Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

02
Mai 13

Antigamente brincávamos com bonecos aos quais fornecíamos parte da nossa energia, fazendo-os movimentarem-se e parecerem seres vivos como nós – talvez por também sermos o resultado de uma simulação de computador.

 

O Homem como Lenda

Entalado entre os bonecos e os seus mutantes e agora sem direito a actualização

 

Hoje são os seus mutantes que brincam connosco, transformados em máquinas biológicas com maiores potencialidades de evolução tecnológica, comparativamente com o boneco pré-histórico resultante da simulação original.

 

(imagem – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:55

“Até a dormir os sonhos podem deixam de existir”

 

Quando já ninguém liga ao que nós dizemos (ou suplicamos) ignorando-nos pura e simplesmente como seres humanos e transformando-nos em meras coisas de desgaste rápido e facilmente descartáveis, o que é que ainda poderemos fazer?

Quando era novo fartava-me de ler e era constantemente chamado à atenção por não me limitar ao redutor manual que me poderia no futuro proporcionar um futuro risonho e garantidamente normalizado: hoje vejo os meus detractores a enriquecerem com algumas dessas leituras pouco aconselhadas no passado, fabricando a partir delas resumos para lobotomizados e teses de doutoramento, como prostitutas virgens e de luxo mas com currículo comprovado.

Agora velho, deprimido e sem ver uma luz ao fundo do túnel, sem dinheiro e com uma vida resumida a dormir, trabalhar e tentar sobreviver, já quase que não me consigo ver ao espelho, não pelos sinais evidentes do passar dos anos sobre o meu corpo, mas porque me estão a roubar o meu sangue e a minha alma, transformando-me num vampiro escravo de vampiros e sem reflexo no espelho.

Resta-me a companhia irreal do meu computador e o sonho de com ele tentar manter uma relação, se não humana pelo menos que o pareça.


HAL 9000

 

Como europeu vivendo num local periférico e deprimido da Comunidade Económica Europeia, faço parte dos milhões de cidadãos que foram mais uma vez enganados, pelas suas lideranças democraticamente eleitas. Inicialmente criada para assegurar e acelerar o desenvolvimento económico dos seus países constituintes assim como a melhoria das condições de vida dos seus povos, com o fim do bloco de leste e a queda do muro de Berlim, deu-se início a uma inflexão na sua estratégia de intervenção, recolocando de novo a Alemanha na posição de liderança europeia, tal como já acontecera com Adolfo Hitler nessa triste e sanguinária página da história do nosso continente, anterior ao fim da segunda guerra mundial. A única diferença é que a guerra económica actual levada a cabo pela Alemanha já não necessita de armas e munições – os cadáveres aos milhares são difíceis de esconder – sendo no entanto muito mais brutal nas suas consequências, pela destruição sistemática de todos os direitos dos seus povos, especialmente dos trabalhadores e das camadas mais desprotegidas da sua população, ignobilmente ignoradas pela justiça e com acesso cada vez mais restrito a dois sectores básicos de qualquer sociedade organizada e solidária, a saúde e a educação. Escudados covardemente atrás do BCE os actuais líderes alemães – contando com colaboração passiva e subserviente dos países pobres do sul, com a hipocrisia dos países ricos do norte e com o colaboracionismo mercenário da generalidade dos políticos ingleses – têm apenas um único objectivo em vista “idilicamente idealizado” como num conto de fadas: viver à custa do dinheiro vindo dos novos eixos de desenvolvimento económico mundial (a que a Alemanha mesmo negando-o já não pertence) e destinados a ajudar toda a Europa comunitária (e não apenas a perigosa Alemanha) e emprestá-lo – contra a opinião generalizada de todos os economistas – aos seus concidadãos europeus a juros mais elevados, protegendo assim o mercado parasitário financeiro e acelerando o crescimento da especulação. Como é que é possível um país como a Alemanha também em nítida recessão – com um crescimento económico nulo, não sendo ainda pior por se querer ignorar que na Alemanha continuam a existir duas alemanhas – conseguir dominar toda a restante comunidade, dando origem ao aparecimento de espectáculos degradantes para a condição humana, como os que se vão sucedendo para já em Portugal, em Espanha e na Grécia. Não adivinham? Então vejam por exemplo e já que o esqueceram tão rapidamente – até por respeito a todos os sacrifícios dos nossos antepassados, à sua memória e à sua cultura – as origens da segunda grande guerra mundial.

 

(imagem – retirada da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:34

Numa Terra destruída pela barbárie exercida por uma elite que se apropriou da inteligência dos outros através da violência, nem tempo temos para olhar o mundo cronológico que a história oficial nos impingiu, não só porque o que nos rodeia se resume a dor e a morte, mas também porque deixamos de activar completamente os nossos órgãos dos sentidos e aceitamos com uma indiferença cultural e educacional doentia, a lobotomização hierárquica como um fenómeno natural.


Tempestade no pólo norte de Saturno

 

O que é belo está para além do céu. Em paralelo.

Apesar de termos criado a beleza. Sequencialmente.

 

Da época em que “as galinhas tinham dentes” e em que nós ainda usufruíamos de tudo o que a vida nos ia oferecendo, lembro-me claramente das minhas primeiras observações astronómicas realizadas com o meu telescópio adquirido numa óptica da cidade do Porto e de como fiquei fascinado com as imagens detalhadas da Lua, das fantásticas manchas solares e dos estranhos anéis de Saturno. Hoje em dia limito-me a olhar o céu à noite com as estrelas e a Lua como principal pano de fundo, tal e qual como a vida que me é actualmente disponibilizada: por momentos e sem pormenores.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:00

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