Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

03
Ago 11

Albufeira – Praia do Inatel

 

Money é aquilo que a gente quer.

 

Sem ele não existimos e podemos apanhar muitas doenças.

 

“De pequenino é que se torce o destino” – nenhum jovem sem uma bomba de peso e sem roupas de marca mesmo do cigano, tem futuro e arranja mulher ou marido.

 

No Verão o Algarve é uma curte, com calor, bebida e gaja boa em todo o lado, ou gajo de boa família, com dinheiro, um carrão e gel na cabeça.

 

As festas são aos montes, o que até não deixa de ser bom.

 

Enquanto desbundas com quem ainda te tira a cueca, mandas por outro lado o teu companheiro afocinhar em montes de doces, sardinhas e mariscos, ao som letárgico e celestial dos cantores popularuchos, nas grandes catedrais de todo o dia e de todo o português, que bem percebe a ordem a cumprir, que consome por prazer tudo o que vier ao cesto e que ainda por cima, deixa a sua gorjeta, para o bolso de quem nem sequer, lhe quer pagar o ordenado.

 

Ser rico aqui é assim. Por isso somos todos pobres de espírito e é nosso, o reino dos céus, ou seja, o Inferno.

 

Mas ainda há-de vir aí, a sétima onda gigante. E não serão necessários anúncios servidos com um cocktail, para sentirmos na pele a força de todo o seu peso. Nem uma monstruosa barraca gigante colocada num areal, apenas para fazer sombra, ao grande abraço do mar.

 

Cretinos!

 

Somos todos nós.

 

(Foto do blogue – Passeio dos Tristes)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:41

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