Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

03
Dez 14

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Como sempre a comunicação social não transmite uma informação (de um facto), limitando-se apenas a transmitir mais uma versão (de uma parte interessada). E nem mesmo o físico britânico Stephen Hawkin (como fonte da informação) se safa, da manipulação da transmissão (ou versão adoptada).

Stephen_Hawking_2013.jpg

STEPHEN HAWKIN

 

Numa entrevista recente realizada pela BBC, na qual entre outros assuntos (e muito naturalmente) veio à conversa a visão de Stephen Hawkin sobre o mundo actual, ao falar-se sobre AI (inteligência artificial) este afirmou:

 

“The development of full artificial intelligence (AI) could spell the end of the human race”.

 

"The biggest event in human history. Unfortunately, it may also be the last”.
(sobre a criação da inteligência artificial)

 

Foi o suficiente para a entrevista descambar temporariamente para um tipo de trajectos paralelos despropositados (comentários nitidamente dirigidos), abandonando o seu conteúdo científico e substituindo-o pela aplicação de danos colaterais à sua fonte de informação (até para controlar o seu entusiasmo natural e recolocar o assunto nas ideias e não na personalidade – precisamente o que a comunicação social fizera com ele).

 

E assim surgem estas verdadeiras preciosidades:

 

Hawking uses a voice synthesizer to communicate.

 

Recently, he has been using a new system that employs artificial intelligence.

 

Como se vê, vale tudo até tirar olhos. Como pode alguém alertar os outros para o perigo originado pela aplicação no funcionamento e desenvolvimento da sociedade de novas tecnologias revolucionárias e inovadoras (como o será no futuro a AI), se o mesmo que lança este alerta é um dos seus mais conhecidos utilizadores e usufrutuário? Percebe-se bem a estratégia: “chama-se deficiente ao tipo (que pretende ter ideias) mas não se lhe tira a cadeira (para este poder continuar a mexer-se)”.

 

Elon-BTA-0812-de.jpg

ELON MUSK

 

Mas deixando de lado o trajecto da entrevista, espreitemos na origem apenas dois pormenores: talvez contradições, talvez uns pró e os outros a favor. Experimentemos ver o que diz um dos mais interessados no tema – Elon Musk (milionário norte-americano ligado a empresas como a SpaceX e a Tesla Motors):

 

“We need to be super careful with AI”.

 

“Potentially more dangerous than nukes”.

 

E já agora o que é que ele fez de imediato para evitar estes perigos que tanto o preocupavam? A resposta foi fácil, barata e futuramente dará milhões: em conjunto com mais um amigo investiu mais 40.000.000 de dólares numa companhia, tendo como objectivo a criação de um cérebro artificial. Se hoje em dia já são cada vez em maior número os especialistas na área que acreditam que apenas utilizamos uma parte ínfima das nossas capacidades cerebrais, o que será se um dia pusermos nas mãos de uma máquina o desenvolvimento da mesma?

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:05

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