Caos, Ataque, Contra-Ataque, Atentado & Morte

[EUA, Síria, Terroristas, Suécia]

 

Preparando-se e já com uma desculpa para o caso de ser engano (utilizando preservativo e assim antecipando complicações):

 

The Tomahawk cruise missile is seen launched from the USS Porter vessel

According to US media, the strikes were carefully targeted to avoid hitting chemical weapons at the base.

(abc.net.au)

 

Enquanto nos EUA o Presidente recentemente eleito luta por sobreviver (internamente e todos os dias) constantemente encurralado por Democratas, Republicanos e agora até pelos Militares: e enquanto se mantiver esta indefinição, tudo será mesmo possível (tudo dependendo de Trump, do que disse/antes e do que fizer/depois).

 

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Mísseis Tomahawk a caminho da Síria

(lançados de madrugada a partir do Mediterrâneo e nas proximidades de Chipre)

 

Nos EUA uma poderosa influência exterior às duas Câmaras Soberanas (Representantes e Senado) e à própria Administração Norte-Americana (atualmente instalada na Casa Branca e liderada pelo Presidente recentemente eleito), conseguiu ultrapassar mais uma vez o Poder da Sociedade Civil (fraco) colocando-o momentânea e estrategicamente nas mãos do Poder Militar (forte) – e que em vez de se servir (aproveitar a ocasião) como parece ter sucedido, devia servir quem lhes paga e lhes justifica a obrigação de servir – já que caso contrário não passariam de mercenários: num momento de total indefinição sobretudo no aspeto externo (a que não é a estranha a prioridade dada à politica interna e ao relançamento e desenvolvimento interno da América, logicamente secundarizando o poderoso e impaciente setor militar), num cenário em que parecia existir uma aproximação entre partes há muito afastadas e conflituosas (EUA/Rússia) e numa altura em que os EUA e os seus aliados começavam a interiorizar que talvez fosse melhor deixar por lá o ditador, face ao cenário que se adivinhava com toda aquela região entregue ao Exército Islâmico, à Al-Qaeda e ao Terrorismo Global – sem tempo para se pensar ou sequer reagir, com os EUA a acusarem o Presidente Sírio de ter dado um tiro no pé e como tal enviando uns mísseis para ver se davam cabo do outro (o que lavaria o ditador a cair).

 

The United States fired 59 Tomahawk cruise missiles at Syria overnight in response to what it believes was a chemical weapons attack that killed more than 100 people.

(nbcnews.com)

 

Com o ataque concretizado hoje dia 7 de Abril de 2017 a uma base militar do Governo da Síria obviamente sob o comando do presidente Bashar al-Assad – levado a cabo pelos norte-americanos através de lançamento de mísseis Tomahawk – ficou desde já demonstrado que neste momento quem manda efetivamente nos EUA não é o seu Presidente, mas um outro poder paralelo e cada vez poderoso assente nas principais Corporações Internacionais (Económicas e Financeiras) e simultaneamente suportado pelo cada vez mais influente Complexo Militar – uma estrutura com os seus tentáculos estendendo-se desde território interno (fazendo lóbi na Câmara dos Representantes e no Senado) até território externo por mais longínquo que seja (como o Médio-Oriente com o Iraque, a Síria e o Iémen) – para quem os diversos Presidentes e Administrações Norte-Americanas têm trabalhado nos últimos 55 anos:

 

“He further infuriated the military industrial complex over his refusal to support the Bay of Pigs invasion. JFK had every intention to bring home the combat advisors which meant no involvement in Vietnam and his intention to engage Russia in talks of nuclear arms control did not sit well with the manufacturers of the weapons of mass destruction.”

 

“The plot to kill JFK had its origins in two speeches the President made. The first speech was made 10 days following the failed Bay of Pigs invasion, and 10 days after a defiant JFK said “no” to the CIA, the Joint Chiefs, the Mafia and the Cuban refugees, by refusing to provide air cover for the invasion of Cuba by CIA trained Cuba refugees, JFK made the speech that put one of the final nails in his coffin.” (thecommonsenseshow.com)

 

Numa 1ªFase eliminando o único obstáculo que ainda permanecia no seu caminho impedindo a sua necessária Consolidação – John F. Kennedy (presidente de 1961/63);

 

Numa 2ªFase de aparente apatia interventiva por parte dos apoiantes desta estrutura, aproveitando estes a relativa acalmia política e o desinteresse por parte da opinião pública para se inserirem ainda mais nas estruturas do poder e alterar a sua estratégia e direção – Lyndon Johnson (63/69), Richard Nixon (69/74), Gerald Ford (74/77), Jimmy Carter (77/81) e Ronald Reagan (81/89);

 

Numa 3ªFase de consolidação do seu projeto e de decisiva expansão para outros territórios estratégicos – na defesa de interesses económicos e financeiros associados ao seu Plano Geral (Corporações/Militares) e podendo devido à presença de adversários (políticos) ser postos em causa (unilateralmente pelos detentores da preciosa matéria-prima em causa) – com os militares a tomarem a iniciativa e a assumirem o controlo da situação, invertendo o natural percurso da cadeia de comando (numa iniciativa não partindo do poder civil para o militar cumprir, mas com o destinatário a dar a resposta ainda antes do remetente se lhe dirigir) e atuando de uma forma independente mas conscientemente consentida pelo poder político, em nome da defesa da soberania e da manutenção da supremacia global dos EUA, passando ao ataque, invadindo, destruindo e massacrando o seu adversário – George H. W. Bush (89/93), Bill Clinton (1003/2001), George W. Bush (01/09) e Barack Obama (09/17).

 

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Ataque dos EUA à Síria com 59 mísseis – Com o preço do petróleo a atingir um máximo

(apesar do nulo impacto do petróleo sírio, mas desde já com alguns a aproveitarem)

 

E se a 1ªFase (duração de 2 anos) se encerrou definitivamente com a eliminação do adversário e da 2ªFase (duração de 26 anos) já não restando nenhum presidente vivo ou ainda influente, convém recordar já no que diz respeito à 3ªfase (duração de 27 anos, sendo a mais longa, consistente e consolidante desse poder) que todos os anteriores e ainda influentes Presidentes norte-americanos continuam bem vivos e ativos (famílias e associados), ainda particularmente influentes por bem ligados à estrutura (apoiantes do complexo e de Washington) e mesmo com alguns deles transformados em verdadeiros subsídio-dependentes a não querem deixar (custe o que custar) o seu Mundo Tóxico e que nos vai matando aos poucos: aqui se destacando os Clinton seja Bill (eleito Presidente por 2 vezes – eleito e reeleito) ou Hillary (derrotada duas vezes por Barack Obama e Donald Trump), brutalmente afetados (financeiramente) na sua própria Fundação – a sua árvore do dinheiro podendo-os transformar em milionários (e que Trump destruiu).

 

Oil prices rose on Friday, trading near a one-month high after the United States fired missiles at a Syrian government air base, roiling global markets and raising concern that the conflict could spread in the oil-rich region.

(reuters.com)

 

Pelos vistos tendo-se iniciado agora uma 4ªFase de implementação e tentativa de generalização do processo (veremos se russos e os chineses estarão de acordo, já que da ONU nada se espera), aproveitando a subida inesperada de Donald Trump ao poder e a confusão (em parte indescritível e incompreensível) generalizada que ainda reina na América – com muitos a não quererem perder os direitos adquiridos há já mais de 1/4 de século (não só Democratas como Republicanos). Com o caos deliberadamente instalado pelos Democratas ainda não acreditando na derrota (tentativa de o fazer nas ruas e nas instituições representativas), com a luta imbecil entre Republicanos talvez nunca tendo acreditado na vitória (deixando o Presidente meio isolado), criando-se um ambiente propício para diversas iniciativas não obedecendo às cadeias de comando e justificadas pela urgência, tomadas seja por quem for mas sempre com questões duvidosas além do ato ilegal. E se alguém ainda esperava que um novo Presidente tudo poderia mudar, terá que constatar que provavelmente muitas das vezes a culpa não é dele, mas de alguém acima dele: será por omissão e por falta dessa declaração, mas certamente por precaução sobre o que lhe poderia suceder então (recordando como há 54 anos um Presidente interrompeu a função).

 

Nas últimas horas e com a nova convocatória do Conselho de Segurança com a Rússia a responder ao ataque levado a cabo ilegitimamente pelos EUA (sem autorização da ONU dado a origem do ataque ainda não estar determinado) e com os médias norte-americanos a sugerirem em tom de ameaça nova ação vinda da América:

 

Russia says U.S. strikes in Syria an 'illegitimate' attempt to distract from Iraq

U.S. officials say they are looking into whether Russia played a role in Tuesday's chemical attack

(cbc.ca)

 

E com a Suécia a ser o primeiro país a sofrer após o ataque norte-americano (desta madrugada) a uma base aérea da Síria (utilizada no combate ao ISIS/ISIL, Al-Qaeda e outros grupos de mercenários) – por curiosidade mal se deu o ataque (e por coincidência) militantes do Estado Islâmico parecendo conjugar esforços atacaram a região – talvez por se atrever a ser neutral neste conflito sem lei e com múltiplos abutres a satisfazer (e apesar de no seu território ter recebido mais de 150 mil refugiados):

 

A manhunt is underway after a lorry was ploughed into pedestrians in Sweden, killing at least three people and injuring several more. The vehicle was hijacked from a brewery before being used to commit the atrocity in Stockholm, being left partially embedded in the Ahlens department store. A large area of the Swedish capital was evacuated after what the Prime Minister called a “terror attack”, with public transport stopped and parliament put on lockdown.” (independent.co.uk)

 

(imagens: abc.net.au/reuters.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:44