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Segunda-feira, 05 DE Setembro DE 2016

Sondas Norte-Americanas

New Horizons e Quaoar

 

A NASA surpreende-nos mais uma vez com a divulgação de mais uma imagem oriunda da sonda NEW HORIZONS, agora que ultrapassado o planeta-anão PLUTÃO (um dos objetivos da missão) a mesma se embrenha cada vez mais no interior da região do espaço onde se localiza o Cinturão de KUIPER (o outro objetivo da missão): estendendo-se este para lá do último planeta do Sistema Solar (NETUNO) numa região distando entre 30/50 UA de distância do SOL – e a caminho dos limites da NUVEM de OORT.

 

PIA21024.gif

Registo das câmaras da sonda New Horizons

Acompanhando a órbita de um planeta localizado no interior do Cinturão de Kuiper

O planeta Quaoar com metade do tamanho de Plutão

(assinalado com um círculo a vermelho)

PIA 21024

 

Dirigindo-se agora e após a passagem no seu ponto de maior aproximação ao planeta-anão PLUTÃO (verificada há mais de um ano) para um novo objeto integrando o CINTURÃO de KUIPER: o KBO denominado 2014 MU69. Encontrando desde já na vizinhança do seu caminho (em direção a este KBO/KUIPER BELT OBJECT) um outro planeta com aproximadamente metade do tamanho de Plutão e distando mais de 6 biliões de Km do SOL. De nome QUAOAR e na imagem circulando a mais de 2 biliões de Km da sonda NEW HORIZONS.

 

Mantendo-o o mistério destes corpos localizados bem para lá da órbita de NETUNO, uns mundos provavelmente frios e desérticos mas onde certamente existirá Água (talvez vida) – ao contrário dos mundos recentemente descobertos e ditos potencialmente habitáveis e que, entre condições ambientais incompatíveis como presenças de intensas forças eletromagnéticas e radiações exteriores extremas, não dará qualquer tipo de hipótese à sobrevivência do Homem. Só mesmo um louco pensaria o contrário, acreditando na ilusão.

 

Dawn e Ceres

 

Quanto à outra missão da NASA tendo agora como protagonista a sonda espacial DAWN (e cujo objetivo era o estudo dos protoplanetas VESTA/d = 500Km e CERES/d = 1.000Km) a imagem reporta-se à solitária montanha de AHUNA MONS localizada no planeta-anão Ceres numa perspetiva lateral simulada (ampliada 2X) de modo a se obter uma melhor noção da amplitude topográfica do seu relevo. Tendo como grande vantagem no estudo comparativo com o outro planeta-anão bastante conhecido (Plutão/d = 2.400Km mencionado anteriormente como sendo um dos objetivos da missão da sonda New Horizons) localizar-se muito mais perto da Terra em plena Cintura de Asteroides (a 2,5/3,0 UA do Sol numa região do Sistema Solar situada entre as órbitas de Marte e de Vénus).

 

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Registo das câmaras da sonda Dawn

Numa imagem parcialmente simulada/ampliada de Ceres

A montanha gelada Athuna Mons em plena Cintura de Asteroides

(como que irrompendo pela superfície do planeta-anão)

PIA 20915

 

Um protótipo de planeta localizado a menos de 450 milhões de Km do SOL (mais de 1.000X a distância Terra/Lua), orbitando-o num período temporal muito próximo dos 4 anos e movimentando-se numa região do Espaço juncada por um número incontável de maiores ou menores objetos bem diferenciados e dispersos, talvez originados num passado já bastante longínquo num outro planeta entretanto destruído e desparecido (ordenando-o a partir do Sol o 5.ºplaneta do Sistema Solar).

 

Em mais esta imagem da NASA mostrando-os um corpo celeste que poderia muito bem passar por uma lua de um outro planeta qualquer (a nossa Lua tem um d = 2X d Ceres), mas que ao contrário de outras ainda apresenta vestígios de atividade geológica bastante intensa e recente, como o próprio monte Athuna Mons o comprova (ao mesmo tempo que nos surpreende e maravilha): com esta montanha certamente de origem vulcânica a expulsar para o exterior (e oriunda do interior do planeta-anão) grandes massas de material vulcânico não idênticas às da Terra (como por exemplo os silicatos) mas outros materiais em que o protagonista seria a ÁGUA. Sugerindo-nos uma outra imagem (no passado real) de um enorme volume de água sujeito no interior do planeta a elevadíssimas pressões (ao ser lançado para o meio ambiente exterior), atravessando o interior e a superfície de Ceres e aparecendo no final aos nossos olhos como um geiser gigante essencialmente constituído por água e outros materiais aglomerados – num espetáculo que deixaria qualquer terrestre de boca aberta e de olhos esbugalhados, não só por se encontrar num deserto (neste caso agora gelado) como pela enormíssima quantidade desse líquido disponível. Aqui (PIA 20915) talvez expressando a sua última erupção (de água) e o seu imediato congelamento – de momento numa fase de inatividade vulcânica nesta região de Ceres (e num resultado nunca visto no Sistema Solar).

 

Num mundo que poderá ainda possuir uma ténue atmosfera originada no passado (e ainda mantendo-se no presente) como natural consequência dos fenómenos de transferência de grandes volumes de água (H2O) a elevadíssimas pressões entre o seu interior e exterior: “While Ahuna Mons may have erupted liquid water in the past, Dawn has detected water in the present, Exposed water-ice is rare on Ceres, but the low density of Ceres, the impact-generated flows and the very existence of Ahuna Mons suggest that Ceres' crust does contain a significant component of water-ice.” (nasa.gov)

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:01
Terça-feira, 01 DE Setembro DE 2015

Os Limites do Sistema Solar

A viagem da sonda New Horizons continua

 

Se olharmos do exterior em direção à VIA LÁCTEA verificaremos a existência numa das suas extremidades de um pequeno sistema planetário a que chamamos SISTEMA SOLAR. Tendo no seu centro a sua estrela de referência o SOL, um pouco mais afastado o único planeta habitado a TERRA, ainda dois filtros intermédios de proteção (as duas cinturas) e na sua fronteira a NUVEM de OORT.

 

nh-kbo-path.jpg

Neste momento a New Horizons movimenta-se já no interior da Cintura de Kuiper
(desde que ultrapassou a órbita de Neptuno)

 

Continuando a sua longa travessia do Sistema Solar iniciada em 19 de Janeiro de 2006 em Cabo Canaveral (há 3511 dias atrás), a sonda norte-americana NEW HORIZONS (e já depois da sua passagem pelo planeta anão PLUTÃO há 49 dias) encaminha-se agora para a CINTURA DE KUIPER.

 

Tendo (para já) como destino um pequeno corpo celeste aí situado e descoberto há pouco mais de um ano pelo telescópio espacial HUBBLE: o objeto 2014 MU69 com pouco mais de 30km de dimensão (situado a 42/47 UA do Sol). Uma pequena rocha gelada tendo na sua composição entre outros elementos ÁGUA.

 

Atualmente a sonda da NASA viaja a uma velocidade aproximada de 14km/s (relativamente a Plutão), encontrando-se já a cerca de 60 milhões de quilómetros do referido planeta (e a quase 33 UA da Terra). No mínimo 10 UA de viagem (e se viajássemos à velocidade da luz pouco mais de 80 minutos – ou quase 14 anos à velocidade do som).

 

(1 UA ≈ 150.000.000Km)

 

A chegada da sonda a 2014 MU69 está prevista para o início de 2019, após mais de 1,6 biliões de quilómetros percorridos desde Plutão e já bem no interior da Cintura de Kuiper: uma região do Sistema Solar situada para além da órbita de NEPTUNO, estendendo-se até aos seus limites (do sistema) e contendo mais de 10.000 objetos.

 

(imagem: redliontrader.com/nasa)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:07
Sábado, 18 DE Julho DE 2015

Plutão e Charon


JÁ FORAM!


“A sonda NEW HORIZONS viaja agora a uma velocidade perto dos 14km/s encontrando-se já a 5 milhões de quilómetros de Plutão.”

 

pluto-and-charon-01.jpg

As duas maiores estrelas – Plutão e Charon

 

Lançada a 19 de Janeiro de 2006 de CABO CANAVERAL por um foguetão ATLAS V-551, a sonda norte-americana NEW HORIZONS na sua trajectória em direcção à longínqua CINTURA DE KUIPER (onde pretende visitar mais um ou outro mundo gelado), passou no passado dia 14 de Julho de 2015 no ponto da sua trajectória mais perto do planeta (anão) PLUTÃO. Nesse dia após nove anos e meio de viagem iniciada no planeta TERRA (localizado a 5 biliões de quilómetros de distância) a sonda passou a cerca de 12.000km da superfície de Plutão a uma velocidade vertiginosa de quase 14km/s. Durante este período restrito entre o atingir do ponto de maior aproximação a Plutão e a continuação da sua viagem rumo a outros objectivos desconhecidos e mais distantes (situados na Cintura de Kuiper), as câmaras da sonda da NASA registaram imagens de Plutão (e das suas luas particularmente a maior delas CHARON) com boa definição e proximidade, o que terá permitirá a partir de agora uma análise e estudo mais aprofundado deste misterioso corpo celeste. Um mundo surpreendentemente jovem, com actividade geológica, água e atmosfera. No entanto foram ainda escassas as imagens fornecidas pela NASA deste sobrevoo de Plutão, continuando nós à espera de outras novidades surpreendentes sobre mais este planeta gelado, pelo menos idênticas (em surpresas) ao do seu irmão o planeta anão CERES. Entretanto e na prossecução da sua missão interplanetária através do SISTEMA SOLAR, a sonda da NASA já se encontra bem longe de Plutão, a cerca de 5 milhões de quilómetros de distância do Encontro Histórico com Plutão (caminhando agora em direcção de 2014 MU69 e 2014 PN70).

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:03
Sexta-feira, 17 DE Julho DE 2015

Ainda à espera de Plutão

Enquanto a NEW HORIZONS não actua (a artista principal)

a NASA serve-se de um duplo (a sonda CASSINI-HUYGENS).

 

Três dias após o seu encontro com PLUTÃO (terça-feira dia 14) continuamos sem poder observar as prometidas imagens desta missão da NASA (ontem mesmo prometidas para hoje dia 17), recentemente enviadas para a TERRA pela sonda NEW HORIZONS. O que até nos leva a pensar que a agência espacial norte-americana poderá ter descoberto algo de extraordinário em Plutão (ou no seu sistema de luas), encontrando-se de momento a digerir as informações recebidas para as mostrar na hora certa (e com impacto comunicacional): momento de que a NASA tanto necessita e cada vez com maior urgência (como de pão para a boca), agora que a mesma se limita a enviar DRONES telecomandados de um qualquer edifício de escritórios em direcção ao Espaço (e que até os militares a querem despachar, criando a sua agência espacial). De descobertas e para já só mesmo H₂O.

 

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O ponto do meio é Plutão
(utilizando as câmaras da sonda Cassini a 4 biliões de quilómetros de distância)

 

E já depois de termos recebido imagens sem grande definição de Plutão e de Charon (registadas ainda antes do encontro), de posteriormente as terem ressuscitado com novas cores falsas para se tornarem mais bonitas e expressivas e até de nos terem presenteado com uma imagem extra de HYDRA (uma outra das cinco luas de Plutão aqui apresentada ao mundo como um conjunto de quadrados mais claros ou escuros de baixa resolução), eis que para nos brindar e simultaneamente tendo uma ideia genial de comunicação e de propaganda (à falta de imagens fornecidas pela artista principal a sonda NEW HORIZONS) nos surge uma imagem de Plutão como se fosse visto de SATURNO. Inicialmente ainda pensei que a imagem tivesse a Terra como ponto de referência, mas rapidamente percebi que a sonda que estava mais à mão na altura e que poderia ser desviada mais facilmente para esta função de marketing e de substituição (temporária), seria a sonda CASSINI-HUYGENS actualmente pelos lados de Saturno.

 

E assim passaremos mais um dia de VERÃO à espera de PLUTÃO.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:52
Terça-feira, 14 DE Julho DE 2015

E a Sonda já chegou a Plutão

Antes das duas da madrugada de quarta-feira (amanhã) a NASA começará a receber as mais próximas e nítidas imagens alguma vez obtidas do misterioso planeta PLUTÃO.

 

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Plutão a 13 de Julho

 

Vista parcial de PLUTÃO (imagem da passada segunda-feira) quando a sonda NEW HORIZONS se encontrava ainda a mais de 700.000km de distância do planeta anão. Tendo atingido entretanto o seu ponto de maior aproximação a Plutão (o que aconteceu hoje a pouco mais de 12.000km da superfície do planeta), aguarda-se agora na TERRA a chegada das primeiras imagens deste extraordinário acontecimento (previstas para dentro de pouco mais de nove horas).

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:53
Terça-feira, 14 DE Julho DE 2015

Olá Plutão

14 de Julho de 2015
“Finalmente Plutão, o Décimo Planeta do Sistema Solar!”
(como aprendi na minha escola primária)

 

No preciso momento em que a sonda NEW HORIZONS se encontra a pouco mais de 570.000km do seu ponto de trajectória mais próximo de PLUTÃO (faltam pouco mais de 11 horas para lá chegar) e viajando a uma velocidade perto dos 14km/s, os cientistas que acompanham esta missão de mais um DRONE telecomandado da NASA (convencidos depois da conquista da LUA, que os humanos terão sempre problemas ao atravessarem o Cinturão radioactivo de VAN ALLEN), descobriram que o planeta é na realidade maior do que o previsto e que poderá conter ainda mais água do que antes imaginado.

 

new-horizons-size-pluto-charon.jpgCharon e Plutão

(comparação de tamanhos)

 

Já hoje (dia 14) pouco antes das 13 horas portuguesas a sonda da NASA atingirá Plutão, pondo fim a mais de 3.462 dias de viagem e a biliões de quilómetros percorridos. Esperamos que a NASA nos recompense da nossa perseverança e dedicação revelada ao longo destes últimos anos e em homenagem à propalada excelência de resolução das suas câmaras a bordo da NEW HORIZONS, nos proporcione belas e espectaculares imagens de PLUTÃO e das suas cinco luas. Com o seu próximo objectivo a ser o CINTURÃO de KUIPER (e a procura de outros corpos celestes que nos ajudem a compreender melhor a História do nosso Universo).

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:03
Segunda-feira, 13 DE Julho DE 2015

Charon – A maior lua de Plutão

TERÇA-FEIRA A TERRA CHEGA A PLUTÃO

 

Na sua longa viagem a caminho do planeta anão PLUTÃO a sonda NEW HORIZONS envia-nos agora uma imagem de uma das suas luas CHARON: uma dos cinco do planeta, a maior delas e por sinal apresentando metade do seu tamanho (ou seja sendo bastante grande).

 

071215_Charon_Alone.jpg

CHARON a 11 de Julho de 2015

 

Uma imagem de CHARON que levou de imediato os cientistas a afirmar que a superfície desta grande lua (comparativamente com a dimensão do planeta) revelava um corpo celeste cheio de crateras (como a maior bem visível nas proximidades do pólo sul e com cerca de 100km de comprimento) e grandes abismos (como o localizado à direita na imagem, maior e mais profundo que o Grand Canyon na Terra).

 

A cratera terá sido originada através do impacto de um pequeno corpo celeste sobre a superfície provavelmente gelada de CHARON (num passado recente da lua e em termos geológicos), o que justificará a parte mais brilhante da superfície em torno da zona de colisão; com a zona escura central a ser justificada pelo menor poder de reflexão dos cristais produzidos após o choque brutal.

 

Contribuindo para adensar ainda mais todo o mistério envolvendo PLUTÃO e todo o seu sistema planetário (no mínimo com cinco luas conhecidas), a grande região escura situada no pólo norte.

 

No dia 14 de Julho deste mês a sonda NEW HORIZONS atingirá finalmente o seu ponto mais próximo do planeta PLUTÃO, após uma viagem de mais de 9 anos iniciada no planeta TERRA (a cerca de dia e meio de distância da sua chegada, encontra-se a pouco mais de 1,7 milhões de quilómetros de Plutão). Partindo de seguida em direcção da CINTURA de KUIPER e dos limites desconhecidos do nosso Sistema Solar.

 

(dados e imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:44
Sexta-feira, 10 DE Julho DE 2015

Plutão – Planeta Anão

Contando já com a presença de um planeta anão situado mais perto de nós e apresentando umas manchas brilhantes bastante misteriosas (com imagens enviadas pelas câmaras da sonda DAWN), eis que agora outro planeta anão vê cada vez mais perto de si a chegada da sua vez (com imagens da aproximação oriundas da sonda NEW HORIZONS): PLUTÃO, propondo-nos novos mistérios.

 

PIA19702.jpg

Plutão

 

A poucos dias da data marcada para o seu encontro com o longínquo planeta PLUTÃO (um planeta anão há anos despromovido de 10.º planeta principal do Sistema Solar), a sonda norte-americana NEW HORIZONS envia-nos mais uma imagem desse misterioso corpo celeste (e tal como o seu irmão CERES profundamente enigmático para nós).

 

A sonda da NASA encontra-se neste momento a menos de 8 milhões de quilómetros de PLUTÃO (distância a que se encontrava a 7 de Julho data deste registo de imagem), atingindo o seu ponto de maior aproximação ao planeta a 14 de Julho pelo lado de Plutão retratado na imagem. Num cenário representando apenas um dos hemisférios do planeta Plutão, contando à sua superfície com a presença de uma extensa área escura intercalada por zonas mais ou menos brilhantes.

 

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Plutão e a sua (maior) lua Charon

 

A missão da sonda norte-americana vai já no seu 3458.º dia de actividade desde que abandonou o planeta Terra.

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:54
Segunda-feira, 22 DE Junho DE 2015

De Albufeira para os Anões

Enquanto os teóricos do fim do mundo se dedicam mais uma vez à descoberta da nova data do nosso apocalipse – agora estabelecido para meados do próximo mês de Setembro, período no qual um corpo celeste atingirá a Terra – são agora os cientistas a preverem num futuro próximo, a nossa extinção como espécie. E a explicação para este acontecimento é por demais evidente: “Our activities are causing a massive loss of species that has no precedent in the history of humanity and few precedents in the history of life on Earth.” (Gerardo Ceballos)

 

PIA19574_modest.jpg

Superfície de Ceres
(PIA 19574 – Dawn Survey Orbiter)

 

Explicam estes cientistas que muitas das espécies ainda presentes no nosso espaço-tempo de vida e que noutros tempos e noutras condições ambientais poderiam durar cerca de 12.000 anos, vêm agora o seu período de existência brutalmente encurtado e acelerado mais de 100 vezes: assim de 12.000 anos passámos para 120 anos e vimos diante de nós (no nosso curtíssimo tempo de existência) sucessivas espécies a desaparecerem, sem que nada se fizesse para impedir esta catástrofe (na qual estamos incluídos). Entre mortos e feridos a banalização da extinção.

 

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Ceres
(Monte com cerca de 6km de altitude)

 

Teoria do nosso destino (banalizada a morte não interessa a causa, nem sequer as consequências) pela qual muitos dos apologistas do fim do mundo (próximo) têm lutado afincadamente nos últimos anos (no sentido em que se confirme que tinham razão e que o mesmo se concretize – já com eles evidentemente há muito preparados), especialmente desde que se ressuscitou de novo e se transformou em moda as previsões apocalípticas pretensamente atribuídas aos Maias, concretizadas nos ecrãs através do filme 2012. Não compreendendo no entanto que a extinção das espécies não advém apenas de influências exteriores (oriundas do interior da Terra ou do Espaço exterior que a rodeia), mas também do papel desempenhado nesse mundo pela espécie dominante: precisamente aquilo que os dinossauros (e por qualquer tipo de razão) não tiveram capacidade de compreender.

 

PIA19574.jpg

Ceres
(Estrutura desconhecida com cerca de 10x a altura do ESB)

 

Num planeta criado há 4,5 biliões de anos, com os nossos antepassados a começarem a andar por aí há cerca de 6 milhões de anos, com a nossa forma actual a evoluir nos últimos 200 mil anos e com a civilização tal como hoje a conhecemos a começar a erguer-se há 6 mil anos (por acaso a idade que a Bíblia atribui à Terra), a primeira constatação a tirar reside no grande interregno entre a criação do planeta e o aparecimento do Homem. O que nos leva a pensar que excluindo toda a nossa História, poderão ter acontecido muitas outras Histórias (na Terra e fora dela) e com destinos muito diferentes. Da mesma forma que os especialistas sugerem que actualmente todos os sinais apontam para uma extinção das espécies, ao mesmo tempo acrescentam que esta não será a primeira mas efectivamente a Sexta Extinção (registada nos últimos 500 milhões de anos): com a dos Dinossauros (a intermédia e a mais violenta) tendo sido há cerca de 250 milhões de anos. E porque não acrescentar (mesmo que vindo de um leigo interessado e curioso) que a Terra já tenha sido sujeita a vários ciclos evolutivos (Saltos), podendo esta entre todas as espécies que foram aparecendo ao longo da sua transformação, ter aproveitado uma delas, dando-lhe a hipótese de se replicar e de novo evoluir (como se alguém fizesse reset e recomeçasse o mesmo programa)?

 

PIA19579_modest.jpg

Ceres
(Manchas brilhantes à superfície do planeta anão)

 

Enquanto isso e dados os Eventos possíveis (mas não confirmados) ainda estarem cronologicamente a caminho, as nossas atenções viram-se agora para outros mundos do nosso Sistema Solar, particularmente aqueles com possibilidades de existência de água, mais distantes, desconhecidos e ainda misteriosos. Com a sonda New Horizons encaminhando-se para Plutão e com outra sonda norte-americana já em órbita de Ceres: dois planetas anões (ex-planetas do Sistema Solar entretanto despromovidos) de características ainda desconhecidas, provavelmente podendo conter água e transportando consigo alguns mistérios interessantes, como a forma estranha e o movimento bizarro de alguns dos cinco satélites de Plutão e as misteriosas manchas brilhantes na superfície de Ceres (além de outras estranhas evidências topográficas).

 

PIA19686_modest.jpg

Plutão
(imagens da sonda New Horizons na aproximação ao planeta anão)

 

Mas fiquemo-nos por Ceres: um pequeno planeta situado na Cintura de Asteróides, apresentando manchas brilhantes em diferentes locais da sua superfície (que muitos afirmam poder ser sinal de existência de água) e agora mostrando-nos a presença de estranhas elevações aí se destacando claramente e atingindo altitudes bastante consideráveis. Com uma montanha podendo atingir os 6.000 metros de altura e uma outra construção de menor envergadura a ser equiparada a 10x a altura do Empire State Building (edifício com cerca de 400 metros de altura). E juntemos toda a gente: leigos (curiosos) e eruditos (conhecedores). Se no primeiro caso até que éramos capazes de aceitar num solo tão castigado e cheio de crateras o aparecimento excepcional de uma grande elevação (um processo natural de transformação), já no segundo caso o aparecimento de uma outra estrutura estranha e extremamente elevada no interior de uma cratera, levanta sérias dúvidas e grandes suspeitas (por susceptível de contribuição artificial). E então se associarmos a tudo isto o mistério das manchas brilhantes, ainda se adensa mais o mistério e a nossa oscilação entre o natural e o artificial. Para uns apenas mais um acaso (físico) e uma resposta às nossas necessidades (psíquicas), para outros mais uma manifestação de que não estaremos isolados no (nosso) cosmos: sejam simples emigrantes (noutros tempos o Homem terá partido para o Espaço, estando agora e lentamente de regresso) ou desconhecidos de outras paragens.

 

E sabendo todos nós como até há bem pouco tempo o nosso planeta Terra era o único a ter água, sendo esta molécula na actualidade uma presença já comprovada em muitos outros corpos celestes do nosso Sistema Solar, não será assim tão difícil de acreditar que além de nós algo mais existirá. Só falta mesmo a confirmação oficial pois já os vemos em sinais e até nos nossos sonhos.

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:11
Domingo, 07 DE Junho DE 2015

New Horizons a caminho de Plutão

A pouco mais de um mês do encontro histórico com Plutão e suas cinco luas

 

Despromovido de nono e último planeta do Sistema Solar (para mero corpo celeste integrante do mesmo sistema), Plutão é agora (tal como Ceres) um simples planeta anão. Relembre-se que Plutão já foi considerado um planeta; demitido mais tarde pela parasita elite burocrata (sempre presente em qualquer área) e aguardando agora redefinição. Como consequência de toda esta anedota e da mesma forma como desapareceu, Plutão deverá ser de novo promovido, sendo provavelmente acompanhado pelo seu irmão de destino, no seu regresso à lista VIP (anterior). Ainda por cima podendo considerar-se mais um dos objectos do exclusivo grupo H₂O.

 

new-pluto-system.jpg

Plutão e as suas cinco luas

 

A sonda norte-americana New Horizons encontrava-se no passado dia 7 de Junho a pouco mais de 43 milhões de quilómetros do planeta anão Plutão, deslocando-se na sua direcção a uma velocidade aproximada de 14km/s: a sua viagem iniciou-se em 19 de Janeiro de 2006 quando a sonda foi lançada a partir de Cabo Canaveral num foguetão Atlas V 551, como mais uma iniciativa da agência espacial norte-americana NASA. Durante estes anos todos (2006/20015) a New Horizons já passou nas proximidades de diversos corpos celestes situados no nosso Sistema Solar, podendo-se destacar entre eles o gigante gasoso Júpiter e até um asteróide. Agora vai ao encontro de Plutão e das suas cinco luas.

 

Distância da New Horizons Em milhões de km
Ao Sol 4.890
À Terra 4.756

 (em 07.06.2015)

 

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A forma das cinco luas de Plutão

 

A 14 de Julho deste ano a sonda da NASA atingirá finalmente o seu ponto de maior aproximação ao planeta anão Plutão: nesse dia a New Horizons passará a poucos quilómetros da superfície do ex-nono planeta do Sistema Solar (12,5km) e um pouco mais afastada da sua maior lua Charon (28,5km). A melhor oportunidade para incidir todo o seu equipamento de investigação sobre o misterioso planeta Plutão, a sua maior e mais próxima lua Charon e as restantes luas do seu sistema. Principalmente as duas irrequietas luas Hydra e Nix (com as suas órbitas caóticas) e a estranha forma que apresentam.

 

Finda a sua missão em redor deste planeta anão e das suas respectivas luas, a sonda norte-americana deslocar-se-á na direcção de outros corpos celestes situados para além da órbita de Plutão, mais precisamente na Cintura de Kuiper (prevendo-se o seu funcionamento até o ano de 2020).

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:13

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