Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

30
Dez 10

O Mundo

 

Não chove mas podia estar a acontecer. É de dia mas podia ser de noite. O que eu digo pode ser negado que ninguém se sente enganado. Nem ouvem o que dizemos e mesmo quando perguntam já lá não estão quando damos a resposta. O dia pode ser bom ou mau que não interessa o que tem significado é a proximidade do fim, hora de comer, hora de dormir, tempo de trabalhar. Os escravos nem conseguem parar às vezes mesmo para obrar mas sempre serão insultados porque nem se sentem escravizados. O gajo que nos tramou, merece o nosso respeito – um dia poderemos precisar dele e ele nem que não se lembre de nós pelo menos nos desprezará e nos deixará sós, tranquilos, agonizantes, de esperança em punho. Sem chefes o mundo estaria desorientado e perdido, face à nossa destreza na imbecilidade decretada, pelas instituições de mestres e de alunos. O cúmulo da nossa decadência está na corrupção generalizada e no amor que temos pelos nossos “fornica dores”: adoramos o que nem o espelho consegue reflectir apenas porque alguém ganhou dinheiro com a nossa imagem, nos disse nada e nos ignorou, como alguém um dia fez a Judas, o nosso melhor amigo e companheiro. E ficamos todos contentes por sermos transparentes!

Nós somos a decadência do mundo – só nos resta a esperança de um dia qualquer, recuperarmos à força do nosso corpo e alma a nossa infância perdida e exigirmos o fim da violação sistemática do mundo com que sempre sonhamos e acreditamos.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:08

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