Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

28
Fev 14

Os EUA empurram, a Alemanha deixa-se empurrar, a Ucrânia é empurrada...e depois vem a Rússia e empurra ao contrário. De que é que estavam à espera? E é por coisas como esta que a Europa está a morrer às mãos da Alemanha, com a Rússia a controlar, os EUA a ver e o resto do mundo sem ligar: para eles a morte da Europa, já há muito foi declarada.

 

Sebastopol

 

Com a crise política na vizinha Ucrânia a atingir o seu clímax – o Presidente fugiu da Ucrânia para a Rússia talvez através da Crimeia, entregando virtualmente todo o poder nas mãos dos rebeldes pró-ocidentais – a Rússia viu-se obrigada a defender de imediato os seus interesses nesta importante região fronteiriça tal e qual como o fez na Geórgia.

 

Desse modo não causa nenhuma admiração para qualquer indivíduo minimamente informado, que a Rússia na defesa dos seus interesses e da forte comunidade russa vivendo na Crimeia, tenha aparentemente iniciado a invasão da Ucrânia: primeiro duma forma não declarada, mas rapidamente se podendo traduzir numa invasão efectiva.

 

O que não se compreende no meio disto tudo é a estratégia adoptada pelos Estados Unidos da América e pela Alemanha com os acontecimentos que têm afectado a Ucrânia e que poderão levar a mais uma espécie de balcanização. Com que objectivo? Provocar a Rússia?

 

E se tudo se passasse por exemplo no México ou no Canadá – países fronteiriços com ligações históricas aos EUA – e os interesses e cidadãos norte-americanos começassem a ser perseguidos e agredidos – o que faria a América?

 

(imagem – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:52

“Os portugueses devem-se recordar dos anos vividos no Estado Novo, para assim poderem perceber a estratégia verdadeiramente ignóbil e sem valores deste Governo – não nos deixando levar pela apatia e indiferença não natural e respeitando a memória e defendendo a cultura nossa e dos nossos pais: segundo eles cada um de nós deve-se safar como puder, já que o Estado só existe para os proteger e não para defender os seus cidadãos”.

 

 

No dia 28 de Fevereiro de 1969 – há precisamente 45 anos – Portugal foi atingido por um sismo de magnitude 7.3 na escala de Richter, provocando uma onda de pânico um pouco por todo o país e causando algumas vítimas e a destruição de algumas habitações: o sismo teve o seu epicentro no oceano Atlântico a sudoeste do cabo de São Vicente (onde a amplitude atingiu a amplitude de 8.0) e por ter sido no mar e a várias centenas de quilómetros do continente, não atingiu proporções mais dramáticas. O último grande sismo registado no nosso país e que teve graves consequências a nível do número de vítimas e da destruição de habitações – e outros edifícios e estruturas básicas – tinha sido registado há 214 anos atrás (1755), sendo neste caso acompanhado por um tsunami que ainda agravou mais o dramatismo da situação.

 

 

O sismo teve o seu epicentro no Banco de Gorringe afectando toda a Península Ibérica e o norte de África: além de ainda me lembrar muito bem desse acontecimento – residia em Espinho e o início registou-se de madrugada (03h 41mn), acordando-nos com um barulho estranho, imenso e crescente que tudo fazia abanar – recordo-me também da minha primeira viagem a Marrocos realizada pouco tempo depois, com a minha mãe firmemente agarrada ao banco ao lado do condutor, enquanto atravessávamos uma estrada de montanha no norte do país entre Ceuta e Tanger, completamente encoberta pelo nevoeiro e com algumas partes laterais (da berma) em falta, já que tinham aluído com o tremor de terra.

 

 

No caso de Portugal o sismo teve uma duração de quase um minuto, sendo seguido por várias réplicas (uma delas de magnitude 5.4 na escala de Ritcher): a zona mais atingida foi a do Algarve, seguido da zona de Lisboa e finalmente de toda a zona abrangendo todo a costa litoral de Portugal (onde ficava Espinho mais a norte) e o Alentejo. No caso do Algarve as consequências foram mais gravosas, como o foi o caso de Fonte de Louzeiros, uma pequena aldeia situada no actual concelho de Silves e fazendo parte de Alcantarilha: as casas da aldeia caíram todas, não se registando no entanto e milagrosamente nenhuma vítima nas mais de trinta pessoas aí residentes. Como curiosidade e homenagem a um homem bom – a partir da reportagem da SIC – convém recordar aquele fotógrafo que aí enviado de Lisboa ainda sentiu o drama daquela população abandonada, correndo até Albufeira para expor o sofrimento desta gente humilde e trabalhadora agora destroçada e da colaboração e ajuda prestada pela Câmara Municipal de Albufeira e do seu Presidente.

E o outro socorro (do Estado Central) chegou lá?

“Não, não houve nenhum socorro nesse tempo”!

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:46

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