Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

08
Mai 14

“O problema não está no Parque Temático – uma realização de louvar e respeitar – mas nas caricaturas de animais que por lá apareceram: desprestigiantes para todas as espécies, racionais ou irracionais”.

 

Sem ninguém que nos salve desta atroz e extrema mediocridade

(PM com outros marinheiros no World of Discoveries)

 

Numa de puro gozo e divertimento o nosso PM resolveu embarcar na sua caravela à portuguesa e com alguns dos elementos do grupo excursionista redescobrir Portugal e o Mundo. Sabe-se agora que o hipopótamo da imagem não reagiu à sua passagem, somente porque era chinês – construído à base de derivados de petróleo angolano, mas ainda inactivo por não ter sido ligado à rede eléctrica nacional (ou chinesa como preferirem). Os circuitos electrónicos que o equipam e que já levaram o mamífero a pronunciar a sílaba OI, é de produção brasileira. A opção do PM pela saída limpa foi decidida na sua última visita à cidade Invicta, após a sua prolongada visita às Caves do Vinho do Porto (em Vila Nova de Gaia) e da sua subsequente extradição para a outra margem: após análise do perfil psicológico do PM e dos seus associados, a psicóloga responsável pelo Agrupamento Governamental decidiu que o melhor local para estes elementos tomarem a heróica decisão de salvar o país seria este Parque Temático, induzindo estes elementos com algumas deficiências de aquisição e aplicação dos seus conhecimentos adquiridos a um paradigma de fácil execução, por simples plágio do passado histórico mas sem nenhum tipo de concretização – seja sob a forma de memória ou seja sob a forma de cultura (para este tipo de deficientes um mero excedente).

 

(imagem – World of Discoveries)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:58

“If this species is to survive indefinitely, we need to become a multi-planet species”

(Charles Bolden)

 

Charles Bolden – Vaivém Columbia – 1986

(viagem que antecedeu em quinze dias a tragédia do Vaivém Challenger)

 

O Administrador da NASA Charles Bolden parece estar cada vez mais preocupado com o futuro do seu planeta e com a preservação da espécie humana: sem rodeios afirma que o nosso futuro está na colonização do espaço, tendo o planeta Marte como um dos primeiros alvos. Face à evolução futura do Sistema Solar e ao período de vida da sua estrela o Sol, este planeta poderá desempenhar um papel importante na expansão dos habitantes do planeta Terra pelo espaço exterior, colonizando outros astros e proporcionando a abertura de novas aventuras e descobertas no interior do Universo profundo. E assim salvando a espécie humana dum espaço temporário – e como consequência da sua inevitável destruição – saltando espaços entre níveis energéticos, em dimensões e parâmetros específicos.

 

Concordo que é necessário aproveitar a experiência e o conhecimento obtido com as investigações levadas a cabo na ISS e alterando radicalmente a formulação dos objectivos das missões Apollo e a tecnologia e combustíveis até agora utilizados, lançarmo-nos definitivamente para outros descobrimentos e para outros mundos e sonhos: como capturar um asteróide e colocá-lo em órbita da Lua (talvez aterrando no mesmo mais tarde), como fazer crescer plantas e outros seres vivos no espaço e finalmente como (depois de muitas mais coisas nunca antes imaginadas) aterrar em Marte, instalar-se comodamente e dar o início à exploração e à colonização do planeta.

 

No entanto e dado o posto ocupado por Charles Bolden na estrutura de chefia da Agência Espacial Norte-Americana, é natural que ele saiba de muitas mais coisas do que qualquer um de nós, seja sobre o que se passa no Universo situado à nossa volta e sobre as suas fases evolutivas – talvez para muitos a decorrer como previsto e com um fim já conhecido – seja sobre todos os aspectos secretos ou confidenciais e talvez com pelo menos meio século de avanço ainda não integrados, se nos referirmos aos avanços científicos e tecnológicos que utilizamos hoje em dia e àqueles mais avançados que já poderiam estar disponíveis, mas que foram deliberadamente desviados e atrasados na sua implementação na civilização terrestre. Pelo menos uma das suas obsessões anda sempre à volta duma catástrofe global que possa levar à extinção generalizada de todas as espécies vivendo na Terra e na necessidade de procurarmos novos abrigos para a espécie humana continuar o seu crescimento e desenvolvimento, podendo ser Marte uma das plataformas fundamentais talvez pela sua proximidade, talvez pela sua habitabilidade (natural ou artificial ou ambas): a Terra pode vir a ser atingida por um asteróide, ser futuramente engolida e cozinhada pelas radiações solares, ser ela mesma atacada por forças vindas do exterior ou auto-destruir-se, podendo assim um astro como Marte vir a transformar-se na rampa de lançamento para outros mundos, universos, aventuras e descobertas, dos novos pioneiros biológicos nascidos no planeta Terra.

 

Vaivém da NASA

(agora mortos e abandonados e expostos em museus)

 

Não nos podemos esquecer que a vida multicelular já por cá anda na Terra há cerca de 1.000 milhões de anos; o homem e o chimpanzé há cerca de 6 milhões de anos; e a civilização humana há cerca de 12.000 anos. Quanto ao Sol ainda andará por cá a acompanhar-nos e a manter-nos vivos (melhor ou pior) pelo menos durante 2 a 5 biliões de anos, antes de destruir com a sua expansão progressiva e com os seus raios mortais toda a vida ainda existente (e resistente) na Terra. Mas que por outro lado Charles Bolden – mais consciente do que nós da sua posição no Cosmos e ignorando a sua e a nossa natureza humana e biológica – não se compadecendo minimamente com a nossa salvação e dando prioridade à sua própria sobrevivência de grupo, invoca a superior presença de seres biomecânicos robotizados como seres supremos da electrónica virtual e fundadores do novo mundo real: ou não fossem os seres humanos potenciais portadores de doenças, limitando-se as projecções replicadas a simples vírus susceptíveis de quarentena ou de eliminação definitiva.

 

Qualquer coisa pode acontecer em qualquer altura e por esse motivo devemos estar sempre prevenidos para o que possa vir a acontecer, pois se o esperamos e dele já temos suspeitas, ele será mais cedo ou mais tarde visível e como em tudo inevitável. O que nós não conhecemos é aquilo que eles já sabem e essa vantagem de que eles dispõem, só eles sabem que será decisiva: ontem, hoje ou amanhã. A morte não existe – nem temos noção do que isso é, tal e qual como com o nascimento (o que se passou antes, o que se passará depois) – sendo este tempo abstracto de transição apenas uma redimensionação do universo para um outro com outras dimensões.

 

(dados: The Watchers – imagens: Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:41

Maio 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

16

23



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO