Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Jul 14

“Juntamente com o bacalhau a sardinha também é portuguesa: não interessa onde nascem mas sempre onde vão ter”

 

Apesar da captura de sardinhas ter registado um ligeiro crescimento nos últimos dois anos na região sul de Portugal e Espanha – no nosso caso no Algarve – é fácil constatar pela tabela seguinte a queda abrupta de desembarques desde o início dos anos oitenta: de mais de 200.000 toneladas para talvez 40.000 toneladas.

 

 

No entanto a evolução da espécie parece ter finalmente estabilizado, talvez devido ao decréscimo das capturas portuguesas e espanholas registadas, provocadas pelo sucessivo abate de embarcações ao longo das duas últimas décadas e pela desvalorização no mercado desta matéria-prima marinha.

 

Hoje ainda podemos comer umas deliciosas sardinhas assadas algarvias acompanhadas por uma salada fresca, umas batatas cozidas e um pãozinho fresco para aproveitar a sua deliciosa gordura, com um branco fresquinho a escorrer-nos pela garganta e o cheiro penetrante do animal a entranhar-nos todo corpo.

 

(imagem – Instituto Português do Mar e da Atmosfera)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:56
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“Fortemente criticada no Facebook por promover a morte dos animais irracionais: o problema é que os outros – os racionais – já parecem estar mortos”

 

Kendal Jones é uma jovem caçadora norte-americana com apenas 19 anos de idade. Como figura pública é conhecida por publicar imagens de animais mortos durante as suas caçadas, justificando a sua postura como uma forma de controlar a densidade populacional das diferentes espécies selvagens.

 

Os Animais segundo Kendall Jones

 

Naturalmente que nem todos aceitam esta filosofia de vida pessoal e particular: é que todos nós sabemos que hoje em dia as fronteiras anteriormente reconhecidas entre os diversos sectores e estruturas da nossa sociedade (então fortalecidas pela preservação da nossa memória e da nossa cultura popular e humanista) estão cada vez mais desvanecidas (senão mesmo desaparecidas), podendo em certos casos ser deslocadas abusivamente de cenário e de elenco, edificando a partir daí uma construção evidente e propositadamente desenquadrada. Animais somos todos nós, mas agora com a possibilidade de podermos ser abatidos a qualquer momento e sem aviso prévio, desde que alguém veja nesse acto espontâneo uma virtude. Depois é só legalizar a situação junto das entidades governamentais e a partir daí formar o nosso grupo e milícia privada: no fundo o que os Estados já fazem mas que ainda lhes custa divulgar.

 

(imagem retirada da página do Facebook de Kendall Jones)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:51

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