Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

09
Out 14

Com a Califórnia a atravessar o seu terceiro ano de seca consecutiva, esta região dos EUA vê-se agora cada vez mais limitada no acesso a um dos seus recursos fundamentais: ao fantasma do BIG ONE os californianos juntam agora o fantasma da ÁGUA.

 

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 Seca na Califórnia

 

Como se já não chegasse ser uma zona bastante sensível a nível sísmico (com a ameaça constante do Grande Terramoto) e estar sob a ameaça da radioactividade proveniente de ocidente (as consequências de Fukushima já começaram a chegar por ar e por mar à sua costa ocidental), eis que este novo fenómeno natural atinge agora (e severamente) a Califórnia: a seca.

 

Com o degelo crescente registado e já bem documentado pelos cientistas na região do Árctico – além de confirmado pelas cada vez mais evidentes alterações climáticas – a Terra tem sentido nas últimas décadas e cada vez mais intensamente, uma alteração global no seu clima e meteorologia: e para isso basta falar com um cidadão comum de qualquer parte do nosso mundo e tentar compreender o que para ele são as Estações do Ano (Primavera, Verão, Outono e Inverno).

 

No caso da Califórnia estamos em presença de um caso de alerta elevado.

 

Numa zona geológica sujeita a fenómenos sismológicos crónicos e periódicos (de menor ou maior intensidade) e situada nas proximidades duma importante falha geológica – como é o caso da falha de Santo André, produzida pelos movimentos das placas do Pacífico e Norte-Americana e para já responsável pela destruição da cidade de São Francisco no terramoto do ano de 1906 – pode-se afirmar que esta região e este estado norte-americano estão sempre em estado de alerta: não é por acaso que sobre as suas cabeças paira desde há mais de cem anos (1906) o grande fantasma do BIG ONE – um abalo sísmico devastador e com uma violência tal, que dividiria a Califórnia em duas partes.

 

E agora vêm-se perante um longo e intenso período de seca. Com o estado da Califórnia a atravessar um período de seca severa desde 2012, as reservas de água começam a atingir um nível extremamente dramático, com as sequências deste fenómeno ambiental atingindo desde logo a Agricultura e a produção de animais, além de outros sectores importantes como o da Indústria. No entanto e apesar de todos os avisos e alertas periodicamente difundidos pelas autoridades da região, a população em geral parece não se preocupar, como o comprova (apesar da situação de seca extrema) o aumento de consumo de água.

 

Já agora qual será o grau de contribuição desta seca extrema que se arrasta há já três anos no estado da Califórnia – e que geologicamente terá que afectar inevitavelmente as propriedades físicas e químicas da estrutura da superfície da crosta terrestre (como o demonstram as suas imagens à superfície) – para o futuro das actividades sismológicas aí registadas (algumas delas bastante intensas)? A água sempre funcionou como um elemento agregador e lubrificador – propriedades fundamentais para a coexistência num determinado espaço partilhado de vários elementos diferenciados mas complementares – e logicamente a sua ausência originará transformações e eventos relevantes: desagregação da matéria com aumento de atrito. O que provavelmente não será bom para o movimento das placas tectónicas – ainda por cima se por lá, existir mesmo uma falha.

 

E tendo ainda como suplemento alguma radioactividade vinda do Japão.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:57

Alguns cientistas pensam que os oceânicos líquidos de Titã (de metano e de etano) são a prova de que este mundo pode ser habitável. Sendo no entanto pouco provável a existência de qualquer forma de vida – o que não significa que as transformações a ocorrer não propiciem o seu aparecimento futuro.

 

Nas suas constantes observações em torno dos corpos celestes integrando o Sistema Solar, os cientistas terrestres viraram-se desta vez para o planeta Saturno e em particular para uma das suas luas Titã.

 

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 Titã – Mar de Ligeia
(um dos maiores oceanos desta lua de Saturno)

 

Neste caso motivados pela curiosidade do aparecimento numa região de Titã – conhecida como Mar de Ligeia (e onde anteriormente nada existia) – de uma pequena e misteriosa ilha que num só ano terá duplicado de tamanho.

 

Muitas explicações começam a surgir sobre este fenómeno ocorrido neste vasto oceano de Titã – num corpo celeste que muitos cientistas já consideraram como um dos mundos mais parecidos com o nosso – desde a possibilidade de serem vagas à superfície, objectos flutuando no oceano ou outra coisa qualquer de desconhecido e misterioso (e porque não causado pela mudança de estações nesta lua de Saturno).

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:54

Ebola panic is getting pretty racist
The real culprit in Ebola's spread has been cuts to public health budgets
(The Verge/Arielle Duhaime-Ross/October 8, 2014)

 

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 O Reverendo Jesse Jackson acompanhando em sinal de apoio a mãe de Eric Duncan
(entretanto já falecido)

 

The first time a reporter asked a CDC representative whether Thomas Duncan — the first patient to receive an Ebola diagnosis in the US — was an American citizen, the question seemed pretty tame. One could excuse it as a general inquiry about the Duncan’s nationality during the first press conference announcing his diagnosis. But after the CDC declined to answer, the question kept coming. "Is he a citizen?" reporters repeatedly asked. "Is he one of us?" they meant.

 

"Is he one of us?" they meant.

 

The current Ebola crisis has been tinged with racism and xenophobia. The disease rages in West Africa, and has therefore largely infected people of color. But somehow Americans were among the first to get a dose of Zmapp — the experimental anti-Ebola drug — this summer, despite the fact that Africans have been dying from the current Ebola epidemic since its emergence in Guinea in December. There are a lot of reasons for that, of course. The drug is potentially dangerous and only exists in short supply. It’s also extremely costly. And it originated in Canada, so it's unsurprising that North America controls its use.

 

And now that Ebola has "reached" the US, American privilege — white privilege, especially — is floating to the surface, in even less subtle ways.

 

The difference in treatment for US patients and African patients is stark, beyond the use of experimental drugs. Some Ebola-stricken regions in West Africa don’t have access to fuel to power ambulances, and many health workers lack the protective gear to stave off infection. Which is why it's so strange that Duncan's health has been used as an excuse to voice concerns about the presence of foreigners in Dallas. Instead of asking government officials why the WHO has a much smaller budget than the CDC or why it has suffered massive cuts in the last two years, Americans have preferred to focus on themselves.

 

Duncan’s health is an excuse to voice concerns about foreigners

 

Yesterday, The Raw Story wrote about how immigrants living in the same neighborhood as Duncan’s family were facing immense discrimination. Some have been turned away from their jobs, David Edwards writes, while others have been refused service in restaurants. The color of their skin and their accents makes them a target, even though they never came into contact with Duncan, and therefore pose zero risk. It doesn’t matter: they’re dark-skinned and foreign. They’re in Dallas. They might be infectious.

 

Now, an ugly new hashtag has emerged: #Obola, a coinage that was popularized thanks to a tweet by conservative writer Dinesh D’Souza, and a Michael Savage radio segment. If you don’t get the reference, I don’t blame you. The President’s name doesn't exactly resemble "Ebola." But D’Souza, a known "birther," has somehow managed to liken a name like Obama with a disease that’s raging in Africa — not in the US. Predictably, this has given racist xenophobic Americans a banner to rally around.

 

America: your xenophobia is showing. Many have lost sight that the only way to become infected with Ebola is by coming into contact with the bodily fluids of someone who’s showing symptoms. Others have ignored the fact that, so far, no one who came into contact with Duncan has developed symptoms of Ebola. Instead, there are calls for larger quarantines in Dallas — or a continent-wide one in Africa — which would only lead to more infections, and a greater sense of panic.

 

Xenophobic rhetoric has dehumanized individuals dealing with a terrible disease

 

Ebola is scary because it causes quick, gruesome deaths. But it isn’t easy to transmit. Had we acted sooner, had we prevented the WHO’s budget from being cut, we probably wouldn’t be dealing with such large numbers of infected people now. It’s not like we don’t know how to stop Ebola — we’ve done it in the past. That’s what we should be talking about. We should be asking why the first case of Ebola transmission outside Africa happened in Spain, a country that recently experienced public health cuts.

 

We’re playing catch-up, and the CDC is optimistic. But when people spend more energy on dehumanizing individuals in Dallas than on urging politicians to help the people of Liberia and Sierra Leone, we all lose out.

 

(imagem – The Verge/The Star/Joe Raedle)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:18
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