Migrantes a Chegarem por Mar

“Na Praia dos Alemães assistimos ao contraste

Sem poder virar as costas e mais uma vez ignorar.”

 

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Praia de Zahara de los Atunes

(Cádis ‒ Espanha)

 

Mais cedo do que o previsto e sendo ainda difícil de acreditar, a costa do sul de Espanha para lá do Estreito de Gibraltar e quando o Mediterrânico encontra o Atlântico, começa agora a aparecer com destaque informativo e envolvendo migrantes: maioritariamente escolhendo o outro lado (do estreito) para o seu trajeto de fuga (com chegada à Europa), mas dada a saturação dessas rotas e crescente perigosidade (como o itinerário Líbia/Itália), optando agora por Marrocos (Ceuta/Tanger) deslocando-se para ocidente (Andaluzia espanhola) e desta vez para Cádis. De África menos de 30Km até Espanha (Costa da Luz), uns 100Km até Cádis (Andaluzia) e pouco mais de 200Km para Portugal (Algarve).

 

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Costa da Luz

(estendendo-se do Mediterrâneo à fronteira do Guadiana)

 

Pelo que se não neste ano de 2017 pelo menos já no próximo de 2018 (e continuando ativo este fluxo obrigatório de turismo entre os territórios das presas/África e Oriente e dos predadores/América e Europa) uma valsa carregada de migrantes e originária de terras mais a sul para lá do Mediterrânea (Melilha, Ceuta ou Tanger) chegará à costa do Algarve (muito mais rápido de que as plataformas petrolíferas) misturando-se com os veraneantes e dando outro aspeto e colorido às praias e empreendimentos turísticos do sul de Portugal: saltando de Tanger para cádis e depois podendo dar outro salto dessa vez até Albufeira. Tendo à sua espera como não poderia deixar de ser os inúteis da Proteção Civil (os iluminados da prevenção, da proteção e da segurança que tudo deixam arder e morrer) e os GIP dos jipes mas apetrechados de mangueira (chamando a GNR e assim dispensando os bombeiros). Num território sem Exército mas cheio de chefes e de formadores.

 

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De África até à Europa

(numa curta travessia de cerca de 30Km que pode significar a vida)

 

Ontem dia 10 de Agosto com outro barco carregado de cerca de 50 migrantes fugitivos do continente africano a chegar à costa espanhola (atingindo terra na província de Cádis) e com os fugitivos saindo apressados do barco perante o espanto geral dos banhistas (em paz e vendo a guerra a chegar até eles), perdendo-se de seguida e de vista (mais à frente) noutros trilhos à procura de um novo destino (talvez a Inglaterra com as suas ruas forradas a Ouro e com uma mulher ainda sendo Rainha). Com os migrantes oriundos de um continente com fome, com doenças, com guerras e cada vez com mais bases militares estrangeiras domiciliadas neste território (norte-americanas e até chinesas e até com turcos pelo meio) a fugirem sobretudo da morte (permitida por legal e institucional) e de todos os seus agentes e outros formadores ou assassinos (incluindo os terroristas muitas das vezes em conluio com as autoridades).

 

(imagens: metro.us/masspanje.nl/saylordotorg.github.io)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:54