Alemanha ao Ataque

Infelizmente se recordarmos as memórias dos nossos pais e avós (e decidirmos pensar um pouco a razão pela qual eles nos contaram estas histórias) contrapondo-as simetricamente (é verdade!) com a História dita Institucional, rapidamente constataremos que algo de muito semelhante se está de novo a passar (aqui a História repete-se) mas com parâmetros de utilização (e de grandezas) muito diferenciados (mas com o mesmo objectivo pré-definido). O último Evento deste tipo levou à II Guerra Mundial e à coroação dos EUA como super-potência Global: e o próximo EVENTO onde nos levará?

 

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O içar da bandeira alemã na capital da Grécia
(Atenas – Acrópole – 1941)

 

Impedida pelo Governo grego de anexar definitivamente a Grécia ao seu território económico e financeiro, a Alemanha entrou agora na sua segunda fase de conquista e colonização do continente europeu, tentando asfixiar todos os cidadãos e residentes nessa região importantíssima da Europa (não tendo sido por acaso o 10.º país a aderir à CEE), através da colocação estratégica na estrutura administrativa e financeira básica do país sob resgate (logo já em situação financeira difícil) de pequenas bombas de implosão local mas que interligadas levarão à morte inevitável da Grécia (condenando-a aí economicamente): conseguindo mesmo que os cidadãos de toda a Europa (sob seu controlo) e no gozo do seu direito privado de férias de Verão (escolhendo o seu próprio destino), sejam agora redistribuídos por outros destinos turísticos não seleccionados originalmente – apenas com o objectivo de rebentar de vez com uma das poucas áreas ainda produtivas e lucrativas na economia da Grécia. Até ao fim desta semana iremos assistir ao aperto do garrote de tortura medieval adoptado pelos grandes da economia mundial (FMI, TROIKA, BCE, Banco Mundial) e aí iremos ter a certeza clara e definitiva do que o nosso futuro (na Europa) nos reserva: ou tudo continuará exactamente na mesma (como os mesmos dinossauros em Bruxelas) e no caminho já definido e inexorável para a catástrofe (que tanto poderá começar na Grécia, na Ucrânia ou em Portugal), ou algo de inesperado, inopinado ou mesmo fantástico poderá acontecer (seja em sonho ou em pesadelo).

 

No primeiro caso continuaríamos a viver tranquilamente e sem grandes sobressaltos no nosso viveiro particular (seguindo a concepção central da construção de um Aviário comercial); caso optássemos pela segunda via a primeira condição para que tal fosse viável e demonstrasse capacidade evolutiva indesmentível, seria que algo ou alguém avançasse por sua própria iniciativa como verdadeiro (em dinheiro vivo) impulsionador e patrocinador (como poderiam ser EUA, China, Rússia). Uma alternativa neste momento só possível de ser concretizada num mundo UTÓPICO, com o aparecimento de um outro grande conglomerado rival opondo-se ao único conglomerado existente e construído em torno do Banco Mundial (e do DÓLAR) e sendo capaz de imediatamente impor a sua moeda e num curto prazo substituir (e destruir) a anterior: o que talvez ainda aconteça este ano.

 

Enquanto isso os vinte e seis representantes (estáticos) dos vinte e sete países que constituem a CEE, continuam a assistir tranquilamente do seu RESORT de Bruxelas e das suas cantinas GOURMET (bem arejadas pelos seus ares Condicionados), ao suplício em câmara lenta com que os alemães estão a castigar os cidadãos gregos (definidos como inferiores, malandros, chulos, mentirosos), esperando que estes compreendam finalmente as causas do seu castigo, pedindo desculpa e ajoelhando. Numa fila de espera de 27, a seguir a esse número e em ordem descendente de classificação, seguir-se-ão todos os outros: e nem todos levam medalha. Por outro lado...e se o Estado de Detroit agora falido fosse expulso dos EUA (correndo-se o risco de este procurar russos e chineses como investidores soberanos), seria isto um cenário real ou mais um exemplo de verdadeira UTOPIA?

 

(imagem: Die Welt/worldcrunch.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:48