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Segunda-feira, 05 DE Junho DE 2017

Sismologia ‒ Nada de Relevante a Declarar

[00:00 de 29.05 a 23:00 de 04.06]

 

Neste momento com o Mundo a tremer por outras razões que não Naturais.

 

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Nem sequer se precisando de muito tempo para se poder definir com eficácia a região do Globo Terrestre mais ativa sismologicamente (sem qualquer tipo de dúvida o Círculo de Fogo do Pacífico), de vez em quando lá convém confirmar se a tendência predominante permanece ou se algo fora de comum acontece.

 

“If you live in the Ring of Fire — that horseshoe of seismic activity running along the Pacific shore from Chile to Alaska, Japan to New Zealand — you live where most of the world’s earthquakes happen”.

(Timothy Egan/2015/nytimes.com)

 

Nestes últimos 7 dias (29 Maio/4 Junho) com 27 sismos de M5.0/ou superior registados a nível Global, com a esmagadora maioria a ocorrer nessa região do Índico (vulcanicamente também muito ativa) e apanhando zonas (terrestres e marítimas) desde a costa ocidental da América até à Oceânia (passando pelo Alasca e pelo sul do continente Asiático).

 

“In Sunday's quake (26.12.2004) the crust shunted a huge 15 metres, producing so much energy that the Earth wobbled on its axis and tsunamis were felt thousands of miles away”.

(AF-P/2004/terradaily.com)

 

Com uma grande percentagem desses sismos a concentrar-se na Oceânia e no conjunto de ilhas do sul do continente Asiático (desde o Alasca até Timor) ‒ talvez uns 75% ‒ outros ocorrendo na costa ocidental da América ‒ talvez uns 20% ‒ e os restantes fora desta região extremamente ativa - talvez uns 5%.

 

Região

Coordenadas

Data

Magnitude

Profundidade

Distância

Ilhas Aleutas (proximidades)

54.03 N; 170.94 E

2 Maio

6.8

20 Km

821 Km E Rússia

O sismo mais intenso sentido a nível mundial durante a última semana

 

Nestes últimos 7 dias com os sismos mais intensos verificados a nível Global a serem 4 (com M5.0 ou superior): na Indonésia (M6.6) no dia 29, na Noruega (M5.0) no dia 31, nas Ilhas Aleutas (M6.8) no dia 2 e nas Ilhas Balleny (M6,0) no dia 3. Já com 2 sismos registados hoje (dia 4) perfazendo 6 sismos: um no Tonga (M5.1) e outro no Japão (M5.2).

 

“The Ring of Fire isn’t quite a circular ring. It is shaped more like a 40,000-kilometer (25,000-mile) horseshoe. A string of 452 volcanoes stretches from the southern tip of South America, up along the coast of North America, across the Bering Strait, down through Japan, and into New Zealand. Several active and dormant volcanoes in Antarctica, however, “close” the ring”.

(nationalgeographic.org)

 

No que se refere ao nosso país, mais especificamente à Região do Algarve e apesar da sua proximidade com uma falha também ativa, com perto de uma dezena de pequenos sismos registados nesta última semana (não sendo relevantes e nem tendo sido sentidos) e com o de maior intensidade a ser o ocorrido no dia 3 a NE Monchique (com M1.7).

 

(imagem: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:22
Segunda-feira, 22 DE Maio DE 2017

Treme-Treme

“Enquanto a Terra continuar a tremer é porque ainda funciona

‒ sendo a garantia de que ainda temos transporte.”

 

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Círculo de Fogo do Pacífico

 

Observando rapidamente o quadro de registos dos últimos sismos (M4.0 ou superior) verificados no dia de hoje (22 de Maio) a nível mundial (em terra e no mar), facilmente se concluiu que a esmagadora maioria desses sismos ocorreu numa das regiões mais ativas do nosso planeta, tanto a nível sismológico como até mesmo vulcânico: o Círculo de Fogo do Pacífico.

 

Dos 18 sismos assinalados nesta segunda-feira 22 (até às 19:25) com os mais intensos a referirem-se à região de Tonga/M5.3, às ilhas Kuril/M5.4 e à PNG/M5.1 (todos com epicentro no mar). E com a costa ocidental do Continente Americano a ser a mais castigada (em sismos com M igual ou superior a 4) desde o norte (Canadá, EUA e México) até ao sul (Peru, Chile e Argentina).

 

E nunca esquecendo o Japão (um sismo no mar de M4.5 nas proximidades de Honshu) e o aqui deslocado Tajiquistão (localizado no continente asiático e com um sismo de M4.9): este último por ser em terra aquele que poderá ter tido maiores consequências (desconhecidas). De um total de 18 sismos com 17 deles a terem de uma forma ou de outra algum tipo de afinidade com o Círculo (94%).

 

Sem dúvida e tendo-se já transformado num hábito persistente e duradouro, com toda esta região integrando no seu ventre as águas do grande oceano Pacífico (fundindo-se a sul com o Índico) apresentando-se em constante efervescência e contínuo movimento, sempre a tremer, com erupções e até com tsunamis. Por um lado mostrando-nos as mais violentas demonstrações de força da Natureza, mas pelo outro demonstrando-nos na prática como o planeta continua Vivo.

 

Já no que diz respeito a Portugal e à sua atividade sísmica (em terra) com os três últimos registos mas de fraca intensidade (nem) sentidos na região do Algarve, a serem os verificados hoje (dia 22) a W de Castro Marim (M1.3) e a S de Lagoa (M1.0) e o sentido no dia 16 a NW de Loulé (M1.0). Mas com a Figueira da Foz (mais a norte) a ser a protagonista (continental) com um total de 7 sismos no espaço de menos de 4 horas: com magnitudes entre 0.8 e 3.5 (logo o primeiro).

 

(imagem: redescrobrindoeuropa.blogspot.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:31
Quinta-feira, 30 DE Março DE 2017

A Questão de Tremer

O primeiro sismo registado e referido a 30 de Março (quinta-feira) verificou-se pelas 00:08 no norte da Califórnia com um pequeno sismo de M2.2 – na sequência de outros 6 de M2.6/4.2/2.6/5.7/3.3/2.0 registados ontem e de outros 3 de M2.9/3.0/4.3 registados hoje (e com os 4 últimos sismos referidos a Portugal e ocorridos todos ontem a serem, um de M2.2/1Km E de Vendas Novas, outro de M2.1/17Km N de Évora e ainda outros dois de M5.0 e M4.8/Açores sensivelmente no mesmo local).

 

Se olharmos para um mapa mostrando a atividade sísmica a nível mundial, é bem visível o lado oriental do Y que se estende através do Anel de Fogo do Pacífico e o lado ocidental do mesmo estendendo-se até à região do Mediterrâneo. Com a ponta inferior do Y bem assente sobre a Nova Zelândia (logo ali ao lado da Austrália). Um mapa carregadinho de pontos e carregadinho de muitos e fortes sismos (muitos deles de M> 5.0) – sobretudo decorando o Anel.

 

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Mapa mundial de sismos

(registados hoje 29.03 até às 22:10)

 

Sendo um corpo movimentando-se no interior de um Sistema fictício cuja estrutura obedecerá certamente a determinados parâmetros, uns conhecidos e outros não, a Terra terá forçosamente de se integrar no conjunto restrito dos Organismos Vivos que por vezes, talvez por acaso talvez por necessidade, surgem nestes intervalos de transformação que polvilham o Universo – dando-lhe um certo grau de consciência coletiva (para o melhor e para o pior bem presente no Homem) e obviamente um sentido para sujeitos e objetos (pelo menos para nós e para o resto, réplicas do mesmo molde): pelo que se neste corpo celeste convivem em harmonia e simultaneamente componentes Minerais e componentes Orgânicos, esta evidência de algo mais (a que chamamos Vida) só poderá resultar não só de fatores externos como também de outros fatores mas neste caso internos.

 

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A falha de Kekerengu

 

E se no caso do planeta Terra este tenha sofrido a influência de agentes ambientais externos no decurso do seu movimento agregando matéria e dando-lhe forma (criando de fato as condições para a existência de Vida) – maioritariamente oriunda de impactos, da ação dos raios solares e ainda dos raios cósmicos – nunca poderemos esquecer os efeitos provocados na Terra e à sua superfície (manto exterior e crosta terrestre) pelas poderosas forças oriundas do seu interior (núcleo interno) e que sempre se repercutem no ecossistema terrestre: com o poderoso campo eletromagnético gerado no interior da Terra e propulsionado a energia solar e a energia cósmica (energias renováveis) por uma máquina extraordinária (e que nos inclui), a juntar energia e matéria e conjugando movimento dando-lhe relevância evolutiva e capacidade criativa, por simples transformação e constante adaptação (a sucessivos cenários).

 

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Num deslocamento de terras na ordem dos 10m x 2m (H/V)

 

Assim sendo importante o estudo da atividade sísmica (assim como vulcanológica), da sua evolução e até dos modelos (como os da previsão pela descoberta das causas e do conhecimento dos seus efeitos), pois será esta que debaixo dos nossos pés dará forma ao nosso território e ao nosso primeiro e talvez único lar. Com um desses pontos de interesse da crosta terrestre a ser o Anel de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade vulcânica e constantemente sujeita a abalos sísmicos, alguns deles de grande magnitude: apanhando ilhas como a Nova Zelândia, todas as outras a norte da Austrália (como a PNG, a Indonésia e as Filipinas) e indo até ao Japão, terminando e fechando o círculo ao longo de toda a costa norte e sul-americana. 40000Km de extensão da crosta terrestre existente à superfície ou submersa, numa maioria da sua quilometragem estando debaixo de toneladas de água do oceano Pacífico, mas ainda numa percentagem apreciável da sua superfície (cobrindo uma boa área com várias ilhas), com cada uma delas sobrepondo-se à linha imaginária do Círculo de Fogo e acompanhando-o no seu caminho (no mínimo) turbulento.

 

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Desnível positivo registado junto ao mar

 

Com um Evento geológico ocorrido nesta região e envolvendo fortes movimentações das placas tectónicas aí presentes e interagindo entre si (em diferentes meios, direções e profundidades), a dar origem a um fenómeno destrutivo (especialmente para as nossas infraestruturas) como o ocorrido em 13 de Novembro do ano passado na Nova Zelândia atingida por um violento sismo de M7.8 na escala. Num local de confluência de placas tectónicas umas erguendo-se outras afundando-se (sobre a superfície), por vezes colidindo violentamente entre si e por processos de interação e de replicação provocando movimentos de terra mais ou menos intensos (conforme a velocidade de propagação, a sua intensidade e ainda a confluência ocasional de processos semelhantes e como que encadeados), no caso deste Evento tal a sua dimensão, tantas as falhas associadas, atuando ao mesmo tempo e como que em cadeia (logo umas 6/12), mesmo não provocando grandes vítimas (2) e para lá dos grandes estragos (materiais), ter provocado alterações geológicas e topográficas no território da Nova Zelândia (à vista ou submerso): com zonas a erguerem-se sob o mar e outras sujeitas aos tsunamis subsequentes, a serem invadidas e a serem minadas ou progressivamente afundadas.

 

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Numa área do litoral anteriormente submersa

 

Uma ilha do Pacífico que em 22 de Fevereiro de 2011 já tinha sido atingida na mesma região por um sismo de M6.3, apesar de menos intenso provocando 200 mortos e destruindo entre outras a localidade de Christchurch localizada nas proximidades do epicentro. Integrada no Círculo de Fogo do Pacífico – certamente a região da Terra com maior atividade sismológica e vulcânica à superfície do nosso planeta e sobre a qual assentam alguns territórios completamente rodeados de água (e de uma forma ou de outra melhor ou pior consolidados na crosta terrestre) – e aí incluindo ilhas como a Nova Zelândia, a PNG, Timor-Leste, as Filipinas, a Indonésia, o Japão e as Aleutas (entre outras). Sugerindo que se tal como no passado certas regiões da superfície terrestre se alteraram radicalmente a nível geológico e topográfico, umas afundando-se outras surgindo acima do nível da água do mar, tal como numa panela cheia de água a ferver a tampa que a cobre também condiciona o seu interior – como consequência criando uma zona limite sendo propícia a eventos mais radicais e extremos – um dia e num determinado cenário (mas expetável) essa tampa poderá saltar, alterando toda a paisagem e com ela levando a ilha (como terá acontecido com a Atlântida, fosse Ilha ou Continente – ou parte dele).

 

(imagens: emsc-csem.org e GNS Science/watchers.news)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:32
Sexta-feira, 03 DE Março DE 2017

A Terra Treme Várias Vezes e Todos os Dias

Significando que através da manutenção da sua atividade interna, se mantêm as condições ideais para a continuação da existência de Vida neste planeta.

 

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Vulcão Anak Krakatau – Indonésia

A existência de atividade Vulcânica como sinal da existência de Vida

(tendo a Terra como exemplo e o Homem como exemplar)

 

Com as zonas sismologicamente mais ativas da Terra centradas quase sempre em torno de duas grandes regiões, é fácil até para um leigo analisando a concentração de pontinhos assinalando os últimos sismos, localizá-las corretamente num mapa: uma delas rodeando toda a extensão da falha tectónica separando a Placa Euroasiática da Placa Africana, outra rodeando a fronteira entre a Placa Sul-Americana e a Placa de Nazca e finalmente uma outra rodeando toda a Placa Indo-Australiana e coexistindo com o Anel de Fogo do Pacífico.

 

Nas tabelas e gráficos mensais relacionados com a atividade sísmica registada nas diversas regiões do globo terrestre, com as referências a toda a zona do Indo-Pacífico, da costa ocidental do continente Sul-Americano e ainda de toda a zona estendendo-se da entrada do estreito de Gibraltar até ao Médio-Oriente (a que apanha Portugal a sul) a sobrecarregarem estas regiões fazendo-as sobressair entre todas as outras como as das mais ativas na atualidade: mas sem dúvida com a Placa Indo-Australiana a ser a mais castigada pela frequência e magnitude dos sismos (só sendo acompanhada mas com menor frequência pelos sismos causados pelos choques entre as Placas de Nazca e a das Caraíbas e Sul-Americana).

 

Ainda hoje (referindo-me às últimas 24 horas) e como comprovativo com quatro sismos significativos na região do Índico-Pacífico em zonas localizadas a norte da Austrália (Ilhas Salomão, Banda Sea, Ilhas Mariana e mais acima o último registado no Japão) e com a amplitude a variar entre M5.0 e M5.5; com outros três a definirem a linha da falha tectónica atravessando o Mediterrâneo, atingindo na Turquia M5.6 (o penúltimo de todos os sismos aqui referidos e ocorrido esta manhã) e no outro extremo já no Atlântico Norte M4.9 (a meio com Monchique a sentir alguma coisinha com um sismo impercetível de M0.5); e ainda um pouco mais a norte junto à falha da Placa Norte-Americana (e num local também habitual) um sismo de m5.6 registado no sul do Alaska (e um outro um pouco mais a sudeste nas Ilhas Aleutas de M5.5).

 

[Sismos registados até às 18:20 UTC de 02.03.2017]

 

A partir daqui e através de um processo recorrente de recuperação de arquivos armazenados no nosso cérebro (utilizando um código de acesso específico e adaptado às diferentes fases de implementação do programa – inserido nas nossas células e responsável pelos alicerces, edificação e consolidação do seu tronco central, por natureza oportunista e seletivo), podendo-se divagar um pouco sobre a história geológica e topográfica do nosso planeta e a partir daí tentar esboçar o aspeto superficial que a Terra teria há uns milhões de anos no passado e talvez adivinhar ou prever (por justaposição de modelos) o que ela poderá ser no futuro: as zonas que colapsaram e se afundaram sob a fina crosta terrestre e aquelas que no sentido inverso se ergueram dos níveis inferiores marítimos e/ou continentais e se mostraram ao Mundo – talvez não pela 1ªvez mas certamente renascidas.

 

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Atividade Solar – Ano/nº de manchas solares

Num ciclo de baixa atividade solar podendo ter consequências para a Terra

(na sua atividade geológica agora mais influenciada pela ação dos raios cósmicos)

 

Num Ciclo Solar e num Ciclo Terrestre que nos apresenta um Sol a atravessar um período de baixa atividade e uma Terra um pouco desprotegida devido às variações registadas no campo magnético terrestre: por um lado com o Sol a pressionar menos a Terra (com as suas tempestades solares e projeções de CME, sendo menos frequentes e intensas) – aspeto positivo – mas pelo outro e em sentido contrário – aspeto negativo – com o campo magnético e protetor rodeando a Terra a enfraquecer e a deixar-se penetrar com mais facilidade pelos também perigosos por radioativos Raios Cósmicos. Para uns indicando estarmos cada mais próximos de uma inversão magnética (daqui a 1, 10, 100, 1000, 10000 ou muitos mais anos) para outros (a maioria oficial) estando-se apenas a verificar uma readaptação do mesmo campo magnético com o mesmo acabando por se estabilizar. Com os cientistas a afirmarem terem conhecimento (confirmando em parte a versão anterior) de uma deslocação de material ferroso no interior profundo da Terra (associado à polarização dos mesmos e à definição do norte e do sul magnético terrestre) transportado por um poderosíssimo jato composto por diferentes elementos deslocando-se no interior de extensas massas de materiais líquido e em fusão (localizadas no manto – até cerca de 2900Km de profundidade)), circulando na área mais profunda da litosfera e rodeando a sua parte central o núcleo – com o núcleo externo líquido (2900Km a 5150Km de profundidade) e o núcleo interno sólido.

 

Neste primeiro trimestre de 2017 com a USGS – instituição norte-americana destinada à investigação geológica (repetindo o já feito e iniciado no ano passado) – a divulgar os estudos comparativos dos sismos naturais e dos sismos induzidos (pela atividade humana) na região central e leste dos EUA: tudo porque o crescimento dos sismos registados nas zonas sob observação (da USGS) registava um crescimento significativo na área dos induzidos – e logo causados pelo próprio Homem (digamos que tendo origem artificial). E sendo uma das atividades humanas responsável pela maioria do aparecimento desses sismos induzidos a Indústria Petrolífera – com o fracking (método que possibilita a extração de combustíveis líquidos e gasosos do subsolo) a ser protagonista – não sendo pois de admirar que face à crise na mesma (no presente e no preço), os furos tenham diminuído e as repercussões sismológicas também: menos fracking, menos furos, menos sismos. Ficando os especialistas felizes por se preverem futuras quedas. Mas agora com Donald Trump a prometer maior apoio à Indústria Petrolífera.

 

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Evolução do preço do petróleo nos últimos dois anos e meio

(com um pico mínimo histórico registado no fim de 2016)

37 dólares/barril de crude

 

Aproveitando a USGS a ocasião de indicar quais as regiões (Estado) dos EUA sob maior ameaça: Oklhaoma. Apresentando um crescimento exponencial de pequenos sismos registados (a partir de 2014) se comparados à média habitual (entre 1980 e 2000):

 

Período

Nº Sismos por ano

1980/2000

2/3

2014

2500

2015

4000

2016

2500

Região de Oklahoma

(EUA)

 

Com o quadro a ser bem explicito quanto ao brutal crescimento de pequenos sismos nesse estado norte-americano, acompanhando perfeitamente nesse seu movimento (em subida) o período de tempo em que o preço do petróleo esteve sempre em crescendo, até se dar a grande viragem, a descida dos preços e a última crise petrolífera (com o barril de petróleo a descer de mais de 100 dólares para pouco mais de 35 dólares) – originando como efeito colateral (e sobretudo na indústria dedicada ao fracking) grandes prejuízos e o abandono temporário do programa de exploração. Tudo sentido no nosso quotidiano mas com algum atraso: desde que a crise estala só a sentindo depois (com a descida dos combustíveis – numa guerra declarada e apenas levada a cabo para se castigar produtores – como a Rússia e o Irão mas beneficiando a China), aproveitando para olhar para trás e mesmo assim não compreendendo os sinais (num dos seus momentos áureos com as máquinas do petróleo fartando-se de esburacar perante a indiferença total) e mesmo num momento de alívio e de alguma descompressão ignorando de novo os factos e persistindo na execução.

 

Prevendo-se talvez definitivamente e de uma forma verdadeiramente irrevogável, que nos próximos 4 anos (pelo menos se nada de estranho acontecer antes) e entregue a Administração da Terra ao novo Presidente da Maior Potência Terrestre agora entronizado Líder Espiritual Mundial, se verifique de novo a retoma no mercado do petróleo (e outros combustíveis fósseis em locais penetráveis) com os preços a subirem e as perfuradoras a trabalharem. E que estados como o de Oklahoma (ou até como o da Califórnia) persistindo na intenção geral da retoma através da reintrodução de sistemas de exploração extremamente intrusivas como o fracking (na qualidade do ambiente e na saúde dos seus cidadãos – por exemplo utilizando e poluindo lençóis de água) – até pela sua localização geográfica sendo clientes habituais de fenómenos sismológicos naturais – poderão a curto-prazo e caso se mantenham as intenções (do Governo representando as Corporações) não só provocar ainda mais sismos (naturais ou induzidos), ainda mais destruição e mais vítimas (com a decadência ambiental devido à ocupação da indústria), como num extremo possível e levando o plano até ao fim destruir uma grande área dos Estados Unidos da América (tendo a norte Yellowstone e o seu SuperVulcão; e a oeste a Califórnia e a falha de San Andreas).

 

(imagens: plexusworld.com/nextgrandminimum.wordpress.com/bloomberg.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:44
Sábado, 04 DE Fevereiro DE 2017

Sismologia – A 3 de Fevereiro esteve tudo tranquilo

Europa, América e Portugal

(e os maiores sismos do dia)

 

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No oceano Atlântico a sudoeste de Portugal

O monte Ampére constituindo a cadeia submarina de Horseshoe

(vulcões inativos)

 

O sismo mais intenso sentido hoje na Europa registou-se de novo no centro da ITÁLIA com epicentro a 54Km E de Perugia e a 6Km de profundidade – com uma intensidade de M4.7 (ás 04:10:05 UTC). Seguindo-se a um outro sensivelmente com as mesmas coordenadas a 53Km E de Perugia e a 7Km de profundidade com intensidade M4.1 (22 minutos e 10 segundos antes).

 

Já no caso do sismo mais intenso sentido hoje em todo o Mundo este registou-se na América mais precisamente na região da MARTINICA (em torno das ilhas Windward) com epicentro a 70Km NE de Fort-de-France e a 54Km de profundidade – com uma intensidade M5.7 (às 19:54:23 UTC). Seguindo-se a um outro bem mais a sul (a mais de 5.000Km), com epicentro a 79Km W da cidade argentina de Mendoza e a 10Km de profundidade com intensidade M5.2 (mais de 19 horas antes).

 

Para terminar e no caso de Portugal o único sismo assinalado no dia de hoje refere-se ao monte submarino AMPÉRE (um dos 9 vulcões submarinos e inativos, constituindo a cadeia montanhosa de Horseshoe e situados no Banco de Gorringe), localizado a cerca de 200Km W do Cabo de S. Vicente – com um sismo registado a 14Km de profundidade com intensidade M2.4 (às 21:29 UTC).

 

(imagem: bashny.net)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:25
Quinta-feira, 02 DE Fevereiro DE 2017

Monchique teve mesmo um Vulcão

Já dizia a professora primária – e com razão!

 

“Extinto há mais de 70 milhões de anos nada nos garante que dentro de outros milhões, o vulcão de Monchique ressurja ativando de novo o complexo vulcânico do Algarve.”

 

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Pontos de subdução existentes entre as placas tectónicas

 

Quando passamos pela vila algarvia de Monchique e olhamos para os picos da Fóia (902m) e da Picota (774m) – com outras pequenas elevações espalhadas pelo terreno e ondulando como vagas até ao mar – a primeira coisa que nos vem logo à cabeça (não só pela constituição do terreno, pela sua evolução ao longo de milhões de anos, como até pela presença de águas termais a cerca de 32⁰C de temperatura nas Caldas de Monchique) é que esta região poderá ter tido num passado já muito distante o seu próprio Vulcão (ou vulcões): há muitos anos atrás quando cheguei a esta região ainda ouvindo falar pelos mais antigos e residentes na zona (e áreas adjacentes) do antigo e agora extinto Vulcão de Monchique (um vulcão declara-se extinto se não se verifica atividade visível ao fim de 10.000 anos – e se não tiver magma debaixo dele; adormecido se tiver tido uma erupção recente ou algum tipo de atividade menor e visível).

 

Na realidade com os dois picos a serem mesmo de origem vulcânica com o terreno (geologicamente falando) composto por SIENITO (uma tipo raro de rocha plutônica semelhante ao granito) e XISTOS (um tipo de rocha metamórfica predominante nas zonas menos elevadas): sendo esse território argiloso muito característico de alguns terrenos algarvios (xistosos), dado ter sido a partir da argila ao ser sujeita a grandes pressões e temperaturas que se obteve o produto final – o tal Xisto (uma rocha metamórfica – uma rocha obtida a partir de reações químicas e físicas aplicadas a uma outra rocha original). Sabendo-se que em Portugal Continental de momento todos os vulcões existentes e tendo estado em atividade no passado (já muito remoto) se encontram completamente extintos (pelo menos sem atividade visível do exterior) – em todos os complexos vulcânicos conhecidos: como o Complexo Vulcânico de Lisboa (tendo estada em atividade há cerca de 70 milhões de anos) e o complexo associado à serra de Monchique (tendo estado em atividade há mais de 72 milhões de anos).

 

Num processo de transformação contínua de toda a superfície da Terra (á vista ou submersa), no qual uma zona ativa tornada inativa poderá posteriormente ressurgir entrando num novo ciclo evolutivo (e geológico): o que poderá significar recolhidos alguns dados entretanto analisados e esclarecedores (indícios, vestígios, sinais) que poderemos no futuro entrar numa nova era de vulcanismo no Mundo como em Portugal – mas como tudo demorando o seu tempo e talvez ocorrendo daqui a mais uns milhões de anos.

 

“Existindo há mais de 4,5 biliões de anos o planeta Terra já testemunhou na sua História Geológica a existência de vários Supercontinentes: provavelmente num deles com a África e a Europa ligadas entre si e com o mar Mediterrâneo (então um território emerso, vulcânico e bastante fértil) isolado do oceano Atlântico pela então existente junção (terrestre) localizada no estreito de Gibraltar.”

 

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 Falha do Marquês de Pombal nas proximidades do Cabo de S. Vicente

 

Com todo este percurso sequencial e vulcânico ativo-inativo-ativo a poder ser explicado pela presença a sul de Portugal e submersa sob as águas do oceano Atlântico de uma importante falha tectónica separando a placa euroasiática da placa Africana: na sua deslocação provocando sismos (propagando-se em terra), abaixamento e elevação de terrenos (do fundo do mar) e em certos casos originando ondas gigantes (tsunamis). Como terá acontecido no sismo de 1755 em Lisboa (a zona de maior densidade populacional, mais exposta, mais afetada e vítima de um tsunami) – com uma nova zona de subdução a surgir a sudoeste da Península Ibérica (a falha do Marquês) a pouco mais de 100Km do cabo de São Vicente e talvez a iniciar aí as suas próprias ações para a formação futura de um Novo Continente (a que até já dão o nome de AURICA). No caso português com a placa oceânica a mergulhar sob a placa continental bem à frente de Portugal. Com ÚR a poder ter sido o 1º Supercontinente da Terra (teoricamente) há cerca de 3-4 mil milhões de anos.

 

Regressando a Portugal Continental e como comprovativo da passada atividade vulcânica nessas zonas do território português, podendo-se mencionar (entre outras) a chaminé vulcânica de Monsanto (Lisboa), a mina de Neves Corvo (Baixo-Alentejo), as chaminés de Sines (Setúbal) e o complexo vulcânico do Algarve – com a chaminé vulcânica da Praia da Luz (Lagos). Em conclusão bastando olhar, já que o solo é testemunha.

 

Em todo o caso – e para todos nós que passamos a maioria da nossa vida com os pés bem assentes (ou não) em terra – devendo apenas preocuparmo-nos com os possíveis sinais de alarme vindos do exterior (podendo ser progressivos e só se manifestando de forma mais violenta a muito longo prazo) e no caso de aí chegarmos (certamente muitas gerações passadas) e habitando em terra firme verificarmos (pelo perigo que o seu aumento pode constituir): a temperatura do solo, a sismicidade e a variação magnética.

 

(dados: LUSA/meteopt.com – imagens: rtp.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:32
Quarta-feira, 28 DE Dezembro DE 2016

Albufeira, 27/02

Em Albufeira prevendo-se chuva para a noite da Passagem de Ano (sábado para domingo) mas com esta a cair mesmo a sério só no dia seguinte (2ª feira)

 

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Passagem de Ano em Albufeira

(imagem: sulinformacao.pt)

 

O tempo hoje registado na cidade de Albufeira (terça-feira, 27) proporcionou-nos um dia de Sol e de céu aberto por vezes com algumas nuvens, mas sem se registar precipitação (0%) e com temperaturas agradáveis (entre um mínimo de 9⁰C e um máximo de 18⁰C) para este período do ano (Inverno).

 

Com o IPMA a prever para os próximos três dias (28, 29 e 30) a manutenção da situação meteorológica local, mantendo-se as temperaturas aproximadas (mínima e máxima) e sem precipitação.

 

No entanto e a partir do fim-de-semana com a chegada dos primeiros pingos de chuva (sábado, 31 – precipitação prevista 3%), com a precipitação a aumentar nos dois dias seguintes até atingir o seu pico máximo (domingo, 1 – p = 16% e 2ª feira, 2 – p = 66%) e com as temperaturas a descerem muito ligeiramente (mínima e máxima).

 

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Imagem de satélite

(infravermelho – 27.12.2016 22h UTC)

 

Por outro lado com a temperatura da água do mar (entre os 16⁰C e os 17⁰C) a convidar a um banho de Ano Novo (se não chover), com índices (UV2) de raios ultravioletas (necessitando de baixa proteção) solicitando-nos a umas horas de Sol (como em todo o continente) e com um ambiente geral de usufruto e de tranquilidade para um bom início de ano e de mais horas de trabalho (ou de preguiça).

 

Sismograficamente com 10 registos assinalados em Portugal Continental (e áreas marítimas adjacentes) sendo 4 deles na região do Algarve (2 deles tendo como referência Albufeira) e 1 outro nas vizinhanças do Cabo de São Vicente.

 

Com o sismo de maior intensidade no conjunto dos 10 registos continentais a ser assinalado a NE Cantanhede hoje pelas 10 horas da manhã e com intensidade M2.5; e restringindo-nos ao Algarve com os seus 4 sismos em sequência temporal a serem: SE Albufeira, 22 M1.2 – NW Albufeira, 22 M1.8 – NE Aljezur, 26 M2.0 – NE Monchique 26 M1.2.

 

california-earthquake-764909.jpg

A Califórnia a tremer a 28 e já com 3 sismos em menos de 1 hora

(dailystar.co.uk/usgs.gov)

 

Atualização:

 

Hoje dia 28 (4ª feira) o céu apresenta-se praticamente limpo com o Sol bem presente e as temperaturas a andarem por volta dos 18⁰C (pelas 13:00);

 

Mantendo-se as previsões para o próximo fim-de-semana (Passagem de Ano de sábado para domingo) de tempo muito nebulado com grande possibilidade de aparecimento de chuva (e com descida ligeira das temperaturas).

 

Sismograficamente mantendo-se Portugal sem nenhum registo digno de relevo, unicamente com dois pequenos abalos registados nas estações continentais (na região do Algarve e zonas adjacentes): um registado ontem pelas 18:37 a NE Monchique (M1.1) e outro registado a SW Cabo de São Vicente (M1.4);

 

E a nível Global com 4 sismos de M> 5 registados já esta quarta-feira, 3 tendo como epicentro a zona de fronteira entre os estados da Califórnia e do Nevada (nos EUA) e 1 tendo o seu epicentro na costa ocidental do Japão: M5.6, M5.5 e M5.6 (EUA) e M5.8 (Japão) – e já agora com outro na PNG de M5.3 (14:24 UTC).

 

20161219_1712_c2_512.jpg     20150823_2124_c2_512.jpg

SOHO, LASCO C2 e ET’s

(19.12.2016 pelas 17:12 e 23.08.2015 pelas 21.24)

 

Já no que diz respeito ao nosso planeta e particularmente quando estamos a comemorar a data do aparecimento há 2016 anos atrás de uma nova estrela no céu (a Estrela de Belém) – sinalizando o aparecimento sobre a face da Terra de alguém diferente de nós certamente um extraterrestre – lá aparecem de novo as extraordinárias naves de ET’s;

 

Rondando o nosso Sol (como é aparentemente o caso das imagens SOHO) recarregando as suas baterias e muito provavelmente, dando aqui uma espreitadela só para verem os indígenas e verem o que estão fazendo. Querias! Até nós só visitamos o galinheiro quando queremos ver para comer.

 

Se aparecessem em Albufeira certamente que seriam um sucesso (ou não nunca se sabe).

 

(dados e 2ª imagem: ipma.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:32
Segunda-feira, 26 DE Dezembro DE 2016

A Terra há dias sob uma Tempestade Solar

Quando num ponto de um determinado conjunto (mesmo que aparente e aberto) algo se modifica no seu aspeto e conteúdo (na forma como se apresenta), as forças que mantêm a estrutura equilibrada (incluindo as eletromagnéticas) fazendo funcionar indefinidamente esta máquina, não sentirão sequer a presença desse indício de mudança – continuando a movimentar-se sem fim à sua própria velocidade (como sistema dinâmico que é). O que não significa que essa transformação pontual (como muitas outras possíveis) não venha a ter influência (decisiva) na evolução global.

 

Sentiu?

 

Manchas solares e ventos solares

 

ch_strip.jpg

O buraco na superfície do Sol dirigido para a Terra

(NASA/SDO/AIA)

 

Neste final de ano de 2016 e por um motivo qualquer assumido pelo SOL (que nem tudo nos revela daquilo que realmente é), o astro de referência do nosso Sistema e ponto central da sua formação e existência, resolveu dirigir a sua particular atenção para a Terra (localizada a 150.000.000Km), apontando-lhe uma das suas famosas e quase sempre presentes manchas solares (buracos negros na coroa solar) e disparando várias CME sobre o nosso planeta (ondas maciças de energia ejetadas da superfície do Sol). Numa região da coroa solar onde nos finais dos meses de Outubro e de Novembro se tinha registado o aparecimento de duas grandes manchas solares, agora com esta terceira mancha bem virada para a Terra, extremamente ativa e tendo já emitido poderosas CME: projetando-se para o período central da Quadra de Natal (24 e 25) que o nosso planeta há já quatro dias sob o efeito de uma corrente de vento solar oriundo dessa mancha solar (22-23-24-25) continue pelo menos mais um dia (26) sob o efeito da mesma, com ventos solares soprando através do espaço a velocidades na ordem dos 600Km/s afetando o campo magnético terrestre e naturalmente originando como consequência, fenómenos atmosféricos bem conhecidos e esperados – como auroras em torno dos polos.

 

Auroras e raios cósmicos

 

Oliver-Wright-D09A9925_1482624547.jpg

Registo obtido na Suécia durante a Noite de Natal

(Oliver Wright/spaceweather.com)

 

Como aqui o testemunha Oliver Wright na noite de 24 de Dezembro, com os seus pés bem assentes na neve, com uma aurora presente no Céu e (evidentemente) com o Sol atrás a ajudar – e com os seus ventos solares presentes na consequência: “Worked tonight on Christmas Eve during the Lights Over Laplands Christmas special in Abisko. We had snow all night and aurora for at least an hour so had to use the opportunity to get a Christmas aurora selfie :) 1st time Ive photographed aurora through snow before so earth must be still sat in the solar wind stream from the recent coronal hole.” (Oliver Wright em Abisko/Suécia)

 

Um acontecimento (emissão de CME a partir de buracos negros surgindo na coroa solar) que conjuntamente com todos os raios cósmicos atravessando o Sistema Solar na nossa direção (da região onde se situa a Terra), tem contribuído nos últimos dois anos para o aumento da radiação na estratosfera terrestre: por um lado com o recrudescimento das CME afastando de nós os efeitos nocivos (para todo o eco ambiente terrestre) dos perigosos raios cósmicos, mas por outro lado (precisamente o que estamos a atravessar a caminho de um mínimo no ciclo solar) deixando-os regressar de novo. Aumento detetado em recentes observações e registos realizados no centro do estado da Califórnia, apontando para um período de tempo de cerca de 20 meses (Fevereiro 2015/Outubro 2016) e para um crescimento percentual (no mesmo período de tempo) de cerca de 12% – certamente algo de relevante e sobretudo preocupante (especialmente para os meios de transporte utilizando a atmosfera terrestre para se deslocarem, sabendo-se como os efeitos das radiações são extremamente nocivos para os seres humanos – no caso dos aviões com os seus passageiros a poderem ter que suportar numa viagem radiações 10X a 50X superior ao valor normal registado ao nível da água do mar).

 

Magnetismo e Sismos

 

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Sismo de M7.7 atinge o sul do Chile

(25.12.16 – ahoranoticias.cl)

 

Isto tudo para, chegando finalmente ao interior da nossa Esfera (representada pela Terra e por tudo o que de perto a rodeia) e tomando em consideração tudo o anteriormente referido, podermos facilmente aceitar sem receio de qualquer percalço que a repercussão em todo o envolvente da Terra de fenómenos exteriores com este (poderosos por oriundos do Sol e das profundezas desconhecidas do cosmos), nunca se limitaria à sua atmosfera nem mesmo à sua superfície mas na realidade e de facto penetrando-a por completo: até ao núcleo central da litosfera terrestre. Provocando de uma forma visível e pelo menos sentida o aumento da atividade vulcânica e de eventos sísmicos relevantes – como poderemos confirmar pela atividade vulcânica em torno de todo o Círculo de Fogo do Pacífico e ainda pelos recentes e violentos sismos afetando sobretudo a região da PNG (e ainda entre outros a Indonésia e as Ilhas Salomão) e a costa oeste da América do Sul (como no caso do Equador): na PNG com sismos na ordem de magnitudes M5.8 e M5.9 (dia 24), na Indonésia nos M6.7 (dia 21), nas Ilhas Salomão com magnitudes M6.0 e M6.4 (dia 20) e finalmente no Equador com um sismo M5.5 (dia 19) e no Peru com outro de M6.1 (dia 18).

 

Sismo de magnitude 7.7 atinge o Chile. Alerta de tsunami levantado

 

Um forte abalo fez-se sentir, este domingo, na região de Puerto Montt, no sul do Chile, tendo levado a que as autoridades tenham emitido um alerta de tsunami. No entanto, este já foi levantado e não há registo de vítimas.

(24.sapo.pt)

 

E culminando hoje com um violento sismo de magnitude M7.7 no Chile (costa oeste da América do Sul) seguido de uma réplica de M5.2 (mais de oito horas depois).

 

Deixando-nos aqui a pensar sobre a extraordinária relação e equilíbrio existente (pelo menos até agora registado) entre as radiações solares e o geomagnetismo terrestre, equilíbrio esse que nos tem permitido desde que o Homem apareceu pela primeira vez à superfície da Terra (e até aos dias de hoje), viver e sobreviver num ambiente habitável e com suficiente conforto: e com o Cinturão de Van Allen a segurar-nos e a proteger-nos. Lembrando-nos da Terra como um Organismo Dinâmico e Vivo com um interior em movimento, preenchido e decisivo (como um gerador eletromagnético).

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:43
Domingo, 11 DE Dezembro DE 2016

Sismos

Ilhas Salomão, Portugal e Banco de Gorringe

 

Sobretudo as Ilhas Salomão

 

solomon-islands-m7-8-earthquake-december-8-2016.jp

Sismo de M7.8 registado a 8 de Dezembro nas Ilhas Salomão

(registando-se danos materiais mas sem a ocorrência de qualquer tsunami)

                                                                   

Dos 10 sismos mais intensos sentidos a nível global no decorrer da última semana (3 a 9 Dezembro), todos tiveram uma magnitude superior a 6. O de intensidade mais elevada registou-se na passada quinta-feira nas Ilhas Salomão (no oceano Pacífico) a uma profundidade de 40Km e com M7.8 com os mais fracos a registarem-se em Trinidad-Tobago/terça-feira (na América Central) e na China/quinta-feira de M6.0 – nunca deixando de lado o sismo de M6.7 sentido na costa norte da Califórnia (quinta-feira) e o registado ontem de novo nas Ilhas Salomão e de M6.9. Com o protagonismo da semana a ser dirigido para as Ilhas Salomão, com 4 presenças no TOP TEN dos sismos mais intensos e todos ocorridos nos últimos dois dias (quinta e sexta-feira) – num total de cerca de 40 sismos significativos (todos de M5.0 ou superior). E com o derradeiro dos sismos registados a ser de novo nas Ilhas Salomão de M5.5.

 

Sobretudo Portugal

 

meteor_bathy.jpg

Montes submarinos do complexo Madeira-Tore

(das águas mais profundas/azul/desde -4500m até aos níveis mais elevados/laranja/até -500m)

 

No caso dos nossos casos (particulares) de acontecimentos sismológicos (já que não temos no continente conhecimento de atividade vulcânica) e respeitando o mesmo período anteriormente referido (3 a 9 Dezembro), os sismos significativos registados em Portugal foram os seguintes (incluindo o Banco de Gorringe localizado a mais de 200Km WSW do Cabo São Vicente):

 

Data

Local

P

M

03.12

SE Loulé

13

2.2

05.12

Gorringe

28

2.3

06.12

SW Cabo São Vicente

12

2.2

06.12

Madeira – Tore

10

2.9

07.12

Gorringe

10

2.5

08.12

Gorringe

28

2.1

(P: profundidade em Km – M: magnitude do sismo)

 

Como se pode constatar nunca atingindo níveis de intensidade sísmica nem sequer comparáveis com a mais baixa (e atrás referida) registada nas Ilhas Salomão (M5.5), ficando-se no caso de Portugal sensivelmente pelo meio desse nível: de M2.9 na Ilha da Madeira (Tore – Montes Submarinos da Madeira). E já agora aproveitando esta oportunidade para conhecer um pouco mais sobre o Banco de Gorringe – com os Bancos Josephine e Seine fazendo parte do complexo geológico de Tore (socorrendo-me aqui de biometore.pt).

 

E já agora Gorringe

 

Fig1_TectonicSetting.jpg

Atividade das placas tectónicas e sismicidade provocada

(no sismo de 1755 em Lisboa com o Banco de Gorringe presente)

 

“O Gorringe é um grande banco submarino de origem vulcânica com encostas íngremes e uma altura de 5000 metros, atingindo a zona fótica com cumes a menos de 50 metros abaixo do nível do mar (no caso dos montes Gettysburg e Ormonde). Foi descoberto em 1875 por Henry Honeychurch Gorringe, comandante do U.S.S. Gettysburg. Localiza-se na zona económica exclusiva de Portugal, a cerca de 200 km da costa sudoeste de Portugal Continental. Orientado na direção nordeste-sudoeste, ocupa uma área de cerca de 9500 km2 com uma extensão de mais de 180 km. Faz parte da cadeia de montes submarinos da Ferradura que se estende entre a costa de Portugal Continental e o arquipélago da Madeira. O Banco Gorringe é um dos montes submarinos mais antigos do Atlântico, com 110-135 milhões de anos. O seu desenvolvimento começou durante o Jurássico superior ao mesmo tempo que a formação do Atlântico Norte. Devido à sua localização entre as placas tectónicas Africana e Eurasiática, tem sido associado a fenómenos de sismicidade geológica.” (biometore.pt/conhecimento/montes-submarinos-madeira-tore)

 

E os últimos sismos globais/locais com significado

 

551733.global.thumb.jpg

Sismo de M6.1 registado hoje dia 10 de Dezembro

(Região Autónoma de Bougainville/Papua-Nova-Guiné/Oceânia/Pacífico)

 

Com os sismos mais significativos ocorridos já hoje dia 10 de Dezembro (sábado) e de M5+ a serem os seguintes (segundo a emsc-csem.org): quatro sismos de magnitude 5.5, 5.5, 5.2 e 5.2 nas Ilhas Salomão, concluindo-se com um quinto na Papua-Nova-Guiné de magnitude 6.1. Sem nada de significativo a assinalar em Portugal (exceto um sismo de M0.7 a NW Lagos) e nas proximidades com um sismo no Golfo de Cádis de M1.5 e outro já mais significativo mas também mais distante nas Ilhas Canárias de M4.2 (segundo dados ipma.pt).

 

(imagens: watchers.news/biometore.pt/air-worldwide.com/ emsc-csem.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:23
Terça-feira, 06 DE Dezembro DE 2016

A Terra – Quinze anos de Sismos (2001/2015)

Earth is a powerful and at times violent planet.

 

SISMOS.jpg

National Oceanic and Atmospheric Administration’s

Pacific Tsunami Warning Center

Earthquake as it occurred from Jan. 1, 2001, through Dec. 31, 2015

 

Para aqueles que acreditam que é o Homem que transforma o planeta, tal acontece porque a nossa espécie (dada a sua visão homocêntrica) ao considerar-se superior a tudo o que complementaria a Natureza do seu Mundo (animal, vegetal e mineral), ainda não interiorizou que tal pensamento (estritamente ideológico e manipulativo) não representa a Realidade (pelo menos do que ocorre em todo o planeta) mas a projeção de um desejo seu (do Homem) há muito perdido no (nosso) Imaginário e entretanto esmagado no Tempo (esse bem tão indefinido como fulcral e precioso). Com o Tempo a toldar a visão e impedindo-nos de ver (o todo).

 

Sendo o Homem apenas mais uma das muitas formas podendo ser observado evoluindo sobre a superfície do planeta Terra, inserido num tecido mais vasto e em constante transformação (que a envolve e protege), em que o mesmo (o Homem) é apenas mais uma peça de uma engrenagem complexa (Infinita) e com objetivos obviamente coletivos. E com a Terra (como célula e organismo vivo) a ser o laboratório de mais uma experiência evolutiva, no seu conjunto formando o Ovo (aglutinador de todos os constituintes) no meio de um grande Aviário: local onde o protagonista não é nenhuma unidade (como a gema e como a clara) mas todo o conjunto de fatos (ações/reações) que estes projetam no cenário.

 

Implantado num território por muitos visto como o Paraíso (compaixão maternal da espécie nativa), localizado num Sistema deveras pequeno e primitivo (como qualquer ponto colocado perante o seu próprio conjunto), passagem acidental de objetos e mistérios (rodeando e atravessando um caminho de âmbito local) e que no entanto apesar dos múltiplos motivos associados a estas passagens (naturais ou artificiais) ainda não foi abandonado, destruído ou transformado num simples território de caça: talvez por para os Outros não sermos verdadeiramente nada (exprimindo-nos preferencialmente através de atos violentos), confundindo-nos como camaleões (por um lado sendo bom) entre a cor da Natureza (para nós sendo mau por não sobressairmos) e não dando jamais importância a quem os não perturbe.

 

There’s no shortage of activity ― Earth’s tectonic plate boundaries light up like a Christmas tree.

 

thumbnail_big.jpg

Para além da forte atividade vulcânica

Com o protagonismo Sismológico a dirigir-se inequivocamente para o Anel de Fogo do Pacífico

Afetando três continentes e dezenas de países

 

Um objeto de contornos aparentemente fechados e com a forma de uma esfera, que como qualquer outra estrutura baseada em (pelo menos) três estados usa um deles como fronteira, entre o berço-mãe que a gerou e a porta-aberta que futuramente lhe proporcionará o Espaço: num conjunto único, perfeito e inacreditável – agora que em nada acreditamos, depois de termos acreditado em tudo. Com uma História de vários biliões de anos e num friso cronológico próprio em que muito terá sucedido e nos teria mesmo surpreendido (com as memórias reduzindo-se a cinzas por acasos apocalípticos no Espaço), onde a Terra terá sido um peão meio-perdido no tabuleiro (do cosmos) até que algo se passou e dele a peça saltou e logo se transformou: chegando ao seu objetivo e evoluindo para Dama. E aos saltos, de um viveiro para o outro e sempre com as mesmas espécies (sendo uma delas o Homem portador único de Alma).

 

Entendendo-se que este Espaço é um todo sem donos nem privilégios, pelo que o que temos que olhar para melhor a entender, será mesmo ouvi-la (a Natureza) em vez de a explorar (como se fossemos mais que ela e não um seu subconjunto). Servindo-nos de todos os nossos órgãos dos sentidos para a olharmos de frente, ouvirmos todos os seus sons, sentirmo-la a tremer, a espalhar o seu odor e sentindo a água nos lábios, reclamar o nosso lugar e tudo á volta respeitar: é a Terra na sua evolução geológica que dita àqueles que a ajudaram a construir, o seu lugar no seu mundo (da Terra) que esta a todos reserva. Nesse sentido a Terra cria o Homem e este apenas a perde. Pelo que o Aquecimento Global não é uma consequência direta da ação do Homem sobre o planeta na total aceção da hipótese de que será este que a está verdadeiramente a destruir (a transformar), mas muito pelo contrário (em total oposição) uma das muitas alternativas que poderíamos escolher aleatoriamente logo à primeira (mesmo sem ver) e que por sua vez a Terra agora nos põe à nossa disposição (e usufruto) sabendo de antemão quem na realidade nós somos (pois fazemos claramente parte dela) e o que muitas das vezes contraditoriamente com a necessidade de preservar a nossa espécie, fazemos e praticamos: se quisermos ir por aí a Terra arranja maneira (ou não fossem bovinos e porcos dos maiores poluidores globais).

 

This time period includes some remarkable events, including several quakes that caused devastating tsunamis.

 

Num planeta onde segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) e analisando os sismos ocorridos nestes últimos 15 anos (2001/2015):

 

A maioria dos sismos ocorre nas fronteiras entre placas tectónicas;

A maioria dos grandes sismos (M8.0 ou superior) ocorre nas regiões de convergência das placas nas chamadas zonas de subdução (onde uma placa se afunda colocando-se sob a outra, numa zona de convergência);

Um sismo para poder originar um Tsunami terá (entre outras particularidades) que dar origem a um levantamento vertical do leito oceânico, registar M8.0 ou superior e ter profundidade* inferior a 100Km;

E onde durante quinze anos se registaram sismos de grande magnitude (M8.0 ou superior) espalhados por oceanos, ilhas e continentes – tendo como mais intensos:

 

América – Chile/no mar (M8.8/2010) e Peru/perto da costa (M8.4/2001)

Ásia – Japão/perto da costa (M9.1/2011) e Indonésia (M9.1/2004)

Oceânia – Nova Zelândia (M8.1/2004) e Ilhas Salomão (M8.1/2007)

 

O que se por um lado tranquiliza os residentes na Europa e em África (onde não costumam ocorrer com alguma regularidade sismos de grande intensidade) – apesar de ocorrerem sempre exceções à regra, a mais recente das quais e dada a proximidade (a Portugal), com um terremoto de M6.2 ocorrido em Itália em 24 de Agosto deste ano provocando 300 mortos; por outro lado deixa em estado de alerta os residentes no Anel de Fogo do Pacífico, não só devido ao grande número de terremotos (alguns de grande intensidade) que constantemente abalam a região, como também devido á grande atividade vulcânica característica da mesma.

 

(texto em itálico: huffingtonpost.com – imagens: ptwc.weather.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 08:23

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