Leito Oceânico de Marte

“Nada impede que num planeta onde no passado já possa ter existido vida (nesse caso visível por estar à superfície), a mesma ainda aí permaneça como vestígio (de uma antiga civilização extinta ou que tenha entretanto partido) ou então esteja apenas escondida dos olhos indesejados dos outros (por ser invisível e subterrânea).”

 

Numa aventura iniciada na Terra em finais de Novembro de 2011 na estação da força aérea norte-americana localizada em Cabo Canaveral (e continuada a partir do início do mês de Agosto de 2012 já na superfície marciana), o veículo motorizado transportado pela sonda CURIOSITY na sua viagem entre o planeta Terra e planeta Marte (de momento no seu 1371º dia de permanência no planeta), acaba de nos enviar mais uma imagem da superfície desse planeta situado a mais de 220 milhões de quilómetros do SOL.

 

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MARTE – CURIOSITY ROVER – Sol 1371

 

Registada pelas câmaras instaladas no ROVER da sonda CURIOSITY no passado dia 15 (ontem), no 1371º dia marciano de estadia da CURIOSITY em Marte (um dia marciano é ligeiramente superior ao dia terrestre tendo quase 24,7 horas). E apresentando-nos mais uma vez um cenário da superfície marciana seca, desértica e aparentemente sem vida, não nos impedindo no entanto com um pouco mais de atenção e poder de observação, compreensão e memória (tudo incluído no nosso edifício pessoal e cultural), de descobrir vestígios em Marte para nós tão familiares na Terra.

 

Pelo que é cada vez mais convincente a teoria de que Marte há muitos biliões de anos atrás teria possuído um vasto oceano cobrindo uma parte apreciável da sua superfície sólida (em extensão menor que os existentes na Terra), estando provavelmente rodeado por uma camada atmosférica e até podendo conter vida – qualquer tipo de organismo por mais primitivo que fosse. Bastando olhar para a imagem anterior para logo concluirmos estarmos a ver e em presença de um leito de um oceano (com rochas, pedrinhas e areia) há muito desaparecido: como se estivéssemos na Terra, mas já sem um pingo de água – queimada, ressequida por vezes parecendo mesmo calcinada.

 

Sendo por este motivo (e por muitos outros mais):

 

Incompreensível que a partir do final de 1972 com a última missão do programa Apollo a aterrar na Lua (Apollo 17) – dando origem mais tarde e com o fim em do programa Apollo (em 1975) ao aparecimento dos Vaivéns Espaciais (em 1981) – o homem tenha abandonado os voos tripulados (com exceção dos Vaivéns e da ISS – com a montagem desta última iniciada em 1985), transformando-os em meros brinquedos (no entanto extraordinários) teleguiados de casa (como um DRONE). Como se a presença da espécie (no momento da descoberta e da conquista) não fosse essencial (para a nossa sobrevivência como espécie): sendo o movimento (como nómadas aventureiros) um parâmetro universal;

 

Incompreensível que a maior potência a nível terrestre possuindo a maior Máquina Tecnológica de Guerra e de Dominação a nível global (os EUA), se dê ao luxo de abandonar esta área de tecnologia revolucionária e de ponta, que tantas vantagens científicas e geoestratégicas tem dado a este estado, sobre todos os outros estados existentes à face da Terra. Mais rigorosamente IMPOSSÍVEL (em vez de incompreensível). Por esse motivo sendo (à falta de uma melhor e mais credível opção) um dos muitos apoiantes da tese também já subscrita por muitos (afinal de contas os voos tripulados em direção ao Espaço Exterior à Terra já foram interrompidos há quase 44 anos) de que se a NASA/Civil estagnou (morreu ou está moribunda) outra NASA/Militar renasceu (da inicial) e a substitui – certamente mais forte e poderosa e chegando até onde, hoje nenhum de nós ainda chegou (quanto muito em imaginação);

 

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Filme/The Martian – Realizador/Ridley Scott – Autor/Drew Goddard

 

Compreensível (absolutamente e até em termos de investimento) que a iniciativa privada face às muitas solicitações civis e sobretudo militares vindas do setor público se prontifique a colaborar, ainda-por-cima com o Estado por trás e com promessas de garantias económicas e financeiras. Substituindo o Estado na Inovação (e no Investimento) e no mundo Empresarial (recuperando a vantagem do desenvolvimento Industrial). Com alguns como ELON MUSK a “lançarem-se para o Espaço”, em naves tripuladas, à conquista de outros planetas e de outros territórios: a colonizar, a habitar e a explorar. Num projeto já há muito iniciado com o lançamento e consolidação da sua empresa SPACE X (empresa de transporte espacial fundada há 14 anos), já hoje apetrechada com os seus foguetões reutilizáveis FALCON e com a sua nave espacial DRAGON capaz de abastecer em plena órbita a Estação Espacial Internacional/ISS (desde meados de 2012), para numa evolução consistente e ambiciosa e num futuro já muito próximo, concretizar o seu sonho há muito enunciado: a colonização do planeta Marte.

 

"There’s a window that could be opened for a long time or a short time where we have an opportunity to establish a self-sustaining base on Mars before something happens to drive the technology level on Earth below where it’s possible." (Elon Musk)

 

Apesar de continuar por explicar o definitivo abandono da Lua – pelo público e pelo privado. Para qualquer um de nós um verdadeiro Espanto (muito mais do que Mistério) – nem que fosse utilizada (a Lua) para a exploração mineral. A uma distância insignificante (inferior a 400.000Km) e com baixos custos de exploração (e até servindo para poupar o ambiente já poluído da Terra).

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:45