Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

15
Ago 13

 

E de como ele me salvou a vida

 

Um dia o JAMES encontrou um gato ferido na rua – o BOB – e resolveu logo ir ao veterinário para tratarem dele. O gato ficou bom, o seu novo amigo ficou contente, o gato não mais o deixou e o amigo conseguiu-se salvar.


BOB e JAMES

 

De certeza um bom livro para quem gosta de pessoas e de animais (como o BOB) e os vê como amigos e familiares, com o mesmo estatuto de vida e em pé de igualdade social.

Só iniciaremos a nossa viagem de compreensão do mundo em que vivemos (como é o caso do JAMES), se nos respeitarmos respeitando os outros e simultaneamente se reconhecermos em todos os seres vivos que nos acompanham nesta misteriosa aventura – sejam eles racionais, sejam eles irracionais – um pouco que seja do pouco que nos resta, tal como eles o fazem sem pensar e sem ambições, mas na sua totalidade.

 

(imagens – boingboing.net)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:21

Orwell explains Nineteen Eighty-Four



In a 1944 letter to Noel Willmett, George Orwell laid out the thesis behind his next book, Nineteen Eight-Four, railing against the inevitable rise of Stalin, Anglo-American millionaires and "all sorts of petty fuhrers" who will prosper by means of anti-democratic caste systems. He explains that he supports going to war against Hitler as the lesser of two evils, but makes it clear that the great threat to the world is authoritarianism and its attendant systematic falsification of history, accepted by the intelligentsia so long as it is being undertaken by people on "our side."

 

On the whole the English intelligentsia have opposed Hitler, but only at the price of accepting Stalin. Most of them are perfectly ready for dictatorial methods, secret police, systematic falsification of history etc. so long as they feel that it is on ‘our’ side. Indeed the statement that we haven’t a Fascist movement in England largely means that the young, at this moment, look for their fuhrer elsewhere. One can’t be sure that that won’t change, nor can one be sure that the common people won’t think ten years hence as the intellectuals do now. I hope they won’t, I even trust they won’t, but if so it will be at the cost of a struggle. If one simply proclaims that all is for the best and doesn’t point to the sinister symptoms, one is merely helping to bring totalitarianism nearer.

 

Two and two could become five if the fuhrer wished it.

 

(Cory Doctorow - boingboing.net)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:13

“Teremos um dia forçosamente de constatar que contra o poder das armas e contra o poder do dinheiro, não há mesmo nada a fazer: é que a ética e a moral deixaram-se sujeitar às regras do mercado e como tal, agora todos têm um preço – caso contrário perderão toda a sua credibilidade comercial e serão simplesmente eliminados da lista”.


O Egipto e o poder dos Militares

 

Mais de 200 mortos e de 1.400 feridos na limpeza efectuada pelas forças de segurança egípcias aos apoiantes do presidente deposto – após golpe militar – Mohamed Morsi. Com os Estados Unidos da América a fornecerem o armamento e a Arábia Saudita o dinheiro – e com os restantes países árabes à volta a observarem (com Israel muito atento) como a situação evolui – não são bons os prenúncios futuros para o Egipto, para o seu povo e para toda a região.

 

Is this the democracy everyone talked about, the army shooting people in the streets?

Is this what we were promised?

I love the Egyptian army, but what they are doing, killing protesters, it's against humanity.

 

(imagem e "texto" – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:44

“A NASA researcher at the University of Iowa has developed a way for spacecraft to hunt down hidden magnetic portals in the vicinity of Earth. These gateways link the magnetic field of our planet to that of the sun, setting the stage for stormy space weather. The Magnetospheric Multiscale (MMS) mission will study these portals”.

(NASA – Hidden Portals in Earth's Magnetic Field)


Lua

 

Despertaram com o ruído de vozes e de passos que se aproximavam rapidamente. Ainda um pouco confusos lá se levantaram, pegaram nas suas coisas e saíram apressadamente em direcção à porta já anteriormente sinalizada para a sua saída: foi o tempo de saírem todos, fecharem a porta atrás de si e logo ouvirem o som característico das poderosas ondas electromagnéticas oriundas do grande portal no seu arranque e entrada em actividade. Mesmo ali se sentia a atmosfera a flutuar, sob a pressão das ondas que a penetravam e atravessavam: a origem da ligação que estaria a ocorrer, seria o misterioso lado escuro da Lua.

 

Continuaram durante mais alguns minutos por outro túnel, que acabaria por virar à direita numa curva acentuada e ascendente, terminando finalmente numa pequena sala oval sem saída, que apresentava apenas um pequeno relevo – poderia ser mesmo uma abertura – na sua parte superior. Um pouco angustiados com a situação – já que a abertura se encontrava a cerca de cinco metros de altura, sem nenhum meio auxiliar visível que os auxiliasse a alcança-la – olharam-se uns aos outros interrogando-se sobre o que iriam fazer agora para dali conseguirem sair. Aí surgiu mais uma vez a Matilde, que parecendo conhecer bem o lugar onde estava se dirigiu para uma das paredes, saltou um pouco no ar com a ajuda das suas asas e sem mais, mandou uma bicada na parede: viram-se repentinamente rodeados de terra por todos os lados, inseridos num buraco aparentemente sem nenhum acesso, mas com um buraco cilíndrico no seu tecto. A porta por onde tinham entrado desaparecera, toda a sala anterior se fora e agora, era como se estivessem enterrados numa pequena gruta situada no subsolo, sem saberem a sua localização e sem ninguém saber onde os procurar: era uma situação aflitiva e perigosa que não se poderia arrastar por muito mais tempo, até porque o ar começava a ficar mais pesado e irrespirável e a escuridão tornava-se cada vez mais profunda e desconfortável – a bateria das duas lanternas esgotavam-se rápida e inevitavelmente – propiciando o aparecimento de prováveis momentos de medo e de claustrofobia.

 

Mas os nossos animais domésticos e irracionais surpreendem-nos muitas mais vezes do que os nossos companheiros homens. Pouco tempo passado sentiram movimento na parte superior do buraco onde se encontravam enterrados, surgindo então uma luz artificial que apontou para baixo e acabou por iluminar umas escadas que desciam ao encontro dos cinco amigos: estavam salvos pensou a Maria. E foi ainda um pouco surpreendidos mas satisfeitos por se safarem daquela situação, que se viram a sair por um buraco que estaria camuflado num dos cantos do galinheiro, mais precisamente sob o local de postura das galinhas. A ajudá-los lá estava a Amélia com o seu marido, que se tinham deslocado até à casa do Zé, ao estranharem a demora injustificada no regresso a casa, do seu primo Manuel e da sobrinha Isabel: e tinham sido as galinhas, que os dois tinham encontrado num grande alvoroço e a cavar o terreno no interior do galinheiro, que os tinha levado até ao buraco – provavelmente dum antigo poço desactivado e esquecido – que logo iluminaram, detectando de imediato a existência lá em baixo de vozes e de movimentos que só poderiam vir da parte dos seus amigos desaparecidos.


Simulação

 

E foi quando saía o último elemento do buraco e quando todos se preparavam para falar do sucedido, que se ouviu lá fora uma forte mas curta explosão, pondo todas as galinhas e o galo Jeremias sobressaltados e o Carraça a correr desesperado em direcção ao exterior da habitação. Vieram todos a correr para ver o que tinha sucedido, mas apenas observaram um pequeno redemoinho de areia e de pó descendo vagarosamente para o solo, com o Carraça parado perto de umas silvas lá ao fundo do terreno, parecendo um pouco admirado por nada ter encontrado. Aí a Amélia e o marido chamaram-nos para dentro, ficando no entanto parados sob a ombreira da porta principal de entrada da casa, espantados e surpreendidos com a atitude e comportamento no mínimo estranho, de todos os seus cinco amigos naquele instante ali presentes: estavam parados a observar o local onde estava o Carraça e tal como o cão, pareciam surpreendidos com algo que não conseguiam ver nem perceber. E era essa mesma a verdadeira questão, após a partida daquele objecto surpreendente e alienígena, que um dia ali fora parar e depois desaparecera.

Em órbita estacionária desde há alguns minutos em torno da Terra, uma nave de médio porte esperava o artefacto que antes estivera “ancorado em terra”, recolhendo-o e lançando-se após a consumação de todos os processos de partida, para os confins do Universo

                                                                                                                                                   

“Em computação, simulação consiste em empregar formalizações em computadores, tais como expressões matemáticas ou especificações mais ou menos formalizadas, com o propósito de imitar um processo ou operação do mundo real. Desta forma, para ser realizada uma simulação, é necessário construir um modelo computacional que corresponda à situação real que se deseja simular”

(Wikipedia)

 

Instalada numa das luas naturais dum dos planetas sólidos do Sistema Solar, a Máquina Simuladora (MS) continuava no seu processo de análise e diversificação das diversas simulações em curso, não consentindo em caso algum o aparecimento de anomalias imprevistas que pudessem interferir com o decorrer normal e funcional da aplicação desses diversos modelos – só assim assegurando da forma pretendida, a situação real agora simulada. No entanto tinha sido detectada uma pequena alteração nos padrões seleccionados para um dos planetas situados mais perto do seu sol, o que levou a MS a comunicar o sucedido com a sua entidade operadora, de forma a confirmar actuações ou receber novas actualizações úteis para o desenvolvimento positivo do caso. A Entidade solicitou a suspensão temporária de qualquer tipo de intervenção na evolução do processo por parte da MS, tomando em mãos o controlo activo de todos os periféricos que pudessem ter interferido exteriormente na construção dos modelos computacionais em curso e verificando complementarmente e por questões de segurança, a possibilidade da existência de outras intervenções não autorizadas e ilegais que pudessem comprometer todo o sistema e os seus objectivos, por introdução indevida de vírus informáticos intencionais e maliciosos.


Jovens

 

O problema residia – tão-somente – num terminal longínquo duma galáxia situada a milhares de anos-luz do sistema planetário que englobava o planeta Terra, que teria por mero acidente ficado parcialmente à disposição dum grupo de jovens seres alienígenas, habitando um planeta dessa zona pertencente a uma galáxia distante. Com os seus terminais decompostos noutros três pontos de acesso, os três jovens acabaram inadvertidamente por se introduzirem no sistema e por alterar alguns dos valores característicos das aplicações em curso: sentados nas suas confortáveis poltronas de jogo, suspensas no ar pela acção dos seus campos de forças antigravitacionais, os jovens iam alterando aleatoriamente alguns dados básicos – mas felizmente limitados e secundários – do programa a que tinham acedido, acabando por afectar uma zona determinada mas muito reduzida, situada num dos extremos dum dos continentes desse planeta. Sócios efectivos do Palácio das Maravilhas os três aproveitavam os seus largos conhecimentos de informática aplicada a jogos online, para acederem a outras linhas de comunicação fiáveis ou não, que lhes permitissem como a um pirata informático aceder a níveis que de outra maneira nunca teriam acesso, se não possuíssem previamente um código de acesso ou password que os habilitasse para tal.

 

E brincaram assim como crianças em liberdade e sem qualquer tipo de controlo ou tutor, eliminando ou recriando novas subrotinas – mesmo que sem nexo ou fundamento, como a associação à linha de comando do software associado ao Jogo-do-Galo – e chegando mesmo a tentar formatar partes dalguns discos rígidos julgados por eles possíveis de aceder, acabando no entanto e inevitavelmente por atingirem um ponto clímax desta sua brincadeira, em que provocaram o colapso total do sistema por emissão de ordens afirmativas e negativas emitidas simultaneamente, mesmo em ficheiros mais sensíveis e de aplicação simétrica. O resultado foi um curto-circuito que deitou abaixo toda a rede – para protecção da mesma – e o fim das interferências que estavam a afectar as simulações. No ponto de impacto terrestre não foi possível evitar uma pequena explosão, originando um pequeno estampido e alguma poeira levantada no ar, como resultado do desequilíbrio momentâneo originado pelo buraco espácio-temporal criado.

 

“Sometimes the appropriate response to reality is to go insane”

(Philip K. DickValis)


Fim da 3.ªparte (de 3)

 

(imagens – retiradas da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:19
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