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Segunda-feira, 15 DE Maio DE 2017

França, Eleições & Emmanuel

[Ao nomear o seu amigo e colega de escola (Sciences Po de Paris) Édouard Philippe como novo 1ºMinistro (também amigo dos Rothschild via Grupo Bilderberg) e logo de imediato e após tomar posse com Presidente de França ter como sua 1ª Visita de Estado a Alemanha da chanceler Ângela Merkel, se por um lado Emmanuel Macron se pode regozijar pelo seu avião não ter sido atingido por relâmpagos durante a sua viagem obrigando-o a voltar para trás (tal como sucedeu com François Hollande quando foi eleito Presidente em 2012 na sua 1ª vassalagem à já e ainda líder alemã e europeia), por outro lado todos os sinais que daí emanam (de Édouard e de Ângela) sugerem Macron como mais um Dançarino da Companhia Sarkosy (e do Harém da Chanceler). Faltando-se saber o que fará com o Joker Americano.]

 

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Emmanuel Bonaparte Macron

 

Dos mais de 47 milhões extraídos dos mais de 67 milhões

(de franceses)

Só 8 milhões votaram Macron

 

Numa França há muitos anos à deriva ‒ antes submetida à sobranceria inglesa face à sua submissão à Alemanha ‒ surge agora um candidato não representando ninguém disposto a mudar o país num estilo Clinton/Blair (tipo colonialista). Não percebendo não existir opção que não seja os 2 Blocos (EUA e Rússia/China) e que não será a França (na sua Imaginação a 5ª Potência Mundial) que aí irá inovar: com os ingleses a rirem-se dela (conforme a cronologia dentro/fora da EU), com os alemães a tratarem-na como aos outros (do grupo do défice excessivo) e até com os norte-americanos à espera que os passarinhos venham rapidamente comer à sua mão (enquanto Donald Trump vai comendo uma fatia de bolo de chocolate, aproveitando a ocasião para outra patifaria).

 

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França ‒ O território em disputa

 

Num país com cerca de 67,5 milhões de indivíduos e 47,5 milhões de votantes, foram estes os resultados da 1ª volta das Eleições Presidenciais Francesas de 23 de Abril de 2017:

 

Candidato

Partido/Frente

Cidadãos

(67,5)

Cidadãos AV

(47,5)

(Abstenção)

-

15.7

22.3

Emmanuel Macron

En Marche!

12.8

18.2

Marine Le Pen

National Front

11.4

16.2

François Fillon

The Republicans

10.7

15.2

Jean-Luc Mélenchon

La France insoumise

10.5

14.9

Benoît Hamon

Socialist Party

3.4

4.8

N. Dupont-Aignan

Debout la France

2.5

3.6

(Brancos/Nulos)

-

1.4

2.0

Jean Lassalle

Résistons!

0.6

0.9

Philippe Poutou

New Anticapit. Party

0.6

0.8

François Asselineau

Popular Rep. Union

0.5

0.7

Nathalie Arthaud

Lutte Ouvrière

0.3

0.5

Jacques Cheminade

Solid. and Progress

0.1

0.1

(Resultados da 1ª volta das Presidenciais Francesas ‒ AV: Autorizados a Votar)

 

Uma tabela que significa duas coisas:

 

O Presidente de França não é na Realidade Emmanuel Macron (só na sua própria Imaginação), encontrando-se o mesmo ainda escondido entre a Abstenção;

 

Emmanuel Macron representa na melhor das hipóteses apenas 18% da totalidade da população francesa (isto se pusermos de lado os 20 milhões não autorizados a votar).

 

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O Rico, a Herança e o Herdeiro

 

A partir dos indícios deixados para trás e relativo aos resultados da 1ª volta das Presidenciais Francesas (que deram a vitória na 2ª volta a Emmanuel Macron sobre a sua adversária Marine Le Pen), com o país a manter-se dividido entre vários nichos sem grande expressão política e descaracterizados ideologicamente (o problema do oportunismo e dos independentes na política), projetando-se para o mesmo a manutenção do seu cenário de crise (anterior) e o recrudescimento dos conflitos já vindos de trás ou latentes. E se Emmanuel Macron persistir no seu endeusamento político numa tentativa de reforçar o seu poder (utilizando os Media e as classes altas e conservadoras francesas) então o caldo estará mesmo entornado e o futuro de França posto em causa: algo de muito expetável agora que Macron (um político afirmando-se centrista) escolheu Philippe (um político de centro-direita) para seu primeiro amigo (um sinal e uma provocação).

 

[Emmanuel Macron: um político oriundo da classe média francesa que não se tendo sentido bem na representação do papel para o qual estava predestinado, na altura certa e mais que oportuna soube aproveitar o seu Momento, alterando radicalmente o seu rumo e dedicando-se à política e à Administração Pública ‒ no seu necessário mas compensatório Calvário passando como muitos outros políticos franceses pela Sciences Po de Paris (tal como o nosso ex-Primeiro-Ministro José Sócrates), formando-se em 2004 pela ENA ‒ num pequeno intervalo e como banqueiro tornando-se sócio do Banco Rothschild ‒ aderindo ao PS francês em 2006, aproveitando a boleia de François Hollande integrando a Presidência da Republica (2012) e finalmente talvez preparando já o seu assalto ao Palácio do Eliseu e ao lugar do seu ainda Chefe, acabando por integrar o Governo de Hollande e de Valls como Ministro da Economia (2014). Saindo em 2016 do Governo, esquecendo o cartão do partido (já rasgado provavelmente há muito), candidatando-se às eleições e sendo hoje o Presidente.]

 

(imagens: conseildansesperanceduroi.wordpress.com e web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:04
Terça-feira, 02 DE Maio DE 2017

França ‒ Um Pau com dois Bicos (e não apenas um)

A 7 de Abril de 2017 a França escolherá o seu novo Presidente.

E depois?

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 Emmanuel Macron e Marine Le Pen

 

Nos dias de hoje e na América o seu Presidente e Administração (e todos os seus amigos poderosos, patrões, ricos e até milionários) travam hoje (curiosamente) uma luta de morte contra os seus antigos empregados e representantes no poder (político): pelo cenário com Trump a adaptar-se se não quiser mesmo desaparecer.

 

Em agonia profunda desde que a Alemanha a colocou no seu devido lugar no contexto económico e financeiro da Europa Comunitária ‒ um país tal como os outros, dependendo do Banco Central Europeu instalado e dirigido a partir de Frankfurt (curiosamente tendo como dirigentes máximos um italiano/Mario Draghi e um português/Vítor Constâncio) ‒ a França vê-se agora num beco sem saída (a encruzilhada já ficou para trás) entalada como está entre a escolha de uma candidata apoiada por setores tradicionais, conservadores e da extrema-direita francesa em que os Emigrantes são sempre os culpadose um outro candidato auto proclamando-se do centro democrático e partidário duma Europa revigorada e relançada, que aproveitando a (sua) oportunidade surgida, a sua juventude e elegância e o seu aparente desinteresse pelo poder de que poderá vir a usufruir dentro em breve (numa infeliz e aparente reencarnação do Tony Blair inglês) ‒ em que os cidadãos são sempre os culpados.

 

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E a França de ambos

 

Seja qual for a opção dos eleitores franceses face aos dois candidatos em confronto e a todos misteriosamente impostos (com ambos sem Objetivos transparentes, a não ser o de alcançar o poder e aí sobreviver), naturalmente tudo ficando na mesma com Macron a ser eleito (continuando Le Pen lá na sua) e a França a obedecer ‒ aos alemães e norte-americanos e com os ingleses já de fora. Tudo indicando que a partir do próximo fim-de-semana e com a eleição do novo Presidente, o ambiente na sociedade francesa manter-se-á inalterável, aceitando ordens externas, deixando a economia rolar e como sempre em ambiente fraternal (e situacionista) esperando por melhores dias: ainda não compreendendo como nos últimos anos o Mundo mudou tanto (com a China a começar a assumir o seu papel de maior potência Mundial Futura conjuntamente com a Rússia e com o grande Eixo Económico agora centrado na Ásia) e que até na América são já os Milionários a assumirem a Empresa e a chamarem a si todo o Poder (vindo daí toda a agitação política que atravessa não só toda a América como também todo o Mundo, com os políticos a verem ser posta em causa a necessidade da sua existência e os seus direitos adquiridos).

 

Podendo-se desde já afirmar ‒ até pelos políticos que o Tempo nos tem apresentado ao longo de toda e pela extensão do Espaço por onde se têm disseminado ‒ que desde que a Europa perdeu a sua Independência/no passado (com o fim da II Guerra Mundial e com a necessidade urgente da sua reconstrução, dividida de uma forma salomónica entre os dois Blocos vencedores) e no preciso momento em que um deles abandona o barco/no presente (a Inglaterra e porque será?) a opção deixou de existir, restando aos nossos representantes a gestão da desagregação e do nosso inevitável regresso ao passado. E o Futuro?

 

(imagens: AFP)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:53

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