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Sexta-feira, 14 DE Julho DE 2017

O Convite

Feito por Júpiter e Endereçado por Juno

(sem se perceber a espera)

 

[A meio da sua existência e no seu caminho descendente, o Sol irá aumentar, acabando por engolir a Terra e obrigando-nos a fugir ‒ se tivermos meios para tal.]

 

PIA21772.jpg

A Grande Mancha Vermelha

O Convite

(PIA 21772)

 

O buraco que no decorrer da Evolução do nosso Sistema (Solar) irá revelar o futuro da espécie dominante que no presente prevalece no planeta Terra (Homem) e que (dependendo do nosso trabalho desenvolvido anteriormente) nos abrirá todas as portas do conhecimento (mesmo o considerado imprevisível, ainda invisível numa superfície sem contraste) e os respetivos trilhos a percorrer (libertando-nos da nossa estrela num céu cheio de estrelas).

 

Localizado no maior planeta do Sistema Solar, visto como um Gigante Gasoso rodeando um núcleo rochoso pouco expressivo (face ao diâmetro de Júpiter), coberto por uma espessa e turbulenta camada de nuvens (envolvendo todo a sua superfície) e desse modo, ocultando tudo sob as mesmas e nada revelando para o exterior (nada se vislumbrando para além delas) ‒ além de estar permanentemente sujeito a tempestades atmosféricas extremas (ciclónicas) muito piores que as suas congéneres (terrestres), suspendendo-nos no Tempo por paralisia no Espaço.

 

No Tempo e com todos à espera (o Homem e Júpiter), por ainda por aqui estarmos (neste Espaço). Desde 14 de Dezembro de 1972 (já lá vão quase 45 anos) com o Homem surpreendentemente a abandonar os voos tripulados (com o fim do Programa Apollo) mantendo-nos presos no nosso condomínio fechado (como se este fosse o único e derradeiro ecossistema viável) e recusando-se ao inevitável ato de partir: numa execução observável (e replicada ao infinito) em toda a extensão do Espaço (envolvendo matéria, energia e movimento). Como antes o fizeram os Navegadores, agora na hora dos Astronautas.

 

(imagem: nasa-gov/JUNO/Jason Major)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:00
Quarta-feira, 12 DE Julho DE 2017

A Terra Engolida pela GMV

Na nossa Imaginação não existe qualquer tipo de limite para a utilização dos Números ‒ sejam eles quais forem (mesmo sendo reais): desde o infinitamente grande (suponhamos 10↑1000) ao infinitamente pequeno (por exemplo 10↑-1000). Numa estrutura formidável, capaz de operar números extremos e (ainda assim) alcançar a Unidade (10↑1000 X 10↑-10000 = 1).

 

Para nos apercebermos da posição relativa da Terra face ao conjunto imaginário que a mesma integra ‒ o Sistema centrado no Sol (ponto zero) e estendendo-se até aos limites da Nuvem de Oort (100.000UA) ‒ nada melhor do que a comparar com um outro elemento significativo do mesmo conjunto (como por exemplo Júpiter o maior planeta do Sistema Solar) e daí tentar tirar algumas conclusões (utilizando os parâmetros Tempo e Espaço) que nos possam iluminar: desde logo comparando (em extensão) um planeta com cerca de 12.756Km de diâmetro com outro com cerca de 143.000Km (d Júpiter = 11 x D Terra).

 

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A Terra e a Grande Mancha Vermelha de Júpiter

 

Compreendendo-se tratar-se de dois corpos celestes semelhantes (planetas), um localizado a 150 milhões de Km do Sol o outro em torno dos 800 milhões de Km e inseridos em coordenadas extremamente próximas quase que como sobrepostas (apenas em 5 UA desde o Sol) pensando-se por exemplo em Saturno (10UA) para já não falarmos na fronteira (definindo-a como a Nuvem de Oort 10.000 X mais distante que o planeta). E assim, aproveitando a técnica da sobreposição e toda a nossa capacidade imaginativa emanando por pura reflexão desse novo cenário, dando um primeiro passo para uma nova perceção da nossa situação e posição: não nos chocando o contraste entre a Mancha (Grande Mancha Vermelha de Júpiter) e a Terra.

 

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Júpiter

(PIA 21774)

 

Uma montagem publicada no site da responsabilidade da NASA photojournal.jpl.nasa.gov resultado da sobreposição de uma imagem da Terra (da autoria do SwRI) sobre uma outra do planeta Júpiter obtida a 2 de Abril de 2017 por um astrónomo amador (Christopher Go) e na qual o nosso planeta aparece enquadrado no interior da conhecida Grande Mancha Vermelha do planeta Gigante Júpiter, uma área com cerca de 16.350 Km de extensão ou seja com um diâmetro superior ao do nosso planeta (1,3 d Terra). Que nos confirma por um lado o nosso estatuto (do Homem) da mais pura invisibilidade (tão pequenos e consumindo-nos tão rapidamente), por outro lado o impercetível posto e relevância da Terra na hierarquia Solar (se não fossemos nós sendo indiferente) e mesmo no caso do Gigante (Júpiter) e do seu centro extraordinário (o Sol) e face ao Infinito rodeando tudo, a insignificância fabulosa de um ponto face à sua absoluta e necessária presença na edificação e içar do Todo ‒ sem o qual o mesmo desabaria por falta de um alicerce fulcral: a Vida.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:34
Terça-feira, 11 DE Julho DE 2017

Júpiter sob os olhos de Juno

Se o Homem pretende sobreviver às dimensões do Espaço e do Tempo (no nosso caso ao Sol ‒ vivemos num ponto impercetível do Espaço, num Tempo equivalente ao de uma mosca) o nosso destino será sempre o de partir: mesmo que seja no interior do Sistema (Solar) e preparando a primeira Viagem Exterior (junto de outras estrelas).

 

Ficando, nunca teremos existido.

(provavelmente como muitas espécies, vivendo num tempo relâmpago e nunca tendo comunicado ‒ e com todas estas pensando, terem sido elas as únicas).

 

Agora que se aproxima o fim definitivo da missão Cassini-Huygens com o suicídio da sonda CASSINI sobre o corpo do gigante e gasoso planeta SATURNO (programado para meados de Setembro e deixando-nos isolados desta região do nosso sistema), viramo-nos agora para um seu semelhante (também gigante) considerado o maior dos oito planetas integrando o nosso sistema planetário (Sistema Solar) e recentemente começando a ser orbitado pela sonda JUNO ‒ o planeta JÚPITER.

 

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Jupiter With Great Red Spot, Near Infrared, May 2017

(PIA21713)

 

Nesta primeira imagem de 18 de Maio de 2017 com as diferentes partículas constituindo a espessa camada exterior de nuvens rodeando o planeta Júpiter, a apresentarem-se com cores diferenciadas conforme as respetivas altitudes pelas mesmas atingidas.

 

Com a Grande Mancha Vermelha (GMV aqui aparecendo num branco brilhante) a ser uma das mais altas regiões (acima da região de convecção) do planeta Júpiter o maior do Sistema Solar.

 

E devido aos ventos extremamente intensos circulando a altíssimas velocidades no interior da GMV, observando-se outros fenómenos a ela associados e estendendo a tempestade para oeste (braço da espiral) e para este (em forma de ondas).

 

E com outras regiões rodeando a GMV a registarem uma menor densidade de nuvens/partículas na atmosfera de Júpiter, como as zonas mais escuras situadas a norte (as ovais) e situadas a sul (os blocos) ‒ mas sempre com a presença de grandes tempestades ciclónicas e com a particularidade de rodarem no sentido dos ponteiros do relógio (ao contrário da GMV).

 

Mais a norte e acima da linha do equador com mais uma extensa camada em forma de onda atravessando como uma faixa todo o norte do planeta, nela incluindo mais duas ovais (brancas) referenciadas como anticiclones e registadas em Janeiro deste ano (2017).

 

Num recrudescimento das tempestades atmosféricas detetadas em Júpiter desde essa altura, como o demonstra a nova tempestade referenciada ainda mais a norte do equador (outra oval branca).

 

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Jupiter With Great Red Spot, Mid-Infrared, May 2017

(PIA21714)

 

Nesta segunda imagem igualmente de 18 de Maio de 2017 utilizando um filtro infravermelho, sendo possível observar algumas características da troposfera de Júpiter, como a temperatura e a maior ou menor espessura das camadas de nuvens que o rodeiam (nuvens localizadas nas proximidades do nível de condensação do gás de amónia).

 

Segundo os especialistas da NASA pela cor induzida nessa região do planeta com a GMV a representar uma zona mais fria da troposfera jupiteriana, caraterizada por apresentar uma fina camada de nuvens ‒ por sua vez sendo rodeada por uma zona mais quente localizada mais a nordeste (turbulenta e com partes quentes e secas alternando com outras mais frias e húmidas) no seu conjunto e perante os contrastes de cores emitidas oferecendo-nos uma imagem mais rigorosa deste Gigante.

 

De modo a compreender-se melhor toda a estrutura e mecanismo de funcionamento e desenvolvimento da GMV (assim como de todas as outras manchas ovais), como simultaneamente das áreas a ela adjacentes e estruturas aí existentes.

 

Contando agora com a presença da sonda Juno no dia de hoje (entre 10/11 de Julho) fazendo a sua 6ª aproximação ao planeta: agora que estamos tão perto de perder a sonda Cassini, a pouco mais de 2 meses da sua viagem final em direção ao outro gigante o planeta Saturno.

 

O que nos deixará ausente de uma das zonas mais importantes do nosso Sistema Solar, região onde a probabilidade de existência de água será uma das mais altas em todo este sistema planetário, sabendo-se que perto de nós e à exceção da Terra a mesma não é visível (nos Planetas Interiores pelos menos à vista desarmada e em depósitos relevantes).

 

E que por outro lado as certezas da existência da mesma mais longe de nós, na e para além da Cintura (de Asteroides) ‒ onde se situam os planetas Exteriores e as suas inúmeras luas ‒ são cada vez maiores e cada vez mais evidentes (e com muitos candidatos entre tantos luas e outros corpos).

 

(dados, imagens e legendas: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:33
Segunda-feira, 19 DE Junho DE 2017

Júpiter ‒ Num retrato de Juno

Uma imagem do planeta Júpiter obtida a 19 de Maio pelas câmaras da sonda espacial Juno, quando a mesma na sua 7ª aproximação ao planeta passou a cerca de 49.000Km de distância (pouco mais de 1/8 da distância Terra/Lua num registo de um objeto de raio 40 X o da Lua) do topo da espessa camada de nuvens cobrindo este planeta Gigante (e maioritariamente gasoso): e de uma latitude 65,9⁰ S mostrando-nos o seu polo sul.

 

PIA21392.jpg

Júpiter

(PIA 21392)

 

This image was processed to enhance color differences, showing the amazing variety in Jupiter's stormy atmosphere. The result is a surreal world of vibrant color, clarity and contrast. Four of the white oval storms known as the "String of Pearls" are visible near the top of the image. Interestingly, one orange-colored storm can be seen at the belt-zone boundary, while other storms are more of a cream color.

 

(texto/inglês, dados e imagem: photojournal.jpl.nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:49
Segunda-feira, 10 DE Abril DE 2017

Jupiter by Others Not Juno

Aproveitando o que temos mais à mão (o Telescópio Espacial Hubble) e não ficando à espera que nos transmitam informações sobre o que se poderá estar lá a passar (através da sonda Juno), a NASA aproveitando a ocasião da Terra e de Júpiter estarem em oposição (com a Terra entre o Sol e Júpiter e alinhada com o planeta, atingindo o ponto de maior aproximação entre eles, estando ambos perto do seu periélio e com os raios do Sol a exportem bem o Gigante), oferece-nos agora mais uma imagem do maior planeta do Sistema Solar circulando a cerca de 666 milhões de Km de nós, justificando a sua presença, imponência e notícia, dado só ele ter uma massa superior à soma de todas as massas dos outros 7 planetas juntos:

 

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A 3 de Abril de 2017

(com Júpiter a uns 670 milhões de Km da Terra e bem iluminado pelo Sol)

Com a Terra e Júpiter em oposição

 

Num colorido extraordinário que só poderá significar um processo ainda decorrendo em bruto e talvez ainda com muito tempo para evoluir e se transformar, em torno de um corpo celeste que se por um lado parece indicar estar ainda num programa inicial de desenvolvimento interno (ou então no seu extremo oposto e como alguns dizem na continuação da saga de uma espécie de estrela falhada), por outro já se mostrou como uma primeira muralha de proteção para a Terra como o demonstrou ao receber e absorver o impacto de um cometa vindo do exterior – o cometa Shoemaker-Levy 9 que na sua aproximação a Júpiter e no cumprimento do seu trajeto orbital em torno do Sol acabou por colidir com o planeta (em Julho de 1994), deixando todo o Mundo suspenso mas com Júpiter a absorve-lo com poucas ou nenhumas repercussões relevantes (para a Terra só visual).

 

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Com a sonda Voyager 1 na sua viagem para além do Sistema Solar

Aquando da sua passagem por Júpiter (há pouco mais de 38 anos)

E a apresentar-nos a Grande Mancha Vermelha

 

No caso desta imagem com todo o protagonismo a ser dado a um posto de observação localizado numa região do Espaço a cerca de 600Km da superfície da Terra (exterior à nossa atmosfera de modo a eliminar todas as interferências provocadas pela mesma – o Hubble estando a fazer quase 27 anos desde o seu lançamento) com o mesmo a debruçar-se sobre um objeto a centenas de milhões de Km de nós, subalternizando uma sonda automática viajando da Terra para Júpiter e já estando aí colocada e em trajeto orbital e que apesar da proximidade ao seu alvo poucas imagens nos tem enviado e em alternativa com os técnicos em Terra escalpelizando até à exaustão as poucas imagens recolhidas (e pelo público em geral recebido): e por segundos pondo em causa os fundamentos justificativos da missão JUNO (interessa sempre lá estar mesmo que não presencialmente), já que um colega seu aparentemente também o faz confortavelmente instalado num local perto da c asa (Hubble).

 

calar13.gif

Em Julho de 1994 o cometa Shoemaker-Levy 5 e já depois de se ter fragmentado, acabou por colidir com Júpiter (no seu Hemisfério Sul) ‒ sendo as manchas provocadas pelos impactos (que duraram cerca de 1 semana) bem visíveis da Terra

 

Para além da enormidade do planeta Júpiter (capaz de só na área da sua Grande Mancha Vermelha engolir todo o planeta Terra), de o mesmo possuir uma espessa camada de nuvens cobrindo toda a sua superfície (sendo percorrida por violentas tempestades com ventos na ordem das centenas de Km/h) e de toda ação se desenrolar numa atmosfera carregada de elementos como o hidrogénio (H < 90%), o hélio (He < 10%), metano, amónia e fósforo (em conjunto < 1%) – e logo agora que a Grande Mancha Vermelha parece estar decaindo em atividade parecendo ir ser substituída brevemente por uma nova, mais pequena, mas em crescimento e mais violenta Mancha Vermelha (antes com ventos na ordem de 400Km/h ou mais agora alcançando os 700Km/h ou mais) – sendo inevitavelmente estre astro um dos de maior referência de todos os deste Sistema: naturalmente para além da Terra onde a Vida existe, mas talvez sendo ele um dos marcos para todo o nosso futuro (um tipo de farol faltando saber ao serviço de quem – interiores ou exteriores?).

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:17
Sábado, 08 DE Abril DE 2017

Terra e Júpiter em Oposição

Para se dar um pulo até Júpiter, ontem terá sido o melhor dia!

(agora só daqui a 13 meses)

 

Entre os corpos celestes constituindo o nosso Sistema Solar e localizado a uma distância de cerca de 40’ do Sol (o tempo que a luz do Sol demora a lá chegar), encontra-se não só pela sua dimensão como pelo que esconde para lá da sua espessa e turbulenta camada de nuvens, o Gigante Gasoso Júpiter (mais de 11X o diâmetro da Terra, mais de 317X a massa da Terra e quase 2.5X a massa de todos os outros 7 planetas juntos e integrando o Sistema Solar) – um dos mais misteriosos pelo que poderá ter escondido, tanto no espaço (O que existirá para lá das nuvens?) como no tempo (com Júpiter a ser considerado uma estrela-falhada!).

 

earth-jupiter-orbits.jpg

A Terra e Júpiter em Oposição

No ponto de maior aproximação entre ambos

E com os dois planetas tendo já ultrapassado o seu respetivo periélio

(7 de Abril de 2017)

 

Para aqueles que ainda pensam que estar na oposição é uma coisa má (vejam a política), basta olhar para o Espaço (que nos rodeia) para compreendermos que até aí a realidade que prevalece, não depende de um único molde mas de vários sobrepostos: absorvendo tudo (matéria e energia,) num movimento perpétuo (aleatório) e num processo evolutivo (onde tudo se transforma) expondo as opções e deixando-as ao critério dos mecanismos – no caso do Sistema Solar com a Terra a encontrar-se em oposição relativamente a Júpiter e no entanto estando os dois ainda mais perto (um do outro) e como não mais estarão nos próximos 13 meses.

 

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Com a Lua ao centro

Um pouco acima/à direita Júpiter (ponto brilhante)

E um pouco abaixo deste algo de artificial – Spica

Um telescópio espacial de infravermelhos (menos brilhante)

 

O que significa que ontem dia 7 de Abril de 2017 (no próximo ano será a 9 de Maio) a Terra se encontrava alinhada com Júpiter no seu ponto orbital de maior aproximação entre ambos: apenas 666 milhões de Km numa distância percorrida pela luz em cerca de 37 minutos. Com os dois planetas a terem já atingido o seu periélio (ponto da sua trajetória mais perto do Sol) primeiro a Terra em 4 de Janeiro, sendo seguida de Júpiter a 16 de Fevereiro. Pelo que para quem tiver um bom telescópio esta será uma boa altura para observar Júpiter, já que por aqueles lados a sonda Juno pouco nos tem enviado (de imagens).

 

(imagens: earthsky.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:19
Terça-feira, 04 DE Abril DE 2017

Pintura Jupiteriana

Numa imagem que mais parece uma pintura feita à mão – aqui editada e colorida conforme padrões tipificados (típico das máquinas) mas nunca entregues ao acaso (típico dos homens) – podemos usufruir de mais um registo fotográfico do planeta Júpiter, agora que tem perto de si e orbitando-o a sonda norte-americana Juno. Obtida não muito por perto devido às intensas forças eletromagnéticas envolvendo este planeta gigante e com a sua poderosa presença afetando os sistemas de funcionamento da sonda: um bem extremamente precioso agora que se aproxima o fim da missão Cassini (lançada em 1997 e entrando em órbita de Saturno em 2004), marcada para meados de Setembro data em que a mesma entrará na atmosfera do outro gigante gasoso localizado logo a seguir (Saturno) – sabendo-se de antemão que para lá da Cintura de Asteroides apenas restará com o dinamismo necessário a sonda Dawn (observando o planeta-anão Ceres) e a sonda New Horizons (depois de espreitar Plutão dirigindo-se para o interior do Cinturão de Kuiper).

 

pia21387.jpg

Júpiter

(PIA 21387 – Sonda Juno – 27 MAR 2017)

 

Uma sonda na sua trajetória em torno de Júpiter cumprindo a sua órbita numa curva bem aberta e alongada de modo a escapar à fortíssima influência do campo magnético do planeta, nesta imagem registada há precisamente uma semana e a uma distância de uns meros 20.000Km deste corpo gigante e gasoso (impossibilitando-nos de nos apercebermos da existência de um núcleo interno rochoso), oferecendo-nos um espetáculo fantástico de tempestades extremas com a presença das suas Pérolas (gigantescas tempestades atmosféricas centradas numa oval e que ocorrem no hemisfério sul de Júpiter circulando à sua superfície no sentido contrário aos ponteiros de um relógio) e de densas coberturas de nuvens circulando em redemoinhos alucinantes (e circundando-as formando um olho), podendo atingir velocidades que na Terra teriam efeitos devastadores (600/700Km/h). Com o seu nome JUNO a ser derivado do nome da deusa/mulher/esposa que desvendou os segredos do deus Júpiter, neste caso com a sonda lançada da Terra em 2011 e que atingiu Júpiter em 2016 (efetuando 37 orbitas em seu redor) a acabar por apontar ao planeta entrando na sua espessa atmosfera e aí terminando a sua missão (quando deixar de transmitir) – previsto para Fevereiro do ano que vem. Depois delas (JUNO e CASSINI) vindo o vazio.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:54
Quinta-feira, 09 DE Março DE 2017

O Futuro da NASA – Produção de Papel de Parede

No Futuro e com o avanço lógico e irreversível da iniciativa privada (chamando a si a Conquista do Espaço, como novos territórios a explorar e a colonizar), talvez um bom negócio a adotar pela Agência Espacial (pelo menos para manter um museu e uns drones ainda a voar):

 

Vender papel de parede com algumas cenas da NASA

 

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Júpiter

Papel de Parede

(imagem: PIA 21385 – Sonda Juno)

 

É triste vermos aquela que há 50 anos se tornou a grande Agência Espacial do nosso planeta (a NASA) – com o Homem a colocar pela primeira vez o seu próprio pé sobre um Mundo Extraterrestre – a ter que se limitar no presente ao envio de sondas automáticas (simples drones que um dia qualquer um de nós poderá comprar num Centro Comercial) comandadas a partir de um qualquer escritório localizado ao nosso lado (esperando que as imagens cheguem entre uma sandes e uma bejeca): limitando-se a replicar tudo aquilo que qualquer um de nós já pode facilmente realizar no nosso planeta – nem necessitando sequer da nossa própria presença no objetivo e local a alcançar (espreitando o nosso vizinho ou assassinando pessoas) – aqui apenas ultrapassando os limites da Terra e testando até ao extremo as capacidades da máquina (mesmo de se poder desembaraçar sozinha). E com o Homem a ser o elemento passivo, aguardando o desempenho do Outro (delegado pelo Homem como seu representante ativo) e dos dados que o mesmo lhe for entretanto enviando.

 

Agora com mais um dos seus cidadãos-cientistas de nome Eric Jorgensen e à falta de melhor,

 

Com a sonda Cassini ainda no ativo mas já perto do fim na sua missão em Saturno, a já nos deixar saudades pelo cessar das suas imagens

 

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Saturno

Hemisfério Norte a caminho do seu solstício de Verão

(imagem: PIA 21046 – Sonda Cassini)

 

A manipular mais uma vez uma das poucas imagens até agora recebidas de Júpiter e já tantas vezes replicada, ornamentada e no fundo alterada (e como tal nada significando para o avanço no estudo deste planeta). Um grupo de cidadãos oportunisticamente aproveitados pela NASA e de imediato utilizados pela mesma (já que ainda acreditam plenamente nela), de forma aos cada vez mais extensos períodos de tempo em que dali não sai mais nada (além do que já saíra antes) sejam sempre ocupados, mantendo o assunto presente assim como vivas as pretensões da agência; e ao mesmo tempo garantindo que estes cidadãos (os seus maiores e fieis entusiastas) não a abandonem nem que para tal lhes tenham que oferecer algo mais (espaço na página enquanto não houver novidades). Sabendo-se que mesmo estas imagens oriundas das regiões localizadas para além da Cintura de Asteroides onde se encontram os dois maiores planetas do Sistema Solar – os Gigantes Gasosos Júpiter e Saturno – se poderão perder a muito curto prazo, com o fim da missão Cassini prevista para 15 de Setembro (deste ano) e com algumas dificuldades técnicas com que a Juno já se depara.

 

Após o último voo tripulado do programa Apollo concretizado em Dezembro de 1972 e tendo como destino a Lua (missão Apollo 17 com os astronautas norte-americanos Cernan, Evans e Schmitt) – já lá vão quase 45 anos – e a última das missões do Vaivém Atlantis antes da sua reforma em Julho de 2011 (o último dos Vaivéns a deixar o ativo) – já lá vão quase 6 anos – com o Homem a apenas se aventurar no Espaço em viagens extremamente curtas (entre a Terra e a ISS, o que já fazia antes), mas agora com a ajuda dos russos (utilizando a Roscosmos e o cosmódromo de Baikonour) ou da empresa de Elon Musk (uma empresa privada e utilizando a Space-X). E com a empresa privada (de Elon Musk) pretendendo atingir Marte (com a sua nave Dragão) já durante a década de vinte – com voos tripulados, atingindo a sua superfície e colonizando o planeta. Agora mês de Março do ano de 2017 e prestes a comemorar-se 56 anos sobre o discurso de John F. Kennedy (25 Maio 1961) – momento no qual o então Presidente norte-americano colocou a Lua no caminho da Terra e obviamente na rota daquela que viria a ser a maior potência do mundo, os EUA – recordando as suas já lendárias e proféticas palavras: “I believe that this nation should commit itself to achieving the goal, before this decade is out, of landing a man on the moon and returning him safely to the Earth”.

 

logo-thumbnail-full_0.jpg spacex.jpg

NASA vs. SPACE-X

Governo e Privados disputando o Espaço – E Trump?

(imagens: Web)

 

Com as últimas notícias a revelarem os últimos avanços da NASA no seu programa de relançamento das viagens espaciais – com as novas naves a possibilitarem o transporte de astronautas, um dos objetivos considerados prioritários na retoma dos voos tripulados – anunciando já para 2018 (o mais certo lá para 2019 ou depois) o regresso ao nosso único satélite a Lua, seguida de uma viagem até Marte. Depois de meio século de interrupção (das viagens espaciais) nunca bem explicada (com o Programa Apollo a ser aparentemente encerrado por motivos estritamente financeiros) apesar dos tremendos sucessos (em Portugal observando em direto numa TV a preto-e-branco um veículo terrestre visitando um outro astro, localizado a quase meio milhão de Km de distância e com os astronautas completamente isolados num pequeníssimo habitáculo e dirigindo-se a uma velocidade de mais de 10Km/s (36000Km/h) em direção a um ponto preciso no meio do Espaço, sabendo de antemão que uma pequena falha na sua trajetória os poderia fazer passar o seu alvo a Lua, perdendo-se definitivamente a nave e com ela toda a sua equipa de 3 astronautas – uma verdadeira aventura de ficção científica mas aqui verdadeiramente antecipada no tempo), sendo difícil de acreditar na retoma do projeto há meio século suspenso, após tantos anos de interrupção e de indiferença política pelo mesmo – de Republicanos e de Democratas seguindo-se agora Trump. Será que ele aprecia Elon Musk?

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:05
Domingo, 12 DE Fevereiro DE 2017

JÚPITER a 1/5 LD de JUNO

Num aproveitamento duma imagem obtida pela sonda JUNO (PIA 2138 – 2 Fevereiro) olhando diretamente de uma posição mais elevada em direção ao Pólo Sul de JÚPITER – apenas a cerca de 76600Km de distância da camada rodopiante de nuvens, cobrindo a superfície do planeta de violentas e constantes tempestades – um cidadão-cientista (como os técnicos da NASA os gostam de tratar, já que não se trata do primeiro caso) decidiu apresentar (já que a paciência tem limites) à falta de outras imagens de Júpiter (as duas únicas apresentáveis resumem-se a 11 Dezembro 2016 e a 2 Fevereiro 2017), uma imagem mais trabalhada da mesma de modo a fazer sobressair ainda mais a envolvente atmosfera rodeando este Gigante Gasoso (o maior deles sendo o outro Saturno).

 

O seu nome? Roman Tkachenko.

 

PIA21381.jpg

Pólo Sul de Júpiter

(PIA 21381)

 

Apresentando-nos um cenário aparentemente tranquilo (face ao contraste negativo da profunda escuridão do Espaço) diante do qual somos colocados casualmente, e que no entanto nos oferece um planeta-gigante – mais de 11X a dimensão da Terra (observável a olho nu) – com um campo magnético poderosíssimo afetando a maioria da inclinação das órbitas dos planetas do nosso Sistema e desviando e alterando a órbita de cometas (neste último caso até podendo servir de escudo-protetor para a Terra) e carregando em seu redor uma atmosfera definida como extrema (pela sua violência e duração): a qual devido ao curto tempo de duração da rotação de Júpiter (não chegando sequer às 10 horas), não só alarga o seu diâmetro na zona do seu equador (como se o planeta estivesse grávido), como torna aí as tempestades muito mais violentas (atingindo maiores velocidades) – como o demonstram os vários pontos onde as diferentes faixas que atravessam o planeta se entrechocam, produzindo fenómenos atmosféricos como os da famosa Grande Mancha Vermelha.

 

Com ventos fortíssimos nunca vistos na Terra, numa densa atmosfera rodeando e escondendo todo o restante planeta e numa expetativa de que dada a sua composição e as suas principais características, o mesmo Gigante possa vir a ser um dia considerado (em vez disso) como um simples anão (se o compararmos com o nosso planeta): um planeta não constituído maioritariamente por material no estado sólido mas sim por gases como o hidrogénio (em redor dos 90%) e o hélio (em redor dos 10%).

 

(imagem: nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:05
Quarta-feira, 01 DE Fevereiro DE 2017

Luas do nosso Sistema – IO

[E neste caso algo mais]

 

Entre todos os planetas conhecidos fazendo parte do Sistema Solar, o maior deles e simultaneamente o que mais satélites naturais possuem (para já 67) é sem dúvida o planeta gigante gasoso JÚPITER.

 

Iosurface_gal.jpg

IO

(NASA – sonda GALILEU – resultado da junção de imagens de 07.09 e 06.11 de 1996)

 

De todos esses satélites tendo quatro deles sido descobertos há mais de 400 anos por GALILEU (1610), tendo sido tal feito e para a época considerado extraordinário utilizando apenas uma LUNETA: a Luneta de Galileu um instrumento ótico inventado anos antes pelo fabricante de lentes holandês (nascido na Alemanha) Hans Lippershey para observação terrestre (comercializado por volta de 1608), adaptado posteriormente por Galileu para a observação astronómica.

 

Com as Luas de Galileu (Europa, Ganimedes, IO e Calisto) a serem os primeiros quatro objetos descobertos no Espaço a girarem não em torno do Sol (como os planetas) nem em torno da Terra (como a Lua) mas à volta de outro corpo celeste – neste caso Júpiter localizado a quase 800.000.000Km de distância do Sol (mais de 5 AU).

 

No caso de IO a terceira maior lua de Júpiter e a quarta do Sistema Solar (ligeiramente maior que a nossa LUA), apresentando-se esta como um Mundo bastante dinâmico e caraterizado pela sua intensa atividade vulcânica. Habitando uma região do Sistema Solar situada para além da Cintura de Asteroides (entre Marte e Júpiter) a cerca de 3-4 AU do Sol.

 

E pertencendo a um Sistema ainda delimitado por uma segunda e terceira fronteira mesmo que virtual (o cinturão de KUIPER a 30-50 AU e a Nuvem de OORT a 50.000-100.000 AU), mas talvez protetora ou servindo apenas de marco: um marco que para o caso da Nuvem de OORT poderia representar (apenas) 25% da distância de uma possível viagem interestelar entre o SOL e a estrela mais próxima PROXIMA CENTAURU – 4 anos-luz (ou seja a distância percorrida pela luz durante 4 anos à velocidade de 300.000Km/s).

 

No Ranking Solar dos maiores satélites naturais com IO estando em 4º lugar logo à frente da nossa LUA (5ª Ranking Solar).

 

STS088-724-66_3.JPG

BLACK KNIGHT

(NASA – STS088-724-66 – 11.12.1998 – 20:17:04 TMG)

 

Com a Estação Espacial Internacional (ISS) a ser de momento o maior satélite artificial da Terra com cerca de 109 metros (equiparado a um estádio de futebol), seguido da MIR com 31 metros (equiparado a uma baleia) e do SKYLAB com pouco mais de 26 metros (equiparado a um dinossauro) – e ainda da VOYAGER 1 (mais de 17 metros) e no fim da tabela com o diminuto SPUTNIK 1 (não atingindo sequer 1 metro).

 

Isto para já não falar de outros satélites artificiais podendo também orbitar a Terra (e pondo de lado todos os outros planetas mais distantes e desconhecidos do nosso Sistema) alternativamente de origem desconhecida mas talvez com indícios de remetente alienígena: como o poderia ser para alguns a nossa própria Lua (o nosso único satélite para além de alguns troianos) ou então esse mais que provável bocado de sucata orbitando há já vários anos a Terra e conhecido como BLACK KNIGHT (e segundo alguns emitindo sinais).

 

No primeiro caso com a Lua (e tal como o cientista e escritor de ficção-científica ISAAC ASIMOV afirmou) a apresentar os parâmetros necessários e exatos (uma coincidência) para a mesma não se escapar da órbita da Terra sendo inevitavelmente puxada para as proximidades do Sol (o que deveria acontecer aplicando a Lei da Gravitação Universal a qual diz que F = G x (M₁ x M₂)/d²) – para além de ser curiosa e  eventualmente mais velha do que a Terra, não possuir campo magnético e apesar disso possuir as suas rochas magnetizadas (no mínimo algo estranho e podendo apontar para uma possível origem externa);

 

Já no segundo caso com um objeto de origem desconhecida, pretensamente artificial e muito provavelmente alienígena (dada a sua idade atual, reportada a 13.000 anos) a levar – segundo alguns teóricos acreditando veementemente na sua existência e suportados unicamente por uma imagem divulgada pela NASA há já quase 20 anos – a afirmar com toda a certeza e convicção tratar-se de um artefacto extraterrestre transmitindo sinais de rádio pelo menos há 50 anos (envolvendo mesmo o grande Nikola Tesla há quase 120 anos atrás como o primeiro a descobrir os sinais vindos deste satélite).

 

Voltando de novo à terceira maior lua de Júpiter e quarta do Sistema Solar (a maior de todas sendo Ganimedes um dos satélites naturais de Júpiter) – IO.

 

PIA14021.jpg

O Outro Lado da Lua

(NASA – LRO – PIA 14021)

 

Conhecida como o corpo celeste mais vulcanicamente ativo de todo o Sistema Solar e no seu registo topográfico preenchido à sua superfície por um terreno bastante acidentado (com montanhas podendo atingir vários Km de altitude), formando aqui e ali planaltos (por sobreposição de camadas) e algumas depressões de origem vulcânica (caldeiras): com a sua superfície preenchida pela maior concentração de vulcões (em todo o Sistema Solar) e apesar das temperaturas (aí registadas) serem mesmo muito baixas (atingindo temperaturas inferiores a 180⁰C negativos), podendo ter temperaturas elevadas na zona desses vulcões (na ordem dos 1700⁰C positivos e mais quentes que os da atual Terra).

 

Dada a sua Evolução (de IO) e em função da sua composição (de todos os elementos e compostos aí produzidos), apresentando-se com um colorido variado semelhante a uma pintura – muito diferente do aspeto da Lua que apesar da sua cor (base) pouco se diferencia do preto-e-branco. E até ejetando material (devido à intensa atividade vulcânica) para muito longe da mesma. Um corpo celeste localizado a quase 630 milhões de Km da Terra, com uma força de gravidade 5.5 X menor que a nossa, vestígios de oxigénio e cheio de SO₂ e com temperaturas médias em torno dos 140⁰C negativos. O que nos deixa a pensar sobre o que se passará na região de transição entre as zonas mais frias e as zonas mais quentes e se por acaso existirá água – ou outra forma de vida qualquer (já que a poção parece pronta).

 

Ontem e hoje com a sonda Cassini a proporcionar-nos (ainda) imagens únicas do planeta Saturno, dos seus múltiplos anéis e das suas dezenas de luas (mais de sessenta como Júpiter) – e de outros corpos celestes passando pela vizinhança – mas com o seu episódio final a estar já traçado para o final do terceiro trimestre deste ano com a sonda automática a entrar na atmosfera do planeta, acabando por se despenhar e desintegrar (em meados de Setembro). Nessa região do Espaço ocupado por esses dois Gigantes Gasosos (Júpiter e Saturno) ficando-se definitivamente órfão dos seus progenitores (as sondas) e dos astrónomos homenageados (Cassini e Huygens). Mas com um seu descendente integrando o programa da NASA Novas Fronteiras e lançado com a finalidade de explorar o nosso Sistema Solar (dele também fazendo parte a sonda New Horizons, tendo já passado o seu encontro com Plutão e dirigindo-se agora para o Cinturão de Kuiper), já em órbita do planeta Júpiter após uma viagem de mais de cinco anos iniciada no distante planeta Terra (Cabo Canaveral): Juno.

 

Dada a dimensão do Sistema Solar e começando-se a conhecer e a compreender cada vez melhor tudo o que ele nos poderá oferecer (agora imagine-se aquilo, de que nem sequer suspeitamos), é evidente que um dia o Homem terá de partir à Descoberta deste Novo Mundo assumindo o seu lugar no mesmo: é que fazendo parte de um sistema dinâmico, se parar morre.

 

Io-eruption-Tvashtar-animation.gif

IO – com a pluma ultrapassando os 300Km de altitude

(New Horizons – Maio 2007 –  vulcão Tvashtar)

 

Para além do objetivo de estudo mais profundo (e indiretamente presencial) do planeta Júpiter, dos seus anéis e das suas luas, simultaneamente mais uma tentativa de utilizando uma sonda automática (operada a partir da Terra) perscrutar lugares colocados a grandes distâncias de nós e desse modo tentar entender melhor as diferenças existentes (no tempo e no espaço) entre diferentes porções do Sistema e até do Universo – tentando perceber de onde evoluiu, como o fez e para onde ainda hoje se desloca.

 

O que a sonda Juno a partir de agora fará certamente, podendo até um dia destes ser o nosso representante (no local) como uma fiel testemunha, enviando-nos imagens de eventos fantásticos e antes nunca vistos – só mesmo imaginados e raramente observados: como foi o caso do impacto do cometa Shoemaker Levy-9 com Júpiter em Julho de 1994. Agora com os cientistas a aproveitarem a boleia proporcionada pela sonda Juno em torno do Gigante Júpiter, para proporem à NASA uma espreitadela a IO para verem os vulcões. Pois tal como afirma Bob King (universetoday.com) por um lado IO poderá ser mesmo especial (sendo um corpo afastado do Sol mas extremamente ativo) e por outro lado as fugas repetidas de Júpiter só fariam bem à sonda Juno (á saúde):

 

“With an estimated 400 volcanoes, many of them still active, Io is the most volcanically active body in the Solar System. In the moon’s low gravity, volcanoes spew sulfur, sulfur dioxide gas and fragments of basaltic rock up to 310 miles (500 km) into space in beautiful, umbrella-shaped plumes.”

 

“Io is the main supplier of particles to Jupiter’s magnetosphere. Some of the same electrons stripped from sulfur and oxygen atoms during an earlier eruption return to strike atoms shot out by later blasts. Round and round they go in a great cycle of microscopic bombardment! The constant flow of high-speed, charged particles in Io’s vicinity make the region a lethal environment not only for humans but also for spacecraft electronics, the reason NASA’s Juno probe gets the heck outta there after each perijove or closest approach to Jupiter.”

 

(dados/texto em inglês: wikipedia.org/universetoday.com – imagens: NASA)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:40

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