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Segunda-feira, 05 DE Setembro DE 2016

Sondas Norte-Americanas

New Horizons e Quaoar

 

A NASA surpreende-nos mais uma vez com a divulgação de mais uma imagem oriunda da sonda NEW HORIZONS, agora que ultrapassado o planeta-anão PLUTÃO (um dos objetivos da missão) a mesma se embrenha cada vez mais no interior da região do espaço onde se localiza o Cinturão de KUIPER (o outro objetivo da missão): estendendo-se este para lá do último planeta do Sistema Solar (NETUNO) numa região distando entre 30/50 UA de distância do SOL – e a caminho dos limites da NUVEM de OORT.

 

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Registo das câmaras da sonda New Horizons

Acompanhando a órbita de um planeta localizado no interior do Cinturão de Kuiper

O planeta Quaoar com metade do tamanho de Plutão

(assinalado com um círculo a vermelho)

PIA 21024

 

Dirigindo-se agora e após a passagem no seu ponto de maior aproximação ao planeta-anão PLUTÃO (verificada há mais de um ano) para um novo objeto integrando o CINTURÃO de KUIPER: o KBO denominado 2014 MU69. Encontrando desde já na vizinhança do seu caminho (em direção a este KBO/KUIPER BELT OBJECT) um outro planeta com aproximadamente metade do tamanho de Plutão e distando mais de 6 biliões de Km do SOL. De nome QUAOAR e na imagem circulando a mais de 2 biliões de Km da sonda NEW HORIZONS.

 

Mantendo-o o mistério destes corpos localizados bem para lá da órbita de NETUNO, uns mundos provavelmente frios e desérticos mas onde certamente existirá Água (talvez vida) – ao contrário dos mundos recentemente descobertos e ditos potencialmente habitáveis e que, entre condições ambientais incompatíveis como presenças de intensas forças eletromagnéticas e radiações exteriores extremas, não dará qualquer tipo de hipótese à sobrevivência do Homem. Só mesmo um louco pensaria o contrário, acreditando na ilusão.

 

Dawn e Ceres

 

Quanto à outra missão da NASA tendo agora como protagonista a sonda espacial DAWN (e cujo objetivo era o estudo dos protoplanetas VESTA/d = 500Km e CERES/d = 1.000Km) a imagem reporta-se à solitária montanha de AHUNA MONS localizada no planeta-anão Ceres numa perspetiva lateral simulada (ampliada 2X) de modo a se obter uma melhor noção da amplitude topográfica do seu relevo. Tendo como grande vantagem no estudo comparativo com o outro planeta-anão bastante conhecido (Plutão/d = 2.400Km mencionado anteriormente como sendo um dos objetivos da missão da sonda New Horizons) localizar-se muito mais perto da Terra em plena Cintura de Asteroides (a 2,5/3,0 UA do Sol numa região do Sistema Solar situada entre as órbitas de Marte e de Vénus).

 

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Registo das câmaras da sonda Dawn

Numa imagem parcialmente simulada/ampliada de Ceres

A montanha gelada Athuna Mons em plena Cintura de Asteroides

(como que irrompendo pela superfície do planeta-anão)

PIA 20915

 

Um protótipo de planeta localizado a menos de 450 milhões de Km do SOL (mais de 1.000X a distância Terra/Lua), orbitando-o num período temporal muito próximo dos 4 anos e movimentando-se numa região do Espaço juncada por um número incontável de maiores ou menores objetos bem diferenciados e dispersos, talvez originados num passado já bastante longínquo num outro planeta entretanto destruído e desparecido (ordenando-o a partir do Sol o 5.ºplaneta do Sistema Solar).

 

Em mais esta imagem da NASA mostrando-os um corpo celeste que poderia muito bem passar por uma lua de um outro planeta qualquer (a nossa Lua tem um d = 2X d Ceres), mas que ao contrário de outras ainda apresenta vestígios de atividade geológica bastante intensa e recente, como o próprio monte Athuna Mons o comprova (ao mesmo tempo que nos surpreende e maravilha): com esta montanha certamente de origem vulcânica a expulsar para o exterior (e oriunda do interior do planeta-anão) grandes massas de material vulcânico não idênticas às da Terra (como por exemplo os silicatos) mas outros materiais em que o protagonista seria a ÁGUA. Sugerindo-nos uma outra imagem (no passado real) de um enorme volume de água sujeito no interior do planeta a elevadíssimas pressões (ao ser lançado para o meio ambiente exterior), atravessando o interior e a superfície de Ceres e aparecendo no final aos nossos olhos como um geiser gigante essencialmente constituído por água e outros materiais aglomerados – num espetáculo que deixaria qualquer terrestre de boca aberta e de olhos esbugalhados, não só por se encontrar num deserto (neste caso agora gelado) como pela enormíssima quantidade desse líquido disponível. Aqui (PIA 20915) talvez expressando a sua última erupção (de água) e o seu imediato congelamento – de momento numa fase de inatividade vulcânica nesta região de Ceres (e num resultado nunca visto no Sistema Solar).

 

Num mundo que poderá ainda possuir uma ténue atmosfera originada no passado (e ainda mantendo-se no presente) como natural consequência dos fenómenos de transferência de grandes volumes de água (H2O) a elevadíssimas pressões entre o seu interior e exterior: “While Ahuna Mons may have erupted liquid water in the past, Dawn has detected water in the present, Exposed water-ice is rare on Ceres, but the low density of Ceres, the impact-generated flows and the very existence of Ahuna Mons suggest that Ceres' crust does contain a significant component of water-ice.” (nasa.gov)

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:01
Sábado, 19 DE Março DE 2016

Ceres

“Ceres is a dwarf planet, the only one located in the inner reaches of the solar system; the rest lie at the outer edges, in the Kuiper Belt. While it is the smallest of the known dwarf planets, it is the largest object in the asteroid belt.” (space.com)

 

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Planeta anão Ceres – Simulador – 17 de Março
(como visto a partir da sonda Dawn a 374Km de altitude)

 

Os cientistas responsáveis pela missão DAWN – que como todos nós sabemos e devido à sua proximidade tem investigado recentemente CERES – referindo-se às manchas luminosas detetadas nalgumas regiões da superfície desse planeta anão, chegaram à conclusão de que as mesmas além de brilharem também piscavam.

 

Acrescentando desde logo e de modo a evitar confusão (não fosse alguém pensar tratar-se de um fenómeno artificial) que não seria bem um piscar de olhos, mas um aumento e diminuição sucessivo do seu brilho e intensidade – lento e ao longo do tempo. Um fenómeno aceitável e muito comum cá na Terra.

 

Com uma explicação lógica e natural que aceitaremos muito rapidamente (e sem hesitar), já que até na Terra em zonas áridas, geladas e desérticas como esta (localizada na superfície de Ceres), materiais extremamente reflexivos como o gelo e o sal provocam fenómenos semelhantes. O que falta mesmo saber é como estes materiais se formaram.

 

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Cratera Kupalo em Ceres
(uma das suas mais jovens crateras evidenciando material brilhante nos seus limites)

 

Sendo uma das curiosidades interessantes apesar de meramente colateral, que a descoberta deste pormenor na superfície gelada de Ceres, não tenha sido concretizado pela sonda DAWN (situada tão próximo do planeta anão), mas por um telescópio localizado a quase 600 milhões de quilómetros de Ceres (neste momento) e localizado no longínquo planeta Terra.

 

Num fenómeno registado através de observações realizadas a partir do Observatório Astronómico de La Silla, situado no deserto de Atacama (no Chile) a cerca de 2.400m de altitude: com as manchas de Ceres a serem cuidadosamente observadas, aumentando ou diminuindo a sua intensidade conforme expostas ou não aos raios solares no movimento do planeta.

 

No cumprimento da sua missão para lá do planeta Marte e depois de já ter visitado o próprio Planeta Vermelho, o asteroide Vesta e o planeta anão Ceres, a sonda Dawn caminha agora para o fim da sua jornada – enquanto uma outra sonda tendo já ultrapassado Plutão (a NEW HORIZONS) mergulha profundamente na Cintura de Asteroides.

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:45
Sexta-feira, 22 DE Janeiro DE 2016

Relacionando o anão Ceres

Agora que Ceres (orbitando a quase 420 milhões de quilómetros do Sol) é momentaneamente esquecido e posto de lado face à possibilidade há poucos dias lançada por investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia da existência de um 9º Planeta para além da órbita de Plutão (a mais de 5.900 milhões de quilómetros de distância do Sol).

 

Vista parcial da região do planeta anão CERES situada no limite sudeste da cratera de DANTU (obtida a partir de PIA 20300). Sendo visíveis os depósitos de materiais mais brilhantes existentes à sua superfície.

 

PIA20300.jpg

CERES
(20.12.2015)

 

Um novo planeta que nos traz à memória a história tantas vezes contada da existência de um 10º Planeta ou Planeta X integrando o Sistema Solar (ainda Plutão não tinha sido despromovido a planeta anão), fazendo-nos ainda pensar (e refletir um pouco mais) sobre as reais intenções por parte dos cientistas da NASA.

 

Mais uma imagem do planeta anão CERES obtida a partir de uma câmara instalada na sonda DAWN. Registada quando a sonda se encontrava a menos de 400km da superfície do corpo celeste, integrando a região conhecida como a Cintura de Asteroides.

 

Qual a relação?

 

A ser verdade a concretização no plano prático da existência de um 9º Planeta no nosso Sistema Solar, ficará assim explicado como um sistema planetário como o nosso se mantem sempre relativamente estável e equilibrado, fazendo-o por ação gravitacional de um outro planeta também dele fazendo parte, mas utilizando uma órbita muito mais excêntrica se comparada com as dos restantes. Mantendo a estabilidade planetária e controlando a Cintura de Asteroides. Mas talvez em casos extremos (no seu periélio) podendo criar o caos.

 

(imagem: DAWN/NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:59
Domingo, 19 DE Julho DE 2015

A sonda DAWN de novo mais perto de Ceres

São para já dois os Anões recentemente visitados pela Branca de Neve:
E um deles já aí está outra vez!

 

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A sonda DAWN e o planeta anão CERES
(ilustração)

 

Agora que a sonda NEW HORIZONS se encontra a 6.000.000km de distância do planeta anão PLUTÃO (cinco dias depois de ter passado a cerca de 12.000km de distância a uma velocidade de 14km/s), convém recordar que outra sonda norte-americana se encontra nas proximidades do planeta anão CERES: um corpo celeste localizado na região da CINTURA de ASTERÓIDES (muito mais perto da TERRA) e agora visitado por outra sonda da NASA, mas neste caso para o orbitar e estudar (e não como no caso de Plutão, passando por ele e pelas suas luas a grande velocidade).

 

No caso da sonda DAWN a nova aproximação ao planeta deveria colocá-la a partir do passado dia 17 (sexta-feira) numa nova orbita mais aproximada à superfície do planeta anão (a menos de 4.000km), iniciando aí uma nova fase de recolha de informações e de imagens sobre Ceres (tal como Plutão outro antigo planeta do Sistema Solar despromovido). Estando previsto que na sua orbita de maior aproximação (já em Agosto e a cerca de 1.500km da superfície) a missão possa obter as melhores imagens do planeta anão. E como hoje já é dia 19 e certamente que as imagens demoram a chegar à Terra menos tempo comparando com Plutão (que nem chegam a cinco horas), que estejamos desejosos, confiantes e sobretudo atentos.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:12
Quinta-feira, 25 DE Junho DE 2015

O Misterioso Planeta CERES

“É sempre bom pensar que existe algo mais”

 

Sempre que alguém nos disser aquilo que sempre pensamos mas nunca o ousamos dizer, teremos que perder a mania de lhes deitarmos logo fogo (como tentaram fazer com Galileu, apenas por afirmar que a Terra não era o centro do mundo). E para qualquer médio imbecil (mas com a escola toda, seja ela o que isso for), é de fácil constatação que num Universo infinito um mundo de espécie única só mesmo num aviário: e isso seria transformar-nos em cobaias de uma espécie superior. Seja como for se a Terra não é o centro o Homem também não.

 

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Ao fundo a montanha (pretensamente) em forma de pirâmide e de 5 a 6km de altura

 

Enquanto aguardamos impacientemente por novidades oriundas dos lados da agência espacial norte-americana NASA sobre as manchas brilhantes descobertas sobre a superfície do planeta anão CERES (no dia de hoje localizado a cerca de 300 milhões de quilómetros da Terra), vamos congeminando na nossa cabecinha várias explicações minimamente aceitáveis para este estranho e talvez artificial fenómeno: desde as primeiras explicações fornecidas em antecipação e não oficialmente pelos cientistas ligados à missão DAWN justificando esse brilho através da possível presença de água nesse corpo celeste (ou outros materiais reflectores da luz como o sal e outros cristais), até à possibilidade de apresentação de uma outra explicação também credível e racional e envolvendo interferência externa (daí a introdução da definição de artificial).

 

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Manchas brilhantes e estruturas próximas (escuras) desconhecidas

 

Suponhamos então que em tempos há muito idos as civilizações atravessavam toda a estrutura e dimensão do nosso bocadinho (particular) de Espaço. Como consequência e num dos nossos Saltos evolutivos, teremos saído da nossa zona de conforto e partido em direcção ao desconhecido: e da descoberta à colonização fora apenas mais um passo. E se o fizéramos um dia, muitos outros o poderiam ter feito. Num mundo de probabilidades existiria sempre uma hipótese: de Ceres ter sido visitada. Partindo deste pressuposto as imagens recebidas do planeta anão ainda incendeiam mais a nossa imaginação, ainda por cima sendo sobrevalorizadas pelos comentários dos cientistas da própria NASA: “The closer we get to Ceres, the more intriguing the distant dwarf planet becomes. New images of Ceres from NASA’s Dawn spacecraft provide more clues about its mysterious bright spots, and also reveal a pyramid-shaped peak towering over a relatively flat landscape”.

 

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O Empire State Building de CERES (com 3 a 4km de altura)

 

A sonda norte-americana DAWN enviada pela NASA em direcção ao planeta anão CERES (anteriormente tendo já visitado o proto planeta VESTA), encontra-se desde há várias semanas em órbita deste planeta da Cintura de Asteróides, oferecendo-nos a partir das suas câmaras imagens surpreendentes tiradas a partir de 4.400km de distância: imagens em que aparecem diversas manchas luminosas de origem desconhecida e espalhadas em certos pontos da superfície do planeta; uma imagem em que sobre a superfície plana e coberta de crateras aparece uma montanha com cerca de 5/6km de altura; e outras imagens oferecendo-nos a visão de uma superfície carregada de crateras e com diversos picos aparecendo no seu interior (em maior número do que é mais comum acontecer noutros corpos celestes similares) e apresentando fortes indícios de grande actividade registada em tempos remotos à superfície deste planeta – como inundações, deslocamento de terrenos e colapso de estruturas. Entretanto a sonda Dawn continuara a sua missão de observação e estudo do planeta anão Ceres, atingindo no início de Agosto a sua órbita de maior aproximação: a uma altitude de apenas 1.450km, de um mundo localizado a 300 milhões de quilómetros de distância da Terra.

 

(imagens – NASA e WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:17
Segunda-feira, 22 DE Junho DE 2015

De Albufeira para os Anões

Enquanto os teóricos do fim do mundo se dedicam mais uma vez à descoberta da nova data do nosso apocalipse – agora estabelecido para meados do próximo mês de Setembro, período no qual um corpo celeste atingirá a Terra – são agora os cientistas a preverem num futuro próximo, a nossa extinção como espécie. E a explicação para este acontecimento é por demais evidente: “Our activities are causing a massive loss of species that has no precedent in the history of humanity and few precedents in the history of life on Earth.” (Gerardo Ceballos)

 

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Superfície de Ceres
(PIA 19574 – Dawn Survey Orbiter)

 

Explicam estes cientistas que muitas das espécies ainda presentes no nosso espaço-tempo de vida e que noutros tempos e noutras condições ambientais poderiam durar cerca de 12.000 anos, vêm agora o seu período de existência brutalmente encurtado e acelerado mais de 100 vezes: assim de 12.000 anos passámos para 120 anos e vimos diante de nós (no nosso curtíssimo tempo de existência) sucessivas espécies a desaparecerem, sem que nada se fizesse para impedir esta catástrofe (na qual estamos incluídos). Entre mortos e feridos a banalização da extinção.

 

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Ceres
(Monte com cerca de 6km de altitude)

 

Teoria do nosso destino (banalizada a morte não interessa a causa, nem sequer as consequências) pela qual muitos dos apologistas do fim do mundo (próximo) têm lutado afincadamente nos últimos anos (no sentido em que se confirme que tinham razão e que o mesmo se concretize – já com eles evidentemente há muito preparados), especialmente desde que se ressuscitou de novo e se transformou em moda as previsões apocalípticas pretensamente atribuídas aos Maias, concretizadas nos ecrãs através do filme 2012. Não compreendendo no entanto que a extinção das espécies não advém apenas de influências exteriores (oriundas do interior da Terra ou do Espaço exterior que a rodeia), mas também do papel desempenhado nesse mundo pela espécie dominante: precisamente aquilo que os dinossauros (e por qualquer tipo de razão) não tiveram capacidade de compreender.

 

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Ceres
(Estrutura desconhecida com cerca de 10x a altura do ESB)

 

Num planeta criado há 4,5 biliões de anos, com os nossos antepassados a começarem a andar por aí há cerca de 6 milhões de anos, com a nossa forma actual a evoluir nos últimos 200 mil anos e com a civilização tal como hoje a conhecemos a começar a erguer-se há 6 mil anos (por acaso a idade que a Bíblia atribui à Terra), a primeira constatação a tirar reside no grande interregno entre a criação do planeta e o aparecimento do Homem. O que nos leva a pensar que excluindo toda a nossa História, poderão ter acontecido muitas outras Histórias (na Terra e fora dela) e com destinos muito diferentes. Da mesma forma que os especialistas sugerem que actualmente todos os sinais apontam para uma extinção das espécies, ao mesmo tempo acrescentam que esta não será a primeira mas efectivamente a Sexta Extinção (registada nos últimos 500 milhões de anos): com a dos Dinossauros (a intermédia e a mais violenta) tendo sido há cerca de 250 milhões de anos. E porque não acrescentar (mesmo que vindo de um leigo interessado e curioso) que a Terra já tenha sido sujeita a vários ciclos evolutivos (Saltos), podendo esta entre todas as espécies que foram aparecendo ao longo da sua transformação, ter aproveitado uma delas, dando-lhe a hipótese de se replicar e de novo evoluir (como se alguém fizesse reset e recomeçasse o mesmo programa)?

 

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Ceres
(Manchas brilhantes à superfície do planeta anão)

 

Enquanto isso e dados os Eventos possíveis (mas não confirmados) ainda estarem cronologicamente a caminho, as nossas atenções viram-se agora para outros mundos do nosso Sistema Solar, particularmente aqueles com possibilidades de existência de água, mais distantes, desconhecidos e ainda misteriosos. Com a sonda New Horizons encaminhando-se para Plutão e com outra sonda norte-americana já em órbita de Ceres: dois planetas anões (ex-planetas do Sistema Solar entretanto despromovidos) de características ainda desconhecidas, provavelmente podendo conter água e transportando consigo alguns mistérios interessantes, como a forma estranha e o movimento bizarro de alguns dos cinco satélites de Plutão e as misteriosas manchas brilhantes na superfície de Ceres (além de outras estranhas evidências topográficas).

 

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Plutão
(imagens da sonda New Horizons na aproximação ao planeta anão)

 

Mas fiquemo-nos por Ceres: um pequeno planeta situado na Cintura de Asteróides, apresentando manchas brilhantes em diferentes locais da sua superfície (que muitos afirmam poder ser sinal de existência de água) e agora mostrando-nos a presença de estranhas elevações aí se destacando claramente e atingindo altitudes bastante consideráveis. Com uma montanha podendo atingir os 6.000 metros de altura e uma outra construção de menor envergadura a ser equiparada a 10x a altura do Empire State Building (edifício com cerca de 400 metros de altura). E juntemos toda a gente: leigos (curiosos) e eruditos (conhecedores). Se no primeiro caso até que éramos capazes de aceitar num solo tão castigado e cheio de crateras o aparecimento excepcional de uma grande elevação (um processo natural de transformação), já no segundo caso o aparecimento de uma outra estrutura estranha e extremamente elevada no interior de uma cratera, levanta sérias dúvidas e grandes suspeitas (por susceptível de contribuição artificial). E então se associarmos a tudo isto o mistério das manchas brilhantes, ainda se adensa mais o mistério e a nossa oscilação entre o natural e o artificial. Para uns apenas mais um acaso (físico) e uma resposta às nossas necessidades (psíquicas), para outros mais uma manifestação de que não estaremos isolados no (nosso) cosmos: sejam simples emigrantes (noutros tempos o Homem terá partido para o Espaço, estando agora e lentamente de regresso) ou desconhecidos de outras paragens.

 

E sabendo todos nós como até há bem pouco tempo o nosso planeta Terra era o único a ter água, sendo esta molécula na actualidade uma presença já comprovada em muitos outros corpos celestes do nosso Sistema Solar, não será assim tão difícil de acreditar que além de nós algo mais existirá. Só falta mesmo a confirmação oficial pois já os vemos em sinais e até nos nossos sonhos.

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:11
Quarta-feira, 13 DE Maio DE 2015

Ceres a 6 de Junho

“Quando no século passado o Homem olhou para o Céu compreendeu de imediato que o seu próximo passo em direcção ao Futuro passaria obrigatoriamente pelo Espaço: reafirmou-o quando deu o seu primeiro passo num mundo alienígena mas inesperadamente pareceu entrar num período de hibernação. Restam-nos as sondas e os teóricos do holograma.”

 

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DAWN a 13.600km de CERES
(início de Maio)

 

A sonda norte-americana DAWN continua no seu trajecto de aproximação ao planeta anão CERES, junto do qual se colocará a partir do dia 6 de Junho numa órbita situada a cerca de 4.400km de distância. Recorde-se que outra sonda norte-americana (a NEW HORIZONS) vai a caminho de outro planeta anão, ainda há poucos anos considerado o nono planeta principal do nosso Sistema Solar: Plutão lá para os meados de Julho.

 

CERES encontra-se neste momento a mais de 370 milhões de quilómetros da Terra e como a sua órbita relativamente à distância ao nosso planeta é variável, quando DAWN entrar em órbita do planeta anão a 6 de Junho, estará então 30 milhões de quilómetros mais perto de nós (a distância Terra/Ceres encurtará até cerca de 290 milhões por volta do fim de Julho). Como se pode ver com tudo muito bem previsto.

 

Um dos aspectos que mais tem intrigado os cientistas responsáveis pela missão DAWN (e com isso despertando a curiosidade de muitos mais entre leigos e eruditos), têm sido as duas manchas brancas e brilhantes que surgem lado a lado numa mesma área (cratera) do planeta: e que se destacam de uma forma bem visível do resto da superfície de CERES.

 

Têm sido várias as interpretações para este fenómeno mas todas elas reflectindo uma explicação racional e natural. Estas manchas brilhantes (provavelmente existirão zonas mais brilhantes do que outras no planeta) poderiam ter origem em manifestações geológicas a decorrer em CERES (vulcânicas/géisers), ou simplesmente a material aí depositado e que reflectiria intensamente a luz vinda do Sol: como por exemplo a água (gelo).

 

Até que poderiam ser extraordinários geradores solares, acumuladores numa parte do tempo, distribuidores noutra parte do mesmo (respeitando o período orbital do planeta), mas sempre em funcionamento, presentes e luminosos. O que implicaria uma intervenção exterior e uma origem artificial. A Vida no Universo poderá (ou não, caso sejamos mesmo únicos) tomar os mais diversos e inesperados aspectos: porque não pensar, supor ou até sugerir que algo (de diferente) se passa por ali?

 

(imagem – NASA)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:38
Quinta-feira, 26 DE Fevereiro DE 2015

As Luzes de Ceres

As Duas Manchas Brilhantes Observadas sobre a Superfície de Ceres
(planeta anão neste momento localizado a cerca de 500.000.000Km da Terra)

 

“One possible destination for human colonisation given its abundance of ice, water, and minerals.” (space-facts.com)

 

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A sonda espacial Dawn a caminho do planeta anão Ceres
(ilustração)

 

Cada vez mais próxima do planeta anão CERES a sonda DAWN acaba de nos enviar uma nova imagem deste corpo celeste, fazendo parte da Cintura de Asteróides – e orbitando numa região situada entre as órbitas de Marte e de Júpiter. No dia 6 de Março a sonda enviada pela NASA entrará finalmente em órbita deste mini planeta (após ser capturada pela sua força de gravidade), estando neste preciso momento a cerca de 40.000Km de distância. Além do seu sistema de propulsão habitual a sonda contará assim (e ainda), na prossecução da sua viagem pelas profundezas do espaço, com a ajuda da gravidade de Ceres: tal como já terá feito noutras ocasiões com outros objectos ultrapassados.

 

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Trajectória de aproximação da sonda Dawn à órbita de Ceres
(a executar entre os dias 1 e 7 de Março)

 

Depois de já ter visitado o outro dos dois maiores corpos celestes pertencentes à Cintura de Asteróides (VESTA com mais de 500Km de diâmetro), a sonda norte-americana Dawn tem agora Ceres como novo objectivo: outro corpo maciço e com o dobro do diâmetro do asteróide gigante. Os dois corpos celestes pertencem a um grupo restrito de objectos a serem estudados e analisados atentamente pelos cientistas e investigadores que acompanham estas missões a regiões distantes do nosso Sistema Solar, não só por serem mundos com grandes probabilidades de aí se encontrar água (gelada e cobrindo partes da sua superfície), como também de aí poderem ser descobertas formas ainda que primitivas de vida.

 

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Ceres como visto a partir da sonda Dawn
(em 19 de Fevereiro quando esta se encontrava a 46.000Km de distância do planeta)

 

Na sua fase final de aproximação ao planeta anão Ceres, as imagens que as câmaras da sonda Dawn têm vindo ultimamente a enviar para a Terra, têm intrigado cada vez mais os cientistas responsáveis pela missão: agora são bem visíveis duas manchas bastante brilhantes localizadas na base da mesma cratera, precisamente no mesmo local onde anteriormente apenas uma era visível (a mancha maior à esquerda). A explicação mais lógica para a compreensão deste fenómeno poderá assentar na ocorrência de fenómenos de origem vulcânica de causa desconhecida (a geologia de Ceres é ainda uma incógnita). E com a sonda a entrar definitivamente em órbita de Ceres, as suas condições de observação irão melhorar consideravelmente, atingindo a mesma a sua primeira órbita ao planeta numa trajectória circular (deslocando-se de pólo a pólo): no seu ponto mais privilegiado a 13.500Km da superfície de Ceres. Aí se verá a origem destas manchas brilhantes (e de outras), a possibilidade de existência de água (e até de atmosfera) e porque não, de outra coisa qualquer.

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:11
Quarta-feira, 21 DE Janeiro DE 2015

O Planeta Anão Ceres

Far away from Earthlings who look forward to a new year, Dawn looks forward to a new world. On the far side of the sun, the interplanetary explorer is closing in on Ceres, using its advanced ion propulsion system to match solar orbits with the dwarf planet.

 

PIA19166_700.jpgCERES
(imagem obtida a 13 de Janeiro deste ano pela sonda Dawn, a quase 340.000Km de distância do planeta anão Ceres)

 

Since breaking out of orbit around the giant protoplanet Vesta in September 2012, the spaceship has patiently flown in interplanetary cruise. That long mission phase is over, and now Dawn is starting the Ceres chapter of its extraordinary extraterrestrial expedition. Configured for its approach phase, the craft is following a new and carefully designed course described in detail last month. In March it will slip ever so gracefully into orbit for an ambitious and exciting exploration of the alien world ahead.

 

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DAWN
(trajectória simulada e localização da sonda Dawn em 21 de Janeiro)

 

Over the past year, we have provided previews of the major activities during all the phases of Dawn’s mission at Ceres. This month, let’s take a look at Ceres itself, an intriguing and mysterious orb that has beckoned for more than two centuries. Now, finally, after so long, Earth is answering the cosmic invitation, and an ambassador from our planet is about to take up permanent residence there. Over the course of Dawn’s grand adventure, our knowledge will rocket far, far beyond all that has been learned before. (Dawn Journal – December 29 – Marc Rayman – Chief Engineer/Mission Director, JPL)

 

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CERES
(ampliação da imagem do planeta anão Ceres registada a 13 de Janeiro)

 

Depois de ter visitado o asteróide VESTA a sonda DAWN aproxima-se agora do planeta anão CERES. Tendo como principal objectivo da sua missão o estudo da evolução do Sistema Solar durante estes vários milhões de existência, analisando as condições e processos de formação destes dois corpos celestes, os cientistas esperam entender melhor como ele se terá formado, as transformações registadas e até o futuro do nosso Sistema.

 

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VESTA
(tal como observada entre Julho de 2011 e Setembro de 2012 pela sonda Dawn, com a sua grande elevação a sul e as suas três crateras “snowman” a norte)

 

Neste momento e já depois de ter ultrapassado a Cintura de Asteróides existente entre os planetas Marte e Júpiter, prevê-se que a sonda norte-americana da NASA que se desloca a mais de 700Km/h e se encontra a mais de 180.000.000Km da Terra e a cerca de 100.000Km de CERES, entre em órbita deste proto planeta no próximo mês de Março. Segundo os cientistas responsáveis pela missão DAWN o planeta anão CERES (que segundo estes terá sido formado mais tarde que VESTA) possuindo um núcleo interior mais frio, terá a sua superfície coberta por uma fina camada de gelo e provavelmente debaixo dela um oceano.

 

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DAWN
(uma sonda dispondo das últimas inovações tecnológicas, alimentada a energia iónica e cuja função é tentar-nos transportar para os anos iniciais do Sistema Solar)

 

Quanto à sua dimensão (quase o dobro de VESTA) o planeta anão CERES andará perto dos 950Km de diâmetro. Como curiosidade a sonda DAWN é propulsionada a energia iónica, o que lhe facilitará as manobras em torno de CERES (ao contrário do que aconteceria caso utilizasse combustível convencional).

 

(texto em itálico, dados e imagens – NASA)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:48

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