Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

31
Jul 11

Juntinhos numa tarde de chuva

 

O papagaio não sabia o que dizer à sua mãe.

 

Voou chateado para o outro lado do bosque e lá encontrou a Rosinha. O tempo aquecera ligeiramente, mas ameaçava chover. No cimo do tronco quebrado de uma árvore centenária, a amiga encolheu-se aos primeiros sinais de vento e de alguma humidade espalhando-se pelo ar.

 

Acalmou-se ao pousar, bateu as asas para se fazer notar e suspirou, olhando-a de lado. A Rosinha era linda, parecia-se mesmo com ele! A última vez que estivera com ela, tudo decorrera normalmente, voando ambos como sempre, por todos os cantos do bosque. Era um troféu da vida, poder partilhá-la com a natureza.

 

Começou a chover como previsto e o papagaio observou as gotas de chuva escorrendo sem parar sobre as penas coloridas da sua companheira ali ao lado. Sem trocarem sinais, os seus corpos foram-se aproximando cada vez mais, juntando-se lateralmente num amor letárgico de cumplicidade e de esperança.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:37
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