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Quinta-feira, 04 DE Maio DE 2017

O Ponto Central

“The magnetic field lines between a pair of active regions formed a beautiful set of swaying arches rising up above them. The connection between opposing poles of polarity is visible in exquisite detail in this wavelength of extreme ultraviolet light. What we are really seeing are charged particles spinning along the magnetic field lines. Other field lines are traced as they reach out in other directions as well.” (nasa.gov)

 

PIA21604.jpg

O Sol entre 24/26 Abril 2017

AIA/SDO

(PIA 21604)

 

Todos nós sabemos que para bem dos nossos órgãos da visão nunca devemos olhar diretamente para o Sol:

 

Se o fizermos e dada a elevada capacidade energética e luminosa dos raios solares atravessando o Espaço e atingindo a Terra, arriscamo-nos a sobrecarregar os circuitos de ligação, a danificar o sistema de apoio ótico e a queimar e a inutilizar definitivamente toda a função a ele associado ‒ ficando cegos.

 

Com o nosso corpo a interiorizar que apesar de existirmos num Espaço sem fim à vista, sem origem conhecida ou objetivo visível (que compreendamos) e convidando-nos constantemente à descoberta (como o faz qualquer Mistério que nos é proposto, podendo no seu desenvolvimento esclarecer um pouco mais o Desconhecido),

 

O meio ainda nos impõe limites (não só físicos como psíquicos) pelo menos enquanto não tivermos capacidade científica e tecnológica de o contornar, manipulando as suas propriedades ou então ultrapassando-o aceitando exceções: tendo possibilidade de acesso sem perda de Tempo e noção de Espaço. Fazendo coincidir Planos já existentes no Espaço ‒ bastando-o dobrar num dos eixos, procurar o seu simétrico, fazendo-os coincidir (num Mundo onde a Força Invisível assenta num duo conjunto o Eletromagnetismo, comandando então as partículas/a Matéria e dando-lhes movimento, estrutura e Vida).

 

Não nos impedindo para já mesmo não olhando para o Sol,

 

De tentar perceber melhor o seu papel em todo este Mecanismo (no qual o Homem se encontra inserido),

 

Tentando de algum modo observá-lo com maior atenção (não fosse ele o centro do nosso Sistema),

 

Perceber o significado de muitas das suas manifestações exteriores (não fossem elas condicionantes da manutenção do nosso ecossistema),

 

Vislumbrar para além das chamas e das explosões a sua epiderme em constante erupção (combustão e emissão)

 

E num último passo para além dos limites que nos são impostos pela realidade (cruel mas inevitável por fazer parte do nosso percurso e aprendizagem),

 

Imaginar um Outro Mundo para além dele (não em profundidade ou em extensão mas para além da sua epiderme ou do seu próprio ponto de referência) recorrendo à Imaginação (criadora por ir além dos limites, mas tantas vezes vedada por contrariar a realidade anteriormente adotada):

 

Como se para além das chamas e impedindo o nosso olhar (com a sua violenta intensidade e brilho, repelindo-nos quase como se nos rejeitasse), ao pressionar sem mesmo nela tocar uma porta se abrisse e se estivesse num Outro Lugar: talvez paralelo mas sobretudo distante. Caso contrário aqui morreremos ‒ perdidos numa ilha isolada sem nada nem ninguém o saber.

 

(imagem: nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:38
Quarta-feira, 08 DE Fevereiro DE 2017

Objetos por Definir

No Espaço e no Tempo conjugando a Velocidade

(da Matéria em Movimento num Universo Eletromagnético)

 

Pegando numa das fórmulas mais conhecida da física relacionando tempo (T), espaço (E) e velocidade (V) – T = E/V – facilmente concluiremos que só existem duas hipóteses para um dia no Futuro podermos fazer grandes viagens (interplanetárias, intergalácticas e ainda mais além): ou conseguimos anular o espaço (fazendo coincidir diferentes planos e pontos de interseção do Universo) ou tentamos aumentar a velocidade sendo o ideal V = Infinito (neste caso anulando a fração e tornando a deslocação instantânea – T = 0).

 

outer_orb.jpg

Sistema Solar

(órbita de Marte, dos planetas exteriores e do planeta-anão Plutão)

 

Uma boa forma de se definir um determinado objeto será sem dúvida utilizando (se tal for possível) todos os nossos órgãos dos sentidos – e fazê-lo presencialmente sendo nós (pessoalmente) a manipulá-lo: olhando-o (olhos), sentindo-o (pele), escutando-o (ouvido) e se tal for mesmo necessário (por exemplo sendo uma iguaria astronómica) cheirando-o (nariz) e provando-o (língua). No caso da Terra sendo para nós um objetivo relativamente acessível de se concretizar (com os nossos órgãos sensoriais adaptados ao meio ambiente onde sempre viveram e evoluíram) e simultaneamente fácil de se alcançar (pelo menos à sua superfície e em áreas adjacentes – em altitude e profundidade) – com o planeta apresentando distâncias alcançáveis para o comum dos Humanos (Diâmetro da Terra/equatorial = 12.756Km e Perímetro da Terra/equatorial = 40.074Km). Uma viagem de curta duração (tendo em conta a nossa média de anos de vida) se algum de nós quisesse dar uma Volta ao Equador Terrestre:

 

Meio de Transporte

Modelo

Velocidade

(Km/h)

Duração

(Volta ao Equador)

A pé

USAIN BOLT

38

44 (dias)

De carro

TKR

430

4 (dias)

De avião

X-15

7.273

5,5 (horas)

De nave espacial

NEW HORIZONS

58.000

42 (minutos)

(valores aproximados)

 

Já no caso de tentarmos definir um objeto declaradamente fora do nosso alcance (e a distância é algo de limitativo, dada a nossa média de tempo de vida e o limite que a velocidade ainda nos impõe) e podendo nós em hipótese viver 80 anos e viajar no Espaço a 265.000Km/h (velocidade máxima atingida pela sonda Juno relativamente à Terra na sua aproximação a Júpiter), sendo tudo muito mais difícil dadas as distâncias imensas e as circunstâncias do tempo: tendo como exemplo o Sol – o nosso centro e referência – localizado a 150.000.000Km (da Terra). Se utilizássemos a sonda automática Juno à sua máxima velocidade para atingirmos o Sol, demorando quase 24 dias para o alcançar – quando a luz do Sol para fazer o mesmo trajeto demoraria pouco mais de 8 minutos. Uma das razões pela qual a presença do Homem tem sido dispensada nas grandes viagens através do Sistema Solar (substituído por máquinas).

 

PIA17178.tif

De Saturno vendo-se um quase impercetível ponto-azul Úrano

(canto superior esquerdo)

 

Pensando bem e dada a dimensão do Sistema Solar (nem sequer nos atrevendo a ultrapassar os limites do mesmo e para já refugiando-nos na nossa Imaginação), tendo que nos convencer que dadas as limitações com que hoje nos confrontamos – sejam científicas, técnicas e até de conhecimento (a mais grave) – e se entretanto não se der uma revolução tecnológica e científica qualquer (mas que não seja secreta e se propague por toda a Humanidade), o tempo limitará sempre o nosso destino tornando o Espaço (nalgum dos seus muitos pontos) intransponível. Bastando para tal analisar a dimensão do nosso Macro Ecossistema – e saber onde o mesmo na realidade termina (mesmo que virtualmente e para nosso conforto). Vejamos pois algumas distâncias que teríamos que percorrer e o respetivo tempo que teríamos de despender, se algum destes dias do nosso Futuro se quisesse atingir um outro planeta, o último planeta, a derradeira fronteira (referindo o Sol como origem da viagem, face à relativa e pouca distância da Terra ao Sol – começando a ser desprezível se comparada com a do Sistema e mais além) e já agora a próxima estrela:

 

Local

Distância Média ao Sol

(milhões Km)

Duração Viagem

Sonda

(V=50.000Km/h)

- Em Anos

Duração

Viagem

Luz

(V=300.000Km/s)

-Em Horas

Marte

228

0,5

0,2

Júpiter

779

1,8

0,7

Plutão

5.900

13,5

5,5

Cinturão de Kuiper

4500-8000

10,3-18,3

4,2-7,4

Limite da Heliosfera

18.000

41,1

16,7

Nuvem de Oort

7.500.000

17.123

6944 (ou 0.8 anos)

Proxima Centauri

40.000.000

91.324

37.037 (ou 4.2 anos)

(valores aproximados)

 

Recordando-nos da imagem da Terra (um pequenino ponto, de difícil observação e perdido na escuridão do Espaço) obtida a partir das 2 câmaras instaladas na sonda automática Cassini (orbitando Saturno a mais de 1350 milhões de quilómetros do nosso planeta) para logo a associarmos a Úrano, um planeta de diâmetro maior que o da Terra (4x), aqui muito mais afastado das objetivas da sonda (4290 milhões de quilómetros) e desse modo também se apresentando como um ponto pequenino, perdido para além dos anéis de Saturno – mal se vendo apesar da sua cor azul motivada pela presença de metano na sua atmosfera (pois sendo maior que a Terra estando a uma distância muito superior – das câmaras). Na altura do registo (já com quase 3 anos) com a sonda Cassini circulando a pouco menos de 1 milhão de Km de Saturno.

 

(alguns dados e imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:28
Terça-feira, 17 DE Janeiro DE 2017

Cassini-Huygens

Uma das últimas imagens enviadas pela sonda CASSINI (a 22 de Outubro do ano passado e editada a 9 de Janeiro deste ano) obtida a cerca de 185.000Km de distância MIMAS e mostrando-nos a enorme cratera de impacto de HERSCHEL (com uma dimensão igual a 1/3 do diâmetro da lua) e um dos seus picos interior (típicos nestes casos de impactos) – tão alto como o nosso monte EVEREST.

 

PIA20515.jpg

Mimas

Uma das 62 luas do planeta Saturno com cerca de 400Km de diâmetro

Com a sua misteriosa e enorme cratera Herschel – 140Km de extensão

(nasa.gov)

 

Terminada em meados de Setembro a missão CASSINI-HUYGENS (com o impacto da sonda CASSINI com o planeta Saturno), restarão no espaço ocupado pelos planetas exteriores do Sistema Solar (Júpiter, Saturno, Úrano e Plutão) 3 sondas automáticas: DAWN (visitando VESTA e CERES), JUNO (já orbitando JÚPITER) e NEW HORIZONS (tendo já ultrapassado Plutão e agora a caminho do interior do CINTURÃO de KUIPER – para além das sondas lançadas em 1977 a VOYAGER 1 (encontrando-se já no exterior do nosso Sistema Planetário) e a VOYAGER 2 (talvez jpara além da heliopausa). Ficando-se agora à espera da nova herdeira da sonda CASSINI-HUYGENS junto dos Gigantes Gasosos (antes próxima de Saturno), a sonda norte-americana JUNO (agora próxima de Júpiter).

 

CASSINI-HUYGENS

Vinte anos de trabalho no Espaço

(1997/2017)

 

PIA07236_modest.jpg

Superfície da lua de Saturno Titã

O que poderia ser o estuário de um rio desaguando num oceano

TITÃ – HUYGENS – PIA 7236

(nasa.gov)

 

Aproveitando para dar uma espreitadela noutros corpos celestes como ENCELADUS (outra das luas de Saturno) – juntamente com TITÃ dois mundos bastante interessantes (para o Homem) dada a presença de água e emissão de vapor de água (com fenómenos semelhantes a geysers).

 

Com a sonda automática CASSINI-HUYGENS a entrar em órbita de Saturo em Julho de 2004 aproximando-se a cerca de 20.000Km do planeta e posteriormente enviando a sonda HUYGENS em direção à lua TITÃ onde aterraria no início do ano de 2005.

 

Numa missão iniciada em 1997 (na realidade com as suas origens em 1982 mas apenas concretizada quinze anos depois), com os seus objetivos cumpridos em 2008 e por duas vezes com o seu período de atividade prolongada até ao ano de 2017.

 

E numa clara demonstração da qualidade científica e tecnológica dessa gloriosa (e saudosa) geração entretanto já ultrapassada (mas sempre presente na memória da nossa experimentação e na evolução do nossos conhecimento),

 

E da excelente e produtiva (apresentando resultados científicos importantíssimos) tecnologia de ponta então produzida,

 

Capaz da execução de tais feitos incríveis e extraordinários (como voar para outros planetas) em Eventos mesmo hoje para alguns ainda considerados impossíveis de o serem (ainda hoje há quem não acredite que fomos à Lua) e mais próprios de um sonhador que põe mesmo em dúvida se o é.

 

A 15 de Outubro de 1997 (já lá vão quase vinte anos) quando a missão CASSINI-HUYGENS foi lançada de Cabo Canaveral utilizando um foguetão do tipo TITAN IV-B, um dos objetivos da mesma para além de incluir o estudo do Gigante Gasoso SATURNO (através da utilização do seu orbitador CASSINI), seria também o de se dirigir para uma dos seus satélites artificiais neste caso TITÃ e aí aterrar na sua superfície (através da utilização do seu pousador HUYGENS).

 

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Superfície de Titã

Um mundo alienígena, com água e localizado a 10 UA de distância do Sol

TITÃ – HUYGENS – PIA 6440

(nasa.gov)

 

No ano em que a missão completa vinte anos (sete anos de viagem até Saturno e mais treze orbitando o planeta) a sonda CASSINI prepara-se para o fim anunciado da sua longa viagem programado após várias extensões para 15 de Setembro de 2017: justificando-se essa decisão por parte da NASA não só pela reduzida quantidade de combustível ainda disponível no seu foguetão (o plutônio que tem propulsionado a sonda desde a Terra, juntamente com a poderosa ação dos campos magnéticos dos planetas por onde passou), como pelo perigo de ao ficar descontrolada (a sonda) esta se perder no espaço podendo vir a contaminar outros corpos impactando com eles e possivelmente transmitindo-lhe certos micróbios ainda presentes na sonda (alienígenas para esse corpo e podendo ter mesmo origem terrestre).

 

Tendo provavelmente em TITÃ e em ENCELADUS dois dos maiores prémios desta viagem agora a terminar: pela água e pela hipótese da existência de algum tipo de vida mesmo que primitiva mesmo que diferente.

 

Numa etapa derradeira a realizar por parte da sonda CASSINI (e com a sonda HUYGENS jazendo inerte sobre a superfície de TITÃ) e já iniciada nos finais de 2016, com a sonda a fazer as suas últimas órbitas em aproximação a Saturno e finalmente a mergulhar na atmosfera deste Gigante Gasoso (a 15 de Setembro).

 

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Huygens em Titã e Cassini em Saturno

Chegada à superfície da lua e preparação para o fim da missão no planeta

Ilustração

(nasa.gov)

 

Não concordando completamente com o nome atribuída a esta etapa da missão CASSINI-HUYGENS – “Cassini Grand Finale” – já que em si o suicídio seja por que motivo for nunca é nada desejado (seja sujeito ou por representação objeto) e até porque talvez a máquina ainda pudesse ser utilizada para outras funções interessantes e talvez reveladoras (como continuar a sua viagem) – sucedendo-se assim ao suicídio da MESSENGER (então orbitando Mercúrio) o suicídio da Cassini (ainda orbitando Saturno).

 

Aproveitando-se a ocasião para a comemoração do maior feito desta sonda de iniciativa conjunta norte-americana e europeia, ao aterrar há 12 anos atrás (fez sábado anos) o seu módulo HUYGENS sobre a superfície de um corpo distante como esta lua do planeta Saturno (na região de Shangri-La): e enviando-nos desta lua pertencendo aos planetas exteriores imagens e dados de um mundo nunca visto, sendo este simultaneamente o mais distante objeto jamais alcançado e tocado pelo Homem (a Lua presencialmente e TITAN com um objeto representando-nos e por nós construído).

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:22
Quarta-feira, 28 DE Dezembro DE 2016

Albufeira a 1 de Janeiro de 2017E12

Passagem de Ano em Albufeira

31 Janeiro 2016/1 Dezembro 2017

 

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Albufeira 2017E12

 

 

Imagem obtida em exclusivo (através da utilização de práticas experimentais diferenciadas ou PEF’s) utilizando um artefacto temporal (capaz de nos colocar instantaneamente num ponto determinado da sequência cronológica terrestre) colocado num ponto indeterminado do litoral algarvio (pela análise de documentos anexos podendo ser a zona da serra de Monchique e outros territórios envolventes), segundo os seus produtores e remetentes retratando fielmente (e testemunhado pessoalmente no próprio local) o nosso planeta Terra no dia 1 de Janeiro de 2017E12. Numa viagem ao longo do nosso conhecimento tentando entender o porquê da nossa presença, não no tempo mas do espaço (o único sempre aqui).

 

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Uma informação visual para nós (seres humanos e restantes seres vivos) deveras preocupante senão mesmo alarmante (no fundo para a sobrevivência do ecossistema terrestre) face ao cenário seco e desértico que a compões em diferentes tons e texturas mas (no entanto) sendo todas concordantes: sem presença, sem movimento, sem vida. Numa região outrora conhecida como um excelente destino de férias (sol, praia, mar e boa comida), neste futuro aqui projetado apresentando-se como o seu irmão gémeo simétrico, já com o planeta girando noutras regiões do Universo e provavelmente executando outras funções (noutra escala hierárquica – em constante transformação – da evolução humana).

 

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Felizmente complementada por uma outra informação adicional, extensiva e suplementar (inicialmente encriptada mas para certas Entidades temporariamente descodificada), deixando-nos uma importante pista não só sobre o destino deste planeta (eventualmente apenas o último ocupado pela nossa espécie) como sobre o nosso próprio destino – tendo alguma Fé na imagem (sugerindo-nos termos partido para outro lado qualquer ou não fossemos inteligentes e já tivéssemos estado no Espaço) e nas Entidades que a apresentam (quando muito réplicas mais avançadas do Homem): entrepostos celestes, uma lua talvez Europa e a Conquista do Cosmos (a Redescoberta do Mundo).

 

[Imagem intermédia correspondendo a um registo do ROVER CURIOSITY no seu 1559º dia de permanência em Marte – 24 Dezembro 2016; Na última imagem e segundo um trabalho controverso da dupla Anand/Ameya apresentada no Congresso Indiano de Ciência de 2015, sugerindo que terão sido os indianos a produzirem o primeiro avião muito antes dos irmãos Wright, durante o período da Civilização Vedic há cerca de 7000 anos – aviões capazes de realizarem mesmo viagens interplanetárias]

 

(imagens: nasa.gov – albufeira.pt – semprequestione.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:49
Terça-feira, 05 DE Julho DE 2016

A Alma (pelo menos a nossa)

Aproveitando as discussões intermináveis e provavelmente eternas sobre a existência da ALMA – como uma entidade absoluta pertencendo a um nível de existência imaterial, talvez separando matéria de energia, conservando o Espaço e eliminando o Tempo (deixando a paranoia da não ultrapassagem da velocidade da luz em vez de procurarmos oportunidades e atalhos) – deixo-vos aqui estes pensamentos de Angela Dijanic sobre o tema em questão, aqui expostos como uma versão científica da existência da mesma (num excerto retirado da 1ªparte de três do seu artigo Quantum souls publicado online no The Watchers).

 

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Quantum souls

(Angela Dijanic in The Watchers on July 3, 2016)

 

The idea that we are quantum beings having materialistic experiences is a challenging paradigm for us because we were born into a three dimensional linearly aligned physicality. And for too long, that physicality has been defined within the limitations of Newtonian Laws, or rather by the followers of those laws, often times  with their own interpretations - laws that place us as cogs and wheels in an enormous superficial machine with little room for forces beyond simple matter.

 

But we are not superficial machines that run on cogs and wheels. We are complex organisms made up of matter that is in turn made up of energy. Our physical bodies may fit neatly into Newton’s very limited world, but the force that drives these bodies, the intelligent energy that is behind thought and emotion, life and death, can only, for now, be explained through quantum science; and through the technologies we have not yet discovered or mastered.

 

Because of the nature of energy, we are very limited in our understanding of it, and so it becomes this magical thing that we either believe in or not… for now. But remember magic is simply science that has not yet been defined. Thus, anything that is too nebulous to understand, at the time, is labeled magic or philosophy.

 

We need to remember that at some point in history, in fact several points in history, everything we consider science now was considered magic then. By extension, everything that we consider magical now will be considered scientific in the future as technology evolves and understanding is gleaned. Even what we thought we understood, through scientific methodology, has changed. How many theories and hypotheses have been blown out of the water as we gain better insights?

 

We must remember that science is merely a human construct in and of itself. We fall under the excuse that magic is of gods, but science is of men. Not everyone believes in gods. Not everyone trusts the wisdoms of men.

 

We made science. We decided that magic and faith weren’t enough to go by so we created a system that would be more succinct and consistent, an attempt to even the playing field. But that succinctness and consistency is defined by us. We decide what succinct means.  We decide what consistent means. Humans created language. Then we fit our scientific ideals within those constructs. We are making this up as we go along.

 

Always, the various disciplines of science, regardless of type, focus or methodology, were developed through the minds, hands and hearts of humans using the tools available to us at the time- tools that we either discovered or created, like fire, hammers, and computers.

 

And, because science is a human construct, it is at the mercy of its creators. Just like magic. Like small gods giving birth to worlds, the creator and the created fused; and the philosophies grew with their followers. And so too did the limitations.

 

And yet everyone wants scientific proof of anything being espoused. Until they are given that proof, they label the entity as metaphysical, paranormal, or supernatural. But science is not about proof. It is about evidence. Science cannot prove anything because proof is subjective. The only person who can prove anything to me is me. Only I can decide if something is true or not. The evidence of the thing is objective. Evidence cannot buckle under opinion. It’s just data. Personal bias cannot sway evidence. It doesn’t matter what you think, the facts are just the facts.

 

Selective wiles and cyclical arguments are the hallmarks of close-minded, biased, judgmental people. Why do we care what fanatics from either extreme believe or do not believe? They are ignorant bullies who think that by using words bigger than the ones you use makes them superior and therefore they must be right. They may not be right.  

 

We have been taught to think in terms of human experiences and not soul experiences. This is a necessity since we are in a physical form in a dimension that is based on time and space. Unfortunately, we get tangled up in this physicality and forget how to communicate that which is most important to our existence. Perhaps that’s part of the experience. We simply need to break through the static.  

 

We are quantum souls living in a Newtonian world. Science is not the end all to be all, but it’s what we have so let’s use it responsibly recognizing the limitations.

 

(imagem e texto/inglês: thewatchers.adorraeli.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:57
Terça-feira, 07 DE Junho DE 2016

Há 44 anos que o Homem abandonou a Lua

“No dia 20 de Julho de 1969 a RTP transmitiu sob o comando de José Mensurado, durante cerca de três horas, a preto-e-branco e em direto,

a chegada do primeiro Homem à Lua.”

(nunca mais lá voltando depois de 1972)

 

Nesse dia o Homem olhou definitivamente para o Espaço como algo de Infinitamente Grande, em Oposição ao seu simétrico, como Complemento de um todo e constituindo um Conjunto multidirecional, replicando-se indefinidamente como as células de um Organismo (Vivo). Criando nessa altura uma imagem copiada a partir do objeto – e a partir do qual o sujeito reconstruiu a infraestrutura. Refletindo no Hardware (nele instalado) uma nova cópia de Software (talvez pirateado).

 

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No exterior do módulo lunar Eagle/Apollo 11 com Buzz Aldrin e a bandeira dos EUA

(bandeira essa concluída com a colaboração de uma costureira portuguesa)

 

Vamos supor que sou uma velhinha nascida no século passado, com mais de oitenta anos de idade (digamos 87) e nascida por exemplo no dia 21 do mês de Maio: uma data encravada entre as comemorações do 13 de Maio (de 1917 em Fátima – Aparições de Fátima) e as do Golpe de Estado de 28 de Maio (de 1926 em Portugal – Constituição do Estado Novo).

 

Uma data estrategicamente colocada entre um Evento considerado por muitos Mágico mas Virtual (por Imaginário) e um outro Evento verdadeira e infelizmente Real e muitas vezes mortal (por muitos percecionado e sentido psíquica e fisicamente, em toda a extensão do seu corpo): talvez sugerindo-nos uma escapatória intermédia.

 

No dia 20 de Julho de 1969 essa velhinha que já teria na altura 40 anos estaria por exemplo há algum tempo divorciada (separada – caso raro na altura), viveria no estrangeiro (por exemplo em França onde existia uma grande comunidade emigrante) e teria quatro filhos (com um deles nascido por exemplo no ano de 1955). Fiquemos então com esse filho e dêmos algum descanso à velhinha.

 

O filho teria por essa altura 13 anos, mais um ingénuo-inocente filho da ditadura, nascido em 1955 poucos meses depois da morte de Albert Einstein (Teoria da Relatividade/Física Quântica) e seis anos antes da promessa feita pelo então presidente John Kennedy perante o Congresso dos EUA (e perante todo o Mundo): "Eu acredito que esta nação deve comprometer-se em alcançar a meta, antes do final desta década, de pousar um homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra em segurança". (25 de Maio de 1961)

 

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A partir do módulo de comando Columbia/Apollo 11 em orbita da Lua

(e tendo a Terra e um objeto p/identificar surgindo sobre o fundo negro do espaço)

 

A velhinha ainda novinha (apenas 40 anos) ainda estava em Paris-França. O filho de 13 anos na altura vivendo em Espinho, previamente colocado frente-a-frente à TV e esperando a transmissão: usufruindo durante quase três horas seguidas das primeiras imagens oriundas de um Mundo onde o Homem em princípio nunca teria estado antes (um facto sempre questionável para alguém já na época leitor de SCI-FI), transmitida apenas a preto-e-branco, mas à passagem de cada segundo deixando-nos cada vez mais colados aquele ecrã – como numa aventura à procura e à descoberta.

 

E antes de tudo o mais e como era já hábito cultural e propagandístico do Antigo Regime (Salazar/Caetano) – que infelizmente já extravasou para o regime Democrático – nunca esquecendo a preciosa colaboração da elite científica e tecnológica portuguesa na concretização e sucesso desta grande missão levada a cabo pelo Homem na superfície do primeiro Mundo Alienígena: “Os remates, as bainhas e a costura para a haste da bandeira (norte-americana) foram cosidos por uma portuguesa de nome Maria Isilda Ribeiro.” (wikipedia.org)

 

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A partir do módulo de comando Columbia/Apollo 11 em orbita da Lua

(deparando-nos com dois fenómenos estranhos como focos de luz à superfície/à esquerda e dois objetos voadores/à direita)

 

Voltando ao presente agora com a velhinha com quase 90, o filho com mais de 60 e com os netos a caminho dos 30. Com os mais velhos sem grandes memórias além da sua cultura/arquivo mínimo/obrigatório (convém recordar que a emissão foi de madrugada a horas impróprias para a grande maioria dos portugueses), com os mais novos sem grandes ideias ou ligações privilegiadas associadas ao assunto (absorvidos como estão pelo sucessivo software disponibilizado, oferecido sem grandes custos pelo hardware reinante, dominante, intrusivo e deformador) e com alguns Intermédios ainda não definitivamente abatidos pela cada vez maior falta de Esperança (talvez o único fator que ainda nos mantem como uma espécie Não-Extinta – na sua luta pela sobrevivência) a ainda tentarem nadar no sentido contrário ao da corrente amalgamada, forçada e entubada, que ainda hoje os nossos líderes nos projetam como sendo o nosso único futuro e o da Estrutura Divina que nos suporta.

 

Uma velhinha testemunha das ideias e preconceitos do regime de então e que levaram à segregação da mulher (negação e perseguição das mulheres separadas), á emigração forçada para o estrangeiro (à procura de trabalho para sobreviverem), à fuga da Guerra Colonial (de onde os filhos saiam estropiados ou mortos) e terminando num pesadelo chamado PIDE/DGS (que não só nos censurava a mente como nos decapitava a cabeça).

 

Que teve filhos e netos que foram testemunhas do Evento (pelo menos durante três gerações), passando ao lado de um pouco, senão mesmo de quase tudo. Com um deles meio perdido a ver a emissão de TV:

 

3.jpg

 

A partir do módulo de comando Columbia/Apollo 11 em orbita da Lua

(observando-se lá ao longe nas proximidades da Terra mais um objeto estranho orbitando o planeta)

 

On July 20, Armstrong and Aldrin entered the LM again, made a final check, and the Eagle undocked and separated from Columbia for visual inspection. When the LM was behind the moon on its 13th orbit, the LM descent engine fired for 30 seconds to provide retrograde thrust and commence descent orbit insertion, changing to an orbit of 9 by 67 miles, on a trajectory that was virtually identical to that flown by Apollo 10. After Columbia and Eagle had reappeared from behind the moon and when the LM was about 300 miles uprange, powered descent initiation was performed with the descent engine firing for 756.3 seconds. After eight minutes, the LM was at "high gate" about 26,000 feet above the surface and about five miles from the landing site. The descent engine continued to provide braking thrust until about 102 hours, 45 minutes into the mission. Partially piloted manually by Armstrong, the Eagle landed in the Sea of Tranquility in Site 2 at 0 degrees, 41 minutes, 15 seconds north latitude and 23 degrees, 26 minutes east longitude. This was about four miles downrange from the predicted touchdown point and occurred almost one-and-a-half minutes earlier than scheduled. It included a powered descent that ran a mere nominal 40 seconds longer than preflight planning due to translation maneuvers to avoid a crater during the final phase of landing.” (Apollo 11 Mission Overview/nasa.gov)

 

Numa sequência impar de acontecimentos históricos e de impacto global, brutal e inexplicavelmente interrompida nos finais de 1972 – com a última missão a atingir a Lua e com os últimos homens a pisarem a sua superfície (missão APOLLO 17).

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:27
Sexta-feira, 05 DE Fevereiro DE 2016

A Vida está em Todo o Lado

O Espaço é o destino de vida do Homem

 

Quando a Vida surgiu na Terra foi porque algum tipo de organismo resistiu o tempo suficiente para ser considerada autossustentável no interior do ecossistema existente por essa altura no nosso planeta. Conseguiu adaptar-se, sobreviver e finalmente criadas as condições suficientes e necessárias para prosseguir a sua aventura, replicar-se e no topo do seu ciclo evolutivo organizar-se. É claro que de início a experiência foi extremamente difícil de suportar, dadas não só as condições adversas que o meio ambiente lhe proporcionava (à Vida), como ao facto de ser um evento único e ainda por cima inovador: no fim de contas e no cruzamento improvável de múltiplos caminhos (sem origem e sem fim) transformava-se algo e sem se entender como, criava-se mais um movimento – com Matéria, Energia e Vida. Mas como sempre tudo encaixou e o processo prosseguiu. Sendo certo que se a Vida surgiu em ambiente adverso, nunca um ambiente adverso será o motivo para nele não existir vida. Claro como água e sem perda de tempo.

 

Pelo que nunca será de espantar que certos organismos sejam imunes às condições do seu berço original. Caso contrário a Terra seria um fenómeno e nós, o centro do Mundo (com o Sol a rodar em torno do Astro-Rei – inequivocamente a Terra).

 

Antarctic fungi survive Martian conditions on the International Space Station

 

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Rocha colonizada por microrganismos
(à vista desarmada e ao microscópio)

 

“Scientists have gathered tiny fungi that take shelter in Antarctic rocks and sent them to the International Space Station. After 18 months on board in conditions similar to those on Mars, more than 60 percent of their cells remained intact, with stable DNA. The results provide new information for the search for life on the red planet. Lichens from the Sierra de Gredos (Spain) and the Alps (Austria) also traveled into space for the same experiment.” (FECYT – 28.01.2016)

 

Levando-nos assim a concluir que a Vida (tal como a vemos diariamente e tal como as evidências comprovam) é apenas mais uma forma diferente da Matéria e da Energia se manifestarem, apelando ao movimento (a principal característica que a define envolvendo algo mais – pelo menos também para nós organismos electro magnéticos). Com um Organismo terrestre suportando o Inferno de Marte (em ambiente extremo e sem suporte de vida): dispondo de uma atmosfera (reduzida) constituída esmagadoramente por CO₂ (95%), comportando apenas uns vestígios de oxigénio (0.15%), sem grandes vestígios de água (0.037% por parte) e suportando os efeitos nocivos (e mortais) dos raios solares e cósmicos.

 

E mesmo assim contra todas as crenças e expetativas criadas e após 18 meses de luta contínua (pela sua sobrevivência), duas espécies de organismos terrestres sobreviveram à fúria do Espaço relançando a nossa esperança (de que nem tudo felizmente, é sempre como eles querem): com duas espécies de líquenes a sobreviverem em condições semelhantes à de Marte e apresentando um metabolismo maior do que as proporcionadas no ambiente do Espaço (o dobro ou mesmo mais) – tal como certos fungos superando a resistência de outros organismos vivos (como o Homem no entanto também adaptável – no caso dele até artificialmente).

 

(texto: Spanish Foundation for Science and Technology – imagem: S. Onofri et al.)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:55
Domingo, 03 DE Janeiro DE 2016

Noutro Espaço Uma Terra

Numa Simples Passagem
Entre Espaços Comuns

2015 … 2016

 

Enquanto neste pormenor de ESPAÇO a que a nossa espécie chama de SISTEMA SOLAR (por nós imaginado e construído o que não significa que esteja correto) se comemora de uma forma completamente absurda o início de mais uma translação de um dos seus planetas principais (a TERRA) em torno da sua estrela de referência (o SOL), o nosso planeta continua a girar tal como todo o seu Sistema Planetário. Apesar de todas as amarguras sofridas na Conquista da Vida (internas) e de todas as esperanças perdidas na Conquista do Espaço (externas). Mas a Terra ainda é AZUL!

 

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Órbita noturna da ISS
(30 Dezembro 2015)

 

SCOTT KELLY é um astronauta norte-americano (já com várias missões espaciais no seu currículo) atualmente a cumprir mais uma das suas missões a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS): cumprir um ano no espaço como teste ao comportamento do ser humano nestas condições de ambiente exterior (permanência iniciada a 27 de Março do ano passado). Um excelente contributo para as futuras missões espaciais (mas agora transportando pessoas) como as já projetadas tendo como destino o planeta Marte.

 

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A Terra vista da ISS
(1 Janeiro 2016)

 

Um ponto insignificante na imensidade infinita do Espaço mas que pelo seu azul vivo e brilhante ainda transmite e expõe algo de notável a alguém: por muito duro que ele seja, por mais distante que ele esteja e por maior que ele seja. Uma Evidência destacando-se num todo por nela existir algo mais. Além da Água e do Fogo a presença de VIDA. Numa fase da sua evolução de tal forma extraordinária e vertiginosa, que com a rapidez da sucessão dos acontecimentos e com a formidável explosão tecnológica, a esmagadora maioria da sua espécie dominante nem entende aquilo que usa e muito menos o que faz (apenas obedecendo). Mas ainda temos alguém lá fora como o astronauta Scott Kelly.

 

(imagens: SCOTT KELLY)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:33
Sábado, 07 DE Novembro DE 2015

Repetição ou Erro (de programação)

Porque não queremos concluir que o nosso espaço de vida é uma simples réplica linear de uma outra vida, movimentando-se por sua vez no mesmo espaço?

 

Apresentando aleatoriamente um ou mais parâmetros distintos, sequencialmente originados pelo estado evolucionário de toda a transformação.

 

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Qualquer um pode projetar a sua Realidade e torna-la acessível

 

Nesse sentido a História repete-se (no Espaço) da mesma forma que pela sua cronologia invariavelmente o nega (com o Tempo).

 

Duas verdades que se anulam e completam formando o Conjunto, criando mundos paralelos e confirmando o Infinito.

 

O Universo existe porque a Vida o alimenta.

 

(imagem: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:14
Sexta-feira, 19 DE Dezembro DE 2014

Sexo com Gelo & Alienígenas – 2/4

A principal atracção do Sistema Solar tivera sempre como foco principal um ponto perdido no seu espaço e localizado nas proximidades da sua estrela de referência: como corpo celeste quente e constantemente bombardeado por partículas mortais, a Terra oferecia aos seus visitantes um palco viciante de morte e de sexo.

 

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Imaculada Conceição e gémeos Andrade

 

Numa das janelas uma mulher olhava-os fixamente, provavelmente surpreendida e de boca aberta, com tudo aquilo que antecipava. Segundos depois uma porta abria-se (na fuselagem do veículo), surgindo a mesma mulher com a sua boca expressiva, rodeada por dois gémeos identicamente talentosos. Autorizados pelo recuo estratégico do trio ainda espreitaram para o interior da esfera, mas nada se salientando no espaço e sem motivos que os motivassem, viraram as costas e regressaram ao seu trajecto. Sentindo-se insultada Conceição chamou a si os dois gémeos e logo ali os despachou. Atrás de si fechara a porta e concluído o coito na íntegra, sentara-se no seu lugar e aguardara: ao canto os gémeos Andrade sorriam, ainda com os seus pénis erectos e com a bomba (de ar) colocada em segurança na sua mão esquerda.

 

Enquanto se afastavam do local os dois amigos momentaneamente abandonados ainda ouviram por instantes alguns gritos vindo do veículo, sobrepondo-se ao som da música que também escapava para o exterior e levando-os por momentos a pararem e a darem mais uma olhadela para trás. Talvez devido à agitação que se desenrolaria no seu interior a esfera acabou por rodar um pouco, invertendo a sua posição e acabando por se imobilizar junto de um tronco de um medronheiro já morto mas que insistia em manter-se de pé. Aí a música parou e tudo mergulhou de novo no silêncio. Dirigiram-se então para um caminho que descia um pouco mais a encosta e aproveitando uma rara abertura no céu por onde alguns raios do Sol ainda conseguiam passar, decidiram arriscar um pouco mais e dar uma vista de olhos nas proximidades.

 

O frio continuava a sentir-se intensamente nos seus corpos apesar do dia estar ligeiramente mais suportável e luminoso (efeito originado pela passagem através do céu quase todo encoberto, de mais uns quantos raios de Sol), com o percurso a mostrar-se em certos locais um pouco escorregadio e inesperadamente perigoso: mas o tempo seco e o vento frio que se fazia sentir tinham efeitos terríveis sobre eles, não deixando os seus corpos descansar um segundo que fosse das exigências extremas impostas pelo tempo. Andaram sempre muito vagarosamente durante cerca de meia a hora, parando já eram 10.30 junto às paredes exteriores de uma casa rural abandonada e construída junto a um afloramento de rochas de grande e média dimensão. Ao abrirem uma porta junto a um pequeno barracão construído em tijolos mas já muito danificado e cheio de fendas, foram surpreendidos pelo aparecimento de umas pequenas escadas que desciam para o interior da terra e que pelos vestígios que ali se encontravam deveriam ir dar a uma cave onde os anteriores proprietários provavelmente guardariam alguns dos seus bens mais preciosos.

 

Ou seja comida e bebida. E entusiasmados com essa possibilidade, não demorou muito tempo a vermos os dois a descerem à cave, iluminando o acesso com a lanterna do Verde. Acabaram a curta descida e viram-se então no interior de uma gruta subterrânea com sinais claros de abandono (bastante prolongado), dispondo dumas quantas filas de garrafas ainda intactas, meia dúzia de recipientes que não sabiam ainda o que continham e logo à sua frente uma pequena secretária com copos cinzentos (de tão sujos que estavam) e alguns papéis já ressequidos e aí abandonados. E mais ao fundo à direita vislumbrava-se uma porta mais pequena. Ao lado mesmo diante da secretária uma fotografia chamou-lhes a atenção: uma bela e esbelta mulher expondo como um troféu todos os seus principais atributos sexuais, olhava-os de uma forma incisiva e provocatória enquanto nos informava que estávamos em Julho 1997, qual a melhor marca de pesados e a morada da melhor oficina e dos experientes mecânicos.

 

Tinham ali vinho e alguns produtos agrícolas armazenados. Poderiam estar bons ou nem sequer serem já comestíveis. Ainda assim recolheram umas garrafas, recolheram uns restos de cereais que talvez pudessem aproveitar e maravilha das maravilhas umas latas de conserva que se encontravam num móvel da parede. Antes de partirem foram ainda dar uma vista de olhos à outra porta existente na cave. Ao mexerem na maçaneta da porta ela desfez-se e para além dela nada viram: uma extrema escuridão escondia o seu interior ao mesmo tempo que uma brisa se escapava dele atingindo-os directamente na cara. Deixaram ficar o resto para depois e puseram-se de regresso ao local onde tinham pernoitado.

 

O veículo encontrava-se ainda no local mas já não se ouvia nada. Entretanto durante a manhã o dia acabara por voltar a escurecer e pelo panorama que se via a norte vinha aí tempestade. Aceleraram um pouco mais os seus passos e pouco tempo depois estavam de novo à porta da habitação. Educadamente bateram à porta e chamaram pelo Verde. Quem lhes abriu a porta foi um dos gémeos Andrade, apresentando-se um pouco alterado mas ainda de pénis erecto. Na sua mão direita segurava ainda a bomba (de ar), enquanto respirando de uma forma anormal e ofegante nos compelia a entrar: o seu irmão gémeo jazia no chão com um grande buraco bem visível no meio das suas nádegas, desaparecendo rapidamente e muito perto de ficar completamente vazio.

 

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Afro e o seu Negro

 

A Terra fora devastada sem que nada o fizesse prever. A queda imprevista de um meteorito de média dimensão em pleno oceano Árctico acelerara o processo já em curso de desestabilização ambiental do planeta, promovendo inicialmente a libertação de maiores quantidades de metano (vindo das camadas profundas do solo polar) e simultaneamente a subida da água dos oceanos. O degelo fora o episódio que originara o fim da anterior linha de costa e as erupções crescentes e cada vez mais violentas registadas no Círculo de Fogo, tinham acabado por completar o cenário de tragédia eminente.

 

E com o grande terramoto de 2017 na Califórnia e o recrudescimento da actividade na caldeira de Yellowstone, o guião do filme tornou-se definitivamente inevitável: parte da costa ocidental dos EUA simplesmente desaparecera, ilhas vulcânicas como o Japão tinham sido completamente engolidas pelo mar (fazendo-nos recordar a lendária Atlântida e questionarmo-nos se a história teria mesmo um trajecto circular repetitivo), regiões inteiras e extremamente populosas da Ásia tinham desaparecido sob a força de furacões, tsunamis e outros fenómenos atmosféricos de extrema violência e para concluir (e compor o ramalhete) um Inverno Brutal instalara sobre a Europa e até o vulcão de Monchique finalmente se manifestara: numa noite de Inverno as fontes termais das Caldas de Monchique tinham repentinamente secado, a terra na região tremera anormalmente e num ponto da costa algarvia a lava reaparecera. Um túnel subterrâneo já conhecido e até aí inactivo, transportara as lavas produzidas no Barrocal algarvio do interior até à costa. E de seguida viera este novo período glacial.

 

Hipólito e Tiago entraram na habitação e viram logo que a bela Ella não estava presente. O Verde encontrava-se estendido no colchão completamente nu, enquanto ia fumando um cigarro: pelo aspecto parecia bem e satisfeito, incrivelmente não demonstrava ter frio e ao contrário deles (praticamente congelados e mal se podendo mexer) abanando cadenciadamente a perna direita, enquanto ia trauteando (mal) uma canção conhecida – Sex & Drugs & Rock & Roll de Ian Dury. Questionaram-no então sobre o paradeiro de Ella.

 

Enquanto me levantava olhei para o Hipólito e para o Tiago. Via-se que tinham rapado um bom bocado de frio e sentia-me culpado por simplesmente os ter ignorado. Mas aquela fêmea em pleno exercício de cio pusera-o completamente louco e o encontro nunca previsto, ainda mais o enlouquecera: a suavidade da sua pele e a firme rigidez das suas principais protuberâncias, por tão bem torneadas e divididas, ainda mais o tinham excitado (e colocado em ponto de erecção), perspectivando por trás e entre as suas belas coxas musculadas e bem afastadas, uma densa floresta húmida e palpitante ansiando por receber a semente – em penetração profunda, em colisão lateral e com impacto frontal. Com Ella ofegante a dizer sorridente e enquanto a penetrava simetricamente, que qualquer buraco negro presente poderia ser uma porta para outro mundo.

 

Vieram então os dois ter comigo e enquanto me vestia e punha mais alguma lenha na lareira, falei-lhes. Informei-os logo da ida de Ella até ao seu veículo e de que como aqui ficara à espera do regresso deles. Pelos vistos algo de anormal acontecera na ausência da mulher, como todos podiam verificar pela presença dos seus dois acompanhantes. Também o incomodava a tempestade que aí vinha. Aliás fora Ella que reparara nela à saída, mostrando-se estranhamente preocupada e avisando-me de que depois falaria. Nem percebi bem de quê. E claro que tivemos que falar do que falaríamos a seguir. Pouco passava das 13:00 quando ouvimos um novo som agora vindo aparentemente dum nível superior (surgindo do lado contrário ao local onde se encontrava o veículo de Ella), imediatamente seguido por um curto silvo e por um ténue (mas ainda assim audível) ruído de impacto.

 

Os dois acompanhantes de Ella já se tinham retirado da habitação onde se encontravam, quando esta regressou agora acompanhada por mais dois elementos: uma loura de lábios vermelhos e carnudos e um negro que para espanto deles mal entrou fechou a porta atrás de si, despiu-se da cabeça aos pés e foi colocar-se mesmo coladinho à lareira. Com um dedo fez sinal a Ella e convidou-a para uma rapidinha. Os outros poderiam ficar a olhar, não se importava e para ele como assim até se podiam juntar. Ella sorriu enquanto se aproximava luminosa e contorcendo-se sensualmente dele e então, dando-lhe um beijo na face acariciou-lhe suavemente o seu pénis, enquanto ele em troca lhe devolvia a saudação, lambendo por momentos as pontas rígidas dos mamilos desta. Mas não havia tempo a perder, já tinha tudo combinado. Apontou então para a loura de lábios vermelhos e carnudos, apresentou-a como chamando-se Afro e deu-nos como destino o Bordel. Cumprimentou todos com o seu olhar não deixando de se fixar de uma forma visível, deliberada, sem respeito e claramente às claras, o seu interesse no macho alienígena.

 

Fim da 2.ª parte de 4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:58

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