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Sábado, 12 DE Agosto DE 2017

Dinamismo de Neptuno

Neptuno o Rei do Mar ‒ filho de Saturno e irmão de Júpiter e de Plutão

(este último a ovelha negra da família e tratado como um anão)

 

Com mais um planeta (dos oito ainda certificados como tal) fazendo parte do Sistema Solar (tendo o Sol como referência central) a reclamar o seu grande dinamismo na prossecução do seu trajeto evolutivo, cientistas da Universidade de Berkeley localizada no estado norte-americano da Califórnia (pertencentes ao Mundo Orgânico) tornam-se agora protagonistas dessa ânsia planetária (e do Mundo Mineral) de reconhecimento universal da posse de Atmosfera (talvez com parâmetros consentâneos para a construção de um ecossistema capaz de albergar vida). Oito planetas fazendo parte de um conjunto virtualmente fechado em que os corpos mais perto do centro (também virtual o Sol) são mais pequenos, mais quentes e mais expostos (planetas interiores), enquanto os outros situando-se para lá da Cintura de Asteroides (planetas exteriores) e projetando-se mesmo a grandes distâncias, se revelam como maiores, mais frios e talvez menos expostos. Sugerindo-nos que num Futuro deste Sistema (o Sol irá a meio do seu percurso de vida) por lá poderá residir a nossa nova esperança (de sobrevivência) e o próximo local de partida para o nosso novo e inexorável destino. Como a Península o foi (Ibérica) na Conquista dos Oceanos.

 

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Numa observação registada este ano entre 26 de Junho e 2 de Julho

 

Apresentando-nos imagens pouco comuns do gigante e distante (diâmetro Neptuno = 4 X diâmetro Terra e distância Neptuno ao Sol = 30 X distância Terra ao Sol) planeta Neptuno (o 8º e último integrando o Sistema Solar) durante o seu crepúsculo (período de luminosidade ao amanhecer e ao anoitecer) ‒ com extensas áreas extremamente luminosas, resultantes de grandes tempestades e aparecendo no interior da sua atmosfera ‒ mas aqui surgindo em regiões deste Gigante Gelado (sendo aí pouco habituais tais fenómenos) mais típicas de latitudes intermédias do que mais perto do seu equador (como as aqui registadas). E com uma tempestade de tal dimensão (9.000Km de extensão) que por pouco lá caberia a Terra: num planeta considerado o mais ventoso de todos (os oito) e com a velocidade dos ventos a poder atingir a velocidade de mais de 1.600Km/h no equador (na Terra na ordem dos 259Km/h) ‒ e com as estações responsáveis pela evolução das tempestades (em Neptuno) a durarem 40 anos, em vez dos 3 meses como na Terra (Neptuno completa uma órbita em volta do Sol em cerca de 160 anos).

 

(dados e imagem: sciencedaily.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:11
Segunda-feira, 22 DE Maio DE 2017

Quadruplo Impacto

Foi o Sol que nos ajudou a aparecer.

E se não nos mexermos, desapareceremos com ele.

(já indo este, a meio do seu caminho)

 

Nestes últimos dias com o nosso planeta sob a ação de fortes ventos solares oriundos de um buraco aberto na superfície do Sol (20 e 21 Maio) ‒ fig. 1 ‒ tem-se assistido com maior intensidade e a latitudes mais elevadas aos efeitos da ação desses raios solares (provocando tempestades geomagnéticas de classe G1/menores) ao impactarem com a atmosfera terrestre:

 

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Fig. 1

Buraco na Coroa Solar

(origem do jato de vento solar)

 

Originando fenómenos mais comuns nestes momentos como as auroras (por exemplo na América do Norte), podendo as mesmas persistir ainda esta segunda-feira (dia 22 Maio) mas com a velocidade dos ventos solares a decrescerem para valores já mais perto dos 500Km/s (quando já andou pelos 700Km/s). Com o nosso planeta a abandonar a região onde os mesmos (ventos solares) se faziam sentir mais intensamente (ao passarem oriundos do Sol) e prevendo-se assim um abrandamento das condições do Tempo no Espaço (rodeando e envolvendo o planeta).

 

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Fig. 2

4 Clarões ao Pôr-do-Sol

(Califórnia/Oceano Pacífico)

 

Nesta imagem da autoria de Mila Zinkova registada no passado sábado (dia 20 Maio) ao Pôr-do-Sol, na costa da Califórnia e observando o oceano Pacífico ‒ fig. 2 ‒ assistindo-se a outro fenómeno atmosférico pouco habitual, observado geralmente ao pôr e ao nascer do Sol e sendo talvez impulsionado por estas condições particulares do “tempo que faz no espaço”: provocado por estas tempestades solares (criadas no Sol) e transformadas em tempestades magnéticas (aplicadas na Terra) ‒ neste caso com o Sol a pôr-se no horizonte e momentos antes de desaparecer a emitir uns últimos clarões (aqui 4) de cor esverdeada. Num efeito de miragem provocada pelas diferentes temperaturas das camadas de ar colocadas e sobrepostas acima da linha de água.

 

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Fig. 3

Júpiter, Steve e Aurora

(o planeta, o arco de cor purpura dançando/dividindo o Céu e uma sua companheira habitual)

 

Com muitos outros fenómenos podendo ocorrer especialmente sob tempestades solares/tempestades geomagnéticas mais intensas, dependendo os seus efeitos de muitos parâmetros variáveis desde a intensidade dos ventos solares/CME até à capacidade de proteção e defesa do campo magnético terrestre. Desde fenómenos mais comuns como os retratados na fig. 2 e na fig. 3 ‒ neste último caso o denominado Steve ‒ até fenómenos mais extremos como os já sentidos no passado: “A tempestade solar de 1859, também conhecida como Evento Carrington, foi uma poderosa tempestade solar geomagnética ocorrida em 1859 durante o auge do ciclo solar. A ejeção de massa coronal solar, atingiu a magnetosfera da Terra e induziu uma das maiores tempestades geomagnéticas já registradas. Um "feixe de luz branca na fotosfera solar foi observado e registrado pelos astrônomos ingleses Richard C. Carrington e Richard Hodgson.” (wikipedia.org)

 

(imagens: spaceweather.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:24
Domingo, 18 DE Dezembro DE 2016

As Pérolas de Júpiter

Agora que a sonda automática JUNO já se encontra em órbita de JÚPITER (lançada da TERRA em Agosto de 2011 e chegando ao seu destino em Julho de 2016) começa a chegar ao público as primeiras imagens enviadas deste GIGANTE GASOSO (e maior planeta do SISTEMA SOLAR) localizado a quase 800 milhões de Km do SOL.

 

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Júpiter – 11 Dezembro 2016

(JUNO – PIA 21219)

Com Juno a 24600Km de Júpiter

 

Uma realidade que até agora só era possível utilizando uma outra sonda norte-americana lançada no último trimestre de 1989 e tendo entrado em órbita deste planeta no final de 1995: a GALILEU inicialmente transportada para o espaço a bordo do vaivém ATLANTIS e posteriormente lançada em direção a Júpiter e às suas quase 70 luas.

 

Uma sonda já com mais de 20 anos de atividade em torno deste planeta gigante e que conjuntamente com uma outra dirigida a um vizinho (aqui numa iniciativa conjunta NASA/ESA/ISA) se focou nos planetas, exteriores mas mais próximos: caso da sonda CASSINI-HUYGENS lançada em 1997 e atingindo SATURNO em 2004 (12 anos de atividade).

 

Sondas automáticas (GALILEU e CASSINI-HUYGENS) que ao longo de todos estes anos nos têm presenteado através das lentes das suas câmaras com imagens espetaculares desta longínqua região do nosso Sistema (situada para além da Cintura de Asteroides e pertencendo ao grupo dos Planetas Exteriores) ainda tão misterioso para o Homem.

 

E que para além do cumprimento de todos os objetivos pretendidos para estas missões – como estudar os planetas, as suas luas, outros corpos celestes e até testar a teoria de EINSTEIN – ainda assistiu a fenómenos incríveis (como entidade mecânica) nunca vistos por estes lados (pela entidade biológica): como o foi o impacto do cometa SHOEMAKER-LEVY 9 com JÚPITER em 1994 (testemunhada pela GALILEU).

 

Podendo-se desfrutar agora de imagens (em princípio) com melhor resolução e através da sua análise melhor compreender o Gigante, a região que ocupa e todo o Sistema Solar: origem, evolução e estrutura. Como é o caso da imagem inicial fornecida pelas câmaras instaladas na jovem sonda JUNO mostrando-nos o HEMISFÉRIO SUL do planeta JÚPITER.

 

Cingindo-nos à imagem inicial enviada pela sonda JUNO e tendo como alvo o planeta JÚPITER, com as suas câmaras a proporcionar-nos a observação de tempestades formando-se à superfície deste planeta (círculos brancos) no seu hemisfério sul (rodando no sentido contrário ao dos ponteiros dos relógios) – no seu conjunto formando as conhecidas Pérolas de Marte (variando nos últimos 30 anos entre 6 e 10).

 

Um privilégio não só destinado aos técnicos da NASA como igual e generosamente posto à disposição do público em geral: não oferecido sem pedir nada em troca, neste caso solicitando-nos apenas (às claras e de uma forma honesta) o nosso próprio envolvimento (e compromisso) no seu projeto em Júpiter. Oferecendo guloseimas a crianças interessadas.

 

(dados e imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:33

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