Há 44 anos que o Homem abandonou a Lua

“No dia 20 de Julho de 1969 a RTP transmitiu sob o comando de José Mensurado, durante cerca de três horas, a preto-e-branco e em direto,

a chegada do primeiro Homem à Lua.”

(nunca mais lá voltando depois de 1972)

 

Nesse dia o Homem olhou definitivamente para o Espaço como algo de Infinitamente Grande, em Oposição ao seu simétrico, como Complemento de um todo e constituindo um Conjunto multidirecional, replicando-se indefinidamente como as células de um Organismo (Vivo). Criando nessa altura uma imagem copiada a partir do objeto – e a partir do qual o sujeito reconstruiu a infraestrutura. Refletindo no Hardware (nele instalado) uma nova cópia de Software (talvez pirateado).

 

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No exterior do módulo lunar Eagle/Apollo 11 com Buzz Aldrin e a bandeira dos EUA

(bandeira essa concluída com a colaboração de uma costureira portuguesa)

 

Vamos supor que sou uma velhinha nascida no século passado, com mais de oitenta anos de idade (digamos 87) e nascida por exemplo no dia 21 do mês de Maio: uma data encravada entre as comemorações do 13 de Maio (de 1917 em Fátima – Aparições de Fátima) e as do Golpe de Estado de 28 de Maio (de 1926 em Portugal – Constituição do Estado Novo).

 

Uma data estrategicamente colocada entre um Evento considerado por muitos Mágico mas Virtual (por Imaginário) e um outro Evento verdadeira e infelizmente Real e muitas vezes mortal (por muitos percecionado e sentido psíquica e fisicamente, em toda a extensão do seu corpo): talvez sugerindo-nos uma escapatória intermédia.

 

No dia 20 de Julho de 1969 essa velhinha que já teria na altura 40 anos estaria por exemplo há algum tempo divorciada (separada – caso raro na altura), viveria no estrangeiro (por exemplo em França onde existia uma grande comunidade emigrante) e teria quatro filhos (com um deles nascido por exemplo no ano de 1955). Fiquemos então com esse filho e dêmos algum descanso à velhinha.

 

O filho teria por essa altura 13 anos, mais um ingénuo-inocente filho da ditadura, nascido em 1955 poucos meses depois da morte de Albert Einstein (Teoria da Relatividade/Física Quântica) e seis anos antes da promessa feita pelo então presidente John Kennedy perante o Congresso dos EUA (e perante todo o Mundo): "Eu acredito que esta nação deve comprometer-se em alcançar a meta, antes do final desta década, de pousar um homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra em segurança". (25 de Maio de 1961)

 

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A partir do módulo de comando Columbia/Apollo 11 em orbita da Lua

(e tendo a Terra e um objeto p/identificar surgindo sobre o fundo negro do espaço)

 

A velhinha ainda novinha (apenas 40 anos) ainda estava em Paris-França. O filho de 13 anos na altura vivendo em Espinho, previamente colocado frente-a-frente à TV e esperando a transmissão: usufruindo durante quase três horas seguidas das primeiras imagens oriundas de um Mundo onde o Homem em princípio nunca teria estado antes (um facto sempre questionável para alguém já na época leitor de SCI-FI), transmitida apenas a preto-e-branco, mas à passagem de cada segundo deixando-nos cada vez mais colados aquele ecrã – como numa aventura à procura e à descoberta.

 

E antes de tudo o mais e como era já hábito cultural e propagandístico do Antigo Regime (Salazar/Caetano) – que infelizmente já extravasou para o regime Democrático – nunca esquecendo a preciosa colaboração da elite científica e tecnológica portuguesa na concretização e sucesso desta grande missão levada a cabo pelo Homem na superfície do primeiro Mundo Alienígena: “Os remates, as bainhas e a costura para a haste da bandeira (norte-americana) foram cosidos por uma portuguesa de nome Maria Isilda Ribeiro.” (wikipedia.org)

 

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A partir do módulo de comando Columbia/Apollo 11 em orbita da Lua

(deparando-nos com dois fenómenos estranhos como focos de luz à superfície/à esquerda e dois objetos voadores/à direita)

 

Voltando ao presente agora com a velhinha com quase 90, o filho com mais de 60 e com os netos a caminho dos 30. Com os mais velhos sem grandes memórias além da sua cultura/arquivo mínimo/obrigatório (convém recordar que a emissão foi de madrugada a horas impróprias para a grande maioria dos portugueses), com os mais novos sem grandes ideias ou ligações privilegiadas associadas ao assunto (absorvidos como estão pelo sucessivo software disponibilizado, oferecido sem grandes custos pelo hardware reinante, dominante, intrusivo e deformador) e com alguns Intermédios ainda não definitivamente abatidos pela cada vez maior falta de Esperança (talvez o único fator que ainda nos mantem como uma espécie Não-Extinta – na sua luta pela sobrevivência) a ainda tentarem nadar no sentido contrário ao da corrente amalgamada, forçada e entubada, que ainda hoje os nossos líderes nos projetam como sendo o nosso único futuro e o da Estrutura Divina que nos suporta.

 

Uma velhinha testemunha das ideias e preconceitos do regime de então e que levaram à segregação da mulher (negação e perseguição das mulheres separadas), á emigração forçada para o estrangeiro (à procura de trabalho para sobreviverem), à fuga da Guerra Colonial (de onde os filhos saiam estropiados ou mortos) e terminando num pesadelo chamado PIDE/DGS (que não só nos censurava a mente como nos decapitava a cabeça).

 

Que teve filhos e netos que foram testemunhas do Evento (pelo menos durante três gerações), passando ao lado de um pouco, senão mesmo de quase tudo. Com um deles meio perdido a ver a emissão de TV:

 

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A partir do módulo de comando Columbia/Apollo 11 em orbita da Lua

(observando-se lá ao longe nas proximidades da Terra mais um objeto estranho orbitando o planeta)

 

On July 20, Armstrong and Aldrin entered the LM again, made a final check, and the Eagle undocked and separated from Columbia for visual inspection. When the LM was behind the moon on its 13th orbit, the LM descent engine fired for 30 seconds to provide retrograde thrust and commence descent orbit insertion, changing to an orbit of 9 by 67 miles, on a trajectory that was virtually identical to that flown by Apollo 10. After Columbia and Eagle had reappeared from behind the moon and when the LM was about 300 miles uprange, powered descent initiation was performed with the descent engine firing for 756.3 seconds. After eight minutes, the LM was at "high gate" about 26,000 feet above the surface and about five miles from the landing site. The descent engine continued to provide braking thrust until about 102 hours, 45 minutes into the mission. Partially piloted manually by Armstrong, the Eagle landed in the Sea of Tranquility in Site 2 at 0 degrees, 41 minutes, 15 seconds north latitude and 23 degrees, 26 minutes east longitude. This was about four miles downrange from the predicted touchdown point and occurred almost one-and-a-half minutes earlier than scheduled. It included a powered descent that ran a mere nominal 40 seconds longer than preflight planning due to translation maneuvers to avoid a crater during the final phase of landing.” (Apollo 11 Mission Overview/nasa.gov)

 

Numa sequência impar de acontecimentos históricos e de impacto global, brutal e inexplicavelmente interrompida nos finais de 1972 – com a última missão a atingir a Lua e com os últimos homens a pisarem a sua superfície (missão APOLLO 17).

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:27