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Segunda-feira, 06 DE Fevereiro DE 2017

O Sempre Misterioso Planeta Vermelho

“Mars is renowned for having the largest volcano in our Solar System Olympus Mons. New research shows that Mars also has the most long-lived volcanoes. The study of a Martian meteorite confirms that volcanoes on Mars were active for 2 billion years or longer.”

 

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Amostra do meteorito NWA 7635

Originário e ejetado do planeta Marte há 1 milhão de anos atrás

(atravessando a atmosfera terrestre e caindo na Argélia)

 

Suspeitando-se que tal como tudo o que acontece na Terra o mesmo se poderá passar noutros corpos celestes com características muito semelhantes (como Marte) – mais de 4.5 biliões de anos após a formação do Sistema planetário onde se integra (Sistema Solar), passados mais de 2 biliões de anos de intensa atividade vulcânica (eventualmente metade da sua vida) e após um meteorito ter sido ejetado da sua superfície há cerca de 1 milhão de anos atingindo a superfície da Terra (entrando na atmosfera terrestre em 2011 e sendo descoberto na Argélia na zona de impacto em 2012) – um geólogo norte-americano (Tom Lapen) da Universidade de Houston (Texas/EUA) servindo-se dum testemunho direto oriundo do planeta Marte e tendo vivido a experiência de uma das várias etapas da história do vulcanismo marciano (utilizando para o efeito o meteorito NWA 7635), chegou aquela que seria a mais lógica conclusão para um corpo celeste como Marte evidenciando na sua superfície tantos indícios e vestígios de antiga atividade vulcânica (ou não fosse o planeta conhecido por possuir aquele que poderá ter sido o maior vulcão do Sistema Solar – o Monte Olimpo): que o planeta terá estado bastante ativo no passado talvez há uns biliões de anos (por volta de 2).

 

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Olympus Mons.

Localizado mesmo ao lado da elevação Társis de dimensão idêntica à da América do Norte

(conhecido desde o séc. XIX antes da chegada das sondas automáticas)

 

Com o geólogo Tom Lapen a ter a virtude (como cientista e investigador que é) de ter a capacidade e a qualidade de servindo-se de um testemunho oriundo do planeta Marte (como o meteorito NWA 7635) – e comparando-o com outros 11 meteoritos também daí oriundos, conhecidos como shergotitos (contendo minerais habituais em rochas ígneas e metamórficas) – ter assumido mais uma vez perante toda a comunidade científica aquilo que por ser tão simples e óbvio (por tantas vezes replicado em tantas situações e espaços um pouco por todo o nosso Sistema) tantas vezes é tão difícil de aceitar: mesmo depois de enviarmos tantas sondas a Marte (infelizmente sendo todas automáticas) e de o observarmos de diversas posições e locais (do ar e em terra), mas sobretudo depois de sentirmos no nosso corpo interior como algo mais amplo de que fizéssemos parte (unindo os dois planetas num destino muito semelhante mas separados na evolução do tempo), a existência de algum tipo de ligação entre os dois planetas – a Terra e Marte. Com um deles sendo o espelho do outro mas em diferentes etapas do seu desenvolvimento, transformação e evolução, podendo numa dessas hipóteses e estudando o passado de Marte prevermos o futuro da Terra – e até nos prevenirmos contra eventuais acontecimentos (que caso tenha existido Vida em Marte pelos vistos não sucedeu).

 

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Monte Olimpo

Com o mesmo diâmetro do estado norte-americano do Arizona

(o maior e durante mais tempo ativo vulcão do Sistema Solar)

 

Agora com o maior vulcão do Sistema Solar – o Monte Olimpo (3X mais alto que o monte Evereste) – a poder ser também aquele que durante mais tempo esteve em atividade, no interior do nosso Sistema Solar. O que até se torna também lógico, pensando um pouco e por simples eliminação – com os grandes candidatos a serem a Terra e Marte e o que pudesse ter existido antes na região da Cintura de Asteroides: já agora podendo ter sido num passado bastante remoto uma região do espaço ocupada por um outro planeta, sofrendo num determinado momento da sua história um Evento catastrófico ao nível da extinção (talvez tendo partido do exterior do nosso Sistema) e acabando pulverizado e espalhado pela região atualmente ocupada pela referida Cintura – e provocando simultaneamente um grande desequilíbrio nesse Sistema Planetário, com a vítima colateral (principal) a ser Marte, o seu companheiro mais próximo girando logo ali ao lado. Podendo até ter acontecido sermos todos filhos de Marte (podendo-se desde já obter amostras de meteoritos de Marte – talvez para um primeiro contacto com o Mundo Mineral nosso antepassado – apenas encomendando na web).

 

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O monte vulcânico Olimpo integrado na região de Tharsis

Integrando um total de 12 vulcões inativos

(100X maiores que os da Terra)

 

Retornando ao geólogo Tom Lapen (do Texas) e ao meteorito descoberto em 2012 (na Argélia) – e desse modo referenciando-nos inevitavelmente e no fim-da-linha ao seu destinatário final (no fundo quem inicial e inadvertidamente nos remeteu o meteorito) – recordando de novo o vulcanismo de Marte e tentando desvendar o papel do mais jovem e um dos maiores vulcões do Planeta Vermelho: o monte Olimpo (Olympus Mons) formado no período Amazónico (iniciado à cerca de 3000 milhões de anos). E deixando aqui alguns tópicos (interessantes) também mencionados pelo geólogo:

 

Que a análise da composição química dos doze meteoritos (incluindo o NWA 7635) foi capaz de fornecer informações sobre o tempo passado no Espaço, há quanto tempo estão na Terra, a sua idade e a sua origem (vulcânica evidentemente) – confirmando virem todos do mesmo local até por terem sido ejetados na mesma altura (caso contrário só se fosse mesmo por coincidência); ressalvando a idade dos 11 e do outro meteorito – com os primeiros com 300/600 milhões de anos e o outro com 2,4 biliões (indicando que a fonte é a mesma e das mais antigas de Marte e de todo o Sistema Solar);

 

E que os indícios de que no passado Marte teria tido atividade vulcânica são cada vez mais evidentes, à medida que o orbitador da sonda Mars Express nos vai enviando mais imagens mostrando-nos possíveis canais por onde terá passado lava há 2 biliões de anos atrás: talvez proveniente de um supervulcão levando à destruição do planeta – tal como o ocorrido na Terra levando espécies à extinção.

 

(dados e introdução: universetoday.com – imagens: universetoday.com e nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 08:43
Quinta-feira, 02 DE Fevereiro DE 2017

Monchique teve mesmo um Vulcão

Já dizia a professora primária – e com razão!

 

“Extinto há mais de 70 milhões de anos nada nos garante que dentro de outros milhões, o vulcão de Monchique ressurja ativando de novo o complexo vulcânico do Algarve.”

 

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Pontos de subdução existentes entre as placas tectónicas

 

Quando passamos pela vila algarvia de Monchique e olhamos para os picos da Fóia (902m) e da Picota (774m) – com outras pequenas elevações espalhadas pelo terreno e ondulando como vagas até ao mar – a primeira coisa que nos vem logo à cabeça (não só pela constituição do terreno, pela sua evolução ao longo de milhões de anos, como até pela presença de águas termais a cerca de 32⁰C de temperatura nas Caldas de Monchique) é que esta região poderá ter tido num passado já muito distante o seu próprio Vulcão (ou vulcões): há muitos anos atrás quando cheguei a esta região ainda ouvindo falar pelos mais antigos e residentes na zona (e áreas adjacentes) do antigo e agora extinto Vulcão de Monchique (um vulcão declara-se extinto se não se verifica atividade visível ao fim de 10.000 anos – e se não tiver magma debaixo dele; adormecido se tiver tido uma erupção recente ou algum tipo de atividade menor e visível).

 

Na realidade com os dois picos a serem mesmo de origem vulcânica com o terreno (geologicamente falando) composto por SIENITO (uma tipo raro de rocha plutônica semelhante ao granito) e XISTOS (um tipo de rocha metamórfica predominante nas zonas menos elevadas): sendo esse território argiloso muito característico de alguns terrenos algarvios (xistosos), dado ter sido a partir da argila ao ser sujeita a grandes pressões e temperaturas que se obteve o produto final – o tal Xisto (uma rocha metamórfica – uma rocha obtida a partir de reações químicas e físicas aplicadas a uma outra rocha original). Sabendo-se que em Portugal Continental de momento todos os vulcões existentes e tendo estado em atividade no passado (já muito remoto) se encontram completamente extintos (pelo menos sem atividade visível do exterior) – em todos os complexos vulcânicos conhecidos: como o Complexo Vulcânico de Lisboa (tendo estada em atividade há cerca de 70 milhões de anos) e o complexo associado à serra de Monchique (tendo estado em atividade há mais de 72 milhões de anos).

 

Num processo de transformação contínua de toda a superfície da Terra (á vista ou submersa), no qual uma zona ativa tornada inativa poderá posteriormente ressurgir entrando num novo ciclo evolutivo (e geológico): o que poderá significar recolhidos alguns dados entretanto analisados e esclarecedores (indícios, vestígios, sinais) que poderemos no futuro entrar numa nova era de vulcanismo no Mundo como em Portugal – mas como tudo demorando o seu tempo e talvez ocorrendo daqui a mais uns milhões de anos.

 

“Existindo há mais de 4,5 biliões de anos o planeta Terra já testemunhou na sua História Geológica a existência de vários Supercontinentes: provavelmente num deles com a África e a Europa ligadas entre si e com o mar Mediterrâneo (então um território emerso, vulcânico e bastante fértil) isolado do oceano Atlântico pela então existente junção (terrestre) localizada no estreito de Gibraltar.”

 

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 Falha do Marquês de Pombal nas proximidades do Cabo de S. Vicente

 

Com todo este percurso sequencial e vulcânico ativo-inativo-ativo a poder ser explicado pela presença a sul de Portugal e submersa sob as águas do oceano Atlântico de uma importante falha tectónica separando a placa euroasiática da placa Africana: na sua deslocação provocando sismos (propagando-se em terra), abaixamento e elevação de terrenos (do fundo do mar) e em certos casos originando ondas gigantes (tsunamis). Como terá acontecido no sismo de 1755 em Lisboa (a zona de maior densidade populacional, mais exposta, mais afetada e vítima de um tsunami) – com uma nova zona de subdução a surgir a sudoeste da Península Ibérica (a falha do Marquês) a pouco mais de 100Km do cabo de São Vicente e talvez a iniciar aí as suas próprias ações para a formação futura de um Novo Continente (a que até já dão o nome de AURICA). No caso português com a placa oceânica a mergulhar sob a placa continental bem à frente de Portugal. Com ÚR a poder ter sido o 1º Supercontinente da Terra (teoricamente) há cerca de 3-4 mil milhões de anos.

 

Regressando a Portugal Continental e como comprovativo da passada atividade vulcânica nessas zonas do território português, podendo-se mencionar (entre outras) a chaminé vulcânica de Monsanto (Lisboa), a mina de Neves Corvo (Baixo-Alentejo), as chaminés de Sines (Setúbal) e o complexo vulcânico do Algarve – com a chaminé vulcânica da Praia da Luz (Lagos). Em conclusão bastando olhar, já que o solo é testemunha.

 

Em todo o caso – e para todos nós que passamos a maioria da nossa vida com os pés bem assentes (ou não) em terra – devendo apenas preocuparmo-nos com os possíveis sinais de alarme vindos do exterior (podendo ser progressivos e só se manifestando de forma mais violenta a muito longo prazo) e no caso de aí chegarmos (certamente muitas gerações passadas) e habitando em terra firme verificarmos (pelo perigo que o seu aumento pode constituir): a temperatura do solo, a sismicidade e a variação magnética.

 

(dados: LUSA/meteopt.com – imagens: rtp.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:32
Quinta-feira, 02 DE Fevereiro DE 2017

Hemorragia no HAVAI

Na sequência da derrocada registada no último dia do ano de 2016 na encosta de uma das ilhas constituindo o arquipélago de origem vulcânica do HAVAI

 

– Localizado no oceano Pacífico e aí focando-nos no vulcão KILAUEA –

 

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Queda de Lava quente sobre Água fria (e salgada)

(Fig. 1)

 

É visível um fenómeno não muito comum de se ver (pela exposição imediata, proximidade, perigo envolvido e sobretudo frescura), com a lava originária do referido vulcão (a altíssimas temperaturas) a escorrer pelos diversos declives e tubos emanando dele (mesmo que subterrâneos) até atingir as águas do oceano, também elas líquidas (como a lava) mas muito menos densas e muito mais frias.

 

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Evaporação (de água) e Solidificação (da lava)

(Fig. 2)

 

Neste caso com o acontecimento a ocorrer devido a uma derrocada parcial de uma das encostas desta ilha de origem vulcânica (tal como todo o Havai que tal como um dia apareceu, outro dia virá em que fará o seu trajeto inverso desaparecendo);

 

Pondo a nu um tubo de lava expelindo-a diretamente para o mar e provocando o aparecimento de um cenário com contraste e devido aos efeitos especiais introduzidos certamente espetacular (de se ver no local). Como se constata de uma forma não presencial nas figuras 1, 2 e 3.

 

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Contraste entre um vermelho (sangue) e um branco em amplitude (explosiva)

(Fig. 3)

 

No momento em que a Terra (integrada no seu Sistema planetário) percorre novas regiões do Espaço (numa espécie de carrossel universal) centralizado num ponto também móvel ocupado pelo Sol (sofrendo não só das radiações solares como do ataque dos raios cósmicos);

 

E simultaneamente (coincidência) em que dada a sequência do Ciclo Solar (na fase baixa de atividade) a mesma se encontra aparentemente menos ameaçada (e todo o ecossistema terrestre).

 

Mas nunca esquecendo que a diminuição da ação protetora do campo magnético terrestre poderá originar um “pau de dois bicos”, já que estando o Sol pouco ativo os raios cósmicos nunca param (e logo com o nosso planeta a poder já estar a caminho de uma nova inversão do seu campo magnético).

 

Deixando-nos pregados às imagens de uma Terra em ferida aberta, com fortes hemorragias internas expulsando o sangue da vida: e com um jacto vermelho bem vincado e sem parar (fazendo lembrar uma língua) saindo do seu ventre e desaparecendo (transformando-se) no mar.

 

(imagens: USGS)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:26
Sexta-feira, 13 DE Janeiro DE 2017

Alerta – Vulcão

SUPERVULCÃO de CAMPI FLEGREI

(Nápoles – Itália)

 

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Quando já nos tínhamos de preocupar por estarmos nas proximidades de uma das mais importantes falhas tectónicas terrestres (passando a sul de Portugal e separando a placa Euroasiática da placa Africana) responsável entre outros acontecimentos pelo terramoto de 1755 que atingiu particularmente Lisboa e o sul do nosso país (acompanhado por um tsunami), eis que nas proximidades da nossa região do Algarve, implantado em terra e no mar Mediterrâneo e apenas a 2000Km de distância, um SUPERVULCÃO localizado no sul de Itália e há muito adormecido (mas com antecedentes preocupantes) parece querer acordar e entrar de novo em atividade (ou talvez não limitando-se a uns roncos de alguém ainda a dormir).

 

Um SUPER-VULCÃO localizado a apenas 2.000Km da cidade de ALBUFEIRA e adormecido há cerca de 478 anos (a última erupção de que há registo data de 1538, tendo durado oito dias e dado origem ao aparecimento do monte NUOVO), começa a mostrar sintomas algo preocupantes de poder quere entrar em atividade.

 

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Sabendo-se que o mesmo se integra numa região do sul de Itália onde residem meio milhão de pessoas – NÁPOLES – e conhecendo-se desde há muito tempo os antecedentes históricos e cronológicos deste SUPERVULCÃO Europeu: formado há várias centenas de milhares de anos, com uma violentíssima erupção há cerca de 200.000 anos e com outras há 40.000, 35.000 e 12.000 anos.

 

Particularmente relevantes pelas consequências negativas para o ecossistema terrestre (e para a sobrevivência do Homem e de muitas outras espécies) nos Eventos registados há 200.000 e 40.000 anos:

 

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No 1ºcaso com uma erupção vulcânica maciça a escurecer os céus de todo o planeta originando um Inverno Vulcânico (especialmente na Europa), tendo este Evento sido considerado o maior de sempre (em termos vulcanológicos) na História do Continente;

No 2ºcaso já mais recente (ocorrido há 40.000 anos) com muitos historiadores a acreditarem que essa grande erupção poderá ter contribuído para a extinção definitiva do Homem de NEANDERTAL.

 

Agora começando a emitir os seus primeiros sons ao fim de quase meio século de inatividade e com o seu ribombar começando a confirmar alguns dos dados já recolhidos previamente pelos cientistas (por prevenção e segurança de uma das áreas mais densamente povoadas da Terra), alertando-os face aos sinais e preocupando-os e a nós todos.

 

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Com a deformação e o aquecimento detetada no terreno a poderem quere indicar que o SUPERVULCÃO se aproxima de um dos seus estados mais críticos (pelo aumento da pressão interna), podendo a qualquer altura começar a ejetar nuvens (de gases vulcânicos) e até dar origem a uma erupção (que num caso extremo poderá ter efeitos catastróficas dada a grande densidade populacional).

 

Um SUPERVULCÃO que nos faz logo lembrar o seu colega situado do outro lado do oceano Atlântico em pleno interior do território dos Estados Unidos da América e integrado num dos seus maiores e mais famosos Parques Nacionais – o SUPERVULCÃO de YELLOWSTONE – também ele (neste caso italiano e denominado CAMPI FLEGREI) não sendo constituído por um único vulcão (um só cone) mas integrando no seu caso um complexo sistema vulcânico estendendo-se subterraneamente até ao mar Mediterrânico e integrando 24 crateras (além de outros tipos de manifestações vulcânicas).

 

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No caso da principal cidade integrada na região incluindo o complexo do SUPERVULCÃO de CAMPI FLEGREI – a cidade de NÁPOLES – com os cientistas a acrescentarem a informação da existência de uma grande caldeira subterrânea localizada mesmo debaixo da cidade italiana apresentando uma extensão de quase 12Km. Garantindo no entanto que apesar dos sinais observados em torno do SUPERVULCÃO o mais natural é que nada aconteça pelo menos durante as nossas vidas – o que não significa que não seja, possível acontecer já amanhã. Por isso continuarão a vigiar.

 

Observando o mapa dos vulcões atualmente ativos em todo o Mundo (de momento em erupção ou não, mas no mínimo enviando sinais), estando aí assinalados e referidos ao continente Europeu e à zona do oceano Atlântico quatro pontos de relevo: um a Vermelho/STROMBOLI (atualmente em erupção), dois a Laranja/ETNA e SETE CIDADES (atividade baixa mas com alguns sinais de aviso) e um a Amarelo/CAMPI FLEGREI (com sinais de alguma agitação mas sem previsão em dias/semanas de próxima erupção).

 

Vulcão

Sete Cidades

Localização

Açores – Portugal

Coordenadas

+37.86/-25.79

Caracterização

Estratovulcão

Caldeira

Cones piroclásticos

(856m)

Estado atual de atividade

Baixa atividade

Sinais reduzidos de possível erupção

(3 em 5)

Tipo de erupção típica

Explosiva

Última erupção

1500 AD

Sismos recentes nas proximidades

Não registados

 

Como se pode constatar analisando os dados fornecidos pela “volcanodiscovery.com” com a maior atividade vulcanológica a nível da Europa e neste início de 2017 a centrar-se num único país a ITÁLIA (tês casos assinalados em quatro), mas com o arquipélago dos Açores através do vulcão das Sete Cidades a poder ser também uma preocupação no futuro (ver dados da tabela anterior).

 

(dados: Brian Howard/nationalgeographic.com – imagens: UPStrat-MAFA/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:58
Terça-feira, 03 DE Janeiro DE 2017

Um Meteorito e Um Vulcão

O único corpo celeste a que até hoje tive verdadeiramente acesso foi o planeta Terra local onde sempre vivi: todo e qualquer outro corpo até agora vislumbrado feito à vista desarmada ou utilizando suplementos (óticas).

 

Como o Sol (e as suas manchas solares), a nossa Lua e até o distante Saturno (e os seus famosos anéis) – mas nunca esquecendo as estrelas iluminando de noite o céu e as estrelas-cadentes (pequeníssimos meteoritos) perdendo-se na escuridão.

 

Meteorito e vulcão isso não.

 

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Meteorito no céu noturno da Guatemala

(28.12.16)

 

No dia em que a tradicional chuva de meteoritos (resultado da desintegração de um cometa ou de um asteroide) provenientes da direção da outrora e agora extinta constelação QUADRANTIDS atinge o seu pico máximo de registos (na madrugada do dia 3 Janeiro) – e em que os observadores localizados no Hemisfério Norte poderão ter o prazer de usufruir desse fenómeno no início de todos os anos – eis que na América Central os seus observadores mais atentos acabam de registar no passado dia 28 de Dezembro (passada 4ª feira) a passagem de um objeto voador atravessando os ares da Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica.

 

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(1-2)

Meteorito atravessando o céu da Costa Rica

 

Aparentemente com o objeto desintegrando-se sobre a Guatemala, mas com outros testemunhos relatados durante o mesmo período de tempo a afirmarem o mesmo ter atravessado a Costa Rica, passando mesmo sobre o seu vulcão TURRIALBA atualmente ativo (em erupção). Pela sequência de passagem nos diversos territórios e apesar de serem relatos diferenciados no espaço podendo tratar-se do mesmo objeto cruzando os céus de sul para norte (4:22 UTC observado na Costa Rica e 4:28 UTC observado na Guatemala). Algo que muito naturalmente surpreendeu todos aqueles que iam observando a erupção do vulcão Turrialba.

 

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(3)

Sobrevoando os céus na proximidade do vulcão Turrialba

 

Numa travessia da atmosfera terrestre que para os observadores locais terá durado cerca de 30 segundos, mais certamente tratando-se de um meteorito mas para alguns devido à velocidade apresentada podendo tratar-se apenas de lixo espacial. Mas que na realidade provocou um acontecimento visual não muito comum de se ver, ao depararmo-nos perante um vulcão em plena erupção a ser sobrevoado por um objeto voador desconhecido deixando atrás de si todos os fragmentos provocados pela sua progressiva desintegração: um vulcão do planeta Terra sendo visitado por um viajante, alienígena e fixando aqui residência.

 

(imagens: watchers.news)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:48
Domingo, 10 DE Abril DE 2016

De vez em quando Yellowstone

O Super Vulcão

 

“Three super-eruptions at Yellowstone appear to have occurred on a 600,000-700,000 year cycle starting 2.1 million years ago. The most recent took place 640,000 years ago – suggesting Yellowstone is overdue for an eruption.”

(bbc.co.uk)

 

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A enorme caldeira vulcânica debaixo de Yellowstone

 

Já com tantos desastres a acontecer em terra (naturais e artificiais) e contando ainda com a ameaça proveniente de todos os objetos conhecidos ou desconhecidos em aproximação ao nosso planeta (como o para já teórico NONO PLANETA), só nos faltava mesmo virem-nos agora relembrar de mais um pormenor que diretamente para uns e indiretamente para outros, poderia também pôr em causa o eco ambiente onde habitamos e a nossa sobrevivência: o SUPERVULCÃO norte-americano localizado no estado do Wyoming e conhecido pelo nome da sua enorme caldeira (com uma área de quase 4.000Km²) e pelo parque natural onde está inserido – YELLOWSTONE.

 

Com os especialistas neste tipo de fenómenos a voltarem a falar na forte possibilidade de um dia destes o vulcão entrar de novo em erupção (a sua última grande erupção ter-se-á registado há cerca de 360.000 anos), afetando imediata e diretamente metade do território dos EUA e pondo em causa de, no mínimo no prazo de algumas décadas, algum tipo de vida aí poder sobreviver. Provocando uma imensa destruição, no mínimo 1.000.000 de mortos em toda a região rodeando o vulcão, muitos outros milhões de feridos e desalojados e certamente o colapso dos EUA. Para já não falar das consequências (em todas as áreas) para o resto do mundo.

 

E como assim para ajudar à festa, com a USGS a informar-nos (ou então a avisar-nos) ainda com mais detalhe para as graves consequências caso algum dia destes se concretizasse um EVENTO deste calibre (ao nível de extinção): culturas completamente destruídas, exterminação de muitas espécies, contaminação dos cursos de água, aumento exponencial de doenças respiratórias e ainda o desmoronamento de todas as infraestruturas básicas de apoio à sobrevivência do Homem. Já imaginaram um mundo em que a potência que hoje tudo domina e tudo controla (a seu bel-prazer e sem qualquer tipo de contestação ou necessidade de ajuda), um dia desapareça do mapa sem nos deixar algo ou sequer nos avisar?

 

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Um vulcão em contagem decrescente e muito perto do zero

 

No entanto e apesar de tudo aquilo aqui exposto segundo esses mesmos especialistas poderemos estar descansados: um vulcão deste tipo muito provavelmente não entraria em erupção nos próximos 10.000 anos (segundo a USGS).  O que vindo de autoridades tão credenciais no mundo da sismologia e da vulcanologia nos poderia deixar mais descansados, mas como preposição (supostamente) verdadeira sendo imediatamente neutralizada pelos não menos especialistas da Fundação Europeia da Ciência – destacando estes que uma erupção vulcânica desta dimensão além de poder originar uma tragédia a nível planetário muito mais grave do que a provocada por um impacto de um asteroide com a Terra, poderia lançar simultaneamente o nosso planeta e todas as espécies aí existentes num período de alterações climáticas extremas no mínimo de 1.000 anos.

 

Nunca esquecendo que segundo esses mesmos cientistas o intervalo (previsível) de 10.000 anos para uma nova grande erupção na caldeira do SUPERVULCÃO de YELLOWSTONE poderá ser demasiado extenso, podendo o mesmo Evento ocorrer num tempo muito mais próximo e ainda mesmo este século. Talvez contando ainda com o contributo suplementar do hipotético NONO PLANETA (circulando no interior ou muito próximo do Sistema Solar), que segundo muitos cientistas poderá na realidade existir (foram detetadas algumas variações no comportamento de certos objetos pertencentes ao Cinturão de Kuiper) e que segundo muitos outros curiosos (da ciência) existirá mesmo, estará cada vez mais perto de nós e acabará com a sua presença por perto, por nos afetar e tocar (e ao planeta Terra). Veremos o que acontece atá ao ano 2100.

 

(imagens: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:02
Sexta-feira, 24 DE Julho DE 2015

Evento Sísmico em Monchique

Maiores eventos sísmicos registados em Portugal Continental desde o início deste ano de 2015 e afectando sobretudo a zona sul do nosso país (à excepção do caso de Sintra aqui inserido por ser o último registado na rede antes do de Monchique e servindo como termo de comparação):

 

Data Magnitude (Ritcher) Epicentro Profundidade
22.07 3.4 5km NE Monchique 4km
19.07 3.2 4km oeste Sintra 18km
31.03 3.3 40km O/NO Cabo S. Vicente 26km
11.03 2.8 16km SO Albufeira 22km
03.03 2.5 6km SO Loulé 8km
13.02 3.9 (Aumento da actividade sísmica na zona do Banco D. João de Castro) (Localizado em pleno oceano entre a ilha Terceira e de S. Miguel)

(Estações da Rede Sísmica do Continente)

 

No mapa seguinte fornecido pela organização EMSC/Earthquakes a serem também salientados os sismos ocorridos nos últimos quinze dias em Portugal Continental, destacando-se entre eles os quatro pontos assinalados a amarelo (3, 4, 5 e 6) e uns outros quatro pontos (1, 2, 7 e 8) assinalados a branco (observando da esquerda para a direita) – com a indicação adicional de local/região/data/profundidade/magnitude:

 

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Sismos registados na zona Euro Mediterrânica
(Portugal – últimos quinze dias)

 

1: Açores – Cabo de S. Vicente – 14.07 – 7km – 2.3
2: Açores – Cabo de S. Vicente – 10.07 – 31km – 2.0
3: Continente – Lisboa – 18.07 – 15km – 3.2
4: Continente – Monchique – 22.07 – 18km – 3.4
5: Continente – Castro Verde – 22.07 – 6km – 2.4
6: Continente – Fronteira sul Portugal/Espanha – 20.07 – 19km – 2.4
7: Estreito de Gibraltar – Mediterrâneo – 10.07 – 77km – 2.6
8: Estreito de Gibraltar – Mediterrâneo – 16.07 – 10km – 2.5

 

(sequência cronológica: 7, 2, 1, 8, 3, 6, 4, 5)

 

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O Comandante dos Bombeiros de Monchique

 

Tudo isto a propósito de dois dos últimos sismos registados em Portugal (a 18 na região de Lisboa e a 22 na região de Monchique) ambos com magnitudes acima de 3. Nos dois casos não se tendo verificado danos pessoais ou materiais. Mas o que me mais interessa é o de Monchique, até porque é o que fica mais perto (de Albufeira) e por possuir uma conhecida fonte de águas termais (nas termas das Caldas de Monchique). Apenas porque quando aqui cheguei ainda ouvi falar do (actualmente inexistente) vulcão de Monchique, que sempre entendi como uma mensagem de que naquela zona de barreira do Barlavento Algarvio há muitos milhões de anos teriam existido manifestações eruptivas e escorrências de correntes de lava (como alguns vestígios de cones vulcânicos localizados em Lagos ainda comprovam), no presente resumidas a manifestações mínimas de movimentos (e manifestações) geológicos externas da Terra, através do aparecimento à superfície deste tipo de águas vindas do seu interior e com características termais (e curativas).

 

(dados: ipma.pt – imagens: emsc-csem.org e cmjornal.xl.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:13
Terça-feira, 23 DE Junho DE 2015

De Novo o Vulcão do Monte Sinabung

“Num Mundo onde a Espécie Dominante (o HOMEM) não respeita a Natureza e o Ambiente que a sustenta (a TERRA), nada mais é necessário dizer em defesa da Mesma.”

 

Tendo de novo entrado em erupção no passado dia 19 de Junho (sexta-feira), o vulcão do Monte SINABUNG (localizado na Indonésia) volta a ameaçar as populações habitando em seu redor. Aconselhadas há muito a abandonarem esta zona perigosa (toda a zona envolvendo o vulcão tem-se mantido nos últimos tempos extremamente instável), as populações têm resistido até ao último segundo em deixar para trás a sua casa e todos os seus bens, ainda por cima situadas numa zona agrícola tão fértil e tão rica.

 

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Vulcão do monte SINABUNG em erupção
Karo
Igreja abandonada numa das encostas
(Sumatra – Indonésia)

 

Mas a natureza não se limita a obedecer ao que nós pensamos e desejamos obter dela: tratando-nos como a restante matéria, a sua transformação é ininterrupta e evolutiva, sendo os seres humanos apenas mais um elemento constituinte deste puzzle infinito e sempre indefinido. Hoje em dia o Homem continua a ser unicamente mais uma das muitas peças não significativas da grande máquina: nunca se conseguindo impor como espécie dominante e desse modo (como consequência desse trauma) entretendo-se a destruir a própria espécie. E para além disso em vez de contemplar como prioritário o melhoramento do relacionamento do Homem com a Terra, nunca querendo assumir os seus limites respeitando o de todos os outros e com isto recusando o seu lugar bem abaixo na hierarquia do Universo. E se fossemos frangos de aviário?

 

(imagem – rt.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:27
Quarta-feira, 03 DE Junho DE 2015

O Vulcão do Monte Sinabung

Mais uma vez e talvez agora de uma forma muito mais violenta, o vulcão indonésio SINABUNG ameaça entrar em erupção a qualquer momento: sem aviso e provocando desde já a fuga de milhares.

 

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Indonésia – Vulcão do Monte Sinabung

 

Enquanto sismólogos e vulcanólogos espalhados por todo o mundo continuam bastante activos nas suas observações e registos diários dos mais relevantes eventos envolvendo alterações geológicas como terramotos e vulcões, no oceano Pacífico e para não destoar do estado actual de desenvolvimento dos movimentos da crosta terrestre (e do seu interior), a actividade sísmica e vulcânica no Círculo de Fogo têm-se mantido em níveis elevados e preocupantes.

 

Depois do mais recente sismo de magnitude 8.5 registado nas costas do Japão (com epicentro localizado a quase 900km de Tóquio a cerca de 600km de profundidade), eis que agora é o vulcão do monte Sinabung a colocar uma região da Indonésia em estado de alerta, obrigando à evacuação de mais de 6.000 pessoas.

 

Com o crescimento da quantidade de lava produzida nos últimos dias pelo vulcão e por motivos óbvios de segurança, procedeu-se à evacuação de toda a área em redor do vulcão num raio de 7km.

 

No entanto os especialistas temem que com este recrudescimento de actividade do vulcão Sinabung (e devido ao efeito das fortes pressões exercidas pela circulação da lava), aliado à fragilidade das encostas que o mesmo já apresenta, o seu cume possa em qualquer instante entrar em colapso e dar origem ao aparecimento de uma perigosíssima nuvem piroclástica.

 

(imagem – Janine Krippner/@janinekripper)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:43
Terça-feira, 28 DE Abril DE 2015

Vulcão Calbuco

“Mesmo que nos proíbam de ler e de pensar poderemos sempre viajar: percepcionando e imaginando. Como nos sonhos. Para que confirmem a realidade.”

 

A Natureza comporta uma variedade tão grande de texturas e de cores, que em determinadas situações e originadas no ventre de sua mãe (a Terra), a mesma nos pode proporcionar momentos de estupefacção, de medo e de puro prazer.

 

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Erupção no vulcão Calbuco
(Chile – 22.04.2015)

 

Na imagem anterior temos um desses exemplo (em que se impõe o usufruto), com o quotidiano monótono mas habitual de um determinado número de pessoas vivendo tranquilamente o seu dia a dia, a ser inopinadamente perturbado e interrompido por um fenómeno fora do normal, gerador de medos e incertezas mas motivador e multiplicador de desejos. Ou não fossem os órgãos dos sentidos a fonte da bossa emoção.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:06

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