Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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The detection of organic molecules in significant quantities in comets has led some to speculate that comets or meteorites may have brought the precursors of life—or even life itself—to Earth. In 2013 it was suggested that impacts between rocky and icy surfaces, such as comets, had the potential to create the amino acids that make up proteins through shock synthesis. (wikipedia.org)

 

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Siding Spring
Passagem a pouco mais de 130.000Km da superfície de Marte
(aproximadamente 1/3 da distância Terra/Lua)

 

Com o cometa Siding Spring a aproximar-se rapidamente do planeta Marte (o encontro está marcado para o próximo dia 19 de Outubro), a curiosidade da comunidade interplanetária integrando o Sistema Solar vai crescendo a um ritmo cada vez mais acelerado, como o comprova a presença de sete artefactos terrestres orbitando em redor do planeta vermelho (5) ou deslocando-se sobre a sua superfície (2).

 

Em órbita de Marte (5):

 

- Mars Orbiter Mission (Índia – ISRO);
- Mars Express (Europa – ESA);
- Mars Odissey (USA – NASA)
- Mars Reconnaissance Orbiter (USA – NASA)
- Mars Atmosphere and Volatile Evolution (USA – NASA)

 

À superfície de Marte (2):

 

- Rover CURIOSITY (USA – NASA)
- Rover OPPORTUNITY (USA – NASA)

 

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Cometa 67P/C-G e cometa Siding Spring
Em comparação e em proporção
(o segundo cometa passará nas vizinhanças de Marte a uma velocidade de 56Km/s)

 

Comparativamente com o cometa 67P/C-G (um monstro de 4Km neste momento a ser acompanhado na sua trajectória de aproximação ao Sol pela sonda europeia Rosetta), o cometa Siding Spring (bem menor nas suas dimensões) não deverá exceder os 700m: se por um lado os efeitos do impacto com a Terra de um cometa semelhante ao primeiro teria efeitos devastadores e apocalípticos para toda a vida no planeta (um evento ao nível da extinção), no caso do cometa Siding Spring as consequências desse impacto não deixariam de ser também extremamente graves, sobretudo a nível regional mas também com consequências globais. Mesmo a passagem de um cometa como o Siding Spring nas proximidades do nosso planeta (entre a Terra e a Lua e a cerca de 1/3 dessa distância), além de poder ser um espectáculo único, fantástico e inolvidável, também poderia acarretar contrapartidas negativas e perigosas (por desconhecidas), provocadas pela passagem do restante corpo do cometa (como a sua extensa cauda que pode atingir muitos milhares de quilómetros) e que este arrasta atrás de si durante o seu movimento de translação em torno do Sol (que até poderia afectar directamente e por envolvimento o ambiente externo/superficial do planeta Marte). Se respeitarmos as proporções e percebermos as semelhanças, o que o cometa Siding Spring vai fazer ao planeta Marte tem apenas um nome: tangente.

 

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A Terra como possível cenário de Marte
Antes e depois da passagem do cometa
(terraformação de um planeta do Sistema Solar)

 

A nave de cruzeiro oriunda do espaço exterior que rodeava a Terra atingira o planeta Marte um mês antes da anunciada aparição do cometa Siding Spring. Partira há dez dias do nosso planeta, após recolher já no seu exterior duas dezenas de convidados até ela transportados por um Vaivém militar. Norte-americanos, alguns europeus e até alguns elementos de origem indiana faziam parte da comitiva, sendo desde logo notada a ausência de representantes russos e chineses. Um transportador levara-os então da sua nave de cruzeiro até ao interior duma das colónias de Marte, localizada no interior de uma cratera situada na região de Cydonia no hemisfério norte marciano. Iriam usufruir duma forma privilegiada e em directo a mais uma fase da terraformação do planeta Marte, neste caso relacionado com a passagem e intromissão de um cometa no percurso evolucionista de um planeta, o qual lhe iria provocar com a sua intervenção num espaço já ocupado e agora partilhado – um cometa não se resume apenas ao seu núcleo mas também ao seu coma e cauda, que podem ser muito extensos e cobrirem grandes áreas do espaço – transformações radicais na sua atmosfera envolvente, alteração dos cenários à superfície do planeta e até a um cenário fantástico (mas previsível) de explosão de vida neste mundo ainda adormecido. Afinal de contas o planeta Marte poderá ser na sucessão do Sistema Solar (e depois da Terra) o planeta seguinte para a preservação e continuação da vida – tal e qual como sempre a conhecemos (ou seja a vida dos homens e de todas as espécies que desde sempre o têm acompanhado).

 

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Sonda norte-americana MAVEN – e a confusão entre o antes e o depois
Enviada pela NASA para o estudo da possibilidade da terraformação de Marte
(ou simplesmente para observar ao vivo esse processo)

 

O cometa Siding Spring é um corpo celeste oriundo da distante Fábrica Regional de Mundos, localizada na periferia do Sistema Solar a cerca de um ano luz de distância da Terra e a ¼ da distância da estrela mais próxima Proxima Centauri. Siding Spring atingirá o seu periélio a 25 de Outubro poucos dias depois do seu encontro com Marte (a 19). Com um período orbital de milhões de anos, nunca ninguém se apercebeu dele nem mais o voltará a ver. O Elemento Perfeito para suscitar renovadas e revolucionárias transformações: atrás dele vem uma imensidade de nano partículas em grande actividade (construtiva) e desde já preparadas para o Novo Despertar de Marte, lançando desse modo e definitivamente o Homem na Conquista do Espaço. A Terra terá assim um sucessor: Marte.

 

No dia 19 de Maio de 1910, o cometa Halley voltou a se aproximar da Terra, depois de 76 anos. O fato gerou pânico entre os que acreditavam ser o final do mundo. Para se ter uma ideia do espectáculo, basta dizer que sua cauda media o dobro da distância entre a Terra e o Sol. Seu núcleo tinha um diâmetro entre 30 e 40 quilómetros. (dw.de)

 

Para já (e felizmente para todos nós) a Terra só tem sido atingida nestes últimos milhares de anos por pequeninos cacos perdidos (pondo de lado o grande impacto ocorrido há 65 milhões de anos e que deu cabo dos dinossauros, ou até de eventos como o de Tunguska – em 1908).

 

(imagens – NASA/ESA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:57

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