Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

21
Mar 14

“O modo mais eficaz de utilizar e manipular um ser vivo – educado a temer o que o outro pensa dele – é transformá-lo num morto-vivo.”

 

O que Eles gostariam de dizer

(Finalmente e para conforto dos familiares desaparecidos num voo comum, podemos confirmar categoricamente que os passageiros e tripulantes do voo MH 370 estão todos mortos e como consequência podendo-se desde já iniciar as respectivas cerimónias fúnebres – mesmo sem confirmação do objecto e sem sujeitos para apresentar)

 

A encenação em torno do voo MH 370 continua a correr sem se vislumbrar para já o seu fim definitivo, em virtude de todos os guiões alternativos até agora apresentados ao realizador deste filme e que desde o início confundiram um pouco os executores responsáveis pela implantação deste enredo – os seus produtores e investidores. É claro que quem se lixa nesta produção cinematográfica são as vítimas e os seus familiares, já que os actores até agora convidados para o elenco ou nada têm a ver com o guião original ou não passam de meros duplos dos actores principais. Neste preciso momento – 17h 30mn do dia 20 de Novembro de 2014 em Portugal – os pilotos transformaram-se pelo menos provisoriamente em heróis, já que a nova versão actualizada refere-se à queda do avião a sul da Austrália e em pleno oceano Índico, apesar de todas as tentativas (provavelmente) efectuadas pelos pilotos e restante tripulação para que tal não acontecesse. De qualquer forma nada está ainda confirmado – um verdadeiro thriller envolvido em mistério e suspense – até porque os vestígios podem não ser nada nem nada significarem, voltando tudo ao instante anterior e obrigando os responsáveis pela montagem da película cinematográfica a rebobinarem as cenas já produzidas e sequenciadas mais uma vez, efectuando novamente alguns cortes e outras adaptações ao texto agora modificado. No entanto é curioso que com tantas autoridades civis e militares envolvidas todo o mundo continue a esconder que por ali existe uma das maiores bases norte-americanas da Ásia e do oceano Índico – a base de Diego Garcia que nada viu ou ouviu e como tal nada fez. Será?

 

O que os Outros gostam de dizer

(Nós somos aqueles que fazem com que o Mundo se transforme e evolua, os filhos daqueles que sempre nos deram esperança dum mundo melhor sem diferenças e injustiças, as crianças que ainda vêm a Natureza como a maior oferta do planeta que os acolheu e que ainda acreditam na grandeza do Homem e no significado que a vida e a felicidade têm para ele – e que como crianças exigimos o respeito por todos os seres vivos vivendo à face da Terra, promovendo a cultura e a memória e como tal nunca deixando esquecer aqueles que connosco partilham esta vida que poderia ser tão bela)

 

E do outro lado estão os povos de todo o mundo, que confiando nos seus representantes e entregando nas mãos destes uma procuração pela defesa intransigente da sua vida, dos seus direitos e das suas esperanças num futuro melhor – com mais garantias de respeito e liberdade de todos os seres humanos habitando este mundo, sem restrições de raças, ideias ou capacidade financeira – nunca esperariam que o sagrado contrato de confiança estabelecido entre as partes fosse ignorado, rompido e finalmente destruído – ignorando a lei e as constituições que juraram defender – a partir dos seus eleitos: até porque se assim não fosse estar-se-ia a institucionalizar e a recuperar essa mancha negra que ainda prolifera infelizmente pelo mundo, a escravatura. Senão veja-se o que é ainda hoje em dia o continente africano, uma verdadeira colónia onde os povos são desrespeitados, explorados e mesmo fisicamente eliminados – sem que ninguém se incomode. Neste filme (e respectivo guião) onde apenas os artistas principais são mencionados e glorificados como se fossem ídolos do cinema – enquanto todos os outros não passam de figurantes – é confrangedora a posição assumida pelos decisores ditos especialistas e responsáveis, ignorando sempre a realidade e a comunidade global onde vivem, mesmo quando a vida dos seus são postas em causa por interesses “superiores” mas que ninguém compreende. Nem os próprios decisores, incapazes de solucionar o mais simples dos problemas apenas porque não são pagos (autorizados) para isso: veja-se o caso recente do voo MH 370 em que completamente desnorteados por incapacidade e inexistência (propositada) de comando, estes decisores e especialistas resumem a sua actuação a um espectáculo deprimente e sem fim à vista, parecendo aqueles artistas secundários que antecipadamente sabem que irão desaparecer rapidamente de cena por contingências do texto e neste caso particular por mudança constante de cenário. Talvez a nossa esperança resida nos nossos filhos e nas novas gerações que aí vêm e na sua capacidade de se revoltarem contra a sua morte anunciada.

 

“Com a primeira fase já em velocidade de cruzeiro – comprovada a cada vez mais acelerada e irrecuperável degenerescência cerebral (não da mente ou alma, contínua no mundo seguinte) – abre-se desde já a porta para o início da segunda fase do processo, o do apoderamento total do nosso corpo físico: diminuída a utilização da nossa capacidade cerebral (já condicionada anteriormente e duma forma dramática, pelos operadores que controlam a aplicação do referido processo) o nosso corpo pode como consequência diminuir a sua actividade e gasto energético, reduzindo-o a níveis mínimos de sobrevivência – em que a única necessidade do novo indivíduo será o de se alimentar de modo a manter apenas a energia necessária para se movimentar. Esta segunda fase poderá já ter sido activada com os primeiros relatos de seres vivos de base humana, mas vítimas (propositadas) duma alteração profunda do seu metabolismo: os mortos-vivos (The Walking Dead).”

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:56

“Todos os animaizinhos gostam de SEXO e por alguma razão isso acontece”

(contribuição para um Workshop sobre SEXO)

 

Vai uma de SEXO?

 

Segundo a teoria do Dr. Fuck Up o SEXO era a melhor maneira de controlar uma pessoa. Ninguém resistia posto frente a frente a um pénis ou a uma vagina e ao contrário do que muitos diziam o dinheiro era apenas um artifício colateral. Num momento pessoal de crise profunda ou então numa situação oposta de felicidade e temperatura favorável, o acto sexual era como que um tratamento preventivo e promotor de saúde. Ninguém conseguia evitar penetrar ou ser penetrado, entrelaçando profundamente dois corpos que posteriormente se transformariam num só, explodindo num orgasmo brutal de sensações provocados pelo contacto entre dois órgãos húmidos, quentes e deslizantes: o exterior dum corpo introduzindo-se num mundo interior e acolhedor e confundindo-se numa união fantástica e de prazeres incomensuráveis com o interior de um outro corpo pronto a receber o mundo exterior, atribuindo-lhe um significado e protegendo-o com o seu corpo.

 

Este curto texto escrito sem qualquer tipo de intenção ou significado – doutro modo não me teria dado ao trabalho de o escrever – tem um único objectivo: verificar o poder de certas palavras como chamariz para qualquer tipo de actividade – escrita ou não. Neste caso a palavra SEXO.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:30
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Acaba de ser lançado mais um candidato à Presidência do Protectorado.

 

Preocupados com o avançar dos ponteiros do Relógio Governamental cujo término para as primeiras candidaturas está marcado para daqui a dois meses, Potências Estrangeiras preocupadas com a situação destes cidadãos decidiram não perder mais tempo com estudos e com pormenores, enviando desde já em direcção ao planeta Terra e a partir do Espaço Exterior o seu candidato Salvador.

 

Simbolicamente o Salvador foi lançado a partir das camadas superiores da atmosfera sem qualquer tipo de protecção ou mecanismo propulsor auxiliar, de modo a na sua descida a partir dos Céus até aos lugares mais profundos e escuros do Inferno poder proporcionar aos habitantes do Protectorado algumas visões do Purgatório – explicando-lhes duma forma simples e facilmente compreensível a sua missão de entrega e de sacrifício e a sua sujeição a uma exposição frontal e corajosa aos elementos exteriores agressivos e violentamente erosivos (sem qualquer tipo de protecção preservativa) – não como uma etapa necessária de culpa e de arrependimento, mas como um passo decisivo e frontal exclusivamente direccionado para o Paraíso.

 

O Salvador do Protectorado

 

Mal o facto ocorrido no pequeno Protectorado foi conhecido pelos principais órgãos de comunicação social dependentes (do poder), foram às centenas as estações de televisão nacionais e outras ligadas aos PALOP que compareceram no local, pretendendo imagens exclusivas do acontecimento e do novo e potencial herói cinematográfico.

 

Pela mesma altura era registada na capital do Protectorado e num dos mais prestigiados escritórios de advogados ligado ao poder e à elite agora ali instalada, uma nova empresa de recrutamento e condicionamento de indivíduos previamente articulados e obedientes, com o objectivo extraordinário e brilhante da criação dum novo sector revolucionário e futurista, agora com grandes perspectivas de desenvolvimento e de expansão no mercado financeiro, a Salvador e Associados.

 

Os candidatos articulados e controlados mentalmente como fantoches contaram-se aos milhares, sendo expressamente seleccionados entre os bastardos da elite – pois tratavam-se aqui de candidatos de desgaste rápido e necessários de ser descartados a qualquer momento – e imediatamente enviados para a frente de combate.

 

O problema surgido de seguida tornou no entanto tudo muito mais difícil e de impossível resolução: o Salvador esmagara-se ao atingir o solo e dele só restavam umas quantas peças espalhadas sobre a superfície e sem nenhuma utilidade visível.

 

O crânio era um buraco oco e a sua estrutura fazia lembrar um boneco.

 

E a proposta era um insulto: feita a demonstração, criada a empresa, seleccionados os escravos, só faltava mesmo aos candidatos vindos do poder e da sua elite, imitarem o boneco e assim escolherem a verdadeira imagem do traidor – que seria o sobrevivente e o Candidato Ideal.

 

“Que se foda” – disseram eles, apontando a Deus o dedo do meio.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:55

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