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Segunda-feira, 29 DE Maio DE 2017

Explosão Solar Dirigida

Mesmo com o Sol neste seu último ciclo solar a estar neste momento a caminho de um mínimo de atividade (poucas manchas visíveis), de vez enquanto o Sol parece despertar (com explosões e ejeções à sua superfície) atirando-nos na nossa direção com mais umas CME. Mas apesar de tudo e até hoje sem grandes consequências para a Terra.

 

planetary-k-index-may-29-2017.gif

 

Viajando entre o Sol e a Terra num trajeto de 150.000.000Km uma CME produzida na passada terça-feira (23) na coroa solar atingiu este sábado (27) o nosso planeta e o seu campo magnético originando uma tempestade geomagnética da classe G3 (forte). Com o vento solar oriundo da nossa estrela a demorar cerca de 4 dias a cá chegar (deslocando-se a uma velocidade relativamente baixa ‒ talvez nos 300/400Km/s) mas mesmo assim e dado estar direcionada para a Terra provocando uma forte tempestade (geomagnética) e o imediato aparecimento entre outras consequências de fenómenos atmosféricos como as auroras (mesmo a latitudes em redor dos 50⁰).

 

“I haven't seen the aurora since last September ‒ that streak ends tonight. This was the view from York Beach at 10:25 PM.”

(Rob Wright Images/twitter.com)

 

DA4i1viUMAAK1G6.jpg large.jpg

USA ‒ Maine ‒York Beach

(latitude: 43.17⁰)

 

No que diz respeito ao Algarve e dada a sua latitude (cerca de 37⁰) não se tendo naturalmente notícias sobre o aparecimento de auroras, o que não impede quanto ao estado do tempo todos os cuidados a ter no que diz respeito aos raios ultravioleta: nesta região nos últimos tempos registando valores elevados na ordem dos UV8/9 (muito elevado) e ainda hoje com os dados a apontarem para UV9.

 

Neste intervalo de tempo desde a chegada da CME (27 e 28 Maio) com cinco sismos (todos sem relevância) registados nas proximidades da região do Algarve: a S Cabo S. Vicente com M2.3 e a SW Sines com M2.1 (ontem) e ainda a SW Cabo S. Vicente com M1.8, no Golfo de Cádis com M1.2 e a S Lagos com M1.0 (hoje). Já a nível Global com os cinco sismos mais significativos (M> 5) a ocorrerem ao largo da costa do Chile (M5.1) e no ocidente da Turquia (M5.0) ontem e nas Ilhas Aleutas (M5.5), no sul do Alasca (M5.1) e de novo no ocidente da Turquia (5.0) hoje (até às 11:04:59 UTC).

 

(imagens: The Watchers)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:56
Segunda-feira, 22 DE Maio DE 2017

Treme-Treme

“Enquanto a Terra continuar a tremer é porque ainda funciona

‒ sendo a garantia de que ainda temos transporte.”

 

IN0123.gif

Círculo de Fogo do Pacífico

 

Observando rapidamente o quadro de registos dos últimos sismos (M4.0 ou superior) verificados no dia de hoje (22 de Maio) a nível mundial (em terra e no mar), facilmente se concluiu que a esmagadora maioria desses sismos ocorreu numa das regiões mais ativas do nosso planeta, tanto a nível sismológico como até mesmo vulcânico: o Círculo de Fogo do Pacífico.

 

Dos 18 sismos assinalados nesta segunda-feira 22 (até às 19:25) com os mais intensos a referirem-se à região de Tonga/M5.3, às ilhas Kuril/M5.4 e à PNG/M5.1 (todos com epicentro no mar). E com a costa ocidental do Continente Americano a ser a mais castigada (em sismos com M igual ou superior a 4) desde o norte (Canadá, EUA e México) até ao sul (Peru, Chile e Argentina).

 

E nunca esquecendo o Japão (um sismo no mar de M4.5 nas proximidades de Honshu) e o aqui deslocado Tajiquistão (localizado no continente asiático e com um sismo de M4.9): este último por ser em terra aquele que poderá ter tido maiores consequências (desconhecidas). De um total de 18 sismos com 17 deles a terem de uma forma ou de outra algum tipo de afinidade com o Círculo (94%).

 

Sem dúvida e tendo-se já transformado num hábito persistente e duradouro, com toda esta região integrando no seu ventre as águas do grande oceano Pacífico (fundindo-se a sul com o Índico) apresentando-se em constante efervescência e contínuo movimento, sempre a tremer, com erupções e até com tsunamis. Por um lado mostrando-nos as mais violentas demonstrações de força da Natureza, mas pelo outro demonstrando-nos na prática como o planeta continua Vivo.

 

Já no que diz respeito a Portugal e à sua atividade sísmica (em terra) com os três últimos registos mas de fraca intensidade (nem) sentidos na região do Algarve, a serem os verificados hoje (dia 22) a W de Castro Marim (M1.3) e a S de Lagoa (M1.0) e o sentido no dia 16 a NW de Loulé (M1.0). Mas com a Figueira da Foz (mais a norte) a ser a protagonista (continental) com um total de 7 sismos no espaço de menos de 4 horas: com magnitudes entre 0.8 e 3.5 (logo o primeiro).

 

(imagem: redescrobrindoeuropa.blogspot.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:31
Domingo, 14 DE Maio DE 2017

Asteroides

No meio da Mesa de Bilhar a Terra não passa de mais uma Bola

‒ Faltando saber qual a cor para o cálculo de Probabilidades.

 

cneos_banner.jpg

 

Desde o início deste ano de 2017 37 asteroides passaram a uma distância do nosso planeta igual ou menor a 1.000.000Km (aproximadamente 2,5 X a distância Terra/Lua). Desses asteroides 23 (64%) passaram a menos de 1DL (384.401Km).

 

Com o asteroide 2017 GM (3 a 6 metros) a ser o que passou mais perto da Terra (a 4 de Abril) a pouco mais de 15.000Km e com o asteroide 2017 DS109 (passando a mais de 350.000Km) a ser o de maior dimensão com cerca de 17/38 metros (visitando-nos a 5 Março).

 

N

Asteroide

(designação)

Data

MA

Distância

MA (DL)

V

(Km/s)

Diâmetro (m)

Descoberto

(em 2017)

Órbita

(definida)

Código

(0-9)

1

2017 GM

Apr-04

0.04

18.50

2.8 - 6.3

3 Abr

5 Abr

7

2

2017 EA

Mar-02

0.05

18.42

1.8 - 4.1

2 Mar

6 Abr

6

3

2017 BH30

Jan-30

0.13

15.46

4.6 - 10

29 Jan

6 Abr

6

4

2017 FN1

Mar-20

0.16

18.26

2.0 - 4.5

20 Mar

6 Abr

7

5

2017 JA

May-02

0.26

16.03

4.4 - 10

1 Mai

1 Mai

6

(Asteroides por MA à Terra)

 

E com o asteroide deslocando-se a uma maior velocidade a ser 2017 FS com um valor de 20Km/s e o mais lento sendo 2017 DG16 deslocando-se a 7Km/s ‒ com outros 3 asteroides a apresentarem inicialmente uma grande incerteza na definição da sua órbita (código 8): 2017 FW158, 2017 FS e 2017 HG49.

 

Com a curiosidade um pouco preocupante de entre os 23 asteroides passando a menos de 1 DL da Terra (384.401Km) 9 deles (39%) só terem sido detetados aquando da sua passagem ou até mesmo depois da mesma se ter dado (2 deles de código 8 ‒ 2017 FW158 e 2017 HG49).

 

N

Asteroide

(designação)

Data

MA

Distância

MA (DL)

V

(Km/s)

Diâmetro (m)

Descoberto

(em 2017)

Órbita

(definida)

Código

(0-9)

1

2017 DS109

Mar-05

0.92

11.38

17 - 38

14 Fev

6 Abr

6

2

2017 AG13

Jan-09

0.54

15.70

16 - 36

7 Jan

6 Abr

6

3

2017 BS32

Feb-02

0.42

11.57

9.2 - 21

30 Jan

6 Abr

5

4

2017 HJ

Apr-16

0.35

15.04

8.7 - 19

17 Abr

25 Abr

6

5

2017 HG49

Apr-21

0.93

13.78

7.9 - 18

27 Abr

1 Mai

8

(Asteroides a menos de 1 DL por maior diâmetro)

 

No que diz respeito aos 14 asteroides estendendo-se no intervalo para lá de 1DL até perto dos 1.000.000Km (2.6DL), voltando de novo a ocorrer o já sucedido anteriormente, com 3 desses 14 asteroides (21%) a só serem descobertos após a sua respetiva passagem ‒ num intervalo de duas semanas.

 

E se aqui a percentagem dos asteroides não previamente detetados passou dos iniciais 39% (< 1DL) para uns mais baixos 21% (1/2 DL) ‒ obviamente uma diminuição de quase 50%  ‒ não se podendo no entanto esquecer da maior dimensão destes últimos e da sua maior perigosidade (em caso de impacto).

 

N

Asteroide

Data

DL

V (Km/s)

D (m)

1ªobservação

Solução

Código

1

2017

JA2

May-12

2.57

9.62

30 - 66

4 Mai

13 Mai

6

2

2017

HY3

Apr-26

2.55

17.08

22 - 49

24 Abr

28 Abr

7

3

2017

JV1

May-08

2.34

11.27

15 - 35

3 Mai

8 Mai

7

4

2017 FQ127

Apr-03

2.05

14.27

15 - 33

29 Mar

5 Abr

7

5

2017

FX90

Apr-01

2.37

12.19

14 - 32

25 Mar

10 Abr

6

(Asteroides entre 1/2 DL por maior diâmetro)

 

Destes últimos asteroides passando entre 1/2.6 DL da Terra, devendo-se destacar os 3 só vistos depois de passarem ‒ com o maior a poder ter um diâmetro entre 20 e 45 metros (maior que o de Chelyavinsk): 2017 FA3 (17 Março), 2017 FL101 (25 de Março o maior) e 2017 GW4 (outro de código 8).

 

Constatando-se que face a estas bolas de bilhar circulando livremente pelo nosso Sistema e impulsionadas de algures (na nossa direção), a Terra correrá sempre o perigo de ser um dia atingida por uma delas (como acontece periodicamente mas com objetos mais pequenos).

 

Asteroide

(designação)

Data MA

Distância MA

(Km)

Velocidade

(Km/s)

Diâmetro

(m)

153814 (2001 WN5)

2028-Jun-26

249860

10.24

580 - 1300

99942 Apophis (2004 MN4)

2029-Apr-13

38440

7.42

310 - 680

(maiores aproximações previstas nos próximos 12 anos)

 

Dependendo aí o nosso Futuro (Terra/Homem), do seu cartão-de-visita (asteroide): velocidade, dimensão, constituição, entre outros pontos de identificação.

 

E da nossa Prevenção ‒ deixando de descobrir apenas 1 em cada 3 (dos 37 asteroides 12 passaram sem se ver ou seja 32%) e antecipando o mais possível a saída necessária da nossa zona de conforto (se quiser sobreviver e evoluir o Homem terá que sair da Terra e descobrir Outros Mundos).

 

(dados e imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:11
Quinta-feira, 04 DE Maio DE 2017

O Ponto Central

“The magnetic field lines between a pair of active regions formed a beautiful set of swaying arches rising up above them. The connection between opposing poles of polarity is visible in exquisite detail in this wavelength of extreme ultraviolet light. What we are really seeing are charged particles spinning along the magnetic field lines. Other field lines are traced as they reach out in other directions as well.” (nasa.gov)

 

PIA21604.jpg

O Sol entre 24/26 Abril 2017

AIA/SDO

(PIA 21604)

 

Todos nós sabemos que para bem dos nossos órgãos da visão nunca devemos olhar diretamente para o Sol:

 

Se o fizermos e dada a elevada capacidade energética e luminosa dos raios solares atravessando o Espaço e atingindo a Terra, arriscamo-nos a sobrecarregar os circuitos de ligação, a danificar o sistema de apoio ótico e a queimar e a inutilizar definitivamente toda a função a ele associado ‒ ficando cegos.

 

Com o nosso corpo a interiorizar que apesar de existirmos num Espaço sem fim à vista, sem origem conhecida ou objetivo visível (que compreendamos) e convidando-nos constantemente à descoberta (como o faz qualquer Mistério que nos é proposto, podendo no seu desenvolvimento esclarecer um pouco mais o Desconhecido),

 

O meio ainda nos impõe limites (não só físicos como psíquicos) pelo menos enquanto não tivermos capacidade científica e tecnológica de o contornar, manipulando as suas propriedades ou então ultrapassando-o aceitando exceções: tendo possibilidade de acesso sem perda de Tempo e noção de Espaço. Fazendo coincidir Planos já existentes no Espaço ‒ bastando-o dobrar num dos eixos, procurar o seu simétrico, fazendo-os coincidir (num Mundo onde a Força Invisível assenta num duo conjunto o Eletromagnetismo, comandando então as partículas/a Matéria e dando-lhes movimento, estrutura e Vida).

 

Não nos impedindo para já mesmo não olhando para o Sol,

 

De tentar perceber melhor o seu papel em todo este Mecanismo (no qual o Homem se encontra inserido),

 

Tentando de algum modo observá-lo com maior atenção (não fosse ele o centro do nosso Sistema),

 

Perceber o significado de muitas das suas manifestações exteriores (não fossem elas condicionantes da manutenção do nosso ecossistema),

 

Vislumbrar para além das chamas e das explosões a sua epiderme em constante erupção (combustão e emissão)

 

E num último passo para além dos limites que nos são impostos pela realidade (cruel mas inevitável por fazer parte do nosso percurso e aprendizagem),

 

Imaginar um Outro Mundo para além dele (não em profundidade ou em extensão mas para além da sua epiderme ou do seu próprio ponto de referência) recorrendo à Imaginação (criadora por ir além dos limites, mas tantas vezes vedada por contrariar a realidade anteriormente adotada):

 

Como se para além das chamas e impedindo o nosso olhar (com a sua violenta intensidade e brilho, repelindo-nos quase como se nos rejeitasse), ao pressionar sem mesmo nela tocar uma porta se abrisse e se estivesse num Outro Lugar: talvez paralelo mas sobretudo distante. Caso contrário aqui morreremos ‒ perdidos numa ilha isolada sem nada nem ninguém o saber.

 

(imagem: nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:38
Quarta-feira, 03 DE Maio DE 2017

A Terra Bombardeada a 5 e a 6

Nos próximos dias 5 e 6 de Maio (sexta-feira e sábado) a Terra vai ser novamente bombardeada com fragmentos oriundos do cometa Halley: e se olhar para o céu durante a madrugada e nas horas antecedendo o nascer-do-sol, talvez veja uma dessas bombas a atravessar o céu e logo de imediato a desaparecer: terá visto mais uma Estrela Cadente.

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O cometa Halley aquando da sua última passagem nas proximidades da Terra

(ano de 1986)

 

Todos os anos entre os meados do mês de Abril e o fim do mês de Maio (com o pico a apontar para 5/6 de Maio), a Terra é invadida por uma vaga de objetos de pequenas dimensões, que ao entrarem na atmosfera terrestre e devido à reação provocada pelo atrito desse nosso manto protetor (a tal atmosfera), explodem e desintegram-se originando um breve mas intenso efeito luminoso.

 

Denominados como meteoros ou estrelas cadentes e neste caso estando associados à Chuva de Meteoros de ETA AQUARID ‒ pois sempre que por esta altura se visionam os primeiros destes pequenos objetos, estes parecem surgir nas proximidades dessa estrela pertencente à constelação AQUARIS.

 

skymap_north2014.gif

Para onde deve olhar para ver a Chuva de Meteoritos

(Hemisfério Norte)

 

Uma estrela localizada a 156 anos-luz do nosso planeta (sendo 44 X mais brilhante que o nosso Sol) e cujo único papel nesta situação será o de orientação e localização astronómica (deste fenómeno): com esta chuva de estrelas a ser o resultado da passagem do cometa HALLEY numa região agora atravessada pela Terra e com as mesmas (estrelas cadentes) a consistirem num conjunto de poeiras e de detritos deixados para trás a quando da passagem do mesmo e agora intersetando a órbita da Terra e colidindo com a nossa atmosfera.

 

Solar.gif

A posição atual do cometa Halley no Sistema Solar

(Maio de 2017)

 

Com a última visita deste cometa nas proximidades da Terra a referir-se há já mais de 30 anos atrás (1986) e no entanto, apesar do mesmo se situar de momento já para além da órbita de Úrano mas dada a grande quantidade de material largado atrás de si (compondo a sua extensa cauda), todos os anos afetando o nosso planeta por esta altura (sendo a outra altura por volta de Outubro já que a Terra atravessa essa região duas vezes por ano ‒ originando a Chuva de Meteoros das Oriónidas).

 

Com os residentes do Hemisfério Sul a serem os mais privilegiados com a observação deste fenómeno, já que é esperado o registo de 60 meteoros/hora neste hemisfério e apenas 30 meteoros/hora no Hemisfério Norte. De preferência a ser observado horas antes do nascer-do-Sol e simultaneamente esperando ter céu limpo. Neste preciso momento com o cometa Halley (período de cerca de 76 anos) localizado a cerca de 34.5 UA da Terra (sensivelmente o mesmo do Sol), continuando a afastar-se de nós ‒ passando por cá de novo lá para 2072.

 

(imagens: nasa.gov, spaceweather.com e fourmilab.ch)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:43
Terça-feira, 25 DE Abril DE 2017

Extraterrestres

Mais uma imagem recolhida pelas câmaras da Curiosity (fig. 1) onde se sugere estarmos perante um pequeno objeto voador sobrevoando a superfície do planeta Marte e lançando sobre a mesma um raio de luz. E assim, a partir de um traço vertical e brilhante parecendo deslocado do cenário (fig. 2), encontrando-se explicação científica e imediata seja natural ou artificial: podendo ser o simples reflexo de uma interação energética entre a superfície marciana e os raios cósmicos que constantemente a atingem (um Evento Natural) ou então a intervenção de um artefacto comandado por algo ou alguém inteligente e aí se movimentando (um Evento Artificial).

 

NRB_546198605EDR_S0621386NCAM00572M_.JPG

Ampliação de uma imagem recolhida por uma das câmaras do Rover Curiosity

1675º Dia de estadia na superfície do planeta Marte

(23.04.17 06:15:35 UTC)

 

Vivendo atualmente num Mundo Virtual construído à volta de um Objeto constantemente Apresentado, Promovido e Consumido (passivamente e sem levantar qualquer tipo de questão), é natural que o Sujeito face à descontinuidade desses mesmos produtos e nunca os tendo devidamente alcançado (agravado pelo perigo do Sujeito se desgastar rapidamente e se tornar excedentário) ‒ pelas consequências sociais e profissionais num Evento só possível em momentos da mais pura loucura ‒ num ato de desespero e de desintegração recuse a continuidade e se vire para o Outro Lado: abandonando a sua Área de Conforto, expondo-se aos Efeitos Exteriores e deixando-se levar pela corrente estranha (mas percecionada e sentida) que o arrasta.

 

NRB_546198605EDR_S0621386NCAM00572M_B.JPG

2

Marte

SOL 1675

Curiosity Rover ‒ Navcam/Right B

 

No desespero de uma vida monótona por repetitiva e sem necessidade de concretização de objetivos individuais ou coletivos (a negação de uma das caraterísticas de qualquer organismo vivo e que assim se deseje manter), asfixiado por uma multidão irracional caminhando diariamente e sem pensar em direção a uma estrutura apenas interessada em o alienar (neutralizando os nossos sentidos e tornando-nos toxicodependentes) e de uma forma prepotente e incessante triturado por todas as convicções e convenções só por ter um comportamento desviante (só permitido num determinado Espaço/o da Máscara e num Tempo cronometrado/o do Carnava), observando os outros Perdidos e não seguindo critérios (sempre rígidos e irreais) optando por alguns dos (seus ou de outros) trilhos ‒ como Nómadas e não sedentários.

 

[a partir de imagem/opinião: ufosightingshotspot.blogspot.pt/23.04.17]

 

(imagem: nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:53
Quarta-feira, 19 DE Abril DE 2017

Asteroide JO25

Condition Code: 0

(escala de 0 a 9)

 

Hoje dia 19 de Abril de 2017, um asteroide com mais de 850 metros de diâmetro ‒ 2014 JO25 ‒ passará nas proximidades do planeta Terra a cerca de 1.770.000Km de distância: uma distância relativamente curta (4,6 LD) se a compararmos com a distância entre o Sol e a Terra (67 X mais distante).

 

PIA21594.jpg

Asteroide 2014 JO25

(Sistema de radares de Goldstone na Califórnia)

 

Um asteroide detetado pela 1ª vez em 16 de Maio de 2011 e observado pela última vez ontem (e com a sua órbita já definida) viajando a uma velocidade de 33,6Km/s (mais de 120.000Km/h) ‒ e tendo ultrapassado o seu periélio na primeira quinzena de Março (pelos dias 10/11) quando se encontrava a pouco mais de 35.000.000Km do Sol.

 

Um asteroide oriundo do lado do Sol com uma capacidade refletiva cerca de 2X a da Lua e como tal sendo visível nestes próximos dias à noite (a partir do dia 19) utilizando um simples telescópio.

 

asteroid20170406.jpg

Passagem do asteroide 2014 JO25

(nas proximidades da Terra)

 

Devendo-se o seu destaque à sua já apreciável dimensão neste tipo de situações (aproximação de um asteroide à Terra no cumprimento da sua trajetória em torno do Sol), segundo a NASA o maior desde Toutatis (um monstro de 2,3Km x 4,6Km) ‒ e com o próximo e mais ameaçador a ser o asteroide 1999 AN10 (800 metros) segundo previsões passando dentro de 10 anos (2027) a menos de 1 LD da Terra (cerca de 380.000Km).

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:41
Domingo, 16 DE Abril DE 2017

Visões de Fora da Terra

"Thanks to VIIRS, we can now monitor short-term changes caused by disturbances in power delivery, such as conflict, storms, earthquakes and brownouts," said Román. "We can monitor cyclical changes driven by reoccurring human activities such as holiday lighting and seasonal migrations. We can also monitor gradual changes driven by urbanization, out-migration, economic changes, and electrification. The fact that we can track all these different aspects at the heart of what defines a city is simply mind-boggling." (Michael Carlowicz/nasa.gov)

 

Talvez para nos entretermos nesta quadra festiva da Páscoa a observar como se fossemos um observador exterior o aspeto da face não iluminada do nosso planeta (noite nesse lado, dia do lado oposto), a NASA vem-nos agora oferecer imagens da Terra num mapa global da mesma como vista durante o período noturno ‒ imagens tendo sido divulgadas ao longo do ano passado e agora formando um conjunto demonstrativo das áreas mais e menos iluminada do nosso planeta Terra.

 

blackmarble2016-continents.jpg

1

Terra

 

Para qualquer observador exterior ao nosso planeta, seja ele de origem terrestre (como os astronautas a bordo da ISS) ou oriunda de zonas do Espaço mais ou menos profundas (mesmo não se conhecendo para já a existência de outros seres vivos, optando por um transportador de vida como por exemplo um cometa), uma prova de que na Terra para além da existência de um Mundo Mineral extremamente ativo algo de mais aí existirá, em plena atividade, demonstrando iniciativa, conhecimentos e tecnologia e capaz de iluminar artificialmente um corpo celeste destas dimensões ‒ o Homem.

 

blackmarble2016-1500px_0.jpg

2

Mundo

 

Num trabalho de já mais de um quarto de século levado a cabo por diversos satélites (como por exemplo o maior deles a ISS) num exercício de visualização da Terra quando não iluminada pelo Sol (e quando muitos de nós estão a dormir), mostrando-nos através de imagens recolhidas em Terra e simultaneamente facultando-nos o espetáculo a que qualquer um assistiria ao se aproximar deste planeta (terrestre ou extraterrestre), algo nada parecido com os demais (7 planetas).

 

2016-europe A.jpg

3

Europa

 

Não só pelo ecossistema apresentado (ainda em funcionamento/o seu núcleo interno, intacto/sem impactos definitivos e protegido/pelo campo magnético), como e sobretudo pelo seu cartão de apresentação (de identidade) com uma linda imagem colada (fotografia) e ainda-por-cima bem focada e iluminada (com o contraste bem vincado e definido entre a escuridão natural da noite e a iluminação artificial aí presente). Significando não só ser este o único Mundo (conhecido) com Vida Inteligente e organizada em todo o Sistema Solar (como talvez nas suas extensas vizinhanças), como também pela sua realidade, beleza e contexto (um sinal brutal de presença/Vida num ponto tão minúsculo do Universo/impercetível mas único) levando-nos ao outro lado (da Realidade) e lançando-nos no tão produtivo Imaginário ‒ interiorizando-o, sobressaltando e revolucionando a cultura, abrindo ainda mais portas e caminhos à ciência e com isso, suscitando novas experiências, novos métodos, novas aprendizagens e assim de uma forma simples e dinâmica (mas envolvendo sempre Movimento - Energia e Matéria já cá estão) prosseguindo a Evolução.

 

2016-europe.jpg

4

Portugal

 

Num empreendimento inicialmente concebido (em conjunto) pela NASA, NOOA e pelo Departamento de Defesa dos EUA (presença militar) ‒ pretensamente para previsão das condições atmosféricas ‒ e hoje em dia entregue nas mãos da sociedade civil e como tal livre para nos apresentar estes tão pouco vistos e por isso mesmo deliciosos registos.

 

Suomi NPP observes nearly every location on Earth at roughly 1:30 p.m. and 1:30 a.m. (local time) each day, observing the planet in vertical 3000-kilometer strips from pole to pole. VIIRS includes a special “day-night band,” a low-light sensor that can distinguish night lights with six times better spatial resolution and 250 times better resolution of lighting levels (dynamic range) than previous night-observing satellites. And because Suomi NPP is a civilian science satellite, the data are freely available to scientists within minutes to hours of acquisition. Armed with more accurate nighttime environmental products, the NASA team is now automating the processing so that users will be able to view nighttime imagery within hours of acquisition. This has the potential to aid short-term weather forecasting and disaster response. (Michael Carlowicz/nasa.gov)

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:23
Domingo, 16 DE Abril DE 2017

Salada em Encelados

[Confusão, Trapalhada, Salgalhada]

 

No sentido em que continuamos a oferecer uma resistência por vezes inexplicável senão mesmo incompreensível, ao aparecimento dos mais diversos sinais e incontornáveis vestígios da possível existência de Vida noutros locais que não a Terra ‒ e isto apesar de tudo o que lá acontece parecer (pelo menos à distância) tão semelhante (ou mesmo idêntico) ao que se passou/passa por cá: Evolução certamente com algum sentido (talvez acompanhada de Vida Orgânica como sempre apoiada pelo Mundo Mineral).

 

Se quisermos encontrar água seja doce seja salgada (rodeados de natureza e de tecnologia como é o caso da Terra) vasta mesmo olhar para o lado ou então abrir uma torneira. É claro que se não nos preocuparmos muito com isso, seja no passado seja no presente (enquanto a vemos é porque ainda existe), mas sabendo de antemão que um local não é para sempre (todo o sistema é dinâmico seja na Terra/Explorando os Oceanos seja no Espaço/Explorando o Universo), convém sempre olhar para mais longe e procurar o que já aqui temos: não só porque o conhecemos bem, como “de nós fazendo parte e procura-lo ser ciência mas também um pouco de arte”. Só sendo possível ao artista projetando livremente outros cenários sugerir ao cientista a importância da persistência na antecipação dos mesmos, de modo a assim se realçar os pré-existentes, destacando-os um pouco mais (retirando-os do esquecimento adquirido) e na concretização de um novo ciclo projetando-os (replicando-os) no Futuro ‒ à procura e sempre do mesmo, senão aqui (na Terra) um pouco mais longe (Encelados).

 

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Neste momento com a distância a ser apenas um pormenor: entre a Terra e Encelados separando-os mais de 1280 milhões de Km: viajando-se à velocidade da luz (300.000Km/s) demorando-se mais de 71 minutos a lá chegar. O que significa que em função da nossa longevidade/resistência e do comportamento/atitude de outros astronautas noutras situações semelhantes ‒ tomemos como um caso exemplar as missões Apollo à Lua ‒ uma viagem de 15 dias seria na realidade o ideal: sendo apenas necessário arranjar uma nave espacial capaz de atingir velocidades na ordem dos 1000Km/s (somente umas 20X/40X a velocidade de alguns asteroides/cometas) ‒ Impossível? Caso contrário o melhor será mesmo esperar mais uns bons anos pela concretização da viagem (ao ritmo de decadência atual uns 50 a 100 anos) e irmo-nos entretanto e como pretende Elon Musk entretendo (com pretensas aventuras e colonizações), explorando e fritando os nossos neurónios em Marte. E logo com a Lua aqui tão perto.

 

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Ou então optar por outra visão de Elon Musk, provável e irremediavelmente desiludido com as limitadas capacidades do homem de resistir a extremas provações (o tempo da utilização de escravos para acelerar à bruta o processo eventualmente já acabara), nos dias de hoje e infortunadamente com o mesmo a não ter os necessários tomates (dos escravos) como no tempo ainda tão próximo dos Descobrimentos, então com frágeis caravelas enfrentando o oceano e aí desaparecendo para sempre, nunca se contabilizando vidas mas aspirando-se sempre a grandes lucros: ligando-nos à corrente através de periféricos e utilizando a inteligência da máquina, sobrepondo-nos nós à mesma e fundindo-nos com ela. Eliminando excessos (de hardware atualizando o corpo) e potenciando virtudes (de software reprogramando a mente) ‒  e fazendo durar mais tempo o novo protótipo do Homem (um modelo talvez obrigatório de aplicação pelo menos enquanto andarmos entre simples apeadeiros e não entre Estações utilizando tecnologia pré-histórica).

 

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Tudo isto porque num dia em que Donald Trump fez mais uma gloriosa demonstração de todo o seu poder de fogo enviando uma Bomba Elefante sobre o Afeganistão (de modo a meter a tromba em qualquer gruta que pudesse albergar terroristas ‒ mas e se não forem?), obliterando tudo numa extensão de terreno de pelo menos 1Km, alguém se lembrou de falar de água (uma coisa tão comum) descoberta num mundo distante (quando aqui basta abrir a torneira): por um lado dando para se perceber qual o verdadeiro interesse no Espaço de políticos como Ted Cruz e como Marco Rubio, que parecendo muito interessados no desenvolvimento do Programa Espacial da NASA tem os seus olhos bem presos no desenvolvimento de foguetões poderosos, rápidos e de longo alcance. Para chegar onde e dominar quem? Mas voltemos a Encelados e deixemos os milionários entretidos com os seus terroristas (sejam máquinas como teme Musk sejam homens como teme Trump).

 

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Um dos satélites do longínquo e gigante-gasoso corpo celeste conhecido como Saturno (um dos 8 planetas do Sistema Solar em dimensão só superado por Júpiter), ainda hoje sob a observação da sonda norte-americana Cassini na sua já longa estadia nas imediações do mesmo (em sua órbita desde 2004) e que desde os primeiros dados recolhidos sobre essa lua (Encelados), refletindo a sua atmosfera, a sua superfície e até a sua possível estrutura interna, encontrou sinais senão mesmo evidências da possível existência de oceanos líquidos (subterrâneos), por vezes perfurando a camada superficial cobrindo a lua (devido ao exercício de fortes pressões internas) e acabando por ejetar material para o exterior sujeito a grande pressão, temperatura e velocidade, atingindo altitudes bem visíveis mesmo que observadas a muitos milhares de km pelas câmaras da minúscula sonda Cassini. E tal como se estivéssemos numa região hidrotermal, com a água quente surgindo por vezes à superfície e criando as condições ideais para nela evoluir e se instalar algo mais ‒ vida orgânica.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:32
Quinta-feira, 13 DE Abril DE 2017

O Centro do Nosso Mundo

“The sun lies at the heart of the solar system, where it is by far the largest object. It holds 99.8 percent of the solar system's mass and is roughly 109 times the diameter of the Earth — about one million Earths could fit inside the sun. The visible part of the sun is about 5,500 degrees Celsius, while temperatures in the core reach more than 15 million C, driven by nuclear reactions. One would need to explode 100 billion tons of dynamite every second to match the energy produced by the sun, according to NASA. The sun is one of more than 100 billion stars in the Milky Way. It orbits some 25,000 light-years from the galactic core, completing a revolution once every 250 million years or so. The sun is relatively young (4.6 billion years), part of a generation of stars known as Population I, which are relatively rich in elements heavier than helium.” (Charles Q. Choi/space.com)

 

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O Sol no momento da chama de classe M5.8

(a 3 de Abril de 2017)

 

Numa demonstração do poder do Sol assim como da sua natural imprevisibilidade (a nossa estrela atravessa um período do seu ciclo solar de fraca atividade), pode-se constatar a indesmentível presença e conjugação desse duo dinâmico (ponto central do mecanismo que faz funcionar e mantem o equilíbrio deste sistema planetário), na imagem de 3 de Abril de 2017 registada pelas câmaras do observatório SDO: apresentando-nos uma região extremamente ativa sobre a superfície do Sol, produzindo várias CME num intervalo de tempo de poucas horas (cerca de 10) e sendo responsável pelo aparecimento de algumas chamas solares de classe M5 (médias) ‒ uma delas a de 3 de Abril, a mais forte registada desde o início do mês.

 

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A Terra e as regiões mais afetadas pelo fluxo de raios-X

(a 3 de Abril de 2017)

 

Com estas explosões ocorridas na coroa solar a lançarem para o Espaço grandes quantidades de plasma, muitas vezes associados ao aparecimento de CME (dirigidas ou não para a Terra). Neste registo com emissões extremas de raios ultravioletas. Refletindo assim o ocorrido na segunda-feira da semana passada, em que uma chama solar de M5.8 irrompeu da mancha solar AR 2644, tornando-se a mais forte de 7 observadas em apenas 3 dias (e também a mais forte desde 23 de Julho do ano passado ‒ M7.6). Neste caso sem grandes consequências, dado a mancha estar de ida e não propriamente direcionada para a Terra (já de lado e menos negativa ‒ para a Terra). No entanto com uma nova mancha a caminho mas até ao momento não causando grandes preocupações (AR 2650 pouco ativa).

 

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O Sol e o filamento magnético produtor de CME

(a 9 de Abril de 2017)

 

Mas por outro lado e apesar das poucas manchas visíveis (dependendo esse número do instrumento ótico utilizado), com um novo buraco na coroa solar a estar brevemente de regresso depois de concluída a sua rotação (bastante ativo no mês passado e fazendo prever tempestades magnéticas da classe G1 e G2 daqui a pouco mais de uma semana) e agora (9 de Abril) com um filamento escuro impulsionado pelas poderosas forças criadas pelo campo magnético solar a atravessar a superfície do mesmo (como se fosse um vaga oceânica), a erguer-se e como dizem os cientistas da NASA “a arremessar uma parte de si próprio em direção ao Espaço exterior”: com essa região da coroa solar entrando em erupção, ejetando material para o exterior e originando mais uma CME ‒ e com uma parte da mesma a poder atingir a Terra e antecipando-se ao regresso de mais uma mancha solar poder já atingir a Terra com mais uma tempestade magnética de classe G1 (lá para o próximo sábado).

 

(imagens: nasa.gov e noaa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:12

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