Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Como nós, o cão também tinha nome e chamava-se Lennox. Mas tratado abaixo de cão por entidades humanas de inteligência superior, mesmo depois de morto, não foi autorizada a entrega do seu corpo aos seus donos, para estes efetuarem a sua tão desejada despedida (que eu saiba o cão não era nada a Bin Laden, que dizem ter sido atirado ao mar, para ninguém o reclamar).

 

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Sempre existiram diferentes tipos de criminosos, sendo os mais porcos e nojentos, os pretensos defensores da lei, da ordem e da moral, que sempre nos disseram defender e representar, geralmente sem dó nem piedade e no estreito cumprimento das ideias de alguns, confirmadas pelos próprios como deles. O que não se compreende é que com a nossa idade, ainda permitamos atos criminosos e a existência de tais anormais.

 

Morto por ser preto?

 

Não – apenas por “ter focinho de Pit-bull ilegal”

(até parece o meu cão, atingido numa vista à pedrada, por um tipo de uma certa raça e com focinho de ilegal – ainda não tenho notícia, do tipo ter sido abatido)

 

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Apesar de nunca ter feito nada de mal a ninguém, teve o azar de ser apanhado numa ilegalidade qualquer e de ter cara de Pit-bull. Foi condenado à morte num país Europeu e nem a opinião pública, nem mesmo o pedido do Primeiro-Ministro, o consegui salvar. Já se foi!

 

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E assim caminha o nosso continente de regresso à selvajaria e barbárie do passado, que julgávamos ultrapassada, com a repetida impossibilidade de regressarmos atrás no tempo. Onde está o nosso poder de indignação, face a esta generalizada e doentia indiferença?

 

(Belfast – Irlanda do Norte)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:35

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