Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

02
Jun 13

Desde que se tornaram visíveis e poderosos, os tecnocratas do Apocalipse Moderno – vindos das profundezas da escuridão mental de milhões e milhões de cérebros manipulados e vítimas da lobotomia – sempre tiveram a ideia que seriam os agentes funerários da humanidade: e de tal modo se convenceram que o concretizaram.


Visão Tecnocrática do Futuro

(O Príncipe)

 

A Princesa estava em casa a apreciar a paisagem pós-apocalíptica da cidade onde sempre vivera.

Nunca pensara (no passado) estar a olhar tanto tempo (no presente) à varanda, sem ter nada que fazer, mas o que interessava agora é que ninguém se via nas proximidades onde ela se encontrava ou em qualquer outro local na vizinhança do espaço que a sua visão alcançava: só se via terra seca, morta e queimada sob um céu cor de fogo e de tipo indubitavelmente mortal, que cobria a paisagem sem remorsos e sem indícios mínimos de inversão, até ao limite na realidade imperceptível do horizonte.

Mas num dia do passado ainda muito presente e muito pouco esquecido o seu Príncipe prometido tivera uma ideia revolucionária e nunca antes tentada, que inconscientemente e por aplicação oficialmente contextualizada, lançara o mundo em direcção a um paradigma sem retorno, perspicazmente identificado e caracterizado pelas baratas pelo excelente curto e exacto termo extinção.

Arrependido mas não convencido o Príncipe partira na sua Máquina de Fogo em direcção às desconhecidas e distantes terras verdes, prometendo unicamente à sua amada que tudo faria para regressar e a salvar das novas forças da Natureza, oferecendo-lhe então e de novo um mundo transfigurado e alternativo.

Até lá a Princesa só teria mesmo que esperar pacientemente e auto-convencer-se que a esperança é a última coisa a morrer, pelo menos para aquelas pessoas que já estando mortas, ainda não se aperceberam disso, negando a morte ou então servindo-se dela.


Macaco de tópico

(O Topas)

 

Topam: a vida e a morte verdadeiramente não existem num colectivo infinito, só existindo um processo evolutivo e natural de transformação perpétua da matéria e de todo o seu processo caótico e organizado de construção do Universo, pelo menos enquanto existir energia e movimento e em planos complementares, sequenciais e paralelos.

 

(imagens – SPACE/NG)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:38

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