Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

08
Mar 12

A realidade portuguesa é muito fácil de perceber:

- Onde não há pão, toda a gente têm razão.

 

O crescimento económico já envolve a mulher

 

A paridade foi uma invenção recente do homem da mente que brilha, criada com a intenção de controlar o assalto ao poder por parte das mulheres com mentes de homem iluminado, de modo a poderem ainda usufruir da força destes novos seres hermafroditas, para melhor se protegerem do restante povo sem mentes conhecidas e fortemente assexuado.

 

A opção pela mulher-objeto foi substituída pelo caminho objetivo-mulher

 

Para melhor conhecer e perceber a sua posição no mundo e de modo a relançar a sua sociedade numa renovada era de progresso, o homem criou o mito da mulher perfeita, como contrapeso contra as suas imperfeições tão indesejáveis como inevitáveis, mas violentamente comprometedoras quando finalmente traduzidas. O problema é que a perfeição envolve avultosos gastos a pagar por uma das partes e cobranças contínuas por parte da outra: e aí corre-se o risco de se verificar uma inversão na hierarquia de quem manda.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:17

 

Nem sei o que dizer: as palavras não são suficientes. As imagens também não.

Caímos num buraco tão profundo, que já nem nos preocupamos em procurar o Céu e a Luz.

Tudo é aceite, desde que nos prometam o dia de amanhã – podemos respirar, deixam-nos movimentar num percurso predeterminado, tentar arranjar um emprego que nos salve, regressar, dormir e de novo levantar o corpo e oferecê-lo em chamas ao estado.

 

 

Quando é que chegará o dia em que iremos constatar e comprovar com os nossos olhos, que o nosso corpo já não nos pertence e que apenas andamos a contar os dias, que faltam para a confirmação da nossa morte?

A vida é ela quando o trabalho que ela nos proporciona é partilhado com o prazer emanado pelo nosso corpo e distribuído sem pretensões de reconhecimento, por todos os outros corpos presentes, ignorados, mas fundamentais para a sobrevivência de qualquer espécie e de qualquer estado.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:54

“Proteger declaradamente num determinado momento e com um emaranhado de leis confusas e em constante alteração, o criminoso face à sua vítima, é uma declaração convicta de interesses”

 

As histórias de um país – como se de um filtro se tratasse – retratam a sua cultura e a sua memória, que culminam ou não, na consolidação da sua soberania e da sua independência. Não é de admirar portanto, que com a proliferação noticiosa de factos genéticos como este, estejamos cada vez mais perto do abismo.

 

Francisco Leitão

                                                                                                          

Ignorado enquanto perseguia os seus objetivos privados, praticou impunemente todos os atos de que o acusam agora, com o consentimento passivo de
toda a população envolvente e que apenas após o toque de alarme público o reconheceu, julgou e condenou, mesmo sem o reconhecer nessa altura – talvez devido aos remorsos – como anterior companheiro de estrada: o problema não está nas razões de um indivíduo, mas na sociedade sem valores que o viu nascer e criou.

 

A solidão tem destas coisas: muita gente à nossa volta, mas a olhar para o outro lado. Só pensamos em julgar os outros, quando descobrimos que também somos responsáveis pelo crime, por omissão persistente.

 

(foto – Lusa)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:44

Não sou defensor do programa Novas Oportunidades, devido à intenção prioritária para o qual tal programa foi projetado: dar habilitações – e não competências – de qualquer modo e aqualquer preço!

No entanto, pela política estritamente economicista deste Governo e pela visão alienada deste Ministro da realidade educativa e social do país, acho que vamos de mal a pior, seguindo de uma forma dramática e suicida, um caminho com uma forte componente tecnocrática anti cultura e redutora por simplificação da memória de um povo, tão castigado pela sua asfixia financeira, como pela eliminação dos seus tempos livres de descanso, lazer e protesto.

 

Ministro critica Novas Oportunidades

 

 

Pensamento Profundo:

 

O ministro da Educação e Ciência Nuno Crato afirmou esta terça-feira que quem frequentou o programa Novas Oportunidades teve uma melhoria de qualificação de emprego e salário "muito limitada".

 

Conclusão Não Menos Profunda:

 

Educação = Emprego + Salário

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:33

"Medo e fome" entre os emigrantes portugueses em Londres

 

 Igreja procura acompanhar os casos dramáticos

 

Passam fome, procuram restos de comida, pedem ajuda à polícia e à Igreja, dormem nos autocarros e nos albergues dos sem-abrigo. É o retrato da nova vaga da emigração portuguesa em Londres, onde o aluguer de um quarto chega a custar 500 euros por mês e um simples café 1,40 euros.

 

Numa cidade onde já vivem perto de 200 mil portugueses, a nova vaga de emigrantes enfrenta muitas vezes grandes dificuldades. Em declarações à Renascença, o padre Pedro Rodrigues, responsável da missão católica portuguesa de Londres, precisa o que se está a passar. "Olham para eles com algum receio, porque vêm tirar os empregos dos que cá estão. Preocupam-se porque não sabem como hão-de responder a isto. Há medo.”



Os novos emigrantes têm pela frente dias difíceis. “Sentem-se enganados quando chegam a esta terra sem uma resposta a nível de alojamento e a nível de emprego”, conta o padre. “Vêm simplesmente à nora. Há uns que vêm bater à porta da polícia, às casas de albergue dos sem-abrigo e depois bater à porta das igrejas. É a hipótese que tem. É tudo para a refeição.”



“Por aquilo que nós ouvimos dizer”, continua o padre Pedro Rodrigues, “há pessoas que se aproveitam do calor que os autocarros aqui têm para pelo menos estar durante algum tempo". "Os novos emigrantes já disseram que iam rapar os pratos que encontravam pelo sítio onde passavam."

 

“Há fome, sim, as pessoas que vêm com 20 euros para uma cidade que é tão cara é normal que se privem e que vão para um copo de leite, que dá mais energia."



“Já são os novos escravos”



No caso dos novos emigrantes, o padre Pedro Rodrigues não tem dúvidas: a viver nestas condições, é possível falar em “escravatura”. A Igreja procura acompanhar os casos dramáticos.



O padre Pedro Rodrigues explica que se paga cerca de 500 euros, "no mínimo, por um quarto mísero, pequeno, sem casa de banho particular”. “Se vierem mais [emigrantes], é insustentável. Tem de se pensar sempre quase que no dobro. A média geral de um café custa 60,70,80 cêntimos, aqui custa o equivalente a 1,20, 1,40 euros. Se formos a um restaurante, aí temos uma refeição pelos 12 a 17 euros.”



“Se quiserem viver como animais, é capaz de dar. Se é para dizer ‘quero uma vida digna, não quero ser escravo’, é difícil de vir agora e encontrar um emprego de jeito. Já são os novos escravos, não é, ‘podem vir a ser’ – são os novos escravos”, conclui o padre Pedro Rodrigues.

 

(Notícia – 06.03.2012 – Domingos Pinto – Rádio Renascença)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:23

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