mais sobre mim

subscrever feeds

Sexta-feira, 20 DE Outubro DE 2017

Faro a 16 de Outubro

[E há mais de 100 horas atrás]

 

Hoje sexta-feira (20) e prestes a entrarmos em mais um fim-de-semana, com o tempo ‒ em Albufeira ‒ a continuar a prometer chuva (às 15 horas com 24⁰C de temperatura e céu parcialmente nebulado) mas com as previsões a apontarem para os próximos 7 dias (segundo o IPMA) temperaturas entre 12⁰C/16⁰C (mínimas) e 25⁰C/27⁰C (máximas) com céu pouco nublado e provavelmente sem precipitação (0 A 2%).

 

1.jpg

O Céu sobre Faro

Prometendo chuva para esta semana

 

Neste início de semana de um mês de Outubro sem chuva de tempo ameno e seco ‒ e deslocando-me de Albufeira (de carro) em direção ao centro de Faro ‒ pude facilmente constatar o trânsito moderado na estrada (EN 125 por volta das 15 horas) e o céu um pouco encoberto (com nuvens cinzentas tapando o Sol), no meu trajeto a cumprir até chegar ao destino (de ida) e então aí aguardar: durante cerca de meia hora (ou mais) ficando a olhar para o céu (a mexer-se), a contar passarinhos (não vi nenhum), a ver se entretanto chovia (e o tempo mudava) e no meio (sem saber como) enrolando papeis (e metendo-os numa garrafa): então o telemóvel tocou, estabeleci logo ligação e aí uma voz disse (vinda do outro lado) “OK já podes arrancar”. Dei a volta ao Hospital (de Faro), recolhi o utente (feminino) e arranquei para o exterior: por volta das 16:00 já circulava na estrada a caminho do Patacão. O céu lá continuava cinzento, não deixando ver o Sol (por vezes ele espreitava), em terra com estufas à direita (não se percebendo de quê) e à esquerda aves metálicas (em redor do aeroporto para lá de Montenegro).

 

2.jpg

A Cidade de Faro

Prometendo um refúgio limitado

 

Durante a meia hora de permanência em Faro no interior do automóvel e aguardando pela chamada, observando os prenúncios da chegada (em breve) da chuva, a cor cada vez mais cinzenta do dia (devido à cobertura crescente de nuvens) e a tristeza de um sistema cada vez mais despido de vegetação (urbano e entendido basicamente como um dormitório) ‒ anteriormente solo agrícola e fértil agora asfixiado sob toneladas de asfalto e de betão, o fruto dourado/proibido ‒ e com cogumelos artificiais erguendo-se por todo o lado e sempre em direção ao Céu: à volta deles vivendo as pessoas (com mais sorte e ligadas aos Serviços) sem liberdade mas talvez protegidas (rezando aos céus mas protegidas dos fogos/pelo menos exteriores) e mesmo que estáticas ou pelo contrário dinâmicas, cumprindo todos os dias o pré-estabelecido. Basicamente com toda a população da Região Algarvia ‒ menos de 500.000 residentes (e servindo de isco ou de chamariz para todos aqueles que foram empurrados para a Hotelaria/Restauração transformando este país num enorme RESORT ‒  como se não existisse futuro noutras áreas como as das ciências e das tecnologia seja no sector intelectual como manual ‒ e assim condicionando as opções dos mais jovens) ‒ a ter como única perspetiva Futura (de vida e de profissão para si e seus descendentes) ser um TURISTA ou então (à falta de outra opção) trabalhar apenas para eles. Nada que nos espante já que uma das permissas para a entrada de Portugal na CEE (no ano de 1986) ‒ pelo qual o PS lutou (Mário Soares), o CDS esteve contra e o PSD disse sim logo seguido de “Venha a Nós o Dinheirinho” (com o Homem do Leme a ser Cavaco Silva) ‒ seria o de se transformar numa grande Pousada (turística e também para idosos/reformados), carregadinha de árvores (para a produção da pasta de papel) e tendo ainda a opção da criação de cabeças de gado (e de outros animais como os de aviário ou de viveiro) ‒ tudo sendo dirigido para na concretização efetiva do nosso Grande Desígnio (Português e Europeu), trabalharmos para um TRUMP mas aqui sendo Europeu. E no caso do Algarve sendo mais preocupante (uma possível mudança de Desígnio), face ao perigo vindo do Mar e das suas Plataformas (de petróleo e de gás natural).

 

IMG ALB.jpg

Albufeira

No centro da Região do Algarve

 

De regresso à cidade de Albufeira e aí chegado pelas 17 horas, o resto do dia decorreu normalmente (de acordo com um quotidiano repetitivo e sem grandes percalços), com a execução das tarefas habituais (e mais comuns) para esse período (final) do dia ‒ e seguindo-se a noite e o seu precioso (e delicado) silêncio: onde isolados do ruído do dia e sendo capazes de nos abstrair de todas as interferências subliminares oriundas do exterior (como as saídas, por vezes ininterruptamente, da nossa TV) ‒ um ruído de menor frequência no entanto mais intrusivo e ensurdecedor dada a sua intensidade/característica manipuladora ‒ nos possamos libertar de todos os limites (entrando sem pressões indevidas, no nosso Imaginário), tentando descobrir quais as nossas verdadeiras fronteiras tanto físicas como mentais. Nesta sexta-feira (já dia 20 sexta-feira e com a noite a caminho) por aqui como por perto, com uma reunião do Governo português (extraordinária) a estar marcada para sábado e tendo como pano de fundo um cortejo (trágico) de mais de 100 mortos ‒ com uns estando contra, outos a favor, outros nem se pronunciando e no entanto sendo todos culpados (incluindo nós e tendo no topo a hipocrisia todos os nossos políticos, tendo já tido responsabilidades governamentais e no entanto nada tendo feito) ‒ esperando-se que daí saia uma resposta IMEDIATA e um pagamento de Indeminizações como a concretizada em Espanha devido aos incêndios na Galiza (também com vítimas mortais e grandes danos materiais), comparando estas vítimas às vítimas do terrorismo; e na Península Ibérica com o agravamento da crise entre o Governo de Espanha e a Região Autónoma da Catalunha ‒ arriscando-se esta à perda do seu Estatuto (pelo menos temporariamente), a algumas prisões inevitáveis (de independentistas incluindo membros do Governo Regional) e a convocação de novas eleições ‒ prevendo-se a ocorrência de mais incidentes entre as várias fações em luta, tanto na Catalunha como em todo o resto de Espanha (e em todas as suas regiões autónomas conforme a sua posição e interesse). Certamente mau para Espanha e no caso de Barcelona podendo beneficiar (turisticamente) indiretamente o Algarve (e a sua taxa de ocupação) ‒ já que “O Mal para Uns pode ser o Bem para Outros”.

 

(imagens: PA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:52
Terça-feira, 23 DE Maio DE 2017

Em breve o Verão

Segundo o IPMA de amanhã (24) até Domingo com as temperaturas do ar a manterem-se pelos valores atuais (16⁰C/21⁰C de mínima e 26⁰C/31⁰C de máxima) e com os valores na água do mar a andar pelos 21⁰C.

 

Agora que o bom tempo parece ter regressado de vez com a subida generalizada das temperaturas (mínimas e máximas) estão criadas todas as condições para o verdadeiro arranque da época balnear na Região do Algarve:

 

Sem chuva, com temperaturas bastante agradáveis, com o areal e o mar calmos e com bom aspeto, com boa comida à espera e sobretudo com relativamente poucas pessoas e alguma tranquilidade de espirito.

 

snapshot xxx.jpg

 

Pelo que se os responsáveis pela divulgação do turismo na região (públicos como privados) tiverem cumprido (mesmo que no mínimo) a sua obrigação de representantes, divulgadores e promotores deste sector prioritário e fundamental desta região do sul de Portugal (desprezadas como foram pelos mesmos a Agricultura e as Pescas e dando unicamente relevo à Industria Hoteleira e à Restauração),

 

Este Verão será um sucesso: com muita gente e calor.

 

Com a bolsa dos Europeus e até dos portugueses temporariamente aliviadas nestes últimos tempos (para nós desde que o Governo PS tomou posse),

 

Com todos os conflitos espalhados um pouco por todo o mundo (desde a Turquia ao Egito, passando pelo norte de África e terminando na crise sul-americana ‒ só para falar em destinos turísticos),

 

E até com alguns países europeus completamente absorvidos nas suas batalhas não só externas como internas contra o terrorismo (como a Inglaterra e a França por estarem mais envolvidas nas operações militares a sofrerem vários atentados),

 

Criando-se a oportunidade face ao problema dos outros de encher todo o sul da Península de Espanha até Portugal.

 

Destacando desde já 2 fatores que não devem ser desprezados mesmo nesta época do ano (início em breve do Verão), por um lado com os índices de raios ultravioleta a revelarem-se bastante elevados por estes dias (UV9 numa escala de 11) e por outro com a manutenção da presença de taxas também elevadas de CO2 na atmosfera como justifica o alerta de hoje (23) para a Ilha Terceira (401ppm/crítico).

 

E assim a menos de um mês do início da estação do Verão (21 de Junho) e com o tempo já com estas tão agradáveis condições ambientais,

 

Com toda a máquina aqui implantada e alicerçada a estar já plenamente preparada para a única coisa que ela sabe verdadeiramente fazer (que será infelizmente o Futuro reservado para todos os Algarvios e demais residentes) ‒ e para a qual temos vindo a ser todos forçados, condicionados e especializados:

 

Enchendo hotéis, servindo refeições, executando limpezas, preparando instalações, servindo bebidas, fazendo de guia, aconselhando negócios, promovendo intercâmbios, trocando moeda, disponibilizando cuidados, possibilitando passeios e outros apoios,

 

Em suma satisfazendo o cliente à custa de diversa mão-de-obra toda afeta aos mesmos Serviços (de Restauração e Hoteleiro) mas com diferentes escalões (retribuições) apesar das mesmas ambições (limitadas em exclusivo à contrapartida monetária).

 

Num percurso monocórdico e sem futuro visível, de mera retribuição de apatia e subordinação ‒ recriando-se o papel de criada (para a generalidade) e para os mais ofendidos o cargo de governanta.

 

(imagem: Sport Mídia II/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:38
Sexta-feira, 19 DE Maio DE 2017

Tempo Albufeira 19/28

Com um jacto de material gasoso (vento solar) oriundo do interior de um buraco na coroa solar (a 150 milhões de Km de distância) a chegar hoje ao planeta Terra (sexta-feira, 19) ‒ podendo atingir uma V=700Km/s e de momento nos 470Km/s) ‒ prevêem-se novas tempestades geomagnéticas especialmente a latitudes elevadas (originando tempestades da classe G2/Moderada e o aparecimento de auroras).

 

201705191200_msg3_msg_ir_piber.jpeg

Imagem de satélite ‒ Infravermelho

(EUMETSAT/IPMA)

 

Com a esperada subida das temperaturas mínimas, iniciasse amanhã uma nova semana de tempo quente e sem registos de precipitação: com as mínimas a andarem entre os 16⁰C/19⁰C e as máximas entre os 26⁰C/31⁰C (hoje pelas 14:00 com a temperatura nos 23⁰C). E com a temperatura da água do mar a andar em torno dos 17⁰C/18.5⁰C.

 

iuv_prev12.jpg

Índice Ultravioleta - 19/12/2017

(Mapa estático)

 

Hoje e amanhã com os índices de raios ultravioleta na região do Algarve andando pelos UV9 (muito elevado numa escala de 1/Baixo a 11/Extremo) mas segundo as previsões a baixar para UV4 já no próximo domingo (o dia deste fim-de-semana para levar crianças para a praia ‒ com óculos de sol e protetor solar).

 

Sismologicamente nada se tendo verificado de relevante nestes últimos dias na Região do Algarve e com o sismo de maior intensidade a ser registado no passado dia 16 de Maio (terça-feira) a NW Loulé (profundidade: 14Km) e com intensidade M1.0 ‒ como tal sendo impercetível. Com uma forte probabilidade de este Verão e na continuação a nível global do aumento generalizado das temperaturas (mês após mês, ano após ano) um Verão bem quente.

 

(imagens e alguns dados: ipma.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:17
Sexta-feira, 03 DE Fevereiro DE 2017

Portugal Tremeu – Anteontem e no dia Anterior (e também Ontem – mas menos)

Ainda bem: significa que a Terra está Viva!

(só esperamos que não abane muito)

 

GorringeAmpereLabels.jpg

Montanhas Gorringe (àdireita) e Ampere (à esquerda)

 

Reportando-nos aos últimos 7 dias (27 de Janeiro a 2 de Fevereiro) pode-se dizer que dentro da normalidade, Portugal Continental (e respetivas áreas marítimo-territoriais) tem estado de algum modo ativo a nível sismológico – tal como seria de prever num território como este (situado tão perto de uma falha tectónica), já com alguma tradição (veja-se o terramoto de 1755) e todos os dias abalado por sismos impercetíveis (a esmagadora maioria). Dos 24 registos de atividade sísmica em Portugal Continental, com 6 localizados na área terrestre/marítima associada à região do Algarve (Albufeira, Faro e Cabo de S. Vicente) e outros 4 nas suas proximidades (com epicentro referido a Almodôvar, Banco do Gorringe, Sines e Mar de Marrocos).

 

Data

Local

Profundidade

(Km)

Magnitude

01.02

SE

Faro

20

1.6

01.02

Mar de

Marrocos

31

2.6

01.02

SE

Faro

31

3.7

31.01

SE

Cabo S. Vicente

31

1.6

31.01

SE

Almodôvar

11

0.5

30.01

SE

Albufeira

13

1.8

28.01

W

Cabo S. Vicente

-

1.3

28.01

Gorringe

 

31

2.4

28.01

NW

Sines

12

2.6

27.01

SE

Cabo S. Vicente

-

1.4

(fonte: IPMA)

 

Como se pode constatar com um sismo de epicentro a SE Faro a atingir a M3.7 (neste caso de intensidade fraca/moderada e provocando nalguns locais da cidade apenas uma ligeira trepidação) – e com outro de menor intensidade mais de cinco horas depois – sendo um dos mais intensos registados nos últimos tempos no Algarve (pelo menos este ano). Anteontem e ontem (1 e 2 de Fevereiro) sendo já acompanhado em Portugal Continental por outros dois sismos (numa sequência algo semelhante de dois sismos, sendo o primeiro o mais forte), mas agora registados fora da região, numa sequência de M3.7 e M2.6 e com epicentro a NW Porto de Mós – com uma particularidade importante da sua profundidade ser menor (8/7 Km contra os 31/20Km de Faro).

 

(imagem: oceana.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:40
Quinta-feira, 19 DE Janeiro DE 2017

Inverno: Frio, Neve e Avalanches – E ainda Sismos e Vítimas

Como se já não bastasse a quantidade de sismos que têm atingido a Itália nos últimos tempos (provocando elevadíssimos estragos materiais e dezenas de vítimas mortais) eis que ontem e na sequência de mais quatro sismos aí registados de M> 5 (Itália Central) uma avalanche acabava por provocar mais destruição podendo ter causado cerca de três dezenas de vítimas.

 

800.jpeg

Itália – Farindola – Hotel

Avalanche de 18 de Janeiro de 2017

(provocando trinta desaparecidos)

 

Enquanto no centro de Itália se contam as vítimas provocadas pela avalanche ocorrida ontem na estância de esqui de Farindola (previsivelmente umas trinta, o número de pessoas que ficaram presas aquando da avalanche e da queda do telhado do hotel) – localizada nos montes Apeninos província de Pescara e num evento tendo como origem os quatro sismos de M> 5 registados ontem nessa região – em Portugal Continental e tal como em toda a Europa a vaga de frio continua a fazer-se sentir fortemente, com descidas significativas das temperaturas (máximas e mínimas) e aumento de geadas e de queda de neve (em sítios pouco habituais como o Algarve): em alguns destes casos com piores condições climatéricas do que as normalmente registadas durante este período do ano (Inverno).

 

No caso do acidente ocorrido num hotel de uma estância de esqui italiana, com as pessoas que já aí se encontravam preparadas para a evacuação (pois já se previa uma forte possibilidade da ocorrência de uma avalanche, como consequência dos quatro sismos registados nesse dia) a serem apanhadas de surpresa e a não terem sequer tempo para fugir e se poderem salvar: num instante presas no interior do hotel pela avalanche em curso e no seguinte sendo soterradas não só pelas toneladas de neve acumuladas, como (devido ao peso excessivo suportado) pelo colapso do telhado do mesmo (hotel). Um acontecimento trágico ocorrido certamente como consequência dos 4 fortes sismos (e das dezenas de réplicas que os acompanharam) ocorridos no mesmo dia num intervalo de aproximadamente quatro horas (entre as 09:25 e as 13:33 UTC) e que apanhou algumas pessoas desprevenidas durante o período de evacuação ainda a decorrer, muitas horas depois dos primeiros sinais claros e extremamente preocupantes de alerta terem sido dados (o primeiro sismo ocorreu logo no início da manhã e a avalanche ocorreu horas depois já no período noturno). Levantando desde logo a questão: terão sido os procedimentos de segurança adotados os mais corretos?

 

loule-blog-louletania.jpg

Portugal – Loulé – Mercado

Nevão de 2/3 de Fevereiro de 1954

(atingindo toda a região do Algarve)

 

Em Portugal Continental também se registando neste período um abaixamento acentuado das temperaturas, noticiando-se entre outros acontecimentos de maior relevo (apesar de aceitáveis para a época) o congelamento parcial das águas superficiais de um rio e a queda de neve no Sul de Portugal: na região de Bragança e com as temperaturas mínimas a andarem pelos 6/7⁰C negativos, com o rio que atravessa a localidade de Gilmonde a congelar; no sul de Portugal para o lado do Sotavento Algarvio com alguns flóculos de neve a caírem sobre algumas das localidades da região durante o início da manhã (desde a Serra do Caldeirão até Vila Real de Santo António), brindando alguns dos seus residentes com um espetáculo raríssimo de ocorrer neste sul do território junto ao mar Mediterrâneo. Mesmo não havendo notícias de queda de neve tanto na Serra da Estrela (onde se situa o ponto mais alto de Portugal) como na Serra de Monchique (onde se situa o ponto mais alto da Região do Algarve).

 

De momento e no que diz respeito a Portugal Continental com o aviso meteorológico de alerta Amarelo a ter sido já retirado (passando para Laranja) e desse modo com o IPMA a confirmar uma ligeira melhoria das condições atmosféricas e climatéricas um pouco por todo o país (passagem de uma situação de risco elevado para moderado a elevado). A Sul e no que diz respeito a Albufeira com a temperatura às 17:30 locais a registar 10⁰C (máxima = 10⁰C e mínima = 1⁰C), prevendo-se para os dias seguintes uma ligeira subida das temperaturas (3 a 4 graus), céu limpo e sem precipitação. Já no caso do interior com as condições climatéricas a serem um pouco mais severas (tomemos como exemplo Beja a sul, Castelo Branco ao centro e Bragança a norte): no dia de hoje (quinta-feira, 19) com Beja a ter temperaturas (atual/máxima/mínima em ⁰C) de 10/12/0, com Castelo Branco a ter temperaturas de 7/9/-2 e com Bragança a ter temperaturas de 3/5/-2 – como se vê com as temperaturas a descerem à medida que se vai subindo (em direção ao norte).

 

(imagens: apnews.com e louletania.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:00
Sexta-feira, 17 DE Junho DE 2016

A Razão da Sardinha

Por vezes chegava-se a comer sardinhas ainda antes do início da época e quase até ao fim de Dezembro: com a pele a sair, com a gordura no pão e com sensações de espantar, debaixo de um vinho fresquinho e com vapores de encantar.

 

sardinhas.jpg

Sardinha Boa

 

Já lá vão bem distantes os dias em que começando a vir o calor, o bom tempo e a praia, a pequena e saborosa sardinha nos ia acompanhando nas melhores degustações gastronómicas da região Algarvia: com esse ícone agora perdido e pertencente aos supremos sabores do Algarve, a ter o seu apogeu nos finais do século passado na sua Catedral ribeirinha da cidade de Portimão. Num museu histórico e ao vivo da indústria e da pesca Algarvia, onde ainda podíamos conviver com os últimos ascendentes e descendentes deste agora decadente sector da economia – neste caso as Pescas (como o poderia ser – e também por incúria e abandono estratégico – o outro sector de destaque nesta mesma região algarvia, a Agricultura).

 

Agora a sardinha anda mal sem gordura e sem sabor, desaparecida do mar já mais frio e com pouco para comer. Enxuta e estendida ao comprido como um esticador, carregadinha de sal e sem um único sabor.

 

NorthAtlantic60-0Wand30-65N.GIF

Razão da Sardinha

(a zona do Atlântico Norte em causa)

 

Com a sardinha algarvia – com os seus rituais de chegada e de partida – a desaparecer das suas águas (menor quantidade de capturas e de qualidade do peixe) e a ser substituída pelos seus familiares e vizinhos: não tão boa e pequenina como a sardinha algarvia mas maior e resistente como a sardinha do norte (de Peniche ou Matosinhos ou até mesmo falando espanhol). E com todo este grande drama biológico (com a sardinha em possível processo de extinção) e gastronómico (acarretando mais um grande golpe no nosso leque de sabores/prazeres um dos pretextos básicos para viver) a ser explicado com as variações de temperaturas registadas no oceano Atlântico nos últimos anos, as quais têm vindo a diminuir e a afetar todo o clima no Hemisfério Norte – num ciclo que segundo os cientistas se repete todos os 60/80 anos, afetando a temperatura à superfície do oceano que também banha Portugal.

 

“North Atlantic cooling suggests climate is about to change over much of the northern hemisphere.” (thewatchers.adorraeli.com)

 

sardinha17-esqueleto.jpg

Sardinha Má

 

"Since this new climatic phase could be half a degree cooler, it may well offer a brief reprise from the rise of global temperatures, as well as result in fewer hurricanes hitting the United States. The study proves that ocean circulation is the link between weather and decadal scale climatic change. It is based on observational evidence of the link between ocean circulation and the decadal variability of sea surface temperatures in the Atlantic Ocean." (University of Southampton and National Oceanography Centre/thewatchers.adorraeli.com)

 

Pelo que o futuro que nos espera na gastronomia algarvia, será o Museu da Sardinha na cidade de Portimão – com a fuga do atum e da saborosa conquilha, lançando-nos a correr para peixes menores (sendo estes do mar ou então de viveiro). Sugestão sarrajão grelhado e marisco caracol (com vinho branco ou cerveja e um medronho a acompanhar).

 

(imagens: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:38
Quarta-feira, 21 DE Outubro DE 2015

Sismo no Algarve

“O gato espetou as orelhas e a cama tremeu”

 

Sentiu-se hoje (dia 21) em Albufeira pouco antes das dez horas da manhã (por volta das 09:49) um pequeno sismo nem por todos percecionado (mais em pisos elevados e no abanar de objetos). Poucas horas antes (cerca de seis horas) o concelho de Albufeira fora o epicentro de outro (magnitude 1,6).

 

intensity.jpg

 

Os últimos oito sismos registados na zona Lagos/Monchique/Silves/Albufeira:

 

Data Epicentro Profundidade (km) Magnitude
16.10 SE Monchique 13 0,3
17.10 NW Silves 20 1,9
19.10 N Monchique 15 0,6
21.10 E Monchique 1 1,5
21.10 SW Albufeira 14 1,6
21.10 N Monchique 15 0,8
21.10 SE Lagos 1 1,5
21.10 NW Silves 20 3,3

 (Algarve – Barlavento – fonte IPMA)

 

O sismo teve o seu epicentro no concelho de Silves atingindo uma magnitude de 3,3 num conjunto de cinco pequenos sismos registados nesse mesmo dia no Barlavento algarvio. O sismo anterior mais intenso (nesse caso magnitude 1,9) também se localizara a NW Silves quatro dias antes (dia 17).

 

(imagem: ipma.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:55
Sábado, 25 DE Julho DE 2015

Algarve – O Paraíso dos Reformados

Best Places To Retire Overseas:
Number one on the list for the second year running was Algarve, Portugal.
(huffingtonpost.com)

 

O Algarve foi escolhido neste ano de 2015 pela LIVE AND INVEST OVERSEAS como o melhor destino estrangeiro para todos aqueles que tendo atingido a sua idade de reforma, ainda pretendam ter um resto de vida descansado usufruindo de tudo aquilo de bom e de bonito que a vida ainda lhes possa proporcionar. Não sendo por acaso que os parâmetros que mais favoreceram o Algarve na sua selecção e escolha final fossem entre outros: casas e custo de vida baratos, bom tempo e boa comida, boa qualidade nos tratamentos de saúde e ainda a existência de várias comunidades estrangeiras já aí instaladas e claro está a localização de Portugal no continente europeu (e na EU).

 

55b245cc150000ef00174287.jpeg

 

“I won’t hold you in suspense any longer. This year, for the second year running, Algarve, Portugal, takes top honors, thanks to its low cost of living, low cost of real estate, great weather, established expat community, new retiree residency program, and endless options for how to meaningfully fill your days and evenings. In addition, you can get by speaking only English, and I’d say that this coast is one of the safest places on earth right now.” (Kathleen Peddicord – liveandinvestoverseas.com)

 

Só é pena que muito daquilo que o Algarve nos poderia ainda hoje oferecer, se tenha perdido na espuma dos dias criada por aqueles que para além da sua cultura e memória só vêm dinheiro e promoção social: terra planando de uma forma irreversível o passado de um povo (pela destruição total do seu quotidiano fundador), estivesse ele localizado no litoral (pesca artesanal) ou até no interior (agricultura tradicional). No entanto continuando a ser uma alternativa viável na área do turismo, especialmente dirigido para a faixa etária da terceira idade: tal e qual o retrato futuro elaborado pelos técnicos da CEE aquando da entrada de Portugal no espaço económico das União Europeia (turismo, criação de gado, produção florestal) e no caso do Algarve com as suas estruturas a serem pensadas numa lógica de resposta ao crescimento do turismo de massas (sazonal) e a um turismo mais exigente e acompanhado dirigido aos mais velhos (para estadias de médio e longo prazo).

 

2015-03-31-1427831827-2168104-AlgarveCoastBig.jpg

 

“I'm speaking of Portugal's Algarve, a unique bit of European geography at the southwestern corner of the continent. Situated at the longitude of Great Britain, more or less, and the latitude of Delaware, this region is protected from winter by the movement of the ocean in the Gulf Stream, which carries warm water to the Algarve's coast. It also benefits from prevailing winds that keep it from being unbearably hot or humid, even at the height of summer, and boasts more sunny days than anywhere else in Europe (more than 300 annually).” (Kathleen Peddicord – huffingtonpost.com)

 

(imagens – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:28
Quarta-feira, 25 DE Março DE 2015

A Salamandra de Octávio Mateus

“A new species of Metoposaurus from the Late Triassic of Portugal and comments on the systematics and biogeography of metoposaurid temnospondyls.”
(Journal of Vertebrate Paleontology)

 

img_472x263$2015_03_23_20_18_58_114152.jpg

Salamandra gigante de Salir
(há 200 milhões de anos um dos mais ferozes predadores)

 

Metoposaurids are a group of temnospondyl amphibians that filled crocodile-like predatory niches in fluvial and lacustrine environments during the Late Triassic. Metoposaurids are common in the Upper Triassic sediments of North Africa, Europe, India, and North America, but many questions about their systematics and phylogeny remain unresolved. We here erect Metoposaurus algarvensis, sp. nov., the first Metoposaurus species from the Iberian Peninsula, based on several new specimens from a Late Triassic bonebed in Algarve, southern Portugal. We describe the cranial and pectoral anatomy of M. algarvensis and compare it with other metoposaurids (particularly other specimens of Metoposaurus from Germany and Poland). We provide a revised diagnosis and species-level taxonomy for the genus Metoposaurus, which is currently represented with certainty by three European species (M. diagnosticus, M. krasiejowensis, M. algarvensis). We also identify cranial characters that differentiate these three species, and may have phylogenetic significance. These include features of the braincase and mandible, which indicate that metoposaurid skulls are more variable than previously thought. The new Portuguese bonebed provides further evidence that metoposaurids congregated in fluvial and lacustrine settings across their geographic range and often succumbed to mass death events. We provide an updated paleogeographic map depicting all known metoposaurid occurrences, which shows that these temnospondyls were globally distributed in low latitudes during the Late Triassic and had a similar, but not identical, paleogeographic range as phytosaurs.

 

(texto: tandfonline.com/doi/abs/10.1080/02724634.2014.912988#.VRK8ro5tPh7)

 

“Foi descoberta em Portugal o fóssil de uma salamandra que viveu na época dos dinossauros e que era um dos maiores predadores da Terra há cerca de 200 milhões de anos. As escavações decorreram na zona de Loulé, no Algarve.”
(FCT – Universidade Nova de Lisboa)

 

img_472x263$2015_03_23_20_21_01_114157.jpg

Octávio Mateus
(um dos investigadores envolvidos na descoberta da grande Salamandra de Salir)

 

A equipa de paleontólogos identificou esta espécie de anfíbio desconhecida até agora, dando-lhe um nome que serve de homenagem à região onde se encontrava: Metoposaurus algarvensis (ver imagem das escavações).

 

"Esta descoberta é o exemplo de um achado de uma época da qual conhecemos muito pouco em Portugal, o Triásico, há cerca de 200 milhões de anos, altura em que viveram alguns dos primeiros dinossauros", explica Octávio Mateus, um dos paleontólogos envolvidos na descoberta. O trabalho envolveu investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, do Museu da Lourinhã, das Universidades de Edimburgo e Birmingham, no Reino Unido e ainda do Museu de História Natural de Paris.

 

Estes anfíbios primitivos são parentes distantes das verdadeiras salamandras actuais. Os metopossauros faziam parte do grupo ancestral do qual os anfíbios modernos - tais como sapos e salamandras - evoluíram. "A riqueza do local era impressionante. A jazida tinha uma densidade de vários crânios por metro quadrado", diz Octávio Mateus. Esta espécie agora investigada chegava a atingir 2 metros de comprimento, vivia em lagos e rios, de forma semelhante aos crocodilos actuais. O habitat seria semelhante à ilustração seguinte.

 

A descoberta revela que a distribuição geográfica deste grupo de animais era maior do que se pensava. Restos fósseis deste tipo de animais foram encontrados em África, Europa e América do Norte mas as diferenças na estrutura do crânio e mandíbula dos fósseis encontrados em Portugal revelaram que estes pertenciam a uma nova espécie.

 

Apenas uma fracção do local - cerca de 4 metros quadrados - foi escavado até agora, e a equipa irá prosseguir o trabalho para descobrir novos fósseis. O estudo foi publicado no Journal of Vertebrate Paleontology. Steve Brusatte, cientista da Universidade de Edimburgo, e um dos autores do estudo, sublinha: "Este novo anfíbio parece saído de um filme de monstros. Era tão comprido como um pequeno carro e tinha centenas de dentes afiados e uma grande cabeça chata, que se parece com uma tampa de sanita. Este era o tipo de predador feroz que os primeiros dinossauros tinham que enfrentar, muito antes dos dias de glória doTiranossaurus Rex e do Brachiosaurus."

 

(texto: fct.unl.pt/noticias/2015/03/foi-descoberta-em-portugal-o-fossil-de-uma-salamandra-que-viveu-na-epoca-dos-dinossauros)

 

[O artigo publicado pela Universidade de Edimburgo “Amphibian was top predator, fossils show” pode ser consultado em: www.ed.ac.uk/news/2015/supersalamander-240315]

 

(imagens – fct.unl.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:13
Sexta-feira, 28 DE Fevereiro DE 2014

Terramoto de 1969

“Os portugueses devem-se recordar dos anos vividos no Estado Novo, para assim poderem perceber a estratégia verdadeiramente ignóbil e sem valores deste Governo – não nos deixando levar pela apatia e indiferença não natural e respeitando a memória e defendendo a cultura nossa e dos nossos pais: segundo eles cada um de nós deve-se safar como puder, já que o Estado só existe para os proteger e não para defender os seus cidadãos”.

 

 

No dia 28 de Fevereiro de 1969 – há precisamente 45 anos – Portugal foi atingido por um sismo de magnitude 7.3 na escala de Richter, provocando uma onda de pânico um pouco por todo o país e causando algumas vítimas e a destruição de algumas habitações: o sismo teve o seu epicentro no oceano Atlântico a sudoeste do cabo de São Vicente (onde a amplitude atingiu a amplitude de 8.0) e por ter sido no mar e a várias centenas de quilómetros do continente, não atingiu proporções mais dramáticas. O último grande sismo registado no nosso país e que teve graves consequências a nível do número de vítimas e da destruição de habitações – e outros edifícios e estruturas básicas – tinha sido registado há 214 anos atrás (1755), sendo neste caso acompanhado por um tsunami que ainda agravou mais o dramatismo da situação.

 

 

O sismo teve o seu epicentro no Banco de Gorringe afectando toda a Península Ibérica e o norte de África: além de ainda me lembrar muito bem desse acontecimento – residia em Espinho e o início registou-se de madrugada (03h 41mn), acordando-nos com um barulho estranho, imenso e crescente que tudo fazia abanar – recordo-me também da minha primeira viagem a Marrocos realizada pouco tempo depois, com a minha mãe firmemente agarrada ao banco ao lado do condutor, enquanto atravessávamos uma estrada de montanha no norte do país entre Ceuta e Tanger, completamente encoberta pelo nevoeiro e com algumas partes laterais (da berma) em falta, já que tinham aluído com o tremor de terra.

 

 

No caso de Portugal o sismo teve uma duração de quase um minuto, sendo seguido por várias réplicas (uma delas de magnitude 5.4 na escala de Ritcher): a zona mais atingida foi a do Algarve, seguido da zona de Lisboa e finalmente de toda a zona abrangendo todo a costa litoral de Portugal (onde ficava Espinho mais a norte) e o Alentejo. No caso do Algarve as consequências foram mais gravosas, como o foi o caso de Fonte de Louzeiros, uma pequena aldeia situada no actual concelho de Silves e fazendo parte de Alcantarilha: as casas da aldeia caíram todas, não se registando no entanto e milagrosamente nenhuma vítima nas mais de trinta pessoas aí residentes. Como curiosidade e homenagem a um homem bom – a partir da reportagem da SIC – convém recordar aquele fotógrafo que aí enviado de Lisboa ainda sentiu o drama daquela população abandonada, correndo até Albufeira para expor o sofrimento desta gente humilde e trabalhadora agora destroçada e da colaboração e ajuda prestada pela Câmara Municipal de Albufeira e do seu Presidente.

E o outro socorro (do Estado Central) chegou lá?

“Não, não houve nenhum socorro nesse tempo”!

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:46

pesquisar

 

Outubro 2017

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
19
22
24
25
26
27
28
29
30
31

comentários recentes

blogs SAPO


Universidade de Aveiro