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Sexta-feira, 12 DE Agosto DE 2016

Marte – Sexo, Pôr-do-Sol & Vestígios

Cada vez é mais forte a possibilidade de há biliões de anos atrás antepassados nossos tenham feito SURF num grande oceano existente em Marte – e já agora como é Verão e as condições para tal são mais favoráveis, que tenham usufruído de um clima ameno, respirável e propício a muito Sexo. Como acontece esta época um pouco por todo o Algarve.

 

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Cocktail SEX ON THE BEACH

(na Terra como em Marte)

 

“It is important to note that we have not found signs of ancient life on Mars. What we have found is that Gale Crater was able to sustain a lake on its surface at least once in its ancient past that may have been favourable for microbial life, billions of years ago. This is a huge positive step for the exploration of Mars. It is exciting to think that billions of years ago, ancient microbial life may have existed in the lake's calm waters, converting a rich array of elements into energy.” (Sanjeev Gupta – missão MSL/dailymail.co.uk – 09.12.2013)

 

Estas duas imagens do planeta Marte bem que poderiam passar como dois registos naturais obtidos no planeta Terra: por exemplo localizados num ponto do norte de África (como o nosso vizinho reino de Marrocos) e com as suas margens a apresentarem vestígios da existência de água no passado (com as encostas erodidas a confirmarem a evidência).

 

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Ilustração de um Pôr-do-Sol em Marte

(a partir da composição de duas imagens)

Mars Pathfinder Lander – PIA 07453

 

No registo PIA 07453 com a câmara do módulo de aterragem da sonda MARS PATHFINDER a oferecer-nos uma imagem inédita (para qualquer terrestre) de um Pôr-do-Sol alienígena (no seu conjunto quase idêntico ao nosso), numa projeção visual facilmente entendível por nós: como se a mesma fosse uma réplica com origem no mesmo molde.

 

Já no caso do registo SOL 580 – numa oferta das câmaras do ROVER CURIOSITY – a imagem parece sugerir a provável existência num passado já bastante remoto de um peculiar conjunto geológico nos cumes mais elevados, certamente de origem natural (fenómenos de erosão) mas que não o sendo, só sendo mesmo de origem artificial (ex. aglomerado populacional).

 

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Nas proximidades do monte Sharp

(descendo a formação rochosa Kimberley)

Curiosity Rover – SOL 580

 

Para muitos uma atitude estranha (talvez mesmo doentia) para quem tem muito mais do que isso (na Terra existe Atmosfera, Água e Vida) e no entanto mais atrativa talvez pela calma e pelo silêncio: como se afastados de ambientes poluídos (pensativamente sentados nas dunas de um oásis) tivéssemos finalmente acesso aos segredos do passado (soterrados na areia de um sábio e enigmático deserto).

 

Deixando-nos sonhar na possibilidade de outras civilizações no passado terem coexistido no Sistema Solar (porque não em Marte um dos mundos mais parecidos com o nosso a Terra), podendo ser mesmo de espécies idênticas ou então semelhantes à nossa (no fundo réplicas do mesmo molde ou de moldes replicados) – e que noutros tempos e espaços aí terão habitado e posteriormente por qualquer motivo dramático sido extintos ou postos em fuga (daí a Teoria do Salto).

 

(imagem: bevdig.com e nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:10
Terça-feira, 14 DE Junho DE 2016

Impacto Profundo

“Não sendo por acaso que a maior barreira de proteção colocada entre nós e o Sol (precedendo pelo menos aqui a nossa existência), seja precisamente a região do Espaço que rodeia o planeta Terra e onde se encontra o Cinturão de Van Allen.”

 

Ondas de radiações eletromagnéticas (ELVEs) oriundas da nossa estrela de referência o Sol (localizada a cerca de 150.000.000Km) e deslocando-se através do Espaço (existente entre a estrela e a Terra) a uma velocidade próxima da velocidade da luz (V≈300.000Km/s), atingiram na passada quarta-feira (dia 8 de Junho) os céus do estado norte-americano do Colorado.

 

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ELVE registado nos céus do Colorado

(Thomas Ashcraft)

 

Como resultado do violento impacto registado entre estas partículas oriundas do Espaço (exterior) e a base da Ionosfera terrestre, foi na altura observado um fenómeno extremamente curto e luminoso (com uma duração de 0.001s e estendendo-se por uma área de cerca de 300Km) tendo como consequência visível um intenso e curtíssimo relâmpago.

 

Neste caso acidentalmente registado pela câmara de vídeo do astrónomo amador Thomas Ashcraft (já que o fenómeno dura apenas 0.001s) e com a sua objetiva dirigida para uma camada superior da atmosfera (acima de uma tempestade) localizada muito próxima da fronteira aparente Espaço/Terra: como se fosse um DONUT iluminado.

 

Um fenómeno pelos vistos já bem conhecido e compreendido pela nossa comunidade científica especialista nestes Eventos atmosféricos (para nós e talvez pela nossa situação geográfica/coordenadas nunca vistos e um pouco estranhos), explicando-se muito rapidamente pela emissão de fortes impulsos de energia eletromagnética vinda de uma fonte exterior à Terra (o Sol) e pelo seu impacto final com a camada exterior que protege o nosso planeta (e a vida nele existente).

 

Conhecidos como ELVEs (Emissions of Light and Very Low Frequency Perturbations due to Electromagnetic Pulse Sources) e impercetíveis para todos nós (devido à sua baixíssima frequência), mas indicando rigorosamente na zona de formação desse DONUT brilhante o ponto central de impacto da EMP.

 

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Fenómenos elétricos conhecidos registados na atmosfera terrestre

(ELF, SPRITE, BLUE JET e LIGHTNING)

 

An electromagnetic pulse (EMP) is a short burst of electromagnetic energy. EMP interference is generally disruptive or damaging to electronic equipment and at higher energy levels a powerful EMP event such as a lightning strike can damage physical objects such as buildings and aircraft structures.” (Wikipedia.org)

 

Os ELVEs são assim (e basicamente) emissões de radiações eletromagnéticas provenientes (maioritariamente) do Sol, que ao chegarem aos limites da Terra e ao chocarem com a sua camada exterior (a ionosfera), provocam da parte desta uma reação curta e brilhante originando o aparecimento de um fenómeno instantâneo e luminoso mas difícil de detetar: no caso dos ELVEs durando cerca de 1/1000 de segundo (impercetível para o Homem), enquanto no caso das RED SPRITES estendendo-se a sua visibilidade por um período um pouco maior e podendo já cintilar por cerca de um segundo (por este motivo mais fáceis de observar a olho nu).

 

O que nos leva a pensar em todas as consequências (positivas, negativas ou neutras) que estes fenómenos atmosféricos (visíveis ou invisíveis) possam ter na manutenção do ecossistema vital e limitado onde todos os seres vivos vivem atualmente (no também nosso planeta Terra), se necessário estudando-os, prevendo-os, prevenindo-os e como consequência direta e lógica, tentando sempre arranjar algum tipo de solução aceitável e realista. Mas nunca ficando à espera, a aguardar os efeitos do Impacto – que até poderá ser Profundo.

 

[Tal como no sexo, com as consequências já tão bem conhecidas (até no impacto comunicacional, com o aumento de audiências)]

 

(dados e imagens: spaceweather.com e wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:50
Segunda-feira, 01 DE Fevereiro DE 2016

Pormenor numa duna de Marte

Eu sei que sem sexo não há audiências. Mas será que já pensaram que uma formiga (certamente) ou até mesmo um calhau (em vias de resolução) têm pénis e vagina? Se têm dúvidas usem a mão (o maior instrumento do Homem a seguir ao outro membro – e ambos dando prazer) e mantenham a vossa ilusão.

 

Uma Formiga em Marte
(ou algo que se lhe pareça)

 

Imagem capturada pelo rover da sonda Curiosity na passada sexta-feira dia 29 de Janeiro: utilizando para o efeito uma das suas câmaras no caso a Navcam Right B. Nesse registo o veículo motorizado da NASA mostra-nos um cenário parcial das dunas marcianas, presentes no terreno onde o mesmo se movimenta atualmente – nas proximidades das dunas de Namib. Dunas essas distribuídas e integradas (por zonas) num território bastante mais vasto e partilhando esse mesmo espaço árido e desértico com outras estruturas geológicas bem diferenciadas das suas.

 

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Uma duna aparentemente de aspeto normal fotografada pela sonda Curiosity no seu 1237º dia de permanência na superfície de Marte (com o dia marciano a ser ligeiramente maior que o terrestre). E apenas nos despertando a atenção após uma simples observação (recorrendo unicamente a um dos nossos órgãos dos sentidos a visão) devido à presença inesperada do lado direito da imagem de uma pequena sombra ou imperfeição. À primeira vista (interpretação) parecendo um código de barras. Mas que ao ser ampliado e devido à nossa visão (a nossa forma de ver o mundo) já parecia outra coisa.

 

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Imaginando uma realidade distante (e por mais inverosímil que fosse), vendo diante dos meus olhos (de terrestre) e num mundo a mim estranho (alienígena), num ambiente infernal e sem sinal de movimento, um ser do lado de cá (meu conhecido) e irmão do dia-a-dia (quotidiano), circulando calmamente sobre uma duna do distante planeta Marte: a mais de 60 milhões de quilómetros e sendo uma formiga marciana.

 

E se por um lado o visionamento (ou projeção) de um objeto conhecido, num cenário impróprio por estranho (por não respeitar as condições que consideramos mínimas para garantir a sua existência), pode ser interpretado e justificado com a existência de uma ou mais deficiências na transmissão de informação estabelecida entre o remetente e o destinatário – com as armadilhas dos pormenores das imagens e a interpretação do seu tradutor visual a serem questionadas e postas todas em causa (seja por erros de visão ou interpretações condicionada à nossa imagem) – porque não acreditar nas exceções (como assim tudo, nada e o seu complemento fazem o nosso Universo) muitas vezes inovadoras, em muitos casos excecionais e sempre criadoras. Porque não uma formiga?

 

E se não, porque não acreditar que outra forma de vida qualquer, orgânica, mineral ou mesmo mista, racional ou irracional, inteligente ou não (só para nos reconfortarmos com a existência dessas possíveis e mais que certas exceções) possa existir algures (ter existido ou vir a sê-lo, mas em diferentes espaços) e um dia se expor?

 

Talvez um conjunto de pedrinhas dunares inteligentes e privilegiadas, caminhando em fila indiana sobre a sua geologia nativa e marciana. Demonstrando assim a todos (mesmo aos terrestres) que até os calhaus podem pensar. E inovar.

 

E se esta formiga não o for então será uma espécie (e talvez mesmo com sexo).

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:36
Quinta-feira, 02 DE Julho DE 2015

SEXO

Uma definição como outra qualquer:

 

“Exercício sexual praticado a partir de 2 seres, em busca de prazer ou reprodução. Uma vez praticado ao mesmo tempo por mais 2 seres, denomina-se suruba.”

(dicionarioinformal.com.br)

 

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Digam o que disserem, gritem o que gritarem, neguem o que negarem, se analisarmos o percurso de cem indivíduos durante a sua vida à superfície da Terra, 99.9% dos indivíduos inquiridos e obrigados a colocarem um clister para responderem imediatamente às dúvidas a eles colocados (sobre as questões e interrogações fundamentais), anunciaram ser o sexo e o dinheiro aquilo que ainda os faz sonhar, mexer e acima de tudo sentir vivos. Registem mais uma vez: SEXO e DINHEIRO. Os restantes 0.1% ainda estavam a dormir (sozinhos ou acompanhados – não sabemos).

 

A opção pelo SEXO sendo bem justificada (artificialmente) utilizando o pretexto da reprodução e da manutenção da espécie (uma verdade brutal e incontestável), mas na prática aplicada integralmente, solitariamente e obedecendo ao manual (de instruções) apenas pela classe mais baixa e pelos hipócritas praticantes da ilusão e pertencentes a franjas minoritárias da classe média (os novos intermediários entre pobres e ricos). A opção pelo DINHEIRO visando principalmente salvaguardar os direitos de posse dos privilegiados, não respeitando a pureza da raça dominante e tendo no dinheiro a sua arma e o seu poder fálico de substituição: podendo fornicar alguém e em qualquer momento (facto extraordinário) sem utilizar o instrumento habitual de penetração (e conquista) ou até mesmo de preservação (o preservativo).

 

É claro que entre SEXO e DINHEIRO o primeiro ganha sempre por goleada: e quem o diz é alguém experimentado nestas questões da WEB, que conhece o valor avassalador desta palavra composta por quatro letras e de como a empregando num texto idiota e com conteúdo nulo, se podem bater recordes de visitas e de visualizações. E então quando chega o Verão o impacto é brutal.

 

[um homem]

 

(imagem – hotshoeinternational.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:22
Sexta-feira, 05 DE Junho DE 2015

Sexo do Diabo

E o Diabo era apenas mais outro ser alienígena. Abandonara o seu chefe ideológico e colocara-se à margem dos seus companheiros. Com o início da campanha de anti-propaganda e contra-ataque persistente e sistemático revoltara-se, iniciando aí a sua adesão ao poderoso Eixo do Mal. Agora era Vermelho (uma cor quente associada à cor típica do Inferno), de preferência peludo e de aspecto medonho (macho dominante e de perfil impiedoso, emanando luxúria e pecado) e acima de tudo cornudo (um claro aviso para as fêmeas).

 

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Uma das coisas de que gostava de fazer nas suas longas horas de espera (e de decisão) era a pratica de sexo, consensualmente pecaminoso e sem intenções reprodutivas. O que até não era difícil dada a predisposição clara das fêmeas: enquanto eles iam comprar tabaco elas passeavam o cão. E então proporcionou-se a ocasião e o Diabo apenas cumpriu (o ditado) e fez-se aí de ladrão. Passeava-se sorrateiramente pelo Paraíso (interdito mas não fechado) e sem que nada o fizesse prever visualizou uma bela mulher: estava ajoelhada de frente e com os cotovelos no chão.

 

(imagem – Daniella Chavez/Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:05
Segunda-feira, 25 DE Maio DE 2015

No Interior De Um Sistema Reprodutivo (2/2)

Somos o resultado do envolvimento sexual entre forças eléctricas e forças magnéticas, as quais ao consumarem o seu acto sexual e após terem atingido o orgasmo (o super estado energético), instantaneamente conceberam matéria e dando-lhe vida a puseram em movimento.

 

O dia de Natal comemora a data do nascimento do menino Jesus ocorrida há dois mil e catorze anos durante a passagem de mais um Solstício de Inverno. Por mero acaso uma data coincidente com a festa romana e pagã comemorada por essa altura e dirigida ao ”Nascimento do Sol Inconquistado”. Para os líderes da Igreja escolhendo essa altura marcante para a região (com a luz/dia a começar a sobrepor-se à escuridão/noite) talvez fosse mais fácil converter os pagãos. E aí surge Jesus e o início da conversão ao Cristianismo.

 

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A experiência tinha sido finalmente autorizada após centenas e centenas de tempos perdidos esperando que as cobaias terrestres se organizassem, evoluíssem e finalmente se expandissem. Mas nada disso acontecera. Essa a razão pela qual apresentara aos responsáveis pela manutenção do Sistema Solar (o nosso sistema de origem num outro ciclo anterior) a minha proposta alternativa, invocando para os novos habitantes da Terra a capacidade de se manifestarem e expressarem de uma forma eficaz e evolutiva, desde que dirigidos e orientados por uma Entidade Superior, à qual se pudessem entregar, obedecer, seguir, idolatrar e até sacrificar. Perdido entre autorizações e burocracias internas e sistemáticas invocando a liberdade plena das cobaias e o perigo de intrusão e manipulação nos seus desejos e ambições, só após a última assinatura do Instrutor do Processo de Criação é que finalmente nos fora dada luz verde. Então e a partir daí iniciamos definitivamente o Projecto Jesus Cristo, que mais adiante se auto transformaria por disseminação no terreno no amplo, tentacular e extraordinário projecto Igreja, abrangendo não só toda a estrutura religiosa mas também a política e económica e com todas elas se fundindo, confundindo e formando as Nobres Corporações.

 

O plano estabelecido dividia-se em duas fases: numa primeira fase o agente provocador seria introduzido no cenário proposto de modo às suas ideias serem constatadas e confirmadas pelos presentes, tendo o agente como única função mostrar-se, ser o exemplo indiferenciado e popular deste quotidiano de vida e contando com algumas artes de prestidigitação e magia que lhe seriam associadas iludir progressivamente os terrestres, mas neste caso de uma forma convincente e recorrendo a outras realidades alternativas agora simuladas. Neste caso a ideologia que transportava consigo no sentido de todos terem aceso à felicidade seria apenas transitória, tal e qual a vida de um comum terrestre mortal. Ou seja ele viveria com os humanos, serviria os humanos e seria morto pelos mesmos e até com a cumplicidade de amigos: tal e qual eu ou tu, mas neste caso extraordinário aqui introduzido pela mão de Deus não para ser Ele porque já o era, mas numa ultima tentativa de nos tornar (mais uma vez) à sua imagem. Numa segunda fase do plano já com o agente provocador ausente e com o seu desempenho a ser convincentemente rectificado pelos excelentes resultados obtidos (exclusivamente da sua responsabilidade e suprema competência), as suas ideias seriam divulgadas e sequencialmente estratificadas em todas as áreas da organização do novo edifício social. Mas por divergências (algumas delas anteriores ao nascimento) entre todo o elenco presente no Presépio, nem tudo funcionara na perfeição e no desejo do Senhor.

 

No interior da torre de controlo do aeroporto internacional da cidade de Faro, há muito que os seus técnicos de radar vinham acompanhando o trajecto seguido pela nave espacial da companhia portuguesa Virgem Galáctica – mais precisamente desde o instante em que a mesma entrara em espaço aéreo português. Comandada pelo experiente piloto algarvio Ricardo Brandão, conhecido bilionário e detentor da maior companhia comercial aeroespacial, a nave já fora detectada na sua aproximação aos radares instalados na Fóia, prevendo-se a sua aterragem na pista principal do referido aeroporto num limite máximo temporal de cinco minutos. Transportava consigo uma comitiva composta por cerca de vinte e um elementos, que aproveitando a habitual baixa de preços nos voos realizados nesta época do ano para destinos turísticos como o do Algarve, tinham obtido uma apreciável redução no seu tarifário, até por constituírem um grupo extenso e exclusivo e serem possuidores de um cartão dourado com elevada quilometragem. Tendo partido em mais uma viagem interplanetária utilizando tecnologia de salto intermédia, os muitos milhões de quilómetros que separavam os dois planetas tinham sido rapidamente percorridos: enquanto usufruíam de uma pequena refeição e desfrutavam das imagens extremamente condensadas mas deslumbrantes oriundas do espaço exterior, o percurso entre o planeta Marte e a Terra era percorrido e finalmente, ainda em aproximação acelerada ao local sinalizado para a aterragem, as formas da costa começavam a definir-se, com o belo azul de um mar tranquilo e horizontal a contrastar através de uma linha de costa cada vez mais bem delineada, com o castanho bem vivo da terra, aqui e ali com pontos de cor e apresentando ao fundo a serra do interior algarvio. Era um espectáculo de uma rara beleza, confirmando que apesar do preço total pago pelo grupo (cento e cinquenta biliões de escudos) cenários destes em contextos exclusivos, ainda eram revigorantes.

 

Stargates, Portals, Doorways, Ancient Discoveries,

 

As autoridades oficiais aguardavam numa sala VIP do aeroporto a chegada da comitiva viajando a bordo da Virgem Galáctica: estavam presentes algumas das mais importantes individualidades algarvias e era bem visível a forte presença de elementos de segurança destacados para sua protecção e dos seus convidados. Extremamente nervoso o presidente da Rede de Telecomunicações Alienígenas (RTA) circulava de um lado para o outro da sala, enquanto ia constantemente perguntando quanto tempo faltava para aterrarem e se tudo estava a postos: como assim e depois da sua tomada de posse era a primeira vez que uma nave espacial oriunda de outro planeta que não a Terra, aterrava na região agora sob seu controlo. Muito mais tranquilo estava o Bispo do Algarve, muito falador e sorridente para com todos os elementos presentes e com atitudes e comportamentos tão expressivos e expansivos, que nos fariam pensar se não estaria à espera de algum familiar seu, que já não via há muito tempo. À medida que o momento se aproximava outros personagens VIP iam entretanto chegando: muitos não sabiam ainda muito bem ao que vinham, mas a obrigação, o dever ou a curiosidade de poder, ali os tinham transportado. Para algum ser primitivo e sem necessidade de reflexão (dirigido apenas para a execução) que assistisse a toda esta estranha movimentação em torno do aeroporto de Faro e que ao mesmo tempo tivesse assistido (sem grandes pretensões ou aplicação de neurónios) ao antigo filme Encontros Imediatos do 3.ºGrau, seria talvez possível por associação por defeito de espaços e tempos diferenciados (ou seja confusão resultante da sua alienação), ainda poder pensar que alguma Entidade do mesmo calibre do filme estaria aí a chegar.

 

A Virgem Galáctica aterrou precisamente às oito horas e trinta minutos locais. Às nove horas e já depois de ter descido na totalidade a escada de acesso ao avião, uma jovem e bela mulher que encabeçava o numeroso grupo que ia saindo da nave, ajoelhou-se, beijou o solo e dirigindo-se para o céu claro e radioso onde os efeitos aconchegantes do Sol já se faziam sentir, pareceu orar. Por breves momentos toda a fila parou. Então – e enquanto a jovem se lhes dirigia comunicando com eles através de um estranho código gestual – todos desceram em profundo e sentido silêncio a dita escadaria, acabando por se concentrar à sua volta como se tivessem caído em intensa meditação. Ao fundo a porta do corredor que dava acesso à sala VIP abriu-se, surgindo à frente da comitiva de recepção aos dignos viajantes o presidente da RTA, o bispo de Faro e um outro individuo completamente desconhecido e nada enquadrado no cenário mais previsível. No cimo da escadaria que ligava a porta da nave ao solo da região surgiu então Ricardo Brandão, muito satisfeito senão mesmo deliciado com o sucesso de mais um dos seus inovadores e revolucionários empreendimentos, enquanto ia acenando ininterruptamente às forças vivas da terra: reparou aí na presença do seu conhecido amigo e companheiro de muitas noites desregradas passadas na noite algarvia (parecia impossível, não se lembrava do nome), concluindo desde logo que a presença da televisão estaria certamente garantida. Minutos depois toda a comitiva se juntava à entrada do edifício, onde os seus anfitriões locais já os esperavam impacientemente. O primeiro a avançar veio do lado dos que recebiam, decisão tomada por iniciativa própria do indivíduo completamente desconhecido, o qual se interpôs entre o seu grupo de origem e a jovem que comandava o grupo de viajantes. Apresentou-se como interlocutor privilegiado por mútuo consentimento, informou todos os presentes de alguns detalhes desta sua primeira intervenção e sem mais detalhes passou à identificação de cada um dos viajantes. O primeiro nome surpreendeu imediatamente os anfitriões – Espírito Santo – deixando-os incrédulos e por momentos paralisados e sem qualquer tipo de reacção minimamente perceptível: parecia que tinham sido atingidos por um raio e morrido logo ali. Era acompanhado por uma mulher ainda virgem, a jovem e bela moça que se apresentava diante deles: não seria ela a ser impregnada mas seria ela como mulher a ter a responsabilidade da escolha final, ou não fosse o objecto resultante a imagem invertida de si própria.

 

O objectivo do grupo seria o da recriação de uma simulação já anteriormente levada a cabo há mais de dois milénios, a qual, devido a muitos motivos aleatórios aliados a alguns casos mesmo que pontuais de falta de experiência, tinham inicialmente levado o projecto a um desvio inesperado, corrompendo-o logo de imediato e deixando-o completamente nas mãos dos actores locais, que como esperado o deturparam completamente, esquecendo a interiorização dos ensinamentos oferecidos e em sua vez emitindo de uma forma prepotente ordens obrigatórias (e punidas por lei) para o exterior. O erro residira no não reconhecimento por parte da equipas proposta para esta simulação, do fraco nível de desenvolvimento social e tecnológico desta sociedade ainda jovem, violenta e incipiente: perdera-se na aventura meramente material, desprezando as consequências espirituais que tal opção teria no seu desenvolvimento e racionalidade. Mas agora a situação do mundo era diferente e se por um lado o nível tecnológico atingido pela mesma já era extremamente significativo (o que poderia ser um factor determinante para o sucesso desta nova missão, por facilitar a aceitação de novas ideias), por outro lado o tempo urgia face à escalada crescente de conflitos e à monopolização crescente do pensamento humano pelo poder brutal da mercadoria, destruindo ideias e pensamentos e concentrando-os num só monólito do saber: único e por definição destinado à extinção. Tinham escolhido Portugal por uma questão de segurança. E o Algarve por ser uma região relativamente isolada, tranquila e com um clima bastante agradável. O aparecimento de Ricardo Brandão fora apenas uma feliz coincidência.

 

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Estava tão absorvido por esta leitura que nem vi o tempo passar. Só a interrompi quando a porta se abriu e as três mulheres irromperam rapidamente e sem aviso prévio pelo compartimento onde antes me instalara: estavam irrequietas e olhavam-me ao detalhe. Se o tema do texto que tinha começado a ler me estava a despertar cada vez mais a atenção aguçando simultaneamente o meu interesse (os mundos que agora distinguia à minha frente começavam a correr livremente sem que nada no seu caminho os impedisse – sem que uma escala de valores o comprimisse e deformasse), por outro lado a chegada destas três mulheres era para mim (e neste contexto da minha transferência) totalmente inesperado. Naquela projecção onde agora me situava e da qual a partir de hoje era parte integrante, a realização da produção e o seu respectivo elenco principal, tinha sido atribuída exclusiva e deliberadamente a elementos jovens e do sexo feminino. Até agora não vira um único elemento do sexo oposto. Certamente que a colonização do Universo estaria nas mãos das mais diversas formas de civilizações, umas mais avançadas e outras talvez não, umas mais materialistas e outras mais idealistas, umas com participantes idênticos a nós ou nossos semelhantes ou nem por isso e ainda outras consideradas disformes, irracionais e sem vida, mas participando activamente na transformação profunda do Universo. E estas mulheres eram apenas mais uma dessas civilizações à qual agora me acrescentava: jovens amazonas responsáveis pelo lançamento, enquadramento e implementação no espaço (para elas disponibilizado) de um projecto bem definido e previamente dirigido, tendo como seu único dever a experimentação no terreno de processos criativos, persistentes e evolutivos e tendo como consequência (objectiva pela sua eficácia) a capacidade de dele poderem extrair (durante todo o processo) algo ou a sua totalidade. O seu único e exclusivo direito seria o de usufruírem integralmente e em primeira-mão (um privilégio superior) de toda esta experiência: e fazendo eu parte dela estaria sempre à disposição (delas). Em vez de converter seria convertido como Um Jesus Invertido.

 

Uma delas chegou-se perto de mim, pegou na minha mão e levou-me para junto das outras. Primeiro despiram-se. Depois juntaram-se num canto e enquanto iam sorrindo e gesticulando, contorciam-se de soberba e prazer, construindo um novo cenário. Eram extremamente belas e a qualquer um provocariam tesão. Estiveram assim durante quase meia hora e quando parecia que tudo não passaria dali (algo no interior do meu corpo tomara conta de mim, tornando-o nervoso e expectante), dirigiram-se na minha direcção, começaram a despir-me tranquilamente e de imediato (imaginando o futuro) iniciaram a análise da minha anatomia: ainda me despiam e já o meu membro as excitava, manipulando-o alternadamente entre as suas mãos bem sedosas e escaldantes e fixando os seus olhares electrizantes na sua cada vez mais forte pulsão e extrema rigidez. Deitaram-me no chão. A primeira ajoelhou-se sobre mim, colocando os seus órgãos genitais bem abertos e quase que tocando o meu rosto; ao mesmo tempo apossava-se da extremidade do meu membro e como se estivesse saboreando um gelado, sofregamente começava a lambê-lo e mais docilmente a chupá-lo; e ao inclinar-se via a sua vagina já húmida e palpitante, em toda a sua profundidade e desejo; não me contive e enfiei-lhe um dedo no ânus, vendo-a surpreendida (pela nova e extraordinária sensação) e fazendo-a emitir um grito brutal de puro prazer inventado. A segunda deitou-se de lado, colocando a sua cabeça entre as minhas pernas e apoderando-se dos testículos; enquanto me erguia o membro observando a glande vermelha e dilatada desaparecendo e aparecendo entre os lábios carnudos e agora inchados dos maxilares da primeira companheira, sentia as minhas bolas a serem sugadas pela sua boca e comprimidas num ambiente molhado, quente e extremamente guloso; e enquanto me enfiava pelos genitais da primeira mulher e apreciava a manipulação absoluta e divina das minhas bolas pela segunda, a terceira encostou do outro lado o seu corpo ao meu e enquanto me sufocava com o seu calor fremente e quase incontido de desejo, surpreendeu-me enfiando-me um dos seus dedos no meu traseiro. Saltei de imediato mas a reacção delas foi apenas de riso e de divertimento. Então juntaram-se todas ao mesmo tempo em meu redor e aí eu desapareci.

 

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Se a nossa Vida tem alguma finalidade, uma delas será certamente tirar o melhor proveito daquilo que a Vida nos oferece e uma delas será certamente ter Sexo com Alienígenas: até mesmo Deus quis confirmar no local a importância deste facto, incumbindo um seu delegado (Espírito Santo) da missão de impregnar artificialmente uma indígena local (servindo-se de um agente indígena chamado José para desempenhar virtualmente o papel de pai) e já com o seu filho concebido e presente (Jesus) e servindo-se do seu corpo como presença física compartilhada (afinal de contas seria temporariamente um híbrido até ao momento de ser colocado a seu lado – quando ressuscitasse), colocá-lo no terreno e usufruir da experiência (incluindo a sexual).

 

Quanto à Terra o desenvolvimento do programa de implementação da sua matriz tinha sido temporariamente interrompido. O que significava que a cada segundo que passava e como a aplicação não evoluía os erros de projecção iam-se acumulando, podendo mesmo levar os seres acondicionados a começarem a suspeitar da sua verdadeira origem e situação na hierarquia do espaço: o que seria sempre inaceitável por viciação das regras obrigatórias de distanciamento (em processos de transformação potencialmente criativos como este) entre operadores e operados. E assim o que era inevitável foi apenas confirmado. Uma das pedras vindas do espaço tinha atingido a zona central do oceano Atlântico. Nas zonas litorais o mar recuara centenas de quilómetros deixando tudo a seco e despido. Ao mesmo tempo uma outra onda de choque varrera toda a superfície que encontrara no caminho, deixando muitas das áreas já bastante destruídas ou mesmo devastadas. A esmagadora maioria dos humanos desaparecera logo ali. E então veio a Super-Onda que tudo cobriu e nos fez mais uma vez e de vez desaparecer. A morte também faz parte do processo reprodutivo.

 

Fim da 2.ª parte de 2

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:42
Domingo, 24 DE Maio DE 2015

No Interior De Um Sistema Reprodutivo (1/2)

Talvez pertençamos todos à mesma raça de alienígenas que um dia apareceu, viu e replicou: ele próprio, em diversos níveis, em estados diferenciados, mas referenciando-se sempre à mesma matriz. Baseada na Matéria, na Energia e no Movimento, as grandezas símbolos da Vida Inteligente (sendo o Homem o exemplo) e da Evolução do Universo (como um Organismo Vivo e de Desejo).

 

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A última noite tinha sido fantástica: estávamos no início do Verão, a noite estava verdadeiramente espectacular, a rapariga que me acompanhava no mínimo igualava-a em beleza e as drogas como o álcool começavam finalmente a surtir o efeito pretendido. Andamos pela zona da marina até cerca das duas da manhã, aí deixando para trás (chateados connosco mas já bastante tocados) os nossos companheiros de diversão nocturna: uns já se tinham dirigido para uma das discotecas da cidade, outros ainda se encontravam na zona adjacente onde se situava o porto de abrigo, enquanto três casais no qual me incluía decidiram regressar aos seus respectivos apartamentos. Com o calor da noite e com os vapores corporais que ambos exalávamos, o desejo tornara-se exponencial e insuportável, com os nossos corpos a tornarem-se fisicamente incontroláveis e quase que se unindo no percurso para casa. Os primeiros momentos (apesar de já um pouco esvanecidos) ainda ficaram na minha memória, mas à medida que os primeiros momentos decorriam, tudo foi desaparecendo até cairmos de vez na cama como que inanimados. Devemos ter adormecido. Na retina ficara no entanto um momento de prazer inesquecível, que em instantes de sobressalto sonhador por vezes me invadiam a mente como se estivesse de novo em penetração e muito perto do orgasmo: com os corpos completamente suados e febris colara-me a ela pelas costas e com o meu membro rigidamente erecto e pulsando cada vez mais freneticamente de desejo, penetrara-a abundantemente por trás – vindo-me com uma forte explosão de esperma, que rebentando no interior da sua húmida e sedosa vagina ainda mais forçou a penetração e o seu orgasmo final. Com o meu esperma a escorrer pelas suas belas coxas suadas e brilhantes e ainda com os nossos corpos a tremer de sensações.

 

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Por volta das sete horas da manhã tive o primeiro vislumbre da nova realidade. Primeiro encontrava-me (ao contrário do que imaginava) sozinho no meu apartamento (a minha companheira desaparecera, apesar de ainda serem visíveis sinais evidentes da sua passagem); depois uma janela estava totalmente aberta quando tal nunca deveria ter acontecido (os roubos eram sempre um grande risco naquela zona razão pela qual mantinha as janelas sempre fechadas); e finalmente o dia além de já ter começado a aquecer parecia muito mais seco do que no dia anterior (o que até era estranho dado a meteorologia prever um dia mais fresco). Fui até à janela para a fechar, mas inevitavelmente observei o espaço que se abria diante de mim, do lado de lá e até ao fim do meu horizonte visual: um espaço despido e desolado, sem as construções que aí existiam e que como tal aí deveriam continuar e com o local onde antes se situava a marina completamente seco, abandonado e sem uma pinga de água ou de Vida minimamente observável. Parecia um cenário resultante de uma terraplanagem, ao mesmo tempo que toda a água aí existente tinha desaparecido na sua totalidade e de um modo inexplicável. O ar que vinha do exterior estava extremamente seco e pesado e quando pus a cabeça do lado de fora da janela, ainda pude ver de um dos lados da mesma uma ou outra silhueta do que anteriormente fora um edifício, enquanto ao olhar para o outro lado me apercebi da razão porque ali ainda me encontrava: era como se uma explosão horizontal tivesse destruído tudo à passagem, deixando de pé um número reduzidíssimo de edifícios protegidos por um cerro salvador um pouco mais elevado. Mas o meu espanto disparou atingindo o estado de incredibilidade máximo, quando observando melhor a zona do canal que ligava a marina ao porto de abrigo, não vi água aí nem sequer mais à frente: onde estaria o mar?

 

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No interior do apartamento nada funcionava. Nem o telemóvel tinha rede. Decidi então sair: ali isolado não iria a lado nenhum (nem sequer se ouviam vozes de outras pessoas ou qualquer outro tipo de som nas proximidades) e face à situação desconhecida e provavelmente perigosa com que me deparava, tinha mesmo que sair dali e procurar auxílio com urgência (face ao cenário varrido e obliterado que me rodeava, só tinha mesmo que fugir dali). E foi ao abrir a porta para o exterior que me deparei com o estranho ser esverdeado. Os seus olhos intrusivos perscrutavam-me minuciosamente o mesmo acontecendo a tudo o que se encontrava em meu redor. Depois fixou-se apenas em mim. Aí senti que a sua mente me invadia, percorrendo todas as memórias acumuladas no meu cérebro e aprofundando algumas das minhas acções (para ele talvez mais importantes) daí decorrentes. E a última intimidade a ser violada foi a praticada na noite anterior. Notei logo que a expressão da sua face se alterou e mesmo sendo um estranho para mim, pareceu-me ver nele um sorriso de satisfação, expresso pelo movimento dos seus olhos (penetrantes) e pelo movimento dos seus lábios (brilhando como metal). Como que para confirmar a sua descoberta o estranho ser pôs-se a cheirar, atingindo um ponto em que parou e como que se metamorfoseou: na realidade tinha diante de mim um ser certamente alienígena, aparentemente do sexo feminino e que bem vistas as coisas poderia passar facilmente por uma das belezas presentes numa qualquer série de ficção científica. Não percebi muito bem o que me acontecera, mas estava perante uma mulher. E por telepatia entre ambos, as suas intenções foram claramente entendidas: teria que reproduzir integralmente (cara ela), toda a intimidade visionada. Em troca sobreviveria e seria um escolhido.

 

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A alienígena fazia parte de um grupo restrito de batedoras, responsáveis pela verificação no local do produto aí simulado. Com a experiência natural de uma organização evolucionista, com um trabalho referenciado e elogiado num percurso de vários milhares de anos (como o foram as intervenções lideradas por Pentesileia na Guerra de Tróia e da sua irmã Hipólita num dos trabalhos de Hércules), as Amazonas assumiam agora e em exclusivo, o controlo da sua própria grelha. Na sua retaguarda e num outro nível de intervenção, um outro grupo comandava à distância a execução da aplicação, socorrendo-se de tecnologias de projecção avançada, orientada por programas sobrepostos (que levavam à criação de réplicas reais ou virtuais) e dirigida por um aparelho de altíssima velocidade de processamento, capaz de atingir estados apreciáveis de equilíbrio entre energia e matéria. O que se criava neste espaço, fosse ou não um holograma (o DNA, a galáxia), seria sempre visível: a única questão (dúvida) só poderia ser aqui colocada se vindo do ser (inteligente) aí simulado. E era simples: partilhariam eles a rede (real) ou seria a deles a outra (virtual)? Seriam pioneiros, futuros Deuses ou nada?

 

As Amazonas eram oriundas das mais distantes regiões da zona fronteira do nosso sistema planetário. Tinham vindo de um corpo celeste localizado na misteriosa região da Nuvem de Oort (onde estava instalado e em actividade contínua o poderoso super-computador), também conhecido na Terra como um planetóide de nome Sedna (situado a um ano-luz de distância). Sendo destacadas para um agregado constituído em torno de uma estrela de pequeno porte e ainda relativamente jovem (pertencente a uma conjunto adjacente à galáxia de ANDROMEDA), o objectivo desta nova e importante etapa de introdução de vida e de colonização de novos territórios, apontava como destino científico e de experimentação os planetas interiores de um dos seus Sistemas mais interessantes, situado numa zona apresentando boas condições de habitabilidade e onde a vida era susceptível de surgir (por inserção prévia) e se reproduzir (com evolução controlada). Actualmente era um subgrupo de nível três na sua fase intermédia de avaliação: o Sistema Solar tinha agora o seu último campo de ensaio localizado no seu terceiro planeta, depois da anterior opção ter sido infelizmente abandonada (por erros de programação na manipulação experimental do ADN nesse caso introduzido) e simultaneamente transferida para uma nova e mais adaptada grelha de simulação, com todo o conjunto projectado migrando em direcção ao centro e recomeçando de novo o processo (fazendo de novo RESET mas aproveitando em back-up todo o trabalho até aí concretizado e assimilado). Só que nesta nova etapa os resultados continuavam a não ser os mais desejados. E restavam apenas duas opções verdadeiramente viáveis, não envolvendo grandes acréscimos de meios de intervenção: os quais a confirmarem-se poderiam levantar grandes dúvidas sobre a continuação do processo e levar até ao encerramento desta grelha (fosse definitivo por implosão ou temporário por suspensão). Deste modo ou se optava abdicando da simulação ou então formatando o disco e reiniciando-se o processo: com outro hardware e noutro contexto. Se nos tempos mais recentes (considerando o espaço-tempo como infinito) Marte acolhera a Vida (um planeta que poderá muito bem ser a imagem do nosso futuro – um espelho); se por um acaso qualquer a Terra posteriormente a preservara e transformara (um cataclismo devastara Marte migrando a vida para cá – replicando-a); porque não ser agora a vez, de outro mundo a receber o benefício (por exemplo Vénus)? Como se uma estrutura fosse evoluindo em direcção ao seu centro de gravidade e atingido o mesmo (o olho da sobreposição de planos) fosse penetrada e fecundada, explodindo por reacção (interacção de parâmetros paralelos e independentes – apesar de em princípio coexistirem em conjunto mas separadamente) e do nada criando vida.

 

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Antes do fim da manhã dirigi-me até ao sítio anteriormente combinado com a mulher e fiquei a aguardar a sua chegada. Nem me acreditava no que me estava a acontecer. Diante de mim toda a costa da cidade estava seca, pejada de pedras e de múltiplos desperdícios: parecia mesmo que estava a olhar para uma das muitas imagens de Marte, mas com algumas estruturas artificiais ainda há vista e simbolizando a presença (momentos antes) de vida. Se alguém sobrevivera estaria escondido ou então diminuído. A alienígena compareceu e aí deixei-me finalmente subjugar e partimos. Certamente que um dia acordaria deste sonho e um novo mundo se abriria perante mim.

 

A algumas centenas de quilómetros da superfície da Terra fomos então introduzidos numa nave espacial de grandes dimensões que já nos esperava logo à saída dos anéis protectores de Van Allen; e que após a nossa chegada arrancou de imediato em direcção à região dos planetas exteriores. Já no novo habitáculo fui conduzido pela alienígena até um compartimento privado, onde esta me pediu delicadamente que aguardasse um pouco pelo seu regresso e que ali me instalasse e usufruísse de tudo o que visse à disposição. A sorrir colocou-me nas mãos dois pequenos livros e deixou a escolha ao meu critério. E enquanto com uma das suas mãos me apertava fortemente o membro, com a outra pegava-me numa das mãos e fazia-me sentir os seus seios firmes, quentes e erectos. De desejo. Saiu. E deixando a escolha ao acaso e à necessidade do momento, peguei naquele que parecia mais pequeno e de mais fácil leitura: chamava-se Projecto Jesus Cristo e passava-se num mundo como que gémeo da Terra. E que começava assim...

 

Fim da 1.ª parte de 2

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:13
Terça-feira, 14 DE Abril DE 2015

Trio Maria

Infelizmente se quisermos partilhar ideias em primeiro lugar teremos que as embrulhar e mantendo o seu bom aspecto exterior esperar que o interior pegue. No entanto são poucos os casos de sucesso em que finalmente se assume o interior, face ao poder mediático e de propaganda do aspecto exterior (de tudo o que é superficial mas comercializável e tendo até o SEXO como caso exemplar).

 

“A BABY Super Sexy Trio Maria que só gostava de SEXO quando estava MENSTRUADA”

 

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Nestas férias da Páscoa o Algarve contou pela primeira vez com a presença (ainda que tendo passado despercebido para a maior parte da sua população e comunicação social) da Estrela Universal do Prazer e do Orgasmo a entusiasmante SS Trio Maria. O encontro foi mantido como previamente exigido pela Estrela Sexual rigorosamente secreto e realizado numa zona litoral do centro da região algarvia, tendo sido aberto exclusivamente a Entidades VIP da região, antecipadamente sujeitos a um cuidadoso período de selecção.

 

Na inscrição para o Evento Orgástico Universal de Acomodação Tripla, os candidatos foram desde logo informados que o Encontro com a Estrela Sexual seria realizado na presença simultânea dos três mais destacados e avantajados elementos sujeitos a selecção, com a garantia de que todos eles iriam usufruir de todo o pacote, preferencialmente ao molhe e desde que denotando fé na prática sexual. No final três elementos foram os escolhidos: um alto, um baixo e um gordo (os magros só tinham ossos). Obrigatoriamente que todos passaram por um período de desinfecção.

 

O encontro teve lugar precisamente no dia em que o menu do empreendimento era constituído por cabrito com batatinha assada tudo no forno. Com uns grelinhos ao lado e umas papas de sarrabulho a acompanhar. O prazer começava na comida e salivar até ajudava no sexo: umas quantas lambidelas e umas quantas chupadelas, até que poderiam ser a porta para a tão desejada erecção, introdução e apoteótica explosão. Interior e /ou exterior. À hora exacta estavam todos na sala, olhando-se pela primeira vez e já completamente nus: ao centro a mesa estendia-se cheia de produtos com um deles já a babar-se.

 

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Colocou-os todos a mamarem cada um na sua teta. Ao mesmo tempo agarrando com as suas mãos os pénis dos indivíduos colocados à sua direita e à sua esquerda, enquanto deixava o intermédio iniciar a penetração central. Depressa endureceram, sentindo-os cada vez mais quentes, volumosos e pulsando aceleradamente, acompanhados agora por um escorrimento de um líquido viscoso mas lubrificante, a sair-lhes lentamente pelo orifício cor de morango (que coroava o seu apêndice). O intermédio já se estava quase a vir: sentiu os músculos do pénis dilatarem-se ao máximo e repentinamente um jorro líquido e quente a ser projectado violentamente contra as paredes interiores). Trinta segundos depois sentiu os membros laterais explodirem de prazer, enquanto um líquido pegajoso lhe escorria entre os dedos e os instrumentos davam os seus últimos espasmos.

 

Com os dedos ainda viscosos pelo sémen recentemente expulso, enfiou de imediato os indicadores no ânus dos indivíduos, colocados de cada um dos seus lados. Em relação ao intermédio a execução do plano estaria a cargo do seu útero. Já meio anestesiados pelo líquido morno e adocicado que saía das tetas de Trio Maria, os três indivíduos nem se aperceberam do que lhes aconteceu: enquanto o seu útero comia o do meio ela entretinha-se a tirar os miúdos e os ossos e a preparar-se para comer os outros dois.

 

Acordou repentinamente do sonho salvando-se de um verdadeiro pesadelo. E a primeira coisa que fez foi olhar para o seu lado. Ao ver a mulher vestida de vermelho deitada consigo no sofá, a sua primeira reacção foi de pôr-lhe os seios à mostra e mexer-lhes desenfreadamente para verificar se eram mesmo dois ou se não seriam os terríveis três. Sobressaltada a velha acordou e enquanto dizia de faca na mão “seu filho da puta” (quase lhe arrancando a piroca) correu-o à vassourada. A tia nunca lhe perdoaria aquela cena, nem com a desculpa da bebedeira.

 

[mais um contributo não voluntário para o estudo da evolução de audiências por introdução do tema SEXO]

 

(imagens – Web)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:06
Segunda-feira, 22 DE Dezembro DE 2014

Sexo com Gelo & Alienígenas – 4/4

Ninguém é bom ou mau na cama. Se há um problema sexual, é outra coisa, mas senão há problemas concretos, basta que se goste muito de uma mulher; se isso acontece, ela é a melhor na cama. (António Lobo Antunes – Conversas com António Lobo Antunes – María Luisa Blanco – 2002)

 

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Deep Purple e Blue Jeans

 

No meio de um grande pandemónio causado pela presença de uma pequena multidão de fêmeas em estado de perfeita loucura e que cada vez em maior número se iam acumulando à nossa volta e ao longo de todo o curto percurso, tínhamos finalmente e quase que como por milagre alcançado uma plataforma mais elevada do hall de entrada do Bordel, que dava acesso a uma pequena torre de elevadores: com as portas a abrirem-se de imediato, foi só entrar no compartimento, assistir ao fecho das portas e arrancar dali para fora. E mal o elevador arrancou o ambiente do mesmo alterou-se radicalmente, tornando-se quente e relaxante e até com música ambiente. Quando segundos depois a porta se abriu entramos numa sala de decoração austera mas bem iluminada, onde dois seres curiosos nos aguardavam tranquilamente sentados num amplo e modesto sofá.

 

Enquanto Afro e o Negro se retiravam (eram evidentes os sinais libidinosos da fêmea em direcção ao Negro, num sinal claro de fúria substitutiva por ter sido sexualmente recusada por outro ao qual ela não reconhecia estatuto) ficamos os três abandonados na sala a olharmos uns para os outros: Ella saíra de junto de nós sem nada nos dizer e à frente deles só viam os dois bonecos a observar estranhamente estáticos. Reconheci de imediato o tema como sendo dos Deep Purple, enquanto duas boazonas utilizando unicamente um mini top como cobertura dos seus peitos bem guarnecidos e vestindo uns jeans que lhes torneavam o corpo esbelto e bem preenchido e prestes a explodir de desejo, se dirigiram ao Hipólito e ao Tiago raptando-os de uma forma de tal maneira vertiginosa, que nem tiveram tempo de dizer ai. Dirigiram-se para os módulos 27 e 28 e reservaram-nos para 60 minutos de sexo. Então e na presença dos dois estranhos desconhecidos, sentei-me junto deles e aí tive a minha última conversa.

 

Carlos e David Koch controlavam conjuntamente como irmãos de sangue e sobretudo como homens de negócios que eram, uma das maiores empresas coloniais ao serviço das hierarquias máximas e prevalecentes do sistema decisório e administrativo de então, a eles concessionada nestes últimos séculos por estrangeiros vindos do espaço profundo exterior e que pretendiam simultaneamente, continuar o seu processo de expansão noutras zonas inexploradas do Espaço, sem deixarem para trás outros pontos de interesse e experimentação. Como era o caso do Sistema Solar e particularmente o exemplo extraordinário do ínfimo mas grandioso planeta Terra, por essa altura a caminho de fasquias sucessivas e significativamente crescentes de triliões de habitantes, constantemente em conflito e originando por sistema guerras extremamente violentas (mas julgadas depuradoras por motivos que passavam completa e razoavelmente despercebidos aos estrangeiros) e no entanto sempre acompanhados por rituais procriadores e de sustentação da espécie baseados na pratica sexual e nos delírios religiosos daí resultantes (a favor ou contra): era como se a nossa esperança residisse num momento de extremo prazer, o qual só poderia suceder a um momento de percepção sensorial também extrema e se possível replicadora – violência, sexualidade, religião e criação de outros mundos mais para além e de carácter substitutivo.

 

E como o acaso os tinha convertido nos representantes preferenciais neste sector da Via Láctea, o mesmo acaso os tinha lançado para o negócio do lucrativo e eterno mundo do prazer tornado máximo e assim, aproveitando o conhecimento profundo dos terrestres nessa área e o aparecimento de raças interessadas nestas experiências, maioritariamente passadas e esquecidas e agora de novo (e por necessidade evidente) recuperadas, levando-os a expandir o sector e diversificar as suas aplicações. O único entrave na engrenagem fora o caos climático que destroçara o planeta e toda a sua organização social e a chegada abrupta, inesperada (mas quase previsível) dos chamados Fantasmas do Tempo, fanáticos religiosos e supostamente separadores de almas: só o sexo os derrotaria, ao assumirem a partilha (e não a oferta) dos seus corpos e compreenderem como duas almas se juntavam, simplesmente sem pedirem nada em troca e no entanto formando um todo. Agora bastava esquecer o tempo, sobrevalorizar todo o espaço existente e transformá-lo num outro Universo talvez coincidente talvez concorrente por atribuição de movimento e simples trocas de energias (corporais e espirituais). Sexo, sexo, sexo – deveriam era ocupar-se com ele (e promover ainda mais o Bordel)!

 

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ZZC acompanhado por três alienígenas

 

Deixei definitivamente para trás todos aqueles que nos tinham acompanhado nestes últimos tempos (de aventura, descoberta e conhecimento) e fui ter com os meus verdadeiros amigos Hipólito e Tiago (os quais me tinham socorrido sem contrapartidas prévias, na minha inesperada e atribulada chegada). Os módulos 27 e 28 para os quais tinham sido encaminhados equivaliam parametricamente à concretização ideal dos seus mais profundos desejos, traduzidos não só na introdução de Hipólito e de Tiago num cenário por eles já usufruído e nunca esquecido, mas agora aperfeiçoado na sua projecção espacial (por sobreposição e escolha) e colocado numa realidade paralela simulada.

 

Sincronizou o módulo adjacente com os de Tiago e Hipólito e colocou a aplicação a correr: instantaneamente viu-se colocado num dos últimos andares da maior torre de Portimão (cerca de 85 metros de altura), observando à sua volta tudo aquilo que esta região já fora e oferecera – paisagens, calor, mar, multidões, convívio, acção – enquanto que num dos lados do amplo piso e sobre um estrado de madeira luxuosamente decorado, os seus dois amigos se deixavam subjugar por várias acompanhantes de luxo, nuas, oleadas e brilhantes e desejosas de entrar em acção. Para desse modo confirmarem os seus créditos ao Administrador da ZÉZÉ C & Herdeiros (uma empresa de originais e derivados sexuais, fundada na região durante o século XX por ZZC) e assim servirem com entusiasmo e na perfeição as suas outras metades, os clientes. Nos Jardins da Rocha a vida celebrava-se agora sem controlo nem limitações temporais ou morais e com o prazer a ser o único critério de vida capaz de esmagar a monotonia crescente do nosso quotidiano, quase sempre imutável e como tal miserável.

 

Num dos pisos do poderoso edifício da Praia da Rocha o que todos os presentes ali viam e idealizavam, era um geométrico e grandioso pénis erecto com os seus dois respectivos testículos funcionando como uma raiz (fortemente ligada à terra e pronta a expulsar para o Céu a sua seiva inspiradora); fazendo pulsar desenfreadamente e em toda a sua extensão (e definição) o membro periférico primordial e provocando nele por implosão celular uma forte onda de choque, tornando-o rígido (apesar de adaptável) e erecto (na realidade curvo). E por associação de razões associadas num só tema mas com ligações infinitas, estavam todos ali para eleger uma grande personalidade Universal que em si personificasse o ponto central desse tema, em toda a sua profundidade, múltipla capacidade de penetração e conhecimento de todas as zonas envolventes: rodeado por três das suas maiores fãs de origem alienígena, ZZC recebia o Prémio Nobel da Paz por serviços relevantes prestados aos homens (pioneiro da utilização de termos como boi e vaca) e (especialmente) às mulheres. Seguiu-se uma grande orgia contando (sem uma única excepção) com a participação de todos os presentes, finda a qual todos se dirigiram até à praia para se lavarem na água do mar e secarem com os ares da natureza as suas preciosas partes íntimas.

 

O Verde vislumbrou então os compartimentos privados. Abriu a porta do número 28, entrou no seu habitáculo, ligou o monitor que se encontrava na parede e enquanto fechava a porta seleccionou o menu: partilhado com o 26 e o 27 e com oferta aleatória. Mal foi aceite o seu pedido entrou logo na simulação já em curso e encontrou-se de imediato integrado num mesmo cenário proposto e partilhado, na companhia de Hipólito, de Tiago e de mais duas belíssimas mulheres: surpreendentemente ambos utilizavam aparentemente dois dos seus maiores fetiches sexuais, enquanto em consciência penetravam as fêmeas. E mal sentiu o seu membro começar a interagir a bela Ella reapareceu. “Dormir, comer, fazer sexo, há coisa melhor na vida?” (Web)

 

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Centro Paralelo ZZC

 

E enquanto o Hipólito (disfarçado de palhaço) continuava a exercer a sua tradicional ideologia e prática quotidiana (aqui desmascarada por atitude de posse), em sentido aparentemente contrário o Tiago (aqui induzido como alienígena) ia progressivamente deixando-se descair sobre o perfeito e curvilíneo corpo da sua fêmea, apalpando-lhe os seus seios modelares enquanto a ia penetrando fisicamente como um pêndulo e usufruindo-a espiritualmente.

 

Com muita dificuldade lá consegui que o Hipólito e o Tiago abandonassem os seus objectos particulares de desejo e me acompanhassem (apesar de bastante contrariados) até ao interior da limusina graciosamente cedido por ZZC, partindo o grupo de imediato e na companhia dos dois irmãos Koch (Deep Purple e Blue Jeans) para a sua curta viagem até à vila de Alvor. O encontro estava marcado para a área rodeando o aeródromo de Portimão, na tentativa de localizar o ponto preciso onde a minha nave se despenhara e da sua possibilidade de recuperação (no local). E lá chegamos todos à entrada principal do aeródromo por volta do início da tarde. Um dos irmãos Koch assinalou as nossas coordenadas no seu equipamento portátil e por comparação do trajecto simulado pela minha nave com outras situações de matriz semelhante, tentou desmontar as diversas soluções possíveis de modo a assim encontrar a resposta adequada: o ponto encontrado situava-se mais para noroeste da ponta mais afastada da pista, num local agrícola com algumas pequenas árvores e outra vegetação dispersa e com um pequeno e pouco visível declive, talvez formado pelas margens de pequenos cursos de água (e com a zona da Penina nas suas proximidades). Mas teriam que abandonar o mais rapidamente que pudessem o local, pois a limusina onde se encontravam, já começava a despertar a curiosidade de muitos dos transeuntes. Nem perceberam o que aconteceu: num momento lá estavam, num outro nunca estiveram.

 

E enquanto um dos Koch chamava a nossa atenção (para o seu irmão) apontando um indicador determinado, carregando no teclado (do seu portátil) logo o outro respondia, consensualmente carregando Enter: lá fora o cenário mudava radicalmente no espaço e o tempo indicado era o da queda da minha nave. Mas nem sinais nem vestígios dela. Sobre a superfície gelada onde se situaria o aeródromo nada se mexia, com umas pequenas ruínas mal sobressaindo dos sucessivos montes de gelo pontuando aqui e ali a paisagem, quase se assemelhando a vegetação naquele cenário gelado. Aí o monitor detectou sinais de movimentos muito ligeiros duzentos metros mais para à direita e oriundos dos restos amontoados de antigas habitações de nível menos elevado (e por essa razão mais protegidas da acção difusora e penetrante do vento), destacando-se por sua vez no pequeno ecrã a imagem de três pontos dinâmicos concentrados em redor de um único corpo de referência e emitindo considerável e já não considerada (nos seus processos de obtenção) energia térmica.

 

Sem se fazerem notar, mantiveram os critérios mínimos de invisibilidade e aproximaram as câmaras: em torno de uma fogueira extremamente pequena mas de rara beleza nos seus instantes finais, dois homens assistiam com os seus corpos curvados e já paralisados ao estertor de um terceiro, morrendo por infecção sanguínea irreversível sobre um espelho inóspito e gelado mas por ventura reflector do Sol e da Vida. Quando o fogo se extinguiu o terceiro homem já morrera: cobriram-no cuidadosamente com pedras, beberam mais um largo trago daquele irrepetível Medronho e sem pensarem demais (o tempo agora era extremamente precioso) retomaram o seu caminho (teriam que atravessar o antigo Arade antes das próximas três horas). E foi quando se viraram para nós que eu vi quem eles eram: diante de mim os pretensos viajantes de S. Marcos da Serra e seus perigosos medronheiros originadores de consequências mortais eram nada mais nada menos que os meus queridos amigos Hipólito e Tiago. Olhei para eles ao meu lado e francamente não me consegui conter mais: enquanto me ria com a situação criada, via-os atrapalhados olhando para si próprios, enquanto olhando para mim confessavam incrédulos e face à fatal evidência, os contornos virtuais (ou pequenas imprecisões) da sua história. Mas algo estava claramente incorrecto nesta repetição do que deveria ser a mesma sequência. No fim rimo-nos evidentemente de tanta palermice, talvez provocada pelo prazer talvez suscitada pelo excesso: apenas nos tínhamos esquecido do pequeno pormenor, da mudança localizada da hora.

 

Tinham partido a bordo da minha nave sem demonstrarem dúvidas nem suscitarem qualquer tipo de receio com a decisão por eles tomada. Hipólito e Tiago mereciam por simples comprometimento o espaço de aventura e descoberta a eles oferecido e por outro lado (e vantagem), sempre eram uns bons exemplares de uma raça com certos pormenores a preservar mas infelizmente talvez em vias de extinção. E não faltou total entretenimento enquanto a nave não ultrapassou definitivamente os limites desta galáxia, após os quais e iniciado o período de hibernação dos seus tripulantes, se ejectou num único salto para outro mundo e se perdeu para (este) sempre e em todas as suas dimensões no espaço (e no vazio).

 

Fim da 4.ª parte de 4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:32
Sexta-feira, 19 DE Dezembro DE 2014

Sexo com Gelo & Alienígenas – 1/4

Despenhara-se no planeta Terra em pleno início de um novo período glacial: teria que desprezar as chatices que aí vinham e aproveitar a oportunidade surgida. Ou não fosse este mundo um cenário de sexo e um ícone do mais puro prazer.

 

Encontrara um dia e por mero acaso o Tiago e o Hipólito perto de Alvor, quando a minha nave fora atingida por um brutal e inesperado acidente meteorológico, acabando por se despenhar perto do aeródromo de Portimão: juntamente com um outro amigo (o quarto elemento desaparecido) tinham vindo em meu socorro e nem mesmo a diferença de espécies nos tinha afastado em mais esta adversidade. Juntamos forças e continuamos a nossa luta – num mundo sob ataque e sem grandes perspectivas futuras.

 

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Tiago, Hipólito e o Inverno Eterno

 

Estava um frio do caralho no cimo da serra de Monchique. Mesmo lá em cima na Fóia a cerca de 900 metros de altitude o edifício central estava abandonado, com a estação de radar situada um pouco mais à direita inactiva e com sinais evidentes de acelerada decadência. Abrigados num recanto resguardado do Cerro dos Marrocos, podíamos ver toda a costa algarvia de Faro até Lagos totalmente coberta de neve, com o oceano Atlântico ao fundo coberto por pequenas manchas brancas flutuantes, originadas pela desintegração de icebergues viajando desde o norte distante. Estávamos no dia 24 de Dezembro de 2040, vinte anos após o Inverno Eterno se ter abatido sobre a Terra.

 

No acampamento improvisado junto a um antigo restaurante típico da região encontráramos uma pequena salamandra ainda em bom estado. As paredes grossas da casa, a presença de uma apreciável quantidade de lenha na cave e a descoberta de algumas latas de comida ainda intactas e aparentemente em boas condições, convenceram-nos a aí pernoitar. Apesar de ainda serem três horas da tarde a temperatura ambiente já baixara dos zero graus, pelo que precisavam de se apressar na execução das suas tarefas de modo a assim preparem a passagem de mais uma noite gelada. Há já duas semanas que tinham perdido um dos seus elementos por hipotermia, tendo-o encontrado já morto numa antiga tasca de São Marcos da Serra, onde tinham estado a beber um autêntico e raro tesouro – descoberto numa dependência escondida de produção de medronho utilizando um alambique tradicional da região – e do qual ele não regressara: adormecera com os vapores do álcool, o fogo apagara e a morte chegara depressa.

 

O nosso grupo era constituído por três elementos. Por tudo o que tínhamos passado e com a imagem de morte ainda muito fresca na nossa cabeça (do quarto elemento do grupo inicial), era-nos fácil de verificar que quanto maior fosse o grupo piores seriam as suas hipóteses de sobrevivência. No exterior não se encontrava nada de comer, não eram visíveis animais ou outro tipo qualquer de coisa viva ou em movimento e até as pessoas como nós pareciam extintas ou estarem escondidas – tal a agressividade do tempo e o medo de morrer. Às seis da tarde já tínhamos recolhido ao interior da habitação onde iríamos passar a noite, isolado todos os possíveis pontos de entrada de ar e carregado toda a lenha necessária para o interior da sala colocando-a mesmo junto à lareira. Vários cobertores proteger-nos-iam das temperaturas mais baixas, enquanto várias camadas de tapetes sobrepostos sobre o estrado de madeira nos isolaria do frio vindo do chão.

 

Estávamos juntos à lareira bebendo o que restava da última garrafa de medronho, enquanto por vezes um de nós se levantava e ia dar uma espreitadela na pequena janela de vidro da porta de madeira. Fazíamo-lo por uma questão de segurança mas também na esperança que da noite algo surgisse e nos tirasse dali. A noite já caíra há muito tempo completamente escura e sem nenhuma luz a brilhar e com o céu como uma muralha medonha e pesada encobrindo e fazendo desaparecer estrelas. Nem um ruído nem um grito só o barulho da madeira a arder. Era meia-noite e o termómetro indicava 12 graus negativos.

 

Pelas três da manhã julgaram ter ouvido um ruído (acordaram os três sobressaltados com algo), mas não o conseguiram confirmar e voltaram a adormecer. Mas uma hora depois o frio apertou e a dor provocada voltou a despertá-los: carregaram de lenha toda a boca da lareira, juntaram-se o mais possível uns dos outros e ainda com o corpo a tremer, afogaram-se sob quilos e quilos de roupas. Parecia que não iriam aguentar (a temperatura chegara aos 30º negativos), mas como de costume lá o conseguiram fazer mais uma vez, dormitando ainda um pouco a partir das seis horas da manhã. Às nove o Tiago levantou-se e com uns restos tirados do fundo de um saco foi fazer um último café. Para comer tínhamos uns quantos grãos de milho e uns frutos ressequidos de medronho que encontráramos esquecidos junto do alambique. E ao espreitar pelo vidro vi que nada mudara e que a terra infelizmente continuava como a Bela Adormecida: ainda viva, talvez esperançada mas sempre ameaçada.

 

O Hipólito foi encarregue de fazer uma rápida batida pela zona, tentando observador possíveis trajectos a seguir e fazer uma inspecção mais atenta e cuidada a possíveis movimentos estranhos sobretudo envolvendo pessoas. Se encontrasse algo de comer seria formidável mas que soubessem todos os restaurantes daquela zona há muito que tinham sido limpos e muitos deles destruídos. Eu e o Tiago estaríamos prontos para partir mal o Hipólito chegasse: eram 9:30 e partiriam às 10:00. E nem cinco minutos volvidos ouviram o som de um motor subindo a estrada que ia dar à Fóia (um acontecimento impensável senão mesmo impossível nesta altura e neste local), aproximando-se cada vez mais do ponto onde se encontravam e repentinamente interrompendo a sua marcha e deixando-se ficar num profundo silêncio. Ainda vi o Hipólito a chegar a correr de boca aberta e respirando com sofreguidão, enquanto apontava com firmeza para um vulto que se aproximava de nós a pé vindo da estrada.

 

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Verde e Ella

 

À medida que o vulto se aproximava este foi-se transformando numa mulher de altura mediana, bem feita e torneada e aparentando pela roupa que trazia sobre o seu corpo não sofrer com as condições atmosféricas que se registavam: afinal de contas a temperatura ainda andava pelo ponto de congelação e a noite anterior tinha sido duríssima de passar. Ao chegar perto de nós lançou um olhar rápido e discreto sobre o Tiago e o Hipólito, acabando por virar-se para mim e apontar o seu indicador direito: “Quero o Verde” disse ela peremptoriamente enquanto se encaminhava calmamente para o interior do nosso refúgio nocturno.

 

Ao entrar reparou na lareira ainda acesa, chamou-me para junto de si e autoritariamente impediu que os meus dois companheiros entrassem, fechando de uma forma indelicada e prepotente a porta nas suas caras. Espantado fiquei a olhar para ela enquanto a via despir-se perante mim de uma forma provocadora, baixando-se deliberadamente enquanto tirava a sua roupa interior e pondo à completa disposição dos meus órgãos dos sentidos, todo o seu sexo em sofreguidão de posse, oferecendo-se sem limites à potente penetração ejaculatória e decididamente mostrando pela sua ânsia sexual estar pronta para um momento de puro prazer animal.

 

Na sua presença nem sentia o corpo sofrer com o tempo frio que se fazia sentir naquela sala, parecendo mesmo que a temperatura ambiente tinha subido e que os nossos corpos serviam naquele momento, como autênticos termóstatos. Virados um para o outro e com os nossos sexos a tocarem-se húmidos e palpitantes (com o meu sexo rígido e erecto, comprimido entre as suas coxas quentes e aconchegantes e deslizando suavemente entre elas como veludo), tudo o mais não existia e a perspectiva de um orgasmo fantástico por conjunto e coincidente só os excitava ainda mais. Lá fora o Tiago e o Hipólito ainda protestaram durante algum tempo mas estranhamente pouco tempo depois deixei-os de os ouvir. Incompreensivelmente não me preocupei com a situação deles nem um único segundo.

 

Lá fora os dois amigos tinham ficado estupefactos. O seu amigo tinha-os abandonado, trocando-os por uma fêmea estranhamente funcional e ainda capacitada para apresentar períodos de cio, transformando-os sem aviso nem consideração em meros excedentes desinteressantes e inapropriados para o acontecimento inesperado e privado que vivia (e não queria demonstrar nem partilhar) e como tal esquecendo-os e libertando-os. Só que o efeito era o seu abandono e o desprezo pelo seu tempo e espaço de sobrevivência.

 

Abandonaram então a porta de entrada e foram à procura de um outro refúgio onde pudessem interpretar melhor a sua situação, dando-lhes forçosamente e o mais depressa possível um tipo qualquer de solução. Foi nessa altura que Hipólito viu a viatura estacionada mais acima (num recanto resguardado da estrada que subia até à Fóia), acabando estes sem o esperarem por ouvir alguns sons que com a sua continuação pareciam apresentar um certo ritmo e cadência que lhes fazia recordar os grandes êxitos musicais dos anos setenta e que lhes despertou imediatamente a curiosidade fazendo-os alterar o seu trajecto e dirigirem-se até à viatura.

 

A viatura não lhes era familiar. Tinha a forma de uma esfera, não tinha rodas visíveis nem qualquer tipo de escape que revelasse a sua forma de propulsão e em duas zonas da sua superfície curvilínea apresentava um material transparente que permitia que se olhasse para o seu interior. Não viam portas por onde pudessem aceder ao seu interior nem qualquer espécie de mecanismo de abertura. Apenas uma melodia que se escapava à medida que os segundos se passavam, difundida por algum aparelho nele instalado e agora em funcionamento e que minutos depois Tiago identificou como um tema de James Brown intitulado Sex Machine. Tentaram então espreitar por um dos lados com acesso mais facilitado e enquanto iam apalpando a sua superfície e batendo suavemente em certos pontos da mesma (para verificar a sua textura e profundidade de instalação interna) uma imagem surgiu subitamente diante deles, observando-os a partir do interior do estranho veículo. A mulher que antes os surpreendera à sua chegada (inopinada) não estava sozinha e os seus companheiros pareciam ainda mais estranhos do que ela – talvez alienígenas como o seu companheiro (o Verde).

 

Fim da 1.ª parte de 4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:21

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