Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

11
Abr 14

“Desvirtuando o seu significado individual não correlacionado, a conjugação propositada destes três factores – SEXO, álcool e poder – pode levar-nos à ilusão e daí à escravidão”.

 

 

O dia tinha sido cansativo. À chegada a casa só lhe apetecia tirar os sapatos e esticar-se ao comprido no sofá. Nem pensar em ver televisão: sujeito aos quatro canais TDT tornava-se insuportável repetir os mesmos tiques monótonos e não reprodutivos do seu quotidiano, ver as mesmas marionetas desperdiçarem tempo e espaço exibindo todos felizes e contentes as mesmas cordas que os controlavam e manietavam, ouvir os seus gritinhos estridentes como se estivessem a ser violados por um monstro e mesmo assim, falarem como se tivessem necessidade de memória ou urgência natural de cultura, apesar de não terem tempo para elas e nem sequer as reconhecerem.

Fechou os olhos por um momento e aí pôs-se a divagar: SEXO e um copo de vinho poderiam vir mesmo a calhar. Levantou-se, pegou na carteira e saiu. Pouco tempo depois estava de regresso: trazia consigo uma garrafa de tinto e um bom exemplar sexual que encontrara perdido na rua.

 

Abrira a garrafa com delicadeza e doçura e sentira o seu cheiro em erecção a espalhar-se suavemente pela sala: as uvas deviam ser certamente rígidas e deliciosas – com o seu líquido quente e viscoso a pulsar no interior do vasilhame – enquanto a ramagem se movimentava para cima e para baixo, como se quisesse provar a todos os presentes as suas fantásticas características orgásticas e tipicamente organolépticas.

Do outro lado do mundo o cálice já esperava pela dádiva, adornado agora por um corpo sequioso e sedento de prazer ao qual se acoplavam superiormente e entre curvas perfeitas duas belas peças de fruta e uma floresta por descobrir – escondendo no seu interior a misteriosa e rica gruta de Ali-Bábá. Aqui não teria de desconfiar nem sequer de se apressar, ejaculando precocemente e sem sentido num mundo sem regras e sem definição e com isso não partilhando devidamente todas as delícias do prazer: os quarenta ladrões, fechara-os lá fora o vinho era excelente e o receptor do líquido (indubitavelmente) uma beleza.

 

Mal o penetrado sentiu a penetração do penetra...a transmissão foi interrompida e no monitor apareceu a seguinte mensagem: “Pedimos desculpa por esta interrupção. O programa segue dentro de momentos”. SEXO? "Se o querias fazer fazias, se não, deixavas-te estar sentada no sofá" (Ruby – sobre as festas bunga-bunga de Silvio Berlusconi)

 

[nono e penúltimo título publicado – dum total de dez – para um estudo não científico de como manipular audiências, introduzindo a palavra SEXO]

 

(imagem: Karry)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:38
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Rush Limbaugh e Stephen Colbert

 

Apesar dos Estados Unidos da América “serem o que são”, nem todos os profissionais de comunicação social norte-americana – mesmo trabalhando para órgãos de comunicação social subsídio-dependentes da iniciativa privada (por controlada pelas grandes corporações e/ou conglomerados) – se prostituem invariavelmente ao sistema, até porque muitas das vezes isso não lhes é solicitado (interessa manter uma oposição consolidante).

 

Veja-se o caso da nomeação por parte dos responsáveis da cadeia televisiva CBS de Stephen Colbert como próximo substituto de David Letterman no seu “Late Show”: isto apesar da irreverência já demonstrada pelo mesmo no seu programa “The Colbert Report” (com a sua crítica dirigida ao conservadorismo de certos Republicanos e à estação FOX News) e nas suas não menos irreverentes participações no programa de Jon Stewart “The Daily Show” – uma das personalidades mais conhecida, respeitada e com maior share de audiências da televisão norte-americana (e um dos maiores críticos de Bush).

 

Ao contrário de talk-shows como o de Ellen DeGeneres, apresentadora de Óscares e promotora de Pizzas – e apresentando um share muito inferior (por coincidência ou acaso tão respeitada por Goucha – que mesmo assim ainda deve ser respeitado por original – e muitos outros que tais – simples imitadores e oportunistas mas no mau sentido).

 

Mas como é habitual – e isso até é considerado muito saudável excepto em países do “quarto-mundo” como o nosso, em que tudo deve ser “igual e limpinho” – existem sempre contestatários a esta opção mesmo que as justificações apresentadas sejam um pouco incompreensíveis. Como é o caso de Rush Limbaugh comentarista político e apresentador dum conhecido programa de rádio (defendendo ideias da direita Republicana) – The Rush Limbaugh Show considerado o maior radio talk-show dos Estados Unidos da América:

 

“CBS has just declared war on the heartland of America. No longer is comedy going to be a covert assault on traditional American values, conservatism. Now it's just wide out in the open. What this hire means is a redefinition of what is funny, and a redefinition of what is comedy. They're blowing up the 11:30 format... they hired a partisan, so-called comedian, to run a comedy show." (Rush Limbaugh)

 

É claro que Stephen Colbert ao aceitar este desafio lançado pela CBS – e como apesar de tudo não é louco nem irresponsável – irá adaptar o seu perfil ao programa do consagrado David Letterman, que por acaso via nele um dos melhores candidatos à sua substituição no programa por ele transformado num êxito “Late Show With David Letterman” (já com mais de trinta anos de vida). Isto tudo a partir de 2015.

 

(dados e imagem – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:48

 

Bandeira dos Estados Unidos da América

(a maior potência mundial)

 

“The Best Democracy Money Can Buy”

 

[título do livro editado em 2004 pela editora Amazon da autoria do jornalista e investigador norte-americano nascido em Los Angeles Greg Palast – especialista em fraudes financeiras e jornalista freelancer da BBC e do jornal The Observer]

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:19

Copenhagen Zoo Kills Four Healthy Staff Members To Make Space for New Employees

(The Global Edition)

 

 

COPENHAGEN (The Global Edition) – The Copenhagen Zoo has killed several of its staff members early this morning in order to create four new job openings, the Zoo public relations sector reported.

 

Officials of the Zoo say that the four members of the staff were humanely executed after being put to sleep with a lethal injection, and then skinned and chopped up while visitors crowded around and the meat was fed to the lion population.

 

“Based on the recommendation of the European Association of Work and Organizational Psychology (EAWOP), we have decided to make space for new work positions, because the Zoo needs new workers, and we found that killing old staff members was the cheapest and the most efficient way to do it,” said Zoo spokesman Tobias Stenbaek Bro “Four of the oldest staff members, among them one female, were put to sleep with a lethal injection and then fed to the giraffes. However, the giraffes didn’t show interest in their meat, so they were fed to the lions,” explained the Zoo spokesman.

 

“Being that the oldest staff members could no longer keep track with the new Zoo technologies, and could not manage themselves in the fast and ever-changing job environment, we feel that the criticism coming from some of their family members is completely unfounded,” the Zoo spokesman was quoted as saying.

 

“Zoos do not own the staff, but they are in charge of their employment, and in that regard have the full right to do with them whatever is considered necessary when they are on the Zoo territory”, said Tobias Stenbeak Bro. “It was the only humane way to dispose of them, you know. We couldn’t just leave them without jobs in this economy, as some heartless observers suggested”.

 

The Zoo spokesman concluded that “considering that the Zoo animals were fed with the meat of the former employees, the food chain was virtually completed, which is totally in respect of the law of nature”.

 

(theglobaledition.com – 28.03.2014)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:07

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