Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Jul 12

 

Este primeiro grupo de emigrantes portugueses que partiram há já vários meses do nosso país à procura da felicidade que não tinham ainda encontrado na sua querida terra natal, foi detetado acidentalmente por nómadas do deserto passando na altura nessa zona, já bem mergulhados no interior do continente africano. Outro grupo que se encontrava mais atrasado na sua caminhada, informou-nos que muito provavelmente os seus colegas aqui retratados estarão já a atravessar o deserto da Namíbia contando com a ajuda de amigos de algumas tribos locais. Convém no entanto salientar que estes nossos compatriotas e verdadeiros aventureiros evitaram sempre no seu trajeto fazer a sua passagem nas proximidades das antigas colónias portuguesas como a Guiné, Cabo Verde e Angola, de modo a evitar qualquer tipo de atitude retaliatória por parte das sinistras personagens africanas que dominam e controlam estes países, roubando os seus cidadãos sem vergonha e até ao tutano e fazendo a lavagem final e milagrosa desse dinheiro em Portugal, com os seus amigos portugueses, antes brancos e racistas de origem e agora nobres portadores de sangue preto e certificados com o estatuto pedigree.

 

 

Outro grupo de emigrantes dirigiu-se alternativamente para o norte da Europa procurando melhores condições de vida, já que o seu país de origem e de uma forma incrível e jamais imaginada deixara de querer fornecer, por simples desativação e consequente desaparecimento estatístico dos seus anteriores cidadãos; e também na esperança que a riqueza destes países nórdicos, pudesse ser repartida por solidariedade com os seus semelhantes. Mas como os homens podem transmitir diferentes tipos de doenças muitas delas mortais e chegando a outros homens sem sintomas claros e visíveis de alerta, estes novos nómadas forçados e modernos, acabaram por ser remetidos para guetos isolados, impessoais e sem qualquer tipo de diálogo possível, asfixiando-se e matando-se aos poucos por limitação de movimentos e de troca de ideias, apesar de todo o colorido folclórico dos edifícios criados para o seu acolhimento. A imagem anterior mostra-nos um dos poucos sobreviventes dessa odisseia, que se ofereceu para aparecer à janela deste edifício, enquanto os restantes sobreviventes e seus companheiros de viagem, se iam deixando abater debaixo de litros e litros de álcool fornecidos para se aquecerem e salvarem a sua alma, sendo-lhes ainda sugerido por amigos de infância bem colocados, que pusessem uma corda ao pescoço por questões de prevenção e de segurança.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:45

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