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Quarta-feira, 15 DE Junho DE 2016

EURO 2016

Não culpo o adversário, várias vezes os jogadores esperam ganhar um jogo e isso acaba por não acontecer. Se queriam vencer a Islândia tinham que jogar melhor. É tão simples quanto isso”. (Lars Lagerback/treinador da Islândia – como resposta às críticas de CR invocando “a imagem do autocarro islandês parado à frente da sua baliza/sapo.pt)

 

Na ressaca do dia seguinte

Portugal – 1 Islândia – 1

Estádio Geoffroy Guichard – Saint-Etienne

(14.06.16)

 

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Golo da Islândia – B. Bjarnason

Sem dúvida e pelo valor das equipas em presença o momento mágico da partida

 

Neste primeiro jogo da seleção de PORTUGAL (5ª no ranking da UEFA) no EURO 2016 – contra a seleção da ISLÃNDIA (35ª no ranking da UEFA) – o adversário a defrontar teria como maior referência e termo de comparação a sua homóloga da Noruega (22ª no ranking da UEFA).

 

E como Portugal derrotou a seleção da Noruega há cerca de quinze dias atrás em pleno Estádio do Dragão por uns esclarecedores 3-0, seria de esperar que no seu jogo de esteia neste Europeu como cabeça de série e favorito no seu grupo, PORTUGAL se estreasse a ganhar.

 

Mas como sempre e em caso de dúvida (pelos vistos um fenómeno muito persistente e comum entre os últimos treinadores da seleção nacional), no momento decisivo escolhem-se sempre os mais velhos e aqueles com maior currículo – acabando sempre e com poucas exceções por sair furado e dar asneira.

 

Pelo que para o jogo de apresentação contra a seleção da Islândia (e tomando em consideração que a Islândia na fase de grupos ultrapassou a Turquia/3ª/atirando-a para o playoff e a Holanda/4ª/eliminando-a) e como medida preventiva os escolhidos deveriam ter sido os mesmos. E com os golos marcados à Noruega (logo 3) a serem de Quaresma, Raphael e Éder.

 

Sacrificando-se mais de metade da equipa inicial (Anthony Lopes, Cédric Soares, José Fonte, William Carvalho, Ricardo Quaresma e Éder) só para lá pôr os mais consagrados (Rui Patrício, Pepe, Vieirinha, Danilo, Nani e Cristiano Ronaldo): que por diversos motivos e razões acabaram por dar cabo de tudo (estragando a nossa festa e a de todos os emigrantes).

 

Hungria 2-0 3
Portugal 1-1 1
Islândia 1-1 1
Áustria 0-2 0

(golo de Portugal: Nani)

 

Esperemos que Fernando Santos tenha finalmente aprendido a lição (dois pontos já se foram e o terceiro lugar nada garante) e que no próximo jogo contra a HUNGRIA (33ª no ranking da UEFA) decisivo por ser contra o líder do grupo – no primeiro jogo a HUNGRIA venceu a ÁUSTRIA (16ª no ranking da UEFA) por 2-0 – não só vença como acima de tudo convença.

 

E como prova do que o que eu digo se apoia em factos e é mesmo verdade, é que se por um lado Ricardo Quaresma não o pode confirmar desde o início por estar lesionado (Éder coitado só teve 5 minutos), já no caso de Nani e mesmo não fazendo uma exibição por-aí-além, cumpriu a função pelo menos marcando (o que já não fez a estrela Cristiano Ronaldo).

 

No próximo jogo veremos – sábado, 18 de Funho – o que será contra a AÚSTRIA: em Paris no Parque dos Príncipes pelas 20:00 e com milhares de portugueses a apoiar. Com uma vitória a ser suficiente para o apuramento imediato (nem que seja como um dos melhores 4, entre um total de 6 terceiros). Nada a que já não estejamos há muito habituados.

 

Portugal – Áustria

18.06.2016 – 20:00

Parque dos Príncipes – Paris

Portugal – Constituição da equipa inicial:

 

Patrício

Cédric, Fonte, Pepe, Raphael Guerreiro

Danilo, Adrien, André Gomes e João Mário

Nani e Ronaldo

 

Já agora e para finalizar apresentando a minha proposta de equipa inicial para o próximo jogo da seleção de Portugal contra a seleção da Áustria – mudando apenas três jogadores iniciais do jogo contra a Islândia (Vieirinha, Ricardo Carvalho e João Moutinho) e substituindo-os pelos outros três da vitória contra a Bélgica (José Fonte, Cédric e Adrien Silva). Por acaso uma equipa atualmente 9ª no ranking da UEFA e derrotada no passado dia 29 de Maio no Estádio Municipal de Leiria por 2-1 (com golos de Cristiano Ronaldo e Nani).

 

(imagem: telegraph.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:30
Terça-feira, 13 DE Dezembro DE 2011

Islândia - exemplo a seguir

Chegada do primeiro habitante permanente à Islândia

 

A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita por eles e para eles. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise da dívida.


É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por receio de que muitos tomassem nota. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação e o que começou como sendo crise converteu-se em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos altermundialistas observaram com atenção e colocaram como modelo realista a seguir.

 

Central Geotérmica – 99% dos recursos energéticos vem das renováveis


Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores notícias dos tempos actuais. Sobretudo depois de se saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência para o crescimento aumentará, inclusive em 2013, prevendo-se que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa continua a mostrar sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza continua presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.

 

Reykjavík capital da Islândia

 

Este pequeno país do periférico árctico recusou resgatar os bancos. Deixou-os cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandos financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, foi pouco falado o esforço que este povo realizou. Do limite que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por resolver.

Porém, o que é digno de nota é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever o seu próprio futuro, sem ficar a mercê do que se decida em despachos distantes da realidade dos cidadãos. Apesar de continuarem a existir buracos por preencher, escuros e por iluminar.

 

Parlamento Nacional da Islândia

A revolta islandesa não causou outras vítimas para além dos políticos e homens de finanças. Não derramou nenhuma gota de sangue. Nem foi tão apelativa como a tão famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rasto mediático, porque os media passaram por cima em pezinhos de lã. Mesmo assim, conseguiram os seus objectivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, o seu caso bem pode ser o caminho ilustrativo dos indignados espanhóis, dos movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigirem justiça social e económica em todo o mundo.

 

(blogue Porta da Loja, a partir do blogue de Maestroviejo; imagens Wikipédia)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:24

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