Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

15
Ago 12

I

 

Vénus <- Terra <- Marte

 

(Amanhã <- Hoje <- Ontem)

 

A Terra pode olhar à sua volta e à vista desarmada concluir rapidamente o que lhe irá acontecer no futuro. Oito planetas circulam à volta de uma estrela – o Sol – constituindo uma associação – o Sistema Solar – que se mantem agregado através de um equilíbrio da ações – e reações – de forças internas e externas, organizando-se num mais vasto espaço sideral e infinito e partilhado por outras associações e interações de corpos celestes, matéria e vazio.

 

A sequência pode ser vista e analisada utilizando diversos tipos de referências, como por exemplo a distância de cada um desses planetas ao centro do sistema, aqui ocupado pela sua estrela mãe, o Sol: agrupando por um lado planetas como Mercúrio e Vénus, no seu oposto por planetas como Júpiter e Saturno, na parte intermédia por planetas como a Terra e Marte e finalmente pelos guardiões e faróis fronteiriços deste sistema, os planetas Úrano e Neptuno.

Nunca esquecendo as plataformas suplementares de apoio aos planetas principais, como as luas desses astros, os cometas viajantes e os imensos asteroides vindos da cintura compreendida entre os planetas Marte e Júpiter e também do cinturão de Kuiper.

 

Mercúrio e Vénus seriam no futuro para os seres vivos existentes no planeta Terra, os seus próximos destinos de migração, tal como já o teria sido o planeta Terra há muitos milhões e milhões de anos, quando estes ou outros seres vivos se retiraram progressivamente do planeta Marte, envelhecido e já na sua agonia final. A evolução registada pelo Sol ao longo de toda a sua vida – desde o seu nascimento passado até à sua morte futura – seria a responsável pelo decorrer da vida dos astros de si dependentes e pelas migrações interplanetárias à procura de melhores locais e condições de vida e de sobrevivência, face à agonia de um mundo já velho e demasiado gasto, sem perspetivas viáveis de retorno à sua vida gloriosa anterior e colocado face à oferta de um outro mundo jovem e ainda virgem, prestes a oferecer-se ao exterior e a abrir as suas fronteiras à vida vinda de outros lugares – neste caso presente, a Terra.

 

II

 

Lugares Vizinhos da Terra: A Passagem Marciana

 

Um RIO provável atravessando a superfície desértica – e árida – do planeta Marte

(ROVER CURIOSITY)

 

      

Imagem de EXTRATERRESTRE possivelmente obtida durante uma das missões a Marte e estranha estrutura ARTIFICIAL não-confirmada encontrada à sua superfície

(VIKING MISSIONS e MARS PATHFINDER)

 

A Terra pode fazer parte de uma das etapas sem fim da nossa mais vasta peregrinação pela infinidade do Cosmos, sendo planetas como Marte e Vénus, apenas duas portas de passagem adjacentes à nossa posição atual nesta parte do espaço, sendo uma delas o espaço percorrido anteriormente e a outra o nosso próximo destino. E no meio estamos nós, perante todos os vestígios que os nossos antepassados deixaram recentemente noutros planetas por onde passaram e que também serão por replicação e fornecimento de informação, o espaço fundamental de todas as nossas histórias de vida, responsáveis desde tempos talvez imemoriais, pelo crescimento e desenvolvimento das futuras gerações e do nosso próprio futuro – como o que aconteceu com os Deuses, criados à nossa imagem.

 

Vivemos num Universo Vivo em que a replicação se dá em todas as direções e em que as dimensões apenas explicam a complexidade de tudo o que existe. Assim o Sistema Solar será apenas um caminho que hoje seguimos, podendo nós amanhã mudarmos de rumo, sem que isso signifique o início ou o fim de qualquer coisa – apenas mudamos de local, ocupando o mesmo espaço.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:37

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