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Sexta-feira, 22 DE Dezembro DE 2017

Eleições na Catalunha ‒ Resultados

Realizado o ato eleitoral para o novo parlamento da CATALUNHA (tido como A Solução), tudo ficou na mesma (parecendo mesmo de propósito) ‒ colocando de novo o processo (a iniciativa) nas mãos dos autores do artigo (155).

 

INDEPENDENTISTAS ‒ 70 mandatos

NÃO INDEPENDENTISTAS ‒ 57 mandatos

(Expetantes ‒ 8 mandatos)

 

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Carles Puigdemont

Com os seus apoiantes JUNTS/CAP a ficarem em 2º mas juntamente com os seus aliados Independentistas ERC e CUP mantendo a maioria no Parlamento da Catalunha

 

P/C

Eleições 2015

Eleições 2017

Cidadãos

25

36

JUNTS/CAP

62

34

ERC

-

32

PSC

16

17

Podemos

11

8

CUP

10

4

PPC

11

4

(P/C: Partido/Coligação)

 

Com a vitória de CIDADÃOS nas eleições da CATALUNHA um partido centrista e anti independentista (e de uma forma algo surpreendente) derrotou todas as formações Independentistas (3) sendo de todos os candidatos o mais votado: com 36 mandatos conquistados (dos 135 no total) sendo o mais representado no parlamento, deixando logo atrás de si o JUNTS/CAP de Carles Puigdemont (com 34 mandatos) e a Esquerda Republicana/ERC (com 32 mandatos).

 

 Opção Política

Eleições 2015

Eleições 2017

Variação

Independentistas

72

70

-2

N/Independentistas

52

57

+5

Expetantes

11

8

-3

(Maioria com 68 mandatos)

 

E tendo como grandes derrotados o PODEMOS (de esquerda) /perdendo 3 mandatos, a extrema-esquerda/CUP/perdendo 6 mandatos e sobretudo com uma estrondosa derrota o PPC (versão catalã do PP) /perdendo 7 mandatos; e com os socialistas do PSC a serem a 4ªforça alcançando mais um mandato. No final do dia 21 de Dezembro e na sequência do Artigo 155 (decretado por Madrid) perdendo os Independentistas 2 mandatos (passando do 72 para 70), os expetantes do PODEMOS 3 mandatos (passando de 11 para 8) e ganhando os Anti Independentistas 5 mandatos (passando de 52 para 57): mantendo-se a Maioria pela Independência com 70 mandatos (maioria 68) e os oposicionistas com 52.

 

(imagem: Stephanie Lecocq/ EFE/EL PAÍS)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:11
Terça-feira, 19 DE Dezembro DE 2017

Eleições na Catalunha

[21 de Dezembro de 2017/quinta-feira]

 

Após o referendo de 1 de Outubro, da declaração de Independência em 10 de Outubro, da sua votação e aprovação em 27 de Outubro e finalmente da instituição do célebre artigo 155 ‒ retirando nesse mesmo dia (27) o Estatuto de Autonomia à Catalunha e destituindo o Governo ‒ realizam-se este dia 21 as Eleições convocadas pelo Governo de Madrid para a constituição de uma nova Assembleia Parlamentar: correndo-se o risco (face ao que já se pensava antes e agora confirmado pelas sondagens) de que o ambiente político se mantenha indefinido e com o decorrer e o arrastar da crise o problema ainda se agrave mais.

 

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Último Debate

7 Candidatos às Eleições de 21 de Dezembro de 2017 na Catalunha

(da esquerda para a direita Xavier García Albiol/PPC, Miquel Iceta/PSC, Marta Rovira/ERC, Jordi Turull/JUNTS+CAP, Inés Arrimadas/Ciutadans, Xavier Domènech/PODEM e Carles Riera/CUP)

 

No próximo dia 21 de Dezembro de 2017 (quinta-feira) realizam-se as Eleições para o Parlamento da Catalunha: marcadas pelo Governo Central de Espanha aquando da dissolução do anterior Governo Autonómico (liderado por Carlos Puigdemont) e justificada pela Declaração (unilateral e ilegal) da Independência da Catalunha (uma das regiões espanholas com Estatuto de Autonomia). E como é do conhecimento público com representantes e líderes dos partidos e outras organizações políticas que apoiavam o anterior Governo Autónomo da Catalunha (dando-lhe a necessária maioria parlamentar), a estarem mesmo que em liberdade cerceados de alguns dos seus direitos (já que associados à tentativa ilegal de separação de Espanha), outros a estarem presos (não desejando abandonar a sua terra e a sua luta, ficando e já tendo sido pronunciados) e ainda outros exilados (não desejando ser detidos por considerarem essa ação desproporcionada e por estratégia pessoal).

 

Com um total de 11 candidaturas apresentadas aos 4 círculos eleitorais da Catalunha (mas com algumas delas a não o confirmarem) ‒ círculos de Barcelona, de Gerona, de Lérida e de Tarragona ‒ e no final com 7 partidos/coligações a entrarem na corrida pela conquista do Parlamento e do próximo Governo Catalão (em princípio a tomar posse no início de 2018): sucedendo assim ao traidor e fugitivo (segundo Madrid) Carlos Puigdemont. Para já e segundo as últimas sondagens com a luta pela vitória a travar-se entre a ERC (Esquerda e pela Independência) e o Ciutadans (Centro e contra a Independência) e com as mesmas (sondagens) a apontarem para uma vitória dos Independentistas (congregando ERC, JUNTS/CAT e CUP) mas sem maioria absoluta (o que acontecia anteriormente): com a ERC a atingir os 23,0%, seguido por Ciutadans com 22,6%, do JUNTS/CAT com 17,0% e do PSC (socialistas) com 15,3% (e com o remanescente a sobrar para o PODEM/de esquerda com 7,9%, para o PPC/de direita ‒ a filial do PP e único apoiante a mais de 100% das medidas tomadas pelo Governo de Madrid ‒ com 6,1% e finalmente para a CUP com 6,25).

 

E assim com os Independentistas (ERC/CAT/CUP) a ficarem pelos 46%, com os Autonomistas/Não Independentistas (Ciutadans/PSC) a ficarem pelos 38%, com os Independentistas ou não Independentistas/Autonomistas (PODEM) a ficarem pelos 8% e finalmente com os fiéis incondicionais de Madrid (PPC, o PP da Catalunha) quedando-se pelos 6% ‒ e certamente caso se entendam (ERC/CUP/CAP com o PODEM/Podemos da Catalunha) podendo mesmo os pró-Independentistas formar (de novo) o próximo Governo (com ou sem Carlos Puigdemont incluído no JUNTSXCAT). Apresentando o estudo (média das últimas sondagens) os seguintes resultados:

 

Partido/Coligação

Eleição 2015

Resultados

(mandatos)

Eleição 2017

Sondagens

(mandatos)

Variação

(+/-)

ERC

-

(34)

-

Ciutadans

25

31

+6

JUNTS/CAP

(62)

(25)

-

PSC

16

21

+5

PODEM

11

9

-2

CUP

10

8

-2

PPC

11

7

-4

135 mandatos ‒ maioria 68

(comparando 2015 com 2017, com JUNTS/CAP a perder ‒ (-3) ‒ face a ERC+JUNTS/CAP)

 

No próprio dia 21 e encerradas as urnas ficando-se a saber o que adiantou este novo ato eleitoral. A partir daí voltando-se de novo a ouvir falar do assunto (em toda a comunicação social até na portuguesa) até hoje como que adormecido (certamente com os jornalistas temporariamente anestesiados) nas prateleiras dos média: e se entre 27 de Outubro e 21 de Dezembro era como se nada se tivesse passado (curiosamente só saindo neste período intermédio, silêncio ou notícias pró Governo) certamente que a partir desse dia (próxima quinta-feira) muito se falará apesar de o mais certo é nada ter mudado entretanto. Aí se questionando o que virá a seguir (dada a irredutibilidade dos Independentistas e de um Governo/PP que já não deveria lá estar)? Sendo o mais certo neste Mundo (podre e corrupta) da Política podermos (convictamente) afirmar, Pobres dos Espanhóis e Pobres dos Catalães! (e nunca esquecendo a nossa sorte de nos termos conseguido libertar do jugo de Espanha dando mais tarde origem a Portugal, algo na mesma altura não alcançado pela Catalunha a outra região então entrando na mesma luta mas sendo infelizmente derrotada).

                                                                                                                              

(dados: wikipedia.org e elperiodico.com ‒ imagem: Jon Nazca/Reuters)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:32
Segunda-feira, 02 DE Outubro DE 2017

Eleições em Albufeira com vitória PSD

PSD ‒ 4

PS ‒ 3

 

Realizadas as Autárquicas em Albufeira ficou tudo na mesma: PSD 4 vereadores (e a Presidência) e PS 3 vereadores. Numa estratégia brilhante (da direita) de eliminação (do VIVA) e de aproveitamento (dos seus votantes) ‒ já que concorrendo com duas listas (PSD e VIVA) o PSD arriscava-se a perder. Ao contrário do que fez a esquerda que apresentando outra lista (BE) arrumou com o PCP-PEV e deu a maioria ao PSD (facilitando-lhe a conquista do 4º vereador).

 

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 Carlos Silva e Sousa (PSD)

 

Tendo em consideração que nas eleições autárquicas de 1 de Outubro de 2017 no concelho de Albufeira, (1) votaram mais 222 eleitores do que nas eleições de 2013 (2), concorreram mais dois partidos (BE e PAN) com um total de 1256 votos, (3) a coligação PCP/PEV perdeu 669 votantes (o grande derrotado da noite) e sobretudo (4) não tendo participado o movimento VIVA por rejeição da sua candidatura (em 2013 tendo obtido 1534 votos), sendo fácil de concluir que em 1 de Outubro a grande transferência de votos (2203) veio de (3) e de (4), adicionando-se ainda mais os votos vindo de (1) dando um total de 2425.

 

Sendo esses 2425 votos e a sua distribuição pelos partidos/coligações concorrentes que decidiram o vencedor entre as 6 candidaturas apresentadas à Câmara (colocado fora o VIVA). Com o PSD a aumentar a sua votação em 987 votos, com o PS a aumentar 447, com o CDS/MPT/PPM a aumentar 17 e com os restantes 1256 a distribuírem-se pelo BE (742) e pelo PAN (514).

 

 

C

 

A

 

F

 

 

P/C

%

Mandatos

%

Mandatos

%

Mandatos

V

PSD

42.6

4

39.3

10

38.8

22

3

PS

34.5

3

34.9

8

37.8

24

1

BE

5.4

0

5.9

1

5.4

2

0

PCP/PEV

4.7

0

5.8

1

5.4

1

0

PAN

3.8

0

4.6

1

2.9

1

0

CDS/MPT/PPM

2.7

0

2.9

0

3.0

0

0

(C: Câmara A: Assembleia F: Freguesia P/C: Partido/Coligação V: Vitória)

 

Em conclusão e além da derrota do PCP/PEV (em 2013 a 218 votos de eleger um vereador em vez do VIVA e agora sendo ultrapassado pelo BE e com o PAN um pouco abaixo) com o PSD a ser o grande vencedor graças à exclusão do VIVA: dos 1534 votos de 2013 com o PSD a receber uma transferência de 1044 e o PS de 490 em 2017. E com essa transferência superior à do PS em 554 votos, sendo o suficiente com os 563 que o PSD já trazia de 2013 (num total de 1117) para vencer as Autárquicas com 1103 votos de diferença (como se vê nestes cálculos sendo pouca significativa a diferença final/-14).

 

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 Ricardo Clemente (PS) e Manuela Jorge (PCP/PEV)

 

Assim com o poder político na Câmara de Albufeira a manter-se por mais 4 anos nas mãos do PSD (agora sem a necessidade do VIVA), graças a uma estrondosa derrota do PCP/PEV e com o PS (outra grande derrota) a nem sequer saber aproveitar o Bom funcionamento (para já) da Geringonça, para aproveitar o clima positivo (em torno do PS nacional) e ganhar. Já na Assembleia Municipal (21 elementos) e apesar da vitória, com o PSD em minoria (10/21) face à oposição PS/BE/PCP-PEV (10/21) e ao elemento do PAN (1/21). Já no caso das Juntas de Freguesia com o PSD a não conseguir atingir a maioria de elementos eleitos (22 em 50) vencendo o PS (24) ‒ e com os outros 4 elementos a serem do BE/PCP-PEV/PAN (2/1/1).

 

E com o PSD a ganhar em 3 das 4 freguesias (p/Presidência das mesmas) sendo a única exceção Paderne onde venceu o PS. Numas eleições com um resultado um pouco surpreendente (depois do ciclo PS ainda no ciclo PSD) até para os animais irracionais.

 

(imagens: sulinformacao.pt/região-sul.pt/postal.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:57
Sábado, 30 DE Setembro DE 2017

Sondagem Legal em Albufeira

“Nem todas as Sondagens realizadas durante o Período de Reflexão são ilegais ‒ podendo-o ser sendo reais, não o sendo se Imaginárias (apesar de estes dois Mundos serem Um).”

(Em 30/01/2017 a poucas horas da abertura das urnas)

 

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 Residentes do Concelho

(freguesia de Albufeira)

 

Sem nenhuma chamada telefónica realizada a qualquer um dos eleitores ativos do concelho de Albufeira (Albufeira & Olhos d’Água, Guia, Ferreiras e Paderne), foi este o resultado da sondagem nunca antes realizada (talvez tendo sido feita unicamente a felinos):

 

P/C

%

Mandatos

PS

38

3

PSD

28

2

CDU

19

1

VIVA

12

1

CDS

3

0

(BE)

a)

a)

(PAN)

a)

a)

Responsabilidade da Sondagem: Produções Status Quo

(P/C: Partido/Coligação)

 

Realizadas as Eleições, confirmando-se as previsões (um pouco imaginativas mas mesmo assim resultando de cálculos) e certamente existindo algum Flip-Flop de ideias (tão caraterístico dos políticos), sendo 3 as possibilidades de arranjo e de maioria autárquica:

 

PS+PSD

PS+CDU

PS+VIVA

 

Em função dos resultados da Eleição de dia 1 e em função das 3 hipóteses de Governo Autárquico (4 mandatos dá a maioria), pelo passado histórico e pela necessidade de manutenção do Status Quo eliminando-se desde logo B (por envolver os vermelhos);

 

Restando assim e apenas a 1ª e a 3ª hipóteses, uma envolvendo dois Partidos a outra um Partido e uma Coligação: sendo a 1ª uma contradição (PS/PSD) e a segunda uma continuação (saindo o PSD e sendo substituído na rifa, inevitavelmente ficando PS/VIVA).

 

IMG_3015.jpg

 Dois abstencionistas em reflexão

(freguesia da Guia)

 

Como vêm e se não surgir uma grande surpresa (para os mais de 40.000 residentes de Albufeira) continuando tudo alegremente (na mesma) seja novo (Ricardo Clemente) ou não (Carlos Sousa) o Presidente. E com os outros felizes (se) vendo-se vereadores.

 

[a) Dada a falta de dados em relação a eleições anteriores (de modo a poderem ser manipulados na sondagem) e os encargos financeiros que a obtenção de tais dados poderia acarretar (tudo se paga tornando o pouco insuportável) sendo infelizmente impossível introduzir (neste lado do Espelho) o BE e o PAN. No entanto ainda podendo subtrair à CDU, oferecendo mais um animal/racional ao PS/Maioria Absoluta.]

 

(imagens: PA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:38
Quinta-feira, 28 DE Setembro DE 2017

Eleições Autárquicas em Albufeira

Com o Ambiente Político em Portugal a 3 dias das Autárquicas a sugerir pelo menos no concelho de Albufeira uma vitória do PS (ou então ‒ mas talvez menos esperada ‒ do PSD) e um vereador para a coligação PCP/PEV fazendo a alternância (ou então mantendo-se o vereador do VIVA). Sendo sim ou sendo não no dia 1 se verá.

 

camara-de-albufeira.jpg

Câmara Municipal de Albufeira

No topo-central com uma estrutura fazendo lembrar um Ovni

Podendo-nos sugerir a mesma estar cheia de extraterrestres

 

A 1 de Outubro de 2017 (já no próximo Domingo) realiza-se a 11ª Eleição Autárquica (após o 25 de Abril de 2017) em cada um dos 308 concelhos de Portugal ‒ aí se escolhendo a composição de cada Assembleia de Freguesia, de cada Assembleia Municipal e da Câmara Municipal (e dos respetivos Presidentes).

 

P/C

 

V

%

M

Obs.

PSD

 

4847

35.94

3

-

PS

4284

31.76

3

(a 563 votos do PSD)

VIVA

 

1534

11.37

1

-

PCP/PEV

1317

9.76

0

(a 217 votos do VIVA)

PP/MPT/PPM

 

347

2.57

0

-

BE

 

-

-

-

(não concorreu)

PAN

 

-

-

-

(não concorreu)

Brancos/Nulos

 

1159

8.59

-

-

Abstenção

 

13488

58.99

-

-

Resultados das Autárquicas de 2013

Nas 4 freguesias do concelho de Albufeira

(P/C: Partido/Coligação V: Votação %: Percentagem M: Mandatos Obs.: Observações)

 

No caso do concelho de Albufeira com 7 candidaturas às Eleições Autárquicas ‒ 50 vindos das Eleições para as Freguesias (4 freguesias, Albufeira & Olhos de Água, Ferreiras, Guia e Paderne) 21 para a Assembleia Municipal e ainda 7 vereadores (num total de 78 lugares) ‒ e não se conhecendo sondagens, sendo o cenário mais provável uma luta pela conquista da Câmara entre a atual maioria (PSD/VIVA) e o PS.

 

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Carlos Sousa

O Atual Presidente

 

Com a Autarquia de Albufeira a ser a recordista de candidaturas às Autárquicas (pelo menos na Região do Algarve) e com estas a serem (para a Vereação e como Presidente):

 

Carlos Silva e Sousa (PSD)

Ricardo Clemente (PS)

Ana Vidigal (VIVA)

Manuela Jorge (CDU-PCP+PEV)

Sandra Costa (BE)

Jorge Loureiro (PP/MPT/PPM)

Isabel Machadinho (PAN)

 

Num concelho com cerca de 40.000 residentes ‒ com o número de idosos a crescer (comparando-a com a evolução dos jovens) e os alunos nas escolas a diminuírem ‒ que nas últimas Eleições Autárquicas de 2013 teve o PSD como partido vitorioso (com 4847 votantes/3 vereadores) obtendo a maioria na Câmara graças à eleição de um vereador pelo VIVA (com 1534 votantes/1 vereador): o que por pouco não foi em 2013 completamente alterado, dado o PS ter atingido o mesmo número de vereadores (com 4284 votantes/3 vereadores) do PSD e a CDU (PCP/PEV) ‒ com 1317 votantes ‒ ter estado perto de poder ultrapassar o VIVA substituindo-o na vereação e dando à Câmara uma maioria PS/CDU.

 

A/%

PSD

PS

VIVA

CDU

CDS

BE

APU

PRD

AD

FEPU

76

40/3

40/3

-

-

-

-

-

-

-

17/1

79

-

29/2

-

-

-

-

19/1

-

48/4

-

82

38/3

41/3

-

-

5/0

-

12/1

-

-

-

85

38/3

42/4

-

-

-

-

10/0

9/0

-

-

89

26/2

51/4

-

6/0

14/1

-

-

-

-

-

93

40/3

4774

-

7/0

4/0

-

-

-

-

-

97

24/2

38/3

-

8/0

27/2

-

-

-

-

-

01

48/4

36/3

-

6/0

6/0

-

-

-

-

-

05

62/5

26/2

-

5/0

2/0

-

-

-

-

-

09

67/6

21/1

-

3/0

3/0

3/0

-

-

-

-

13

36/3

32/3

11/1

10/0

3/0

-

-

-

-

-

Resultado das 11 Eleições Autárquicas realizadas em Albufeira

Desde o 25 de Abril de 1074

(A: Ano)

 

desiderio.jpg

Desidério Silva

O 2º Dinossauro de Albufeira

 

Não havendo sondagens conhecidas sobre o Concelho de Albufeira, podendo-se desde já imaginar que desde as últimas Eleições Autárquicas em que o PSD ganhou a Câmara ‒ fazendo-o ininterruptamente nas Autárquicas seguintes ‒ esta poderá ser a grande hipótese de o PS ganhar a Câmara de Albufeira e se o quiser atingir a Maioria (com ou sem coligação): realizando-se num período em que o Governo PS aparentemente ainda controla a situação (e o país político), em que não existe oposição válida e credível a este Governo (basta olhar para as intervenções ultrapassadas ‒ e sem conteúdo e reflexo na sociedade ‒ de Passos Coelho) e em que todas as circunstâncias politicas e sociais empurram inevitavelmente a Geringonça (e seus aliados) para a vitória e para a manutenção do Status Quo atual: com os Socialistas no Governo (ou nas Autarquias), BE e CDU a apoiarem (tentando também manter ou aumentar o nº de Câmaras) e PSD e PP contra (na prossecução do seu caminho suicidário para o Abismo podendo sofrer a maior derrota de sempre ‒ desde 1976).

 

Período

 

Presidente

Partido

Obs.

74/75

Romeu Santa Clara Brito

-

a

75/76

Rui Jorge da Silva Ferreira

-

a

76

Carlos Oliveira Macieira

-

a

76

Xavier Vieira

Xufre

-

a

76/79

Xavier Vieira

Xufre

PS

-

79/82

José Manuel E. dos Santos Silva

AD

-

82/97

Xavier Vieira

Xufre

PS

-

97/01

Arsénio Manuel Vieira Catuna

PS

-

01/12

Desidério Jorge da Silva

PSD

-

12/13

José Carlos

Rolo

PSD

b

13/17

Carlos Silva e Sousa

PSD

-

Os 9 Presidentes da Câmara de Albufeira desde 1974

(a: Comissão Administrativa ou de Gestão b: Interino)

 

Pelo que a 1 de Outubro de 2017 quando os portugueses forem votar nas Eleições Autárquicas, verificando-se aí se as pessoas ainda acreditam (em 2013 com 59% de abstenção) e no caso de Albufeira se querem manter tudo na mesma ou mudar alguma coisa (sabendo-se poder ser para melhor, igual ou pior mas com outros dirigentes). No fundo ou ganha o atual Presidente (Carlos Sousa) ou o candidato PS (Ricardo Clemente), sendo o mais certo só obterem maioria ou com o VIVA ou com a CDU ‒ ou então coligando-se entre eles (PSD e PS) o que dada a história passada, ninguém (para já) acredita.

 

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Xavier Xufre

O 1º Dinossauro de Albufeira

 

E com estas Eleições Autárquicas a desenrolarem-se em pleno período de Governo por parte da Geringonça ‒ o que até poderá ser uma vantagem já que o adjetivado Governo ainda lá vai governando transformando o negativo da mensagem em algo de inesperadamente positivo (e para já agradável) apenas por funcionar ‒ podendo finalmente Albufeira mudar de liderança política ao fim de 16 anos (depois de lá ter estado o PS durante 19 anos). Esperando que vença quem vença tudo não continue na mesma!

 

(imagens: postal.pt/sulinformacao.pt/alfachar.blogspot.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:17
Domingo, 13 DE Agosto DE 2017

Interferências Eleitorais

Russia Warns US Not to Meddle in Upcoming Elections

Russian FM Notes US Diplomats Involved in 'Illegal Activities'

(antiwar.com)

 

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Filas à porta de um supermercado (fechado)

Venezuela (2016)

 

Como se pode ver os EUA ainda são a maior potência mundial nem que seja para a brincadeira: para além do FLIPER de Imprimir (dólares) e do FLIPER de Disparar (balas) também nos brindando com o FLIPER de Imitar (palhaçadas) ‒ para além das impressoras (herdadas dos falsificadores) e das pistolas (herdada dos gangsters) tendo também uma componente psíquica (e subliminar) dando emprego ao bobo da corte, usufruto à realeza e certificado de porte aos restantes (antes de arma agora de canudo). Com outros a os seguirem (russos para se rirem) e ainda outros a aproveitarem (chineses para venderem) ‒ e com a Europa como sempre, a banhos neste período, entre o areal e o mar e ainda com alguns fugitivos (migrantes correndo pela vida sem tempo para parar).

 

With Russian regional elections just a month away, Foreign Minister Sergey Lavrov is doing what is seen as virtually obligatory these days, angrily warning other nations not to meddle in the elections. In Lavrov’s case, his warning was aimed squarely at the US.

 (antiwar.com)

 

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Sergey Lavrov pedindo aos EUA

Para não interferir nas suas próximas eleições (internas)

 

Pelo que nesta Estação Idiota em que todo o Hemisfério Norte está mergulhado no Verão (principalmente uma estreita faixa nas imediações do equador), tudo é mesmo possível nem que seja por reflexão: e se os raios (solares ou cósmicos) ao impactarem a superfície da terra ou da água (cor preta e baça absorvendo, cor clara e brilhante refletindo) poderão ser absorvidos ou refletidos (pelo Mundo Mineral), também o mesmo poderá acontecer com as outras espécies (pertencentes ao Mundo Orgânico), replicando o observado por certeza (eficácia) e distração (prazer). Num tempo quente (temperaturas elevadas) e de asfixia (mental) propício à inconsciência e à inconstância como referência justificativa. Agora com os Russos avisando os Norte-Americanos contra interferências políticas e também eleitorais.

 

(imagens: activistpost.com e washingtonexaminer.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:19
Sexta-feira, 09 DE Junho DE 2017

Eleições no Reino Unido

Tentando reforçar a sua maioria no parlamento britânico de 330 lugares (em 650 maioria a 326) Theresa May desejou antecipar as eleições (não ligando às preocupações dos seus eleitores) e o resultado foi uma estrondosa derrota: perdendo a maioria e 31 lugares e mesmo assim (e ao contrário de David Cameron) não querendo demitir-se. Entreabrindo a porta nº 10 e deixando desde já Jeremy Corbin à espreita (sendo necessário para entrar apenas empurrar a porta) tal o caos estratégico do partido Conservador (completamente à deriva desde que David Cameron como um “verdadeiro comandante” foi o 1º a abandonar o barco).

 

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Jeremy Corbin (Trabalhistas/Sindicalista/68 anos) ‒ 40,0%

Theresa May (Conservadores/Banco de Inglaterra/60 anos) ‒ 42,5%

 

Com os resultados das Eleições no Reino Unido já conhecidos, a primeira conclusão a tirar (até porque estas eleições antecipadas foram promovidas pelos Conservadores de modo a reforçarem a sua liderança) é que o partido no poder sofreu uma considerável derrota (o 2º grande erro Conservador neste caso da autoria de Theresa May): dos 330 lugares que lhe davam uma maioria no parlamento britânico passando a 318 e apesar de continuar a ser o maior partido, perdendo a sua margem de manobra e ficando dependente de alianças com terceiros (e menores partidos). E colocados perante as negociações associados ao Brexit (o 1º grande erro Conservador neste caso da autoria de David Cameron), não se percebendo até ao momento como querendo prosseguir o seu caminho (como se nada se tivesse entretanto passado) Theresa May irá resolver a embrulhada em que se enfiou ‒ para já falando-se de uma aliança (não de Governo) com os Democratic Unionist (da Irlanda do Norte) atingindo assim a maioria com 328 lugares (maioria com 326), mas por outro com os Trabalhistas a oferecerem-se também para um possível Governo por si liderado (minoritário) apoiado por outras forças com lugares no parlamento Britânico e mais próximos do centro-esquerda. E desse modo com o partido Trabalhista do tão contestado Jeremy Corbin (interna e externamente) a ser o grande vencedor destas eleições de 8 de Junho, não só pela sua grande subida de lugares no parlamento (+31 lugares), como da subida espetacular no número de votantes (perigosamente próximo dos Conservadores) ‒ colocando-o hoje numa posição de força no parlamento britânico e talvez iniciando aí (e agora) o seu caminho para ser o próximo Primeiro-Ministro agora que a ameaça de novas eleições começa cada vez mais a pairar no ar.

 

Partido

 

Lugares

Evolução

Votos

(%)

Conservative

 

318

-12

13,650,918

42.45

Labour

 

261

31

12,858,644

39.99

Scottish National

35

-19

977,568

3.04

Liberal Democrat

12

3

2,367,038

7.36

Democratic Unionist

10

2

292,316

0.91

Sinn

Féin

7

3

238,915

0.74

Plaid

Cymru

4

1

164,466

0.51

Green

 

1

0

524,604

1.63

Ind

 

1

-4

144,884

0.45

Ulster

Unionist

0

-2

83,280

0.26

Soc. - Dem. and Labour

0

-3

95,419

0.3

Ukip

 

0

0

593,852

1.85

Other

 

0

0

166,336

0.52

Resultados das Eleições Gerais na Grã-Bretanha de 8 de Junho

(um lugar por definir de um total de 650 ‒ maioria 326)

 

Indo-se agora viver no Reino Unido mais um período de grande indefinição política, com os Conservadores a continuarem a lutar pelo Brexit (e sejamos sinceros forçados a seguir essa opção) ao mesmo tempo que uma maioria cada vez mais significativa (e declaradamente contra os resultados do referendo do Brexit) continuando a sua luta pela permanência ‒ enquanto mesmo ao lado da Ilha e face à confusão instalada, o Continente mesmo sob uma grande crise sorri com a situação do filho há muito tresmalhado, mas (antes) oficialmente não declarado. De resto e observando o cenário eleitoral resultado de 8 de Junho com o parido Escocês a sofrer uma significativa descida (perdendo 19 dos seus 54 lugares distribuídos entre Conservadores/Trabalhistas), com o UKIP a desaparecer não do parlamento mas da vida política inglesa (apoiantes do Brexit) e com outros pequenos partidos (Liberais e pequenos partidos de Gales e da Irlanda do Norte) a manterem/subirem ligeiramente a sua representação. E do meio desta confusão indo muito provavelmente surgir um Governo com data de fim marcado (Conservador, minoritário e apoiado no parlamento) preparando-se para dentro de meses levar a cabo mais um ato eleitoral: com a América em guerra interna (os derrotados não aceitam os resultados), com a Europa completamente à deriva (à espera que os vitoriosos na América consigam emergir), com a guerra a poder explodir e alastrar a todo o Médio Oriente (agora que Trump armou os sauditas até aos dentes de modo a levar a sua avante, mesmo eliminando grandes aliados na proliferação do terrorismo como o Qatar) e agora como se já não bastasse e por completa incompetência e excesso de arrogância dos Conservadores criando o caos na Grã-Bretanha e adiando mais uma vez o país. Afinal de contas saindo ou reentrando?

 

(dados da tabela: theguardian.com ‒ imagens: politico.eu/Getty Images)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:21
Terça-feira, 06 DE Junho DE 2017

Eleições na Grã-Bretanha

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UK Elections

 

Com as eleições marcadas para a próxima quinta-feira (dia 8) as últimas projeções apontam para uma vitória dos Conservadores mas perdendo bastantes lugares para os Trabalhistas;

 

Ou noutra hipótese apesar de tudo possível mas certamente surpreendente (pelo terramoto político que provocaria agora que está em curso o Brexit sob o comando de Theresa May) para a vitória dos Trabalhistas e do seu tão contestado líder Jeremy Corbin.

 

Com o partido Escocês a poder ter um papel importante a desempenhar (no desenlace deste enredo).

 

General Election 2017:

Conservative poll lead over Labour narrows to just one point

 

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Theresa May (Tories) VS. Jeremy Corbin (Labour)

 

The Conservative lead over Labour has dropped to just one point in a new poll which is likely to set nerves jangling at Tory headquarters with polling day now just hours away.

 

The Tories were 24 points ahead of Jeremy Corbyn’s party when the election was called but the polls have tightened in recent weeks with a new survey by Survation for Good Morning Britain putting the Conservatives on 41 per cent and Labour on 40.

 

(imagens: cmegroup.com/telegraph.co.uk - texto/inglês: J. M./telegraph.co.uk/6.6.2017)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:36
Domingo, 04 DE Junho DE 2017

UK ‒ Em menos de 3 meses 3 Ataques

Neste momento e aproximadamente em 10 semanas com os atentados a já terem provocado perto das 40 vítimas mortais e tendo já ultrapassado os 200 feridos (alguns deles graves).

4 Mortos+20 Feridos/semana

[E que se saiba não foram os Russos]

 

Com as Eleições Gerais na Grã-Bretanha marcadas para a próxima quinta-feira dia 8, verificou-se ontem (sábado) em menos de 3 meses o 3º atentado (com feridos e vítimas mortais) em território britânico: recordando-nos do atentado da capital na Ponte de Westminster (23 de Março) e do atentado no espetáculo de Ariana Grande na cidade de Manchester (22 de Maio), agora com um novo atentado algo parecido com o primeiro e também na capital mas agora na Ponte de Londres.

 

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Um dos 3 elementos abatidos pela polícia britânica

(utilizando um falso cinto explosivo)

 

No atentado de sábado tudo se tendo iniciado por volta das dez horas da noite na Ponte de Londres (uma das pontes que atravessam o rio Tamisa ligando a City a Southwark), com uma carrinha a mergulhar subitamente sobre os pedestres que aí circulavam (tratava-se de uma noite de fim-de-semana), seguindo de imediato na direção de uma zona comercial onde três individuo armados começaram a esfaquear todas as pessoas que encontravam. Até serem abatidos pela polícia.

 

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Os outros 2 elementos abatidos pela polícia britânica

(um à esquerda e outro à direita do agente)

 

Num intervalo de poucos minutos (8’) iniciado com o aparecimento da carrinha (Ponte de Londres) e concluído com o abate a tiro dos três indivíduos envolvidos no ataque (Mercado de Borough), tendo-se registado pelo menos 7 vítimas mortais e quase meia centena de feridos. Levando o Governo de Theresa May neste momento dramático e agora que estamos a 3 dias das Eleições, a chegar finalmente a uma conclusão óbvia e tomar a iniciativa (perante os COBRA e falando de terrorismo):

 

"We cannot continue as we are. Things need to change."

 

E com as Eleições na Grã-Bretanha aí à porta (com o inicialmente derrotado o Trabalhista Jeremy Corbyn cada vez mais próximo da líder Conservadora e 1ª Ministra Theresa May), com os atentados a prosseguirem um pouco com todo o lado (agora tendo Londres como um dos alvos prioritários), com a Guerra nos países árabes a não ter fim estando mesmo a expandir-se (Líbia, Síria e Iémen) e com o caos político instalado no Mundo Ocidental (com a eleição de Trump e de Macron envoltas numa possível e delirante manipulação russa), com a Luz ao Fundo do Túnel conduzindo à ainda possível salvação do Velho Continente (agora que a Europa se fossilizou sobre si própria, pensando consolidar-se e simultaneamente virando as costas à Rússia, uma autoestrada preferencial aberta rumo ao mercado asiático) a mostrar-se cada vez menos intensa (crise económica) e originada numa passagem cada vez mais estreita (imposta pelos EUA na defesa dos seus interesses), deixando a este espaço e a todos os que nele residem menores perspetivas de Paz e a importação da Guerra para o interior dos seus territórios (e das suas famílias).

 

Mas será que a Europa já se esqueceu da II Guerra Mundial (1939/1945)?

 

(imagem: Gabriele Sciotto)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:32
Segunda-feira, 15 DE Maio DE 2017

França, Eleições & Emmanuel

[Ao nomear o seu amigo e colega de escola (Sciences Po de Paris) Édouard Philippe como novo 1ºMinistro (também amigo dos Rothschild via Grupo Bilderberg) e logo de imediato e após tomar posse com Presidente de França ter como sua 1ª Visita de Estado a Alemanha da chanceler Ângela Merkel, se por um lado Emmanuel Macron se pode regozijar pelo seu avião não ter sido atingido por relâmpagos durante a sua viagem obrigando-o a voltar para trás (tal como sucedeu com François Hollande quando foi eleito Presidente em 2012 na sua 1ª vassalagem à já e ainda líder alemã e europeia), por outro lado todos os sinais que daí emanam (de Édouard e de Ângela) sugerem Macron como mais um Dançarino da Companhia Sarkosy (e do Harém da Chanceler). Faltando-se saber o que fará com o Joker Americano.]

 

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Emmanuel Bonaparte Macron

 

Dos mais de 47 milhões extraídos dos mais de 67 milhões

(de franceses)

Só 8 milhões votaram Macron

 

Numa França há muitos anos à deriva ‒ antes submetida à sobranceria inglesa face à sua submissão à Alemanha ‒ surge agora um candidato não representando ninguém disposto a mudar o país num estilo Clinton/Blair (tipo colonialista). Não percebendo não existir opção que não seja os 2 Blocos (EUA e Rússia/China) e que não será a França (na sua Imaginação a 5ª Potência Mundial) que aí irá inovar: com os ingleses a rirem-se dela (conforme a cronologia dentro/fora da EU), com os alemães a tratarem-na como aos outros (do grupo do défice excessivo) e até com os norte-americanos à espera que os passarinhos venham rapidamente comer à sua mão (enquanto Donald Trump vai comendo uma fatia de bolo de chocolate, aproveitando a ocasião para outra patifaria).

 

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França ‒ O território em disputa

 

Num país com cerca de 67,5 milhões de indivíduos e 47,5 milhões de votantes, foram estes os resultados da 1ª volta das Eleições Presidenciais Francesas de 23 de Abril de 2017:

 

Candidato

Partido/Frente

Cidadãos

(67,5)

Cidadãos AV

(47,5)

(Abstenção)

-

15.7

22.3

Emmanuel Macron

En Marche!

12.8

18.2

Marine Le Pen

National Front

11.4

16.2

François Fillon

The Republicans

10.7

15.2

Jean-Luc Mélenchon

La France insoumise

10.5

14.9

Benoît Hamon

Socialist Party

3.4

4.8

N. Dupont-Aignan

Debout la France

2.5

3.6

(Brancos/Nulos)

-

1.4

2.0

Jean Lassalle

Résistons!

0.6

0.9

Philippe Poutou

New Anticapit. Party

0.6

0.8

François Asselineau

Popular Rep. Union

0.5

0.7

Nathalie Arthaud

Lutte Ouvrière

0.3

0.5

Jacques Cheminade

Solid. and Progress

0.1

0.1

(Resultados da 1ª volta das Presidenciais Francesas ‒ AV: Autorizados a Votar)

 

Uma tabela que significa duas coisas:

 

O Presidente de França não é na Realidade Emmanuel Macron (só na sua própria Imaginação), encontrando-se o mesmo ainda escondido entre a Abstenção;

 

Emmanuel Macron representa na melhor das hipóteses apenas 18% da totalidade da população francesa (isto se pusermos de lado os 20 milhões não autorizados a votar).

 

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O Rico, a Herança e o Herdeiro

 

A partir dos indícios deixados para trás e relativo aos resultados da 1ª volta das Presidenciais Francesas (que deram a vitória na 2ª volta a Emmanuel Macron sobre a sua adversária Marine Le Pen), com o país a manter-se dividido entre vários nichos sem grande expressão política e descaracterizados ideologicamente (o problema do oportunismo e dos independentes na política), projetando-se para o mesmo a manutenção do seu cenário de crise (anterior) e o recrudescimento dos conflitos já vindos de trás ou latentes. E se Emmanuel Macron persistir no seu endeusamento político numa tentativa de reforçar o seu poder (utilizando os Media e as classes altas e conservadoras francesas) então o caldo estará mesmo entornado e o futuro de França posto em causa: algo de muito expetável agora que Macron (um político afirmando-se centrista) escolheu Philippe (um político de centro-direita) para seu primeiro amigo (um sinal e uma provocação).

 

[Emmanuel Macron: um político oriundo da classe média francesa que não se tendo sentido bem na representação do papel para o qual estava predestinado, na altura certa e mais que oportuna soube aproveitar o seu Momento, alterando radicalmente o seu rumo e dedicando-se à política e à Administração Pública ‒ no seu necessário mas compensatório Calvário passando como muitos outros políticos franceses pela Sciences Po de Paris (tal como o nosso ex-Primeiro-Ministro José Sócrates), formando-se em 2004 pela ENA ‒ num pequeno intervalo e como banqueiro tornando-se sócio do Banco Rothschild ‒ aderindo ao PS francês em 2006, aproveitando a boleia de François Hollande integrando a Presidência da Republica (2012) e finalmente talvez preparando já o seu assalto ao Palácio do Eliseu e ao lugar do seu ainda Chefe, acabando por integrar o Governo de Hollande e de Valls como Ministro da Economia (2014). Saindo em 2016 do Governo, esquecendo o cartão do partido (já rasgado provavelmente há muito), candidatando-se às eleições e sendo hoje o Presidente.]

 

(imagens: conseildansesperanceduroi.wordpress.com e web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:04

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