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Sábado, 22 DE Abril DE 2017

Pareidolia em Ceres

“Massive landslides, similar to those found on Earth, are occurring on the asteroid Ceres. That's according to a new study adding to the growing evidence that Ceres retains a significant amount of water ice.

(Georgia Institute of Technology/Landslides on Ceres reflect hidden ice/ScienceDaily/17 April 2017)

 

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Evidências de deslizamentos de terras em Ceres

 

Na continuação da observação mais cuidadosa de um corpo celeste pertencente ao Sistema Solar (tendo como estrela de referência o Sol) e num estudo ainda-por-cima tendo como bónus a forte possibilidade de no mesmo existir Água (indicativo vital para a possibilidade de existência de Vida tal como sucede na Terra) ‒ num trabalho levado a cabo por cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) ‒ investigadores norte-americanos intrigados e curiosos com grandes deslizamentos de terra verificados à superfície desse corpo celeste, sugeriram que tal fenómeno era mais uma fortíssima evidência da existência de uma quantidade apreciável de água manifestando-se aqui sob a forma de gelo: o planeta-anão Ceres, localizado na região do Cinturão de Kuiper, a cerca de 375/450 milhões de Km de distância do Sol.

 

“NASA's Dawn spacecraft has revealed many landslides on Ceres,

which researchers interpret to have been shaped by a significant amount of water ice.”

(nasa.gov)

 

Definição de Pareidolia:

 

“Fenómeno psicológico que consiste na identificação ilusória de significados ou padrões reconhecíveis, em resposta a estímulos vagos ou aleatórios.” (infopedia.pt)

 

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A face de Bart Simpson na superfície de Ceres

 

Um planeta-anão localizado no Cinturão de Asteroides (berço de muitos dos seus semelhantes de maiores ou menores dimensões), cumprindo a sua órbita em cerca de 4.5 anos, deslocando-se a uma V de quase 18Km/s, com um diâmetro inferir a 1000Km (cerca de 1/4 o da Lua), localizado a uma distância entre 2.5/3.0 UA (o Cinturão abrange uma região do Sistema Solar entre 3/4UA) e que para muitos pela sua estrutura, forma e tamanho (o maior objeto aí observado, mas menor que a Lua e menor que Plutão) poderia muito bem passar por um planeta (como já foi num passado distante e tal como Plutão já o foi num passado recente) ‒ ou então por um asteroide um dia podendo alterar a sua órbita (eventual colisão com outro corpo) e vir-nos fazer uma visita.

 

“Landslides cover more area in the poles than at the equator, but most surface processes generally don’t care about latitude. That’s one reason why we think it’s ice affecting the flow processes. There’s no other good way to explain why the poles have huge, thick landslides; mid-latitudes have a mixture of sheeted and thick landslides; and low latitudes have just a few.”

(nasa.gov)

 

Hoje em dia e com a sonda DAWN orbitando e observando cuidadosamente este agora planeta-anão, com o mesmo a apresentar-se como um dos potenciais e provavelmente mais vastos depósitos de água existentes no Sistema Solar ‒ pelo menos situando-se muito mais perto de outro seu grande rival o ultimamente tão falado satélite de Saturno Encelados (podendo ter oceanos subterrâneos de água gelada). E com alguns técnicos talvez desiludidos por mais uma vez não vislumbrarem sobre a superfície de um outro mundo o mais pequeno (que seja) sinal de Vida, a começarem a alucinar (a ver coisas colocadas num cenário onde jamais existiriam, tal e qual como numa miragem) sobrepondo o imaginário (infantil) à realidade (do adulto) e para tal desenhando em Ceres um produto certificado na Terra ‒ talvez como se colocássemos lá uma bandeira e a partir daí nos identificássemos com um nosso novo território. Deixando lá mesmo que editado a partir de cá a nossa impressão digital. Num fenómeno psicológico prevalecendo cada vez com maior intensidade e profundidade no tempo presente ‒ cada vez que nos movimentamos e envelhecemos um pouco mais ‒ e que no entanto face à manutenção das condições sociais e ambientais que nos rodeiam e com a definição de realidade a ser constantemente alterada (nem que seja nos valores a respeitar), nos leva a projetar cenários reconhecíveis (algo vagos mas resultando de estímulos ‒ em princípio reais) em vez de estudarmos os já existentes. Como se estivéssemos à procura da nossa própria sombra mas agora projetada à distância.

 

(imagens: nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:25
Domingo, 16 DE Abril DE 2017

Salada em Encelados

[Confusão, Trapalhada, Salgalhada]

 

No sentido em que continuamos a oferecer uma resistência por vezes inexplicável senão mesmo incompreensível, ao aparecimento dos mais diversos sinais e incontornáveis vestígios da possível existência de Vida noutros locais que não a Terra ‒ e isto apesar de tudo o que lá acontece parecer (pelo menos à distância) tão semelhante (ou mesmo idêntico) ao que se passou/passa por cá: Evolução certamente com algum sentido (talvez acompanhada de Vida Orgânica como sempre apoiada pelo Mundo Mineral).

 

Se quisermos encontrar água seja doce seja salgada (rodeados de natureza e de tecnologia como é o caso da Terra) vasta mesmo olhar para o lado ou então abrir uma torneira. É claro que se não nos preocuparmos muito com isso, seja no passado seja no presente (enquanto a vemos é porque ainda existe), mas sabendo de antemão que um local não é para sempre (todo o sistema é dinâmico seja na Terra/Explorando os Oceanos seja no Espaço/Explorando o Universo), convém sempre olhar para mais longe e procurar o que já aqui temos: não só porque o conhecemos bem, como “de nós fazendo parte e procura-lo ser ciência mas também um pouco de arte”. Só sendo possível ao artista projetando livremente outros cenários sugerir ao cientista a importância da persistência na antecipação dos mesmos, de modo a assim se realçar os pré-existentes, destacando-os um pouco mais (retirando-os do esquecimento adquirido) e na concretização de um novo ciclo projetando-os (replicando-os) no Futuro ‒ à procura e sempre do mesmo, senão aqui (na Terra) um pouco mais longe (Encelados).

 

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Neste momento com a distância a ser apenas um pormenor: entre a Terra e Encelados separando-os mais de 1280 milhões de Km: viajando-se à velocidade da luz (300.000Km/s) demorando-se mais de 71 minutos a lá chegar. O que significa que em função da nossa longevidade/resistência e do comportamento/atitude de outros astronautas noutras situações semelhantes ‒ tomemos como um caso exemplar as missões Apollo à Lua ‒ uma viagem de 15 dias seria na realidade o ideal: sendo apenas necessário arranjar uma nave espacial capaz de atingir velocidades na ordem dos 1000Km/s (somente umas 20X/40X a velocidade de alguns asteroides/cometas) ‒ Impossível? Caso contrário o melhor será mesmo esperar mais uns bons anos pela concretização da viagem (ao ritmo de decadência atual uns 50 a 100 anos) e irmo-nos entretanto e como pretende Elon Musk entretendo (com pretensas aventuras e colonizações), explorando e fritando os nossos neurónios em Marte. E logo com a Lua aqui tão perto.

 

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Ou então optar por outra visão de Elon Musk, provável e irremediavelmente desiludido com as limitadas capacidades do homem de resistir a extremas provações (o tempo da utilização de escravos para acelerar à bruta o processo eventualmente já acabara), nos dias de hoje e infortunadamente com o mesmo a não ter os necessários tomates (dos escravos) como no tempo ainda tão próximo dos Descobrimentos, então com frágeis caravelas enfrentando o oceano e aí desaparecendo para sempre, nunca se contabilizando vidas mas aspirando-se sempre a grandes lucros: ligando-nos à corrente através de periféricos e utilizando a inteligência da máquina, sobrepondo-nos nós à mesma e fundindo-nos com ela. Eliminando excessos (de hardware atualizando o corpo) e potenciando virtudes (de software reprogramando a mente) ‒  e fazendo durar mais tempo o novo protótipo do Homem (um modelo talvez obrigatório de aplicação pelo menos enquanto andarmos entre simples apeadeiros e não entre Estações utilizando tecnologia pré-histórica).

 

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Tudo isto porque num dia em que Donald Trump fez mais uma gloriosa demonstração de todo o seu poder de fogo enviando uma Bomba Elefante sobre o Afeganistão (de modo a meter a tromba em qualquer gruta que pudesse albergar terroristas ‒ mas e se não forem?), obliterando tudo numa extensão de terreno de pelo menos 1Km, alguém se lembrou de falar de água (uma coisa tão comum) descoberta num mundo distante (quando aqui basta abrir a torneira): por um lado dando para se perceber qual o verdadeiro interesse no Espaço de políticos como Ted Cruz e como Marco Rubio, que parecendo muito interessados no desenvolvimento do Programa Espacial da NASA tem os seus olhos bem presos no desenvolvimento de foguetões poderosos, rápidos e de longo alcance. Para chegar onde e dominar quem? Mas voltemos a Encelados e deixemos os milionários entretidos com os seus terroristas (sejam máquinas como teme Musk sejam homens como teme Trump).

 

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Um dos satélites do longínquo e gigante-gasoso corpo celeste conhecido como Saturno (um dos 8 planetas do Sistema Solar em dimensão só superado por Júpiter), ainda hoje sob a observação da sonda norte-americana Cassini na sua já longa estadia nas imediações do mesmo (em sua órbita desde 2004) e que desde os primeiros dados recolhidos sobre essa lua (Encelados), refletindo a sua atmosfera, a sua superfície e até a sua possível estrutura interna, encontrou sinais senão mesmo evidências da possível existência de oceanos líquidos (subterrâneos), por vezes perfurando a camada superficial cobrindo a lua (devido ao exercício de fortes pressões internas) e acabando por ejetar material para o exterior sujeito a grande pressão, temperatura e velocidade, atingindo altitudes bem visíveis mesmo que observadas a muitos milhares de km pelas câmaras da minúscula sonda Cassini. E tal como se estivéssemos numa região hidrotermal, com a água quente surgindo por vezes à superfície e criando as condições ideais para nela evoluir e se instalar algo mais ‒ vida orgânica.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:32
Domingo, 12 DE Março DE 2017

Um Saltinho até Ceres (de cerca de 400 milhões de Km)

Se a procura de água na Terra já começa a ser para o Homem o novo desafio do Presente, a procura daquele composto que se tornará num Futuro cada vez mais próximo (se por acaso já não estiver por aí) num bem cada vez mais precioso para a nossa sobrevivência (e neste planeta já sob forte pressão de consumo e desperdício), inevitavelmente que se estenderá para fora do nosso ecossistema e na direção de objetos prometedores. Tendo logo à frente Europa/lua de Júpiter e Encelados/lua de Saturno (os mais prometedores podendo mesmo existir a possibilidade da existência de Vida), seguido de Ganimedes/lua de Júpiter (a maior lua do Sistema Solar podendo ter um oceano subterrâneo), Ceres (de entre os incertos o mais capaz de conter água) e porque não Marte (com vestígios de num passado bastante distante parte do planeta poder ter estado coberto por um oceano e ainda evidenciando no presente alguns sinais da presença de gelos sazonais e seu derretimento – levantando-se mesmo a hipótese da existência de depósitos subterrâneos, líquidos ou sólidos).

 

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Ceres – Cratera Occator

Combinação de imagens do planeta-anão recolhidas pela sonda Dawn

(entre Setembro/2015 e Fevereiro/2016)

Uma cratera iniciada com um impacto forçando o material a sair e formando a cúpula central

 

Situado a cerca de metade da viagem entre o nosso planeta e o maior planeta do Sistema Solar – JÚPITER localizado a uma distância média de 5.2 UA – existe um pequeno corpo celeste que quando descoberto no início do séc. XIX pelo astrónomo italiano GUISEPPE PIAZZI (em 1801), foi inicialmente considerado como sendo um possível cometa, depois sendo a sua definição alterada para planeta menor e hoje em dia não passando de um simples PLANETA-ANÃO (localizado a uma distância média de 2.8 UA).

 

Sugerida a sua existência em 1772 (através de cálculos matemáticos levados a cabo por JOHANN BODE), descoberto 29 depois pelo padre católico e matemático Guiseppe Piazzi e já tendo sido considerado o 5ºplaneta do Sistema planetário centrado na nossa estrela o SOL (um planeta que ocuparia a região do Espaço onde se situa a Cintura de Asteroides), CERES faz agora companhia ao seu colega PLUTÃO: no grupo (dos anões) mas não no local (um na Cintura de Asteroides outro no Cinturão de Kuiper a 30/50 UA).

 

Hoje, tal como Plutão ainda há poucos anos considerado o nono, último e mais distante planeta do Sistema Solar (supostamente para lá dele não existindo outros corpos com características de planeta), com Ceres fazendo parte do grupo de corpos celestes integrando a Cintura de Asteroides (com um número indeterminado de objetos aí circulando), uns menores outros de dimensões mais relevantes e com órbitas interiores mais apertadas ou alargadas (com uma órbita como a de Plutão).

 

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A cratera Occator

Contendo uma das áreas mais brilhantes observadas na superfície de Ceres

(com mais de 90Km de extensão e 4Km de profundidade)

Com a matéria brilhante a ser composta por sais de carbonato

 

Com Ceres a ser o único planeta-anão assim considerado (e pertencendo à Cintura de Asteroides) e como tal sendo até ao momento o maior objeto aí descoberto: tomando como referência VESTA um asteroide pertencendo à 1ªCintura (entre MARTE e Júpiter) e com cerca de 500Km de dimensão, com o planeta-anão Ceres a ser quase 2X Vesta e por sua vez com Plutão a ser mais de 4X Vesta e mais de 2X Ceres.

 

Como se vê com Ceres e Plutão a apresentarem dimensões mínimas e aceitáveis para ainda poderem ser considerados como planetas (o diâmetro de MERCÚRIO é aproximadamente o dobro de Plutão), mas sendo condicionados nas suas órbitas não podendo (por definição) ser considerados como tais (dependendo e podendo a mesma ser alterada por influência de outros corpos aí existentes). Se tomarmos como termo de comparação a LUA (um satélite) com esta a ser maior que Ceres e menor que Plutão.

 

E para quem ainda pretende descobrir os segredos deste imenso (para nós) e tão pequeno SISTEMA SOLAR (para o Universo) nada melhor que dirigirmo-nos a um corpo celeste se possível não muito distante, localizado próximo das rotas e dos últimos destinos procurados e claro está que nos possa dar antecipadamente pelo menos alguns sinais da presença de água de minerais e até de matéria orgânica (já que onde há água estará sempre presente o Mundo Mineral e talvez a base de construção do Mundo Orgânico).

 

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Segundo os cientistas com a parte central e mais brilhante da cratera de Occator

A ser alguns milhões de anos mais nova

Do que a superfície do planeta-anão onde a mesma assenta

Com a matéria escura a ser composta por carbonatos misturados com outros materiais

 

Com a distância que já se faz assiduamente e com a maior das normalidades utilizando sondas automáticas entre a Terra e o planeta Marte (e que nos próximos anos segundo desejos da NASA e ambições da SPACE-X deixarão de ser automáticas passando a ser tripuladas – e desse modo retomando o envio de terrestres pelo interior do Sistema), podendo-se muito bem complementar a viagem com mais um pequeno salto até à Cintura (de Asteroides) aproveitando o momento para visitar Ceres.

 

Um corpo celeste localizado relativamente perto de nós (Marte fica a uma distância média de 1.5 UA do Sol e Ceres fica a cerca de 2.8 UA) e que pela sua distância à Terra (menos que 2x a distância) poderia demorar entre 300 a 600 dias a atingir o seu objetivo (tomando como referência o tempo gasto pelas sondas automáticas): dependendo esse tempo da velocidade de lançamento da nave espacial, do seu alinhamento com Ceres (preferencial quando está no seu afélio) e do total da distância necessária a percorrer entre o planeta e o planeta-anão.

 

Numa viagem interplanetária que levaria o Homem até à fronteira que separa os planetas interiores (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte) dos planetas exteriores (Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno) do Sistema Solar, decorrendo num espaço temporal entre 1 a 2 anos e que colocaria pela 1ªvez a Humanidade face a um mundo alienígena (e gelado) e podendo conter no seu seio os componentes essenciais da Vida (pelo menos na Terra) – água e sais minerais – suportando a partir daí a possibilidade do aparecimento de material orgânico (mesmo que primitivo).

 

(imagens: photojournal.jpl.nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:28
Sexta-feira, 10 DE Fevereiro DE 2017

Encélado – Um Depósito de Água

“Já que no planeta Terra tudo parece ter parado no Tempo (onde é que está a Evolução da Mentalidade Humana e a sua Transformação para um nível superior de Felicidade, se a esmagadora maioria nem entende a Tecnologia que usa) nada mais nos resta senão olhar para o Espaço: e Imaginar, sonhando um dia tornar-se realidade. Pelo menos não ficando parados, continuando a morrer pouco-a-pouco e nem sequer nos apercebendo disso (estilo Zombie).”

 

Um corpo celeste onde num futuro próximo o Homem poderá colocar uma colónia terrestre, não só pela existência de Água e pela possibilidade de existência de Vida, como por poder ser um potencial Entreposto para nos lançarmos com mais segurança para além dos limites do nosso próprio Sistema.

 

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PIA 20522

(parcial)

Vista parcial do Hemisfério de Encélado virado para Saturno

(com o N para a esquerda e o S para a direita)

 

A maior lua do Gigante Gasoso Saturno (diâmetro Saturno = 9.5 X diâmetro da Terra), descoberta há 228 anos pelo astrónomo alemão William Herschel (observando-a a cerca de 1500 milhões de Km) e que só passou a ser mais conhecida há cerca de 37 anos aquando da passagem nas suas proximidades da sonda Voyager 2 (oferecendo-nos aí imagens a cerca de 120 mil Km de distância). Só mais tarde voltando a ser visitada aquando da passagem de uma nova missão (vai fazer 12 anos), tendo como objetivo Saturno e os seus satélites naturais – integrando nesse projeto a sonda Cassini-Huygens (com o módulo Cassini como orbitador terminando a sua missão em Setembro deste ano ao entrar na atmosfera de Saturno e com o módulo Huygens terminando a sua missão aterrando na lua Titã – em Janeiro de 2005).

 

Na continuação da sua missão iniciada em 1997, com a sonda a entrar em órbita de Saturno em 2004 e com o seu fim já agendado para 15 de Setembro de 2017. E nesta imagem da NASA capturada em Novembro de 2016 (a 130 mil Km de distância da sonda Cassini) apresentando-nos mais uma vez Encélado: tal como o afirma a Agência Espacial Norte-Americana “um mundo frio, gelado e inóspito” mas que debaixo dessa capa exterior “poderá apresentar as condições necessárias para a existência de Vida”. E que dadas as observações realizadas ao longo destes últimos anos em redor desta lua, mostrando-nos “jatos de água enviando partículas de gelo para o Espaço a partir da sua superfície” e a existência de um “oceano debaixo da sua crosta gelada (podendo apresentar atividade hidrotermal) ”, acabando por levar os cientistas da NASA (responsáveis por esta missão e suas conclusões) até pela presença de água líquida como sendo um ingrediente-chave para a existência de Vida”, a considerar Encélado como um dos alvos prioritários para a procura da mesma Vida” no Sistema Solar.

 

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PIA 17184

Geiseres no Polo sul de Encélado

Com a sombra da lua visível no contraste com a emissão de geiseres

(30.11.2011)

 

Levando os cientistas da NASA a reconsiderarem a imagem que temos hoje desta lua (que poderá não ser a mesma amanhã) e a atribuírem à imagem de Encélado o título de “Potencial Hospitable Enceladus”. Do Presente passando-se para o Futuro e tornando tudo claro como Água – mas com outros Mundos mais longínquos como Europa (lua de Júpiter), a distâncias aproximadas de Ganimedes (como outra das luas de Saturno Encélado) ou mais perto do planeta Terra como Ceres (planeta-anão localizado na Cintura de Asteroides a cerca de 380-445 milhões de Km – cerca de 1/3 da distância Terra/Encélado) a também poderem ser potenciais fornecedores. Utilizando uma nave espacial movida a fotões demorando pouco mais de 83 minutos a chegar a Encélado e menos de 25 minutos a chegar a Ceres – bastando para tal um propulsor a fotões, um chassis que o aguente e homens rigorosamente protegidos (da nave e do exterior).

 

(texto/itálico/negrito: pensamento NASA – imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:21
Sexta-feira, 30 DE Dezembro DE 2016

À procura de Água em Marte

[Já que na Terra se desperdiça]

 

“Opportunity is continuing its great 21st century natural history expedition on Mars, exploring the complex geology and record of past climate here on the rim of the 22-km Endeavour impact crater.”

 

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MARTE – SOL 4587

(19.12.2016)

 

Tendo aterrado em Marte em 25 de Janeiro de 2004 o ROVER OPPORTUNITY (em mais uma iniciativa da NASA utilizando sondas automáticas não tripuladas) encontra-se neste fim-de-ano de 2016 no seu 4600º dia de permanência (de trabalho, de estudo e de investigação) sobre a superfície do Planeta Vermelho: tendo como objetivo da sua missão projetada inicialmente para se estender por apenas 90 dias marcianos ou SOL (um dia marciano tem quase mais 40 minutos que um dia terrestre), o estudo da geologia marciana, a procura da existência de água e a possibilidade de Marte ter tido no passado um ambiente propício ao aparecimento de vida.

 

“Opportunity has begun the ascent of the steep slopes here in the inner wall of Endeavour impact crater after completion of a survey of outcrops close to the crater floor. The goal now is to climb back to the rim where the terrain is less hazardous, drive south quickly about 1 km south, and arrive at the next major mission target on the rim before the next Martian winter.”

 

Hoje (30 Dez) e perto de atingirmos o seu 13º Aniversário Terrestre de permanência sobre a superfície de um planeta para os terrestres alienígena, podendo-se desde já afirmar que com a colaboração preciosa da sua colega mais nova CURIOSITY (em Marte desde 6 de Agosto de 2012), o nosso conhecimento no presente se encontra muito mais perto do que este planeta é e terá sido no passado: e olhando para um dos nossos vizinhos mais próximo e aparentemente mais familiar (os outros dois candidatos seriam o planeta Vénus e a nossa Lua) podendo ver na sua imagem um dos episódios (objetivos) da História da Terra (talvez no futuro).

 

“Endeavour crater dates from the earliest Martian geologic history, a time when water was abundant and erosion was relatively rapid and somewhat Earth-like. So in addition to exploring the geology of a large crater, a type of feature that no one has ever explored in its preserved state, the mission seeks to take a close look at the evidence in the rocks for the past environment. Thus we are trying to stick to the crater rim where the oldest rocks are.”

 

Amanhã com o veículo motorizado da sonda OPPORTUNITY de momento continuando ativo e circulando (tendo até 13 de Dezembro deste ano percorrido 43.65Km), escalando as elevações que se lhe vão deparando pelo caminho à medida que vai deixando para trás outros terrenos já percorridos pelo mesmo no vastíssimo interior da cratera ENDEAVOUR (uma cratera de impacto com 22Km de diâmetro): dirigindo-se para uma elevação localizada no flanco ocidental que limita a referida cratera, evidenciando no aspeto apresentado à superfície vestígios de erosão talvez provocados pela presença e deslocação de água (no passado remoto de Marte talvez há biliões de anos).

 

(texto/itálico: Larry Crumpler New Mexico Museum of Natural History & Science – imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:19
Quinta-feira, 15 DE Dezembro DE 2016

Encontro com Tritão

O objeto MAIS FRIO do Sistema Solar talvez oriundo dos lados do Cinturão de KUIPER e um dia capturado por um objeto maior o planeta NEPTUNO. Apesar disso geologicamente ativo evidenciando erupções (fenómenos como geysers) e contendo nuvens ténues/atmosfera (uma mistura de nitrogénio e poeiras). Em muita da sua paisagem apresentando a sua superfície com fendas e sulcos como que se tivesse sido retalhada (talvez uma evidência das feridas da sua juventude).

 

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No cumprimento da sua missão iniciada a 20 de Agosto de 1977 na já mítica Estação da Força Aérea Norte-Americana de CABO CANAVERAL e tendo como destino as fronteiras longínquas e desconhecidas do SISTEMA SOLAR (e a sua ultrapassagem), a sonda automática VOYAGER 2 atingiu no Verão de 1989 (25 de Agosto) o último planeta deste sistema planetário no qual se inclui a Terra (tendo como ponto central de referência o Sol): o oitavo planeta NEPTUNO.

 

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Um planeta integrando o conjunto dos Gigantes Gasosos (Júpiter, Saturno, Úrano e NEPTUNO), localizado a mais de 30 UA de distância do SOL (4500 milhões de Km), com um diâmetro quase 4 X Terra (e uma massa mais de 17 X Terra), demorando quase 165 anos a completar uma órbita em torno do Sol e registando (no seu ecossistema) temperaturas inferiores a 200⁰C negativos. Contando pelo menos com catorze luas sendo TRITÃO a maior delas.

 

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Com a sonda VOYAGER 2 aquando da ultrapassagem de Neptuno a prestar particular atenção a este satélite natural do planeta (TRITÃO), conhecido como a sétima maior lua em diâmetro do Sistema Solar (d = 2700Km – o da nossa Lua é de 3474Km), por ter a particularidade (única entre luas) de possuir uma órbita movimentando-se no sentido oposto ao do planeta e ainda por ser JOVEM e geologicamente ATIVO: podendo até ter gelo (de ÁGUA) à superfície ou um OCEANO subterrâneo (semelhante ao que se pensa existir na lua de Júpiter EUROPA).

 

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Uma lua de NEPTUNO que pela sua dimensão e características físicas se assemelha muito ao nosso conhecido planeta-anão PLUTÃO (antes considerado o último planeta do Sistema Solar) e que pela particularidade da sua órbita (retrógrada) ainda mais nos sugere até pela sua proximidade com essa região do espaço poder ser um corpo celeste com origem no Cinturão de KUIPER. Por tudo o referido antes tornando esta lua distante como um ALVO bastante RELEVANTE mas infelizmente muito distante (para nós e para já).

 

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O pai Carvalho Rodrigues e o seu filho

PoSAT-1

Custo de Construção: 5.000.000 Euros

Utilização Cientifica: Estudo dos Ventos Solares e das Cinturas de Radiação Terrestre

 

Aproveitando a ocasião para recordar (pois Portugal pertence à Terra) o engenheiro eletrotécnico natural de uma pequena freguesia perdida no meio da Beira-Alta (Casal de Cinza), que um dia olhou para o Céu e se tornou no pai-da-ideia do primeiro veículo português a circular no Espaço: falamos de Fernando Carvalho Rodrigues e do seu PoSAT-1.

 

O primeiro satélite de fabrico português (aliado a um grupo de entidades/empresas como a EFACEC, o INETI, a MARCONI, a OGMA e a UBI entre outros), lançado na direção do Cosmos em 26 de Setembro de 1993 e estacionando em órbita da Terra a mais de 800Km da sua superfície: desde essa data (apesar de deixar de comunicar em 2008) orbitando o planeta em 110 minutos a uma velocidade superior a 7Km/s (prevendo-se o seu fim aquando da reentrada na atmosfera terrestre – lá para 2043).

 

(imagens: TRITÃO – PIA 18668/PIA 18669/nasa.gov e PoSAT-1 – skyrocket.de/aeiou.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:33
Terça-feira, 29 DE Novembro DE 2016

Da Terra para Europa passando por Marte

Numa contribuição da sonda Phoenix

 

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Tempestades de areia típicas do início da estação de Verão

(transportadas pelos ventos marcianos)

Referenciadas na região do polo norte do planeta Marte

(13 Junho 2008)

 

Recordando o novo destino de aventura, descobrimento, exploração, conquista e colonização (talvez executado por saltos) do nosso Universo (coexistindo entre muitos outros) por parte da nossa espécie o Homem (não sendo certamente a única entre tantos Universos replicados), torna-se lógico que exaurido o nosso planeta por tantas e consecutivas violações das leis da Natureza (através do constante desrespeito pela Terra e pela sua maior criação o Homem) muitos se virem hoje para o Espaço exterior que nos rodeia e nele procurem os Novos Mundos que em tempos ainda não muito antigos procuravam, atravessando sem recear (as consequências que tais atos poderiam provocar) grandes, misteriosos e perigosos oceanos.

 

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Passagem do gelo do estado sólido diretamente para o estado gasoso

(visível no canto inferior esquerdo)

Registada numa pequena escavação executada pelos braços da sonda Phoenix

(15-19 Junho 2008)

 

Atravessando agora o Oceano do Espaço rodeando o nosso planeta por todos os lados (como uma Ilha e como uma Esfera), utilizando tal como no início da Conquista do Mar por parte do Homem pequenos e rudimentares artefactos flutuantes (antes em terra agora no céu), capazes de na sua simplicidade científica e tecnológica ultrapassar barreiras antes consideradas impossíveis de alcançar e sobretudo intransponíveis: e se por um lado o nosso satélite natural a Lua foi até hoje estranhamente posto de lado após o extraordinário sucesso que foi o programa Apollo (o que se terá passado com a nossa Lua para a abandonarmos sem uma justificação válida ainda-por-cima localizada tão perto de nós), pelo menos aproveitemos Marte o último planeta interior (à Cintura de Asteroides).

 

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Geada matinal sobre a superfície marciana

(desaparecendo rapidamente com o nascer do Sol)

Sendo visível na imagem um pequeno rasto (mais claro) dessa água congelada

(15 Agosto 2008)

 

O quarto planeta a contar a partir do Sol, talvez aquele que pelas suas características (exteriores) mais se assemelhe com a Terra e que pela sua curta distância (relativa) ao nosso planeta e constantes visitas concretizadas ao longo das últimas décadas por sondas automáticas (norte-americanas, russas, europeias, chinesas), mais nos é familiar e mais nos chama para o visitarmos. Com a Terra a distar aproximadamente 150.000.000Km do Sol e o nosso vizinho exterior mais de 200.000Km (podendo chegar aos 250 milhões): mais longe da Terra do que Vênus (distando mais de 100.000.000Km do Sol) mas certamente com um ambiente mais suportável para o Homem (naturalmente com as necessárias proteções), dispondo de uma muito ténue (praticamente inexistente) atmosfera, mas por outro lado notando-se a formação de nuvens (talvez maioritariamente poeiras deslocando-se com o vento) e eventualmente ainda possuindo água (nas calotes polares como a do Ártico Marciano).

 

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Duração da ação dos raios emitidos pelo Sol

(sobre a região onde se encontra localizado o módulo de aterragem da sonda Phoenix)

 Num gráfico relacionando as horas diárias de Sol/dia marciano

(representando-se um período de conjunção – quando o Sol se alinha entre a Terra e Marte – e um outro em que a sonda permanecerá rodeada por gelo constituído por CO2)

 

Centrando atualmente a nossa atenção em Marte como território a colonizar e como um entreposto real para a verdadeira Conquista do Espaço: talvez com a próxima paragem a ser uma das luas mais prometedoras do planeta Júpiter de nome Europa – um Mundo com Água, provavelmente com vida e certamente com oxigénio. E tal como dito inicialmente para a promovermos (a Conquista) e ainda mais nos entusiasmarmos (na Aventura) adicionando aqui alguma contribuição de uma das sondas automáticas tendo vivido (temporariamente) no Pólo Norte e aí residindo agora em Paz: a sonda Phoenix. Lançada de Cabo Canaveral a 4 de Agosto de 2007, aterrando em Marte pouco mais de nove meses depois e aí estudando a superfície do planeta durante pouco mais de cinco meses (deixando de comunicar com a Terra a 2 de Novembro de 2008). Tendo como objetivo da missão a descoberta de Água na região do Polo Norte do planeta (nas suas coordenadas aproximadas de aterragem 68⁰2N e 234⁰E).

 

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Módulo de aterragem da sonda Phoenix

(numa projeção vertical resultando da associação de centenas de imagens)

Observando-se no lado inferior/direito (cortado) o início do braço robótico da sonda

(Junho/Julho 2008)

 

Com a sonda Phoenix a aterrar sobre uma camada de gelo (supostamente) cobrindo no local a superfície do planeta Marte, com parte de um material refletor e brilhante aí detetado a desaparecer inexplicavelmente passado alguns dias (levando-os a supor tratar-se de água e do seu processo de evaporação) e como consequência com os cientistas e responsáveis da missão a interpretar o fenómeno como uma prova da existência desse líquido (precioso para nós) até pelo desaparecimento dessas manchas (brancas) e pela formação de pequenos cristais (já que em Marte o processo é muito mais rápido). Chegando-se a detetar neve à sua superfície (transportada pelas nuvens circulando nos céus do planeta) mas com o aproximar da estação fria (o Outono) e com a energia a esgotar-se (dada a receção de energia solar ser menor), a interromper as suas funções deixando de comunicar definitivamente com a Terra.

 

PIA11716.gif

Céu de Marte obscurecido pela presença de nuvens de gelo e poeiras

(com recrudescimento de atividade e possibilidade de queda de neve)

Acabando semanas depois por afetar a sonda (carregamento dos painéis solares) deixando esta de comunicar (definitivamente) a 2 de Novembro de 2008

(7 Outubro 2008)

 

Após o abandono da Lua com Marte a tornar-se no alvo prioritário da Exploração e Conquista do Espaço, tendo o nosso vizinho mais exterior como um potencial entreposto espacial para novas aventuras interplanetárias e no futuro (não tão longínquo como pensamos) certamente intergalácticas e tendo como ponto de encontro seguinte os corpos celestes mais próximos de nós e contendo essa molécula tão extraordinária como simples chamada água (como a lua de Júpiter Europa ou até o planeta-anão Plutão), suscetível de suscitar a presença de organização, um qualquer tipo de vida (mineral ou orgânica) e até de inteligência. Isto porque sendo o nosso Universo Infinito (coexistindo ordem com caos, matéria com antimatéria e acaso com necessidade) as probabilidades de nele encontrarmos outras espécies semelhantes (replicas) ou diferenciadas (com outros moldes) serão do mesmo modo incontáveis. Caso contrário o que existe poderia na realidade nunca ter existido e estarmos todos aqui a falar simplesmente de nada ou daquilo que nunca terá acontecido (projetado), mas que um dia nos terá sido proposto e até ao momento tranquilamente aceite e digerido, transformando-nos em pobres zombies e em excelentes cobaias. E o que o Homem sempre ansiou foi a sua Libertação.

 

(texto/ajuda nas legendas e imagens: Phoenix Mars Lander/nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:01
Quarta-feira, 31 DE Agosto DE 2016

Negro, Dourado e Transparente

Se no Reino Unido e como muitos dizem as ruas estão cobertas de Ouro, no Iraque estarão cobertas de Petróleo.

 

“Depois da luta do PETRÓLEO e do OURO (pela posse da Coisa)

Lutaremos pela ÁGUA (pela nossa Sobrevivência)!”

 

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Rio de Petróleo

Cidade de Qayyara no norte do Iraque após os terroristas do ISIS terem feito explodir nestes últimos dias vários poços de petróleo escurecendo o céu e cobrindo de negro as ruas da cidade

 

O que poderemos nós pensar ao observarmos iraquianos cujas ruas das suas cidades até aparecem agora cobertas de PETRÓLEO (45 euros/barril), ao vê-los a fugirem em debandada geral para um outro país onde as suas ruas estarão aparentemente cobertas de OURO (40 euros/g)?

 

É que se no caso da Guerra do Iraque e tendo sido a única justificação confirmada para a sua existência o valor de uma matéria-prima como o era o PETRÓLEO, será de arrepiar só de pensar que alguma vez as ruas das cidades do Reino Unido, na realidade possam estar cobertas de OURO.

 

Num futuro demasiado próximo podendo-se estar perante um cenário de Nova Guerra Mundial (e não regional como a guerra iraquiana envolvendo uma matéria-prima energética temporariamente prioritária não renovável, mas não fundamental como uma moeda de troca de referência e ainda-por-cima durável como é o ouro) e tendo Londres como alvo.

 

Com as Forças Armadas da Rússia (lideradas pelo Urso PUTIN) a invadirem a Europa (pela confirmação de cenários para gáudio dos estrategas da NATO) e a dirigirem-se imediatamente para o mais fiel centro de apoio dos EUA localizado no Reino Unido (e com os russos a terem o apoio na retaguarda (como fortíssimos aliados) da China e do Irão) bombardeando as cidades e liquefazendo as suas ruas cobertas de ouro.

 

E com um Mundo Negro de um lado e um Mundo Dourado do outro, o aparecimento de um outro mundo mais leve e transparente mas certamente não o sendo para toda a gente presente: asfixiados pelo negro encadeados pelo dourado nem vendo diante de nós o que para todos foi criado (e prepotentemente retirado e expropriado).

 

Pelo que a informação recentemente divulgada em Portugal aconselhando-nos a voltar de novo ao antigo e maioritário consumo de água da torneira, em função da crise global que hoje atravessamos e à escassez cada vez mais notória de certos bens essenciais, só poderá ter uma única interpretação: desviar a nossa atenção pois a Guerra há muito que já começou.

 

(imagem: theamericanenergynews.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:00
Quarta-feira, 23 DE Março DE 2016

As Dunas do Polo Norte de Marte

Escondidos entre as dunas dos desertos por vezes encontramos oásis – e com água invisível correndo misteriosamente debaixo de nós. Noutro mundo qualquer, além de (como cá) esconderem segredos, criadas condições, porque não noutros desertos replicar-se o evento – e podermos ter água, tratada e beber?

 

Esta imagem do planeta Marte foi obtida pela câmara da sonda 2001 MARS ODYSSEY no início deste ano.

 

PIA20433.jpg

Dunas polares de Marte

 

Nela podemos observar uma pequena área da região de OLYMPIA UNDAE, onde se situa uma extensa zona dunar já vem perto do polo norte marciano.

 

Como refere a NASA no seu PHOTOJOURNAL (photojournal.jpl.nasa.gov) a imagem foi obtida durante o Verão de Marte, pelo que as dunas se encontravam de momento livres do gelo marciano (e logicamente com maior capacidade de alteração e movimentação).

 

Um planeta escolhido pelos terrestres para uma futura primeira colonização, em detrimento (para muitos inexplicavelmente) do corpo celeste localizado mais perto de nós – a LUA.

 

Marte: um planeta que os privados desde há muito cobiçam, deixando por esse motivo à NASA os trabalhos de prospeção no planeta (com as suas sondas de brincar), enquanto eles (a espertalhona iniciativa privada) se vão preparando antecipadamente e com mais garantias de sucesso para enviar para lá naves tripuladas, iniciando aí o processo de colonização do nosso primeiro mundo extraterrestre.

 

Num futuro talvez mais próximo do que pensamos podendo enviar outras sondas e naves espaciais através do Sistema Solar, mas agora a partir de Marte, partindo como os navegantes à procura da Terra Prometida e de todas as suas riquezas ainda por descobrir: como por exemplo a descoberta de grandes depósitos de água um composto tendo connosco tanto em comum (e com toda a VIDA existente no nosso planeta TERRA).

 

E muitos corpos celestes já deram essa indicação: entre outros as duas luas de Júpiter GANIMEDES e EUROPA e as duas luas de Saturno ENCELADUS e TITÃ. Só que Marte é muito mais perto (0.5 UA), enquanto Júpiter (4.2 UA) e Saturno (8.5 UA) ficam mesmo muito mais longe (8X e 17X respetiva e aproximadamente). Mais perto só mesmo a Lua mas para já ninguém quer lá ir (fala-se da ESA poder vir a tomar a iniciativa talvez com a colaboração da ROSCOSMOS).

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:40
Terça-feira, 22 DE Dezembro DE 2015

Cenário Marciano

Que Mete Água!

 

Este material branco que observamos sobre a superfície agora seca e desértica do planeta Marte (GIPSITA um minério de cálcio) é apenas mais uma prova de que num passado muito distante da História deste planeta a ÁGUA estava presente – e talvez partilhando esse espaço com outras “coisas” como a VIDA.

 

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Marte – Curiosity Rover
(Sol 1198 – 20.12.2015)

 

Nesta nova imagem obtida por uma das câmaras do ROVER CURIOSITY no seu 1198.ºdia de permanência na superfície do planeta MARTE (trata-se de uma ampliação parcial de Sol 1198), é bem visível a presença de uma substância clara e brilhante entre as fraturas existentes entre as diferentes rochas que constituem este cenário alienígena (substância essa surgindo bem contrastada face às areias mais escuras também aí bem visíveis).

 

“Water was here. This strip of white gypsum is the single most significant bit of evidence about the persistent presence of liquid water over a long period.”
(John Callas/JPL/2011)

 

O que nos leva a pensar (isto se houver alguma semelhança entre o funcionamento da Terra e de Marte, ambos planetas interiores e vizinhos muito próximos) que aquilo que de tão longe presenciamos poderá ser uma prova irrefutável de que existirá vida no planeta Marte: VIDA MINERAL. Porque pelo menos a este nível existirão reações químicas entre diferentes materiais, transformando-os noutros (sem nada se criar e sem nada se perder) e oferecendo-nos o resultado (visual). Quanto a vida animal (ou vegetal) e pelas imagens que recebemos (até hoje) nada de novo a assinalar nem suspeitas da sua existência (só mesmo na cabeça de alguns). O que não impede que há alguns biliões de anos Marte fosse parecido com a Terra!

 

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Marte – Curiosity Rover
(Sol 1196 – 18.12.2015)

 

Num MUNDO onde até as dunas (mais uma “coisa” como na Terra) vão escondendo a sua História (à medida que vão avançando e tudo se vai esquecendo): só nos resta observar e procurar para perceber. Afinal de contas a Terra e Marte fazem parte da mesma família (o Sistema Solar): com algo que terão em comum e se calhar o que menos se espera!

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:23

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