, o desejo tornara-se exponencial e insuportável, com os nossos corpos a tornarem-se fisicamente incontroláveis e quase que se unindo no percurso para casa. Os primeiros momentos (apesar de já um pouco esvanecidos) ainda ficaram na minha memória, mas à medida que os primeiros momentos decorriam, tudo foi desaparecendo até cairmos de vez na cama como que inanimados. Devemos ter adormecido. Na retina ficara no entanto um momento de prazer inesquecível, que em instantes de sobressalto sonhador por vezes me invadiam a mente como se estivesse de novo em penetração e muito perto do orgasmo: com os corpos completamente suados e febris colara-me a ela pelas costas e com o meu membro rigidamente erecto e pulsando cada vez mais freneticamente de desejo, penetrara-a abundantemente por trás – vindo-me com uma forte explosão de esperma, que rebentando no interior da sua húmida e sedosa vagina ainda mais forçou a penetração e o seu orgasmo final. Com o meu esperma a escorrer pelas suas belas coxas suadas e brilhantes e ainda com os nossos corpos a tremer de sensações.

 

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Por volta das sete horas da manhã tive o primeiro vislumbre da nova realidade. Primeiro encontrava-me (ao contrário do que imaginava) sozinho no meu apartamento (a minha companheira desaparecera, apesar de ainda serem visíveis sinais evidentes da sua passagem); depois uma janela estava totalmente aberta quando tal nunca deveria ter acontecido (os roubos eram sempre um grande risco naquela zona razão pela qual mantinha as janelas sempre fechadas); e finalmente o dia além de já ter começado a aquecer parecia muito mais seco do que no dia anterior (o que até era estranho dado a meteorologia prever um dia mais fresco). Fui até à janela para a fechar, mas inevitavelmente observei o espaço que se abria diante de mim, do lado de lá e até ao fim do meu horizonte visual: um espaço despido e desolado, sem as construções que aí existiam e que como tal aí deveriam continuar e com o local onde antes se situava a marina completamente seco, abandonado e sem uma pinga de água ou de Vida minimamente observável. Parecia um cenário resultante de uma terraplanagem, ao mesmo tempo que toda a água aí existente tinha desaparecido na sua totalidade e de um modo inexplicável. O ar que vinha do exterior estava extremamente seco e pesado e quando pus a cabeça do lado de fora da janela, ainda pude ver de um dos lados da mesma uma ou outra silhueta do que anteriormente fora um edifício, enquanto ao olhar para o outro lado me apercebi da razão porque ali ainda me encontrava: era como se uma explosão horizontal tivesse destruído tudo à passagem, deixando de pé um número reduzidíssimo de edifícios protegidos por um cerro salvador um pouco mais elevado. Mas o meu espanto disparou atingindo o estado de incredibilidade máximo, quando observando melhor a zona do canal que ligava a marina ao porto de abrigo, não vi água aí nem sequer mais à frente: onde estaria o mar?

 

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No interior do apartamento nada funcionava. Nem o telemóvel tinha rede. Decidi então sair: ali isolado não iria a lado nenhum (nem sequer se ouviam vozes de outras pessoas ou qualquer outro tipo de som nas proximidades) e face à situação desconhecida e provavelmente perigosa com que me deparava, tinha mesmo que sair dali e procurar auxílio com urgência (face ao cenário varrido e obliterado que me rodeava, só tinha mesmo que fugir dali). E foi ao abrir a porta para o exterior que me deparei com o estranho ser esverdeado. Os seus olhos intrusivos perscrutavam-me minuciosamente o mesmo acontecendo a tudo o que se encontrava em meu redor. Depois fixou-se apenas em mim. Aí senti que a sua mente me invadia, percorrendo todas as memórias acumuladas no meu cérebro e aprofundando algumas das minhas acções (para ele talvez mais importantes) daí decorrentes. E a última intimidade a ser violada foi a praticada na noite anterior. Notei logo que a expressão da sua face se alterou e mesmo sendo um estranho para mim, pareceu-me ver nele um sorriso de satisfação, expresso pelo movimento dos seus olhos (penetrantes) e pelo movimento dos seus lábios (brilhando como metal). Como que para confirmar a sua descoberta o estranho ser pôs-se a cheirar, atingindo um ponto em que parou e como que se metamorfoseou: na realidade tinha diante de mim um ser certamente alienígena, aparentemente do sexo feminino e que bem vistas as coisas poderia passar facilmente por uma das belezas presentes numa qualquer série de ficção científica. Não percebi muito bem o que me acontecera, mas estava perante uma mulher. E por telepatia entre ambos, as suas intenções foram claramente entendidas: teria que reproduzir integralmente (cara ela), toda a intimidade visionada. Em troca sobreviveria e seria um escolhido.

 

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A alienígena fazia parte de um grupo restrito de batedoras, responsáveis pela verificação no local do produto aí simulado. Com a experiência natural de uma organização evolucionista, com um trabalho referenciado e elogiado num percurso de vários milhares de anos (como o foram as intervenções lideradas por Pentesileia na Guerra de Tróia e da sua irmã Hipólita num dos trabalhos de Hércules), as Amazonas assumiam agora e em exclusivo, o controlo da sua própria grelha. Na sua retaguarda e num outro nível de intervenção, um outro grupo comandava à distância a execução da aplicação, socorrendo-se de tecnologias de projecção avançada, orientada por programas sobrepostos (que levavam à criação de réplicas reais ou virtuais) e dirigida por um aparelho de altíssima velocidade de processamento, capaz de atingir estados apreciáveis de equilíbrio entre energia e matéria. O que se criava neste espaço, fosse ou não um holograma (o DNA, a galáxia), seria sempre visível: a única questão (dúvida) só poderia ser aqui colocada se vindo do ser (inteligente) aí simulado. E era simples: partilhariam eles a rede (real) ou seria a deles a outra (virtual)? Seriam pioneiros, futuros Deuses ou nada?

 

As Amazonas eram oriundas das mais distantes regiões da zona fronteira do nosso sistema planetário. Tinham vindo de um corpo celeste localizado na misteriosa região da Nuvem de Oort (onde estava instalado e em actividade contínua o poderoso super-computador), também conhecido na Terra como um planetóide de nome Sedna (situado a um ano-luz de distância). Sendo destacadas para um agregado constituído em torno de uma estrela de pequeno porte e ainda relativamente jovem (pertencente a uma conjunto adjacente à galáxia de ANDROMEDA), o objectivo desta nova e importante etapa de introdução de vida e de colonização de novos territórios, apontava como destino científico e de experimentação os planetas interiores de um dos seus Sistemas mais interessantes, situado numa zona apresentando boas condições de habitabilidade e onde a vida era susceptível de surgir (por inserção prévia) e se reproduzir (com evolução controlada). Actualmente era um subgrupo de nível três na sua fase intermédia de avaliação: o Sistema Solar tinha agora o seu último campo de ensaio localizado no seu terceiro planeta, depois da anterior opção ter sido infelizmente abandonada (por erros de programação na manipulação experimental do ADN nesse caso introduzido) e simultaneamente transferida para uma nova e mais adaptada grelha de simulação, com todo o conjunto projectado migrando em direcção ao centro e recomeçando de novo o processo (fazendo de novo RESET mas aproveitando em back-up todo o trabalho até aí concretizado e assimilado). Só que nesta nova etapa os resultados continuavam a não ser os mais desejados. E restavam apenas duas opções verdadeiramente viáveis, não envolvendo grandes acréscimos de meios de intervenção: os quais a confirmarem-se poderiam levantar grandes dúvidas sobre a continuação do processo e levar até ao encerramento desta grelha (fosse definitivo por implosão ou temporário por suspensão). Deste modo ou se optava abdicando da simulação ou então formatando o disco e reiniciando-se o processo: com outro hardware e noutro contexto. Se nos tempos mais recentes (considerando o espaço-tempo como infinito) Marte acolhera a Vida (um planeta que poderá muito bem ser a imagem do nosso futuro – um espelho); se por um acaso qualquer a Terra posteriormente a preservara e transformara (um cataclismo devastara Marte migrando a vida para cá – replicando-a); porque não ser agora a vez, de outro mundo a receber o benefício (por exemplo Vénus)? Como se uma estrutura fosse evoluindo em direcção ao seu centro de gravidade e atingido o mesmo (o olho da sobreposição de planos) fosse penetrada e fecundada, explodindo por reacção (interacção de parâmetros paralelos e independentes – apesar de em princípio coexistirem em conjunto mas separadamente) e do nada criando vida.

 

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Antes do fim da manhã dirigi-me até ao sítio anteriormente combinado com a mulher e fiquei a aguardar a sua chegada. Nem me acreditava no que me estava a acontecer. Diante de mim toda a costa da cidade estava seca, pejada de pedras e de múltiplos desperdícios: parecia mesmo que estava a olhar para uma das muitas imagens de Marte, mas com algumas estruturas artificiais ainda há vista e simbolizando a presença (momentos antes) de vida. Se alguém sobrevivera estaria escondido ou então diminuído. A alienígena compareceu e aí deixei-me finalmente subjugar e partimos. Certamente que um dia acordaria deste sonho e um novo mundo se abriria perante mim.

 

A algumas centenas de quilómetros da superfície da Terra fomos então introduzidos numa nave espacial de grandes dimensões que já nos esperava logo à saída dos anéis protectores de Van Allen; e que após a nossa chegada arrancou de imediato em direcção à região dos planetas exteriores. Já no novo habitáculo fui conduzido pela alienígena até um compartimento privado, onde esta me pediu delicadamente que aguardasse um pouco pelo seu regresso e que ali me instalasse e usufruísse de tudo o que visse à disposição. A sorrir colocou-me nas mãos dois pequenos livros e deixou a escolha ao meu critério. E enquanto com uma das suas mãos me apertava fortemente o membro, com a outra pegava-me numa das mãos e fazia-me sentir os seus seios firmes, quentes e erectos. De desejo. Saiu. E deixando a escolha ao acaso e à necessidade do momento, peguei naquele que parecia mais pequeno e de mais fácil leitura: chamava-se Projecto Jesus Cristo e passava-se num mundo como que gémeo da Terra. E que começava assim...

 

Fim da 1.ª parte de 2

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:13
Domingo, 24 DE Maio DE 2015

Em Outubro Toca o Sino

“Em Outubro deste ano dois grupos vão digladiar-se em praça pública pela posse dos nossos coiros: nós estaremos na praça, os nossos amigos estarão a assistir e eles serão os leões.”

 

Outubro de 2015 – Eleição da Assembleia da República

 

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Porque será que os fanáticos ideológicos da austeridade experimental (pertencentes ao mesmo grupo que abriu as portas e as janelas aos terroristas pró democracia), são tão bem vistos pelo Euro Grupo? Depois de Vítor Gaspar (que se demitiu porque a estratégia económica do Governo estava errada) eis que surge agora Maria Albuquerque (a ajudante que ao longo do tempo o desmentiu): e se ambos pertenciam à mesma equipa, um dizendo sim e outro dizendo não, porque terão sido ambos convidados a aderir ao mesmo clube, com ideias tão díspares e nitidamente contraditórias? Porque para se manter o equilíbrio (da inutilidade) são necessários dois pratos (da balança): mesmo que nada contenham e desde que estejam nivelados.

 

Quarenta e um anos sobre o 25 de Abril (um golpe de estado praticado contra ricos e contra pobres e promovendo uma camada de parasitas intermédios – um enquadramento momentâneo e estratégico que os Capitães de Abril nunca compreenderam), trinta anos depois da adesão à CEE (com Mário Soares a assinar por Portugal e Cavaco Silva posteriormente a usufruir desses fundos), dez anos depois de um Primeiro-Ministro irresponsável ter feito tudo aquilo (e o dobro) que os outros lhe diziam que poderia fazer (com o apoio incondicional entre outros de Angela Merkel) e no mesmo dia em que vivemos os momentos mais tristes desde o 25 de Abril (sem emprego, sem dinheiro, sem habitação, sem educação e sem saúde – o que será mais necessário?), o que poderemos esperar de novo quando a única alternativa que nos apresentam são as próximas eleições legislativas de Outubro de 2015?

 

Tal como os nossos companheiros de estrada nos tinham informado em 1985 (aquando da adesão à CEE), o nosso reposicionamento na nova hierarquia democrática europeia encaminhar-nos-ia para as áreas da criação (vegetal e animal), do turismo (sazonal em níveis etários mais baixos, mais prolongado na terceira idade) e obviamente dos serviços (os parasitas necessários). Com o aceleramento da crise financeira e com a deriva para estados mais profundos de coma económico (de que a austeridade é o principal sintoma), tudo começou a desabar, estando o nosso país por estes tempos sobrevivendo à custa de sucessivos balões de oxigénio, alguma praia, sol e álcool, pelo menos enquanto a festa não chegar: nesse dia os nossos líderes comemorarão o Evento e prosseguirão em conformidade.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:13
Sábado, 23 DE Maio DE 2015

Equador de Marte

A diferença observada nos materiais por simples análise de cor (claro/escuro) pode ser uma indicação do ambiente particular que originou cada um deles. E pela sua evolução natural capaz de situá-los no tempo.

 

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1
Marte – Curiosity Rover
(Sol 992)

 

Ao olharmos para esta superfície marciana (1), podemos observar três texturas diferenciadas: em ordem descendente, uma camada sobreposta de placas rochosas, extensões de areia em seu redor e uma porção assemelhando-se a pavimento. Deixando-nos ainda a pensar, se para além da estrutura natural superior e da zona de fronteira, não ficará o local do artefacto artificial.

 

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2
Marte – Opportunity Rover
(Sol 4023)

 

À beira-mar quando o mar acalmava e a maré recuava, muita da terra que dificilmente víamos debaixo das ondas da água das nossas praias, aparecia agora e sem entraves à superfície visível. E com o decorrer da maré baixa e o persistente calor, alguns desses sítios secavam. Obtendo então imagens muito semelhantes ao desta superfície marciana (2), contendo pedras, pedrinhas e areia.

 

(imagens – NASA)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:06

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