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Sábado, 12 DE Agosto DE 2017

Dinamismo de Neptuno

Neptuno o Rei do Mar ‒ filho de Saturno e irmão de Júpiter e de Plutão

(este último a ovelha negra da família e tratado como um anão)

 

Com mais um planeta (dos oito ainda certificados como tal) fazendo parte do Sistema Solar (tendo o Sol como referência central) a reclamar o seu grande dinamismo na prossecução do seu trajeto evolutivo, cientistas da Universidade de Berkeley localizada no estado norte-americano da Califórnia (pertencentes ao Mundo Orgânico) tornam-se agora protagonistas dessa ânsia planetária (e do Mundo Mineral) de reconhecimento universal da posse de Atmosfera (talvez com parâmetros consentâneos para a construção de um ecossistema capaz de albergar vida). Oito planetas fazendo parte de um conjunto virtualmente fechado em que os corpos mais perto do centro (também virtual o Sol) são mais pequenos, mais quentes e mais expostos (planetas interiores), enquanto os outros situando-se para lá da Cintura de Asteroides (planetas exteriores) e projetando-se mesmo a grandes distâncias, se revelam como maiores, mais frios e talvez menos expostos. Sugerindo-nos que num Futuro deste Sistema (o Sol irá a meio do seu percurso de vida) por lá poderá residir a nossa nova esperança (de sobrevivência) e o próximo local de partida para o nosso novo e inexorável destino. Como a Península o foi (Ibérica) na Conquista dos Oceanos.

 

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Numa observação registada este ano entre 26 de Junho e 2 de Julho

 

Apresentando-nos imagens pouco comuns do gigante e distante (diâmetro Neptuno = 4 X diâmetro Terra e distância Neptuno ao Sol = 30 X distância Terra ao Sol) planeta Neptuno (o 8º e último integrando o Sistema Solar) durante o seu crepúsculo (período de luminosidade ao amanhecer e ao anoitecer) ‒ com extensas áreas extremamente luminosas, resultantes de grandes tempestades e aparecendo no interior da sua atmosfera ‒ mas aqui surgindo em regiões deste Gigante Gelado (sendo aí pouco habituais tais fenómenos) mais típicas de latitudes intermédias do que mais perto do seu equador (como as aqui registadas). E com uma tempestade de tal dimensão (9.000Km de extensão) que por pouco lá caberia a Terra: num planeta considerado o mais ventoso de todos (os oito) e com a velocidade dos ventos a poder atingir a velocidade de mais de 1.600Km/h no equador (na Terra na ordem dos 259Km/h) ‒ e com as estações responsáveis pela evolução das tempestades (em Neptuno) a durarem 40 anos, em vez dos 3 meses como na Terra (Neptuno completa uma órbita em volta do Sol em cerca de 160 anos).

 

(dados e imagem: sciencedaily.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:11
Quinta-feira, 29 DE Junho DE 2017

Marte tal como Vénus

[Resumindo-se o seu problema a uma simples questão de atmosfera, 2 planetas localizados na Zona Habitável do Sol e no entanto, sem vestígios visíveis de Vida.]

 

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Uma imagem de Marte referente ao ano de 1997

(PIA 01246/telescópio Hubble)

Com Marte a 100 milhões de Km da Terra e perto do seu afélio

(mais afastado do Sol logo com temperaturas mais baixas)

E criando condições atmosféricas para num processo semelhante ao nosso dar origem ao aparecimento de nuvens

 

Um planeta aparentemente morto (nalguns zonas parecendo mesmo calcinado), denotando a presença de uma ténue e frágil atmosfera (como talvez seja o caso do fenómeno-fantasma registado em A) e no entanto mostrando-nos que no seu passado remoto o mesmo esteve extremamente ativo a nível geológico (como o demostram as características dos fenómenos de erosão registados em B) podendo ter mesmo apresentadoo água circulando à sua superfície (como parece sugerir C).

 

Três imagens (A, B e C) oriundas do planeta MARTE (localizado a 228 milhões de Km do Sol) sendo 2 da responsabilidade da missão 2001 MARS ODYSSEY utilizando o seu instrumento ótico THEMIS (A e C) e 1 outra da responsabilidade da missão MARS RECONNAISSENCE ORBITER e do seu instrumento ótico HiRISE (B).

 

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Imagem A

 

Com a 1ª imagem (A) a ser captada em Marte com as coordenadas -85.1⁰ de latitude e +47.4 de longitude (no dia 17 de Janeiro de 2015) e pelo estranho cenário apresentado suscitando aos responsáveis da NASA o seguinte comentário: “Do you see what I see? Don't be afraid, but it looks like a ghost!

 

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Imagens A, B e C

(retiradas de PIA 21692, PIA 21763 e PIA 21693)

 

Já no caso da 3ª imagem (C) obtida pela mesma sonda (a 25 de Outubro de 2015) mas a partir de outras coordenadas (latitude +32.0⁰ e longitude +152.2⁰) com os mesmos responsáveis ainda na sua senda divertida a saírem-se com outra semelhante: “Do you see what I see? Is that a snake slithering down the image?

 

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Imagem C

 

Chegando-se finalmente à 2ª imagem (B) obtida pelas câmaras da sonda orbital MRO focando a margem norte de uma grande cratera (d = 30Km) localizada a ocidente da conhecida região vulcânica de THARSIS: nessa imagem sendo bem visível o aparecimento de vestígios (na superfície marciana) de escorrimentos em grandes quantidades de materiais (líquidos), que atingindo tal altura e dimensão terão acabado por extravasar dos seus limites iniciais, originando o aparecimento de várias brechas e a queda desses escorrimentos para níveis inferiores num fenómeno tipo cascata. Num fenómeno de EROSÃO não provocada pelo movimento de águas (procurando-se ainda possíveis depósitos existentes no subsolo de Marte) mas devido à circulação e queda de LAVA ‒ quando o planeta ainda mostrava alguma vitalidade pelo menos geologicamente (talvez há biliões de anos atrás).

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:24
Sexta-feira, 24 DE Março DE 2017

Uma Estufa detetada em Marte

Elon Musk quer transformar este erro de perceção transformando imaginário em realidade (um sonho ainda por concretizar), estando lá e transformando a realidade antes idealizada provavelmente noutro sonho mas agora já concretizado.

 

Ao fundo, sobre o lado esquerdo e mesmo no início do declive, a manifestação da presença sobre a superfície do planeta Marte de fenómenos dinâmicos capazes de serem observados – mesmo utilizando um artefacto, controlado a milhões de Km, por um simples operador.

 

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Fenómenos dinâmicos

 

Em função de todo o conhecimento entretanto acumulado sobre este planeta nosso vizinho, podendo-se afirmar não se tratar certamente de nenhum tipo de atividade envolvendo qualquer forma ou modelo de intervenção artificial (por exemplo e para nós marcianos), mas a manifestação de fenómenos erosivos por ação de ventos presentes na atmosfera marciana.

 

Um fenómeno natural no sistema atmosférico de Marte, também existente no nosso planeta mas atuando num ecossistema diferente (apresentando uma composição atmosférica bem distinta) e que por associação ao que se passa no nosso planeta e por vestígios já confirmados em Marte, poderia significar a presença de outros agentes importantes como o seria o da Água.

 

Com a presença na atmosfera marciana de fenómenos semelhantes aos redemoinhos de vento que ocorrem frequentemente na Terra (Dust Devils), provavelmente noutras situações com a presença de descargas elétricas nessa mesma atmosfera (daí os misteriosos flashes luminosos muitos deles parecendo oriundos do solo) e talvez um dia podendo aproveitar este tipo de efeito de estufa aí presente (que Marte tão bem proporciona até com os seus raios cósmicos) podendo afirmar-se então tratar-se mesmo de uma estufa.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:26
Segunda-feira, 06 DE Fevereiro DE 2017

Radiações Mortais

Que nos queimam o corpo e o cérebro, acabando por nos fundir a cabeça.

 

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Relação radiação/altitude

(Dez2014/Ago2016)

 

“Segundo o Site spaceweather.com (ao analisar os dados recolhidos sobre a presença de raios cósmicos na estratosfera, mas também por altitudes frequentadas por aviões), com os gráficos relacionando as radiações com a altitude (ao longo de vários meses) a apresentarem taxas com valores a variarem entre 10X e 50X às registadas ao nível do mar (respetivamente a 7,5Km e a 12Km de altitude), observando-se um aumento na radiação estratosférica de cerca de 12,4% (nesse mesmo período).”

 

Numa experiência interessante levada a cabo pela NASA sobre as radiações que atingem a atmosfera terrestre oriundas do Espaço exterior (radiações solares e cósmicas), a equipa liderada pelo investigador Dr. Chris Mertens do Centro de Pesquisas de Langley (Hampton/Virgínia), tomou a iniciativa de a partir do lançamento de um balão (cheio de hélio) na atmosfera terrestre (no cumprimento da missão RaD-X), estudar os efeitos dessa mesma radiação ao ser aplicada sobre os seres humanos – e da sua evolução em altitude.

 

“They found a steady increase in the rate of radiation higher in the atmosphere.”

 

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Aumento dos valores de radiação para altitudes mais elevadas

(assim como por diminuição da proteção do campo magnético nos polos)

 

Um estudo não só interessante como também extremamente importante, visto como uma grande contribuição para a investigação desses parâmetros (radioativos), influência dos mesmos no nosso comportamento/saúde e forma de nos protegermos eficazmente deles (em casos necessários ou extremos) – e dos seus efeitos nocivos (senão mesmo por tóxicos e mortais). E podendo ser utilizado em terra (já usamos óculos-de-sol e creme protetor-solar), no ar (em aviões), em órbita (na Estação Espacial) ou mesmo no Espaço (nas viagens espaciais).

 

“Earth's magnetopshere acts as a magnetic shield and blocks most of the radiation from reaching the planet.”

 

Chegando-se à conclusão de se estar a verificar um aumento continuado da radiação atmosférica a maiores altitudes, podendo mesmo esta chegar a valores na proporção do dobro das registadas sobre o solo. E se pensarmos no caso dos astronautas viajando pelo exterior e podendo passar longos períodos de tempo no Espaço (completamente desprotegidos por não usufruírem do manto protetor da nossa atmosfera), então se perceberá o perigo que essas partículas (em decadência e extremamente radioativas) poderão representar para a saúde.

 

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Evolução da radiação estratosférica

(Fev2015/Out2016)

 

“But particles with enough energy can penetrate the magnetosphere and the atmosphere.”

 

Com este estudo a abranger altitudes entre os 8Km e os 37Km (valores aproximados). E com a Organização Mundial de Saúde a informar do perigo dessa radiação ionizante ao atingir o ser humano (aumentando esse perigo com a intensidade e com o período de exposição), podendo provocar cancro (de diversos tipos) e problemas reprodutivos (como abortos espontâneos e malformações congénitas). Deixando-nos desde logo agradecidos ao Campo Magnético Terrestre – o nosso Escudo Protetor: e que ao contrário de Marte mantem a Terra ainda Viva.

 

They collide with molecules of nitrogen and oxygen, which cause the radiation particles to into different particles through processes called nucleonic and electromagnetic cascades.”

 

No Futuro da História da Terra (e da Humanidade) e caso se concretizem as já há tanto tempo imaginadas viagens espaciais (a única eventualmente a ser real foi à Lua) – como o será a já pré-programada missão liderada por Elen Musk, tendo como destino Marte e como objetivo a sua colonização – desde logo uma grande preocupação para todos (já que os raios cósmicos estão em todo o lado), que certamente acompanhará constantemente os seus tripulantes e passageiros nas suas viagens pelo Cosmos (à aventura e à descoberta).

 

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Comparando valores de radiações entre dois voos

(um América/China outro América/Europa)

 

“Cosmic rays are also a concern for crew aboard the International Space Station and future astronauts journeying to Mars, which has a radiation environment similar to Earth’s upper atmosphere. Learning how to protect humans from radiation exposure is a key step in future space exploration.

 

Podendo-se já afirmar com grande percentagem de certeza (para mim 99.9%) que a permanência prolongada no Espaço na concretização das suas missões poderá provocar demência e perda de memória permanente. Com os sintomas (ou as manifestações mais evidentes) a serem ansiedade, depressão, paranoia e no final descontrolo total: tudo provocado pelo bombardeamento intenso e ininterrupto do nosso cérebro ao ser atravessado pelos raios cósmicos – danificando-o e queimando-o irreversivelmente.

 

(texto/itálico: Cecile Borkhataria/dailymail.com/28.01.2017 – imagens: spaceweather.com e dailymail.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:59
Segunda-feira, 15 DE Agosto DE 2016

O Hexágono

Num momento em que tendo-se já inserido em órbita do maior planeta e gigante gasoso do Sistema Solar (JÚPITER), a sonda JUNO se prepara para tirar o protagonismo à sua antecedente e ainda ativa sonda CASSINI-HUYGENS (orbitando o outro gigante gasoso SATURNO).

 

“El hexágono, en simbología, representa el perpetuo movimiento de la creación”

(Marta Jimenez/diáriocordoba.com)

 

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Saturn's odd hexagonal jet stream swirls in this amazing photo taken by the Cassini spacecraft.

(NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)

 

Como aprendemos na escola primária um hexágono é um polígono regular em que todos os seus lados têm a mesma medida assim como todos os ângulos que os mesmos fazem. E como o Universo é inferencialmente constituído por regularidades e irregularidades (o que caracteriza a simbiose caos/ordem), é natural que em certos contextos, enquadrados ou desenquadrados (na projeção da nossa realidade condicionada), eles nos despertem a atenção, nos despertem curiosidade e nos levem até ao mundo da imaginação. Com imagens oriundas de um ponto situado no Espaço a aproximadamente 1500 milhões de Km do Sol (a estrela de referência do nosso Sistema Solar), apresentando-nos um mundo com quase 100 X a Massa da Terra, rodeado por um círculo perfeito e espantoso de anéis, com tempestades constantes e violentas à sua superfície e ainda por cima num dos seus polos (Norte) presenteando-nos com uma perfeita figura geométrica, no nosso mundo (terrestre) destacando-se como algo de belo e assinalável: talvez pela sua forma, organização e potencial, mas certa e convictamente pela existência (adicional e incompreendida) de algo mais.

 

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The spectacular rings of Saturn cast dark shadows on the ringed planet as the winter season approaches in Saturn's southern hemisphere in this view from the Cassini spacecraft. With the cold season comes a blue hue on Saturn that is likely caused by a drop in ultraviolet sunlight and haze it produces.

(NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)

 

Ainda-por-cima num momento em que o nosso planeta vive uma crise verdadeiramente existencial (banalizando a morte e transformando-a num simples e cada vez mais desvalorizado espetáculo), pois tendo crescido exponencial e fisicamente (já mais de 7 biliões de almas podendo usufruir do seu ecossistema) por outro lado e coercivamente limitou acessos (à nossa cultura, memória e evolução) ao mesmo tempo que de uma forma prepotente nos vedava o livre-arbítrio (da Natureza e da sua/nossa matéria-prima). Um Mundo construído em torno das perceções e das sensações transmitidas pelos nossos órgãos dos sentidos, perceções/sensações essas posteriormente processadas e traduzidas simbolicamente pelo nosso cérebro (e na sua base utilizando processos e mecanismos comuns, em aplicações elaboradas por um ser inicialmente tendo como modelo o Mundo Mineral) e que num determinado Espaço-Tempo da Evolução do Universo indicou o momento da nossa criação (do Homem), o diferenciou (do Mundo Mineral) e baseado nele inventou o nosso Mundo Orgânico – contando agora com a presença de uma estrutura biológica e dinâmica como contraponto ao (aparente) estaticismo mineral. Restando-nos entre estes dois mundos e o Mundo Espiritual descobrirmos o nosso lugar (da Alma).

 

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This colorful view from NASA's Cassini mission is the highest-resolution view of the unique six-sided jet stream at Saturn's North Pole known as "the hexagon".

(NASA/JPL-Caltech/SSI/Hampton)

 

Numa imagem verdadeiramente espetacular e única em toda a extensão do nosso Sistema Solar (conhecido), com um enorme tempestade a afetar toda a região do polo norte de Saturno (mais de 20000Km de comprimento ou seja quase o dobro do diâmetro da Terra) e com correntes de jato com velocidades acima dos 300Km/h a rodearem esse vórtice neste caso de forma hexagonal – caraterística não só verificável nesta região polar (pelas suas tempestades enormes e imprevisíveis) como por toda a opaca, espessa e violenta atmosfera envolvendo Saturno. Um planeta que tal como todos os planetas exteriores (localizados para além da Cintura de Asteroides) poderá ser num futuro já não muito distante o próximo passo da Descoberta e da Conquista da nossa Civilização Terrestre, e que como o seu vizinho Júpiter e todos os restantes mundos gelados aí situados (desde planetas, luas e outros corpos celestes) – até pela presença de água para nós sinónimo de Vida – será certamente e no futuro a nova zona habitável para os ex-habitantes da Terra. Num Ciclo Solar de 10 biliões de anos que já vai quase a meio e com o Sol a envelhecer, a aumentar e a desaparecer. E com o Homem a matar-se na Terra (tais os excedentes da espécie dominante) e a enviar máquinas (não tripuladas) para o Espaço exterior (tal a falta de excedentes dominantes e disponíveis).

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:39
Sábado, 02 DE Julho DE 2016

A Sonda Espacial JUNO

A 4 de Julho

A dois dias da sua inserção na órbita de Júpiter

 

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Imagem de uma impressionante aurora

Num dos polos do planeta Júpiter

 

02: 10: 50: 00

Countdown to Jupiter Orbit Insertion Maneuver

 

Na altura em que a sonda espacial JUNO já entrou na região do Espaço sob a influência do maior planeta do Sistema Solar (há cerca de uma semana) – o gigante gasoso JÚPITER – eis que o telescópio espacial HUBBLE nos oferece esta espetacular imagem do longínquo planeta (distando quase 800 milhões de Km do Sol) onde é bem visível a presença de auroras num dos seus polos.

 

A JUNO entrará na próxima segunda-feira numa órbita solar em torno do planeta Júpiter comemorando com a sua chegada o Dia da Independência dos EUA: o objetivo da sua missão (tal como o próprio telescópio Hubble o confirma com estas imagens libertadas antes da chegada da sonda) será o de estudar a atmosfera do planeta e ainda de como a mesma (tal como na formação das suas auroras) é afetada pelas partículas solares, emitidas pela sua estrela de referência o Sol.

 

Um mundo gigante e gasoso com uma magnetosfera 20.000X mais poderosa que a da Terra (bastante brilhante) e possuindo uma massa 1/1000 da do Sol e no entanto 2,5X superior ao de todos os outros planetas do Sistema Solar em conjunto. Com a sonda JUNO nas suas órbitas em torno de Júpiter e nos momentos de maior aproximação ao planeta, a colocar-se a cerca de 5.000Km da parte superior da sua atmosfera (as camadas de nuvens situadas a maior altitude).

 

(imagem: Hubble/NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:22
Terça-feira, 14 DE Junho DE 2016

Impacto Profundo

“Não sendo por acaso que a maior barreira de proteção colocada entre nós e o Sol (precedendo pelo menos aqui a nossa existência), seja precisamente a região do Espaço que rodeia o planeta Terra e onde se encontra o Cinturão de Van Allen.”

 

Ondas de radiações eletromagnéticas (ELVEs) oriundas da nossa estrela de referência o Sol (localizada a cerca de 150.000.000Km) e deslocando-se através do Espaço (existente entre a estrela e a Terra) a uma velocidade próxima da velocidade da luz (V≈300.000Km/s), atingiram na passada quarta-feira (dia 8 de Junho) os céus do estado norte-americano do Colorado.

 

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ELVE registado nos céus do Colorado

(Thomas Ashcraft)

 

Como resultado do violento impacto registado entre estas partículas oriundas do Espaço (exterior) e a base da Ionosfera terrestre, foi na altura observado um fenómeno extremamente curto e luminoso (com uma duração de 0.001s e estendendo-se por uma área de cerca de 300Km) tendo como consequência visível um intenso e curtíssimo relâmpago.

 

Neste caso acidentalmente registado pela câmara de vídeo do astrónomo amador Thomas Ashcraft (já que o fenómeno dura apenas 0.001s) e com a sua objetiva dirigida para uma camada superior da atmosfera (acima de uma tempestade) localizada muito próxima da fronteira aparente Espaço/Terra: como se fosse um DONUT iluminado.

 

Um fenómeno pelos vistos já bem conhecido e compreendido pela nossa comunidade científica especialista nestes Eventos atmosféricos (para nós e talvez pela nossa situação geográfica/coordenadas nunca vistos e um pouco estranhos), explicando-se muito rapidamente pela emissão de fortes impulsos de energia eletromagnética vinda de uma fonte exterior à Terra (o Sol) e pelo seu impacto final com a camada exterior que protege o nosso planeta (e a vida nele existente).

 

Conhecidos como ELVEs (Emissions of Light and Very Low Frequency Perturbations due to Electromagnetic Pulse Sources) e impercetíveis para todos nós (devido à sua baixíssima frequência), mas indicando rigorosamente na zona de formação desse DONUT brilhante o ponto central de impacto da EMP.

 

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Fenómenos elétricos conhecidos registados na atmosfera terrestre

(ELF, SPRITE, BLUE JET e LIGHTNING)

 

An electromagnetic pulse (EMP) is a short burst of electromagnetic energy. EMP interference is generally disruptive or damaging to electronic equipment and at higher energy levels a powerful EMP event such as a lightning strike can damage physical objects such as buildings and aircraft structures.” (Wikipedia.org)

 

Os ELVEs são assim (e basicamente) emissões de radiações eletromagnéticas provenientes (maioritariamente) do Sol, que ao chegarem aos limites da Terra e ao chocarem com a sua camada exterior (a ionosfera), provocam da parte desta uma reação curta e brilhante originando o aparecimento de um fenómeno instantâneo e luminoso mas difícil de detetar: no caso dos ELVEs durando cerca de 1/1000 de segundo (impercetível para o Homem), enquanto no caso das RED SPRITES estendendo-se a sua visibilidade por um período um pouco maior e podendo já cintilar por cerca de um segundo (por este motivo mais fáceis de observar a olho nu).

 

O que nos leva a pensar em todas as consequências (positivas, negativas ou neutras) que estes fenómenos atmosféricos (visíveis ou invisíveis) possam ter na manutenção do ecossistema vital e limitado onde todos os seres vivos vivem atualmente (no também nosso planeta Terra), se necessário estudando-os, prevendo-os, prevenindo-os e como consequência direta e lógica, tentando sempre arranjar algum tipo de solução aceitável e realista. Mas nunca ficando à espera, a aguardar os efeitos do Impacto – que até poderá ser Profundo.

 

[Tal como no sexo, com as consequências já tão bem conhecidas (até no impacto comunicacional, com o aumento de audiências)]

 

(dados e imagens: spaceweather.com e wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:50
Quarta-feira, 27 DE Janeiro DE 2016

Reentrada na Atmosfera Terrestre

Duas imagens interessantes (tiradas duma sequência de vídeo) que nos mostram aquilo que os astronautas vêm ao espreitarem pelas janelas da sua cápsula espacial, aquando da sua reentrada na atmosfera terrestre: como se fossem estes que no interior da sua cápsula (e conjuntamente com ela) estivessem estáticos nalgum ponto do espaço, vendo passar mesmo ao lado e na zona exterior ao habitáculo (o seu observatório) uma multidão de objetos numa trajetória relâmpago.

 

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Que nos fazem recordar os cenários espaciais apresentados nos filmes de ficção científica em que naves viajando através de diversos sistemas planetários percorriam trajetos a altíssimas velocidades, podendo visionar-se através das suas escotilhas (e como consequência dessa deslocação) a rápida passagem de objetos presentes no espaço exterior e até fenómenos de fricção provocados pelo atravessamento de camadas atmosféricas mais densas (como a terrestre).

 

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Tendo como seu autor um engenheiro informático trabalhando para o Centro Espacial Kennedy localizado em Orlando/Florida/EUA (no departamento de apoio aos voos espaciais e seus tripulantes) de nome eHardin. Afirmando ser isto o que vêm os astronautas aquando do seu regresso à Terra – o que só prova que a atmosfera que envolve o nosso planeta não só nos proporciona condições propícias para a existência de vida como também nos protege contra muitas das ameaças vindas do exterior.

 

(imagens: eHardin ♱ – @eHardinda Software Engineer - Supporting Human Spaceflight Operations at Kennedy Space Center Orlando FL USA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:54
Quinta-feira, 12 DE Novembro DE 2015

CO₂

A atmosfera da Terra é composta esmagadoramente por três gases: nitrogénio, oxigénio e argónio (mais de 99,9%). O dióxido de carbono não passa dos 0,04%.

 

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Carbon dioxide emitted into the atmosphere by human activities influences the amount of the sun’s energy trapped by Earth’s atmosphere.

 

A NASA veio agora informar-nos sobre a sua crescente preocupação sobre os elevados níveis de CO₂ presentes na atmosfera e sobre os efeitos que este composto gasoso poderá provocar no aquecimento do planeta e nas alterações climáticas.

 

Scientists are investigating how Earth’s warming environment will affect the ability of ecosystems around the world to absorb carbon naturally, and what changes in those ecosystems could mean for future climate.

 

Pelos vistos as concentrações de dióxido de carbono na nossa atmosfera ultrapassam já as 400ppm, num planeta onde cerca de metade desse composto é absorvido pela terra e pelo mar. O problema está na outra metade, nas implicações da sua presença e na sua influência perturbadora nos principais parâmetros meteorológicos.

 

The land and the ocean are really doing us a big favor. Otherwise you would have carbon building up in the atmosphere twice as fast as it does now.

 

Sabendo-se ainda que os níveis de CO₂ na atmosfera atingiram recordes dos últimos 400.000 anos (continuando a aumentar), sendo ainda acompanhado neste crescimento por um primo seu o metano. Registando este último um nível 2,5X superior ao do início da Era pré-Industrial.

 

(texto/itálico e imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:46
Quarta-feira, 25 DE Fevereiro DE 2015

A Não Atmosfera da Lua

Afinal de contas a Lua tem ou não tem atmosfera? Mas o que é isso de atmosfera?
“Atmosfera é o nome dado à camada gasosa que envolve os planetas.” (infoescola.com)

 

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E foram os astrónomos amadores
(os primeiros a falarem nas nuvens da Lua)

 

Face a todos os conhecimentos anteriormente adquiridos e certificados (através de informações transmitidas por individualidades cientificas mundialmente reconhecidas), astrónomos amadores um pouco por todo o mundo manifestaram o seu espanto ao verificarem numa observação realizada há já quase três anos, o aparecimento de nuvens a grande altitude sobre a superfície da Lua.

 

O interessante neste fenómeno atmosférico é que ele tinha uma duração limitada em torno das dez horas, entrando em modo de inactividade durante o período da noite e podendo regressar de novo como se fosse repetir um ciclo: que neste caso terá durado mais de uma semana. Com nuvens a estenderem-se por quase 1.000Km de extensão sobre a superfície do nosso único satélite natural e atingindo altitudes na ordem dos 250Km.

 

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Temperaturas no pólo sul da Lua
(em graus Kelvin)

 

Mas afinal de contas o que sabemos nós sobre a Lua? Por exemplo sobre um dos parâmetros mais importantes para a nossa sobrevivência, como o é o da variável ambiental designada como temperatura? Até pela circulação que poderemos imaginar existir, entre as diferentes camadas da atmosfera da Lua. Que se saiba a amplitude térmica é elevadíssima, calculada entre a mais alta temperatura registada de dia à sua superfície na ordem dos 120°C (positivos) e a mais baixa registada de noite por volta dos 150°C (negativos).

 

Mas também como não apresenta atmosfera, a Lua não guarda nem perde energia (por aí). Por isso se suspeite que nalguns nichos mais escondidos como os das regiões polares, em crateras sombrias e protegidas, se possam encontrar grandes depósitos de água (registando-se aí temperaturas de quase -250°C). Apesar de tardia a informação oficial acabou por chegar via nature.com: “An extremely high-altitude plume seen at Mars’ morning terminator.”

 

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Temperatura da atmosfera da Lua
(e de condensação da água e de dióxido de carbono)

 

Apesar de tudo o que foi escrito anteriormente sobre a Lua no fundo ela até que poderá apresentar uma atmosfera própria (assim o desejemos e imaginemos), contrariando assim todas as indicações e constatações que sucessivamente nos chegam do nosso satélite natural, apontando em sentido oposto ao por nós desejado e definitivamente concluindo pela não existência da mesma (atmosfera): na Lua o único mecanismo de transferência de energia far-se-á exclusivamente ao nível do solo, com o material constituindo a sua superfície a receber directamente o efeito dos raios solares e a reflecti-los (devolvê-los) de imediato para o espaço exterior (cerca de 90% deles) – e como não existe atmosfera a melhor forma de medir temperaturas só ao nível do solo. Mas no entanto se imaginarmos que as nuvens observadas sobre a nossa Lua atingindo as proporções que atingiram e a altitude que conseguiram, até nos fazem pensar se essa mesma atmosfera não existirá mesmo, a única dúvida que persistirá será a de saber o que será necessário para esta (atmosfera) assim se considerar, se até estas nuvens (tal como acontece na Terra) são condicionadas na sua formação e movimentação pela acção de campos magnéticos (na Lua curiosamente mais apelidadas de anomalias magnéticas).

 

Uma Lua que pelos vistos também poderá apresentar durante as grandes tempestades e a altitudes elevadas nuvens formadas por cristais de dióxido de carbono e de água gelados (mais leves e podendo atingir os 100Km) e ainda outras nuvens compostas por poeiras oriundas da sua superfície (mais pesadas e podendo atingir os 60Km). E que como na Terra poderão dar origem às conhecidas auroras, neste caso observadas até 130Km de altitude!

 

(consulta e imagens: ufosightingshotspot.blogspot.pt/space.com/nature.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:43

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