Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

04
Nov 14

A Camada de Ozono é uma coisa Boa. Localizada na Estratosfera (situada entre 15 e 50km de altitude) esta camada protectora (composta por 90% de ozono) rodeia o nosso planeta (como um bombeiro) com um objectivo a cumprir (para a Humanidade): proteger-nos das radiações electromagnéticas (nocivas) provenientes do Sol como é o caso das radiações ultravioletas.

 

ozone_11sept2014.jpg

Antárctida – Concentração de Ozono
(11.09.2014)

 

A lógica é muito simples: se esta camada da atmosfera quando saturada de partículas de ozono actua como um filtro atmosférico (não deixando passar grande parte dos raios ultravioletas), isso só vem confirmar a importância de se manter toda a extensão e qualidade dessa camada, de modo a assim se atenuar os efeitos nocivos dos raios vindos do exterior – raios solares e até (outros) raios cósmicos.

 

Quanto mais se for degradando esta importantíssima camada protectora que envolve a Terra, mais visível será essa degradação, com o alastramento do buraco da camada de ozono a prosseguir (e sem dar indícios de querer parar) – e sendo bem visível nos pólos esse efeito, região da Terra onde essa camada é mais fina logo menos competente e sujeita em maior grau aos raios ultravioletas vindos do Sol.

 

Com consequências que poderão não ser nada agradáveis para o Homem (e restante fauna e flora terrestre), já que se a Energia oriunda do Sol não fosse em grande parte absorvida ou reflectida pela nossa atmosfera, além de todas as doenças provocadas pelos efeitos nocivos dos raios que nos atingissem, até poderíamos ficar definitivamente esterilizados, levando-nos desse modo à extinção.

 

med6b.jpgEvolução do buraco da Camada de Ozono em 2014
(com máximo a vermelho)

 

Este ano o buraco da Camada de Ozono atingiu o seu pico em meados do mês de Setembro, com a sua área a atingir um máximo de 24 milhões de KM²: muito semelhante na sua dimensão ao que se tem passado nos últimos anos, mas muito mais pequeno se compararmos com os buracos registados nos anos que antecederam, acompanharam e precederam a transição entre séculos.

 

Interessa também conhecer os mecanismos que poderão relacionar a qualidade da camada de ozono (e a maior ou menor extensão do seu buraco), com a variação de temperaturas que se tem vindo a verificar não só na Antárctida como em muitas outras regiões do mundo: segundo os cientistas um aumento da temperatura na estratosfera na região da Antárctida, poderia provocar (e justificar) uma diminuição do buraco da camada de ozono.

 

Ou então a culpa seria das Clorinas: “It is one of the most common elements in nature, where it is even more plentiful than carbon. Among the inorganic chlorinated substances, common salt is of course the best example. Key natural sources of organic chlorinated substances – organochlorines – are the oceans, forest fires and fungal activity.” (Chlorine in Nature – eurochlor.org)

 

(dados: thewatchers.adorraeli.com – imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:38

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