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Segunda-feira, 19 DE Junho DE 2017

O Míssil Balístico do Irão

Iran Fires Mid-Range Missiles at ISIS in Eastern Syria

(Hana Levi Julian - 19.06.2017)

 

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Míssil balístico de médio-alcance utilizado pelo Irão

(supondo-se terem lançado 6)

 

Numa mensagem simultaneamente dirigida aos EUA e a todos os países da região colocados sob a sua proteção (Arábia Saudita, restantes Países do Golfo ‒ eventualmente excluindo o Qatar ‒ e Israel), informando-os do seu poder e do respeito que todos deviam ter para com a defesa da soberania do seu território (e dos seus interesses económicos) como potência regional que já é.

 

Como resposta ao ataque dos terroristas do ISIS/Estado Islâmico levado a cabo no passado dia 7 de Junho na capital do Irão ‒ com dois atentados no mesmo dia um no Parlamento Iraniano e outro no Santuário sagrado de Imam Khomeini (ambos em Teerão) a provocarem 18 mortos e 52 feridos (sendo um deles um Parlamentar) ‒ os responsáveis militares iranianos informaram terem lançado ontem de uma base situada na parte ocidental do Irão vários mísseis na direção de instalações dos terroristas do ISIS situadas no leste Síria (e transitando entre os conflitos no Iraque e na Síria), segundo os mesmos aí instalada (na cidade de Deir ez-Zour) como um posto de Comando Central dos terroristas e desempenhando entre outras funções a preparação de veículos para ataques suicidas.

 

Pela distância a percorrer entre o Irão e a Síria (passando sobre o Iraque) tratando-se de um míssil balístico com alcance em torno dos 500Km e nesse caso podendo-se estar perante um dos seus mísseis considerados operacionais como será o caso do modelo Shahab 2 (com o Irão a possuir mísseis balísticos com um alcance máximo de cerca de 2.500Km ‒ o míssil cruzeiro Soumar considerado também operacional); no entanto e segundo o site iransview.com podendo-se tratar na realidade de mísseis do tipo Zulfiqar com um alcance de 750Km. Uma operação militar que terá tido sucesso com todos os mísseis a atingirem o alvo e a destruírem a base dos terroristas do Estado Islâmico (segundo as autoridades iranianas): um ponto estratégico nas vias de comunicação entre os dois países em Guerra Civil (Iraque e Síria) e envolvidos numa luta sem quartel contra os militantes do ISIS/ISIL (responsáveis pela perpetuação do caos na região e continuando a ser financiados pelo seu maior apoiante a Arábia Saudita), agora destruído pela coligação pró-regime Síria/Rússia/Irão/Turquia contra os desejos óbvios de toda a oposição ao regime sírio (ainda no poder) apoiada pela Arábia Saudita/EUA/Israel/ISIS.

 

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Um dos mísseis iranianos atingindo em cheio instalações do ISIS

(localizadas na cidade síria de Deir-ez Zour)

 

Deixando-nos aqui a pensar quais serão os planos mesmo a curto-prazo de um qualquer tipo de intervenção a ser lavada a cabo por parte dos EUA na região do Golfo Pérsico (não diretamente), sabendo-se de antemão que o seu grande aliado é a Arábia Saudita (agora a rebentar de armas graças a contratos de biliões) e o seu principal inimigo o Irão (apoiado pela Rússia). Uma nova Guerra do Golfo pondo todo o leste da Europa em polvorosa (próxima como está da Turquia), talvez alastrando para zonas Mediterrânicas do norte de África (como já acontece no Iémen podendo alastrar a vizinhos), colocando em sentido a Rússia (um dos vizinhos mais próximos e sujeita a atentados) e deixando a China surpresa (já que só pensa em dinheiro) e a UN mais uma vez inativa (com Guterres a cumprir com a tradição).

 

Com os EUA na poltrona a vender e também a receber (como única super potência global baseada na moeda e na bala) ‒ mas obviamente com os outros a não serem melhores e sendo preferível estarmos bem preparados.

 

[Ainda há poucas horas a ser a comunidade muçulmana em Londres a ser envolvida num incidente talvez sem significado político (andam por aí muitos malucos alguns deles diagnosticados) fazendo rejubilar os extremistas (da direita inglesa) e também os terroristas (do Estado Islâmico) ‒ e provocando 1 morto e 10 feridos, mesmo não sendo um ato terrorista.]

 

(imagem e dados: ali javid YouTube/iransview.com e jewishpress.com/csis.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:31
Sexta-feira, 07 DE Abril DE 2017

Caos, Ataque, Contra-Ataque, Atentado & Morte

[EUA, Síria, Terroristas, Suécia]

 

Preparando-se e já com uma desculpa para o caso de ser engano (utilizando preservativo e assim antecipando complicações):

 

The Tomahawk cruise missile is seen launched from the USS Porter vessel

According to US media, the strikes were carefully targeted to avoid hitting chemical weapons at the base.

(abc.net.au)

 

Enquanto nos EUA o Presidente recentemente eleito luta por sobreviver (internamente e todos os dias) constantemente encurralado por Democratas, Republicanos e agora até pelos Militares: e enquanto se mantiver esta indefinição, tudo será mesmo possível (tudo dependendo de Trump, do que disse/antes e do que fizer/depois).

 

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Mísseis Tomahawk a caminho da Síria

(lançados de madrugada a partir do Mediterrâneo e nas proximidades de Chipre)

 

Nos EUA uma poderosa influência exterior às duas Câmaras Soberanas (Representantes e Senado) e à própria Administração Norte-Americana (atualmente instalada na Casa Branca e liderada pelo Presidente recentemente eleito), conseguiu ultrapassar mais uma vez o Poder da Sociedade Civil (fraco) colocando-o momentânea e estrategicamente nas mãos do Poder Militar (forte) – e que em vez de se servir (aproveitar a ocasião) como parece ter sucedido, devia servir quem lhes paga e lhes justifica a obrigação de servir – já que caso contrário não passariam de mercenários: num momento de total indefinição sobretudo no aspeto externo (a que não é a estranha a prioridade dada à politica interna e ao relançamento e desenvolvimento interno da América, logicamente secundarizando o poderoso e impaciente setor militar), num cenário em que parecia existir uma aproximação entre partes há muito afastadas e conflituosas (EUA/Rússia) e numa altura em que os EUA e os seus aliados começavam a interiorizar que talvez fosse melhor deixar por lá o ditador, face ao cenário que se adivinhava com toda aquela região entregue ao Exército Islâmico, à Al-Qaeda e ao Terrorismo Global – sem tempo para se pensar ou sequer reagir, com os EUA a acusarem o Presidente Sírio de ter dado um tiro no pé e como tal enviando uns mísseis para ver se davam cabo do outro (o que lavaria o ditador a cair).

 

The United States fired 59 Tomahawk cruise missiles at Syria overnight in response to what it believes was a chemical weapons attack that killed more than 100 people.

(nbcnews.com)

 

Com o ataque concretizado hoje dia 7 de Abril de 2017 a uma base militar do Governo da Síria obviamente sob o comando do presidente Bashar al-Assad – levado a cabo pelos norte-americanos através de lançamento de mísseis Tomahawk – ficou desde já demonstrado que neste momento quem manda efetivamente nos EUA não é o seu Presidente, mas um outro poder paralelo e cada vez poderoso assente nas principais Corporações Internacionais (Económicas e Financeiras) e simultaneamente suportado pelo cada vez mais influente Complexo Militar – uma estrutura com os seus tentáculos estendendo-se desde território interno (fazendo lóbi na Câmara dos Representantes e no Senado) até território externo por mais longínquo que seja (como o Médio-Oriente com o Iraque, a Síria e o Iémen) – para quem os diversos Presidentes e Administrações Norte-Americanas têm trabalhado nos últimos 55 anos:

 

“He further infuriated the military industrial complex over his refusal to support the Bay of Pigs invasion. JFK had every intention to bring home the combat advisors which meant no involvement in Vietnam and his intention to engage Russia in talks of nuclear arms control did not sit well with the manufacturers of the weapons of mass destruction.”

 

“The plot to kill JFK had its origins in two speeches the President made. The first speech was made 10 days following the failed Bay of Pigs invasion, and 10 days after a defiant JFK said “no” to the CIA, the Joint Chiefs, the Mafia and the Cuban refugees, by refusing to provide air cover for the invasion of Cuba by CIA trained Cuba refugees, JFK made the speech that put one of the final nails in his coffin.” (thecommonsenseshow.com)

 

Numa 1ªFase eliminando o único obstáculo que ainda permanecia no seu caminho impedindo a sua necessária Consolidação – John F. Kennedy (presidente de 1961/63);

 

Numa 2ªFase de aparente apatia interventiva por parte dos apoiantes desta estrutura, aproveitando estes a relativa acalmia política e o desinteresse por parte da opinião pública para se inserirem ainda mais nas estruturas do poder e alterar a sua estratégia e direção – Lyndon Johnson (63/69), Richard Nixon (69/74), Gerald Ford (74/77), Jimmy Carter (77/81) e Ronald Reagan (81/89);

 

Numa 3ªFase de consolidação do seu projeto e de decisiva expansão para outros territórios estratégicos – na defesa de interesses económicos e financeiros associados ao seu Plano Geral (Corporações/Militares) e podendo devido à presença de adversários (políticos) ser postos em causa (unilateralmente pelos detentores da preciosa matéria-prima em causa) – com os militares a tomarem a iniciativa e a assumirem o controlo da situação, invertendo o natural percurso da cadeia de comando (numa iniciativa não partindo do poder civil para o militar cumprir, mas com o destinatário a dar a resposta ainda antes do remetente se lhe dirigir) e atuando de uma forma independente mas conscientemente consentida pelo poder político, em nome da defesa da soberania e da manutenção da supremacia global dos EUA, passando ao ataque, invadindo, destruindo e massacrando o seu adversário – George H. W. Bush (89/93), Bill Clinton (1003/2001), George W. Bush (01/09) e Barack Obama (09/17).

 

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Ataque dos EUA à Síria com 59 mísseis – Com o preço do petróleo a atingir um máximo

(apesar do nulo impacto do petróleo sírio, mas desde já com alguns a aproveitarem)

 

E se a 1ªFase (duração de 2 anos) se encerrou definitivamente com a eliminação do adversário e da 2ªFase (duração de 26 anos) já não restando nenhum presidente vivo ou ainda influente, convém recordar já no que diz respeito à 3ªfase (duração de 27 anos, sendo a mais longa, consistente e consolidante desse poder) que todos os anteriores e ainda influentes Presidentes norte-americanos continuam bem vivos e ativos (famílias e associados), ainda particularmente influentes por bem ligados à estrutura (apoiantes do complexo e de Washington) e mesmo com alguns deles transformados em verdadeiros subsídio-dependentes a não querem deixar (custe o que custar) o seu Mundo Tóxico e que nos vai matando aos poucos: aqui se destacando os Clinton seja Bill (eleito Presidente por 2 vezes – eleito e reeleito) ou Hillary (derrotada duas vezes por Barack Obama e Donald Trump), brutalmente afetados (financeiramente) na sua própria Fundação – a sua árvore do dinheiro podendo-os transformar em milionários (e que Trump destruiu).

 

Oil prices rose on Friday, trading near a one-month high after the United States fired missiles at a Syrian government air base, roiling global markets and raising concern that the conflict could spread in the oil-rich region.

(reuters.com)

 

Pelos vistos tendo-se iniciado agora uma 4ªFase de implementação e tentativa de generalização do processo (veremos se russos e os chineses estarão de acordo, já que da ONU nada se espera), aproveitando a subida inesperada de Donald Trump ao poder e a confusão (em parte indescritível e incompreensível) generalizada que ainda reina na América – com muitos a não quererem perder os direitos adquiridos há já mais de 1/4 de século (não só Democratas como Republicanos). Com o caos deliberadamente instalado pelos Democratas ainda não acreditando na derrota (tentativa de o fazer nas ruas e nas instituições representativas), com a luta imbecil entre Republicanos talvez nunca tendo acreditado na vitória (deixando o Presidente meio isolado), criando-se um ambiente propício para diversas iniciativas não obedecendo às cadeias de comando e justificadas pela urgência, tomadas seja por quem for mas sempre com questões duvidosas além do ato ilegal. E se alguém ainda esperava que um novo Presidente tudo poderia mudar, terá que constatar que provavelmente muitas das vezes a culpa não é dele, mas de alguém acima dele: será por omissão e por falta dessa declaração, mas certamente por precaução sobre o que lhe poderia suceder então (recordando como há 54 anos um Presidente interrompeu a função).

 

Nas últimas horas e com a nova convocatória do Conselho de Segurança com a Rússia a responder ao ataque levado a cabo ilegitimamente pelos EUA (sem autorização da ONU dado a origem do ataque ainda não estar determinado) e com os médias norte-americanos a sugerirem em tom de ameaça nova ação vinda da América:

 

Russia says U.S. strikes in Syria an 'illegitimate' attempt to distract from Iraq

U.S. officials say they are looking into whether Russia played a role in Tuesday's chemical attack

(cbc.ca)

 

E com a Suécia a ser o primeiro país a sofrer após o ataque norte-americano (desta madrugada) a uma base aérea da Síria (utilizada no combate ao ISIS/ISIL, Al-Qaeda e outros grupos de mercenários) – por curiosidade mal se deu o ataque (e por coincidência) militantes do Estado Islâmico parecendo conjugar esforços atacaram a região – talvez por se atrever a ser neutral neste conflito sem lei e com múltiplos abutres a satisfazer (e apesar de no seu território ter recebido mais de 150 mil refugiados):

 

A manhunt is underway after a lorry was ploughed into pedestrians in Sweden, killing at least three people and injuring several more. The vehicle was hijacked from a brewery before being used to commit the atrocity in Stockholm, being left partially embedded in the Ahlens department store. A large area of the Swedish capital was evacuated after what the Prime Minister called a “terror attack”, with public transport stopped and parliament put on lockdown.” (independent.co.uk)

 

(imagens: abc.net.au/reuters.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:44
Domingo, 19 DE Março DE 2017

O Mundo em Banho-Maria

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Com o Pentágono a afirmar não ter bombardeado a mesquita

(mas o local onde se encontravam os terroristas da Al-Qaeda)

 

Pentagon Denies Bombing Syrian Mosque, But Its Own Photo May Prove That It Did

(theintercept.com)

 

No momento em que nos EUA o seu novo Presidente conjuntamente com os principais membros da sua Administração Republicana continuam a arrumar a casa (postos perante problemas como o da emigração clandestina, da necessidade da criação de postos de trabalho, dos cuidados mínimos de saúde a prestar à sua população e até da questão dos Veteranos de Guerra) e enquanto os seus principais especialistas colocados em posições influentes (de definição e de orientação) procuram novas estratégias político-económicas internas mantendo momentaneamente equilibrado o panorama político mundial (antes do início do inevitável conflito que colocará frente-a-frente os EUA e a China), certos grupos de interesse nacionais ou internacionais atuando um pouco por todo o mundo e aproveitam a oportunidade que lhes é concedida (e contando com a preciosa colaboração intencional ou não dos Democratas ao persistirem nos ataques ao seu novo Presidente) dão agora ar da sua presença e da sua capacidade de intervenção e de influência.

 

More than 42 people were killed and dozens more injured, according to monitoring groups and local activists. First responders with the Syrian Civil Defence – known as the “White Helmets” – rushed to treat the wounded and dig corpses out of the rubble.

(theintercept.com)

 

Não sendo económica sendo-a obviamente militar (essa intervenção/influência/intrusão) mesmo que clandestina e forçosamente ilegal – e oriunda dum financiador (EUA) ou mesmo dum interventor (Israel). Com outros grandes investidores a estarem de momento ocupados e de mãos bem atadas, ocupados como estão no genocídio a decorrer no Iémen (Arábia Saudita e Reino Unido). E nisto tudo ainda incluindo a Europa, a Rússia e o Irão (para já não falar do Iraque e da terraplanagem a decorrer em Mossul).

 

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A antiga mesquita situada mesmo em frente da nova mesquita

(agora com a mais recente completamente destruída)

 

An administration official told the Washington Post that two armed, Reaper drones fired “roughly [the] entirety of their Hellfire payload and followed up w/ 500 lb bomb.”

(theintercept.com)

 

E assim, tendo sempre como alvo bem fixo no seu cenário e objetiva um território inimigo (Síria) por apoiado pelo Grande Inimigo (Rússia), lá vemos nós de novo os norte-americanos e os israelitas enchendo um pouco mais o balão (da Guerra Civil Síria), para ver o que daí ainda poderá resultar: um atacando por engano (e matando dezenas de pessoas) o outro só estando a espreitar (mas recebendo como resposta mísseis da artilharia síria). No entanto com o aspeto mais importante, determinante, mas ao mesmo tempo curioso, ser a de no caso dos norte-americanos os agora bombardeados serem os seus anteriores aliados (na guerra e no terreno) – surpreendidos numa reunião de quadros da Al-Qaeda. Numa ataque logo confirmado e denunciado no terreno por testemunhos considerados credíveis pelo ocidente (os White Helmets) como tendo sido um ataque a uma mesquita localizada na cidade-rebelde de Al-Jina (norte da Síria) e provocando mais de 40 mortos e dúzias de feridos entre os civis. E com os responsáveis dos EUA a afirmarem terem enviado para a zona dois drones, descarregando todas as suas bombas sobre o local considerado um reduto da Al-Qaeda e nunca uma mesquita síria – e que essa, era a casa ao lado. Só mesmo de norte-americanos pensando falar com imbecis.

 

The building “was holding a meeting of al Qaeda members”. Military officials “believe dozens of core al Qaeda terrorists were killed.” Locals say the building the drones struck is part of a mosque and religious school, which was built as an expansion several years ago.

(theintercept.com)

 

No terreno e enquanto o cenário não voltar de novo a mudar, com os terroristas a serem perseguidos impiedosamente no Iraque (com os militares iraquianos a juntarem-se às práticas dos terroristas nem sequer poupando a sua população), a serem atacados e bombardeados na Síria (pelos seus anteriores aliados os EUA), a começarem a ficar entalados na Turquia (a sua base de retaguarda) e a desesperarem com a indefinição nos EUA e a falta de maior apoio por parte do seu principal patrocinador A Arábia Saudita – a grande inimiga do Irão mas agora de mãos atadas (e dinheiro investido) na Guerra Civil por si patrocinada e em vigor no Iémen (um dos maiores desastres humanitários a decorrer em África e no Mundo).

 

(imagens: theintercept.com/Christiaan Triebert@trbrtc)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:52
Segunda-feira, 13 DE Fevereiro DE 2017

A Atlântida e os Estados do Golfo

“Nos contos de Platão a Atlântida era uma potência naval localizada para lá das Colunas de Hércules e que conquistou muitas partes da Europa Ocidental e da África nove mil anos antes da era de Sólon (ou seja aproximadamente 9600 AC). Após uma tentativa fracassada de invadir Atenas a Atlântida afundou-se no oceano num único dia e noite de infortúnio.” (wikipedia.org)

 

Depois de tantas hipóteses sobre a localização do antigo Continente Perdido da Atlântida – por exemplo submergido pelas águas do oceano Atlântico e do qual os Açores fariam parte (Lenda das Sete Cidades, Terra de Atlantes) – eis que um arqueólogo digital de nome Stan Deyo (standeyo.com/bio.Stan.html) vem agora sugerir que o tal Continente Perdido (ou Ilha) se situaria na região onde hoje encontramos os países do Golfo Pérsico. Afirmando como justificação para a concretização da sua teoria (uma das consequências teria sido o Dilúvio) e a partir daí a indicação da localização da Atlântida, um Evento Apocalíptico (de âmbito regional) registado no passado e tendo como protagonista um asteroide: com esse corpo celeste a ter uma dimensão superior a 24Km, a ter um ângulo de entrada na atmosfera terrestre de cerca de 35⁰ e provocando aquando do impacto com a superfície terrestre uma cratera de mais de 400Km de diâmetro.

 

the flood atlantis asteroid giants alien gods (2).

 

Um asteroide que aquando do seu impacto com a Terra terá libertado uma energia 15X superior à do impacto de um outro (asteroide), que terá colidido no passado no México (na Península do Iucatã há mais de 66 milhões de anos atrás) e provocado uma cratera de mais de 180Km – com este último libertando uma energia de 96 teratoneladas de TNT (96.000 milhões de toneladas). Na controvérsia sobre a existência ou não do grande Evento da Extinção dos Dinossauros no final do período Cretáceo da era Mesozoica (há mais de 60 milhões de anos), com este asteroide a poder ter sido o responsável por tal extinção maciça (e total) da espécie que à altura dominava o planeta Terra – atualmente com essa espécie dominante a ter sido substituída pelo Homem, correndo este ainda hoje os mesmos riscos e perigos vindos do exterior (provocados por cometas, asteroides e meteoros) e que há milhões de anos atrás motivaram o desaparecimento destes enormes animais (que alguns apontam para 300 milhões de anos no passado). Num evento que poderá ter tido repercussões muito mais gravosas do que as registadas no Golfo Pérsico (que aponta para 60 milhões de anos no passado) e sendo mais associado a um Dilúvio e que na Península do Iucatã (que poderá ao contrário do que se pensa apontar não para 60 milhões no passado mas para 300 milhões) terá sido um Evento eventualmente Global e associado a uma Extinção. Apesar de Stan Deyo atribuir a este último uma potência 15X menor (contradições ou talvez não) – um podendo ter impactado ter impactado na água (líquido), outro no solo (sólido).

 

No caso do asteroide que terá atingido o nosso planeta há mais de 60 milhões de anos e que terá levado ao fim da Civilização da Atlântida, com o mesmo nos instantes derradeiros da sua trajetória e ao impactar com a Terra (criando a tal cratera de 400Km de diâmetro) a atingir o ocidente do que é hoje a Índia (de que a cratera de Cuddapah será um testemunho), provocando um enorme Tsunami que terá varrido toda essa região do sul da Ásia e do Golfo Pérsico, submergindo tudo à sua passagem e provocando o afundamento de toda essa zona até mais de 100 metros de profundidade: fazendo desaparecer a Atlântida debaixo de um grande Dilúvio, associado ao impacto de um grande asteroide, a grandes sismos e erupções, a condições climáticas extremas e ainda a um Tsunami. Numa região do Globo Terrestre onde no passado e através do mar Mediterrâneo o oceano Atlântico encontraria o oceano Pacífico, atravessando regiões então submersas agora mais elevadas e onde hoje se localizam países como o Iraque e a Síria.

 

E para quem quer ainda ser o protagonista da descoberta do local onde se situaria a Atlântida (não concordando por exemplo com o Golfo Pérsico) ou então do local da cratera provocada pelo corpo celeste responsável pela extinção dos Dinossauros (não concordando por exemplo com a Península de Iucatã), nada melhor do que procurar as maiores crateras de impacto na Terra e o ano mais previsível para a sua criação: com a cratera de Vredefort na África do Sul a ter 300Km de diâmetro e mais de 2000 milhões de anos (sendo a mais antiga descoberta em toda a Terra), seguida da cratera de Sudbury no Canadá com 250Km de diâmetro e datando de há 1850 milhões de anos e finalmente com a cratera de Chicxulub (a tal do Iucatã) com cerca de 180Km de diâmetro e pouco mais de 60 milhões de anos. Sem dúvida das mais significativas, mais antigas, maiores e mais poderosas crateras, sendo essa a de Vredefort (até pela sua semelhança à cratera imaginada pelo impacto do asteroide de Stan Deyo).

 

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Civilizações Pré-Históricas que como esta poderão (num passado bastante remoto) ter preenchido alguns territórios dos continentes (ou ilhas) dessa época (da História da Vida na Terra) e que como a da eventual Civilização Atlante terá um dia desaparecido talvez na região do golfo Pérsico (onde se localizam atualmente os Estados Árabes do Golfo). E que segundo Jeffrey Rose (arqueólogo e explorador norte-americano especialista na história da Península Arábica, dos primeiros humanos aí presentes, das suas potenciais civilizações e das suas posteriores migrações) poderá ter sido mesmo uma realidade:

 

“The emerging picture of prehistoric Arabia suggests that early modern humans were able to survive periodic hyperarid oscillations by contracting into environmental refugia around the coastal margins of the peninsula. This paper reviews new paleoenvironmental, archaeological, and genetic evidence from the Arabian Peninsula and southern Iran to explore the possibility of a demographic Refugium dubbed the “Gulf Oasis,” which is posited to have been a vitally significant zone for populations residing in southwest Asia during the Late Pleistocene and Early Holocene. These data are used to assess the role of this large oasis, which, before being submerged beneath the waters of the Indian Ocean, was well watered by the Tigris, Euphrates, Karun, and Wadi Batin rivers as well as subterranean aquifers flowing beneath the Arabian subcontinent. Inverse to the amount of annual precipitation falling across the interior, reduced sea levels periodically exposed large portions of the Arabo-Persian Gulf, equal at times to the size of Great Britain. Therefore, when the hinterlands were desiccated, populations could have contracted into the Gulf Oasis to exploit its freshwater springs and rivers. This dynamic relationship between environmental amelioration/desiccation and marine transgression/regression is thought to have driven demographic exchange into and out of this zone over the course of the Late Pleistocene and Early Holocene, as well as having played an important role in shaping the cultural evolution of local human populations during that interval.” (New Light on Human Prehistory in the Arabo-Persian Gulf Oasis – Jeffrey Rose)

 

(texto e 1ªimagem/2ªimagem: a partir de informação retirada de ufosightingshotspot.blogspot.pt/ iStockphoto-Chad McDermott-sciencedaily.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:57
Sexta-feira, 30 DE Dezembro DE 2016

Um Mundo Perdido no Tempo

Apesar de todo o Espaço que nos compõe e rodeia

 

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Aleppo a 25 de Dezembro de 2016

Numa Sociedade destruída por adultos onde as Crianças poderão ser a única Esperança

(imagem: Khalil Ashawi/Reuters.com/rt.com)

 

Quando assistimos à assinatura do acordo triplo estabelecido entre a Rússia, o Irão e a Turquia no sentido de em colaboração com o regime governamental sírio e as forças rebeldes e de oposição chegarem a um acordo para pôr fim ao conflito instalado há já 5 anos na Síria, para além do que de bom ou de mau possa advir do acordo agora alcançado e que todos esperam vir a ser desenvolvido o mais rapidamente possível, a pergunta que toda a gente se coloca e que pelos vistos nunca parece ter resposta (pense cada um o que pensar sobre o assunto) será: mas afinal de contas qual é o verdadeiro papel da permanência dos USA nesta região?

 

Numa repetição tornada banal de muitos outros conflitos armados contando com a participação dos US, uma vez mais, face ao tempo decorrido e sabendo-o sem solução à vista, os norte-americanos saem de novo derrotados na sua estratégia de intervenção e no seu objetivo de manutenção da supremacia global: tal como na sua derrota na Guerra do Vietnam ainda no século passado (1959/1993) abandonando os seus aliados, entregando-os aos seus inimigos e iniciando também aí (danos colaterais) o engrandecimento da China.

 

Agora numa negativa e vergonhosa demonstração de força física e moral, já que depois de mais de 5 anos de Guerra Civil Síria sem nada acontecer senão mais morte e destruição e sabendo-se da forte intervenção dos US na região (armamento) contando com apoio turco (criando portas) e saudita (financeiro), se vêm numa posição ridícula e confrangedora de continuarem envolvidos num conflito onde já não são parte senão em certos guiões: como o poderá ser o da ONU mas que eles tanto desprezam.

 

Cessar-Fogo na Síria

A Melhor Notícia de NATAL

 

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Sem problemas de mostrar ao mundo a felicidade das crianças sírias

Mesmo com imagens oriundas de uma estação russa comandada por Putin

(Maria Finoshina/rt.com)

 

Já no século XX (e entre outras) com a Guerra do Afeganistão (iniciada em 2001), com a Guerra do Iraque (iniciada em 2003), com a Guerra na Líbia (iniciada em 2011) e com a Guerra contra o Estado Islâmico (iniciada em 2014) e envolvendo diretamente a Síria, todos vistos como exemplos de Vitória (dos US e seus aliados) e no entanto pelas suas consequências contínuas e persistentemente dramáticas (até para a aparentemente longínqua Europa) evidentemente registadas como clamorosas Derrotas (terríveis por também o serem morais).

 

E assim no final do ano de 2016 e a cerca de 3 semanas da saída de Obama e da entrada de Trump (respetivamente como ex-Presidente e Presidente dos USA – o que o 1º parece não ter ainda entendido muito bem), assistimos a mais um episódio deprimente de mais uma Administração Norte-Americana de saída e desrespeitosa (principalmente para aqueles que representam e votaram neles), tentando torpedear Trump e o seu futuro Governo (na sua ação face aos russos e a Putin) e no entanto esquecendo-se do seu fabuloso fracasso (talvez criminoso – afinal de contas Obama tal como Kissinger/associado a crimes de guerra no decurso da conflito no Vietnam, recebeu um Nobel da Paz) – o último e brutal na Síria.

 

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Finoshina has been covering the Syrian conflict visiting the war zone with the Syrian military.

 She has even interviewed militants from Islamic State.

(rt.com)

 

Ficando-se agora à espera da cerimónia de tomada de posse do novo Presidente dos USA (enquanto Obama se vai entretendo a expulsar russos enviando-os para junto de Putin) para confirmarmos se ao contrário do pretendido pelos Democratas e conforme afirmado por aquele que será Presidente a 20 de Janeiro – mas dito antes de ser eleito – a atitude perante a Rússia mudará, aceitando-os para o diálogo, para novas conversações e talvez para outro e renovado equilíbrio mundial. Mesmo com os Estados Unidos por cima mas reconhecendo outros eixos e o seu real poder (como a Rússia e a China). Até lá com águas revoltas de base aleatória (democrata) que tanto poderão dar em nada (umas expulsões de agentes) ou então em algo de mau (na morte do boneco).

 

E nunca se esqueçam que os Sírios são Gente como Nós.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:05
Domingo, 18 DE Dezembro DE 2016

A Mosca Voando à Volta da Merda

Nem sequer se dignando a realizar um ensaio sobre a (sua) cegueira

(além de mais criminosa por permitir a concretização do ato impunemente)

O Ocidente persiste na sua estratégia sem vergonha e/ou imbecil de tudo resolver Simplesmente arranjando um bode expiatório (o seu Judas).

O que não salvou Jesus levando-o apenas à cruz

Fornecendo o pretexto (a desculpa justificativa) para práticas idênticas.

(e mais doenças, mortes e guerras sem se poder apontar todos os culpados)

 

Primeiro é o fedor que chega e se entranha. Habituamo-nos facilmente a ele e tal como a mosca nunca mais a abandonamos (a Merda) – tornando-nos mesmo fiéis. Então um dia reparamos no odor mas até o que pensamos já não presta e cheira mal. Sinal de velhice e de decadência (desse ser humano tão jovem).

 

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Vítimas da recente Guerra na Síria consequência lógica da velha guerra no Iraque

Em mais uma Guerra entre dois (EUA e RÚSSIA)

Utilizando um terceiro (SÍRIA)

E com todos os outros a ver (ONU)

 

Reports of mass killings, which could not be independently confirmed, reinforced fears of atrocities in the final hours of the battle for the city. UN Secretary-General Ban Ki-moon told the emergency meeting he had received “credible reports” of civilians killed by intense bombing and summary executions by pro-government forces.

(news.com.au)

 

Como se nada se passasse logo ali ao lado (no IRAQUE) no mínimo há um quarto de século (tomando como referência a Guerra do Golfo iniciada em 1990) e na sequência de relatórios sucessivos de assassinatos de civis (em ALEPPO) na sequência da Guerra Civil SÍRIA (iniciada com protestos populares em 2011),

 

A ONU vem mais uma vez revelar a sua face hipócrita e imoral invariavelmente assumida em cada uma das suas pretensas intervenções, ao mostrar-se mais uma vez uma força de intervenção operacional incompreensível e sistematicamente inativa em momentos fundamentais (de mudança) e apenas respondendo de uma forma alienada da realidade (pensando que num conflito se ouve o mais forte e se avisa o mais fraco) seguindo processos considerados pela restante comunidade despropositados e aleatórios:

 

Mas como um aluno bem comportado e seguindo as ordens do chefe, mantendo o seu estatuto e devida remuneração.

 

According to alarming reports from a doctor in the city, many children, possibly more than 100, unaccompanied or separated from their families, are trapped in a building, under heavy attack in east Aleppo. We are unable to confirm location as we don’t want to expose the children to more danger…and… deeply concerned by unverified reports of extra judicial killings of civilians including children and reminds all parties of their responsibilities under international law. Syrian regime and its allies entered homes and shot dozens of civilians dead during its offensive in eastern Aleppo on Monday.

(aa.com.tr

 

Ou seja num conflito onde existem no mínimo duas partes, a ONU decidiu optar pelo modelo norte-americano de solução do problema (onde existe apenas um lado, o deles), ouvindo sempre a opinião de uma das partes (a mais forte) e comunicando à outra (a mais fraca) a opinião destes (curiosamente a opinião também dela):

 

Transportando atrás de si toda a parafernália ideológica de qualquer estado que gostasse mesmo que inconscientemente de ser tratado como totalitário, mas que (aqui) disfarçado debaixo de máscaras já por elas distorcidas e enganadoras, se atreve mesmo assim a revelar-se vestindo-se e exibindo-se como um verdadeiro mercenário (que é).

 

Impunemente.

 

Syrian regime forces have allegedly committed public mass executions, sexual assault and burned bodies in the streets of east Aleppo, as they swept through the last rebel holdouts. The troops and allied militiamen have killed at least 80 people, burning alive four women and nine children, local pro-rebel media outlet Aleppo24 reported on Tuesday. Aleppo is the new Srebrenica of our time, blood is on the hands of everyone who watched and did nothing.

(alaraby.co.uk)

 

Falando-se sempre no depois (Síria/Aleppo) mas nunca no que antes se poderia ter evitado (Iraque/Mossul).

 

Mesmo deixando de lado os brutais contingentes das mais variadas vítimas materiais e sobretudo (esmagadoramente) humanas que estes conflitos causaram (e continuam a causar), porque não entender que num conflito existem sempre (no mínimo) duas partes e que o mais certo é nenhuma delas ter razão (a razão não é um valor absoluto):

 

Tomar parte por uma das partes é ignorar todas as outras partes incluindo a nossa própria parte (no fundo tratando-se de uma traição por simples conivência).

 

UN Security Council will hold an emergency meeting on Tuesday to urgently address the crisis in Aleppo following reports that Syrian forces executed dozens of civilians in the city. France and Britain requested the meeting as the battle for Syria's second city neared the end, in a turning point for the six-year war. We have credible reports of brutal murders of families, summary executions, including women and children, houses put on fire with people trapped inside, continuing targeting of hospitals and medical staff, and the list goes on and on. What a tragic day for Aleppo.

(yahoo.com)

 

Pelo que títulos que nos chegam ao Ocidente contado por intermediários ocidentais sobre Aleppo, em nada diferem dos títulos que vão chegando ao Oriente contado por intermediários orientais sobre Mossul:

 

Além de manipulativos e criminosos (por tentarem perpetuar o estado de guerra) não levam a nada (sem ser mais morte e destruição).

 

E no dia em que quiserem resolver o problema, terão que os ter todos no palco, cada um na sua respetiva cadeira.

 

[O que nos aguça ainda mais a expetativa sobre a resolução deste conflito (entre muitos outros ativos na região do Médio Oriente) para o ano que aí vem, agora que o português António Guterres assumirá a partir de 1 de Janeiro de 2017 o cargo de Secretário-Geral da ONU: aí se verá a sua força, os seus aliados e sobretudo a sua experiência para exercer o cargo de uma forma mais consentânea com o estado do mundo e com todas as forças em presença (representando os mais de 7 biliões de habitantes deste planeta). Tendo um passado portador de esperança (na sua luta em favor dos refugiados) mas como todo o homem (se não for verdadeiramente apoiado limitando-se tudo a retórica) tornando-se sempre hierarquicamente (ou seja financeiramente) dependente: e quem paga (pelo menos estes assim o afirmam) são os norte-americanos.]

 

(textos/itálico: excertos de notícias – imagem: militanciaviva.blogspot.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:06
Quarta-feira, 21 DE Setembro DE 2016

Em Morte Cerebral

Síria

 

Com a CIA e o Pentágono mínima, eficaz e militarmente bem inseridas e integrados no terreno (combatendo-se como parceiros e inimigos e desse modo implementando a ordem e o caos) e complementarmente contando ainda com a submissão da grande maioria (do Mundo) às milagrosas rotativas impressoras de Dólares (daí a ligação direta com Deus); na Síria e no Iraque e para os estrategas dos EUA (no instante), com o futuro na Al-Qaeda e nos terroristas do ISIS.

 

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“The Syrian ceasefire formally ended today, with the Syrian military announcing it was no longer sustainable amid growing rebel strikes. This was seen as all but inevitable since Saturday, when a botched US airstrike killed 83 Syrian soldiers and allowed ISIS to advance into crucial area around the Deir Ezzor Airport.”

 

Decretar a morte de um Estado Soberano sem se preocupar minimamente com tudo o que de objetivo e subjetivo este ato poderá provocar (no interior desse Estado e nos Estados seus Vizinhos), revela bem quais as verdadeiras intenções de quem decreta essa Extinção: a obtenção do maior lucro possível com as matérias-primas mais valiosas desse território, nunca se preocupando com as pessoas (tempo é dinheiro) nem com a sua sobrevivência (dada a destruição das infraestruturas básicas de apoio). Com a certidão de óbito a ser definitivamente passada face às múltiplas hemorragias internas (Fim da Cultura) e ao ser detetada a nossa morte cerebral (Fim da Memória). Por efeito de contágio alastrando a outros corpos e contagiando outros Estados.

 

“The truce began last Monday evening, and was a rousing success for the first few days, with no civilian deaths for several days, giving the country a rare period of calm after several years of war. There were some skirmishes reported later in the week, however, and then the US strike, by far the deadliest incident of the week, set off a powderkeg.”

 

Invadido o território, arrasado e saqueado o Estado, cilindrada a sua população (no fundo configurando um Genocídio) e quando agora tudo se resumia à observação dos abutres evoluindo num dos seus coutos preferidos de caça (com bons ou maus mercenários, com bons ou maus terroristas – num modelo seguindo um guião cinematográfico com cenários tipo Hostel), também aqui se revela o papel de aliados e neutros numa perspetiva paralela (não militar), mas neste caso visto como um roubo à vítima já abatida e sem possibilidade de defesa (numa campanha talvez solidária talvez de caridade orquestrada pelos falsos mas bem colocados intelectuais das artes): invadindo-se, matando-se, roubando-se, exportando-se e vendendo-se.

 

“Either way, the attacks dramatically weakened Syrian defenses in the area, and ISIS was quick to take advantage. It also sparked a new row between the US and Russia, as US officials responded to Russia’s call for an emergency UN Security Council meeting with angry condemnation.”

 

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Pelo que a um Estado em morte cerebral (estado zombie de criação norte-americana – como o Iraque, a Líbia, a Síria e o Iémen) e sem grandes referências no tempo (de cultura e de memória mesmo que cronometradas no espaço), nada há a esperar senão o seu próprio limite (depois do nascimento, a morte): recusando a evolução e sublimando-a com a extinção – e replicando num mundo absurdo e povoado (de angústias), o paradigma humano e o fim da esperança (sustentada numa estrutura pela espécie projetada – como num processador – tendo como centro o Homem e a sua excecionalidade objetiva).

 

(texto/itálico: antiwar.com – imagens: abcnews.go.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:41
Domingo, 18 DE Setembro DE 2016

À Americana

“Traindo um acordo (EUA) e ainda-por-cima catalogando o outro lado de hipócritas (RÚSSIA).”

 

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Samantha Powers – ao lado do BEM

(embaixadora dos EUA na UN)

 

Para quem ainda tinha dúvidas sobre o papel atual da UN na resolução dos grandes conflitos GLOBAIS (como é o caso da Guerra Civil na Síria envolvendo um Estado soberano e uma multidão de grupos constituídos pela nata do terrorismo internacional), basta observar o que aconteceu neste fim-de-semana na região do aeroporto militar da cidade síria de DEIR EZ-ZOR e quais foram as consequências de tais atos (na atual situação político-militar síria agora que se vive um período de cessar-fogo imposto pelos EUA e pela RÚSSIA – e a dois dias de um primeiro balanço conjunto destas tréguas onde era suposto reforçar-se esta iniciativa conjunta):

 

1 – Quatro aviões de combate norte-americanos entrando em território da Síria pela fronteira aérea do Iraque e dirigindo-se para uma zona controlada pelos terroristas do Estado Islâmico, atacaram a última posição de defesa do aeroporto militar de Deir Ez-Zor (controlado pelo Exército da Síria) destruindo as suas defesas e provocando mais de 80 mortos e de 100 feridos: numa operação tendo aparentemente como alvo os diversos grupos terroristas presentes no terreno (talvez uma centena cercando a cidade síria), mas que acabou por acertar nas forças do Exército Sírio suportando o regime de Damasco (os cercados pelo ISIS e centro do alvo dos EUA). Num cenário de cinismo e de hipocrisia em que os EUA se desculpabilizam apresentando o acontecimento como um mero erro de guerra (se no terreno os conflitos entre as várias agências norte-americanas de segurança é mais do que evidente com a CIA a apoiar uns grupos, o Pentágono a apoiar outros grupos e o Governo intrometendo-se a falar do que não sabe), como se os seus satélites de espionagem não funcionassem ou estivessem desligados ao mesmo tempo que do lado russo estes iam transmitindo em direto o cumprimento do acordo do lado deles;

 

2 – Numa operação 100% bem-sucedida levada a cabo pelos EUA a pedido de grupos terroristas seus aliados e presentes na área de Deir Ez-Zor e que destruiu cirurgicamente o último ponto de resistência governamental ao avanço dos terroristas combatendo ao lado do Estado Islâmico: destruindo as forças do Exército Sírio e abrindo completamente as portas da cidade aos terroristas do ISIS e a todos os seus atos ilegais e criminosos (afinal de contas a maioria destes combatentes são mercenários estrangeiros). Repito: num período de cessar-fogo imposto em conjunto pelos EUA/RÚSSIA em que é logo uma dessas partes que viola grosseiramente o acordo intervindo diretamente e destruindo o outro lado – por engano dizem eles!

 

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Vitaly Churkin – ao lado do MAL

(embaixador da Rússia na UN)

 

3 – Levando como seria de todo lógico e obrigatório a Rússia a convocar de Emergência o Conselho de Segurança da UN, de modo a ser completamente esclarecido este ataque dos EUA/ISIS às forças RÚSSIA/SÍRIA em mais uma tentativa deliberada de destruir todas as possibilidades de diálogo e de Paz tanto na Síria como no Iraque. Como seria de esperar não levando a nada (ou não tivesse os EUA direito de veto – tal como a Rússia) e proporcionando-nos mais um espetáculo deplorável por parte da representante dos EUA nesse Conselho de Segurança tentando esconder/desvalorizar o incidente mortífero (que os EUA ainda afirmam ter sido levado a cabo para defender a posição do Exército Sírio cercado pelo ISIS) afirmando que os russos e os sírios ainda eram piores: se eles cometiam vários crimes qual seria o problema se os EUA cometessem um ou outro!

 

4 – No guião norte-americano aqui e grosseiramente mais uma vez exposto por uma responsável/irresponsável que mais parece um porta-voz dizendo tudo o que lhe vai à cabeça mas respeitando a voz do dono (que na realidade nem se sabe bem quem é, nem mesmo eles próprios – CIA, PENTÁGONO, GOVERNO), que na realidade com a sua presença e desvio ainda aumentou mais o clima de suspeição em torno deste incidente provavelmente deliberado e provocatório (como já o tinha sido o abate do jato russo por um jato turco, contando com a cumplicidade-ausente dos inocentes EUA – dado a entender posteriormente pelo próprio presidente turco ERDOGAN); voltando-se de novo com a embaixadora dos EUA na UN Samantha Power à retórica simplista da luta entre o BEM e o MAL de modo a desviarem-se as atenções e não se falar mais no verdadeiro problema (na realidade o TERRORISMO GLOBAL e nunca um ESTADO CERCADO).

 

Ficando o Mundo a aguardar os novos folhetins desta novela trágica e interminável que em genocídios sucessivos já destruiu pelo menos quatro Estados soberanos – Iraque, Síria, Iémen e Líbia – e que inevitavelmente já se estendeu a outros continentes e até à própria EUROPA: colaborando no massacre e levando com as populações desesperadas e em fuga EM CIMA. Com eles vindo as vítimas mas também os seus verdugos – daí os atentados e todos os mortos causados. Sendo no entanto a HIPOCRISIA, o CINISMO e a INDIGNIDADE o que mais nos mete nojo – levando muitos de nós a tomarmos um partido (logicamente o do BEM) e conjuntamente com eles a darmos um tiro na cabeça (APOIANDO O MAL). Em mais um episódio irreversível de caminho para o ABISMO (seja americano, russo ou chinês).

 

E por mais que gritemos e gesticulemos (se entretanto não levarmos um tiro por engano) o sentimento de nojo que se entranha e nos asfixia parece jamais querer abandonar o nosso corpo: pelos vistos já fomos possuídos pelo Demónio e já não há nada a fazer.

 

[A cidade síria de Deir Ez-Zor está localizada a nordeste da Síria, a cerca de 150Km da sua extensa fronteira com o Iraque (a outra grande fronteira faz-se com a Turquia): distando cerca de 450Km da capital do país Damasco e sendo conhecida como integrando uma região rica em petróleo – muito importante no passado para o regime sírio no poder; entretanto e beneficiando do 100% eficaz ataque dos EUA às forças militares ao serviço do regime sírio, o Estado Islâmico aproveitou a sua supremacia no terreno (agora alargada) para abater mais um avião da Força Aérea Síria]

 

(imagens: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:43
Domingo, 18 DE Setembro DE 2016

A posição dos EUA

Na Guerra Civil Síria

 

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John Kerry (EUA) e Sergey Lavrov (RÚSSIA)

 

As a delicate ceasefire appeared to be holding, the Syrian military said an airstrike Saturday by the US-led coalition hit a regime military position in eastern Syria. The US military said the coalition thought it was hitting ISIS militants, but hours later said the airstrike may have struck Syrian soldiers. (cnn.com)

 

Em pleno período de cessar-fogo aparentemente imposto na SÍRIA por duas das maiores potências militares mundiais – a Rússia apoiando o regime sírio e os EUA apoiando o Estado Islâmico – eis que uma das partes (EUA) e para espanto de todas as outras partes (não só da Rússia mas de todo o resto do mundo) resolve ignorar o acordo apoiando a sua parte.

 

Enviando a partir do interior do espaço aéreo do Iraque 2 F-16 e 2 A-10 (aviões de combate), tendo como missão bombardear uma posição do Exército (governamental) Sírio defendendo o aeroporto militar de DIEZ AZ ZOR (leste da Síria): a única posição de defesa do aeroporto ainda na posse do Exército Sírio num setor dominado pelo Exército Islâmico.

 

The U.S. military said Saturday it had halted a series of airstrikes in eastern Syria after Russia warned the United States that it mistakenly struck and killed Syrian military forces. The Russian Defense Ministry said 62 Syrians were killed in the strike, and the Syrian government said the coalition airstrike allowed the Islamic State to advance around Deir el-Zour province where the airstrike took place. (usatoday.com)

 

Numa região onde o PENTÁGONO reconhece a forte presença dos mais variados grupos terroristas (desde os terroristas do ISIS aos ditos moderados) – mas nunca reconhecendo o seu apoio aos mesmos – e onde por acaso os bombardeados acabaram por ser aqueles bem identificados apenas por estarem em desvantagem e cercados (como se fossem o centro bem visível de um alvo numa carreira de tiro).

 

No final com os EUA (acompanhado por todas as suas agências atualmente ativas em território sírio) ainda ficando a gozar com as consequências de mais este incidente da sua própria iniciativa, invocando estar a atacar os terroristas do Estado Islâmico e nem sequer se dando ao trabalho de nos informar de quem partiu a responsabilidade para o mesmo (ataque) e qual o motivo para tal. Para já causando mais de 60 mortos e mais de 100 feridos (num cessar-fogo também imposto pelos EUA).

 

Russia's military says rebel groups have increased attacks in Syria despite a ceasefire and has urged the US to act or be responsible for its collapse. Russian generals said attacks by rebels, some US-backed, had increased sharply over the past 24 hours. Gen Viktor Poznikhir said the rebel groups had "not met a single obligation" of the truce. Later Syrian state media said US-led coalition forces had struck government positions, killing dozens of troops. They quoted a statement by Syrian army general command as saying coalition jets had bombed a Syrian army position near Deir al-Zour in eastern Syria, and that this was allowing so-called Islamic State (IS) to advance. (bbc.com)

 

Engano dos norte-americanos? Deixem-me rir! Tréguas? Deixem-me chorar!

 

(imagem: AP Photo/K. Lamarque)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:08
Sexta-feira, 22 DE Julho DE 2016

Turquia – Matar não é Solução

Depois do Iraque e da Síria talvez a vez da Turquia!

 

“Se antes do pretenso golpe militar Erdogan ainda era obrigado a manter a torneira relativamente controlada (no fluxo e refluxo fronteiriço entre a Turquia e a Síria – com refugiados, terroristas, armas e petróleo a cruzarem-se na canalização), após este último episódio (de suicídio golpista) vê-se agora justificado e completamente de mãos-livres. A Alemanha que se proteja contra uma vaga de atentados.”

 

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Consequências de mais um ataque aéreo no interior do território da Síria

Levado a cabo pela coligação liderada pelos EUA

 

Para aqueles que ainda têm dúvidas sobre a virtude da utilização de armas para a resolução de conflitos, basta olhar para a imagem seguinte com um mínimo de atenção e de sensibilidade animal (afinal de contas os animais só matam por necessidade/para comer), para imediatamente se compreender que de armas só se socorrem os assassinos.

 

Como é o caso deste momento brutal e criminoso aqui exposto como testemunho e em papel, demonstrando como ataques aéreos lançados contra os terroristas do ISIS por potências exteriores ao conflito (neste caso os norte-americanas como poderiam ser os russos) acabam por se transformar em verdadeiros genocídios de civis.

 

Levado a cabo nas proximidades da localidade síria de Manbij (pretensamente num bombardeamento a locais controlados por grupos de terroristas), mas que no final acabou por provocar a morte de dezenas de inocentes civis, por azar aí presentes como sua terra de nascimento. Como milhares de outros casos (com velhos, mulheres e crianças) nunca relatados.

 

Num momento de grande gravidade e tensão para todo o Mundo e para todos os seus 7 biliões de habitantes, em que uma Guerra Civil generalizada que se estende por todo o território do Iraque e da Síria desde há já vários (e muitos) anos, se prepara por contágio e com a colaboração preciosa de mais um ditador (já numa fase de purgas pós-golpe) para alastrar à Turquia.

 

BREAKING NEWS:

Police suspect terror in Munich mall shooting amid reports of at least 6 dead

Hunt for one or more shooters underway

(foxnews.com)

 

(imagem: Twitter/Haidar Sumeri/@iraqsecurity)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:15

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