Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

18
Jun 13

“Megera personifica o rancor, a inveja, a cobiça e o ciúme”

(Wikipedia)

 

Moção Global de Estratégia para Reeleição



O CDS será – com Paulo Portas – a Voz do Além!

 

(imagem – retirada da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:53

16
Jun 13

Luciferina (do latim lucifer, "que ilumina") é uma classe de pigmentos responsável pela bioluminescência em alguns animais, fungos e algas, como por exemplo os pirilampos. O termo luciferina é usado para se referenciar a qualquer molécula emissora de luz usada por uma luciferase ou fotoproteína. (Wikipedia)


Pirilampo

 

O mundo está cheio de multidões de pirilampos, só que a maioria deles ainda não compreendeu bem o papel que lhe foi atribuído e por esse motivo andam todos “fundidos” e aflitos.

 

Como sabemos o pirilampo é um insecto único, que todos nós já vimos mais do que uma vez passar a brilhar ao anoitecer à nossa frente, durante as agradáveis e voluptuosas noites de Verão.

 

Muitos de nós já os perseguimos encantados pela luz emitida pelo seu pequeno corpo de insecto voador – como se fossemos nós, desvendando mistérios da noite e munidos duma poderosa e protectora lanterna – curiosos com esta particularidade que lhes permite com segurança iluminar e dominar a noite.

 

Ou não será bem assim para o pirilampo? O que é certo é que essa luminosidade emitida por estes interessantes e estranhos insectos – até o Homem precisa de lanternas artificiais – é devida à existência no seu organismo de uma substância, que à passagem de ar no seu abdómen, reage emitindo luz. Chama-se curiosamente Luciferin.

 

Muitas explicações – mais ou menos credíveis – têm sido dadas como justificação para a existência desta substância no corpo de muitos seres vivos, como é o caso do pirilampo. A mais credível assenta na teoria – bem “humana”, diga-se – de que são os machos sedentos de sexo e de prazer a emitir estes flashes luminosos como pedidos de acasalamento, ao que as fêmeas respondem da mesma forma, em muitos dos casos não na procura de romance, mas apenas para se alimentarem, comendo-os. Santinhos!

 

Outros investigadores – ingénuos ou intrujões – ainda nos tentam convencer que a luzinha apenas serve para assustar e afastar os predadores dos pirilampos, mas alguns sapos discordam peremptoriamente desta explicação, deliciando-se a comer montes deles – como muitos algarvios comem agora, uns caracóis bem regados com uma cervejola – e começando agora eles também a brilhar.

 

(informação e imagem – earthsky.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:35

15
Jun 13

 

Pró zombie

 

Com um Ministro que optou pelo seu Estado Zombie – antes estava contra, agora está a favor – a proposta por ele solenemente lançada sobre os malditos professores que se opõem à sua transformação inevitável, é “comam-se uns aos outros que verão que é solução”. Aos pais serão oferecidos as sobras desta orgia com repasto, que poderão ser livremente repartidas pela sua restante prole.


Professores a mais

 

Este momento – para a Formação de todos nós e para a responsabilização de todos os seus principais executores e responsáveis – poderá vir a marcar um ponto fundamental no nosso processo evolutivo e na subsequente transformação de muitas das estruturas sociais existentes no nosso país – assegurando a sua existência e identidade e desse modo consolidando o Estado Social e a sua independência – se toda a comunidade estiver consciente do perigo de subalternização e esquecimento que nos querem propor, transformando-nos em meros objectos transaccionáveis e desse modo dispensando o Estado Social, criado originalmente para proteger o sujeito que o pensara e construíra.

 

(imagem – jornal DN e blogue Anterozóide)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:26

14
Jun 13

Se não fosse o dinheiro, ninguém se mexia!

(constatação de extinção)


Crucificação

 

“Os Alienígenas serão certamente os nossos Salvadores. Só não compreendo do que é que estão à espera: é que já nem formatando o disco ou fazendo reset, esta simulação nos levará a algum lado. Mas continuo a acreditar sempre, pelo menos até ao momento do meu fim do mundo”

 

Se vivemos num Universo Infinito avesso a regras delimitadoras e doentias que apenas tentam impedir – na nossa cabeça – o Movimento Perpétuo do Cosmos em direcção ao Caos Organizado, como é que nós nos conseguimos ainda sujeitar durante gerações e gerações consecutivas – de grupos de indivíduos inteligentes e empreendedores – ao poder esquizofrénico e suicida de deficientes mentais empunhando cartazes publicitários, tendo como única actividade conhecida e reprodutiva, a nobre função de coleccionadores de moedas e de angariadores de mercadorias.


Apollo 17

 

Lembram-se ainda da Lua, o único satélite natural da Terra? Do tempo perdido em frente a uma televisão a preto-e-branco, a ver durante toda a noite e madrugada os primeiros passos de um ser humano num outro mundo, ainda não controlado pelos nossos líderes espirituais (ainda de dedo no gatilho) e posteriormente abandonado pelas nossas maiores entidades pensantes, sem qualquer tipo de explicação científica?

A “paisagem” apresentada teve sempre interpretações que por degradantes e insultuosas tiveram sempre um público fiel, miserável e cruel: desde a versão de que a conquista da Lua estaria associada a um plano mais vasto de promoção da industria cinematográfica norte-americana e dos seus estúdios reconhecidamente revolucionários e retratadores fidedignos da realidade, até às teorias conspirativas e neste caso cerceadoras da realidade – o que é considerado falso, não é real – de que a Lua seria controlada por psicopatas alienígenas de carácter extremamente violento e de comportamento irracional, extremamente preocupados com a sua privacidade e com a protecção dos seus investimentos.

E nesse aspecto os grupos de interesse promotores do retorno às origens e ao capitalismo selvagem (primitivo), continuam a mostrar-se respeitadores de quem ainda os pode ameaçar e esmagar por sobreposição, abandonando mercados preferenciais pelo menos provisoriamente.


Mistérios

 

A Lua sempre esteve perto de nós, pelo menos desde o dia em que aqui chegou e se tornou no nosso mais próximo vizinho, sendo posteriormente e logicamente incluída na gestão deste condomínio e imediatamente condenada por falta de ocupação desse espaço. Ela foi sempre um dos sítios em que qualquer um de nós gostaria de ser encontrado a usufrui-la, um mundo de mistérios irresolúveis mas provavelmente repleto de oportunidades imensas, pejado aqui e acolá por dezenas de cidades habitadas por milhões de “lunáticos” ligados entre si através de uma rede subterrânea protectora (contra os impactos de meteoritos), deveras semelhante aos canais de Marte – muito parecidos na sua essência e estrutura às nossas modernas redes de metro – e sempre prontos (na nossa ingenuidade) a serem descobertos, colonizados e associados. Sendo no fundo o satélite natural da Terra (ou será artificial?) a nossa primeira e santa mulher, para todo o sempre impossível de esquecer por amor, partilha e auto-retrato, mas sempre possível de esquecer e substituir, através da utilização dum mero memorando de entendimento alimentar, sexual e contabilístico: antigamente era o homem que mandava a mulher amada para o asilo ou hospício, tendo hoje em dia (o homem) atingido um patamar supremo de poder e de fidelidade, colocando coercivamente e subliminarmente a mulher (com a sua total autorização) por oferta de igualdade e de paridade mercantil – e se for preciso, até utilizando calças unisexo – com o poder divino (profano e macabro para as outras mulheres) de retirar às ainda poucas mães assumidas, os filhos que pariram com tanto sofrimento e que agarraram como seus com tanto amor, só por não apresentarem dentro do prazo legal e segundo os critérios oficiais exigidos, o documento comprovativo de paternidade.


Supernova

 

Um mundo por nós visionado em tamanho grande ou pequeno e parecendo apresentar uma fronteira entre o seu espaço interior e exterior através da sua limitação através de uma fina película separadora, é um mero erro de paralaxe cerebral proporcionado pelos nossos órgãos dos sentidos, actuando conjuntamente e em simultâneo – de uma forma irreal, solitária, protectora e eliminadora de cenários não conformes – com o nosso pensamento manipulado e não explorado e seguindo as normas adoptadas e ditas de sobrevivência, mas cientificamente ultrapassadas e restritivas. O que vemos ao microscópio ou ao telescópio é apenas a confirmação de que não somos o centro do Universo, continuando este a replicar-se em cenários diferentes, paralelos e sequenciais, para lá de nós e para dentro de nós.

 

O microscópio foi um dos primeiros instrumentos a expor diante dos nossos olhos a existência de outros mundos invisíveis para os nossos órgãos dos sentidos – neste caso a visão – espaços até aí desconhecidos e misteriosos para a generalidade dos humanos, mas que no entanto influenciaram e influenciam ainda determinantemente, a vida do nosso dia a dia e toda a evolução envolvendo a totalidade dos seres vivos existentes sobre a superfície do nosso planeta. Sob o poder ampliador de um simples instrumento óptico construído a partir de simples matérias-primas existentes em muitos locais da Natureza, objecto artificial esse capaz de nos oferecer outras perspectivas de utilização num outro nível de apreensão cognitiva – intervindo aqui como seleccionador intermédio de realidades – muitos outros mundos até agora passando desapercebidos ou dados como inexistentes, se juntaram ao nosso, completando-o por inerência e ocupação simultânea do mesmo espaço, até por representarem o mesmo conjunto mas com parâmetros de avaliação humana diferentes.

 

Poderia estar neste momento a observar uma célula ao microscópio (o infinitamente pequeno), mas na realidade estou a observar uma galáxia ao telescópio (infinitamente grande). Mas haverá no fundo alguma diferença entre a estrutura e a presença espacial destes dois “seres vivos”, apenas pela sua diferenciação dimensional? Isso seria mais uma idiotice sem qualquer tipo de racionalidade ou correspondência factual, num mundo constituído por reuniões e intersecções de mundos sequenciais e paralelos, significando no seu todo uma sucessão interminável de Universos Vivos (sem origem e sem fim, apenas com transformação) e ligados entre si por canais de comunicação e de transporte, de matéria e de energia em movimento (a vida).


Lua

 

De acordo com muitas das informações que me foram chegando ao longo dos últimos anos, oriundas das mais diversas fontes do barrocal algarvio, ligadas em maior ou menor grau a comunidades independentes e associadas a grupos pró-alienígenas locais, sempre existiu a certeza convicta de que muitos dos corpos celestes integrantes do nosso Sistema Solar, se não tivessem já sido habitados por outras espécies mais ou menos semelhante à nossa, pelo menos já teriam sido sujeitos a intervenções exteriores não solicitadas, que teriam deixado no mínimo indícios suspeitos da sua passagem. Estas análises iam sendo divulgadas e partilhadas em redes sociais fechadas ou em alternativa através da transmissão de comunicações por canais terrestres utilizando mensageiros especializados, de modo a assegurarem nos dois casos a privacidade dos seus utilizadores e a degradação com fins exclusivamente preferenciais e pessoais da informação então veiculada. No caso da Lua, muitas coisas já tinham sido ditas e muitas teorias conspirativas já tinham sido expostas, não esclarecendo no entanto e eficazmente, nenhum dos casos mais estranhos e mediáticos que tinham vindo a público desde o século passado. Aquilo de que todos mais falavam e que já vinha do início das várias missões Apollo em direcção ao nosso satélite natural, relacionava-se principalmente com o abandono não justificado da conquista e possível colonização da Lua, quando o entusiasmo de todos os seus colaboradores e apoiantes era ainda muito elevado e cientificamente reprodutivo e as viagens se tornavam cada vez de mais fácil concretização e execução, arriscando-se amanhã a poderem ser equiparadas a uma normalíssima viagem de avião. Por medo ou receio de algo que ainda hoje desconhecemos, nem podemos confirmar – pelo menos o comum dos homens – a NASA optou pelos voos orbitais, desperdiçando dinheiro e conhecimentos adquiridos nessas viagens interplanetárias, para se dedicar obrigatoriamente à limpeza da casa. O que aconteceu foi que muitos dos projectos pensados e já projectados foram simplesmente suspensos indefinidamente, contribuindo definitivamente – e como concretização de um esquema de conquista do poder mais vasta e englobante – para a perda do poder por parte do estado norte-americano e logicamente da NASA e a atribuição do privilégio nesse campo cientifico e tecnológico fundamental à iniciativa privada. Hoje são os ricos multimilionários os primeiros contingentes a entreter-se nas suas caçadas (seguras) à volta da Terra, enquanto ali e tão perto de nós – e misteriosa como desde sempre a conhecemos – jaz um enigmático astro, podendo evidentemente transportar no seu interior a confirmação até mesmo presencial da existência de outras espécies, sem conhecermos sequer as suas intenções e o resultado do contacto dos astronautas das diferentes missões Apollo, com os mesmos alienígenas. O que é certo é que o Homem não voltou a pisar a superfície da Lua e quem não mais volta ao mesmo lugar alguma razão deve ter.


        

Terra – antes e depois

 

Estas imagens podiam muito bem referir-se à zona da grande pedreira de Loulé – há centenas de anos atrás – num período anterior (e posterior) à reconquista final do Algarve, pelos estrangeiros vindos do norte e por outros indivíduos não identificados sobreviventes da travessia da dura e extensa planície alentejana: alucinados pela dor e pela perda de alguns valores até aí considerados inquestionáveis pela sociedade e pelos seus pares – o eleito seria sempre protegido pelos seus deuses, nas suas odisseias épicas – desgastados fisicamente até ao limite do suportável pela violência imparável e conjunta do calor e da sede e demonstrando além disso um avançado nível de senilidade precoce, desenvolvido anteriormente na vivência em sociedades rígidas e extremamente monótonas, a chegada repentina ao litoral algarvio e a estalada refrescante sentida em toda a sua epiderme ressequida e envelhecida, toldaram-lhe o raciocínio e levaram-no a associar as recordações nefastas do seu velho mundo (um dos motivos inconscientes que o levou à fuga) – a muralha imobiliária – à beleza encantadora dum mundo ainda virgem e desse modo tão fácil de ser enganado e contagiado – o espaço criado e aberto pela intersecção da praia e do mar. No entanto o passado não deixa de existir só porque vivemos no presente, sendo mesmo um dos mais importantes instrumentos de trabalho, para uma construção verificada das diversas hipótese – sempre executadas simultaneamente – de futuro. Daí a visão alternativa partilhada pelos representantes destes grupos colaborantes e pertencentes a redes alienígenas, sobre o estranho e súbito abandono da Lua por parte dos terrestres, afirmando terem conhecimento da existência – mesmo actualmente – de bases intermédias alienígenas no satélite da Terra, hoje em dia com o objectivo prioritário de controlo e manutenção dos sistemas de alerta locais, focados nas acções desenvolvidas pelos seres indígenas ao planeta nos espaços exteriores ao seu habitáculo natural.


Laika

 

Nesse sentido se desenvolve esta pequena história, vinda das memórias resistentes das primeiras viagens efectuadas já há muitos anos atrás pelos antepassados dos quase já extintos algarvios, a convite das primeiras entidades alienígenas que fixaram bases subterrâneas em diferentes pontos da península ibérica, para aí esconderem as suas bases e naves aquando da sua chegada a esta zona de estudo e desenvolvimento (neste último caso apenas se solicitado por locais), então abandonada e deserta neste canto esquecido do mundo:

O senhor Joaquim desenvolveu durante muitos anos uma sólida amizade com umas pessoas estrangeiras e um pouco esquisitas que um dia lhe surgiram no seu quintal vindos do lado de lá da montanha onde se situava a sua casa. De início pensara que fora um efeito da bebedeira de aguardente de medronhos que apanhara durante o fim da tarde do dia anterior, para acompanhar uns deliciosos e docinhos figos apanhados nessa manhã no seu quintal. Mas ao acordar no casebre onde colocara o seu famoso alambique, notara a presença de outras pessoas sentadas à sombra da alfarrobeira e que pelos gestos feitos na sua direcção, pareciam estar à sua espera para poderem falar com ele. Estavam todos muito divertidos a olhar para uma máquina para ele desconhecida, que o deixou repentinamente espantado e paralisado, quando para ele olhou e viu a sua figura: na noite anterior e já completamente do outro lado devido ao efeito dos vapores alcoólicos do medronho, tinha tropeçado no degrau que dava acesso à entrada do casebre e quase que caído desamparado e provavelmente afogado, se não fosse a rápida e desinteressada ajuda destes estrangeiros. Aí o senhor Joaquim também se riu e se entreteu a rir com eles, convidando-os de imediato para um churrasco de porco preto, pão, azeitonas e um bom vinho alentejano. Completamente esmagados pelo à vontade e boa vizinhança oferecida pelo terrestre, entusiasmados e fascinados pelo poderoso sabor dos alimentos oferecidos e lentamente saboreados até ao menor pormenor e acima de tudo levados para outros mundos de delícias e prazeres pelos efeitos selectivos do álcool, os estrangeiros não resistiram em oferecer ao seu novo e velho amigo, como reconhecimento de toda a sua amizade pura e espontânea, uma viagem na sua nave interplanetária a Marte e um fabuloso contrato de arrendamento das terras do senhor Joaquim por eles secretamente utilizada. E lá foi o velho senhor Joaquim acompanhado pela sua rafeira Tintina até ao outro lugar prometido, esperando do outro lado poder matar umas saudades antigas, beber uns copitos de vinho, falar com outro colegas e ainda ver umas garinas. Consigo levou um garrafão de vinho e um pão caseiro para a viagem. E até lhe ofereceram por amabilidade uma fotografia da sua rafeira Tintina. Entretanto em Lisboa a realeza lutava pela sua sobrevivência.


Marte

 

O sistema integrado de teleportagem foi accionado ainda nos arredores da habitação do senhor Joaquim, sendo o grupo engolido instantaneamente por uma luz intensa e aparentando uma textura gelatinosa ondulante, que os absorveu silenciosamente através de um portal circular bem contrastado e definido, tendo como ponto central de ligação entre parâmetros diferenciados, um buraco negro de comunicação entre espaços sequenciais previamente definidos. Foram ter ao interior de uma nave espacial de médio porte, já numa fase adiantada de aceleração antigravitacional pré-direccionada e equipada de motores fotónicos de última geração – reforçados por intensos campos magnéticos induzidos por sobreposição – de modo a rapidamente abandonarem a estratosfera e as zonas circundantes adjacentes à zona ocupada pela maioria dos satélites artificiais terrestres, lançando-se seguidamente no espaço exterior em direcção a Marte. Instalado confortavelmente numa das cadeiras da ponte de comando da nave – oferecida pelo comandante em sua honra e da rafeira – o algarvio do barrocal e a sua companheira de aventura, puderam usufruir de uma visão única e muito provavelmente em tudo semelhante, à viagem de avião por este nunca realizada mas desde a sua juventude imaginada. De início o céu apresentava-se enevoado e com pouca visibilidade, mas com o decorrer da viagem tudo escureceu e a única coisa que se avistava à distância no meio do negro do espaço, era um ponto extremamente brilhante e à volta o quase nada.

 

A expedição exploratória (e pedagógica) à superfície do planeta Marte, teve o seu início no compartimento de conversão biológico – dedicado à preparação e adaptação das diversas espécies ao meio ambiente marciano – e na estrutura independente de investigação, prospecção e execução, criada com o objectivo da simplificação dos métodos e técnicas de acesso da mão-de-obra geral e qualificada ao espaço exterior (originalmente hostil), sem qualquer tipo de limites impeditivos à sua livre circulação. Todos os presentes foram introduzidos numa sala de transição completamente selada, onde foram pulverizados com um composto líquido e viscoso ligeiramente adocicado, que acabou por se adaptar à totalidade da sua epiderme, unindo-se à mesma como se estivesse em presença de um único órgão e como que desaparecendo em seguida por absorção e concretização, num modelo seguro e de fácil locomoção. Quanto à rafeira o processo foi um pouco diferente, tendo os técnicos alienígenas utilizado uma técnica anterior mas do mesmo modo comprovadamente eficaz, que consistia na introdução no corpo do animal de nano partículas reconstrutivas e redefinidas, que seriam responsáveis por todo o processo de adaptação física desta espécie, às condições ambientais exteriores – e agressivas – que iria ter que suportar.

 

Pela estranheza e mistério que nela se incorporava, a paisagem que se abria diante dos olhos dos viajantes era simplesmente tocante por formidável. E no entanto fazia lembrar o planeta Terra. Como sempre uma pedra aleatoriamente escolhida acabava por se destacar no cenário geral, replicada em todas as direcções por outras pedras mais ou menos semelhantes e diferenciadas – conforme a influência dos factores externos sobre ela exercida – mas sempre sustentadas nessa replicação universal, numa impressão digital inicial repercutindo-se em velocidades do tempo bem distintas – a noção de velocidade (variável V) depende da dimensão do percurso (variáveis E, T) – estendendo-se sem fim e por infindáveis planos paralelos, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande. Numa junção evolutiva entre as forças do caos e as forças da organização.

 

E ainda puderam ver a pedra marciana caiada de branco, a derradeira amostra deixada nesse local por uma antiga equipa de construtores algarvios, em viagem de negócios a mundos exteriores desenvolvidos ou emergentes e que necessitassem para a concretização segura das suas infra-estruturas habitacionais e oficinais, de operários dedicados, especializados e sem qualquer tipo de questões a colocar. A pedra era bonita e fazia lembrar as casas caiadas do Algarve.

 

(imagens – retiradas da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:52

13
Jun 13

O nosso esvaziamento por manipulação dirigida de ADN, levará ao domínio e conquista do mundo por parte de máquinas imateriais, transmitindo pelo espaço sem fim hologramas reais de massa e de energia e convertendo desse modo a nossa extinção num mero código de barras há muito ultrapassado. Mudou-se o objecto de conversão implodindo-se o sujeito. (Paralaxe – Alien Technology)


Simplesmente introduzir e expulsar o conhecimento sem necessidade de o assimilar

 

A continuar assim daqui a uns 100.000 anos poderemos possuir como espécie em constante mutação uns enormes par de olhos bem abertos e esbugalhados necessariamente executados para os humanos como criação registada e exclusiva. Os sensores adaptados à estrutura ocular estarão associados a nano circuitos introduzidos nas vias primárias dos neurónios, por introdução dum simples programa binário de reconhecimento e de formatação de dados recolhidos, sendo estes e após confirmação da respectiva certificação de segurança enviados de imediato a um centro de recolha e de absorção num nível superior de realidade restrita, onde finalmente serão processados utilizando um sistema rudimentar de hardware, com um único objectivo subliminar de aplicação linear reprodutiva: o da replicação dos gestos para controlo da espécie. O centro de recolha e tratamento de dados situado no crânio do homem – utilizando tecnologia alienígena adquirida pela PARALAXE – teria ao contrário do “cérebro” tradicional dimensões muito reduzidas, não só devido às poucas funções atribuídas ao seu processador, como à possibilidade de colocar nas mãos do seu utilizador secundário – dado todo o espaço agora vazio da caixa craniana – a aplicação de outros periféricos internos de modo a melhorar e actualizar constantemente as suas capacidades. O utilizador primário será inevitavelmente a entidade responsável por esta simulação.


A constituição do restante corpo resume-se a um invólucro imaterial com forma e textura personalizada executada a pedido de cada cliente e de modo a satisfazer todas as suas pretensões e compromissos – facilitando deste modo a sua integração hierárquica – sob a supervisão omnipresente do seu utilizador primário. Esse invólucro não será mais do que a representação holográfica e pluridimensional dum ser cibernético criado à semelhança do seu molde e modelo original, transformado aqui e agora numa referência do espaço capaz de proporcionar imagens de objectos previamente não existentes (ou visíveis), mas susceptíveis de serem concretizados e aceites por outros protótipos da mesma série. O interior do corpo tem como único elemento de preenchimento e de catalogação a nível visceral o vácuo, sendo os limites do holograma a nível da epiderme suportados e delimitados por um número não identificado de feixes electromagnéticos, todos confluindo no sector central da cavidade abdominal, na sequência de um canal artificial criado por manipulação de correntes de plasma, na parte anterior da zona do umbigo. Esse ponto central seria o ponto de equilíbrio desta nova máquina biológica de substituição – dispondo ainda da capacidade suplementar inicial de poder aceitar um cérebro convencional desde que possível de adaptação a um processo de upgrade – local onde estaria implantado um pequeno gerador de baixa energia, responsável pelo funcionamento e manutenção de toda esta máquina irreal, agora replicada na nossa realidade quotidiana, brutalmente condicionada pela proibição de acesso a certas áreas reservadas.

 

(imagem – Nickolay Lamm)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 03:11

12
Jun 13

O Universo é sempre espectacular:

“Até os calhaus – meros objectos sem objectivos – gostam de estar acompanhados”

Inacreditável!


Asteróide 1998 QE2

 

Mais ou menos afastados do nosso planeta, milhares e milhares de corpos celestes deslocando-se na nossa galáxia – como os asteróides, os cometas e os meteoritos – atravessam todos os anos o nosso Sistema Solar, muitos deles originados na nuvem de Oort e deslocando-se numa órbita bem definida, tendo como um dos focos principais da sua órbita a nossa estrela o Sol.

 

Recentemente foi assinalada a passagem do asteróide 1998 QE2, um corpo celeste com uma dimensão já muito apreciável e próxima dos 3Km de diâmetro (um grande asteróide). Apesar de passar a uma grande distância da Terra – a sua maior aproximação situou-se nos 5.800.000 km – um aspecto suscitou desde logo a atenção e curiosidade dos astrónomos e demais cientistas que o observaram: possuí-a uma lua que completava a sua órbita em torno do asteróide em cerca de 32 horas, sempre com a mesma face voltada para o asteróide (como o caso da Lua com a Terra) e a uma distância nunca superior a pouco mais de 6 km.

 

Este enorme asteróide e sua lua – com movimento de rotação em volta do seu eixo de cerca de 5 horas – são considerados dos maiores e mais lentos conjuntos de corpos celestes até agora observados (sistema binário).

 

(informações e imagem – space.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:07

10
Jun 13

No seu passeio iniciado recentemente sobre a superfície do ainda misterioso e desconhecido planeta Marte, o veículo norte-americano Curiosidade tem-nos oferecido imagens de paisagens espectaculares registadas durante o seu trajecto já cumprido em solo marciano. Aproveitando essas viagens exploratórias em território muito distante e ainda virgem para os seres humanos, uma das questões que todos levantamos de imediato e que entronca com o mistério associado ao nosso aparecimento e às nossas origens, é o da existência de vida neste planeta, no presente ou no passado. E sem água – sempre presente no interior e exterior dos nossos corpos – seres vivos como nós, não terão existido de certeza. No entanto e pondo de lado todos os disparates, a semelhança é tremenda!


A lógica evolutiva da ligação Marte-Terra

 

Quando éramos pequeninos e morávamos perto do mar era frequente na época do Verão especialmente quando fazia mais calor e a vontade muito apertava ir-mos até à praia mais próxima e molharmos os pés na água salgada do mar. Muitas vezes chegávamos à praia previamente escolhida e fazia um vento bastante desagradável além de o mar se apresentar com ondas perigosas e ser proibido nadar. Mas muitas e muitas mais vezes, de que jamais me hei-de esquecer, o dia apresentava-se lindo, o ar cheirava a maresia e até a água da maré-baixa que nos acariciava os pés, descobria debaixo de si um mundo secreto de dezenas e dezenas de seres vivos marinhos, habitando um território flutuando sobre pedras e areias. Um lugar que simbolizava a união de dois corpos numa dimensão reprodutiva.

 

O efeito da erosão provocada pela força do mar era bem visível para todo aquele viajante – mesmo que muito distraído e a usufruir em delírio da temperatura de um gelado – que se dirigisse em direcção ao areal, não só através do exercício do seu sentido da visão, como pelo usufruto pessoal do sentido do tacto e respectivo prazer resultante da sensação desse subproduto sedimentar, sob a epiderme colocada na parte inferior dos nossos pés, deixando-nos completamente alegres e desconformes como se nos estivessem a fazer cócegas sem parar. Com a mesma felicidade e saudade surpreendente, com que me recordo de parte da letra duma canção do tempo da minha avó: “O Mar enrola na areia, ninguém sabe o que ele diz, enrola na areia e desmaia, porque se sente feliz”.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:56

I

 

“Ler e escrever são dois dos melhores remédios a usar, quando não temos mais ninguém para quem trabalhar”

 

Mesmo debaixo de milhões de toneladas de detritos tóxicos e de outros produtos putrefactos provenientes da junção das maiores cadeias alimentares mundiais com os laboratórios de manipulação genética do ADN humano – pondo-o mais conforme com as iniciativas do mercado e os desejos divinos das entidades superiores terrestres – o Homem ainda consegue percorrer calmamente e sem necessidade de recorrer aos limitadores de perspectiva, os caminhos que o mundo desde os mais recônditos espaços do tempo sempre transformou e nos ofereceu.

 

II

 

Capas de dois Livros de uma Vida

(por oposição aos manuais sem instrução)


          

João César Monteiro e Antonin Artaud

 

Os primeiros livros que me vieram ter às mãos por iniciativa dos outros e que desde logo me foram entregues sem nenhuma restrição – com o único dever de os preservar, até por respeito à Instituição que os colocava nas nossas mãos – foram os manuais únicos e primários. E aqui utilizo os termos único e primário sem qualquer tipo de intenção pejorativa (acho eu), mas apenas porque estes eram os únicos livros facilmente acessíveis (não considerando aqui o problema do seu custo, para a generalidade da população portuguesa) e que livremente podíamos folhear sem censura ou qualquer outro tipo de limitações, enredando-nos em histórias e aventuras encantadoras por inesperadas e introduzindo-nos nesse mundo fantástico e colorido da banda desenhada.

 

Com o passar do tempo a curiosidade foi aumentando, surgindo entretanto outras possibilidades de caminhos novos e alternativos a percorrer e a desvendar, que acabaram por me levar à pequena biblioteca guardada e fechada pelos meus avós (anteriormente da minha mãe), transformada então para mim e para os meus próximos tempos de vida, em objectivo escondido mas prioritário das minhas próximas investidas de jovem inconsciente e fechado num mundo pequeno mas ainda cheio de mistérios e de futuras alegrias e aventuras. E aí entrei desde logo no mundo das aventuras pejado de territórios misteriosos, encantados e desconhecidos, partilhando e recriando com os seus autores os mundos fantásticos de Salgari, Verne e da grande legião de escritores de ficção científica que a Argonauta nos ia oferecendo. Nunca esquecendo a iniciática revista de banda desenhada Tintin e os grandes escritores da língua portuguesa, como o heróico e beirão Aquilino Ribeiro, um exemplo dum grande vulto da nossa história, cultura e memória, que sempre desejou viver no meio do seu povo, refugiado no meio do nosso ventre materno – a terra – e guardado com uma rigidez fria e humilde, mas amiga e protectora, pelas altaneiras e brilhantes (e irradiando energia) serras graníticas do seu querido Portugal.

 

III

 

Despertando a infância um sentimento de inveja e de desejo à medida que a nossa vida passa e ao mesmo tempo que a mesma vai transitando de espaços, por vezes poucos movimentos alternativos são postos à nossa disposição para nos libertarmos desta atmosfera claustrofóbica que por coação nos dirige, deixando-nos em muitos casos limitados a zonas restritas de pensamento e de reflexão, onde entre parâmetros delimitados por ínfimas e irrealistas dimensões conseguimos construir e elaborar novos mundos idealizados num outro nível de consciência, impossíveis de negação de acto de concretização.

 

(imagens – editora & etc)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:26

08
Jun 13

Um Alienígena Como Nós

 

I

 

Passados mais de cinquenta anos sobre o início da exploração do espaço – com Yuri Gagarin em 1961 a orbitar a Terra a bordo da nave soviética Vostok 1 – foi finalmente descoberto o primeiro ser vivo habitando o planeta Marte, apresentando uma fisionomia muito semelhante à do rato terrestre.


Rato Alienígena

 

Este rato estava sozinho e abandonado no meio da aridez seca e desértica da superfície do antigo e provavelmente vivo planeta Marte. Nada de vivo ou em movimento se avistava em seu redor, nem um único sinal de vegetação oscilando sob a acção dos elementos paisagísticos marcianos, nem sequer um contra-sinal (nem que fosse oficial) na textura das suas rochas e das suas areias, que veiculassem a ideia da anterior existência de água. O que não deixava de contribuir para o crescimento e desenvolvimento dos mistérios que envolviam este grande planeta vizinho da Terra, em tantos aspectos parecido com ela e com paisagens que constantemente nos confundiam a mente, por tão parecidas que eram com paisagens terrestres tão comuns e familiares para todos nós: como é o caso das grandes áreas desérticas existentes na Terra, misteriosos espaços sem fim guardando milhões e milhões de segredos de miríades de almas libertadas, indubitavelmente reconhecidos pela nossa consciência infinita, como espaços profundos de cultura e de memória de toda a nossa História e dos nossos trilhos a percorrer no futuro.


Rato-Naves

 

Vivemos num Universo múltiplo com diferentes opções evolutivas e diferentes fases de execução, em que tudo é sempre possível de o ser ou não ser (sendo-o sempre por ocupação de espaço, considerando a conjugação entre matéria, movimento e energia), desde a nossa existência monótona e sequencial (actualmente maioritária) até à existência de mundos paralelos e alternativos ainda por explorar e reconhecer, talvez pelo perigo real e não desprezível de nos tentarmos a eliminar alternativas estrategicamente consideradas como excedentes, para assim acedermos ao poder ditatorial e egocêntrico da opção zero e dos fanáticos do caminho único. Será Marte o passo evolutivo registado anteriormente, responsável pelo aparecimento e desenvolvimento da vida nesta parte do Universo e neste canto perdido da Via Láctea – dando origem ao aparecimento do Homem – e que terá terminado em épocas já há muito esquecidas e por diversos motivos perdidos no tempo, num grande êxodo interplanetário, provocando uma emigração maciça para uma nova e próxima etapa agora a ser executada no planeta Terra? E não será o rato de Marte um sobrevivente, uma prova, um artefacto (natural ou artificial) da mossa passagem por lá? Ser vivo ou calhau, verdade ou simulação, a História vai dar sempre ao mesmo lugar – ao Universo Vivo.

 

II

 

Quem não se lembra ainda da série juvenil Os Motoqueiros de Marte, em que três jovens ratos oriundos do planeta Marte e daí expulsos por gordos humanóides em busca dos seus preciosos recursos naturais, acabam na sequência da sua fuga aos seus inimigos invasores, por se despenhar no planeta Terra. Aí ir-se-ão aliar aos terrestres na sua luta contra estes estrangeiros impiedosos, derrotando-os sistematicamente em todas as acções criminosas por eles praticadas.


Descendente de Rato Alienígena

 

O rato que me olhava do interior da gaiola estava assustado e nem se mexia. Tinha-o atraído propositadamente – após várias tentativas fracassadas – com um bocadinho de miolo de amêndoa e face à escassez de comida, a fome tinha-o levado à perdição: caído na armadilha, comido o miolo de amêndoa, o rato provavelmente pusera-se a pensar na sua triste sina, encomendando a Deus a sua alma irracional e de ser vivo de segunda. O mais certo era o Criador nem se lembrar dele e na ilusão da sua simulada obra-prima – o Homem – acabar no fim por lhe dar um pontapé bem no meio do lombo, arquivando-o de seguida como simulação de cobaia (talvez num frasco de formol e pronto a ser dissecado).

 

O rato devia ser um bom pai de família, além de revelar um QI muito aceitável e demonstrar um empreendedorismo muito eficaz. Aproveitando o permanente estado de guerra-fria registado entre os humanos – uns tristes duns ladrões tinham estroncado recentemente a porta da casa dos homens, assaltando-a sem respeito e deixando-a temporariamente aberta e exposta aos elementos vindos do exterior – o rato chamara de imediato a sua adorada mulher já grávida e bem despachada e sem aviso introduzira-a na calada da noite no seu novo lar, uma fantástica moradia campestre, muito acolhedora e bem recheada de comida, tal e qual um verdadeiro paraíso de roedores. E numa orgia organizada de sexo e de manjares ininterruptos lá criara cerca de vinte rebentos, todos apanhados um a um – incluindo a mulher – pelo senhorio meio humano e meio medonho, um velhote tipo seco e ressentido e promotor da emigração e do retorno dos malditos exilados: postos todos na rua sem recurso a tribunais ou outros eventos bizarros ou contingentes especiais.


Familiar de Rato Alienígena

 

Durante o seu longo período de espera e de reflexão, que se estendeu por noites e noites estreladas até ao momento de regresso de toda a sua família ao exterior do estranho e preocupante mundo dos humanos, o rato teve o tempo suficiente para analisar racionalmente todos os parâmetros fundamentais da existência e da filosofia humana, apenas pela simples análise do movimento das estrelas, dos planetas e dos restantes astros visíveis. Quanto ao resto o Universo seria somente um dos pontos de impacto inicial e projecção exterior e os roedores, um subproduto importante para a sequência normal de uma simulação de nível energético muito superior.

 

(imagens – space.com, geralforum.com e dreamstime.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:05

07
Jun 13

Homens com Mentes que Brilham

 

“Os alunos deverão decorar a tabuada, o nome e localização de certos rios e cidades e as datas mais importantes no curso da História, ainda que elas não sejam precisas”

(Nuno Crato)



Gatos com Corpos que Brilham

 

Não estou contra decorar ou até mesmo copiar (este último um procedimento ilegal, mas infelizmente muito comum como remédio) mas sim com a opção ditatorial escolhida, do caminho único possível (afinal é tudo diferente ou é tudo igual?): num mundo em que tudo muda a uma velocidade estonteante e a cada segundo que passa, é de uma estupidez brutal pensar que condicionando-o, se consegue de seguida manipulá-lo e dirigi-lo!

 

Por outro lado a última parte da afirmação atribuída a NC é verdadeiramente confrangedora e reveladora do que ele por lá anda a fazer, demonstrando estar unicamente interessado em proporcionar aos empresários actuando em solo nacional, mão-de-obra em teoria especializada e na prática ignorante – ou seja uns animais sem direitos mas com um super-crédito de deveres.

 

Mas porque será então que a nossa cultura não vale nada, quando ainda por cima a memória por eles decretada nem sequer é a nossa?

 

(imagem – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:04

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