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Domingo, 15 DE Outubro DE 2017

Tempestade Ofélia

“Passando ao largo dos Açores, ao largo do Continente e dirigindo-se agora para as Ilhas.”

 

Se o furacão OFÉLIA afetar de algum modo a previsão meteorológica em Portugal Continental, o dia de maior possibilidade seria certamente o de hoje (Domingo,15): e apenas com a ponta mais a NO da Península Ibérica a poder sentir o seu efeito da sua passagem (Galiza e talvez a ponta Norte/Litoral de Portugal).

 

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Evolução da tempestade Ofélia

(entre domingo e quarta-feira)

 

Agora que o furacão OFÉLIA depois de passar ao largo dos Açores (sem prejuízos nem consequências graves a lamentar) se encaminha em direção às Ilhas Britânicas, a preocupação (justificada) dos portugueses com tal tipo de fenómeno meteorológico (veja-se o sucedido com a passagem do furacão IRMA nas Caraíbas e na costa leste norte-americana) parece ter sido finalmente ultrapassada (e antecipadamente dispensada), sendo momentaneamente posta de lado enquanto não submergir (de momento como notícia não relevante não resistindo à proliferação de outras notícias): uma tempestade formada na região central do oceano Atlântico, muitas vezes mesmo em frente ou nas redondezas de Cabo Verde/Guiné (África Central-Ocidental), na grande maioria dos casos dirigindo-se para Ocidente tendo como alvo o continente Americano (América do Norte e Central, desde o mar das Caraíbas até aos EUA e México), mas noutros casos como o do furacão OFÉLIA optando por um rumo contrário (ao da maioria) e apontando o seu alvo para o continente Europeu ‒ com o Norte da Europa e particularmente as Ilhas Britânicas (com destaque no caso de Ofélia a ir para a IRLANDA) a estarem na linha de frente (de embate do Furacão).

 

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Velocidade dos Ventos

(previsão à passagem do Ofélia)

 

A única tempestade ainda ativa no Atlântico Norte (OFÉLIA) ‒ havendo ainda hipóteses (30%) de uma outra tempestade ainda se poder transformar em Furacão no mar das Caraíbas (nesta região continuando a viver-se a época dos Furacões) ‒ de momento tendo-se iniciado como tempestade tropical já tendo sido promovido a furacão de Categoria 2 (numa escala de 1 a 5) e tendo já passado ao largo do Arquipélago dos Açores continuando a sua deslocação para NE, indo segundo as previsões passar ao largo de Portugal Continental (Domingo,15 e segunda-feira,16) e de seguida sobre a Irlanda (Republica da Irlanda e Irlanda do Norte) e o norte de Inglaterra (sobretudo a Escócia) ‒ entre os dias 16 e 18 (2ªfeira/4ªfeira): com o furacão OFÉLIA de categoria 2 a apresentar (na parte da manhã de hoje domingo,15) ventos máximos na ordem dos 170Km/h movimentando-se no seu trajeto para NE a uma velocidade próxima dos 56Km/h. Felizmente e segundo as previsões ao chegar a território britânico (a terra) enfraquecendo, muito possivelmente passando de ciclone a tempestade e assim diminuindo o seu poder destrutivo devido ao impacto não só do vento mas da elevada precipitação ‒ pela mesma tempestade transportada (caindo sobre a terra, estruturas e população aí residente).

 

[Tendo entretanto (a tempestade Ofélia) e na sua deslocação para NE diminuído de intensidade, descendo de Categoria 2 para 1 (ventos máximos V = 145Km/h) e deslocando-se a uma velocidade próxima da anterior (61Km/h) ‒ podendo rapidamente passar a tempestade diminuindo o seu impacto ao atingir a Irlanda.]

 

[E no caso do Algarve relevando Albufeira (local onde resido) em mais um dia de Outono que poderia ser de Verão, às 17:00 locais com o termómetro a indicar os 26⁰C e prevendo variações entre 19⁰C/29⁰C ‒ prosseguindo com uma semana (de 16 a 23) em que as temperaturas poderão baixar (Máxima 23⁰C/26⁰C e Mínima 14⁰C/19⁰C) e em que finalmente chegará a tão desejada chuva (num país em seca prolongada) nos primeiros dias da semana (2º, 3º e 4ª feira). Não impedindo no entanto a continuação deste clima tão ameno como agradável (agora c/outro tipo de visitantes) e talvez mesmo a continuação das idas (e vindas comendo pelo meio experimentando a Gastronomia) até à praia e a alguns banhos no mar (para tal não faltando os turistas, como o parecem dizer as taxas de ocupação em Outubro).]

 

(imagens: noaa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:17
Quarta-feira, 06 DE Setembro DE 2017

Furacão Irma a Caminho da Flórida

Violento Ataque Meteorológico aos Estados Unidos da América

 

Com o furacão Irma a ser desde já considerado como uma das maiores tempestades alguma vez registadas no oceano Atlântico, o impacto do mesmo já se fez sentir no dia de hoje na região das Caraíbas com rajadas de vento na ordem dos 300Km/h. No seu caminho tendo já provocado vítimas mortais e podendo estar em rota de colisão com as Ilhas Virgens, com Porto Rico e com o estado da Flórida (território dos EUA).

 

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 Olho do Furacão Irma

 

Nas Caraíbas francesas com a tempestade à sua passagem a ter provocado três mortes num cenário de violência meteorológica como nunca antes vista, nas Antilhas francesas com outras duas mortes entretanto já confirmadas e finalmente nas Ilhas Virgens (território norte-americano) com a chegada da tempestade a fazer-se sentir como se fosse um tremor de terra. No caso do furacão Irma (ao chegar às ditas ilhas):

 

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 Furacão Irma ‒ Categoria 5

 

“We’ve all been in hurricanes before, but have never felt anything like this before. It feels seismic, it feels catastrophic.”

(Kelsey Nowakowski/United States Virgin Islands)

 

Colocando Porto Rico em nível de alerta máximo (com as violentas rajadas de vento e com a forte precipitação prevista ‒ possibilitando grandes inundações), assim como o estado da Flórida para já no seu trajeto (em muitos dos casos com a tempestade a perder força e a desviar-se do rumo inicialmente previsto).

 

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 Mais um furacão a caminho dos Estados Unidos da América

 

Mais uma vez com os EUA na rota de uma grande tempestade agora que naquela zona (de momento afetada e onde se situa um destino turístico português a Republica Dominicana) se atravessa o período dos furacões. Certamente com os porto-riquenhos a recordarem-se da passagem do furacão Hugo há cerca de trinta anos e dos 28000 sem casa daí resultantes ‒ agora e segundo testemunhos com o Irma a ser muito mais violento.

 

(texto/itálico e dados: nytimes.com ‒ imagens: Everything News/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:55
Domingo, 02 DE Julho DE 2017

Tempestade de Verão sobre Girona

A cerca de 1.200Km de Albufeira em plena região rodeando o Mediterrânico e quando nada o fazia prever, o Céu abateu-se sobre Girona: sem vítimas a registar mas provocando muitos estragos.

 

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Imagem: Jordi Camps Linnell

 

Localizada no interior da província da Catalunha (100Km a nordeste de Barcelona) a cerca de 40Km de distância da costa sul de Espanha (banhada pelo mar Mediterrânico), a cidade de Girona situada a cerca de 76 metros de altitude (acima do nível da água do mar) e comportando perto de 100.000 habitantes (no seu município), foi no passado dia 30 de Junho e apesar de estar a atravessar a estação do Verão (como em todo o Hemisfério Norte) sujeita a precipitação extremamente intensa, muita dela sob a forma de granizo (em meia-hora atingindo os 53mm só no centro da cidade de Girona).

 

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Imagens: Maite, En Narcis Feliu e Jorge Favorolo

 

Com os serviços de emergência a receberem cerca de 300 pedidos urgentes de auxílio sobretudo entre as 19:00 e as 22:00 horas locais, mas felizmente não se registando a ocorrência de vítimas ao contrário do número de bens materiais danificados ou destruídos (como casas, lojas e viaturas). Numa consequência lógica da precipitação extrema num tão curto espaço de tempo (acompanhada de grandes quantidade de granizo) como o demonstra alguns exemplos registados: com o centro da cidade a atingir uns excecionais 143mm apenas em duas horas (193mm em Sarria de Ter a menos de 4Km a norte de Girona).

 

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Imagem: Fred Decker

 

Com a presidente do município de Girona (Marta Madrenas) a justificar o ocorrido nesta região devido à incapacidade do sistema de drenagem da cidade de evacuar eficientemente a água resultante da violenta precipitação registada (tão intensa num tão curto espaço de tempo), muita dela sob a forma de bolas de granizo e num episódio (semelhante) nunca antes registado: fazendo-nos lembrar que apesar de nos situarmos numa região do Mediterrânico (ou zonas adjacentes) proporcionando condições climatéricas mais favoráveis e agradáveis, fenómenos atmosféricos como este podem sempre ocorrer (como já sucedeu em Albufeira).

 

(dados: watchers.news ‒ imagens: twitter.com/watchers.news)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:19
Quinta-feira, 01 DE Junho DE 2017

Moscovo sob Ataque Atmosférico

Na passada segunda-feira o Céu caiu sob a cidade de Moscovo

 

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Moscovo - 29.05.2017 - 3:28 PM

(Imagem: Александр @QGEIS)

                                                                              

Depois das autoridades de Moscovo terem anunciado que este seria nos últimos 100 anos aquele em que mais nevaria na capital russa ‒ já nessa altura (Fevereiro) com Moscovo debaixo de 216 cm de neve (aproximadamente 1,5 X Normal) ‒ eis que a capital russa (assim como toda a região em seu redor) volta de novo a estar sob condições atmosféricas extremas (2ª feira, 29 de Maio) com ventos fortíssimos a derrubarem árvores (cerca de 3000), a danificarem carros (1500) e edifícios (140) e a provocarem várias vítimas entre mortos (16) e feridos (169). O que vale é que (finda a Primavera) vem aí o Verão.

 

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Moscovo depois da tempestade

(Imagem: © Artyom Korotayev/TASS)

 

Uma tempestade considerada muito rara de suceder nesta região de Moscovo (este mês com os ventos a atingirem os 100Km/h), com a mais grave a ter ocorrido precisamente há cerca de 100 anos, mas com uma mais recente e com menos de 20 anos a ter já provocado destruição e vítimas relevantes: em 1998 com uma tempestade semelhante a matar 9 pessoas, a ferir 165 e a provocar prejuízos na ordem de 1 bilião de rublos. Registando-se mais uma vez que as Evidências (Alterações Climáticas) que alguns ainda se recusam a ver (como é o caso dos EUA) tanto se refletem nos EUA, na Rússia, como no Resto do Mundo.

 

(dados: tass.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:00
Terça-feira, 07 DE Março DE 2017

Tempestade Zeus

 

A costa norte de França momentaneamente sobre forte pressão

(do Deus dos Céus, do Ar e dos Relâmpagos)

 

Constatando-se que até as previsões podem ser muitas das vezes imprevisíveis, os residentes do noroeste da França situados bem a sul das Ilhas Britânicas, foram nestes últimos dias inesperadamente atingidos por uma violenta tempestade, que tendo sido originada lá para os lados da América, atravessou o Atlântico atingindo fortemente o território britânico – a qual num último impulso direcional e na procura de algo que a alimentasse, virou inopinadamente para sul, atravessou o Canal da Mancha e penetrou sem contemplação pelo território francês.

 

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A tempestade Zeus abate-se sobre França

(Março 2017)

 

Como se pode ver pela carta meteorológica desta segunda-feira dia 6 registada pelas seis horas da manhã, com a tempestade a dirigir-se para o norte de França e a passar num dos seus lados mesmo junto aos Pirenéus (razoavelmente afastada de Portugal mas mesmo assim provocando alguma precipitação, frio, queda de neve e rajadas de vento), acabando por se dirigir para sul e por se desvanecer no encontro com o Mediterrâneo. Na sua caminhada atingindo a Bretanha (a norte) provocando um morto lá na ponta em Marselha (a sul).

 

Com toda esta tempestade que atravessou a França de norte a sul estendendo-se dos Pirenéus (leste da Península Ibérica) até aos Alpes (sul de Itália), a ser o resultado da deslocação de uma depressão localizada sobre a Irlanda e que ao atravessar o continente europeu (a França) originou a alteração e degradação progressiva das condições meteorológicas com forte precipitação, queda de neve (mesmo a baixas altitudes) e fortes rajadas de vento: uma tempestade (denominada Zeus) com um nível de intensidade já não observada há quase 20 anos e que terá provocado no mínimo 2 mortos e deixado várias centenas de milhares de famílias (temporariamente) sem eletricidade – mesmo no fim do século passado provocando mais vítimas (dezenas) e deixando 5X mas casas sem luz. Com um dos principais fatores (meteorológicos) a provocarem o agravamento das condições do tempo sentido desde o início de Março (dando origem a um ciclone e provocando mais destruição) a serem as fortes rajadas de vento podendo atingir velocidades máximas muito próximas dos 200Km/h.

 

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Atravessando toda a França da costa norte até à costa sul

(oriunda da Irlanda e dirigindo-se para Itália)

 

E como se pode constatar pelas imagens e por todas as notícias entretanto recebidas e relacionadas com este Evento atmosférico – imprevisto (como o Brexit) e vindo de um país que muito recentemente decidiu abandonar a Europa (talvez um aviso) – com o mesmo na sua rápida e destruidora passagem por toda a parte central de França até ao Mediterrâneo (estendendo-se depois para Itália) a demonstrar como mesmo hoje em dia e apesar de todos os avanços tecnológicos alcançados e colocados no terreno (só para nos servir e proteger), as forças da Natureza levam sempre a melhor. No entanto servindo como mais um aviso para toda a população residindo neste continente (especialmente e no que nos diz respeito a sua parte ocidental) alertando todos nós para a imprevisibilidade do tempo e para o pormenor (importantíssimo) de que o que hoje vemos em França estendendo-se por todo um país, também poderá ocorrer noutro lugar qualquer e por mais pequenino que ele seja – como por exemplo Barcelos (o último caso atmosférico e sendo notícia ocorrido em Portugal).

 

Por cá e pelo sul de Portugal com todos os parques bem providos de autocaravanas com centenas e centenas de turistas e reformados oriundos maioritariamente do centro e do norte da Europa, fugindo nos meses de Inverno nas suas casas móveis e adaptáveis (como nómadas nas suas caravanas) à procura da Terra Prometida com Sol, praias e muita vitamina C (laranja): podendo ser descoberta no Algarve ainda bela e resiliente, apesar de já esmagada por toneladas de betão (embelezada com campos de golfe e muitos centros comerciais – para assim se afastarem os bichos mais resistentes).

 

(imagens: The Watchers/The Local)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:43
Quarta-feira, 01 DE Março DE 2017

Tempestade no Pico – Açores

No decorrer destes últimos dias do mês de Fevereiro e quando todos os picuenses se preparavam para a passagem de mais uma data festiva, na Ilha do Pico o mar apareceu invadindo o litoral – destruindo e inundando.

 

Assolado por ondas que chegaram a atingir os 13 metros de altura provocadas pela forte ondulação marítima aí registada (a que a localização geográfica da ilha integrada no arquipélago dos Açores não será certamente alheia), a costa ocidental da Ilha do Pico foi nestes últimos dias atingida por uma tempestade marítima originada no oceano Atlântico e que afetou com maior intensidade a parte ocidental do arquipélago: Pico, S. Jorge e Faial e ainda mais a ocidente as Flores e o Corvo.

 

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Com as ondas e apesar de alguns avisos divulgados pelas autoridades marítimas a apanharem toda a gente desprevenida (até as autoridade), não pela tempestade em si, mas pela força e elevação da ondulação, saltando as margens naturais ou artificiais diante de si colocadas, invadindo terra e provocando alguma destruição. Como se pode verificar nas imagens (1 e 2) com o mar a invadir instalações localizadas junta à costa provocando inundações e danos bem visíveis (como o verificado no Cella Bar).

 

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Numa onda de mau tempo que tem assolado esta região do oceano Atlântico (afetando igualmente a Ilha da Madeira) especialmente no que diz respeito à agitação marítima e aos avisos lançados à navegação. Mas que na Ilha do Pico se fez sentir com grande intensidade sobre o seu litoral ocidental, forçando, derrubando e ultrapassando o molhe de proteção do porto da Madalena – e com a destruição a atingir inesperadamente as instalações no interior do porto e os barcos aí estacionados (conforme imagens 3 e 4).

 

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Além de atingir as instalações portuárias do Pico situadas na Madalena (destruindo parcialmente a sua muralha de proteção e áreas do seu cais comercial), invadindo zonas urbanas no interior e exterior do mesmo (imagens 5 e 6), como foi infelizmente o caso de um museu (onde decorria umas exposição) e num outro extremo do Cella Bar – considerado um dos bares mais bonitos do Mundo (prémio Edifício do Ano/2016). Num fenómeno meteorológico previsto, mas subestimado (em terra).

 

(imagem: SIC/Gato Canal e DAILY NEWS/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:32
Quarta-feira, 01 DE Fevereiro DE 2017

Tempo Meteorológico

Alerta no Mar

 

Desde o fim do mês de Janeiro com diversas tempestades atravessando o Atlântico Norte (em direção ao continente Europeu) e provocando períodos de chuva intensa ou até mesmo de neve – mas sempre com temperaturas relativamente baixas (dependendo da pressão atmosférica registada),

 

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Previsão para 1 Fevereiro

(tempestade a caminho e já sobre os Açores)

 

Eis que o mês de Fevereiro se inicia com mais tempestades (a caminho) oriundas da América do Norte: passando entretanto pelos Açores e deixando desde já um alerta para as condições climatéricas que se poderão registar na próxima quinta-feira dia 2 em Portugal Continental (tanto atmosféricas como marítimas) – provavelmente persistindo no dia seguinte (dia 3). Com as tempestades oriundas de Oriente a perderem-se de seguida pelo norte da Europa.

 

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Previsão para 2 Fevereiro

(primeiro impacto da tempestade)

 

No seu conjunto uma enorme tempestade formada na costa leste dos EUA e prevista para atingir a Europa nos próximos dias. Considerada como extremamente perigosa, podendo provocar ventos fortes (soprando com velocidades na ordem dos 130Km/h) e ondas até 15 metros. Dissipando-se de seguida após 5 dias de viagem atravessando o oceano e atingindo de novo terra (de 30 de Janeiro a 3 de Fevereiro).

 

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Previsão para 3 Fevereiro

(segundo impacto da tempestade já a caminho da sua dissipação)

 

Com os avisos meteorológicos para a Europa emitidos pelo METEO ALARM (meteoalarm.eu) relativamente a Portugal a colocarem em alerta amarelo/nível de precipitação, em alerta laranja/vento e em alerta vermelho/agitação marítima.

 

Como se vê com todas as atenções a virarem-se sobretudo para o estado do mar: com as zonas do litoral naturalmente mais expostas (sobretudo a costa ocidental) e prevendo-se para a tarde de quinta-feira de uma forma mais acentuada à medida que se sobe o litoral (para norte) o auge da agitação marítima (as maiores ondas de todas).

 

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Portugal – 01.02.2017 – 10:00 UTC

(Imagem satélite – infravermelho)

 

No que toca a Albufeira e mantendo-se relativamente normal a situação meteorológica que se tem vivido nos últimos dias, na próxima quinta-feira 2 e sexta-feira 3, o céu apresentar-se-á encoberto e com alguns períodos de chuva (mais intensa dia 2) e com as temperaturas pelos 10/11 de mínima e 18/19 de máxima (com vento maioritariamente SW).

 

Sismo de M3.7 e epicentro a 31Km de profundidade

Registado hoje dia 1 de Fevereiro a SW de Faro

 

Já sismologicamente e logo no primeiro dia deste mês Fevereiro verificaram-se dois sismos na região do Algarve: ambos a SW da cidade de Faro com o mais intenso a registar-se às 02:03 da manhã (M3.7) seguido de outro menor às 07:41 (M1.6). Com o primeiro a ser sentido (muito ligeiramente quase impercetível) nalgumas partes da cidade.

 

(imagens: opc.ncep.noaa.gov e ipma.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:15
Quarta-feira, 04 DE Janeiro DE 2017

Um Sol tentando Erguer-se

E ejetando CME

 

Apesar de se encontrar num ponto de intensidade baixa do seu Ciclo Solar a nossa estrela de referência (o Sol) volta-nos a apresentar (tal como já o tinha feito há quinze dias atrás antes do dia de Natal) bem virado na nossa direção e ultrapassada a Passagem de Ano, um novo buraco na sua coroa solar rodando em torno do seu eixo ligeiramente inclinado (eixo virtual do Sol) enquanto vai olhando para um pontinho bem pertinho chamado Terra: a 150 milhões de Km e tão fácil de engolir (e com um diâmetro 100 X menor que o do Sol).

 

MAGNETIC STORMS LIKELY THIS WEEK:

(spaceweather.com – 03.01.17)

 

NOAA forecasters have boosted the odds of polar geomagnetic storms on Jan. 4th and 5th to 65% as a stream of solar wind approaches Earth. The hot wind is flowing from a large hole in the sun's atmosphere. This image, from NASA's Solar Dynamics Observatory, shows the yawning structure almost directly facing Earth on Jan. 3rd:

 

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Enorme buraco na coroa solar dirigido para a Terra

 

Coronal holes are regions where the sun's magnetic field peels back and allows solar wind to escape.  The stream of wind emerging from this coronal hole recently blew past NASA's STEREO-A spacecraft with peak speeds exceeding 700 km/s. Similar high speeds are likely when the stream reaches Earth on Jan. 4th and 5th.

 

Esperando-se para os próximos dias 4 e 5 de Janeiro uma tempestade geomagnética de classe G1 (impacto baixo) especialmente visível na região do Ártico e potenciando o aparecimento de auroras brilhantes: hoje com o vento solar deslocando-se a uma velocidade um pouco superior a 480Km/s, apresentando uma densidade de protões de 5,5/cm³ e com o Sol atravessando um dos seus ciclos mais fracos dos últimos cem anos (como o gráfico seguinte – 1985/2015 – tão bem evidencia).

 

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Sequência de Ciclos Solares cada vez menos intensos

 

Deixando no entanto alguns cientistas não tão preocupados com esta ou com outras ejeções de materiais e radiações perigosas oriundos da superfície do Sol (mesmo quando o buraco olha diretamente para nós, desde que o seu ciclo esteja no período de baixa intensidade), mas sobretudo com a estranheza de que mesmo no seu pico máximo os sucessivos ciclos solares têm sido (invariavelmente) cada vez mais fracos em atividade.

 

Como o confirma Doug Biesecker (NOAA): “Eu permaneço cético mesmo se você acreditar que há um ciclo de 100 anos: então isso ainda não nos diz por quê e como ele é. Só que ele existe“.

 

E que até “poderia morrer completamente” (thoth3126.com.br). Concluindo-se que se o número e a intensidade de manchas solares continuar a diminuir e se nada de estranho se estiver a passar, poderá estar a surgir um novo mínimo solar (de Maunder): com o último a ser registado há mais de 300 anos e curiosamente coincidindo com a Pequena Era Glacial na Europa.

 

(alguns dados: thoth3126.com.br – imagens: spaceweather.com e wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:00
Terça-feira, 17 DE Março DE 2015

O Sol mostra-se Activo

“O Sol envia-nos de enfiada três CME todas em sequência crescente”

 

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ALASKA – Aurora (hoje)

 

O nosso planeta foi hoje atingido pelo impacto de três CME originadas no Sol e viajando na nossa direcção. Entre as seis horas da manhã e as duas da tarde (e chegando mais cedo do que era previsto) as três vagas evoluíram desde uma tempestade geo-magnética menor até outra severa. A primeira ocorreu por volta das seis (5K-index/G1-menor), a segunda antes das nove (6K-index/G2-moderada) e a terceira (a mais forte) perto das duas da tarde (8K-index/G4-severa).

 

Como consequência foram lançados os alertas habituais, antecipando os possíveis efeitos provocados neste tipo de situações: na rede eléctrica, em satélites, na navegação por GPS, nas ondas de rádio de alta-frequência e até na formação de auroras, a mais baixa latitude (podendo atingir os 45°). Extraordinariamente até o norte da Califórnia poderá assistir a estas auroras. Quanto à tempestade geo-magnética esta ainda continua bastante activa, estando associada à mancha solar AR-2297.

 

Agora que se aproxima uma Super-Lua (Lua Nova e com a mesma no seu perigeu – ponto mais próximo da Terra), um Eclipse Total do Sol (atingindo uma percentagem elevada no norte da Europa e sendo mais reduzido em Portugal) e o Equinócio de Março (no nosso Hemisfério marcando o início da Primavera), provavelmente no dia 20 de Março (sexta-feira) no início da manhã (momento marcado para o eclipse) alguns dos observadores deste fenómeno poderão estar à espera de algo mais (sobretudo os que acreditam em mistérios e em teorias da conspiração): para eles uma quarta coincidência será forte de mais para eles aguentarem e estas CME poderão ser apenas mais um pretexto.

 

(imagem – Marketa Murray/spaceweather.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:44
Quinta-feira, 04 DE Dezembro DE 2014

Marrocos Debaixo de Água

Às Portas do Deserto

 

Uma semana depois de Marrocos ter sido atingido por uma tempestade que provocou 36 mortos, nova tempestade atinge este país do norte de África causando agora pelo menos 7 vítimas mortais.

 

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A tempestade atingiu sobretudo o sul de Marrocos, com toda a região a ser atingida por elevados níveis de precipitação, que acabaram por causar rapidamente grandes inundações: como as registadas na zona da cidade de Gugelmim, uma das mais afectadas.

 

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O mau tempo registado no passado fim-de-semana obrigou as autoridades marroquinas a declararem a zona de Gugelmim (a mais atingida) uma área de desastre, com toda a zona a apresentar diversas estradas cortadas e parcialmente destruídas pela passagem das águas dos rios (ao extravasarem dos seus leitos), além da destruição de culturas, casas e outras infra-estruturas.

 

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O mau tempo fez-se sentir mesmo às portas do deserto do Sahara com cidades como Marrakech e Ouarzazate a sentirem a fúria da tempestade. Numa região onde a água é um dos bens mais preciosos para a vida e sobrevivência da sua população, uma ocorrência meteorológica desta dimensão num país com escassez de água, é um caso raro logo imprevisível.

 

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O tempo começou finalmente a melhorar a partir do início desta semana (segunda-feira). O Reino de Marrocos é governado pelo monarca Maomé VI tendo a sua capital em Rabat. Numa mistura de cordilheiras, planaltos e grandes planícies, na sua região sul (e fazendo fronteira com o deserto) o país apresenta uma topografia muito propícia (em caso de grandes precipitações) ao aparecimento de situações deste tipo (inundações).

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:49

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