Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Jan 14

Sobre o crescimento de avistamentos de meteoritos atravessando a atmosfera terrestre sobre território norte-americano – certamente em circunstâncias semelhantes a outras ocorridas no resto do mundo.

 

Caso limite provocado por um meteorito? Possível mas nem sempre previsível!

 

O ano de 2013 vai ser recordado como o mais prolífico no registo visual – à vista desarmada ou utilizando simples instrumentos ópticos – do aparecimento e passagem de cometas e asteróides nas proximidades do Sol. Para já não falar nos outros corpos celestes de menores dimensões como o são os meteoritos, muitos deles com órbitas tão próximas da órbita do nosso planeta no seu movimento de translação em volta do Sol, que as mesmas por vezes se intersectam no espaço e se estiverem situadas no mesmo plano poderão mesmo chegar a cruzar-se. Tal facto irá provocar a entrada desses pequenos corpos na região do espaço já ocupado pela Terra, acabando estes na sua maioria por explodir e se desintegrar no ar, devido à violenta fricção sofrida pelo mesmo à entrada na atmosfera terrestre. O que não quer dizer que não possam resistir a este ataque violento à sua integridade estrutural e acabem por colidir com o planeta: poderá depender entre vários factores da sua dimensão, da sua composição, da sua velocidade e até do seu ângulo de entrada.

 

Registo do número de “bolas de fogo” assinaladas no interior dos EUA

 

Isto tudo a propósito das últimas notícias chegadas até nós e divulgadas em determinados sites científicos (marginais) norte-americanos – em oposição aos oficiais ou outros sites associados ditos mais credíveis, mas que muitas das vezes são as fontes dos dados utilizados pelos primeiros – com a divulgação um pouco surpreendente do crescente número de meteoritos assinalados ao longo dos últimos anos: desde registos menores até ao aparecimento de bolas de fogo e fragmentação, finalizando nalguns casos de impacto com a superfície. O aparecimento destas “bolas de fogo” tem-se intensificado quase que exponencialmente, mas pelos vistos as entidades oficiais ligadas ao estudo e exploração do espaço que rodeia o nosso planeta, não parecem para já muito preocupadas: pelos vistos para organizações como a NASA ou mesmo como a ESA a ocorrência destes acontecimentos extraordinários estão conformes com os parâmetros de normalidade do quotidiano comum de todos nós, nunca se incomodando estas agências com o aparecimento súbito duma situação limite e das consequências que poderá ter pata o futuro da humanidade.

 

Trajectória NE/SO de dois meteoritos sobre território norte-americano

 

No entanto e apesar deste “desleixo” os dados fornecidos pela American Meteor Society relativamente ao ano de 2013 não deixam de ser preocupantes: mais de 900 explosões/desintegrações registadas em mais de 3.500 casos confirmados, num total de mais de 18.000 avistamentos. Um crescimento constante e imparável registado durante a última década ainda por cima cumulativamente associado a outros episódios com idêntico cenário, em que tivemos pela nossa frente e ainda muito recentemente fenómenos correlacionados (no espaço) – como a passagem nas proximidades da Terra no seu caminho de ida e de volta em direcção ao Sol do “falhado” cometa do século Ison ou como o caso da explosão/desintegração ainda em plena atmosfera e com consequências materiais e humanas negativas do meteorito de Cheliabinsk. Em relação ao primeiro caso o cometa aparentemente acabou por se desintegrar ao atingir o seu periélio acabando por desaparecer; no segundo caso alguns fragmentos do meteorito resultantes da sua explosão e desintegração no ar, acabaram ainda por colidir com a superfície (sólida e líquida), mas sem consequências de assinalar. Aguardamos 2014 – onde se esperam mais cometas, asteróides, meteoritos, nem que sejam estrelas cadentes.

 

(inspiração e imagens – sott.net)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:48

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