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Segunda-feira, 14 DE Agosto DE 2017

Talvez uma Terra a 380 biliões de Km

Mesmo não se observando na Lua e em Marte vestígios evidentes da existência de água à sua superfície (em quantidade relevante como na Terra com os seus rios e oceanos), nada impede que estes dois corpos celestes não possam conter água (em depósitos subterrâneos), podendo representar para o Espaço o papel aqui reservado (na Terra) aos oásis nos Desertos ‒ um ponto intermédio de apoio (se quisermos sobreviver), à nossa obrigatória partida e Conquista do Universo. Depois destes, talvez mais longe e só mais tarde Trappist-1.

 

Habituados a procurar a grandes distâncias aquilo que poderemos encontrar perto de nós (como a água) e perdidas quase todas as esperanças de descobrir indícios de Vida (por mais primitivos que sejam) no nosso Sistema Planetário, mais uma vez (e tal como “um ferreiro usando um espeto de pau”) viramo-nos para o incessível e pomo-nos a sonhar: com um sistema rodeando uma estrela, com vários planetas orbitando a mesma, com condições favoráveis à existência de água e talvez mesmo com condições necessárias para a existência de vida (orgânica).

 

PIA21751.jpg

 

Sistema Planetário Trappist-1

(com a estrela rodeada por sete planetas)

 

Nesse sentido se encontrando a estrela Trappist-1 (observada inicialmente no final do século XX), identificada mais tarde como uma anã-vermelha e com sete planetas identificados até ao ano de 2017: conjuntamente formando um sistema planetário (Trappist-1) constituída por uma estrela (de tipo espectral M8V) rodeada por sete planetas (todos eles podendo conter água) e com todos eles orbitando a estrela (de referência) a uma distância menor que a distância Mercúrio/Sol (quase 58 milhões de Km) ‒ com a distância entre dois desses planetas a andar pelos 600.000Km (pouco mais que 1,5 X distância Terra/Lua).

 

1024px-Comparison_between_the_Sun_and_the_ultracoo

 

Tamanho comparativo do Sol e de Trappist-1

(a segunda estrela com pouco mais de 10% do diâmetro do Sol)

 

Um Sistema Planetário edificado em torno de uma estrela com cerca de 500 milhões de anos (e com um tempo de vida muito maior que a do Sol) e localizado a cerca de 40 anos-luz do nosso Sistema (o Sistema Solar) ‒ qualquer coisa como 380 biliões de Km: observado na constelação de Aquários e com todos os seus sete planetas sensivelmente do mesmo tamanho que o apresentado pela Terra (e com os cientistas denominando-os terrestres, talvez pelas condições e por algumas semelhanças ‒ como ambientais ‒ com o nosso planeta).

 

PIA21422_-_TRAPPIST-1_Planet_Lineup,_Figure_1.jpg

 

A estrela e os sete planetas integrando o Sistema Trappist-1

(com os planetas f, g e h situados na zona habitável)

 

Projetando à nossa imagem um Outro Mundo (que não o nosso mas parecido) situando-se a 40 anos de distância do Sistema Solar viajando à velocidade da luz ‒ e tomando como referência a velocidade da sonda Juno (v = 40km/s), transformando-se numa eternidade medida em muitos milhares de anos. Rodeando uma estrela-anã extremamente fria e com 7 planetas à sua volta, comportando-se face à sua estrela como a Lua face à Terra e assim numa das suas faces sendo sempre de dia e na outra pelo contrário sendo sempre de noite: senão numa ou na outra (face) podendo existir zonas fronteiriças (com condições intermédias e suportáveis) compatíveis com Vida (especialmente nos planetas mais distantes da estrela Trappist-1).

 

“Researchers say in a new study that the TRAPPIST-1 star is quite old: between 5.4 and 9.8 billion years. This is up to twice as old as our own solar system, which formed some 4.5 billion years ago.” (nasa.gov)

 

(imagens: nasa.gov/wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:01
Domingo, 13 DE Agosto DE 2017

Asteroide 2012 TC4

A caminho do planeta Terra

(e prometendo passar no interior da órbita da Lua)

 

Com a NASA a manter os seus 45.000Km (outros nem 7.000Km) como ponto de maior aproximação à Terra ‒ mas chocando com a mesma podendo provocar um Evento muito semelhante ao ocorrido em Chelyabinsk (cerca de 1500 feridos e de 7000 casas danificadas).

 

ann17052a.jpg

Asteroide 2012 TC4

(assinalado a azul ao centro)

 

O asteroide 2012 TC4 previsto para passar nas proximidades do planeta Terra no próximo dia 12 de Outubro pelas 05:41 UT, foi de novo detetado por um grupo de três astrónomos (Hainaut, Koschny e Micheli) tendo como primeiro objetivo a sua definição orbital (utilizando um telescópio ótico VLT):

 

Descoberto a 4 de Outubro de 2012 aquando da sua anterior passagem (mas com definições e características recolhidas insuficientes) o asteroide voltou de novo a ser detetado a 27 de Julho (deste ano) sendo confirmado com mais dois registos um a 31 de Julho e outro a 5 de Agosto.

 

Ficando com a sua órbita definitivamente definida a 8 de Agosto e com o asteroide a apresentar uma dimensão próxima dos 15 metros e um período orbital de 1766 dias (4,84 anos)

 

‒ Segundo os cálculos desses astrónomos (da Universidade de Maryland) no dia 12 de Outubro com o mesmo a passar nas proximidades do nosso planeta a uma distância de 50.000Km (quando já se falara em 45.000Km e até em menos de 7.000Km) no interior da órbita da Lua.

 

No dia 1 de Setembro de 2017 com um monstro de mais de 5 Km (5376 metros)

‒ O asteroide 1981 ET3 ‒

A passar a pouco mais de 9 milhões de Km da Terra.

 

[Com o maior objeto previsto para passar nas proximidades do planeta Terra a continuar a ser o asteroide 2004 MN4 (também conhecido como Apophis), possuindo um período orbital de quase 10 anos e uma dimensão de 350/450 metros: no dia 13 de Abril de 2029 passando no seu ponto de maior aproximação a menos de 40.000Km de distância. Não impedindo no entanto que o mesmo e desde a sua descoberta não tenha nos cálculos da NASA possibilitado um impacto com a Terra (chegando no início a ser de 1 para 37) e que lá para 2069/70 o asteroide Apophis não faça aí e então uma grandessíssima tangente ‒ no mínimo “barba e cabelo” (passando a uns míseros 120Km) se não for mesmo um grande estouro (tantos são os imprevistos a tão curta distância).]

 

(imagem: umd.edu)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:25
Terça-feira, 08 DE Agosto DE 2017

Outubro ‒ O mês do Duplo Impacto

Probabilidade de Impacto ≠ 0

 

Nem 15 dias passados sobre as Eleições Autárquicas deste ano em Portugal (1 de Outubro) existe o perigo de um asteroide2012 TC4atingir o planeta Terra (sendo Portugal uma das hipóteses).

 

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Asteroide 2012 TC4

Numa tangente à Terra?

 

Segundo cientistas da agência espacial norte-americana NASA estudando a movimentação no Espaço de objetos circulando nas proximidades do nosso planeta, um asteroide de dimensões provavelmente muito semelhantes às do meteoro de CHELIABINSK (17 metros) passará no próximo dia 12 de Outubro a cerca de 45.000Km da Terra: tendo passado pela última vez nas suas proximidades no ano de 2012 (período orbital de quase 5 anos) a cerca de 280.000Km de distância (outros afirmam apenas 1/3 dessa distância ou seja 95.000Km) e estimando-se com um tamanho compreendido entre 10 e 40 metros.

 

Movimentando-nos num Conjunto cada vez mais fechado e tendencialmente concentrado num único ponto (e no seu/nosso destino) ‒ e simultaneamente condicionados pelos parâmetros até agora disponíveis por propostos ‒ numa determinada referência Explodiremos (sendo expulsos e expandindo-nos num Universo Coincidente) ou então Implodiremos (sendo sugados e expandindo-nos num Universo Paralelo).

 

Dentro de menos de 2 meses fazendo uma nova aproximação ao planeta Terra (e atingindo o seu periélio por meados de Novembro) passando a uma distância de nós talvez menor que 35.000Km (1/3 do estimado) ou até mesmo fazendo uma tangente ou até mesmo uma secante ao planeta ‒ neste último caso sendo o exemplo o Evento recentemente ocorrido na Rússia (há quatro anos e meio) com um corpo celeste a explodir na atmosfera e a desintegrar-se, provocando uma violenta onda de choque (grandes danos materiais e cerca de 1500 feridos) com alguns dos seus fragmentos a embaterem no solo (fazendo-nos recordar o Evento de Tunguska ocorrido há 90 anos e em tudo semelhante).

 

Seja qual for a direção e a profundidade relacionando matéria e energia (deslocada), com esse intercâmbio tendo como base fenómenos eletromagnéticos intrínsecos a qualquer tipo de conjunto (vivo e dinâmico), a ser o resultado logico da evolução sucessivamente replicada (e adaptada) de qualquer Conjunto (mesmo que vazio) evoluindo ciclicamente entre o Caos e a Ordem.

 

Estimando-se segundo vários cálculos efetuados por esses mesmos cientistas (da NASA e outros) não haver hipótese de impacto entre a Terra e esse asteroide, mas tal podendo ocorrer não ultrapassando sequer 0,00055% das hipóteses ‒ e mesmo assim incomodando por ser ≠ de Zero.

 

(imagem: Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:59
Quarta-feira, 26 DE Julho DE 2017

Explosão Solar de Classe-X a caminho de Marte

E atingindo o planeta entre quinta e sexta-feira!

 

No passado dia 23 (domingo) uma chama solar da classe-X (as mais intensas na escala crescente B/C/M/X) deu origem a uma intensa emissão de matéria solar ‒ originada pela interação de campos eletromagnéticos extremos movimentando-se na coroa do Sol ‒ provocando fortes explosões e erupções à sua superfície e ejetando o mesmo material (massa) através de CME incorporando raios extremamente nefastos, energéticos, penetrantes e radioativos (como raios-X e ultravioletas). Para nosso benefício com as CME não dirigidas à Terra, mas sendo dirigidas a Marte pondo em estado de alerta todas as sondas aí presentes (em órbita como à superfície).

 

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Uma explosão na coroa do Sol ‒ iniciada por volta das 05:00

Com as chamas solares a deslocarem-se na direção do planeta Marte

(relativamente à Terra colocada do lado oposto da estrela comum)

 

Para se verificar como o Sol pode ser ao mesmo tempo amigo e inimigo de elementos pertencentes à mesma (e sua) família planetária ‒ o Sistema Solar ‒ basta recordar o que aconteceu ontem na sua coroa solar (23 de Julho), com uma espetacular CME a surgir do lado oposto do Sol (relativamente à Terra) não afetando minimamente o nosso planeta (CME em sentido oposto ao nosso), mas dirigindo-se em direção ao planeta Marte neste momento localizado do outro lado do Sol (a região do Sol originária da intensa erupção e ejeção de material e radiações solares para o espaço exterior). Emergindo da já conhecida mancha solar AR 2665 (tendo sido visível ao passar diante de nós no início deste mês) e devido ao seu movimento de rotação e subsequente erupção (radiação ultravioleta extrema) percorrendo em pouco tempo a distância até Marte e atingindo-o brevemente.

 

20170723_050530_n4euA_195.jpg

A explosão solar de 23 de Julho ‒ 05:00:30

Registada pela câmara do satélite STEREO A

(EUVI 195)

 

Pela sua expressão podendo-se considerar esta CME uma explosão solar da classe X (as mais intensas), a qual se tivesse ocorrido umas duas semanas antes teria certamente atingido a Terra e provocado no mínimo as habituais e intensas tempestades geomagnéticas, mais visíveis a elevadas latitudes mas em casos mais extremos podendo ocorrer a menores latitudes: alargando (em latitude) o campo visual de fenómenos como as auroras, podendo afetar e interromper emissões de certas frequências de rádio, perturbando ou danificando parte das mais diversas grelhas elétricas (de abastecimento) ou até em situações mais extremas e provavelmente já ocorridas no nosso planeta (no passado já que as recentes felizmente nos têm passado ao lado) provocando danos ainda maiores e de consequências mais gravosas: como terá sucedido em 1859 e milagrosamente evitado em 2012.

 

carringtonevent31.jpg

Se o Evento de 1859 provocou o colapso do seu mais importante meio de comunicação

(o telégrafo ‒ e o incêndio de alguns equipamentos e até choques elétricos)

O Evento de 2012 se dirigido à Terra poderia ter-nos feito regressar à Idade da Pedra

 

No ano de 1859 e numa altura em que o Sol já demonstrava alguns sinais de incremento da sua atividade (na sua coroa solar) ‒ com várias manchas solares visíveis e direcionadas para a Terra ‒ com o nosso planeta a ser diretamente atingido pelos efeitos de uma grande explosão na superfície do Sol e com a nossa estrela a enviar-nos uma invisível mas poderosa nuvem de eletrões impactando violentamente a nossa atmosfera e provocando auroras mesmo a baixas latitudes, interferências e interrupções nas comunicações (como no telégrafo com alguns dos seus componentes como fios e terminais causando choques elétricos, pegando fogo e provocando incêndios) e afetando ainda a jovem rede elétrica ainda no seu início de implementação (e com consequências para a sociedade de então muito mais reduzidas se tal caso ocorresse hoje.

 

“The Carrington event happened in the mid-1800s, and the effects that it had on the technology of the time were notable and significant. The effect of a similar event occurring during the 21st century would be much worse due to our reliance on technology — for starters, we would probably lose all satellites, causing billions of dollars in damage and confusion as our navigation and communication systems shut down. It is impossible to say with certainty what such an event would lead to, and when or if it might happen.” (futurism.com)

 

Numa sociedade assente na eletricidade, nas telecomunicações e nas novas tecnologias): no presente e com uma Tempestade Solar deste nível a suceder (para muitos um cenário cíclico a cada 500 anos) podendo-se transformar mais este (previsível) episódio num Evento de relevo e com efeitos catastróficos para o nosso Ecossistema e a sua estrutura básica de suporte (toda baseada na Eletricidade e no Magnetismo) ‒ com um impacto financeiro de Triliões e talvez necessitando de uns 10 anos para recuperar. Já no ano de 2012 e decorridos mais de 150 anos sobre o Evento de 1859 (Carrington) com um outra explosão solar de semelhantes dimensões e consequências (se não mesmo pior) a ser registada (fez ontem 5 anos) deslocando-se em direção da órbita terrestre, mas felizmente falhando o alvo (a Terra) por uma questão de alguns dias (uma semana): salvando-nos dos raios-X e das radiações ultravioletas.

 

atmosphere-composed-of-five-layers.jpg

Diferentes camadas constituintes da atmosfera

Contendo nela todos os ingredientes para o aparecimento da Vida

(e com a mesma envolvendo e protegendo toda a Terra)

 

Em 25.07.2017 e num período em que o Sol não tem apresentado manchas visíveis (pelo menos minimamente relevantes) com a nossa estrela mantendo-se relativamente tranquila pelo menos no que nos diz respeito (Terra), mas invertendo-se os papéis relativamente a Marte: supondo o vento solar a deslocar-se a uma v = 600Km/s e Marte distando 225.000.000Km do Sol (média), dentro de cerca de 4/5 dias com as radiações provenientes da mancha solar AR 2665 a atingirem o Planeta Vermelho (27/28 Julho), bombardeando de uma forma inclemente o nosso vizinho exterior com poderosíssimas emissões de radiações tóxicas e mortais provenientes da deslocação desta extremamente intensa e energética nuvem eletromagnética capaz de destruir tudo (em certos contextos) à sua passagem, varrendo todos os cenários (principalmente os desprotegidos) com raios -X e raios ultravioletas.

 

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Viajando pelo Espaço

Sem proteção em Marte e com proteção na Terra

(na Terra com o seu escudo protetor defletindo o vento solar e cósmico)

 

Um planeta sem atmosfera, sem água e sem vida, encerrado num ecossistema aberto e sem qualquer tipo de proteção de efeitos oriundos do exterior (a tal atmosfera protetora existindo na Terra), mostrando-nos um cenário de um mundo infinitamente bombardeado por raios solares e por raios cósmicos, transformado 4,5 biliões após a sua formação num deserto árido e como que calcinado e sem vestígio de qualquer tipo de organismo senão mesmo os minerais: fazendo-nos suspeitar da existência de água num passado bastante remoto de Marte mas nada nos dizendo sobre a possibilidade da existência de organismos para além dos minerais (os orgânicos). E olhando para o sucedido em Marte comparativamente com o sucedido na Terra (claramente com partes dos seus trajetos comuns), agradecendo pela nossa cobertura (protetora) completamente ausente na outra superfície (marciana).

 

(imagens: nasa.gov/activistpost.com/theexplanation.com/skyandtelescope.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:08
Quarta-feira, 12 DE Julho DE 2017

A Terra Engolida pela GMV

Na nossa Imaginação não existe qualquer tipo de limite para a utilização dos Números ‒ sejam eles quais forem (mesmo sendo reais): desde o infinitamente grande (suponhamos 10↑1000) ao infinitamente pequeno (por exemplo 10↑-1000). Numa estrutura formidável, capaz de operar números extremos e (ainda assim) alcançar a Unidade (10↑1000 X 10↑-10000 = 1).

 

Para nos apercebermos da posição relativa da Terra face ao conjunto imaginário que a mesma integra ‒ o Sistema centrado no Sol (ponto zero) e estendendo-se até aos limites da Nuvem de Oort (100.000UA) ‒ nada melhor do que a comparar com um outro elemento significativo do mesmo conjunto (como por exemplo Júpiter o maior planeta do Sistema Solar) e daí tentar tirar algumas conclusões (utilizando os parâmetros Tempo e Espaço) que nos possam iluminar: desde logo comparando (em extensão) um planeta com cerca de 12.756Km de diâmetro com outro com cerca de 143.000Km (d Júpiter = 11 x D Terra).

 

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A Terra e a Grande Mancha Vermelha de Júpiter

 

Compreendendo-se tratar-se de dois corpos celestes semelhantes (planetas), um localizado a 150 milhões de Km do Sol o outro em torno dos 800 milhões de Km e inseridos em coordenadas extremamente próximas quase que como sobrepostas (apenas em 5 UA desde o Sol) pensando-se por exemplo em Saturno (10UA) para já não falarmos na fronteira (definindo-a como a Nuvem de Oort 10.000 X mais distante que o planeta). E assim, aproveitando a técnica da sobreposição e toda a nossa capacidade imaginativa emanando por pura reflexão desse novo cenário, dando um primeiro passo para uma nova perceção da nossa situação e posição: não nos chocando o contraste entre a Mancha (Grande Mancha Vermelha de Júpiter) e a Terra.

 

PIA21774.jpg

Júpiter

(PIA 21774)

 

Uma montagem publicada no site da responsabilidade da NASA photojournal.jpl.nasa.gov resultado da sobreposição de uma imagem da Terra (da autoria do SwRI) sobre uma outra do planeta Júpiter obtida a 2 de Abril de 2017 por um astrónomo amador (Christopher Go) e na qual o nosso planeta aparece enquadrado no interior da conhecida Grande Mancha Vermelha do planeta Gigante Júpiter, uma área com cerca de 16.350 Km de extensão ou seja com um diâmetro superior ao do nosso planeta (1,3 d Terra). Que nos confirma por um lado o nosso estatuto (do Homem) da mais pura invisibilidade (tão pequenos e consumindo-nos tão rapidamente), por outro lado o impercetível posto e relevância da Terra na hierarquia Solar (se não fossemos nós sendo indiferente) e mesmo no caso do Gigante (Júpiter) e do seu centro extraordinário (o Sol) e face ao Infinito rodeando tudo, a insignificância fabulosa de um ponto face à sua absoluta e necessária presença na edificação e içar do Todo ‒ sem o qual o mesmo desabaria por falta de um alicerce fulcral: a Vida.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:34
Segunda-feira, 03 DE Julho DE 2017

Impacto em menos de 24 Horas

3 Junho 2017

ALERTA de COLISÃO EMINENTE!

(de um asteroide com a Terra)

 

Os telescópios do CSS (Catalina Sky Survey) instalados nas proximidades da cidade de Tucson (localizada no estado norte-americano do Arizona) acabam de descobrir na sua procura de corpos celestes circulando nas proximidades da Terra um pequeno asteroide em trajetória de aproximação ao nosso planeta que segundo os especialistas da NASA (da Universidade do Arizona) irá impactar com a Terra: descoberto num dia e com o impacto a estar previsto para dentro de menos de 24 horas.

 

PIA21712.jpg

À esquerda o asteroide 2014 AA

(a caminho da Terra)

 

Com este asteroide de código 9 (valor máximo = órbita extremamente incerta) a ter um diâmetro estimado de 2 a 3 metros, segundo os cientistas dirigindo-se na nossa direção e indo inevitavelmente impactar o nosso planeta (dentro de 20 horas) entrando por essa altura na nossa atmosfera e acabando por se desintegrar e posteriormente colidir (os seus fragmentos) com a Terra muito provavelmente sobre o oceano Atlântico (mas nunca se sabendo com precisão o local de impacto dada a sua órbita incerta).

 

[Um asteroide descoberto na realidade a 1 de Janeiro de 2014, entrando na atmosfera terrestre sobre o oceano Atlântico (sem consequências relevantes conhecidas) 20 horas depois ‒ de qualquer forma sem capacidade de reação/defesa (tratando-se de um caso mais grave) por parte da Terra/de nós.]

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:01
Segunda-feira, 29 DE Maio DE 2017

Explosão Solar Dirigida

Mesmo com o Sol neste seu último ciclo solar a estar neste momento a caminho de um mínimo de atividade (poucas manchas visíveis), de vez enquanto o Sol parece despertar (com explosões e ejeções à sua superfície) atirando-nos na nossa direção com mais umas CME. Mas apesar de tudo e até hoje sem grandes consequências para a Terra.

 

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Viajando entre o Sol e a Terra num trajeto de 150.000.000Km uma CME produzida na passada terça-feira (23) na coroa solar atingiu este sábado (27) o nosso planeta e o seu campo magnético originando uma tempestade geomagnética da classe G3 (forte). Com o vento solar oriundo da nossa estrela a demorar cerca de 4 dias a cá chegar (deslocando-se a uma velocidade relativamente baixa ‒ talvez nos 300/400Km/s) mas mesmo assim e dado estar direcionada para a Terra provocando uma forte tempestade (geomagnética) e o imediato aparecimento entre outras consequências de fenómenos atmosféricos como as auroras (mesmo a latitudes em redor dos 50⁰).

 

“I haven't seen the aurora since last September ‒ that streak ends tonight. This was the view from York Beach at 10:25 PM.”

(Rob Wright Images/twitter.com)

 

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USA ‒ Maine ‒York Beach

(latitude: 43.17⁰)

 

No que diz respeito ao Algarve e dada a sua latitude (cerca de 37⁰) não se tendo naturalmente notícias sobre o aparecimento de auroras, o que não impede quanto ao estado do tempo todos os cuidados a ter no que diz respeito aos raios ultravioleta: nesta região nos últimos tempos registando valores elevados na ordem dos UV8/9 (muito elevado) e ainda hoje com os dados a apontarem para UV9.

 

Neste intervalo de tempo desde a chegada da CME (27 e 28 Maio) com cinco sismos (todos sem relevância) registados nas proximidades da região do Algarve: a S Cabo S. Vicente com M2.3 e a SW Sines com M2.1 (ontem) e ainda a SW Cabo S. Vicente com M1.8, no Golfo de Cádis com M1.2 e a S Lagos com M1.0 (hoje). Já a nível Global com os cinco sismos mais significativos (M> 5) a ocorrerem ao largo da costa do Chile (M5.1) e no ocidente da Turquia (M5.0) ontem e nas Ilhas Aleutas (M5.5), no sul do Alasca (M5.1) e de novo no ocidente da Turquia (5.0) hoje (até às 11:04:59 UTC).

 

(imagens: The Watchers)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:56
Segunda-feira, 22 DE Maio DE 2017

Treme-Treme

“Enquanto a Terra continuar a tremer é porque ainda funciona

‒ sendo a garantia de que ainda temos transporte.”

 

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Círculo de Fogo do Pacífico

 

Observando rapidamente o quadro de registos dos últimos sismos (M4.0 ou superior) verificados no dia de hoje (22 de Maio) a nível mundial (em terra e no mar), facilmente se concluiu que a esmagadora maioria desses sismos ocorreu numa das regiões mais ativas do nosso planeta, tanto a nível sismológico como até mesmo vulcânico: o Círculo de Fogo do Pacífico.

 

Dos 18 sismos assinalados nesta segunda-feira 22 (até às 19:25) com os mais intensos a referirem-se à região de Tonga/M5.3, às ilhas Kuril/M5.4 e à PNG/M5.1 (todos com epicentro no mar). E com a costa ocidental do Continente Americano a ser a mais castigada (em sismos com M igual ou superior a 4) desde o norte (Canadá, EUA e México) até ao sul (Peru, Chile e Argentina).

 

E nunca esquecendo o Japão (um sismo no mar de M4.5 nas proximidades de Honshu) e o aqui deslocado Tajiquistão (localizado no continente asiático e com um sismo de M4.9): este último por ser em terra aquele que poderá ter tido maiores consequências (desconhecidas). De um total de 18 sismos com 17 deles a terem de uma forma ou de outra algum tipo de afinidade com o Círculo (94%).

 

Sem dúvida e tendo-se já transformado num hábito persistente e duradouro, com toda esta região integrando no seu ventre as águas do grande oceano Pacífico (fundindo-se a sul com o Índico) apresentando-se em constante efervescência e contínuo movimento, sempre a tremer, com erupções e até com tsunamis. Por um lado mostrando-nos as mais violentas demonstrações de força da Natureza, mas pelo outro demonstrando-nos na prática como o planeta continua Vivo.

 

Já no que diz respeito a Portugal e à sua atividade sísmica (em terra) com os três últimos registos mas de fraca intensidade (nem) sentidos na região do Algarve, a serem os verificados hoje (dia 22) a W de Castro Marim (M1.3) e a S de Lagoa (M1.0) e o sentido no dia 16 a NW de Loulé (M1.0). Mas com a Figueira da Foz (mais a norte) a ser a protagonista (continental) com um total de 7 sismos no espaço de menos de 4 horas: com magnitudes entre 0.8 e 3.5 (logo o primeiro).

 

(imagem: redescrobrindoeuropa.blogspot.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:31
Domingo, 14 DE Maio DE 2017

Asteroides

No meio da Mesa de Bilhar a Terra não passa de mais uma Bola

‒ Faltando saber qual a cor para o cálculo de Probabilidades.

 

cneos_banner.jpg

 

Desde o início deste ano de 2017 37 asteroides passaram a uma distância do nosso planeta igual ou menor a 1.000.000Km (aproximadamente 2,5 X a distância Terra/Lua). Desses asteroides 23 (64%) passaram a menos de 1DL (384.401Km).

 

Com o asteroide 2017 GM (3 a 6 metros) a ser o que passou mais perto da Terra (a 4 de Abril) a pouco mais de 15.000Km e com o asteroide 2017 DS109 (passando a mais de 350.000Km) a ser o de maior dimensão com cerca de 17/38 metros (visitando-nos a 5 Março).

 

N

Asteroide

(designação)

Data

MA

Distância

MA (DL)

V

(Km/s)

Diâmetro (m)

Descoberto

(em 2017)

Órbita

(definida)

Código

(0-9)

1

2017 GM

Apr-04

0.04

18.50

2.8 - 6.3

3 Abr

5 Abr

7

2

2017 EA

Mar-02

0.05

18.42

1.8 - 4.1

2 Mar

6 Abr

6

3

2017 BH30

Jan-30

0.13

15.46

4.6 - 10

29 Jan

6 Abr

6

4

2017 FN1

Mar-20

0.16

18.26

2.0 - 4.5

20 Mar

6 Abr

7

5

2017 JA

May-02

0.26

16.03

4.4 - 10

1 Mai

1 Mai

6

(Asteroides por MA à Terra)

 

E com o asteroide deslocando-se a uma maior velocidade a ser 2017 FS com um valor de 20Km/s e o mais lento sendo 2017 DG16 deslocando-se a 7Km/s ‒ com outros 3 asteroides a apresentarem inicialmente uma grande incerteza na definição da sua órbita (código 8): 2017 FW158, 2017 FS e 2017 HG49.

 

Com a curiosidade um pouco preocupante de entre os 23 asteroides passando a menos de 1 DL da Terra (384.401Km) 9 deles (39%) só terem sido detetados aquando da sua passagem ou até mesmo depois da mesma se ter dado (2 deles de código 8 ‒ 2017 FW158 e 2017 HG49).

 

N

Asteroide

(designação)

Data

MA

Distância

MA (DL)

V

(Km/s)

Diâmetro (m)

Descoberto

(em 2017)

Órbita

(definida)

Código

(0-9)

1

2017 DS109

Mar-05

0.92

11.38

17 - 38

14 Fev

6 Abr

6

2

2017 AG13

Jan-09

0.54

15.70

16 - 36

7 Jan

6 Abr

6

3

2017 BS32

Feb-02

0.42

11.57

9.2 - 21

30 Jan

6 Abr

5

4

2017 HJ

Apr-16

0.35

15.04

8.7 - 19

17 Abr

25 Abr

6

5

2017 HG49

Apr-21

0.93

13.78

7.9 - 18

27 Abr

1 Mai

8

(Asteroides a menos de 1 DL por maior diâmetro)

 

No que diz respeito aos 14 asteroides estendendo-se no intervalo para lá de 1DL até perto dos 1.000.000Km (2.6DL), voltando de novo a ocorrer o já sucedido anteriormente, com 3 desses 14 asteroides (21%) a só serem descobertos após a sua respetiva passagem ‒ num intervalo de duas semanas.

 

E se aqui a percentagem dos asteroides não previamente detetados passou dos iniciais 39% (< 1DL) para uns mais baixos 21% (1/2 DL) ‒ obviamente uma diminuição de quase 50%  ‒ não se podendo no entanto esquecer da maior dimensão destes últimos e da sua maior perigosidade (em caso de impacto).

 

N

Asteroide

Data

DL

V (Km/s)

D (m)

1ªobservação

Solução

Código

1

2017

JA2

May-12

2.57

9.62

30 - 66

4 Mai

13 Mai

6

2

2017

HY3

Apr-26

2.55

17.08

22 - 49

24 Abr

28 Abr

7

3

2017

JV1

May-08

2.34

11.27

15 - 35

3 Mai

8 Mai

7

4

2017 FQ127

Apr-03

2.05

14.27

15 - 33

29 Mar

5 Abr

7

5

2017

FX90

Apr-01

2.37

12.19

14 - 32

25 Mar

10 Abr

6

(Asteroides entre 1/2 DL por maior diâmetro)

 

Destes últimos asteroides passando entre 1/2.6 DL da Terra, devendo-se destacar os 3 só vistos depois de passarem ‒ com o maior a poder ter um diâmetro entre 20 e 45 metros (maior que o de Chelyavinsk): 2017 FA3 (17 Março), 2017 FL101 (25 de Março o maior) e 2017 GW4 (outro de código 8).

 

Constatando-se que face a estas bolas de bilhar circulando livremente pelo nosso Sistema e impulsionadas de algures (na nossa direção), a Terra correrá sempre o perigo de ser um dia atingida por uma delas (como acontece periodicamente mas com objetos mais pequenos).

 

Asteroide

(designação)

Data MA

Distância MA

(Km)

Velocidade

(Km/s)

Diâmetro

(m)

153814 (2001 WN5)

2028-Jun-26

249860

10.24

580 - 1300

99942 Apophis (2004 MN4)

2029-Apr-13

38440

7.42

310 - 680

(maiores aproximações previstas nos próximos 12 anos)

 

Dependendo aí o nosso Futuro (Terra/Homem), do seu cartão-de-visita (asteroide): velocidade, dimensão, constituição, entre outros pontos de identificação.

 

E da nossa Prevenção ‒ deixando de descobrir apenas 1 em cada 3 (dos 37 asteroides 12 passaram sem se ver ou seja 32%) e antecipando o mais possível a saída necessária da nossa zona de conforto (se quiser sobreviver e evoluir o Homem terá que sair da Terra e descobrir Outros Mundos).

 

(dados e imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:11
Quinta-feira, 04 DE Maio DE 2017

O Ponto Central

“The magnetic field lines between a pair of active regions formed a beautiful set of swaying arches rising up above them. The connection between opposing poles of polarity is visible in exquisite detail in this wavelength of extreme ultraviolet light. What we are really seeing are charged particles spinning along the magnetic field lines. Other field lines are traced as they reach out in other directions as well.” (nasa.gov)

 

PIA21604.jpg

O Sol entre 24/26 Abril 2017

AIA/SDO

(PIA 21604)

 

Todos nós sabemos que para bem dos nossos órgãos da visão nunca devemos olhar diretamente para o Sol:

 

Se o fizermos e dada a elevada capacidade energética e luminosa dos raios solares atravessando o Espaço e atingindo a Terra, arriscamo-nos a sobrecarregar os circuitos de ligação, a danificar o sistema de apoio ótico e a queimar e a inutilizar definitivamente toda a função a ele associado ‒ ficando cegos.

 

Com o nosso corpo a interiorizar que apesar de existirmos num Espaço sem fim à vista, sem origem conhecida ou objetivo visível (que compreendamos) e convidando-nos constantemente à descoberta (como o faz qualquer Mistério que nos é proposto, podendo no seu desenvolvimento esclarecer um pouco mais o Desconhecido),

 

O meio ainda nos impõe limites (não só físicos como psíquicos) pelo menos enquanto não tivermos capacidade científica e tecnológica de o contornar, manipulando as suas propriedades ou então ultrapassando-o aceitando exceções: tendo possibilidade de acesso sem perda de Tempo e noção de Espaço. Fazendo coincidir Planos já existentes no Espaço ‒ bastando-o dobrar num dos eixos, procurar o seu simétrico, fazendo-os coincidir (num Mundo onde a Força Invisível assenta num duo conjunto o Eletromagnetismo, comandando então as partículas/a Matéria e dando-lhes movimento, estrutura e Vida).

 

Não nos impedindo para já mesmo não olhando para o Sol,

 

De tentar perceber melhor o seu papel em todo este Mecanismo (no qual o Homem se encontra inserido),

 

Tentando de algum modo observá-lo com maior atenção (não fosse ele o centro do nosso Sistema),

 

Perceber o significado de muitas das suas manifestações exteriores (não fossem elas condicionantes da manutenção do nosso ecossistema),

 

Vislumbrar para além das chamas e das explosões a sua epiderme em constante erupção (combustão e emissão)

 

E num último passo para além dos limites que nos são impostos pela realidade (cruel mas inevitável por fazer parte do nosso percurso e aprendizagem),

 

Imaginar um Outro Mundo para além dele (não em profundidade ou em extensão mas para além da sua epiderme ou do seu próprio ponto de referência) recorrendo à Imaginação (criadora por ir além dos limites, mas tantas vezes vedada por contrariar a realidade anteriormente adotada):

 

Como se para além das chamas e impedindo o nosso olhar (com a sua violenta intensidade e brilho, repelindo-nos quase como se nos rejeitasse), ao pressionar sem mesmo nela tocar uma porta se abrisse e se estivesse num Outro Lugar: talvez paralelo mas sobretudo distante. Caso contrário aqui morreremos ‒ perdidos numa ilha isolada sem nada nem ninguém o saber.

 

(imagem: nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:38

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