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Segunda-feira, 23 DE Outubro DE 2017

Eclipse do Sol

Segundo alguns cientistas há uns 4/5 biliões de anos com Júpiter a poder ter entrado no nosso Sistema ainda em formação dirigindo-se para o Sol, atravessando-o (o Sistema Solar), levando material atrás de si (passando pela região hoje ocupada por Marte) e fixando-se na orbita atual devido à força gravitacional exercida por outros planetas gigantes como o poderia ser Saturno. Sendo a única questão (sem resposta e suscitando dúvidas) a existência de Marte e de como este poderia ter resistido (na altura e comparativamente sendo tão pequeno) à passagem/presença do Gigante (tão perto).

 

A Cerca de Mil Milhões de Km de Nós

 

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Alvo Júpiter ‒ Sonda Juno ‒ PIA 21969

(Setembro 2017)

Sobre a superfície de Júpiter a sombra da sua lua Amalteia

 

Nesta imagem capturada no passado dia 1 de Setembro de 2017 por uma câmara instalada na sonda automática JUNO (em órbita do planeta JÚPITER desde 5 de Julho de 2016), podemos observar a uma distância próxima dos 922 milhões de Km (distância Terra/Júpiter em Setembro deste ano), um fenómeno já por nós conhecido mas nesse caso intervindo o SOL, a TERRA e a LUA (com a Terra a cerca de 150 milhões de Km do Sol): no caso do planeta situado a cerca de 6 UA da Terra, contando com a presença do SOL (a estrela de referência), de JÚPITER (em vez da Terra) e da sua lua AMALTEIA (em vez da nossa LUA).

 

No caso da lua de Júpiter AMALTEIA (uma das suas 69 luas conhecidas) sendo o 5º maior satélite natural (Regular) orbitando o planeta e simultaneamente pertencendo aos Satélites Interiores (orbitando muito próximo de Júpiter), com uma dimensão aproximada de 190Km, uma massa de 208x10↑16Kg e um período orbital de quase 12 horas (e sendo a 3ª lua mais próxima de Júpiter): segundo os cientistas com esta lua a ser uma das fornecedoras de material para a constituição dos anéis do Gigante Gasoso (assim como todas as outras luas interiores), num calhau cheio de crateras e de montanhas viajando em torno do planeta a uma V = 26,6Km/s e apresentando temperaturas (médias) na ordem dos 150⁰C negativos.

 

No dia 1 de Setembro de 2017 e (por acaso) com a sonda automática CASSINI ainda ativa e circulando nas proximidades do outro Gigante Gasoso (o 2º em dimensão SATURNO) ‒ duas semanas depois a 15 de Setembro cometendo suicídio, desintegrando-se ao entrar na camada atmosférica rodeando o planeta ‒ com as câmaras a registarem sobre a superfície de Júpiter a deslocação da sombra provocada pela passagem entre os raios luminosos oriundos do Sol da lua Amalteia (na sua rotação em torno de Júpiter), interpondo-se entre a Estrela e o Planeta e provocando neste e numa estreita faixa a ocorrência de um Eclipse Solar: para os Jupiterianos (caso existam e seja sob que forma for) num fenómeno muito semelhante ao ocorrido recentemente (na Terra) numa faixa estreita do território norte-americano.

 

Um registo fotográfico enviado por uma sonda automática colocada a mais de 900 milhões de Km da Terra (sonda JUNO) ‒ e tomando como referência a velocidade máxima atingida pela sonda (uns 40Km/s), tratando-se de uma nave tripulada, demorando uns 270 dias a lá chegar (em linha reta) ‒ recebido e editado pela NASA e posteriormente processado (antes da sua chegada ao público em geral) num outro ponto intermédio (de modo a realçar alguns detalhes) por um cidadão-cientista neste caso Gerald Eichstädt. Segundo os responsáveis da missão (Juno) uma imagem obtida aquando da 8ª aproximação da sonda automática ao planeta Gigante Júpiter (o maior do Sistema Solar e o mais poderoso nas suas interferências geomagnéticas dos seus intensos e extremos campos/forças gravitacionais) e quando a mesma se localizava a (apenas) 3.858Km do topo da espessa camada de nuvens envolvendo todo o planeta (suposto ser maioritariamente gasoso).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:32
Quinta-feira, 12 DE Outubro DE 2017

Na Época das Descobertas

(E de novo obrigatórias)

É que o Homem fica em casa

(certamente para morrer e deixar de existir)

 

“O problema da Humanidade não reside na sua falta de interesse, de ambição e de sentido de sobrevivência (dos mais de 7,5 biliões de seres vivos e racionais), mas na Ameaça crescente e cada vez mais Presente (vendo-se os Média chegando a ser Asfixiante) daqueles que nos manipulam, pensando salvaguardar-se (e eternizar-se) e com isso controlar-se ‒ e controlando a manada seguindo obedientemente o seu Chefe (mantendo virtualmente o equilíbrio entre a base e o topo). Só que os pais que cerceiam os filhos (na sua visão e desejos), mais cedo ou mais tarde sofrerão as consequências: com o fim a ser certo para ambos.”

 

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PIA 21968 ‒ Alvo Júpiter

O planeta JÚPITER e as suas luas IO/mais perto e EUROPA/mais afastada

(observadas pela sonda automática Juno)

[Com o aspeto negativo ‒ a continuar a ser ‒ a má resolução do registo

(para mim incompreensível)]

 

Agora que o nosso alcance visual utilizando sistemas adicionais (presenciais ou não) associados ao nosso órgão de visão foi encurtado (recentemente) de uns 650 milhões de Km (antes de 15 de Setembro com uma presença local/sonda automática e outra à distância/telescópio Hubble), vemo-nos agora constrangidos a na melhor das hipóteses e tomando como referência (ponto central) o Sol, a limitarmo-nos à região do Espaço envolvendo o planeta Júpiter e os seus satélites ‒ deixando de novo e para mais tarde (tal como se fez há quase 50 anos com o programa Apollo e a exploração da Lua, abandonando-se sem qualquer tipo de explicação credível o nosso tão próximo satélite) a exploração mais profunda da região mais afastada do nosso Sistema Planetário (o Sistema Solar composto por oito planetas, respetivas luas, asteroides, cometas e outros objetos): destruída a sonda CASSINI sob o pretexto da preservação dos Novos Mundos rodeando SATURNO (mundos a ele associado como o serão algumas das suas luas ‒ locais prometedores para a existência de água e de algum tipo ou forma de vida orgânica mesmo que simples ou primitiva) deixando o Homem de estar presente para lá do GIGANTE GASOSO (presença direta ou por interposto agente), limitando-se no presente a sua ação aos Planetas Interiores (com Marte em grande destaque) e mais além (a exceção ainda ativa mas para já sem alternativas futuras) ao planeta-anão PLUTÃO e a outros objetos localizados no Cinturão de KUIPER (com as sondas automáticas NEW HORIZONS/Plutão e Cinturão de Kuiper e DAWN/Vesta e Ceres). Não esquecendo a sonda ROSETTA (e a sua visita ao asteroide 67P/C-G) e agora (claro) a sonda automática JUNO: deixando para o fim as sondas já perto dos limites do Sistema (Solar) ou tendo-o mesmo ultrapassado - a VOYAGER 1 e a VOYAGER 2.

 

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A lua (de Júpiter) IO

 

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A lua (de Júpiter) EUROPA

 

IO: Entre as mais de 60 luas do Gigante Gasoso e maior planeta do Sistema Solar (JÚPITER o Planeta Exterior mais próximo do Sol) uma das maiores luas do planeta, neste registo de 1 de Setembro de 2017 obtido pela sonda JUNO, quando a mesma (sonda) se encontrava a cerca de 27.500Km da camada superior de nuvens envolvendo o planeta gigante Júpiter (diâmetro Júpiter = 11,2 X diâmetro Terra).Uma lua jovem, vulcanicamente ativa e rica em enxofre (que lhe dá o colorido) e apesar da sua atmosfera agressiva podendo comportar Água e até mesmo Vida. Na altura a 480.000Km de Júpiter.

 

E assim tendo por perto a ISS, em órbita a uns 400Km da Terra e sendo o único voo tripulado (desde o abandono do projeto APOLLO), no presente já sem a presença dos Vaivém tripulados (agora descontinuados mas no entanto ainda presentes com naves semelhantes mas na esfera militar), nem missões a curto-prazo incluindo na mesma tripulação (para já com destino/objetivos traçados ‒ mas sem meios eficazes para o concretizar sejam públicos/SPACE X ou privados/NASA), restando unicamente ao Homem esperar por uma nova oportunidade (proporcionada pelo mesmo Homem) de um dia retornar à Lua (apenas a 481.400Km, a poucos dias de viagem e possibilitando transporte de carga) aí instalar uma base (à superfície e/ou em órbita da Lua) e daí catapultar-se para viagens mais longas (e frutuosas) e até interplanetárias: com a primeira viagem já projetada por públicos e privados a apontar para os finais da década de 20 (talvez lá para 2030) tendo MARTE como alvo mas mais longe o seu objetivo (final) ‒ sem dúvida encontrando-o nas luas de Júpiter (com a sonda Juno por perto) e de Saturno (sem ninguém nas redondezas após o suicídio da sonda Cassini) os mais prováveis locais aí se podendo descobrir água e até vida orgânica. Mas fechados como estamos no nosso Suicídio Interno, pouco tempo restando para a sobrevivência da Espécie (Homem): convencendo-nos definitivamente e sem recuo possível que a sobrevivência da mesma (da nossa espécie ou seja dos 7,5 biliões de humanos) terá sempre que passar (por muito que ela nos custe) pelo abandono do Lar (a nossa área de conforto) partindo à Descoberta (e Conquista) rumo ao desconhecido (mas onde se encontra o nosso Futuro). Perguntando-me MAIS UMA VEZ (e todas as que forem possíveis) ‒ sobretudo para aqueles que a partir de uma TV a preto-e-branco, com o seu enorme e caraterístico cinescópio (tornando-as enormes e rabudas) e emitindo para uma minoria durante horas seguidas e de noite ‒ como foi possível tal Barbaridade de após lá chegar, abandonar e esquecer (a LUA ali tão perto e face às despesas de Guerra comparativamente tão barata): deixando todos aqueles que no início dos anos 70 perspetivavam o surgimento a muito curto-prazo de um Novo Mundo na Terra e para os terrestres (com uma Esperança enorme derivada do desenvolvimento científico e tecnológico que já aí se constatava) ‒ na altura (suponham) com 18 anos hoje já com 65 ‒ cair numa tristeza absoluta (e para muitos inadmissível por inacreditável, pondo em causa a sobrevivência da Espécie) ao ver uma geração a passar como se nunca tivesse existido.

 

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Os diferentes fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9

Originalmente oriundos de um cometa com cerca de 2Km de diâmetro, talvez capturado por Júpiter uns 20/30 anos antes (da colisão) e acabando por fragmentar-se devido à poderosa força gravitacional (de atração) exercida pelo planeta

 

EUROPA: Outra das maiores entre as mais de 60 luas orbitando o planeta Júpiter (em dimensão com Ganimedes à cabeça), um pouco menor do que IO e registada nesta imagem a cerca de 730.000Km do planeta. Tendo uma massa ligeiramente inferior a IO e um maior raio orbital (mais afastada) ‒ e com um período duplo do de IO. Tal como IO, CAÇISTO e GANIMEDES, podendo albergar água e porque não Vida: “Suspeita-se que a vida extraterrestre possa existir no oceano por baixo do gelo, talvez subsistindo como os seres vivos que vivem em condições semelhantes na Terra, já que Europa tem elementos essenciais para a vida como a conhecemos: água, calor e compostos orgânicos. Ou seja, em respiradouros hidrotermais como no fundo dos oceanos ou como no Lago Vostok da Antártida.” (wikipedia.org)

 

Nesse sentido sendo crescente e desesperante o nosso (de Todos) constante grito de revolta e de raiva para com esta situação/contradição (agora tão perto do fim do ciclo de passagem duma geração completamente perdida uma monstruosidade no Mundo do Crime), ao ver tudo a Transformar-se (sem interrupção e à nossa volta), o Mundo a evoluir (com a Terra a abrir-se ao Espaço) e o Tempo a correr (com o Sistema Solar na sua meia-idade) e apesar disso e de tudo o aprendido/apreendido (percecionado e sentido), mantendo-nos indiferentes e completamente estáticos, ficando simplesmente à espera que alguém nos imponha o Segredo (do Movimento) para a nossa Ressureição e Partida (à procura de novos territórios) fazendo como o feito e iniciado há cerca de 600 anos: entre o Século XV e o início de XVII com o Homem a fazer as suas grandes viagens marítimas (verdadeiras epopeias) tendo nos Portugueses e no Atlântico duas das suas grandes referências ‒ partindo à Aventura e à Descoberta de Novos Mundos (e sua Conquista) sabendo de antemão todos os riscos a correr (podendo-se mesmo morrer) e no entanto a insistir sabendo ser inevitável se não quiser desaparecer. Como todos nós sabemos com a única diferença entre um ser vivo e outro morto (fisicamente) a ser bem visível e palpável (nem lhe sentindo a Alma e no entanto não significando a sua não existência mas uma mais que provável Passagem ‒ para outro nível) através de um único detalhe: um mexendo-se outro não.

 

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JÚPITER/SATURNO: Sendo a Terra um caso particular no conjunto que integra (um conjunto virtualmente fechado por nós denominado como Sistema Solar e estendendo-se por umas 10 000 AU tendo o Sol como referência e a Nuvem de Oort como limite) ‒ ou não fosse ela o único objeto solar comportando Vida (Inteligente) no seu interior ‒ tornando-se natural que para a proteção e segurança desse conjunto e das suas mais preciosas particularidades (Atmosfera, Água e Vida, estando tudo interligado) o mesmo se defenda das Ameaças (oriundas do Exterior) criando medidas de autoproteção eficazes e permanentes: e tal como o centro do ovo é protegido por diferentes camadas sobrepostas (umas sobre as outras) terminando finalmente na casca (o invólucro final contendo o nosso conjunto), numa muita maior escala e usando o mesmo raciocínio (as coisas são mais simples do que se pensa) o mesmo se aplicará ao Sistema (Solar), aos componentes e mecanismos. Pelo que a presença dos Planetas Exteriores para lá da Cintura de Asteroides (principal e objetivamente Júpiter e Saturno pela sua enorme Massa e Dimensão) poderá para além do mais ter uma Função Vital de Proteção (para o Sistema/Terra/Vida): “Without Jupiter and Saturn orbiting out past Earth, life may not have been able to gain a foothold on our planet. The two gas giants likely helped stabilize the solar system, protecting Earth and the other interior, rocky planets from frequent run-ins with big, fast-moving objects. In other words, giant planets appear to have a giant impact on giant impacts.” (space.com)

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:40
Sexta-feira, 14 DE Julho DE 2017

O Convite

Feito por Júpiter e Endereçado por Juno

(sem se perceber a espera)

 

[A meio da sua existência e no seu caminho descendente, o Sol irá aumentar, acabando por engolir a Terra e obrigando-nos a fugir ‒ se tivermos meios para tal.]

 

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A Grande Mancha Vermelha

O Convite

(PIA 21772)

 

O buraco que no decorrer da Evolução do nosso Sistema (Solar) irá revelar o futuro da espécie dominante que no presente prevalece no planeta Terra (Homem) e que (dependendo do nosso trabalho desenvolvido anteriormente) nos abrirá todas as portas do conhecimento (mesmo o considerado imprevisível, ainda invisível numa superfície sem contraste) e os respetivos trilhos a percorrer (libertando-nos da nossa estrela num céu cheio de estrelas).

 

Localizado no maior planeta do Sistema Solar, visto como um Gigante Gasoso rodeando um núcleo rochoso pouco expressivo (face ao diâmetro de Júpiter), coberto por uma espessa e turbulenta camada de nuvens (envolvendo todo a sua superfície) e desse modo, ocultando tudo sob as mesmas e nada revelando para o exterior (nada se vislumbrando para além delas) ‒ além de estar permanentemente sujeito a tempestades atmosféricas extremas (ciclónicas) muito piores que as suas congéneres (terrestres), suspendendo-nos no Tempo por paralisia no Espaço.

 

No Tempo e com todos à espera (o Homem e Júpiter), por ainda por aqui estarmos (neste Espaço). Desde 14 de Dezembro de 1972 (já lá vão quase 45 anos) com o Homem surpreendentemente a abandonar os voos tripulados (com o fim do Programa Apollo) mantendo-nos presos no nosso condomínio fechado (como se este fosse o único e derradeiro ecossistema viável) e recusando-se ao inevitável ato de partir: numa execução observável (e replicada ao infinito) em toda a extensão do Espaço (envolvendo matéria, energia e movimento). Como antes o fizeram os Navegadores, agora na hora dos Astronautas.

 

(imagem: nasa-gov/JUNO/Jason Major)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:00
Quarta-feira, 12 DE Julho DE 2017

A Terra Engolida pela GMV

Na nossa Imaginação não existe qualquer tipo de limite para a utilização dos Números ‒ sejam eles quais forem (mesmo sendo reais): desde o infinitamente grande (suponhamos 10↑1000) ao infinitamente pequeno (por exemplo 10↑-1000). Numa estrutura formidável, capaz de operar números extremos e (ainda assim) alcançar a Unidade (10↑1000 X 10↑-10000 = 1).

 

Para nos apercebermos da posição relativa da Terra face ao conjunto imaginário que a mesma integra ‒ o Sistema centrado no Sol (ponto zero) e estendendo-se até aos limites da Nuvem de Oort (100.000UA) ‒ nada melhor do que a comparar com um outro elemento significativo do mesmo conjunto (como por exemplo Júpiter o maior planeta do Sistema Solar) e daí tentar tirar algumas conclusões (utilizando os parâmetros Tempo e Espaço) que nos possam iluminar: desde logo comparando (em extensão) um planeta com cerca de 12.756Km de diâmetro com outro com cerca de 143.000Km (d Júpiter = 11 x D Terra).

 

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A Terra e a Grande Mancha Vermelha de Júpiter

 

Compreendendo-se tratar-se de dois corpos celestes semelhantes (planetas), um localizado a 150 milhões de Km do Sol o outro em torno dos 800 milhões de Km e inseridos em coordenadas extremamente próximas quase que como sobrepostas (apenas em 5 UA desde o Sol) pensando-se por exemplo em Saturno (10UA) para já não falarmos na fronteira (definindo-a como a Nuvem de Oort 10.000 X mais distante que o planeta). E assim, aproveitando a técnica da sobreposição e toda a nossa capacidade imaginativa emanando por pura reflexão desse novo cenário, dando um primeiro passo para uma nova perceção da nossa situação e posição: não nos chocando o contraste entre a Mancha (Grande Mancha Vermelha de Júpiter) e a Terra.

 

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Júpiter

(PIA 21774)

 

Uma montagem publicada no site da responsabilidade da NASA photojournal.jpl.nasa.gov resultado da sobreposição de uma imagem da Terra (da autoria do SwRI) sobre uma outra do planeta Júpiter obtida a 2 de Abril de 2017 por um astrónomo amador (Christopher Go) e na qual o nosso planeta aparece enquadrado no interior da conhecida Grande Mancha Vermelha do planeta Gigante Júpiter, uma área com cerca de 16.350 Km de extensão ou seja com um diâmetro superior ao do nosso planeta (1,3 d Terra). Que nos confirma por um lado o nosso estatuto (do Homem) da mais pura invisibilidade (tão pequenos e consumindo-nos tão rapidamente), por outro lado o impercetível posto e relevância da Terra na hierarquia Solar (se não fossemos nós sendo indiferente) e mesmo no caso do Gigante (Júpiter) e do seu centro extraordinário (o Sol) e face ao Infinito rodeando tudo, a insignificância fabulosa de um ponto face à sua absoluta e necessária presença na edificação e içar do Todo ‒ sem o qual o mesmo desabaria por falta de um alicerce fulcral: a Vida.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:34
Terça-feira, 11 DE Julho DE 2017

Júpiter sob os olhos de Juno

Se o Homem pretende sobreviver às dimensões do Espaço e do Tempo (no nosso caso ao Sol ‒ vivemos num ponto impercetível do Espaço, num Tempo equivalente ao de uma mosca) o nosso destino será sempre o de partir: mesmo que seja no interior do Sistema (Solar) e preparando a primeira Viagem Exterior (junto de outras estrelas).

 

Ficando, nunca teremos existido.

(provavelmente como muitas espécies, vivendo num tempo relâmpago e nunca tendo comunicado ‒ e com todas estas pensando, terem sido elas as únicas).

 

Agora que se aproxima o fim definitivo da missão Cassini-Huygens com o suicídio da sonda CASSINI sobre o corpo do gigante e gasoso planeta SATURNO (programado para meados de Setembro e deixando-nos isolados desta região do nosso sistema), viramo-nos agora para um seu semelhante (também gigante) considerado o maior dos oito planetas integrando o nosso sistema planetário (Sistema Solar) e recentemente começando a ser orbitado pela sonda JUNO ‒ o planeta JÚPITER.

 

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Jupiter With Great Red Spot, Near Infrared, May 2017

(PIA21713)

 

Nesta primeira imagem de 18 de Maio de 2017 com as diferentes partículas constituindo a espessa camada exterior de nuvens rodeando o planeta Júpiter, a apresentarem-se com cores diferenciadas conforme as respetivas altitudes pelas mesmas atingidas.

 

Com a Grande Mancha Vermelha (GMV aqui aparecendo num branco brilhante) a ser uma das mais altas regiões (acima da região de convecção) do planeta Júpiter o maior do Sistema Solar.

 

E devido aos ventos extremamente intensos circulando a altíssimas velocidades no interior da GMV, observando-se outros fenómenos a ela associados e estendendo a tempestade para oeste (braço da espiral) e para este (em forma de ondas).

 

E com outras regiões rodeando a GMV a registarem uma menor densidade de nuvens/partículas na atmosfera de Júpiter, como as zonas mais escuras situadas a norte (as ovais) e situadas a sul (os blocos) ‒ mas sempre com a presença de grandes tempestades ciclónicas e com a particularidade de rodarem no sentido dos ponteiros do relógio (ao contrário da GMV).

 

Mais a norte e acima da linha do equador com mais uma extensa camada em forma de onda atravessando como uma faixa todo o norte do planeta, nela incluindo mais duas ovais (brancas) referenciadas como anticiclones e registadas em Janeiro deste ano (2017).

 

Num recrudescimento das tempestades atmosféricas detetadas em Júpiter desde essa altura, como o demonstra a nova tempestade referenciada ainda mais a norte do equador (outra oval branca).

 

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Jupiter With Great Red Spot, Mid-Infrared, May 2017

(PIA21714)

 

Nesta segunda imagem igualmente de 18 de Maio de 2017 utilizando um filtro infravermelho, sendo possível observar algumas características da troposfera de Júpiter, como a temperatura e a maior ou menor espessura das camadas de nuvens que o rodeiam (nuvens localizadas nas proximidades do nível de condensação do gás de amónia).

 

Segundo os especialistas da NASA pela cor induzida nessa região do planeta com a GMV a representar uma zona mais fria da troposfera jupiteriana, caraterizada por apresentar uma fina camada de nuvens ‒ por sua vez sendo rodeada por uma zona mais quente localizada mais a nordeste (turbulenta e com partes quentes e secas alternando com outras mais frias e húmidas) no seu conjunto e perante os contrastes de cores emitidas oferecendo-nos uma imagem mais rigorosa deste Gigante.

 

De modo a compreender-se melhor toda a estrutura e mecanismo de funcionamento e desenvolvimento da GMV (assim como de todas as outras manchas ovais), como simultaneamente das áreas a ela adjacentes e estruturas aí existentes.

 

Contando agora com a presença da sonda Juno no dia de hoje (entre 10/11 de Julho) fazendo a sua 6ª aproximação ao planeta: agora que estamos tão perto de perder a sonda Cassini, a pouco mais de 2 meses da sua viagem final em direção ao outro gigante o planeta Saturno.

 

O que nos deixará ausente de uma das zonas mais importantes do nosso Sistema Solar, região onde a probabilidade de existência de água será uma das mais altas em todo este sistema planetário, sabendo-se que perto de nós e à exceção da Terra a mesma não é visível (nos Planetas Interiores pelos menos à vista desarmada e em depósitos relevantes).

 

E que por outro lado as certezas da existência da mesma mais longe de nós, na e para além da Cintura (de Asteroides) ‒ onde se situam os planetas Exteriores e as suas inúmeras luas ‒ são cada vez maiores e cada vez mais evidentes (e com muitos candidatos entre tantos luas e outros corpos).

 

(dados, imagens e legendas: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:33
Segunda-feira, 19 DE Junho DE 2017

Júpiter ‒ Num retrato de Juno

Uma imagem do planeta Júpiter obtida a 19 de Maio pelas câmaras da sonda espacial Juno, quando a mesma na sua 7ª aproximação ao planeta passou a cerca de 49.000Km de distância (pouco mais de 1/8 da distância Terra/Lua num registo de um objeto de raio 40 X o da Lua) do topo da espessa camada de nuvens cobrindo este planeta Gigante (e maioritariamente gasoso): e de uma latitude 65,9⁰ S mostrando-nos o seu polo sul.

 

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Júpiter

(PIA 21392)

 

This image was processed to enhance color differences, showing the amazing variety in Jupiter's stormy atmosphere. The result is a surreal world of vibrant color, clarity and contrast. Four of the white oval storms known as the "String of Pearls" are visible near the top of the image. Interestingly, one orange-colored storm can be seen at the belt-zone boundary, while other storms are more of a cream color.

 

(texto/inglês, dados e imagem: photojournal.jpl.nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:49
Segunda-feira, 10 DE Abril DE 2017

Jupiter by Others Not Juno

Aproveitando o que temos mais à mão (o Telescópio Espacial Hubble) e não ficando à espera que nos transmitam informações sobre o que se poderá estar lá a passar (através da sonda Juno), a NASA aproveitando a ocasião da Terra e de Júpiter estarem em oposição (com a Terra entre o Sol e Júpiter e alinhada com o planeta, atingindo o ponto de maior aproximação entre eles, estando ambos perto do seu periélio e com os raios do Sol a exportem bem o Gigante), oferece-nos agora mais uma imagem do maior planeta do Sistema Solar circulando a cerca de 666 milhões de Km de nós, justificando a sua presença, imponência e notícia, dado só ele ter uma massa superior à soma de todas as massas dos outros 7 planetas juntos:

 

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A 3 de Abril de 2017

(com Júpiter a uns 670 milhões de Km da Terra e bem iluminado pelo Sol)

Com a Terra e Júpiter em oposição

 

Num colorido extraordinário que só poderá significar um processo ainda decorrendo em bruto e talvez ainda com muito tempo para evoluir e se transformar, em torno de um corpo celeste que se por um lado parece indicar estar ainda num programa inicial de desenvolvimento interno (ou então no seu extremo oposto e como alguns dizem na continuação da saga de uma espécie de estrela falhada), por outro já se mostrou como uma primeira muralha de proteção para a Terra como o demonstrou ao receber e absorver o impacto de um cometa vindo do exterior – o cometa Shoemaker-Levy 9 que na sua aproximação a Júpiter e no cumprimento do seu trajeto orbital em torno do Sol acabou por colidir com o planeta (em Julho de 1994), deixando todo o Mundo suspenso mas com Júpiter a absorve-lo com poucas ou nenhumas repercussões relevantes (para a Terra só visual).

 

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Com a sonda Voyager 1 na sua viagem para além do Sistema Solar

Aquando da sua passagem por Júpiter (há pouco mais de 38 anos)

E a apresentar-nos a Grande Mancha Vermelha

 

No caso desta imagem com todo o protagonismo a ser dado a um posto de observação localizado numa região do Espaço a cerca de 600Km da superfície da Terra (exterior à nossa atmosfera de modo a eliminar todas as interferências provocadas pela mesma – o Hubble estando a fazer quase 27 anos desde o seu lançamento) com o mesmo a debruçar-se sobre um objeto a centenas de milhões de Km de nós, subalternizando uma sonda automática viajando da Terra para Júpiter e já estando aí colocada e em trajeto orbital e que apesar da proximidade ao seu alvo poucas imagens nos tem enviado e em alternativa com os técnicos em Terra escalpelizando até à exaustão as poucas imagens recolhidas (e pelo público em geral recebido): e por segundos pondo em causa os fundamentos justificativos da missão JUNO (interessa sempre lá estar mesmo que não presencialmente), já que um colega seu aparentemente também o faz confortavelmente instalado num local perto da c asa (Hubble).

 

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Em Julho de 1994 o cometa Shoemaker-Levy 5 e já depois de se ter fragmentado, acabou por colidir com Júpiter (no seu Hemisfério Sul) ‒ sendo as manchas provocadas pelos impactos (que duraram cerca de 1 semana) bem visíveis da Terra

 

Para além da enormidade do planeta Júpiter (capaz de só na área da sua Grande Mancha Vermelha engolir todo o planeta Terra), de o mesmo possuir uma espessa camada de nuvens cobrindo toda a sua superfície (sendo percorrida por violentas tempestades com ventos na ordem das centenas de Km/h) e de toda ação se desenrolar numa atmosfera carregada de elementos como o hidrogénio (H < 90%), o hélio (He < 10%), metano, amónia e fósforo (em conjunto < 1%) – e logo agora que a Grande Mancha Vermelha parece estar decaindo em atividade parecendo ir ser substituída brevemente por uma nova, mais pequena, mas em crescimento e mais violenta Mancha Vermelha (antes com ventos na ordem de 400Km/h ou mais agora alcançando os 700Km/h ou mais) – sendo inevitavelmente estre astro um dos de maior referência de todos os deste Sistema: naturalmente para além da Terra onde a Vida existe, mas talvez sendo ele um dos marcos para todo o nosso futuro (um tipo de farol faltando saber ao serviço de quem – interiores ou exteriores?).

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:17
Sábado, 08 DE Abril DE 2017

Terra e Júpiter em Oposição

Para se dar um pulo até Júpiter, ontem terá sido o melhor dia!

(agora só daqui a 13 meses)

 

Entre os corpos celestes constituindo o nosso Sistema Solar e localizado a uma distância de cerca de 40’ do Sol (o tempo que a luz do Sol demora a lá chegar), encontra-se não só pela sua dimensão como pelo que esconde para lá da sua espessa e turbulenta camada de nuvens, o Gigante Gasoso Júpiter (mais de 11X o diâmetro da Terra, mais de 317X a massa da Terra e quase 2.5X a massa de todos os outros 7 planetas juntos e integrando o Sistema Solar) – um dos mais misteriosos pelo que poderá ter escondido, tanto no espaço (O que existirá para lá das nuvens?) como no tempo (com Júpiter a ser considerado uma estrela-falhada!).

 

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A Terra e Júpiter em Oposição

No ponto de maior aproximação entre ambos

E com os dois planetas tendo já ultrapassado o seu respetivo periélio

(7 de Abril de 2017)

 

Para aqueles que ainda pensam que estar na oposição é uma coisa má (vejam a política), basta olhar para o Espaço (que nos rodeia) para compreendermos que até aí a realidade que prevalece, não depende de um único molde mas de vários sobrepostos: absorvendo tudo (matéria e energia,) num movimento perpétuo (aleatório) e num processo evolutivo (onde tudo se transforma) expondo as opções e deixando-as ao critério dos mecanismos – no caso do Sistema Solar com a Terra a encontrar-se em oposição relativamente a Júpiter e no entanto estando os dois ainda mais perto (um do outro) e como não mais estarão nos próximos 13 meses.

 

jupiter-spica-Rita-Raina-sq.jpg

Com a Lua ao centro

Um pouco acima/à direita Júpiter (ponto brilhante)

E um pouco abaixo deste algo de artificial – Spica

Um telescópio espacial de infravermelhos (menos brilhante)

 

O que significa que ontem dia 7 de Abril de 2017 (no próximo ano será a 9 de Maio) a Terra se encontrava alinhada com Júpiter no seu ponto orbital de maior aproximação entre ambos: apenas 666 milhões de Km numa distância percorrida pela luz em cerca de 37 minutos. Com os dois planetas a terem já atingido o seu periélio (ponto da sua trajetória mais perto do Sol) primeiro a Terra em 4 de Janeiro, sendo seguida de Júpiter a 16 de Fevereiro. Pelo que para quem tiver um bom telescópio esta será uma boa altura para observar Júpiter, já que por aqueles lados a sonda Juno pouco nos tem enviado (de imagens).

 

(imagens: earthsky.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:19
Terça-feira, 04 DE Abril DE 2017

Pintura Jupiteriana

Numa imagem que mais parece uma pintura feita à mão – aqui editada e colorida conforme padrões tipificados (típico das máquinas) mas nunca entregues ao acaso (típico dos homens) – podemos usufruir de mais um registo fotográfico do planeta Júpiter, agora que tem perto de si e orbitando-o a sonda norte-americana Juno. Obtida não muito por perto devido às intensas forças eletromagnéticas envolvendo este planeta gigante e com a sua poderosa presença afetando os sistemas de funcionamento da sonda: um bem extremamente precioso agora que se aproxima o fim da missão Cassini (lançada em 1997 e entrando em órbita de Saturno em 2004), marcada para meados de Setembro data em que a mesma entrará na atmosfera do outro gigante gasoso localizado logo a seguir (Saturno) – sabendo-se de antemão que para lá da Cintura de Asteroides apenas restará com o dinamismo necessário a sonda Dawn (observando o planeta-anão Ceres) e a sonda New Horizons (depois de espreitar Plutão dirigindo-se para o interior do Cinturão de Kuiper).

 

pia21387.jpg

Júpiter

(PIA 21387 – Sonda Juno – 27 MAR 2017)

 

Uma sonda na sua trajetória em torno de Júpiter cumprindo a sua órbita numa curva bem aberta e alongada de modo a escapar à fortíssima influência do campo magnético do planeta, nesta imagem registada há precisamente uma semana e a uma distância de uns meros 20.000Km deste corpo gigante e gasoso (impossibilitando-nos de nos apercebermos da existência de um núcleo interno rochoso), oferecendo-nos um espetáculo fantástico de tempestades extremas com a presença das suas Pérolas (gigantescas tempestades atmosféricas centradas numa oval e que ocorrem no hemisfério sul de Júpiter circulando à sua superfície no sentido contrário aos ponteiros de um relógio) e de densas coberturas de nuvens circulando em redemoinhos alucinantes (e circundando-as formando um olho), podendo atingir velocidades que na Terra teriam efeitos devastadores (600/700Km/h). Com o seu nome JUNO a ser derivado do nome da deusa/mulher/esposa que desvendou os segredos do deus Júpiter, neste caso com a sonda lançada da Terra em 2011 e que atingiu Júpiter em 2016 (efetuando 37 orbitas em seu redor) a acabar por apontar ao planeta entrando na sua espessa atmosfera e aí terminando a sua missão (quando deixar de transmitir) – previsto para Fevereiro do ano que vem. Depois delas (JUNO e CASSINI) vindo o vazio.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:54
Quinta-feira, 09 DE Março DE 2017

O Futuro da NASA – Produção de Papel de Parede

No Futuro e com o avanço lógico e irreversível da iniciativa privada (chamando a si a Conquista do Espaço, como novos territórios a explorar e a colonizar), talvez um bom negócio a adotar pela Agência Espacial (pelo menos para manter um museu e uns drones ainda a voar):

 

Vender papel de parede com algumas cenas da NASA

 

PIA21385_modest.jpg

Júpiter

Papel de Parede

(imagem: PIA 21385 – Sonda Juno)

 

É triste vermos aquela que há 50 anos se tornou a grande Agência Espacial do nosso planeta (a NASA) – com o Homem a colocar pela primeira vez o seu próprio pé sobre um Mundo Extraterrestre – a ter que se limitar no presente ao envio de sondas automáticas (simples drones que um dia qualquer um de nós poderá comprar num Centro Comercial) comandadas a partir de um qualquer escritório localizado ao nosso lado (esperando que as imagens cheguem entre uma sandes e uma bejeca): limitando-se a replicar tudo aquilo que qualquer um de nós já pode facilmente realizar no nosso planeta – nem necessitando sequer da nossa própria presença no objetivo e local a alcançar (espreitando o nosso vizinho ou assassinando pessoas) – aqui apenas ultrapassando os limites da Terra e testando até ao extremo as capacidades da máquina (mesmo de se poder desembaraçar sozinha). E com o Homem a ser o elemento passivo, aguardando o desempenho do Outro (delegado pelo Homem como seu representante ativo) e dos dados que o mesmo lhe for entretanto enviando.

 

Agora com mais um dos seus cidadãos-cientistas de nome Eric Jorgensen e à falta de melhor,

 

Com a sonda Cassini ainda no ativo mas já perto do fim na sua missão em Saturno, a já nos deixar saudades pelo cessar das suas imagens

 

PIA21046.jpg

Saturno

Hemisfério Norte a caminho do seu solstício de Verão

(imagem: PIA 21046 – Sonda Cassini)

 

A manipular mais uma vez uma das poucas imagens até agora recebidas de Júpiter e já tantas vezes replicada, ornamentada e no fundo alterada (e como tal nada significando para o avanço no estudo deste planeta). Um grupo de cidadãos oportunisticamente aproveitados pela NASA e de imediato utilizados pela mesma (já que ainda acreditam plenamente nela), de forma aos cada vez mais extensos períodos de tempo em que dali não sai mais nada (além do que já saíra antes) sejam sempre ocupados, mantendo o assunto presente assim como vivas as pretensões da agência; e ao mesmo tempo garantindo que estes cidadãos (os seus maiores e fieis entusiastas) não a abandonem nem que para tal lhes tenham que oferecer algo mais (espaço na página enquanto não houver novidades). Sabendo-se que mesmo estas imagens oriundas das regiões localizadas para além da Cintura de Asteroides onde se encontram os dois maiores planetas do Sistema Solar – os Gigantes Gasosos Júpiter e Saturno – se poderão perder a muito curto prazo, com o fim da missão Cassini prevista para 15 de Setembro (deste ano) e com algumas dificuldades técnicas com que a Juno já se depara.

 

Após o último voo tripulado do programa Apollo concretizado em Dezembro de 1972 e tendo como destino a Lua (missão Apollo 17 com os astronautas norte-americanos Cernan, Evans e Schmitt) – já lá vão quase 45 anos – e a última das missões do Vaivém Atlantis antes da sua reforma em Julho de 2011 (o último dos Vaivéns a deixar o ativo) – já lá vão quase 6 anos – com o Homem a apenas se aventurar no Espaço em viagens extremamente curtas (entre a Terra e a ISS, o que já fazia antes), mas agora com a ajuda dos russos (utilizando a Roscosmos e o cosmódromo de Baikonour) ou da empresa de Elon Musk (uma empresa privada e utilizando a Space-X). E com a empresa privada (de Elon Musk) pretendendo atingir Marte (com a sua nave Dragão) já durante a década de vinte – com voos tripulados, atingindo a sua superfície e colonizando o planeta. Agora mês de Março do ano de 2017 e prestes a comemorar-se 56 anos sobre o discurso de John F. Kennedy (25 Maio 1961) – momento no qual o então Presidente norte-americano colocou a Lua no caminho da Terra e obviamente na rota daquela que viria a ser a maior potência do mundo, os EUA – recordando as suas já lendárias e proféticas palavras: “I believe that this nation should commit itself to achieving the goal, before this decade is out, of landing a man on the moon and returning him safely to the Earth”.

 

logo-thumbnail-full_0.jpg spacex.jpg

NASA vs. SPACE-X

Governo e Privados disputando o Espaço – E Trump?

(imagens: Web)

 

Com as últimas notícias a revelarem os últimos avanços da NASA no seu programa de relançamento das viagens espaciais – com as novas naves a possibilitarem o transporte de astronautas, um dos objetivos considerados prioritários na retoma dos voos tripulados – anunciando já para 2018 (o mais certo lá para 2019 ou depois) o regresso ao nosso único satélite a Lua, seguida de uma viagem até Marte. Depois de meio século de interrupção (das viagens espaciais) nunca bem explicada (com o Programa Apollo a ser aparentemente encerrado por motivos estritamente financeiros) apesar dos tremendos sucessos (em Portugal observando em direto numa TV a preto-e-branco um veículo terrestre visitando um outro astro, localizado a quase meio milhão de Km de distância e com os astronautas completamente isolados num pequeníssimo habitáculo e dirigindo-se a uma velocidade de mais de 10Km/s (36000Km/h) em direção a um ponto preciso no meio do Espaço, sabendo de antemão que uma pequena falha na sua trajetória os poderia fazer passar o seu alvo a Lua, perdendo-se definitivamente a nave e com ela toda a sua equipa de 3 astronautas – uma verdadeira aventura de ficção científica mas aqui verdadeiramente antecipada no tempo), sendo difícil de acreditar na retoma do projeto há meio século suspenso, após tantos anos de interrupção e de indiferença política pelo mesmo – de Republicanos e de Democratas seguindo-se agora Trump. Será que ele aprecia Elon Musk?

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:05

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