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Segunda-feira, 29 DE Maio DE 2017

Explosão Solar Dirigida

Mesmo com o Sol neste seu último ciclo solar a estar neste momento a caminho de um mínimo de atividade (poucas manchas visíveis), de vez enquanto o Sol parece despertar (com explosões e ejeções à sua superfície) atirando-nos na nossa direção com mais umas CME. Mas apesar de tudo e até hoje sem grandes consequências para a Terra.

 

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Viajando entre o Sol e a Terra num trajeto de 150.000.000Km uma CME produzida na passada terça-feira (23) na coroa solar atingiu este sábado (27) o nosso planeta e o seu campo magnético originando uma tempestade geomagnética da classe G3 (forte). Com o vento solar oriundo da nossa estrela a demorar cerca de 4 dias a cá chegar (deslocando-se a uma velocidade relativamente baixa ‒ talvez nos 300/400Km/s) mas mesmo assim e dado estar direcionada para a Terra provocando uma forte tempestade (geomagnética) e o imediato aparecimento entre outras consequências de fenómenos atmosféricos como as auroras (mesmo a latitudes em redor dos 50⁰).

 

“I haven't seen the aurora since last September ‒ that streak ends tonight. This was the view from York Beach at 10:25 PM.”

(Rob Wright Images/twitter.com)

 

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USA ‒ Maine ‒York Beach

(latitude: 43.17⁰)

 

No que diz respeito ao Algarve e dada a sua latitude (cerca de 37⁰) não se tendo naturalmente notícias sobre o aparecimento de auroras, o que não impede quanto ao estado do tempo todos os cuidados a ter no que diz respeito aos raios ultravioleta: nesta região nos últimos tempos registando valores elevados na ordem dos UV8/9 (muito elevado) e ainda hoje com os dados a apontarem para UV9.

 

Neste intervalo de tempo desde a chegada da CME (27 e 28 Maio) com cinco sismos (todos sem relevância) registados nas proximidades da região do Algarve: a S Cabo S. Vicente com M2.3 e a SW Sines com M2.1 (ontem) e ainda a SW Cabo S. Vicente com M1.8, no Golfo de Cádis com M1.2 e a S Lagos com M1.0 (hoje). Já a nível Global com os cinco sismos mais significativos (M> 5) a ocorrerem ao largo da costa do Chile (M5.1) e no ocidente da Turquia (M5.0) ontem e nas Ilhas Aleutas (M5.5), no sul do Alasca (M5.1) e de novo no ocidente da Turquia (5.0) hoje (até às 11:04:59 UTC).

 

(imagens: The Watchers)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:56
Quinta-feira, 13 DE Abril DE 2017

O Centro do Nosso Mundo

“The sun lies at the heart of the solar system, where it is by far the largest object. It holds 99.8 percent of the solar system's mass and is roughly 109 times the diameter of the Earth — about one million Earths could fit inside the sun. The visible part of the sun is about 5,500 degrees Celsius, while temperatures in the core reach more than 15 million C, driven by nuclear reactions. One would need to explode 100 billion tons of dynamite every second to match the energy produced by the sun, according to NASA. The sun is one of more than 100 billion stars in the Milky Way. It orbits some 25,000 light-years from the galactic core, completing a revolution once every 250 million years or so. The sun is relatively young (4.6 billion years), part of a generation of stars known as Population I, which are relatively rich in elements heavier than helium.” (Charles Q. Choi/space.com)

 

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O Sol no momento da chama de classe M5.8

(a 3 de Abril de 2017)

 

Numa demonstração do poder do Sol assim como da sua natural imprevisibilidade (a nossa estrela atravessa um período do seu ciclo solar de fraca atividade), pode-se constatar a indesmentível presença e conjugação desse duo dinâmico (ponto central do mecanismo que faz funcionar e mantem o equilíbrio deste sistema planetário), na imagem de 3 de Abril de 2017 registada pelas câmaras do observatório SDO: apresentando-nos uma região extremamente ativa sobre a superfície do Sol, produzindo várias CME num intervalo de tempo de poucas horas (cerca de 10) e sendo responsável pelo aparecimento de algumas chamas solares de classe M5 (médias) ‒ uma delas a de 3 de Abril, a mais forte registada desde o início do mês.

 

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A Terra e as regiões mais afetadas pelo fluxo de raios-X

(a 3 de Abril de 2017)

 

Com estas explosões ocorridas na coroa solar a lançarem para o Espaço grandes quantidades de plasma, muitas vezes associados ao aparecimento de CME (dirigidas ou não para a Terra). Neste registo com emissões extremas de raios ultravioletas. Refletindo assim o ocorrido na segunda-feira da semana passada, em que uma chama solar de M5.8 irrompeu da mancha solar AR 2644, tornando-se a mais forte de 7 observadas em apenas 3 dias (e também a mais forte desde 23 de Julho do ano passado ‒ M7.6). Neste caso sem grandes consequências, dado a mancha estar de ida e não propriamente direcionada para a Terra (já de lado e menos negativa ‒ para a Terra). No entanto com uma nova mancha a caminho mas até ao momento não causando grandes preocupações (AR 2650 pouco ativa).

 

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O Sol e o filamento magnético produtor de CME

(a 9 de Abril de 2017)

 

Mas por outro lado e apesar das poucas manchas visíveis (dependendo esse número do instrumento ótico utilizado), com um novo buraco na coroa solar a estar brevemente de regresso depois de concluída a sua rotação (bastante ativo no mês passado e fazendo prever tempestades magnéticas da classe G1 e G2 daqui a pouco mais de uma semana) e agora (9 de Abril) com um filamento escuro impulsionado pelas poderosas forças criadas pelo campo magnético solar a atravessar a superfície do mesmo (como se fosse um vaga oceânica), a erguer-se e como dizem os cientistas da NASA “a arremessar uma parte de si próprio em direção ao Espaço exterior”: com essa região da coroa solar entrando em erupção, ejetando material para o exterior e originando mais uma CME ‒ e com uma parte da mesma a poder atingir a Terra e antecipando-se ao regresso de mais uma mancha solar poder já atingir a Terra com mais uma tempestade magnética de classe G1 (lá para o próximo sábado).

 

(imagens: nasa.gov e noaa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:12
Quinta-feira, 06 DE Abril DE 2017

O Sol está mais Tranquilo

Com a Primavera ainda no seu início, os dias de praia e de mar já chegaram a Albufeira.

 

Com o vento solar a atingir agora velocidades mais baixas (andando hoje pelos 480Km/s) e com as explosões na coroa solar a emitirem chamas de classe C (poucas consequências para a Terra) – a mancha mais ativa será a AR 2645 brevemente e tal como a AR 2644 passando para o outro lado d Sol – parece que finalmente todos os amantes do Sol poderão usufruir de alguns dias tranquilos de praia, sem se preocuparem tanto com o efeito extremamente nocivo dos raios ultravioleta (na pele).

 

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O Sol a 6 de Abril de 2017

(00:56:34 UT)

 

Com a mancha solar AR 2644 a deixar de estar virada na direção da Terra devido ao movimento de rotação do Sol (uma mancha solar conforme se encontra mais próxima do equador ou dos polos poderá reaparecer entre 24,5 dias e 38 dias depois) – adaptando-se arbitrariamente pela comunidade científica os 26⁰ a partir do equador (região onde se encontram a maioria das manchas solares) para definir o período de rotação em 25,4 diasa nossa estrela voltou de novo a um período de maior acalmia, agora que a mesma mancha deixou de enviar na nossa direção mais uma série de chamas solares de classe M. E para já mesmo que a mancha AR 2644 subsista durante o período de rotação da superfície solar (diferente do seu interior e núcleo central) com a mesma a regressar apenas daqui a mais de 3 semanas; e de momento confrontando-nos apenas com outras duas manchas mas para já pouco ativas AR 2645 (à direita) e AR 2648 (à esquerda).

 

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Red Stripes e Elves a 2 de Abril de 2017

(19:26:37 e 19:53:14)

 

Ainda no início deste mês com o nosso planeta a ser sobrecarregado com várias emissões de CME atingindo a nossa atmosfera com chamas solares da classe M (e até classe M), segundo notícias vindas do oriente afetando certas transmissões de rádio na região do Índico/Pacífico (com grandes interferências e interrupções) e noutras zonas do globo terrestre provocando o aparecimento de auroras e outros fenómenos atmosféricos como Red Stripes e Elves (comuns a latitudes elevadas mas agora aparecendo um pouco por toda a Europa) – como o caso registado por Martin Popek na Republica Checa (latitude 49⁰45´N). Neste caso com estes dois tipos de fenómenos luminosos logicamente associados a grandes perturbações eletromagnéticas ativas em camadas mais altas da nossa atmosfera (como a ionosfera), a estarem relacionadas com intensas descargas elétricas entre diferentes camadas da atmosfera, tendo como extremos a ionosfera e a própria crosta terrestre. E no caso das Red Stripes (podendo até ser observada por 1 segundo ou mais) a serem um fenómeno mais conhecido devido à sua duração comparativamente com os Elves (mais rápidos, com a duração de 1/1000 de segundo e difíceis de observar – sendo emissões de Luz a baixa frequência provocadas por impulsos eletromagnéticos).

 

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Raios Ultravioleta

(previsão para sábado, dia 8 – escala de 1 a 11)

 

No caso de Portugal com o índice de raios ultravioletas ainda num nível elevado até ao próximo fim-de-semana, após o qual e caso as condições se mantenham (de atividade solar e “limpeza atmosférica” – céus claros e limpos) se verificará um decrescimento progressivo dos índices UV até níveis considerados normais. E com estes índices de raios ultravioletas a significarem para todos os terrestres circulando na superfície de Portugal, um risco considerado elevado e aconselhando a utilização de tudo o que esteja à mão para nos proteger dos seus efeitos nocivos (e não só para a pele): entre os vários instrumentos mencionados pelo IPMA (e aconselhados a serem utilizados) tendo óculos-de-sol (UV), chapéus, t-shirts, guarda-sóis e protetor solar – e claro está não abusar no tempo de exposição nem escolher o período em que as mesmas são mais intensas e perigosas.

 

(imagens: Martin Popek/astrónomo amador/Republica Checa/spaceweather.com e meteovista.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:09
Segunda-feira, 03 DE Abril DE 2017

O Sol Continua Acordado

"I had been thinking that I might not be receiving any more strong solar storms this cycle, but am thrilled to receive this activity.

And there might be more to come if AR2644 continues to flare."

(Novo México – rádio amador Thomas Ashcraft – ao escutar um tremendo ruído de estática transmitido via rádio aquando da chegada dia 1 de Abril da chama solar M4.4).

 

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Acontecimento

A explosão na mancha solar AR 2644 que originou a chama de classe M4.4

(no dia 1 de Abril de 2017)

 

O Sol continua numa fase de franca atividade, apesar de segundo o que afirmam os cientistas, estar neste momento a atravessar um período de baixa atividade do seu ciclo solar. E assim na continuação de vários dias de explosões na superfície do Sol, do aparecimento de manchas solares e de ejeção de CME, uma dessas manchas que não a AR 2645 (há dias a mais temida pela sua dimensão e por estar virada para a Terra) começou a manifestar-se e a entrar intensamente em ação: com a macha solar AR 2644 (na extremidade direita da imagem) a explodir no passado sábado (1 de Abril) e a produzir chamas da classe M4.4 e respetivas CME enviadas na nossa direção.

 

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Consequências

Índice de raios ultravioletas – escala 1/10 – risco elevado p/pele (6/7)

(03.04.17)

 

Segundo a spaceweather.com considerada a maior chama solar produzida desde o início de 2017 mas seguida logo a 2 de Abril por outra de classe M5 (numa escala de classes indo da mais baixa B seguido de C e M até à classe mais alta X – com cada classe graduada de 1 a 9). E em função desta inesperada e intensa manifestação por parte do Sol com a NOAA a prever 60% de probabilidades de assistirmos a mais explosões solares da classe M e mesmo 20% de classe X – precisamente hoje dia 3 de Abril. Como sempre e como em todos os casos envolvendo radiações extremas ultravioletas enviadas pelo Sol (CME), prevendo-se grandes interferências e mesmo interrupções em certas frequências de rádio (ondas curtas) – com alguns casos a serem já detetados nas regiões do Pacífico e do Índico.

 

(texto: dados retirados de spaceweather.com – imagens: sdo.gsfc.nasa.gov e weatheronline.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:08
Quarta-feira, 08 DE Fevereiro DE 2017

Uma Volta e lá está Ela

A Mancha

 

Duas imagens do Sol obtidas a partir do telescópio solar instalado na nave norte-americana (obviamente da NASA) responsável pela missão SDO (observação e estudo do Sol e sua influência na Vida na Terra), registadas já este ano e com um intervalo de quase um mês. Com a 1ªimagem a ser adquirida pelo observatório SDO a ser referenciada a 4 de Janeiro e a 2ªimagem a 1 de Fevereiro.

 

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O Sol

04.01 c/mancha

01.02 de novo c/mesma mancha

Manchas escuras na superfície do Sol que nos avisam do lançamento a partir do seu interior

De intensas ondas de luz provenientes da emissão de raios ultravioleta

 

Decorrido um mês sobre as duas imagens com a curiosidade a ser o reaparecimento de uma grande mancha solar, relativamente na mesma posição e com a mesma forma e aspeto: com a enorme mancha (escura) na superfície do Sol, a acompanhar toda a rotação mensal executada pela nossa estrela. Com essas manchas a representarem buracos que surgiram na coroa solar (em locais onde o seu campo magnético se abriu) e pelos quais as partículas oriundas do interior da nossa estrela e agora libertadas, se ejetam para o Espaço através de poderosos ventos solares.

 

Que no caso de estarem orientados para a Terra certamente a atingirão. Dependendo a gravidade causada pelo impacto da intensidade da CME produzida, da velocidade das partículas, da posição do planeta e claro da nossa atmosfera e da sua cintura protetora: o Cinturão de Van Allen. Mas prevendo-se apenas auroras (extraordinários espetáculos visuais e naturais numa mistura psicadélica de contornos eletromagnéticos, uma das características do Universo) logicamente a baixas latitudes.

 

No entretanto (como mais vale prevenir do que remediar e até porque se vai simulando) nunca esquecendo que apesar do Sol se encontrar a atravessar um período de baixa atividade (poucas ou nenhumas manchas solares), dado a Terra apresentar de momento uma menor proteção por parte do seu campo magnético (devido a uma aparente deslocação do mesmo e com alguns cientistas a afirmarem estarmos num período – temporário ou não – de inversão magnética), uma tempestade solar poderá ter consequências inesperadas.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:25
Quarta-feira, 04 DE Janeiro DE 2017

Um Sol tentando Erguer-se

E ejetando CME

 

Apesar de se encontrar num ponto de intensidade baixa do seu Ciclo Solar a nossa estrela de referência (o Sol) volta-nos a apresentar (tal como já o tinha feito há quinze dias atrás antes do dia de Natal) bem virado na nossa direção e ultrapassada a Passagem de Ano, um novo buraco na sua coroa solar rodando em torno do seu eixo ligeiramente inclinado (eixo virtual do Sol) enquanto vai olhando para um pontinho bem pertinho chamado Terra: a 150 milhões de Km e tão fácil de engolir (e com um diâmetro 100 X menor que o do Sol).

 

MAGNETIC STORMS LIKELY THIS WEEK:

(spaceweather.com – 03.01.17)

 

NOAA forecasters have boosted the odds of polar geomagnetic storms on Jan. 4th and 5th to 65% as a stream of solar wind approaches Earth. The hot wind is flowing from a large hole in the sun's atmosphere. This image, from NASA's Solar Dynamics Observatory, shows the yawning structure almost directly facing Earth on Jan. 3rd:

 

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Enorme buraco na coroa solar dirigido para a Terra

 

Coronal holes are regions where the sun's magnetic field peels back and allows solar wind to escape.  The stream of wind emerging from this coronal hole recently blew past NASA's STEREO-A spacecraft with peak speeds exceeding 700 km/s. Similar high speeds are likely when the stream reaches Earth on Jan. 4th and 5th.

 

Esperando-se para os próximos dias 4 e 5 de Janeiro uma tempestade geomagnética de classe G1 (impacto baixo) especialmente visível na região do Ártico e potenciando o aparecimento de auroras brilhantes: hoje com o vento solar deslocando-se a uma velocidade um pouco superior a 480Km/s, apresentando uma densidade de protões de 5,5/cm³ e com o Sol atravessando um dos seus ciclos mais fracos dos últimos cem anos (como o gráfico seguinte – 1985/2015 – tão bem evidencia).

 

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Sequência de Ciclos Solares cada vez menos intensos

 

Deixando no entanto alguns cientistas não tão preocupados com esta ou com outras ejeções de materiais e radiações perigosas oriundos da superfície do Sol (mesmo quando o buraco olha diretamente para nós, desde que o seu ciclo esteja no período de baixa intensidade), mas sobretudo com a estranheza de que mesmo no seu pico máximo os sucessivos ciclos solares têm sido (invariavelmente) cada vez mais fracos em atividade.

 

Como o confirma Doug Biesecker (NOAA): “Eu permaneço cético mesmo se você acreditar que há um ciclo de 100 anos: então isso ainda não nos diz por quê e como ele é. Só que ele existe“.

 

E que até “poderia morrer completamente” (thoth3126.com.br). Concluindo-se que se o número e a intensidade de manchas solares continuar a diminuir e se nada de estranho se estiver a passar, poderá estar a surgir um novo mínimo solar (de Maunder): com o último a ser registado há mais de 300 anos e curiosamente coincidindo com a Pequena Era Glacial na Europa.

 

(alguns dados: thoth3126.com.br – imagens: spaceweather.com e wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:00
Segunda-feira, 26 DE Dezembro DE 2016

A Terra há dias sob uma Tempestade Solar

Quando num ponto de um determinado conjunto (mesmo que aparente e aberto) algo se modifica no seu aspeto e conteúdo (na forma como se apresenta), as forças que mantêm a estrutura equilibrada (incluindo as eletromagnéticas) fazendo funcionar indefinidamente esta máquina, não sentirão sequer a presença desse indício de mudança – continuando a movimentar-se sem fim à sua própria velocidade (como sistema dinâmico que é). O que não significa que essa transformação pontual (como muitas outras possíveis) não venha a ter influência (decisiva) na evolução global.

 

Sentiu?

 

Manchas solares e ventos solares

 

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O buraco na superfície do Sol dirigido para a Terra

(NASA/SDO/AIA)

 

Neste final de ano de 2016 e por um motivo qualquer assumido pelo SOL (que nem tudo nos revela daquilo que realmente é), o astro de referência do nosso Sistema e ponto central da sua formação e existência, resolveu dirigir a sua particular atenção para a Terra (localizada a 150.000.000Km), apontando-lhe uma das suas famosas e quase sempre presentes manchas solares (buracos negros na coroa solar) e disparando várias CME sobre o nosso planeta (ondas maciças de energia ejetadas da superfície do Sol). Numa região da coroa solar onde nos finais dos meses de Outubro e de Novembro se tinha registado o aparecimento de duas grandes manchas solares, agora com esta terceira mancha bem virada para a Terra, extremamente ativa e tendo já emitido poderosas CME: projetando-se para o período central da Quadra de Natal (24 e 25) que o nosso planeta há já quatro dias sob o efeito de uma corrente de vento solar oriundo dessa mancha solar (22-23-24-25) continue pelo menos mais um dia (26) sob o efeito da mesma, com ventos solares soprando através do espaço a velocidades na ordem dos 600Km/s afetando o campo magnético terrestre e naturalmente originando como consequência, fenómenos atmosféricos bem conhecidos e esperados – como auroras em torno dos polos.

 

Auroras e raios cósmicos

 

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Registo obtido na Suécia durante a Noite de Natal

(Oliver Wright/spaceweather.com)

 

Como aqui o testemunha Oliver Wright na noite de 24 de Dezembro, com os seus pés bem assentes na neve, com uma aurora presente no Céu e (evidentemente) com o Sol atrás a ajudar – e com os seus ventos solares presentes na consequência: “Worked tonight on Christmas Eve during the Lights Over Laplands Christmas special in Abisko. We had snow all night and aurora for at least an hour so had to use the opportunity to get a Christmas aurora selfie :) 1st time Ive photographed aurora through snow before so earth must be still sat in the solar wind stream from the recent coronal hole.” (Oliver Wright em Abisko/Suécia)

 

Um acontecimento (emissão de CME a partir de buracos negros surgindo na coroa solar) que conjuntamente com todos os raios cósmicos atravessando o Sistema Solar na nossa direção (da região onde se situa a Terra), tem contribuído nos últimos dois anos para o aumento da radiação na estratosfera terrestre: por um lado com o recrudescimento das CME afastando de nós os efeitos nocivos (para todo o eco ambiente terrestre) dos perigosos raios cósmicos, mas por outro lado (precisamente o que estamos a atravessar a caminho de um mínimo no ciclo solar) deixando-os regressar de novo. Aumento detetado em recentes observações e registos realizados no centro do estado da Califórnia, apontando para um período de tempo de cerca de 20 meses (Fevereiro 2015/Outubro 2016) e para um crescimento percentual (no mesmo período de tempo) de cerca de 12% – certamente algo de relevante e sobretudo preocupante (especialmente para os meios de transporte utilizando a atmosfera terrestre para se deslocarem, sabendo-se como os efeitos das radiações são extremamente nocivos para os seres humanos – no caso dos aviões com os seus passageiros a poderem ter que suportar numa viagem radiações 10X a 50X superior ao valor normal registado ao nível da água do mar).

 

Magnetismo e Sismos

 

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Sismo de M7.7 atinge o sul do Chile

(25.12.16 – ahoranoticias.cl)

 

Isto tudo para, chegando finalmente ao interior da nossa Esfera (representada pela Terra e por tudo o que de perto a rodeia) e tomando em consideração tudo o anteriormente referido, podermos facilmente aceitar sem receio de qualquer percalço que a repercussão em todo o envolvente da Terra de fenómenos exteriores com este (poderosos por oriundos do Sol e das profundezas desconhecidas do cosmos), nunca se limitaria à sua atmosfera nem mesmo à sua superfície mas na realidade e de facto penetrando-a por completo: até ao núcleo central da litosfera terrestre. Provocando de uma forma visível e pelo menos sentida o aumento da atividade vulcânica e de eventos sísmicos relevantes – como poderemos confirmar pela atividade vulcânica em torno de todo o Círculo de Fogo do Pacífico e ainda pelos recentes e violentos sismos afetando sobretudo a região da PNG (e ainda entre outros a Indonésia e as Ilhas Salomão) e a costa oeste da América do Sul (como no caso do Equador): na PNG com sismos na ordem de magnitudes M5.8 e M5.9 (dia 24), na Indonésia nos M6.7 (dia 21), nas Ilhas Salomão com magnitudes M6.0 e M6.4 (dia 20) e finalmente no Equador com um sismo M5.5 (dia 19) e no Peru com outro de M6.1 (dia 18).

 

Sismo de magnitude 7.7 atinge o Chile. Alerta de tsunami levantado

 

Um forte abalo fez-se sentir, este domingo, na região de Puerto Montt, no sul do Chile, tendo levado a que as autoridades tenham emitido um alerta de tsunami. No entanto, este já foi levantado e não há registo de vítimas.

(24.sapo.pt)

 

E culminando hoje com um violento sismo de magnitude M7.7 no Chile (costa oeste da América do Sul) seguido de uma réplica de M5.2 (mais de oito horas depois).

 

Deixando-nos aqui a pensar sobre a extraordinária relação e equilíbrio existente (pelo menos até agora registado) entre as radiações solares e o geomagnetismo terrestre, equilíbrio esse que nos tem permitido desde que o Homem apareceu pela primeira vez à superfície da Terra (e até aos dias de hoje), viver e sobreviver num ambiente habitável e com suficiente conforto: e com o Cinturão de Van Allen a segurar-nos e a proteger-nos. Lembrando-nos da Terra como um Organismo Dinâmico e Vivo com um interior em movimento, preenchido e decisivo (como um gerador eletromagnético).

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:43
Terça-feira, 17 DE Março DE 2015

O Sol mostra-se Activo

“O Sol envia-nos de enfiada três CME todas em sequência crescente”

 

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ALASKA – Aurora (hoje)

 

O nosso planeta foi hoje atingido pelo impacto de três CME originadas no Sol e viajando na nossa direcção. Entre as seis horas da manhã e as duas da tarde (e chegando mais cedo do que era previsto) as três vagas evoluíram desde uma tempestade geo-magnética menor até outra severa. A primeira ocorreu por volta das seis (5K-index/G1-menor), a segunda antes das nove (6K-index/G2-moderada) e a terceira (a mais forte) perto das duas da tarde (8K-index/G4-severa).

 

Como consequência foram lançados os alertas habituais, antecipando os possíveis efeitos provocados neste tipo de situações: na rede eléctrica, em satélites, na navegação por GPS, nas ondas de rádio de alta-frequência e até na formação de auroras, a mais baixa latitude (podendo atingir os 45°). Extraordinariamente até o norte da Califórnia poderá assistir a estas auroras. Quanto à tempestade geo-magnética esta ainda continua bastante activa, estando associada à mancha solar AR-2297.

 

Agora que se aproxima uma Super-Lua (Lua Nova e com a mesma no seu perigeu – ponto mais próximo da Terra), um Eclipse Total do Sol (atingindo uma percentagem elevada no norte da Europa e sendo mais reduzido em Portugal) e o Equinócio de Março (no nosso Hemisfério marcando o início da Primavera), provavelmente no dia 20 de Março (sexta-feira) no início da manhã (momento marcado para o eclipse) alguns dos observadores deste fenómeno poderão estar à espera de algo mais (sobretudo os que acreditam em mistérios e em teorias da conspiração): para eles uma quarta coincidência será forte de mais para eles aguentarem e estas CME poderão ser apenas mais um pretexto.

 

(imagem – Marketa Murray/spaceweather.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:44
Domingo, 14 DE Setembro DE 2014

Radiações

“CME impact from X1.6 solar flare generated strong G3 geomagnetic storm and bright auroras”

(The Watchers)

 

Mapa de absorção das radiações

 

Strong (G3) geomagnetic storm can trigger false alarms on some protection devices, sometimes voltage corrections may be required, surface charging may occur on satellite components at spacecraft operations, drag may increase on low-Earth-orbit satellites, and corrections may be needed for orientation problems. Intermittent satellite navigation and low-frequency radio navigation problems may occur, HF radio may be intermittent. Loss-of-lock and increased range error may occur at GPS systems. Radio blackouts reaching the R1 level are expected. (The Watchers)

 

Actividade geomagnética

 

“Quem se lixa são os pólos mas lá não vive ninguém – é só gelo e pinguins”

 

Como já se esperava o campo magnético terrestre acusou a chegada das intensas radiações provocadas pela erupção solar do último dia 10 de Setembro – da classe X1,6 – originando de imediato uma forte tempestade geomagnética e como consequências visíveis brilhantes auroras. Uma erupção solar de classe X (a mais elevada da escala) como a ocorrida no último dia dez (de valor 1,6 numa escala inicial de 9) poderá não ter grandes consequências visíveis para a vida na Terra mas convém estar sempre atento. A maior erupção registada até hoje estaria anexada à classe SX, podendo ter atingido um valor na ordem dos 30: felizmente não seria dirigida à Terra. E se fosse?

 

(imagens – The Watchers)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:28
Sábado, 13 DE Setembro DE 2014

Impacto Solar

NADA (DE NOVO) A ASSINALAR

“De imediato nada sentimos, mesmo que tenhamos sido emprenhados”

 

Como já estava previsto as duas mais recentes CME originadas no Sol – e neste caso dirigidas ao nosso planeta – atingiram no início deste fim-de-semana a Terra e a sua atmosfera, repercutindo de imediato os seus efeitos através do aparecimento de auroras brilhantes e espectaculares.

 

EUA – aurora

(John Stetson)

 

Com o pico da tempestade geomagnética a registar-se nos dias 12 e 13 (deste fim-de-semana) será ainda possível a observadores residentes a altas latitudes visionarem esta noite auroras bastante brilhantes. Não se conhecem outras consequências da chegada à Terra destas duas CME, apesar dos efeitos da segunda (a mais intensa e de classe X) se fazerem sentir mais intensamente no decorrer do dia de hoje (dia 13).

 

(imagem – spaceweather.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:17

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