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Quarta-feira, 04 DE Outubro DE 2017

O Lado não Iluminado de Saturno

Numa das derradeiras imagens enviadas para a Terra a partir do planeta SATURNO (localizado a uma distância média do SOL de 1,43 biliões de Km) pela sonda espacial CASSINI (orbitando o planeta desde o ano de 2004)

 

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Saturno e a sua cintura de anéis

(lado do planeta não iluminado pelo Sol)

 

‒ E desintegrando-se ao entrar na camada superior da atmosfera do planeta Gigante Gasoso (o 6º mais afastado do Sistema Solar) a 15 de Setembro deste ano ‒

 

A mesma e depois de já ter exalado o seu último suspiro (agora com a NASA a editar mais alguns dos seus registos) presenteia-nos com mais uma imagem para nós impossível de visualizar (mesmo com o mais potente telescópio) dado encontrar-se do lado (de Saturno) não iluminado pelo Sol.

 

Tal como a NASA o afirma e nós (infelizmente) o confirmamos com registos como estes oriundos de Mundos distantes (para lá de um bilião de Km) e ainda mal conhecidos (mesmo estando tão pertos) a só serem possíveis dadas as sondas automáticas (e a sua presença no local), o que com a (defunta) sonda Cassini não voltará a acontecer (restando-nos as recordações e alguns registos perdidos).

 

Pelo menos nos próximos anos (num período que poderá ser bem largo, dado as verbas financeiras/envolvidas necessárias para um novo projeto) e no que toca a Saturno, suas luas e Espaço adjacente, nada mais havendo para ver senão o revelado na Terra (sem mesmo poder espreitar).

 

Aqui num retrato de 7 de Junho de 2017 tendo como protagonista o planeta Saturno e a sua cintura de anéis, obtido do lado de lá do planeta e (completamente) impossível de ver na Terra (na altura com a sonda Cassini a pouco mais de 1 milhão de Km de distância do 6º planeta).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 08:12
Terça-feira, 26 DE Setembro DE 2017

Cassini ‒ Suicídio para Preservar

“No dia da Comemoração dos 20 anos sobre a partida da sonda Cassini (da Terra tendo como destino Saturno), por imposição Humana e como medida aparente de Preservação (e tal como um preservativo), celebra-se em sua vez (porque já morreu) a missa do 30º dia (da sonda).”

 

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 Explorando os planetas Exteriores ‒ Gigantes e distantes

 

Fazendo este ano no dia 15 de Outubro 20 anos sobre o seu lançamento da Terra (localizada a 150 milhões de Km do Sol) de Cabo Canaveral (Califórnia/EUA), a agência espacial NASA (em colaboração com os europeus da ESA e com os italianos da ASI) responsável pelo seu lançamento e posterior inserção orbital (menos de 7 anos depois) em torno do planeta Saturno (localizado a 1500 milhões de Km do Sol), decidiu antecipar a comemoração deste grande Evento Tecnológico dos finais do século XX (numa missão integrada no maior e mais caro projeto da NASA utilizando sondas automáticas para a exploração dos Planetas Exteriores ‒ com as Viking, as Voyager e a Galileu), substituindo-a por um episódio dramático (necessariamente envolvendo vítimas), potencialmente marcante (pelo choque ficando impresso na memória) e sobretudo final (obviamente mortal).

 

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 Sonda Cassini-Huygens ‒ Ainda na Terra em 1996

 

Na cronologia de vida desta sonda automática desde que deu à luz até ao momento em que se foi (do Programa Flagship com o objetivo de explorar regiões distantes do Sistema Solar), tendo a mesma colocado nas mãos do seu Criador o seu próprio destino (um objeto inanimado não tem destino, servindo apenas um objetivo), do qual o Mesmo não abdicou, mesmo sabendo as consequências do que estava a fazer (a matar o seu próprio filho). No dia 15 de Setembro de 2017 (precisamente um mês antes do Fim) e quando os mais otimistas vivendo no final do séc. XX (e suspeitando da mesma poder funcionar 20 anos depois) certamente pretenderiam (se ainda cá estivessem) festejar esta data como um marco histórico (da História da Conquista do Espaço por sondas automáticas não tripuladas, desde o abandono das missões Apollo), com a NASA a impor aos responsáveis desta missão o suicídio da sonda Cassini basicamente por duas razões (a segunda mais importante que a primeira):

 

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 Cassini a 634 mil Km de Saturno ‒ Em 14 Setembro 2017

 

Com a energia necessária ao seu funcionamento cada vez mais perto de se esgotar/1ª razão (fonte de alimentação de plutónio dado os painéis solares terem sido postos de lado dada a grande distância de Saturno ao Sol) e mais importante ainda com a possibilidade (no fundo inevitabilidade) de se poder perder o controlo da sonda (por falta de energia e de comunicações) facultando-lhe por mera neglicência mais uns tempos de vida (em vez de a abater imediatamente) e com isso podendo no seu caminho (desconhecido) encontrar outros Mundos (por exemplo como a preservada lua Encelados com os seus potenciais oceanos) contaminando-os (apesar de não convincente sendo para alguns uma razão para a concretização de um momento para eles espetacular) ‒ e daí THE GRAND FINALE.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:54
Sexta-feira, 15 DE Setembro DE 2017

O Fim Anunciado da Sonda Cassini

“NASA has let one of its most valuable space exploration missions go up in smoke.

On Friday morning, the craft that has been exploring Saturn's system plunged into the planet's atmosphere and almost immediately disintegrated.”

(cnbc.com)

 

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  A sonda CASSINI

(explodindo à entrada na atmosfera de Saturno)

 

Hoje dia 15 de Setembro de 2017 pouco antes das 13:00 (em Portugal), a sonda automática CASSINI lançada em 2017 de Cabo Canaveral (estado da Flórida) e inserindo-se na órbita do planeta SATURNO em 1 de Julho de 2004 (atualmente a quase 1,5 biliões de Km da Terra), terminou a derradeira fase da sua missão apontando o seu trajeto na direção de Saturno (e da sua camada superior de nuvens), mergulhando num voo definitivo e perdendo-se na atmosfera do planeta (segundo as primeiras informações a 1.500Km do topo das nuvens).

 

Com a perda definitiva da sonda orbital CASSINI (2017) já depois do mesmo ter acontecido com o módulo de aterragem HUYGENS (em meados de Janeiro de 2005 ao atingir a superfície da lua de Saturno TITÃ), terminando a missão CASSINI-HUYGENS na região do Gigante Saturno: 13 anos orbitando o 2º maior planeta do Sistema Solar (só sendo suplantado por Júpiter) e tomando conhecimento sobre toda esta região envolvendo o planeta (incluindo as suas mais de 60 luas) num projeto agora abandonado isolando ainda mais esta área do Espaço.

 

De todas as sondas automáticas ainda ativas e movimentando-se nas profundezas do Espaço, restando apenas 5 desde o fim da sonda Cassini: e pondo de lado as VOYAGER já no limite do Sistema Solar (com a Voyager 1 fora dele e a Voyager 2 a caminho) ficando-se somente com 3 ‒ a NEW HORIZONS (a uns 5 biliões de Km) e a DAWN e a JUNO (já tendo ultrapassado os 500 milhões de Km): a primeira visitando recentemente o planeta-anão PLUTÃO e dirigindo-se atualmente na direção do CINTURÃO de KUIPER, a segunda tendo como seu principal cartão-de-visita a sua passagem por VESTA e a sua temporada em torno de CERES e finalmente com a terceira recentemente chegada ao seu destino a ter como corpo de estudo nada mais nada menos que o Gigante planeta JÚPITER (o maior do Sistema).

 

Agora com o Homem ainda mais preso à Terra (o nosso local de nascimento mas também o nosso único cemitério) ‒ atualmente apenas sendo autorizado a curtas viagens entre a Terra e a ISS por volta duns 400Km ‒ e com aquela que deveria ser a Nova Aventura da Humanidade partindo À Aventura e à Conquista (tal como o fizeram no passado com a Conquista dos Oceanos), a ser entregue a simples MÁQUINAS comandadas à distância (como se fosse um simples jogo) e assim negando a nossa participação (presencial) e tomada direta do conhecimento (utilizando todos os nossos órgãos dos sentidos).

 

"This is the final chapter of an amazing mission, but it's also a new beginning. Cassini's discovery of ocean worlds at Titan and Enceladus changed everything, shaking our views to the core about surprising places to search for potential life beyond Earth."

(Thomas Zurbuchen/NASA)

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:40
Segunda-feira, 11 DE Setembro DE 2017

O Fim da sonda Cassini

Esta sexta-feira perderemos mais um testemunho presencial, localizado nas profundezas escuras do Espaço: a sonda CASSINI.

 

A pouco de mais de 3 dias e 18 horas do seu suicídio (despenhando-se sobre o planeta SATURNO) a sonda CASSINI envia-nos mais um dos seus registos (neste caso do passado dia 28 de Agosto) tendo como protagonista a lua ENCELADOS:

 

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 Encelados visto por Cassini

(2017)

 

Mostrando-nos esta lua ativa e gelada do longínquo planeta Saturno (o segundo planeta exterior, tomando como referência a Cintura de Asteroides) e as suas plumas gasosas a serem expelidas para o Espaço.

 

A 15 de Setembro de 2017 e quando Saturno estiver a cerca de 1500 milhões de quilómetros da Terra (aproximando-se do máximo da distância Terra/Saturno lá para finais de Dezembro), com a sonda a dirigir-se para o seu alvo (o 6º planeta principal do Sistema Solar), entrando na sua atmosfera (violenta) e desintegrando-se na queda.

 

O Fim.

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:51
Sábado, 12 DE Agosto DE 2017

Dinamismo de Neptuno

Neptuno o Rei do Mar ‒ filho de Saturno e irmão de Júpiter e de Plutão

(este último a ovelha negra da família e tratado como um anão)

 

Com mais um planeta (dos oito ainda certificados como tal) fazendo parte do Sistema Solar (tendo o Sol como referência central) a reclamar o seu grande dinamismo na prossecução do seu trajeto evolutivo, cientistas da Universidade de Berkeley localizada no estado norte-americano da Califórnia (pertencentes ao Mundo Orgânico) tornam-se agora protagonistas dessa ânsia planetária (e do Mundo Mineral) de reconhecimento universal da posse de Atmosfera (talvez com parâmetros consentâneos para a construção de um ecossistema capaz de albergar vida). Oito planetas fazendo parte de um conjunto virtualmente fechado em que os corpos mais perto do centro (também virtual o Sol) são mais pequenos, mais quentes e mais expostos (planetas interiores), enquanto os outros situando-se para lá da Cintura de Asteroides (planetas exteriores) e projetando-se mesmo a grandes distâncias, se revelam como maiores, mais frios e talvez menos expostos. Sugerindo-nos que num Futuro deste Sistema (o Sol irá a meio do seu percurso de vida) por lá poderá residir a nossa nova esperança (de sobrevivência) e o próximo local de partida para o nosso novo e inexorável destino. Como a Península o foi (Ibérica) na Conquista dos Oceanos.

 

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Numa observação registada este ano entre 26 de Junho e 2 de Julho

 

Apresentando-nos imagens pouco comuns do gigante e distante (diâmetro Neptuno = 4 X diâmetro Terra e distância Neptuno ao Sol = 30 X distância Terra ao Sol) planeta Neptuno (o 8º e último integrando o Sistema Solar) durante o seu crepúsculo (período de luminosidade ao amanhecer e ao anoitecer) ‒ com extensas áreas extremamente luminosas, resultantes de grandes tempestades e aparecendo no interior da sua atmosfera ‒ mas aqui surgindo em regiões deste Gigante Gelado (sendo aí pouco habituais tais fenómenos) mais típicas de latitudes intermédias do que mais perto do seu equador (como as aqui registadas). E com uma tempestade de tal dimensão (9.000Km de extensão) que por pouco lá caberia a Terra: num planeta considerado o mais ventoso de todos (os oito) e com a velocidade dos ventos a poder atingir a velocidade de mais de 1.600Km/h no equador (na Terra na ordem dos 259Km/h) ‒ e com as estações responsáveis pela evolução das tempestades (em Neptuno) a durarem 40 anos, em vez dos 3 meses como na Terra (Neptuno completa uma órbita em volta do Sol em cerca de 160 anos).

 

(dados e imagem: sciencedaily.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:11
Sexta-feira, 05 DE Maio DE 2017

Saturno & Cassini

Antes do seu suicídio projetado para 15 de Setembro deste ano a sonda norte-americana CASSINI circulando nas proximidades do planeta SATURNO desde o ano de 2005 vai realizando alguns ensaios técnicos e outros de trajetória de modo a concretizar com sucesso a data do seu Grande Final.

 

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Superfície de Saturno fotografada pelas câmaras da sonda Cassini

(a 2.000/3.000Km de distância)

 

No passado dia 26 de Abril e num mergulho inédito e de consequências imprevisíveis para a sobrevivência da própria sonda, com a mesma a orientar-se na direção do planeta e a fazer coincidir a sua trajetória com a maior tangente alguma vez feita a este Gigante Gasoso, ultrapassando incólume a sua travessia entre as nuvens envolvendo Saturno e os seus respetivos anéis (passando a menos de 300Km destes últimos).

 

Com a sonda Cassini a cumprir exemplarmente este seu primeiro e expetante mergulho lateral (até aí jamais concretizado) e pelo risco que essa região comportava (pela possível presença de pequenas partículas) aliada à velocidade da sonda no seu movimento (124.000Km/h), não sofrendo nenhum dano e cumprida a trajetória planeada voltando a comunicar.

 

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Localização da imagem relativamente a Saturno

(o Hexágono)

 

E tendo tudo corrido bem com a sonda Cassini a ter já concretizado o seu 2º mergulho planeado para o dia 2 de Maio (passada terça-feira). Num conjunto de exercícios nunca antes tentados pelos técnicos da NASA responsáveis pela missão (inicialmente Cassini-Huygens), agora que se aproxima o momento de nos despedirmos de uma das poucas presenças humanas por aquelas paragens (indireta) e tudo fazendo (numa manifestação de desespero e de perda) para aproveitar os seus últimos momentos de presença entre nós ‒ com a sua morte anunciada para daqui a pouco mais de 4 meses.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:57
Quinta-feira, 06 DE Abril DE 2017

Os Gigantes – Tão Distantes, Mais Perto e de Novo Perdidos

No dia 15 de Setembro de 2017 a presença Humana nas proximidades dos dois maiores planetas do Sistema Solar – Júpiter e Saturno – limitar-se-á à sonda Juno. E com esta a demonstrar já indícios de alguns problemas técnicos, devido à poderosa influência do campo magnético de Júpiter (a obrigar os responsáveis da missão nas órbitas de Juno em redor do planeta, a fazê-lo o mais seguro e distante possível).

 

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Cassini Over the Top

PIA 21438

 

Demonstrando para quem quiser ver como é tão fácil em poucos segundos dar cabo de um investimento de cerca de 3.3 biliões de dólares (sendo 20% desse investimento Europeu) – numa cronologia de quase 20 anos – a agência governamental norte-americana dedicada à Exploração Espacial e criada vai fazer 59 anos (em 29 de Julho), à falta de melhor e face à cada vez mais gritante escassez de recursos financeiros (com o Governo dos EUA a financiar a NASA e com esta a ver todo o seu dinheirinho a ir direitinho para os privados seus associados) – e hoje com os seus grandes projetos em prática a estarem limitados à ISS e às sondas automáticas – recorre cada vez mais ao seu Elogio Fúnebre e à prática agora tornada empolgante do suicídio (chegando mesmo a imaginá-lo e até a ilustrá-lo) numa última tentativa e já numa fase desesperada de puro autoconvencimento: ou uma morte gloriosa e depois de tantos sacrifícios (nas diversas missões morreram mais de 20 astronautas), não merecesse um grande funeral.

 

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Cassini Grand Finale Dive

PIA 21439

 

Abandonada a Conquista do Espaço e limitando-se agora e exclusivamente à Exploração (não presencial) do mesmo – mas preferencialmente em zonas mais próximas como Marte (com todo o restante trabalho a ser entregue a instrumentos de observação instalados na Terra ou em órbita da mesma – a NASA vendo os seus veículos espaciais a degradarem-se e a caminharem tal como acontece com tudo para o seu fim, além de se ir entretendo com temas que não interessam a ninguém (como imaginar o planeta Júpiter, tendo como função decorativa, o de fazer de papel de parede), vem agora e com quase 5 meses de antecedência imaginar e ilustrar o futuro suicídio da sonda Cassini, no seu mergulho final em direção ao outro Gigante Gasoso o planeta Saturno – numa morte anunciada para 15 de Setembro. Das grandes sondas do passado – entre outras as Pioneer, as Voyager, as Viking e até a Huygens (a companheira de Cassini terminando a sua missão ao aterrar na lua Titã no início de 2005) – nada mais ficando de verdadeiramente relevante para além da mais nova a sonda Juno (em torno de Júpiter), da sonda Dawn (em torno do planeta-anão Ceres) e da sonda New Horizons (depois de passar Plutão dirigindo-se agora para o interior do Cinturão de Kuiper).

 

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Cassini versus Saturn

PIA 21440

 

Com muitas das sondas hoje em dia enviadas para o Espaço evitando esmagadora e incompreensivelmente a Lua (com os chineses a serem a exceção com as suas sondas Chang’e) e dirigindo-se quase todas para Marte, um destes dias criando algum tipo de congestionamento nunca antes visto em torno do planeta (pelo menos nos últimos biliões de anos e intervindo alienígenas – o que serão os terrestres para os marcianos) e no entanto nunca descobrindo Vida ou algo de minimamente parecido (fossem vestígios ou indícios): com poucas das sondas a saírem da linha e dirigindo-se para outras fronteiras – como por exemplo a sonda Rosetta (orbitando o cometa 67P/C-G) ou as velhinhas Voyager 1 e 2 (com a 1ª tendo já saído do Sistema Solar e com a 2ª a caminho). E até no caso da ISS (Estação Espacial Internacional) – e demonstrando a encruzilhada em que está a NASA tendo que optar entre a Conquista (com a presença obrigatória de astronautas e a construção de naves adequadas) ou a simples Exploração do Espaço (utilizando sondas automáticas controladas à distância mas sem presença do Homem) – com a mesma missão a só poder prosseguir graças a foguetões russos (veja-se lá) e futuramente à iniciativa privada (se tudo correr bem norte-americana) e até com os chineses face ao seu poder económico e até financeiro 8cheios de dólares e de ouro) a prosseguirem sozinhos na construção da sua própria Estação Espacial (num processo já iniciado).

 

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Huygens Descent Sequence

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Num episódio a que a NASA já nos vai habituando (desiludindo e confirmando suspeitas), transformando o fim da missão num espetáculo deprimente e elevando a um Grande Final a destruição total da Cassini: quando já tínhamos assistido a algo de muito semelhante com o mergulho da Huygens em Titã (há uma dúzia de anos atrás e com o fim da transmissão pouco tempo depois da aterragem), colocando-se aí a questão de face à longevidade de Cassini, se o mesmo não poderia ter sido feito com a outra sonda Huygens. Face aos prós e aos contras ficando-se por saber qual o verdadeiro motivo para tão forte decisão, quando ela ainda nos serve e nem sequer disse que não. Numa conclusão teatral antecedida por 22 órbitas, rodeando o planeta e atravessando anéis, acabando com um tiro certeiro para o olho do planeta e nada mais transmitindo senão o silêncio do Espaço. E já com o cenário traçado: “Cassini will plunge into Saturn's atmosphere on Sept. 15, 2017. Using its attitude control thrusters, the spacecraft will work to keep its antenna pointed at Earth while it sends its final data, including the composition of Saturn's upper atmosphere. The atmospheric torque will quickly become stronger than what the thrusters can compensate for, and after that point, Cassini will begin to tumble. When this happens, its radio connection to Earth will be severed, ending the mission. Following loss of signal, the spacecraft will burn up like a meteor in Saturn's upper atmosphere.” (nasa.gov)

 

(imagens e legendas: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:47
Segunda-feira, 20 DE Março DE 2017

Nos próximos tempos deixaremos de vez de estar presentes, de olharmos e de investigarmos, um dos maiores e talvez mais fotogénicos (no sentido em que impressionam bem a nossa placa cerebral) – pelo uso constante dos seus magníficos anéis decorativos – planetas do Sistema Solar: com o fim da sonda Cassini em 15 de Setembro deste ano, deixando de aí estar presente e impedidos de ver o Mundo (mundos como os de Pã).

 

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A lua Pã

(Sonda Cassini – PIA 21436 – 7 Março 2017)

 

Apresentando uma das luas do planeta Saturno (localizado a uma distância média de mais de 1400 milhões de Km do Sol), apresentando um diâmetro não atingindo os 29Km (mais do que 4200X menor que o diâmetro do planeta que orbita), girando à volta do mesmo a pouco mais de 133000Km de distância e levando pouco menos de 8 horas a dar-lhe uma volta completa: possível de ser detetada nos limites exteriores do anel A orbitando Saturno no espaço denominado por Divisão Encke.

 

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Localização da lua Pã no interior da Divisão Encke

(limite externo do anel A)

 

À primeira vista com este satélite natural da Saturno a assemelhar-se à forma por nós idealizada para um disco-voador (um pires de uma chávena de chã), mas não sendo certamente de origem artificial (teria que ter uma criação alienígena), sendo efetivamente oriundo de um molde não muito comum de se ver (no nosso Sistema Solar) e deixando-nos ainda mais dúvidas no que toca à formação: talvez o resultado da acumulação e agregação de materiais dispersos em torno de um núcleo movimentando-se entre anéis.

 

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A pequena lua Pã orbitando Saturno no interior da Divisão Encke

(Sonda Cassini – PIA 09868 – 12 Fevereiro 2008)

 

Aqui sendo-nos apresentada a partir das câmaras da sonda Cassini num registo já deste mês e capturado a 24600Km de distância da mais pequena (e uma das mais próximas) lua de Saturno, Pã: mostrando-nos os hemisférios norte e sul deste satélite natural (esquerdo e direito respetivamente – imagem inicial). Com os cientistas a afirmarem que Pã se terá formado num tempo em que os anéis circundando Saturno eram mais jovens e débeis, levando o seu núcleo central (constituído por material gelado e sendo mais denso que a sua parte exterior) ao passar entre os anéis a apanhar e a acumular material na sua trajetória, que no presente lhe dá esta forma deveras peculiar.

 

(imagens: nasa.gov e google.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:47
Domingo, 05 DE Março DE 2017

Sinais Disruptivos nos Anéis de Saturno

“Uns dizem uma lua (natural) outros diriam uma nave (artificial) – e nenhum deles deixando de ter (a sua) razão.”

 

PIA21433.jpg

Saturno – Anel A

Presença de uma lua não identificada

Sonda Cassini – PIA 21433 – 21 Fevereiro 2017

 

Oriundas do segundo maior dos oito planetas integrando atualmente o Sistema Solar (há alguns anos atrás eram nove, nessa altura integrando o agora despromovido a planeta-anão Plutão) e sendo conhecido como um dos dois planetas Gigantes Gasosos localizados para além da Cintura de Asteroides, o planeta Saturno apresentando um diâmetro quase 10 X o da Terra, além de outras características comparativas como

 

Características

Terra

Saturno (X Terra)

Área

1

84

Volume

1

764

Massa

1

95

Densidade

1

1/8

Gravidade

1

 

E estando localizado a uma distância do Sol muito aproximada dos 1500 milhões de Km (10 X mais distante do Sol que a Terra – enquanto a luz do Sol demora um pouco mais de 8 minutos a cá chegar a Saturno demorará mais de 80), com um período de rotação de pouco mais de 10 horas (na Terra 24) e demorando cerca de 29 anos a dar uma volta completa ao Sol, aparece-nos aqui com os seus famosos anéis a serem perturbados na sua órbita habitual por um pequeno objeto, deslocando-se nas suas proximidades ou entre os mesmos. E na sua própria deslocação em torno de Saturno provocando alterações visíveis nos anéis circundando o planeta, como se o objeto os tivesse momentaneamente a atravessar e a romper – originando as referidas ruturas nos tão famosos, fantásticos, únicos e visíveis anéis (com um simples telescópio a partir da Terra) deste Gigante maioritariamente gasoso e eventualmente com um núcleo rochoso. Um Mundo pela sua distância ao Sol com temperaturas médias muito baixas (na ordem dos 140⁰C negativos) e com a sua atmosfera a ser composta essencialmente por hidrogénio (96%) e uns pozinhos de hélio (3%) e metano (0.4%). Nem se sabendo bem onde acaba o céu (a atmosfera) e começa a terra (a superfície rochosa) com a sonda automática Cassini a terminar a sua já longa missão em torno deste planeta no próximo dia 15 de Setembro, altura em que mergulhará na atmosfera do Gigante Gasoso e se perderá no interior da maciça, opaca e misteriosa camada de nuvens envolvendo todo o planeta. E esperando-se que pelo menos envie alguns dados antes de deixar de comunicar – e deixando por aqueles lados apenas a sonda Juno (orbitando há poucos meses o outro Gigante Gasoso Júpiter – mas para já sem grandes imagens e apresentando desde logo problemas técnicos).

 

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Anéis de Saturno

Objeto Santos Dumont

(Ampliação da imagem anterior)

 

Nesta imagem que aqui nos traz a sonda Cassini passados apenas onze dias sobre o seu registo no próprio local, com um objeto de pequenas dimensões a interferir com a região dos anéis A de Saturno alterando a sua forma e disposição e “funcionando como uma hélice propulsora” dispersando material à sua volta e à sua passagem (muito provavelmente constituintes dos anéis e do próprio objeto). Denominado como Santos Dumont (o famoso aviador brasileiro) e nesta imagem sendo visível (na altura) a sua face iluminada/em cima e a sua face não iluminada/em baixo – e como dizem os técnicos da NASA “com um nível de detalhe sem precedentes”.

 

E com os mesmos especialistas a informarem-nos sobre a diferente coloração dos anéis, dependendo os mesmos da densidade do material aí existente (e que os constitui e lhes dá forma) ser maior ou ser menor – fazendo variar a imagem entre a cor (maior quantidade de material e refletindo a luz) e a ausência de cor (menor quantidade de material ou sendo visto de um dos lados parecendo escuro/por opaco mas podendo conter grandes quantidades); assim como o do seu acompanhamento já lá vai uma década dessa pequena lua Santos Dumont (com a sonda a andar por lá há mais de doze anos). Graças a todo o conhecimento adquirido pelo Homem ao longo destes anos de Aventura, de Descoberta e de início da Conquista do Espaço e com o mesmo Homem aliado a todo o desenvolvimento Tecnológico extraído dessas suas experiências repetidamente adquiridas e consolidadas (e acima-de-tudo aceitando a evolução), conseguindo alcançar feitos extraordinários e nunca antes julgados possíveis – mesmo a 1500 milhões de Km de distância de tão pequeníssimo objeto, perdido e mal visível entre os anéis de Saturno: como o de medir essa lua e estimá-la aproximadamente em 1Km de tamanho.

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:53
Quinta-feira, 02 DE Março DE 2017

O Umbigo de Saturno

“Uma prova de que um dia Saturno evoluiu e se tornou naquilo que é: sendo o Hexágono, um simples símbolo integrando o caminho da Perfeição, tendo no topo o espaço Único, proporcionado pela Esfera.”

 

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O Hexágono de Saturno

 

Com a clara do ovo a ser a região mais importante deste modelo (de organismo) centralizado na denominada e colorida gema, é natural que a expressão visual que mais se aproxima desta imagem do polo norte de Saturno poderá ser corretamente concretizada muito simplesmente, através de uma impressão a 2D de um qualquer ovo estrelado: com todo o conteúdo da célula focalizado no centro, rodeado por elementos formando um entreposto de certificação de segurança e de autossuficiência e protegido do exterior por uma fina casca ou membrana (em qualquer momento do seu desenvolvimento podendo ser reformulada e substituída) e do centro da qual sairá um novo organismo replicado do anterior. Pelo que a obsessão originada por mais uma das nossas crises existenciais envolvendo a problemática origem do Mundo – contando aqui com a especial colaboração de um dos seus mais conhecidos organismos (até porque o comemos) saído do Ovo ou do ânus da Galinha – não faz sentido nenhum: o que interessa é desvendar a ideia de quem pôs em prática este eficaz mecanismo reprodutor, capaz de replicar um modelo de limite circular mas mantendo uma forma hexagonal de base, numa imagem que se repercute naturalmente em diversas situações envolvendo matéria energia e movimento. E que no caso do Gigante Gasoso Saturno até poderá esconder a formação (ou existência) de algo mais – um corpo celeste já num estado avançado da sua evolução mas por impossível de visualizar (para além da sua capa superficial) passando despercebido na sua pujança transformadora e mantendo-nos (para já) na nossa ilusão e desconhecimento. Num caso um tanto semelhante com o ocorrido com Júpiter: uma enorme massa certamente com muito (matéria, energia, movimento) e pouco (vida como a nossa) conteúdo mas sem dúvida de uma beleza talvez mortal mas extraordinária.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:25

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