Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

19
Out 14

“Emocionado com o acontecimento, Marte viu a passagem do cometa – que só voltará de novo, daqui a alguns milhões de anos”

 

E tal como estava previsto o cometa SIDING SPRING passou no seu ponto de trajectória mais perto de MARTE (cumprindo a sua órbita solar) às 19h 27mn de Portugal. Estava nesse momento a 140.754Km de distância do planeta vermelho deslocando-se a uma velocidade de 35,6Km/s. Com a Terra a mais de 240.000Km de distância e o Sol relativamente mais perto (a mais de 200.000Km).

 

Mars and Comet Siding Spring.jpg

 Cometa Siding Spring
(hoje visto da Terra)

 

Apesar do cometa SIDING SPRING passar a uma distância muito pequena do planeta MARTE (pelo menos a nível astronómico já que a distância planeta/cometa é apenas 1/3 da distância Terra/Lua), é fácil de constatar que o interesse demonstrado nesta observação astronómica pela comunidade científica (há meses atrás e a partir da descoberta do cometa), não reside na possível ocorrência de qualquer tipo de impacto mais ou menos violento entre os dois corpos celestes, mas antes na observação do que poderá ocorrer depois: na sua passagem o extenso coma do cometa irá certamente afectar Marte.

 

O que acontecerá com o planeta MARTE e com os seus dois satélites naturais (Fobos e Deimos)? E já agora o que sucederá a todas as máquinas enviadas pelos terrestres em direcção ao planeta vermelho, umas orbitando-o e outras passeando-se sobre a sua superfície? Nas próximas horas os cientistas começarão de certeza a ter respostas e dir-nos-ão algo mais (pode acompanhar o evento em slooh.com).

 

(imagem – livecometdata.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:09

"Todos os Marcianos estão a olhar para o Céu: não estão à procura de ver Deus (ou um dos seus sucedâneos Terrestres), mas sim à espera de presenciarem o fantástico e grandioso espectáculo proporcionado pelo Grande Cometa!"

 

Hoje é o dia marcado para o encontro platónico entre dois importantes corpos celestes que, conjuntamente com a Terra, o Sol e muitos outros astros (do espaço), fazem parte da região do Universo onde está integrado o Sistema Solar: um é o planeta MARTE (o nosso vizinho exterior) e o outro é o cometa SIDING SPRING (oriundo das Nuvens de Oort localizadas nos limites do nosso sistema).

 

artists-impression-of-comet-siding-spring-in-mars-

 

O cometa passará aproximadamente a pouco mais de 140.000Km de Marte, numa trajectória cuja distância equivalerá a cerca de 1/3 da distância Terra/Lua: o que se acontecesse na Terra seria sem dúvida um espectáculo fantástico e nunca visto (além de nunca um cometa ter passado tão perto da Terra, Marte ainda atravessará a região envolvendo a órbita deste astro viajante, com a respectiva cauda a estender-se por muitos milhares/milhões de quilómetros).

 

Os valores seguintes dão-nos algumas informações sobre a trajectória actual do cometa Siding Spring (na sua caminhada de aproximação a Marte) registadas antes das 14h00mn de Portugal.

 

Mars Distance:


We've updated the distance dataset to provide accurate distance data throughout the weekend as Siding Spring passes Mars. Some are reporting errors in different countries which we're looking in to.

 

715,514 miles
0.007697 AU
1,151,509 km

 

Speed:

 

Actual travelling speed through space relative to the Sun.

 

79,610.77 mph
35.59 km/s
128,121.12 km/h


Sun Distance:

 

130,258,791 miles
1.401298 AU
209,631,203 km


Earth Distance:

 

150,720,735 miles
1.621424 AU
242,561,510 km


Right Ascension: 17h 38m 29.9s


Declination: -25° 00' 32.5"


Constellation: Ophiuchus


Estimated Visual Magnitude: 10.12

 


Está previsto que o cometa Siding Spring atinja o seu ponto de maior a aproximação a Marte pelas 18h27mn UTC.

 

Mars-C2013A1SidingSpring-Orbits-20141019.jpg

 

Actualização (sensivelmente duas horas depois):

 

Distância a Marte (aproximada): 800.000Km
Velocidade do Cometa (aproximada): 35Km/s

 

(dados: livecometdata.com – imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:40

Estava eu a pensar na rápida propagação registada em África do vírus hemorrágico (e mortal) EBOLA – e noutros vírus tão ou mais perigosos como o vírus de MARBURG (conhecido desde o ano de 1967 e com epicentro em Angola) – quando me lembrei de uma outra grande ameaça pairando sobre a cabeça de toda a Humanidade: tendo agora como epicentro a Central Nuclear de Fukushima e o acidente aí registado aquando do tsunami de 11 de Março de 2011 (já lá vão mais de três anos).

 

Enquanto o vírus EBOLA não era transmissível pelo ar (pelo menos é o que os especialistas têm afirmado até hoje), os efeitos para a saúde pública na sequência da libertação de radioactividade aquando das explosões registadas na central de Fukushima, poderiam ser muito mais perigosos e mortais: com o passar do tempo a radioactividade proveniente da central nuclear ir-se-ia espalhar (inevitavelmente) em todas as direcções, propagando-se tanto pelo oceano como pelo ar. É só aguardar.

 

20121105040736cf8.jpg

Efeitos da explosão dos reactores da central nuclear

 

A quantidade de césio-137 radioactivo libertada pela central nuclear de Fukushima, na sequência da destruição causada pelos sismo e tsunami de Março deste ano, é equivalente ao que seria emitido se explodissem 168 bombas atómicas iguais à que destruiu Hiroshima durante a II Guerra Mundial. (DN – 26.06.2011)

 

2012110503334637a.jpg2012110503230298f.jpg

Anos 2011 e 2012

 

As seis imagens aqui disponibilizadas a partir de um vídeo da responsabilidade da GEOMAR fazem parte de uma sequência representativa da diluição do elemento Cs-137 (um isótopo do césio) no oceano Pacífico, após o desastre nuclear de Fukushima. Um isótopo (radioactivo) extremamente perigoso por se espalhar com muita facilidade na Natureza (bastante solúvel na água).

 

2012110503230193d.jpg2012110503334508e.jpg

Anos 2013 e 2014

 

A GEOMAR (Centro de Pesquisa Oceânica Helmholtz) é uma das mais importantes instituições mundiais (localizada na Europa) no campo da pesquisa marinha. Situada na cidade de Kiel na Alemanha, a instituição dedica-se ao estudo das ligações (e interacções) entre os oceanos, os seus leitos e a atmosfera terrestre envolvente: como no caso ocorrido em Fukushima.

 

201211050333445c4.jpg20121105033548c49.jpg

Anos 2015 e 2021

 

Desde o ano de 2012 que os cientistas têm vindo a advertir as pessoas e as autoridades para o problema ambiental provocado pela explosão na central nuclear de Fukushima. Mas tal como já tem sucedido em muitos outros casos, ninguém pareceu dar-lhes muita importância. Como assim o mundo não tinha acabado com as duas bombas atómicas lançadas sobre o Japão, nem mesmo mais recentemente com a explosão dos reactores de Chernobyl. Nem mesmo o Governo do Japão se mostrou muito preocupado (então como agora) com a saúde dos seus cidadãos, escondendo irresponsavelmente os números de modo a evitar mais alarme. Mesmo na capital Tóquio (situada não muito longe de Fukushima) os valores detectados de radioactividade são já bastante elevados, afectando a qualidade do solo, da água e do ar.

 

Como se pode verificar após o visionamento da sequência de imagens aqui apresentadas – um modelo simulado da contaminação radioactiva do oceano Pacífico ao longo de dez anos (iniciada no ano de 2011 em Fukushima) – é fácil de concluir até onde poderão chegar as consequências dramáticas para o Ambiente e para o Homem deste brutal desastre ecológico: nunca nos poderemos esquecer do período de vida de substâncias radioactivas como o Césio-137 que se estendem por dezenas e dezenas de anos. E com os Estados Unidos da América nas proximidades, as imagens projectadas apenas confirmam os factos (presentes e futuros). Até porque já circulam informações (de medições fora dos limites aceitáveis) na costa oeste dos EUA.

 

Mas talvez ainda possamos comprar numa loja chinesa um fato à prova de bala (radioactiva).

 

(imagens – retiradas de infinitepower8.blog.fc2.com/obtidas a partir de geomar.de)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:04

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